O lado B da maternidade: porque se fala tão pouco sobre ele?

Logo que eu me tornei mãe e que vivi alguns momentos difíceis da maternidade me perguntei porque ninguém nunca havia me alertado que esse lado B também existe. Toda vez que eu conversava com uma mãe, ela se derretia em elogios ao filho, dizia como sua vida tinha mudado para melhor, como pela primeira vez na vida estava vivendo um amor incondicional e como era maravilhoso, soberbo, estupendo, incrível, inexplicável ser mãe.

Sim, tudo isso é verdade, por outro lado, nunca nenhuma delas me chamou num canto e disse: “olha só amiga, quero te contar uma coisa, ser mãe é tudo de bom, mas também tem uma parte bem difícil e chata, e você vai ver as duas coisas. Com certeza!”.

O máximo da parte difícil que eu havia ouvido era: você vai sentir sono, muito sono, vai morrer de sono e nunca mais vai dormir direito na sua vida. Ou, então, o famoso: no início dói para amamentar.

Ponto final! Foi só isso que me disseram. Foi só sobre isso que fui alertada. Sobre tantas coisas que depois eu iria viver, e que com certeza muitas de vocês também viveram ou viverão, ninguém nunca me falou nada.

Nunca ninguém abriu a boca para me dizer que amamentar era muito, muito, muito difícil. Que não era só o bebê nascer, abocanhar o peito, sugar e se alimentar. Que podia ter N fatores que iriam prejudicar a amamentação e que talvez eu não fosse conseguir amamentar como gostaria. Também nunca me alertaram que no início as coisas são muito, mas muito difíceis. Que não é só o não dormir direito, mas é o não dormir, não comer, não tomar banho, não escovar os dentes, não fazer xixi.

E mais do que isso, tem ainda outra coisa muito importante. Tambem nunca haviam me dito que tem horas que a gente simplesmente enche o saco. Que tem momentos que a gente secretamente se pergunta: Por que tudo tem que ser tão difícil? Por que tenho que estar passando por isso? Por que resolvi ser mãe?

Ah sim, porque tem horas, que mesmo a mãe mais babona, apaixonada, dedicada e mimimi do mundo vai se fazer essa pergunta. Isso porque, sempre haverá um momento em que ela irá chegar no seu limite do cansaço e da paciência.

Agora, volto lá na minha dúvida do início: porque ninguém fala isso? Porque ninguém comenta essas coisas com a gente? Porque todo mundo sempre quer dourar a pílula?

De duas uma: ou querem proteger a futura mamãe do choque que está por vir ou vêem essa confissão como algo que as faz menos mãe.

Eu, ando mais inclinada a acreditar que a segunda alternativa é a verdadeira. Que a maioria das mães não mostra o lado difícil das coisas e não confessa que muitas vezes chega no seu limite da sanidade porque acha que fazendo isso irá descer no ranking que elege as melhores mães do mundo. E se tem uma coisa que toda mãe quer ser é a melhor.

Gente, está aí uma coisa ultrapassada, que podia funcionar no tempo das nossas mães e avós, mas hoje em dia não cabe mais.

Estamos no tempo da sinceridade, do ser verdadeiro, do assumir suas falhas e fraquezas sem que isso nos faça menos importantes. Além do mais, hoje, muitas de nós não assumem só o papel de mães, mas também o de profissionais, de voluntárias, de pessoas engajadas na sociedade e por aí afora. Ou seja, quem disse que temos que ser perfeitas como mãe? Quem disse que não podemos confessar que uma hora cansa, que uma hora enche o saco, que uma hora temos vontade de fugir de casa para voltar uns três dias depois? Afinal, é difícil dar conta de tudo, é difícil assumir e concilar todos os papeis que nos cabem nessa sociedade moderna.

Se alguém tivesse me dito isso antes do Léo nascer, eu teria me culpado menos quando tive esses sentimentos. Só fui descobrir que outras mães também passam por esse momento “saco cheio da maternidade” quando conversei com algumas amigas íntimas e confessei que era isso que eu senti algumas vezes. Aí sim, algumas também confessaram: Ah! é assim mesmo!

Mas então, por que cargas d`’agua nunca me faram isso antes? Catso!

Gente, então vou dizer, vou deixar bem claro aqui: ser mãe é tudo de bom. Ser mãe é lindo. Ser mãe muda a gente, mudo o mundo, muda tudo para melhor. Mas ser mãe também tem o seu lado B, como tudo na vida.

E ter esses momentos de “putz, tô de saco cheio” não torna ninguém menos mãe. Só a torna humana. Porque vamos ser sinceras, alguém que vê na maternidade uma experiência maravilhosa, edificante, encantadora 100% do tempo, ou está mentindo, ou é de outro mundo. Só acredita que isso é possível quem nunca viveu a experiência de ser mãe.

Talvez irá aparecer mamães por aí para dizer que tudo isso que estou escrevendo é uma bobagem, que não é assim não, que a maternidade é linda, cor de rosa e perfeita. Mas tenho certeza de que em meia hora de conversa vou conseguir arrancar delas pelo menos um exemplo de uma situação em que elas tiveram vontade de arrancar os cabelos e fugir para uma ilha deserta, sem filhos.

A questão é que desses momentos a gente esquece. Na maior parte das vezes. Só os lembra quem ainda os está vivendo. E aí, se culpa, se martiriza, se pune!

Gente, na boa, ninguém é menos mãe porque tem seus momentos saco cheio. E se mais pessoas confessarem isso, em claro e bom som, tenho certeza que a culpa de muitas mães será amenizada.

Bom, estou fazendo a minha parte! Minha confissão está aqui, para quem quiser ver e se conformar! Mas também garanto: apesar dos perregues, dos momentos “putz”, eu faria tudo de novo (e garanto que ainda vou fazer). E não há como negar que o lado B, na grande maioria das vezes, desaparece da nossa memória quando o lado A abre aquele sorrisão.

249 comentários

  1. nanicoloneze

    Esse post está perfeito, é exatamente isso…

    1. Obrigada! Beijos! :-)

    2. Vanessa

      Oii gente!
      Nossa! Esse texto poderia ter sido escrito por mim! É exatamente o que seu senti, pensei…

      Eu passei pelo Baby Blues e antes de saber que era isso e que tinha esse nome me culpava horrores por ficar de saco cheio! E claro, não falava com ngm além de meu marido e família.
      Hj eu dou uns alertas para as futuras mamães… kkk Suavemente, mas dou.

    3. Vanessa

      Opa! Exceto pela amamentação… pra mim foi bem fácil, graças a Deus.

      1. Simony Cristina Teixeira

        Olha só, eu que ainda descobri que estava grávida 1 mês após casar. Estou com 1 ano e 9 meses de casada e estamos numa crise, pois o bebê toma todo nosso tempo, pois faço pós e trabalho e tenho sentido a falta da época do namoro. O marido também anda super cheio de coisas para fazer a está cada vez mais difícil para arranjar tempo e quando temos tempo para fazer alguma coisa estamos cansados ou temos que levar o bebê. Estamos numa crise dificílima. Aí penso: por que engravidei logo de cara? Por que não esperei? Mas amo meu filho e minha família e sei que se não engravidasse agora, não seria o Bernardo do jeitinho que ele é… mas às vezes bate um desespero!

        Bjos!

    4. Priscilla Castro

      Obrigada por dividir conosco isso tudo. Eu estava a beira do desespero e ao pesquisar vi que há mtas mães que ousam falar a verdade, dói, dói mto…
      Espero que passe logo.

    5. Andreia

      vivi tudo isso e ainda vivo, pensei que eu estava ficando louca, ninguém fala isso!

  2. Perfeito como sempre Shyrlei!Parabéns e obrigada por dividir a sinceridade que as vezes não conseguimos expressar. Seu blog é como uma sessão de terapia diária!!! bjs.

    1. Ah! Obrigada! Fiquei super feliz com o comentário. Beijinhos!

  3. Luciana Moulaz

    Exatamente isso. Eu me peguei desesperada, sem saber o que fazer, com os bicos dos seios rachados, o meu filho querendo mamar e eu sem querer dar, por causa da dor. Mas como vc mesma disse, tudo passa. Mas tem sim o lado B da maternidade. Adorei o post.

  4. Anonymous

    Vc falou td q estou passando e sentindo no momento… e realmente agora sabendo q outras maes tb tem esse sentimento, me sinto menos culpada rsrs.
    Concordo plenamente com vc, as vezes tenho vontade de deixar tudo e sair correndo!!! rsrs

    1. Simone

      Faço minhas essas palavras! Exatamente isso!

    2. Marília

      é exatamente isso, quando li parecia o meu pensamento kkk

    3. Anonymous

      Fico feliz em ler esse post, sempre digo isso e me culpo mto. As vezes vejo mães nesse papel sublime de não conhecer o lado B e me pergunto “sou tão ruim assim”… è mto difícil aceitar esses sentimentos, afinal eu escolhi ser mãe, mas sabia que não era sozinha nesse mundo. Obrigada por me tornar uma mãe normal, rsrsrs. Foi d+!

    4. Meninas, também levei tempo para descobrir que esses sentimentos são normais. Hoje dou boas risadas pensando no quanto sofri quando comecei a perceber que eu não achava tudo lindo e perfeito. E pensava que só eu me sentia assim. kkk! Bjs. Fico feliz que o post tenha sido tão útil.

    5. Anonymous

      Pensei que apenas eu sentia isso no início e sempre falo que o lado “B” é um tabu. Melhor se sempre fossemos sinceras até mesmo para ajudar as futuras mamães!!! Lindo post!!!

  5. Concordo e já confessei isso em meu blog também…http://asumigamordeumeudido.blogspot.com.br/2013/02/confesso.html

    Talvez as mães não falem pq é mais bonito o cenário perfeito, harmonioso. Pega bem… mas não é real.

    beijos
    Aline

    1. Pois é, todo mundo passa por uns perrengues, mas nem todo mundo quer admití-los. Bjs!

  6. Cris

    Olha, eu concordo contigo que tem o lado B… tive essa experiência duas vezes… mas quanto ao motivo de não falarmos nisso… não sei, não. Acho que é como você falou na última frase do texto. É tudo tão gostoso com nossos bebês lindos, que na hora em que nos perguntam, a gente nem pensa na parte ruim. Tudo o que vem na cabeça é a emoção de ter nosso milagre nos braços, e o sorriso lindo deles para a gente. Não acho que eu queira “amenizar o choque” das futuras mamães, nem me sinto menos mãe por ver um lado ruim. Apenas não penso nele, nem me vem à cabeça quando sou perguntada.. é isso…

    1. Cris, na verdade, eu depois fiquei pensando muito nesse assunto, porque várias amigas vieram me dizer que haviam alertado sim do lado B, como é que eu podia dizer que ninguém tinha dito nada! Acho que o que acontece é que as pessoas até falam que tem a parte difícil, mas a gente não entende direito como é. Só na hora de vivier é que a ficha cai. E também tem isso, o lado bom é tão bom que tem muita gente que nem lembra de falar do lado difícil. Beijos para vc. Shi

    2. Elaine Canha

      A gente deve esquecer mesmo. Senão, todas seríamos mães de um filho só. Hoje ela está com um ano, e pouco me lembro das dificuldades dos dois primeiros meses.

  7. Regiane Makiyama

    Exatamente isso!
    Eu já acompanhei minha irmã de perto quando meu sobrinho nasceu, e ela nunca me falou que seria tão difícil e desgastante a maternidade.
    Aliás, nunca mesmo ninguém me disse sobre o lado B.
    Acho que é justamente por ter medo do julgamento da outra pessoa, do que ela vai achar.
    Eu também tenho os meus momentos de “putz, to de saco cheio” , mas como você, faria novamente só pelo prazer em ser Mãe, é muito bom.
    Mas somos humanas, é normal sentir isso.
    Ainda mais para quem é Mãe solo assim como eu, não tenho com quem dividir o fardo rsrs
    Parabéns pela iniciativa de confissão rs
    beijos

    http://viniciusmamaequedisse.blogspot.com.br/2013/03/parceria-gira-baby-sorteio.html

    1. Obriagada! Beijos!!

  8. Mariana Couto

    Adorei o post de hoje. Minha filhota nem nasceu e eu as vezes fico de saco cheio de ter q fazer tantas coisas, assumir tantos papéis sem ajuda e sem gratidão por tais feitos. Ontem mesmo falei q iria fugir com minha filha rs tenho certeza q o lado B existe e adoro qd vcs comentam pq aí vou me preparando, mas quis tanto minha filha q tenho certeza q cada sorriso, cada gesto de carinho e amor q ela demonstrará para mim me fará esquecer td e dizer q ela é a melhor coisinha da minha vida.

    1. Sim, a gente esquece tudo de difícil segundos depois. :-) bjs

  9. Anonymous

    Com certeza!
    Ninguém nos fala sobre isso!!!
    Uma vez fiz um desabafo assim no face e quase me apedrejaram!

    1. Ahahah! Eu imagino. Só quem vive pode entender um desabafo desses. Bjs

  10. Anonymous

    Uma pergunta q eu me faço todos os dias e no meu caso digo q se me contassem eu pensaria duas vezes antes de ser mãe, a experiência é maravilhosa apesar do lado B q ninguém me contou, mas tive q abrir mão do meu emprego, não tive escolha, ninguém me avisou q isso poderia ocorrer… agradeço por ter tido a OPORTUNIDADE de parar de trabalhar e não precisar contar com babá… mas acho q se soubesse do lado B antes, teria sofrido menos, me planejado melhor e me preparado psicologicamente… hj não penso duas vezes qdo alguém fala q pretende ter filhos abro o verbo e conto tudo! Qdo alguma amiga está gravida, conto tb! Faço o q gostaria q tivessem feito comigo! E muitas já me agradeceram por isso! Mas tem outro lado… tem as q querem ter filho mesmo sendo incompatível algumas profissões com a maternidade e não acreditam ou não visualizam qdo a gente conta o lado B… Mas é isso aí,,, todo mundo tende a nos olhar com cara de espanto qdo falamos a verdade…

    1. Fernanda

      Amei o relato expressa exatamente o que estou passando, espero que essa fase passe logo. Tem horas que não de o que fazer, e só da vontade de chorar e eu choro mesmo muitas vezes em silêncio…mas ultimamente tenho deixado o silêncio de lado e pedido socorro, feliz quem tem babá. Bom é isso, não vou falar muito para não surgir o sentimento de culpa. Adorei o texto, irei repassar!!!! Bjs

  11. Simone

    Fiquei aliviada em saber q nao sou só eu pensando assim! To passando por isso, noites sem durmir e vontade de passar uns 3 dias numa ilha deserta! Só nao fujo de casa pq ela precisa de mim e sentiria muito minha falta, pq por mim… Kkkkkk

  12. Anonymous

    post perfeito!! é exatamente isso!

  13. Unknown

    Perfeito!!!! É exatamente isso…

  14. Michelle Amorim

    Oi Shirley!

    Eu SEMPRE falo para minhas amigas que ainda não são mães e tem vontade de ser (e até para aquelas que não tem, haha) que é maravilhoso porém muito difícil, punk mesmo!

    A gente não tem a mínima ideia de onde está se metendo quando decidimos pela maternidade! Mas eu sempre digo que é como tudo na vida. Nem só bom, nem só ruim. Pelo bom, vale a pena ;-)

    Bjo

    1. Com certeza Michelle, eu também solto o verbo para as minhas amigas, mas depois concluo: apesar de tudo que estou falando e apavorando vocês, vale muito, muito, muito à pena. No pain, no gain, não é mesmo. Bjs!

  15. SOL

    Vira e mexe comento a mesma coisa! Por que?????????? Posso passar por maldosa, mas acho que toda futura mamãe tem o direito que eu não tive! De saber o lado B da história!
    Post perfeito!

  16. Ju Solak

    Você tem o dom de abordar os assuntos mais intimo para nós, mães de primeira viagem. Parabéns.. Amo ler seus posts.

    Eu sempre falo que vou escrever um livro, relatando a vida como ela é, pós maternidade.
    Pq entre nós, quem diz viver num mundo perfeito, não deve viver neste mundo.. (ou tem medo de seus próprios pensamentos)
    Bjs a todas mamães REAIS…

    1. Obrigada, Ju! Bjs

  17. Anonymous

    Perfeito!
    Irônico apenas o fato de que foi justamente em um 1º de abril que eu li uma das maiores verdades já ditas sobre maternidade!
    Parabéns pela clareza, honestidade, coragem e pela grande utilidade de seu texto.
    Julio.

    1. Olha que delícia, o Macetes de Mãe tem leitores homens também. Agora estou me achando aqui. Ehehehe! Obrigada pelas palavras, Júlio. Abraços!

  18. Gisele

    Nossa, penso exatamente como você! Pergunto-me as mesmas coisas. Passei pelas mesmas situações. É muuuuuito difícil no início! É muito frustrante, apavorante, dolorido, cansativo… enfim! Pra mim os exatos 15 dias de blues foram terríveis. A cesárea me cansou muito. O peso da bebê e a minha tensão me deixaram com muita dor nos ombros e braços. O refluxo fisiológico me deixava apavorada. As cólicas, os resmungos a noite toda… é muita coisa que deixa a gente perdida.
    Pega tudo isso e eleva à décima potência quando você mora longe da família e tem uma sogra que só coloca defeito no seu bebê.
    Mas o tempo passa e tudo melhora. Longe de ser perfeito. Mas, como você disse: o lado B é esquecido quando o lado A abre aquele sorrisão!
    Obrigada por compartilhar da realidade e desculpe-me pelo comentário longo!

    1. AMO comentários longos. Já viu o tamanho dos meus posts? Se gostasse das coisas resumidas meu blog seria bem diferente. Ehehehe! Bjs e obrigada pelas palavras.

  19. Anonymous

    Nossaaa desde que minha filha nasceu sempre me perguntei a mesma coisa: por que ninguém fala das dificuldades? Quando alguém me pergunta, hoje, como é ser mãe falo exatamente isso, tem seu lado bom, mas tem o ruim também, não dá para mentir… Muito bom seu post!

  20. Anonymous

    Muito legal… porém pra mim vc não disse nada. Não sou mãe ainda e no seu texto vc não diz nada dessas partes ruins. Vc conseguiu fazer como todas as outras mulheres do mundo e se sentiu culpada ao escrever esse texto e dourou a pílula. Não sou mãe, já disse. E não faço idéia de certas coisas. E ninguém NUNCA diz essas certas coisas. Então tá, vc disse q dar de mamar dói muito, q não dorme, q sente culpa por não ser a melhor mãe 100% d tempo. Mas e o resto? O q mais tem de desagradável? Ninguém diz… Depois q as mulheres viram mães passam a só falar dos filhos, de coisas de filhose etc… mas nada de real e de novo sai disso.

    1. Talvez a maternidade traga também a cumplicidade entre mães. Acho que o pouco que é dito é compreendido, pois todas passam, de uma forma ou de outra, pelas mesmas crises, mesmas situações. Talvez por isso não seja necessário exemplifica no texto tudo que tem de ruim no lado B da maternidade.
      Mas te garanto, o lado A compensa tudo.
      beijos
      Aline

    2. Gisele

      Cada mãe sabe das suas dificuldades. Mas, as pessoas costumam falar apenas que é muuuito difícil. Mas é muuuuuito mais difícil do que você pode imaginar. Alguns exemplos: além de doer no início, amamentar dá muita sede e vc só percebe que esqueceu de pegar a água quando está no meio da amamentação; você pode sofrer com falta de leite e o bebê chorar de fome ou sofrer de hiperlactação e o bebê chorar de cólica (!); você sente dor por tensão, cansaço; você não morre de amores pelo bebê logo de cara; se questiona se deveria mesmo ter tido filhos umas 10 vezes por dia (isso costuma ocorrer durante o “blues puerperal”); você não toma banho em paz; não toma café, almoça ou janta decentemente; precisa fazer dieta pro bebê não ter cólicas (eu passei alguns meses a arroz branco e frango grelhado todos os dias); quando o bebê precisa tomar leite artificial e não aceita, você fica de-ses-pe-ra-da, pois não sabe se o leite é ruim, se é a mamadeira, o bico da mamadeira, enfim…; o bebê costuma não pegar chupeta de primeira e você fica louca querendo fazer ele pegar pra satisfazer sua necessidade de sucção e aliviar as cólicas; você passa o dia de pijama pois não dá tempo nem de se olhar no espelho, às vezes nem dá tempo de escovar os dentes, parar pra fazer xixi, pentear os cabelos; fazer as unhas?! vixi, vai demorar!; você percebe que algumas pessoas não respeitam seu momento e suas dificuldades; você pensa em jogar o bebê contra a parede quando não sabe mais o que fazer pra ele parar de chorar e te deixar descansar, pois vc está só o pó (E CHORA MUITO DE REMORSO DEPOIS!); você se sente a pior mãe do mundo, pq acha que essas coisas ruins só acontecem com você, pois nunca alguém te falou isso!
      Acho que é mais ou menos isso. Mas tudo isso passa, viu?!

    3. É exatamente isso que as meninas falaram aí em cima. Quando fiz o post eu não precisei falar sobre as dificuldades, pois estava falando para quem já havia vivenciado isso e elas sabiam muito bem ao que eu estava me referindo. Mas lá no blog tem vários postos que eu conto dos perregues que já vivi. É só dar uma passeadinha que você irá encontrar várias histórias. Beijos!

    4. Anonymous

      Caraca…. agora sim eu vi sinceridade. Obrigada mesmo. A-d-o-r-e-i. Aproveitando esse momento, alguém bem sincera pode me dizer sobre o parto? pq tbm só ouço: nem lembro se doeu, na hora q eu vi (nome do filho) foi tanto amor que eu esqueci. É mentira, eu quero saber como é, coisas q ninguém conta. (Já ouvi dizer q tem maes q até fazem coco fazendo força)…

    5. Gisele

      Gente, fiquei pensando aqui sobre o que escrevi. Em especial quando falei em “jogar o bebê contra a parede”… PELO AMOR DE DEUS! Eu nunca pensei em fazer isso de verdade. Jamais faria mal à minha preciosidade! Esse é um termo que meu marido usa aqui em casa pra tirar um sarro de quando a gente passou raiva e depois que a raiva já passou.

      Em relação ao parto, o meu foi cesáreo e bastante ruim. Eu “sentia” os médicos mexerem em mim. Não conseguia mexer as pernas, portanto, a anestesia fez efeito, mas eu sentia o mexe e remexe lá no meu abdome. Não era dor, era desconforto apenas. Achei tudo muito agressivo, mas, realmente, quando a gente vê o bebê é só emoção!
      Durante o parto ficava pensando se não seria melhor ter feito parto normal. Mas, acho que não aguentaria a ansiedade de esperar o rompimento da bolsa ou as contrações.

    6. Anonymous

      Vou dar meu relato em relação ao parto. O meu foi natural e foi bem difícil. Minha bolsa estourou as 10hs da manhã, comecei a entrar em trabalho de parto as 14h00 e minha filha nasceu às 20h30. … Nesse meio tempo entre início do TP e o nascimento pra mim foi uma eternidade! Era contração indo e vindo, cada vez mais intensas; “dedadas” a toda hora pra ver como estava a dilatação; banhos quentes; andar pra lá e pra cá; levanta, abaixa… Enfim, foram mais de seis horas nessa novela.

      Na hora do parto fiz o nº2, sim, fiz coco, pq a força para o bebe sair é a mesma como se vc estivesse no banheiro, tanto que as enfermeiras não deixaram eu ir no banheiro em hipótese alguma quando vinha as contrações, mas acho que o pior é que eu fiz tanta força que tive até hemorróida, que voltou ao normal depois de algumas medicações.

      Hoje minha filhota está com um mês, e sei que sofri muito nesse dia, mas na hora que colocaram ela nos meus braços, parece que não aconteceu nada! Enquanto eu e marido (sim, ele acompanhou todo esse processo, afinal, eu não fiz ela sozinha kkk) admirávamos nossa preciosidade, a médica ia fazendo os procedimentos pós-parto, retirada da placenta, higienização do local, os pontos da episiotomia, mas nem sentia muita coisa…

      Não me arrependo em nenhum momento de ter tido parto natural, pois minha recuperação foi maravilhosa, depois de duas horas do parto, já estava tomando banho sozinha! Enquanto minha companheira de quarto, que teve cesária, só tomou banho depois de quase seis horas, acompanhada de uma enfermeira. Fora que eu andava normalmente pelos corredores do hospital, enquanto essa mesma moça andava praticamente se rastejando e toda encurvada.

      Sei que cada um tem sua opinião, a minha foi a mesma desde o momento em que descobri que estava grávida, a certeza de que eu não queria cesária, morro de medo de anestesia. Só mudaria de opinião caso eu ou minha filha corressemos algum risco. Fui chamada de louca por querer sentir dor, mas como eu disse, cada cabeça uma sentença.

      Só sei que realmente é mega dolorido, mas que passa no momento em que vc pega seu filho no colo, tudo passa como num toque de mágica…

  21. Viviane

    Nossa, vc realmente sabe se expressar adoro ler o q vc escreve, depois q me tornei mãe, o q só faz 2 meses e meio, sempre leio seus posts e acho mto legal! E em relação a este, é verdade, no inicio foi tão difícil pra mim fiquei tão cansada e desesperada kkk..e achei q era a única mãe no mundo q tinha ficado assim e me sentia a pior mãe do mundo! E qdo meu bebê sorria pra mim..meu coração partia, pq eu pensava…olha q coisa linda e eu to aqui tão cansada! mas graças a Deus hoje já estou melhor!

  22. Annynha

    perfeito… estou com meu bb de 1 mes, passando pelo lado b as vezes… muito bom ter lido sua confissão

  23. Anonymous

    Pois é, eu sempre falei sobre isso….mas sempre me disseram que não era bem assim…além disso eu falava mais e mais coisas, e falo até hoje…pois minha filha tem 16 anos e sei que a parte mais fácil é esta que vc está vivendo, vem coisas piores. Mãe que é mãe muda sua vida por causa do filho, é uma preocupação constante, que só tende a aumentar, e depois ainda vem as brigas, as amizades, várias e várias coisas…Uma vez eu disse que ia fazer minha tese com o seguinte título ” 1001 motivos para não ter um filho”…..

  24. Juliani de Paula

    Acho que isso é um Tabu, pelo fato que se eu chegar e dizer pra uma amiga que to cansada de saco cheio pode parecer que não amo meu filho.
    Estou em um momento beeem de saco cheio sabe? Não é porque meu filho é um RN e eu não durmo são as malditas birras sabe?
    Obrigada por esse texto!

    1. Afff! A fase das birras é famosa. Medo do que está por vir daqui um tempo. Bjs!

  25. Anonymous

    A mais pura verdade!!E ainda digo mais, no segundo filho as coisas pioram, porque temos que dar conta de dois. Assunto muito bem abordado.

  26. Anonymous

    Comigo foi o contrário… Me falaram tanto desse “lado B”, ou seja, das “agruras” da maternidade, que, por muito tempo, eu cultivei um verdadeiro pavor à idéia de ser mãe! Até que um dia eu me rendi e aí foi que descobri o “lado A” tão maravilhoso que eu jamais imaginava que pudessem coexistir… rsrs. É o famoso “padecer no paraíso”. Parece clichê, mas é mais pura verdade!

    1. Que bom! Isso é o que toda mãe sonha. Parabéns!!! Aproveite tudo isso. Bjs

  27. Concordo plenamente!! Sempre odiei a hipocrisia materna. Se as pessoas fossem mais honestas, tudo seria mais fácil, especialmente para nós – mães de primeira viagem…

  28. Tatiana Cali

    Cla’, cla’, cla’ !!!! Palmas de pes !!! Absolutamente fantastico !!! Quando eu atendia adolescente iniciando a vida sexual eu sempre dizia: “Se vc pensa que filho prende homem, sai dessa ! E’ a melhor e mais facil maneira de perde-los!” Choro que nunca para e nao se sabe o porque, cansaco inesgotavel, xixi, coco, troca fralda, xixi, coco de novo e quando dorme e vc vai ao banheiro pra fazer tudo, tenta comer algo e finalmente tenta descancar, comeca tudo de novo … E o choro parece que fura o cerebro da gente … Quantas vezes gritei e ainda grito: “Para o mundo que quero descer !!!”. Mas quem nunca teve filho parece que nao entende, ou nao quer entender, sei la! Mas o esquecimento e’ fisiologico … O sorriso nos faz esquecer, o lado A compensa. Assim como a dor do parto … Se nao fosse assim, so as loucas teriam mais de um filho …rs! So o melhor fica e o resto e’ deletado !!! Muito bom mesmo! Bjs, Tatiana.

  29. nossa falou td e mais um pouco do que eu sinto e tenho medo de por isso pra fora pensei que somente eu me sentia assim to até aliviada pois cobro de mim esses sentimentos do lado b suas palavras suavizaram minhas sensaçoes seria algo q tava acontecendo somente comigo deus lhes abençoe grandemente obriga obrigada mesmo por suas palavras bejinhos fiquem com deus

  30. Ótimo post!!

    Já escrevi algo parecido no meu blog! Sentir fraqueza é ser humana e ponto final.

    Lembro que, na minha gravidez, uma colega de trabalho sempre me dizia o lado “trash” da maternidade e eu, encantada com tudo, não dava ouvidos. Na véspera do meu parto ela veio me visitar e eu pedi pro meu pai dizer que eu estava dormindo… Sinceridade? Foi a única pessoa que me disse a verdade!

    Beijos.

    Mãe e Mel.

  31. Anonymous

    Tive algumas amigas que me contaram que esses sentimentos são normais enquanto eu ainda estava grávida. Parabéns pelo post. Saber disso antecipadamente, não melhorou ou amenizou todo o sofrimento do lado b, mas não me sentí culpada por estes sentimentos.

    1. Exatamente! Saber das dificuldades não irá torná-las mais fáceis, mas amenizará a culpa. E isso já é uma grande ajuda. Bjs!

  32. Anonymous

    Perfeito, só isso q tenho a dizer!
    Vc falou TUDO!!
    Mariana

  33. Tatiana Berlanda

    Sabe pq ninguém nunca fala sobre o lado ruim da maternidade? Pq quem está grávida não quer ouvir…Além disso, se você começa um assunto desses com uma grávida a) Ela vai te achar uma louca desvairada que está tentando estragar esse momento lindo da vida dela, b) Quem escutar vai te achar uma louca desvairada que está tentando estragar esse momento lindo da vida dela. Nunca pensei que seria menos mãe por confessar esse tipo de coisa e falei para as minhas amigas grávidas que nem tudo são flores. Falei dos dias em que acordava, dava de mamar, trocava fraldas, fazia o bebê dormir e, quando pensava que poderia ter algum momento pra mim, tinha de começar tudo de novo, até me dar conta que não tinha sequer conseguido escovar os dentes – no meio da tarde! Dos dias que não conseguia trocar de roupa ou tomar banho ou ter uma refeição decente (que tanto precisamos para podermos amamentar) e sabe o que me diziam? Que eu estava cansada, que estava exagerando, que não era bem assim, que com elas não seria assim. Depois, todas passaram pelo que eu passei e admitiram que eu estava com a razão. Algumas tentaram alertar outras grávidas, com tanto (in) sucesso quanto eu.
    Isso é o que acontece. Para muitas, a maternidade é um conto de fadas, um sonho se realizando que, assim, como a paixão, nos cega momentaneamente.

    1. Ehehehe! Tudo bem, a gente tenta fazer nossa parte e alertar. Eu seguirei nesse papel, mesmo que me achem meio louca. Bjs

  34. Kátia Malta

    Oi Shi, super verdade o que escreveu !!! Tipo ninguém tem vida de “comercial de margarina” mas não fala não, rs, e ai a gente fica se sentindo super estranha mesmo, culpadérrima, um ET, rs. Isso aconteceu bastante comigo, com relação ao casamento, tipo tudo lindo na vida dos outros, ninguém me falou que o começo é difícil mesmo, que talvez você queira mandar seu marido pra lua, rs, enfim, acho que só pessoas bem resolvidas conseguem assumir suas falhas, medos e sentimentos sem se sentir uma péssima mãe !! Parabéns por por pra fora e inspirar todas nós !! Beijos !!

  35. Anonymous

    Minha história é o posto: Tenho 40 anos e uma filha de 6…
    Eu ja sabia do lado B…minha mãe me contou a vida inteira como foi terrível o dia q eu nasci… nasciem casa no meio do mato, com aspirantes a parteiras… nós duas quase morremos… rasgaram minha mãe toda para eu sair! e era inverno muito frio no sul do brasil, sem fogão a gaz (já tiverma de ascender um fogão a lenha????)… sem luz nem agua encana… e minha mãe tinha 18 anos (uma criança assustada), não soube me amamentar… por pura falta de informação passei fome… me alimentavam com chá.. (Affff)… Foi um pesadelo!!!!! Pobre dos meus pais inesperientes e desprovidos de informação, fui a primeira esperiância deles… chorei 40 dias com curtos intervalo de uma soneca depois de tomar um chasinho… quando tomei uma mamadeira de leite de vaca dormi 20 horas…
    Tinha PAVORRR toda essa história horrivel… eu acreditava q iria passar pelo inferno como mina mãe contava aos 4 ventos… e a minha história de maternidade foi PERFEITA… ela nasceu de cezariana maravilhosa com uma recuperação perfeita, até a cicatriz ficou perfeita, pegou meu peito minutos depois de nascer e só parou de mamar qdo eu decidi isso, nunca tive rachaduras, ela nunca, nunca, nunca me deu uma noite mal dormida, a ultima mamada era as 22h30 e só acordava as 7h00 da manhã…sempre muito saldável, não teve probelasm com cólica, nem dentes, nada… tenho até medo de ter outro filho e não ser tão perfeito! Ela é obediente, inteigente, entrou pra escola mais cedo q o normal pois aprendeu a ler sozinha… é superdotada… LINDA!!!! Ou seja de ouvir falar eu só conhecia o LADO B, e Graças a Deus Ele me apresentou o LADO A!!!!Sou mesmo felizarda, mas coitada da minha mãe!! Ou seja cada caso é um caso, todo mundo vive a sua própria história!! Sorte à todas vcs!! Deus as abençõe!!!

    1. Minha mãe também teve meu irmão, há mais de 50 anos atrás, no interior do RS, com uma parteira. Também me contou do horror que era cuidar de um recém nascido sem ter luz elétrica em casa, usando uma invenção de óleo com não sei o que para fazer fogo e aquecer o leite na madrugada (para não ter que ligar o fogao a lenha). Ela me contou isso quando eu estava no pior momento do meu pós parto e aí eu chorava mais ainda, pois ainda chorava por dó do que ela havia vivido. Bem como você disse, cada uma com a sua história. Inclusive, gostei do seu relato. Vou aproveitar a ideia e entrevistar minha mãe para ela contar mais sobre o lado difícil do que viveu. Acho que com isso vamos aprender a ver o lado bom de tudo que temos à disposição. Abraços!

  36. Vc falou tudo…
    Minha história é a seguinte,não pensava em ter um filho por N fatores,acabei engravidando e tds só queriam me mostrar as coisa positivas e eu sempre pensando no lado B + Deus é tão bom q me deu um filho com saúde perfeita,tranquilo,que dorme a noite toda desde 6 meses,quando parei de amamentar(não tinha muito leite).Mesmo assim tive que abrir mão de muita coisa q fazia quando ele não era nascido,sair sem hora para voltar,ir para academia e passar a manhã inteira lá…coisas q parecem bobas + fazem uma falta.
    Bjinhos.

  37. Gislayne

    o post é muito bom! Só acho q as mamães não comentam o lado B por medo de serem mal interpretadas. São poucas as pessoas que estão realmente dispostas a ouvir e entender o q estamos falando e as admitir q tem momentos q queremos sumir, é nos expor demais a comentários maldosos… Principalmente com o primeiro filho, as pessoas parecem te avaliar em tempo integral, pra ver se vc dá conta de cuidar do seu filho… tentam te ensinar o tempo todo como cuidar de uma criança, pq elas já criaram ou já leram a respeito. É muito cansativo ter q provar pro mundo inteiro que vc é capaz…
    Sempre que me perguntavam, respondia que era um momento lindo na vida de uma mulher, mas muito dificil tb… Tem a mudança hormonal, o cansaço e a decepção ao descobrir que as pessoas que juravam q te ajudariam, não podem te ajudar tanto assim…

  38. Paola

    As vezes quando paro para pensar no nascimento da minha primeira filha, percebo que eu não imaginava o quanto isso mudaria completamente a minha vida, e, por mais que eu tenha planejado este nascimento, o quanto eu estava despreparada em todos os aspectos. Não digo somente pelo lado do cansaço, da doação, da preocupação, mas, principalmente, porque a sua vida não te pertencerá mais, as prioridades mudarão por completo. E digo: nem amigas, nem mãe, nem os cursos de gestantes falam sobre isso… E mesmo que falassem será que conseguiríamos compreender na sua plenitude?

    O que eu percebo é que a maternidade é um processo de amadurecimento individual, cada pessoa passa por uma transformação, consciente ou não, dolorosa ou não. E dentro deste processo, acho que tudo começa pelas nossas próprias expectativas acerca do nascimento do filho, depois do nascimento vem a fase do reconhecimento neste novo papel e finalmente, o que para mim é o mais difícil, a busca do equilíbrio em assumir os altos e baixos de todo esse pacote.

    Para mim, acho que na verdade só se tem a real dimensão do lado B, depois que os filhos nascem, antes disso, não é palpável. E percebo isto pela minha irmã (que ainda não tem filhos), que me acompanha desde que meus dois filhos nasceram (minhas crises, angustias, exaustão, alegria, felicidade e plenitude). Definitivamente, ela estará mais preparada do que eu (posso dizer no aspecto de estrutura física, das difíceis escolhas que temos que tomar ao longo dos primeiros meses, que para mim, isto tudo também foram um choque), mas no aspecto emocional, acho que ela não consegue atingir os sentimentos, pois é um processo individual de transformação que só ocorre no nascimento do filho. Bjs Paola

  39. Cristina

    O lado B, não há como ser descrito. Tem de ser VIVIDO. Mesmo que chegassem e falassem das dificuldades de criar filhos, todas as mulheres que têm a vontade de ser mãe, não dariam importância. É como uma mãe que diz “filho, não suba aí que você pode cair. E o filho sobe”. Nós necessitamos de cada experiência para aprendermos com elas. À propósito, não existe manual de como criar filhos. As dificuldades que eu possa sentir talvez não sejam as mesmas que as suas. E os inúmeros obstáculos encontrados na maternidade são constatados diante nossa sociedade, observando os filhos dos vizinhos, na rua, dentro do ônibus, no shopping, na praia… Onde olharmos veremos mães e filhos cada um com sua individualidade. Portanto mães, vivam. Um dia após o outro e o outro e o outro e o outro…

    1. Exatamente! Adorei! Beijos

  40. Mariana

    Shirley bem colocado tudo …. a maternidade foi para mim a experiência mais incrível, e também a mais desejada, e esperada , foi uma caminho longo para engravidar então imagina como encaro isso ! mas é normal as vezes o cansaço, a irritação…. muitas mudanças ocorrem em nossas vidas e todas juntas !! é muito muito difícil conciliar todas as tarefas e o bebê , e se não der conta de algo ok ! No dia seguinte novas chances se abrem, de nos reorganizar, de ter mais paciência e etc. Realmente esse lado B vai ser vivido por cada uma de nós e claro que encarando a realidade: de que somos humanas, podemos errar, nos cansar e querer um momento só seu de volta é normal !!!!!!
    Eu me lembro que eu e meu marido observamos muito na gestação que as pessoas enfatizam apenas a questão do sono ….. até deixando de lado tudo de bom tb que nos espera ! Falou que está grávida , qual o primeiro comentário ? Dorme agora depois não vai dormir nunca mais …. então no nosso caso observei que nem esse lado B mas nem tanto o lado A , a questão era falar do sono …. e ser mãe vai além disso não é ? Tem o lado A e B para considerar !! rs! E tudo vale muito a pena !!!

  41. Patricia Gomes

    A-D-O-R-E-I esse post !

    Tuudo o que eu precisava ouvir !

    Eu passei a gravidez toda demonstrando o lado B da gravidez, que nunca é um mar de rosas como mostra nas novelas, e sempre fui super criticada por as vezes chorar, ficar com baixa estima… nunca ninguém me coomprendia, me sentia egoista até! mais agora seeei mto bem como a maternidade é maravilhosa, e tem sim MUITOS lados ruins e não sou menos mãe por isso, nem amo menos minha princesa!

  42. Anonymous

    Devo confessar que no primeiro filho todos os sentimentos que descreveu são verdadeiros, quando me perguntavam sobre a maternidade eu era categórica, expunha o lado A e B, e frisando que se precisa ter saúde fisica e mental, eu apenas encarava como “essa vida que ajudei a por no mundo foi uma escolha minha, então preciso ser forte, preciso encarar o cansaço do corpo e da mente”. Hoje estou no meu 3º filho, mas as dificuldades do primeiro nos ensina com os demais, existe cansaço, existe o que existia no primeiro filho, mas vc está preparado e tem de certa forma o controle que não sabia que teria que ter lá no comecinho…

  43. BeeHouse

    ADOREI, estou passando exatamente por isso… Tive o segundo, e ninguem contou que seria 10 vezes pior…porque não conseguimos dar a atenção que gosta´riamos aos dois…que ambos querem sua atenão ao mesmo tempo, que é super desgastante ter um ciumes continuo entre irmãos e ter que apartar os dois quando querem ambos estar no SEU colo, o pai nunca serve, tem que ser voce e SO voce… Estou cansada… Mas amo os dois e sei que isso é uma fase, e um dia vai passar se DEUS quiser…

  44. bianca costa

    A primeira vez que li a respeito do lado B da maternidade foi em uma revista, a qual não lembro o nome. Me identifiquei e fiquei feliz em saber não sou a única. São sentimentos intensos e contraditórios, ás vezes acabo desabafando com minha mãe, e o resultado não poderia ser outro. Ela diz q eu sou egoísta, q meu filho vai acabar achando q não é amado, entre outras coisas. Meu Drico começou a dormir a noite inteira aos 2 anos,hj ele tem 3. Costumo dizer q sou uma mãe muito mais feliz depois desse fato, mas mesmo assim ainda continuo sonhando (as vezes) com 3 dias numa ilha deserta.

  45. Isabela

    Adorei o sei post. Essa é a realidade…não é sempre tudo um mar de rosas, não é? Bom contar com a sua sinceridade.
    minha bebê chega em agosto…e assim já fico mais “preparada”, ou não…
    :)
    Isabela

  46. Ana Paula Faoth

    É isso mesmo =/
    Meu bebezinho completou 25 dias hoje e me sinto vivendo 100% o lado B da maternidade, é mto cansaço, mta cólica, mto choro, pra uma mãe só.Tenho uma filha de 13 anos que foi um bebe tranquilo, sem colicas e sem maiores complicações,então por 2 anos tentei engravidar até que consegui e agora tenho um menino Léo :) que é totalmente oposto da irmã rsrsrs…e hj msm me peguei pensando pq é que inventei de ter outro bebê se estava com a vida ganha rsrs =(

  47. Loanda Tavares

    Adorei o seu post!
    Muito verdadeiro e com certeza todas nós já passamos por isso.

  48. Dana

    Perfeitíssimo!
    Tem dias que tudo que vc mais queria é ter um tempo para não pensar em nada, nunca mais. rs
    Mas, no outro, tudo já fica bem. Ufa
    Amando seu blog. ^^
    Beijo

    1. Shirley Hilgert

      Que bom que você está gostando. Fico muito feliz. :-)

  49. Dana

    Ah, sabe o que eu acho q ninguém te contou isso antes? Pode se pq não ia fazer diferença, é vivendo que a gnt consegue perceber isso.
    Eu mesma tô na segunda viagem e mesmo sabendo de tudo que me esperava, não tornou + fácil/ + difícil, enfim, não mudou as batalhas que eu tive e estou tendo que enfrentar.
    Mas, é verdade, dificilmente alguém vai fazer um banner toda descabelada, suja de golfo, casa de pernas pro ar e colocar “amor incondicional”. hahaha
    Amei!

  50. Unknown

    Parabéns a autora pela coragem em assumir suas fraquezas. Mas eu confesso que não tive o lado B. Não lembro de algum dia eu querer parar o mundo pra descer, nem de me sentir exausta, arrependida da escolha. Talvez tenha sido porque forçadamente tive que ser “mãe” dos meus irmãos desde os 5 anos de idade e mesmo convivendo num lar bem humilde e pobre, sem energia elétrica, sem água canalizada, nem banheiro, vi minha mãe criar 11 filhos sem proferir uma queixa, sem perder a calma e a tranquilidade jamais. Não amamentei ( não tive leite) e talvez por isso tenha me estressado menos. Sou muito agitada e acharia um saco ficar sentada por horas infinitas esperando pacientemente minha filha mamar nos meus seios, possivelmente, rachados. Só sei que “matei tudo no peito”. Sou mãe solteira e como fiz parto normal, ao chegar do hospital, pus minha filha no berço e fui lavar roupas.dois dias após o parto. Depois peguei-a no colo e fui à farmácia comprar leite em pó. Nunca, jamais alguém me ajudou a fazer algo, (como banho ou cuidado com umbigo) e eu nunca me senti impotente. O pai da minha filha veio conhecê-la quando ela tinha 3 dias de vida e ficou alguns instantes numa vista rápida. Só reapareceu 15 dias depois. Eu nunca sequer pedi carona a ele pra levá-la ao pediatra ou para levá-la a exames de rotina. Como ele não havia ficado muito satisfeito com minha gravidez, fiz questão de fazer tudo sozinha e provar a ele que eu era capaz. Nunca o chamei pra nada. Felizmente me sentia preparada e forte pra resolver os problemas e nunca chorei pelos motivos do lado B, depois que tomei minha filha nos braços. Hoje ela tem 13 anos e é a coisa mais linda, educada, estudiosa, meiga e encantadora do mundo. Mesmo criada longe do pai, ela não demonstra rebeldias e nunca foi malcriada comigo. Portanto, se me perguntarem se é difícil ser mãe, com certeza vou responder que pra mim a maternidade foi sim, a melhor coisa do mundo. Sempre fui muito decidida e decidi que eu jamais daria manias como trocar fraldas ou dar mamadeira à noite. Mesmo assim, ela dormia feito anjo segurando minha mão. Acho que muitas mães aqui pensarão que estou inventando, mas juro que não achei nada difícil. Aliás, eu esperava que seria pior e acho que alguma força Maior cuidou de mim, me amparou e me encheu de paz. Mas acredito que realmente para algumas, não seja nada fácil. Portanto, o texto é uma forma de preparar as futuras mamães para que nada seja uma surpresa desagradável. Um abraço!!

    1. Márcia

      Parabéns para você!
      Com certeza, vc é ua pessoa muito forte e se sua filha é como é, o mérito é todo seu, pois a educou com o exemplo!BJO

  51. Dadá

    ADOREI o seu post! Mas, deixa eu te dizer. Tenho 2 filhos. Quando o mais velho nasceu, por incrível que pareça, quase tudo foi perfeito. O único senão foi mesmo a dificuldade de amamentar (mas nem isso me frustrou muito). Só que ele dormia bem, durante o dia descansava, ficava sozinho na cadeirinha treme-treme brincando sozinho, sem reclamar. Minha mãe e minha sogra vieram para cá todos os dias das primeiras 6 semanas de vida e, durante a recuperação da cesárea, tive muita ajuda. A maternidade era, para mim, um conto de fadas e eu não entendia as reclamações das amigas (sim, eu tenho amigas bem honestas que já tinham me contado sobre o lado B!). Era tudo tão bom que, quando o promogênito completou 1 ano e 3 meses, começamos a tentar o segundo. Em um mês, estava grávida da minha filha, que nasceu quando o mais velho estava com 2 anos e 45 dias. E aí… Bom, aí, TUDO nela era diferente. Eu conheci o lado B, C, D, da maternidade e não foram raras as vezes que me peguei pensando ‘por que eu quis mais um? Por que eu não consigo amá-la tanto quanto ao outro?’ Foi um sufoco, porque, mais do que o ‘susto’ da novidade, a culpa me consumia. Foi barra!

    Agora, ele está com 3 anos e 3 meses e ela com 1 ano e 2 meses. Já a amo muita coisa! rsrsrs Minha vida parece começar a ‘voltar aos eixos’ e eu pareço que, finalmente, vou voltar a ser eu mesma, graças ao meu bom Deus! :)

    Obrigada pelo carinho dos eu texto, certamente vai ajudar muitas mamães que, em algum momento,s e viram num tremendo sufoco e acharam que estavam sozinhas!

    Beijo Grande!

  52. Anonymous

    Muito muuuuuuuito bom!!!
    Colocou em um texto tudo o que sentimos, mas nos culpamos por sentir.
    Beijos
    Juliana

  53. Anonymous

    Pq só vi esse post hj?!! :) minha filha está com 20 dias agora e tem sim momentos que eu me pergunto quando terei minha vida de volta ? Quandi será que o mundo cor de rosa começa? Ja me peguei olhando pro portao de casa com a chave do carro na mão. . Minha bb tb tem crises de cólica potualmente as 5h da manha e ninguem nunca falou que todas aquelas dicas molagrosas pra alivio da colica em bbs simplesmene nao funcionam quando o bicho pega mesmo ! Tenho adorado ler seus posts, me faz ter mais coragem!

  54. Julianna

    Amei o texto!!! Nessa semana especialmente estou sem saco, paciência, irritada, pq parece que meu filho regrediu em relação ao sono, dependência, etc… Pensei até em estar com depressão pós parto… Nós “perdemos” parte das nossas vidas anteriores e ganhamos outras compensações com nossos filhos… Acho que o cansaço está acabando comigo, mas se Deus quiser vai passar… Obrigada pelo texto!!!

  55. Márcia

    Olá pessoas lindas!
    Vou tentar relatar brevemente um pouco da minha história.
    Tive uma filha aos 17-18 anos.Minha relação com minha mãe não era e não é ainda lá essas coisas, pouca conversa e muita crítica.
    Da época do nascimento da minha primeira filha, uma coisa que eu não sabia era que se tinha que levar absorvente para a maternidade…minha mãe e tampouco o médico havia me falado sobre isso…rsrs…minha mãe não me acompanhou numa loja para comprar uma fralda sequer, tampouco meu marido. Foram coisas que senti falta. Eu trabalhava e pude comprar algumas coisas, mas as escondia porque ele não podia saber, pois iria brigar comigo.Minha filha tinha cólicas demais e nada resolvia.Muitas vezes saimos de madrugada à procura de médico, morria de sono o dia todo!
    Me separei desse marido (graças a Deus) e fui morar na minha casa.
    Depois de quase dez anos, me casei novamente.Pensem numa pessoa difícil…
    Mas algo me ligou à ele…tive dois filhos.Ele implicava muito com minha filha mais velha, era um verdadeiro inferno!Nas minhas duas gestações não tive paz e nem tranquilidade!Trabalhava como educador infantil nessa época e a escola era noutra cidade e ficava longe do centro…da minha casa até a rodoviária eram 30 minutos, trajeto de ônibus de vinte minutos e mais quarenta minutos a pé.Minha casa estava sendo reformada e não deu tempo de tudo estar no lugar e para piorar a minha mãe também estava em reforma…minha filha nasceu em meio a mior bagunça possível.Este não é o que se pode dizer “um sonho”…era mais um pesadelo sem fim…cheiro de cimento, dias frios e úmidos..conforto ZERO!

  56. Márcia

    Meu terceiro filho nasceu sem eu estar trabalhando…mas o inferno continuava em casa…eu sempre pensando que ele iria mudar, que minha filha iria cooperar…minha vontade de ter uma família unida e viver em paz era muito maior que as adversidades.
    Minha filha mais velha foi morar com o pai dela por um ano,sofri e chorei.Nunca pensei em ficar longe dela.Tive uma paz relativa, mas no final de semana ela vinha me visitar e quando isso acontecia, eu fazia alguma para esperar minha filha, e acabava por ouvir: ” Está fazendo isso porque ela vai estar aqui” e outras frases antipáticas que me magoavam profundamente…
    Fora as agressões físicas que me levaram um dia a delegacia.Mas como tantas mulheres, não levaram adiante a denúncia.Minha vontade de ser feliz com minha família era maior (santa ingenuidade!!!).
    Eis que em 2008 ele começou a ter várias infecções por vários meses seguidos. A última foi uma sinusite.Antibiótico nenhum resolvia.Muita febre e dor de cabeça.Fez cirurgia para retirar mecanicamente a infecção.Pegou infecção hospitalar e teve uma hemorrogia anal que até hoje não entendi bem o que foi.Colocaram-no em coma.Fez transfusão de sangue.O rosto virou uma bola…parecia um monstro.Os médicos suspeitaram que se travata de algo pior.E era. Era câncer.Linfoma de células T.Tratável, mas a infecção não ia embora, e só poderia receber o tratamento sem infecção.Tomou cerca de 10 antibióticos diferentes ao mesmo tempo.Não adiantava.Teve uma parada da função renal e no outro dia faleceu.No mesmo dia em que completaríamos nove anos de casados!
    Sei que isso tudo que contei não tem muito a ver com o assunto do post…mas foi um lado B da maternidade que nunca vou me esquecer…nunca tive a paz e a tranquilidade de uma família de comercial de margarina.Meu coração anseia por isso…mas é bem difícil…tenho um novo relacionamneto, com seus atos e baixos, esse mês faço 40 anos e em setembro terei outro filho, o Matheus.As coisas não estão como eu sempre sonhei…mas pelo menos, ele sonha junto comigo, buscamos o que queremos juntos, e sei que agora as possibilidades existem.Eu amadureci um pouco mais e sei o que quero, consigo me defender e dizer o que eu quero. Meu filho terá uma mãe melhor do que já fui para os outros.Sei que tenho meus efeitos, e um deles foi ser passiva e sofrer calada.Não façam isso…não vale a pena.Aprendi a não esperar presentes e nem carinhos.Sou eu que tenho que me dar. E dar para receber.E aprender a dar sem receber.Vai valer a pena se a pessoa começar a ver que a vida é uma troca…pq vc tem direito de receber também.Aì vc vê o que realmente quer!!!Bjos e vamos viver da melhor maneira que pudermos!!!

  57. Flavia

    Tá achando difícil agora? Espera seus bebês virarem adolescentes! hehehehe

  58. Anonymous

    Parabéns, adorei!!! Tb sempre me pergunto pq ninguém nunca me contou esse labo B!

  59. Mari

    me identifiquei muito.. que bom saber que não sou só eu que tinha visto o lado B de ser mãe…

  60. Anonymous

    Concordo em genero numero e grau!!!! Acho que ninguém fala por medo de ser julgada… Várias vezes quando eu tentava mencionar algo do tipo, as pessoas já me olhavam torto….( como pode ela falar isso???)

  61. Anonymous

    Olá,
    Geralmente eu não comento em blogs, mas este, eu me senti na obrigação de comentar… Eu fui mãe no susto e amo meu filho mais do que tudo. Mas muitas vezes é um saco ser mãe, simplesmente porque você não tem mais vida própria.

    Quando o meu filho era bebê, por incrível que pareça, eu tirei de letra, foi fácil amamentar, foi fácil cuidar, pois ele era um bebê bem bonzinho mesmo, daqueles que dormem a noite inteira… Mas hoje ele está com seis anos e muitas vezes eu estou no limite da minha sanidade, pois crianças são tiranas e sabem exatamente como te tirar do sério.

    Eu posso dizer: eu amo de paixão meu filho, mas não “amo” ser mãe, é muita responsabilidade, é muita pressão, é muita coisa, porque criar um filho é fácil, mas criar um ser humano com caráter é muito difícil.

    E vou dizer mais, geralmente quem propaga aos quatro cantos do mundo que ama ser mãe, que ser mãe é tudo de bom, é quem menos cuida dos filhos, e acredito que faz isso por se sentir culpada, só pode ser…

    Tem uma “dita cuja”, mãe de um amiguinho super mal educado e sem limites do meu filho (que também não é um santo), que quando eu digo que acho um saco ser mãe, pois não sou hipócrita, ela me olha horrorizada, como seu eu tivesse cometido um crime… Enfim, é minha opinião e é lógico que existem momentos lindos e mágicos com um filho e realmente é impossível não amá-lo com toda a minha força, mas o lado B é pesado.

    1. Shirley

      Uau! Adorei a sua mensagem. Super obrigada pelas palavras! Mesmo, mesmo! E fique tranquila que você não é a única a dizer que ser mãe é um grande desafio! :-) Bjs

  62. Angelica Ceccon

    Gente, eu estou para ser mãe e posso dizer q esses comentários nao me surpreenderam. Eu não senti na pele ainda mas tenho certeza q chego la! O fato de não ter me surpreendido eh q sempre assisti o seriado “Sex and The City” e recentemente o seriado lançou 2 filmes (recentemente nos últimos 5 anos) e sempre achei q o seriado relatava muita realidade q eu vivia enquanto solteira. Os personagens foram amadurecendo, casando e tendo filhos, enquanto eu não tinha experimentado nada disso. Mas quando as personagens relataram esse lado B da maternidade, eu fiquei surpresa, mas pensei q se elas estão relatando assim, deve ser assim mesmo! Claro q com elas a coisa era mais extrema com crianças problemáticas, etc. Mas fica a dica pra quem quiser assistir, a gente se identifica muito com elas! Vlw pelo texto, eh sempre bom ouvir o q ninguém nos diz!!

  63. Angelica Ceccon

    Gente, eu estou para ser mãe e posso dizer q esses comentários nao me surpreenderam. Eu não senti na pele ainda mas tenho certeza q chego la! O fato de não ter me surpreendido eh q sempre assisti o seriado “Sex and The City” e recentemente o seriado lançou 2 filmes (recentemente nos últimos 5 anos) e sempre achei q o seriado relatava muita realidade q eu vivia enquanto solteira. Os personagens foram amadurecendo, casando e tendo filhos, enquanto eu não tinha experimentado nada disso. Mas quando as personagens relataram esse lado B da maternidade, eu fiquei surpresa, mas pensei q se elas estão relatando assim, deve ser assim mesmo! Claro q com elas a coisa era mais extrema com crianças problemáticas, etc. Mas fica a dica pra quem quiser assistir, a gente se identifica muito com elas! Vlw pelo texto, eh sempre bom ouvir o q ninguém nos diz!!

  64. Marcia Daltozo

    Ah texto perfeito! Parece ate que foi descrito por mim…rs.. Foi exatamente assim que me senti! E pior, me culpei um pouco por me sentir assim, pois achava que era a única mae do mundo a passar por isso.
    Me perguntei várias vezes pq nunca ninguem me falou sobre o lado B? A unica coisa que eu ouvia era: “aproveita pra dormir agora, pq depois…”. Mas sim, a gente também esquece, ou passa por cima porque o amor que sentimos supera tudo!

  65. thais_marcelli

    PERFEITO!!! Como eu gostaria de ter lido este blog há 1 ano e meio atrás…Ainda hoje me sinto a “megera” qdo descrevo exatamente tudinho que vc descreveu aqui…as mães e as não mães ainda me olham com aquela cara de espanto! E eu penso exatamente o q vc disse…ainda n tiveram filhos, ou são de outro mundo ou qual o problema de assumirem que são humanas?

  66. O melhor livro para ler enquanto grávida, lá por 2004, já que ninguém fala do lado B, é: Mothern – Manual da Mãe Moderna
    Li e foi ótimo.
    Empresto, dou e recomendo a toda grávida ;)

  67. Boa Tarde,

    Preciso desabafar, sobre esse lado B da maternidade…
    Meu bb esta com 4 meses faz 5 semana que vem, e eu permaneço hiper cansada, me sinto muito mal por ficar nervosa por isso acho que esse cançaso nunca vai passar… meu bb não tem culpa, eu me irrito com ele e ai choro me sentindo mal por isso….não conto ao meu marido sobre esse cançaso, apesar dele me ajudar muito no que pode e da tempo ele trabalha… eu ainda estou de licença, ESTOU EM CASA, acho que isso me faz mais obrigada a estar com o bb a tudo o momento….nossa que difícil… com vcs foi assim tb? é só comigo?

    Obrigada por ouvirem….
    Virginia

    1. Renata

      É difícil mesmo Virginia, não se culpe! Faça o seu melhor, as dificuldades vão diminuindo com o tempo…..eu também já chorei muito e ainda choro……..faz parte, não é só com você, fique tranquila!!!

  68. Renata

    Realmente é bem difícil, as dificuldades são muitas, a gente sofre horrores e sofre por sofrer….Também ficava indignada de ver que ninguém tinha me alertado sobre tantas coisas que, depois de eu confessar as pessoas concordavam!!! Perfeito o post……….pelo visto é igual para todas, mas nem todas tem coragem de admitir!!!!!

  69. Rachel Souza

    hahahahahahaaha, bem isso…gente pura verdade…graças a Deus não tive problemas com a amamentação, mas de resto é bem isso….e ainda acrescento que muitas vezes não nos alertam sobre esse lado B só pra ver a gente passar por ele também…hhauahauahaua, pois eu sempre digo a quem quiser ouvir ou me perguntam “Ter filho é bom sim, mas eu não recomendo” huahauahauaah….beijo

  70. Suellen Lança

    Oi, Adoreiiii seu texto!!! Realmente você foi bem sincera, não sou mãe mas sempre vejo algumas mãe falando do mundo cor de rosa da maternidade, apenas UMA me disse esse lado B!
    Parabénssss!!!!

    Beijinhos! ♥

  71. Claudia Guimarães

    Excelente texto!!!
    Tudo verdade!!! Amo meu filho incondicionalmente!! A chegada dele foi a melhor cousa que ja me aconteceu!!!
    Mas tem dias que a minhavontade é simplesmente desaparecer!!!
    Ser mãe é magnífico, mas tem seus momentos de “furia” tbm!!! Rsrs

  72. carla

    Nossa sempre me fiz essa pergunta, quando vejo uma grávida tenho vontade de sentar e conversar um pouco sobre esse lado B. Acredito que quando temos uma noção real do que pode acontecer as coisas ficam menos pesadas. Bom saber que eu não tinha esses sentimentos e dúvidas sozinhas…

  73. Juliana

    É bem isso mesmo, eu mesmo me perguntei porque ninguém falava sobre isso . E quando a gente tem o bebê acha que vai ser tudo alegria depois do parto….aí vem a amamentação, MEU DEUSSSSSSS…como dói. Enfim, não consegui amamentar mais que 15 dias e isso não mudou nada. Minha filha está com 3 meses , linda, super gordinha, com saúde e feliz com sua mamadeira. Eu amo ela mais que tudo nesse mundo, e quando alguém me pergunta sobre ser mãe digo que é a maior alegria da vida, mais não recomendo ninguém amamentar…e se for que se prepare.
    Parabéns pelo blog
    Bjs

  74. Sabrina

    Realmente a maternidade não é nada fácil….principalmente no começo, assim que o bb nasce…o meu filho não me deu muito trabalho, mais a mudança de estado (de grávida à mãe), e os hormônios que bruscamente somem acabaram por me deixar muito frustada…o amor existia, mais não foi instantanio, levou um tempo pra ficha cair… e como meu obstetra já havia me falado, a cesariana é o único procedimento em que a paciente não tem tempo pra descansar…nem repousar… Mais hj com meu bb já com 8 meses sou a mãe mais feliz do mundo… tudo passa… talvez por isso muitas mães não comentem do lado B da maternidade …. a gente acaba esquecendo as coisas ruins… tudo se compensa quando vemos nosso filho bem… o sorriso mais lindo! Nunca me senti tão rica com tão “pouco”….bjusss

  75. Ivanize

    Engraçado ler isso agora. Quando tive minha primeira filha e todos vinham perguntar quando viria o próximo, eu chorava e desatava a falar só do lado B. E ainda perguntava para todo mundo: por que ninguém me avisou? E cheguei a ouvir que o que era ruim não era o importante. Mas agora, 2 anos depois e no segundo filho, vejo que era importante saber o lado B sim. Fiquei muito mais tranquila e feliz. A segunda gestação foi uma escolha, sabendo de tudo. E ninguém que me conhece, não pode dizer que não sabe o lado B.
    Estou adorando o bog. Parabéns pela iniciativa.

  76. Marianna

    Seu texto é perfeito! Qdo tive minha filha fiquei revoltada pq nunca ninguém tinha dito td aquilo q passei, e prometi q todas amigas q engravidassem eu falaria…mtas me olharam torto, outras tantas qdo tiveram seus filhos relataram pra mim q agora sim entendiam td o q eu quis dizer,qdo tive minha filha.

  77. Camila

    e esse lado B acompanhado de depressão pós-parto? (não falo de baby blues não) depressão mesmo… misericórdia… ninguém merece. Eu, mãe de primeira viagem, com gêmeos, prematuros, sendo um de baixo peso e a outra com fissura palatina… um com intolerância a lactose e a outra com APLV… cuidando sozinha deles o dia todo, longe de toda família e amigos… e veio a depressão: Lado B total. E eu nem sonhava que pudesse ser tão difícil, porque ninguém falava mesmo (nem mesmo minha mãe, que só foi confessar alguma coisa depois que me viu em um estado lastimante). Hoje, com as crianças com 1 ano, é que consigo sorrir mais e sentir mais o lado A. Bjo pra você e pra sua sinceridade

    1. Shirley Hilgert

      Acabei de falar em alto e bom som “Nossa senhora!!!!!!!! Menina, você é uma heroína. So o que eu tenho a dizer. Eu com um com APLV já quase enlouqueci, se tivesse vivido tudo que você viveu acho que não sobreviveria. Bjs!!!

  78. Rúbia

    Obrigada por compartilhar seu sentimento. Obrigada por me fazer sentir mais humana, menos culpada e não ser uma mãe pior por isso.
    O início é foda, é punk… e quando vc acha que a parte difícil ja passou vem aquele dia duro, em que o cansaço e a insegurança tomam conta e dá aquela sensação: não sei se vou dar conta…
    Mas como tudo na vida, aí vem outro dia, outras gracinhas, outras alegrias e volta a certeza de que ser mãe é a melhor coisa do mundo!

  79. Erika

    Eh assim mesmo…o sentimento eh este mesmo….. tem horas que penso o q fui inventar pra minha vida?? Jesus.. me acuda…Pq ninguém conta do lado b antes da gente entrar nele?? Rss.bj

  80. Luciana Miller

    Olha…hj a Clarice tem 1a10m, e só agora conseguir voltar pro meu artesanato….Voltar assim, mais ou menos né?? Pq ela ainda demanda trabalho. Tenho mais 2 filhas, uma de 17 e outra de 16,mas é como se eu fosse mãe pela primeira vez!
    E se toda vez que eu ouvisse um “mãeeee” eu ganhasse miseros 1 centavo…putz! TAVA MILIONÁRIA!!!! Pq é o dia inteirinho aqui em casa….de 3! kkkk
    Filho é pra sempre né??? :0) que bom!
    bjs

  81. Sassá

    Eu não pretendo ter filhos, tendo em vista tanto sofrimento e reclamação, sei sim que deve ser algo mágico e que muda a vida… Mas é justamente por causa dessa mudança que não pretendo ter. Vejo minha amigas, que antes eram tão belas, dispostas e bem humoradas, hoje estão estressadas, se divertem pouco, tem pouco tempo pra fazer o que gostam e toda a felicidade delas depende da felicidade e do bem estar do filho… É uma doação de sua vida, e que tenho minhas dúvidas se realmente vale a pena. Não criticando quem escolheu isso, pelo contrário, admiro profundamente as mães que iniciam seu sofrimento e ao mesmo tempo sua nova vida já na gravidez… Mas eu escolhi não ter que doar minha vida, já fui chamada de egoísta, mas acredito que temos liberdade de escolha, e eu escolho não ter filhos, justamente por observar muito bem o lado B, e o C, D, E e tantos outros lados que não são assim tão lindos… Mas deixo aqui meus parabéns a todas as mamães que se doam tanto para seus filhotes, e tenho certeza absoluta que vcs tem um retorno maravilhoso, o sorriso no rosto dos seus pequenos, não há dinheiro no mundo que pague, sei que vcs tem o melhor pagamento que pode haver, e que eu escolhi não ter, e como tudo tem seu lado B, o meu é que nunca saberei o que é sentir um amor tão grande por alguém… E repito, parabéns a todas as guerreiras e amorosas mães maravilhosas que estão aqui.

    1. Shirley Hilgert

      Eu não acho que não querer ter filhos seja egoísmo. Nunca achei. Entendo perfeitamente quem opta por isso. De forma alguma acho que alguém tem que ter um filho só porque a amiga teve, a prima teve, todo mundo está tendo ou faz parte do papel de mulher ter seu lado mãe. E também admiro quem assume isso de peito aberto e pronta para encarar as críticas e olhares desaprovadores, porque com certeza, isso existe. bjs!

      1. Sassá

        Obrigada Shirley Hilgert, você é uma das poucas que não me criticou por isso… Chego as vezes a me sentir deslocada das amigas e das primas, pois todas são mães, e todas perguntam quando irei ter, principalmente quando fui casada (separei a pouco tempo) as cobranças eram enormes, mas mesmo casada, nunca quis ter filhos e acredito que isso tenha pesado para o fim do meu relacionamento. As vezes fico triste por ser julgada e confesso que tem me rendido algumas terapias… rs. E a cobrança da família é a pior, principalmente da minha mãe, que deseja muito um neto… Sabe, fico pensando que ser mãe, tem que vir a vontade do coração e não de cobranças, eu realmente, só consigo prestar atenção nesse lado B, por mais que me falem que é gratificante e que vale a pena, eu não me vejo grávida com barrigão, dificuldade para andar e até pra dormir, e muito menos me vejo amamentando e sofrendo tudo que vejo minhas amigas sofrerem… Na verdade, acho que aproveitei isso pra poder me abrir um pouco, pois me sinto meio sufocada com tanta pressão… E volto a dizer, que mesmo não querendo ser mãe, admiro demais todas vocês que são super mulheres, corajosas e que tem prazer em ser mãe, tanto admiro que curto e acompanho todas as postagens, acho muito bom ler sobre isso, e apesar de não parecer, adoro crianças. Beijos a todas vocês e obrigada pelas palavras.

  82. Katia Mendes Severino

    Ah! Eu estou falando pra todas as amigas e conhecidas que tem lado B sim, é quase um dever! Mas também falo que ser mãe é ficar apaixonada, boba, medrosa e que é assim mesmo: aquele sorriso e cumplicidade do seu bebê fazem esses momentos de falta de paciência e dor ficarem menos importantes.
    Graças a Deus no quesito amamentação só doeu por um período curto e foi porque eu não estava acostumada com uma boquinha nervosa mamando de 10 a 12 vezes por dia (e noite!!) hehe

  83. marcela

    Exatamente isso, sem tirar nem por, me sinto aliviada por saber q todas as mães passam por isso.

  84. Silvana

    Nossa, muito verdadeiro esse texto, até parece que fui eu quem escreveu….passei por tudo isso, esse amor incondicional e a vontade de as vezes sumir e /ou voltar a ter a minha vida so de casal.
    Vale muito a pena ser mãe, mas tem sim seu lado B que ninguém nos conta.
    Bjs

  85. Patricia

    Dizem que na França nao e bem assim… Mas Tb me sinto com vc, normal! No segundo filho acho que tudo fica mais leve!

  86. Daniela

    Esse post é lindo e sincero demais!
    E eu acho que por mais que alguém conte sobre este outro lado que com certeza existe para todas, só entendemos a dimensão dele ao vivermos. Isso foi o que aconteceu comigo…
    A maternidade é a coisa mais contraditória que existe na vida, precisamos nos reinventar, e isso não acontece da noite pro dia, para no fim nos doarmos para a melhor coisa que existe no mundo, os filhos!
    Adoro seus textos! Parabéns!

  87. Julianna

    Pura verdade! Eu que estou com meu filho desde que nasceu, cuidando dele full time, sem dormir uma noite inteira já há 9 meses, me vejo às vezes irritada, com raiva, com vontade de sumir… Perguntei outro dia para minha mãe: Por que ninguém me disse antes? Ela me respondeu porque se esquece dos momentos ruins… Eu acho que deve esquecer mesmo, porque basta um sorriso banguela para nos derretemos todas. E obrigada Shirley por nos fazer nos sentirmos bem com seus textos e vermos que não estamos sozinhas nesse barco, que é a de ser mãe! Bjos…

  88. Crislaine

    Que bom que não estou sozinha!

    Tudo muda depois de um filho. Sentir tudo isso que você descreve e muito mais. Hoje mesmo, gostaria de uma licença de mãe. Muitas vezes me perguntava por que os homens são tão incompreensivos, apesar de meu esposo desde o inicio me ajudar bastante com o nosso filho, mas nada disso era suficiente para aliviar os sentimentos contraditórios que a maternidade nos trás.

    Era com minha mãe com quem desabafava esse lado B da maternidade. Ela faleceu há aproximadamente seis meses e esteve comigo até um ano três de Pedro (meu filho), hoje as dicas de mãe que não tenho mais, encontro aqui no Macetes de Mãe.

  89. Luciana Souto

    Perfeito o texto. É a tradução perfeita do meu coração.
    Meu marido veio me perguntar (em tom de quem está proferindo uma sentença condenatoria) pq eu me aborrecia e perdia a paciência as vezes se ele sempre ouve as mulheres falando que a maternidade é a melhor coisa do mundo.

    Nao respondi, Shiley. Dei esse texto pra ele ler. Simples assim.
    Obrigada. Vc devia receber honorários de terapeuta.
    Bjinho

  90. Carolina Villar

    Perfeito como sempre! Conheci o seu blog justamente por isso, procurando relatos deste lado B que pudessem me orientar sobre o que era velado a 7 chaves até então. É importantíssimo assumirmos isso e buscarmos ajuda (na internet, com amigas, com parentes, ou até ajuda profissional nos casos como vi algumas mamães comentando que tiveram depressão pós parto). Obrigada novamente por compartilhar sua experiência e sentimento conosco. E é muito legal ver os relatos de outras mamães leitoras complementando sua experiência.

  91. hegli

    Eu tb fui enganada! Ninguém me falou que existia o lado B e eu viva mergulhada e culpa até ler o livro A MASCARA DA MATERNIDADE – QUEM DISSE QUE SER MÃE NÃO MUDA NADA, quando meu filho tinha 5 anos (hoje ele tem 12).
    A autora (australiana) cita todos os perregues desde a gestação que todas as mulheres escondem, passando pelo parto, amamentação e quando as crianças vão crescendo, a relaçao com o marido… tudo sem máscaras e sem dourar a pilula. É “pá”, na cara…
    Há quem odeie e ache tudo muito exagerado, há quem adore pela ultra sinceridade, eu sou da segunda turma, pois me tirou um peso enorme das costa que eu vinha carregando durante anos.
    Muito bom ver esse assunto abordado de maneira tão honesta. Parabéns!

  92. Olivia

    Olá,

    Adoro o seu blog e sempre o acompanho. Sou mãe de uma linda RN, mas já estou de acordo com o que você escreveu. Pelo menos no meu caso fui bem alertada pela minha irmã mais velha e li um otimo livro chamado The shit no one tells you about! Recomendo! Ótima e divertida leitura sobre o que virá a ser o nosso mundo após a chegada dos nossos amados.

  93. klei

    Me emocionei mto com esta postagem. Me lembrei como me sentia culpada por estar de saco cheio em vários momentos com a maternidade. De com minha mãe estava nervosa percebendo que estava entrando numa depressão pós parto.
    Mas cheguei a conclusão que ninguém fala nada, porque é recompensador o sorriso e a gratidão de um filho depois que fica maiorzinho. Eu, cinco aos depois, não lembro dessas partes ruins que passei (sozinha inclusive) mas lembro das coisas boas. Mas ainda não me sinto preparada para a próxima…

  94. daniela

    Eh tao bom ler um desabafo assim…me senti uma “ET” por quase dois anos, pq eu sentia tudo isso, cansaço, desespero, raiva, vontade de fugir, chorava muitoooooooooooooooooooo, queria ficar sozinha, me questionei varias vezes pq tive filho…..mas NINGUEM parecia sentir o mesmo, ninguém me falava estas coisas…dai, a culpa bateu muito forte…..fora ter ficado 2 anos sem dormir….minha filha recém esta aprendendo a fazer isso…..resultado: uma baita depressão…..por isso me faz tao bem ler um comentário que nem o seu….ah, se tivessem me dito que poderia ser assim……

  95. Anonima C

    Olá Shirley! Muito obrigada por este texto. Sempre fui uma pessoa que gosta de saber os dois lados de tudo,sabe… Tenho um filho de 3 meses, e queria contar a todos a resposta que tive para saber se isso realmente ocorre ou é preconceito. Também me perguntei porque nenhuma mulher me avisou o quanto seria duro esses primeiros meses. Ficar noites sem dormir, a irritabilidade que dá,a tentaiva de também poupar um pouco o pai de meu filho que também ficava sem dormir e ficava irrtado, Não tive ajuda de minha mãe pois ela ficou doente em seguida ao nascimento de meu filho. Mas o engraçado foi quando comentei com minha cunhada:-Puxa estou achando muito difícil esse começo sem dormir,driblar a irritabilidade que a falta de sono causa. Ela me respodeu: -Cada um acha difícil uma fase! Minha parente,por exemplo,achou difícil a idade de 1 ano da filha dela,pois a criança não pára um minuto… Mas você só está achando difícil devido a sua idade…(tenho 39 anos).Quando tive a meu primeiro filho, eu era mais nova e a falta de sono não foi nada.O segundo,eu tinha mais de 30 e já senti mais cansaço. Aí eu pergunto a você,Shirley e a a outras mães: a idade realmente pesa nessa fase dos primeiros meses em que ficamos sem dormir, ou é preconceito? Ou relamente cada um sente de um jeito? E’ certo falar que eu estou achando difícil esses comecinho por causa da minha idade(39 anos)???

    1. Shirley Hilgert

      Olha, eu tenho 35 anos. Fui mãe do Léo aos 34. Nao acredito que a idade influencie mais no cansaço. Pode ser que sim, mas acho que muito pouco. Acho que quando somos mães mais velhas, somos talvez mais responsáveis e preocupadas do que quando mais novas, e isso sim pode pesar mais, pois não levamos as coisas tão na brincadeira. Enfim, nunca tinha parado para pensar nisso de verdade. kkk! Mas tenho amigas que foram mães bem mais novas que eu e que dizem que o cansaço é punk igual, em qualquer fase. :-) Bjs

  96. Fabrícia

    Pode parecer demagogia, mas juro! Não é. Minha filhinha completou um ano há 13 dias e esse lado B em relação a ela não existiu pra mim (até agora). Ela sempre foi uma bebê muito calma, dorme a noite inteira desde os primeiros dias de vida, não teve cólicas… Sempre me falam que eu fui uma sortuda.
    Minha filha foi mais ou menos planejada, digo pois, psicologicamente eu estava preparadíssima pra ser mãe e assumir todas as dores e delícias que viriam com a maternidade, porém o momento foi um pouco antes do que eu planejei porque estava no último ano de faculdade, fazendo estágio e tcc, terminando a construção da minha casa, meu emprego fora da cidade, foi uma correria e tinha dias que eu pensava que não ia aguentar… mas passou!
    O lado B que eu encontrei após a maternidade foram as mudanças no relacionamento com meu parceiro. Nossa vida a dois se tornou um lixo e penso o tempo inteiro em me separar.. Gosto muito dele e sei que se isso acontecer vou sofrer, mas minha paciência é zero, fora que parece que nos tornamos irmãos.. Não sei se é o fato de colocar minha pequena em primeiro lugar em tudo o que faço, não sei se está certo ou errado isso… o fato é que o meu casamento está por um triz.

    Ah, só pra constar, sou muito fã sua e como a Luciana Souto disse, você deveria receber honorários..rsrs Beijo.

    1. Shirley Hilgert

      Ah! Amei esse carinho seu e da Luciana Souto. :-) Vocês são umas fofas. Mil vezes obrigada!

  97. Carol Valente

    A gente leva um tapa na cara, mesmo, né?

    Mas tem uma coisa. Se me dissessem que era tudo difícil antes de ter filhos, e me disseram, sim, eu continuaria idealizando. Porque eu queria isso, eu precisava disso, entende? Nada que me dissessem ia me fazer parar de idealizar. Eu sou do tipo de pessoa “ver pra crer”. Eu escolhi idealizar. Queria isso, precisava disso. E só depois que ela nasceu, o tapa na cara veio forte. Mas eu quis assim. Entende?

    Então nem sempre alguém te avisar, implica em você se preparar, as vezes a gente quer mais é viver aquilo com intensidade, idealizar, sonhar, mesmo. rs e na hora que a coisa acontece, é que o tombo é grande. No meu caso foi assim, nem com todas é assim. Mas pra mim não fez nenhuma diferença me avisarem. Eu queria sentir…. e senti, e sinto. Foi uma escolha.

    Beijos, flor! Ta lindão isso aqui :)

    1. Shirley Hilgert

      Amiga! Quanto tempo! Sei que você entende exatamente essa realidade que tanto falo. Vejo pelos seus comments no face que eu vivo curtindo! Ehehehe! Beijos!

  98. Isadora

    Texto muito bom!! Eu ainda não sou mãe mas, apesar de nunca terem me dito isso, eu sempre “soube”… Ficam insistindo pra que eu tenha filhos logo, mas na verdade acho que muitas tem certa inveja por eu ser livre para ir e vir, fazer o que eu quero na hora que eu quero… Sempre concordei plenamente com o ditado: “Ser mãe, é PADECER no paraíso”. Mães estão constantemente preocupadas, sempre tem uma coisa ou outra com relação aos filhos que as preocupa. Mesmo eles estando no colo, com saúde perfeita acho que ficam se perguntando se sempre será assim, como será quando eles crescerem e por aí vai… Medos reais ou imaginários sempre estão na cabeça das mães. Acredito que TUDO na vida tem o lado bom e o lado ruim, tem que ter coragem pra encarar o lado ruim.

  99. Janaína Passos

    Eu tive uma amamentação perfeita! Meu peito nunca rachou, nunca empedrou, minha filha pegou o peito no dia em que nasceu e meu leite desceu 48 hrs depois. Eu doava leite e tudo mais! Mas mesmo assim, achei a maternidade a experiência mais difícil de toda a minha vida. Me sentia aprisionada, sem saber em qual momento da minha vida eu poderia ir sozinha comprar um pão na esquina. Eu não dormi por 2 meses, pois passava a madrugada INTEIRA amamentando! E mil vezes eu me perguntei “será que é só comigo que é difícil assim?”. Achei que não tivesse nascido para ser mãe, achei que tinha alguma coisa errada, pois todos os faces das minhas amigas eram repletos de fotos de propaganda de margarina com seus bebês e eu querendo devolver o meu pra loja onde eu comprei! Rsssss! É que não é socialmente aceito sermos sinceras e contarmo o quão difícil é ser mãe. Quando eu comento essa parte do lado B, sempre tem alguém que me olha de olhos arregalados, achando que sou menos mãe. Mas eu sempre conto para as minhas amigas que querem engravidar ou que estão grávidas sobre isso para que elas não caiam do cavalo como eu caí! Não tomar banho, não escovar os dentes, não fazer xixi! Eu até inventei um termo. Desculpe p palavrão, mas existe uma situação que eu chamo de “cagar pra dentro”! É quando nem o número 2 conseguimos fazer, pois na saída o bebê chora, volta tudo e vamos atender seu chôro! Rsss! Adorei seu post e já estou encaminhando link para minhas amigas grávidas! Beijos!

  100. Anna Laura

    Senti exatamente o que foi descrito neste post…
    Me culpava muito.
    Mas agora, faço minha parte: conto para minhas amigas grávidas as experiências difíceis que tive quando me tornei mãe.
    E claro… conto a parte maravilhosa também!!!
    Porque afinal de contas… Ser mãe é tudo de bom!!!

  101. Ana Carolina

    A mais pura verdade!!! Até me emocionei!!!
    Adoro seus posts!

  102. Leticia

    Concordo plenamente! na verdade quando me engravidei pela primeira vez já comecei a viver esses questionamentos. Porque ninguém me avisou que eu iria quase me vomitar, sentir um mal estar tremendo, enfrentar o meu meio de trabalho que tinha pessoas gentis , mas também tinha pessoas hostis em um momento em que sua produtividade cai pelo fato de vc não estar bem e que por alguns isto é inaceitável! Depois veio a maternidade… Me senti exatamente como vc, achava que eu era a pior mãe do mundo pois sentia essa “lado b”… Após minha primeira gestação passei a ser bem realista em minhas conversas, rsrsrs

  103. Michelle

    Shirley, eu acredito que ninguém fala porque na nossa sociedade e visto como “feio”, e nao ser uma boa mãe se nao for bem nos moldes perfeitos de comercial. Sou psicóloga clinica e escuto muitas maes darem esse depoimento, são leis que ouvimos a vida toda de como “tem que ser” e e difícil descontruir isso.
    Por um outro lado, vou falar da minha vivência: nao vivi esse lado B, para mim o lado difícil de ser mãe esta sendo voltar a trabalhar. Adoro meu trabalho, mas deixar ele e muito difícil, isso porque quem cuida dele e a minha mãe. Ele tem seis meses e e um bebe muito bonzinho desde pequeno, e nem um dia sequer eu senti aquela sensação de para o ônibus que eu quero sair.
    Nao sou aquele tipo neurótica nao, que nao sai do lado do filho segundo algum, tenho um lado de cuidadora muito grande, talvez por ter feito muito isso com pessoas da família que já precisaram e nao agüentar mais, quando nasceu meu filho, meu pensamento foi: esse filho e meu e eu escolhi te-lo, agora vou cuidar dele.

  104. barbara

    e como existe o lado b!
    algumas pessoas ficam apavoradas com o q falo, mas sei q no fundo concordam (so nunca vao dar o braço a torcer) e as mais corajosas e honestas assumem a realidade.
    simplesmente falo q é maravilhoso ser mae, q nossa vida muda sim, é um amor inexplicavel mas…. nao ser mae, nao nos torna pior. falo isso pq tenho muitas amigas q nao sao e sao direta ou indiretamente questionadas ou olhadas d lado por isso.
    fui mae aos 39 e sei bem como é essa cobrança e na boa, conheço varias q sao maes e no fundo sao infelizes.
    acredito verdadeiramente q meu filho é uma bençao, mas minha vida nao passou a ter sentido por isso, sempre teve muito sentido.
    antes de casar, curtia colocar uma mochila nas costas e “botar o pé no mundo” (e ainda bem q fiz isso bastante). depois de casar, curtia tudo o q eu e meu marido viviamos. curtia muito meu trabalho, entre outras coisas, entao, como dizer q a vida so passou a ter sentido apos a maternidade? a vida mudou o sentido!
    das 2, 1, ou é muita demagogia, ou é um bando de mulher deslumbrada q tinha uma vida horrivel antes.

  105. Marta

    Parece que as atuais mamães se esquecem que tem mãe e sogra, que tem irmã ou cunhada, para aqueles momentos B como foi relatado , basta ter humildade de pedir ajuda , para poder ter momentos a sós com o marido , num passeio ou mesmo numa viagem …
    Depois, se fosse tão difícil enfrentar esse tão temido lado B, nenhuma mulher pensaria em ter o segundo ou terceiro filho , não ?
    E atualmente, muitas mães não podem reclamar não, pois os atuais papais são muito prestativos e colaboradores , ajudam muito na criação dos filhos pequenos !
    É só se lembrar que tudo passa , nada é eterno, como dizia a minha mãe “Não há mal que sempre dure e nem bem que nunca se acabe ” …
    E noção de que não seria tudo sempre um “mar de rosas” acho que todas tem sim, pois devem ter presenciado muitas vezes as próprias mães passando por períodos de desgaste extremos !
    Vai chegar a ocasião que essas mamães terão tempo de sobra quando seus filhos crescerem , criarem asas, forem embora de casam se casarem … e só restará a casa vazia e triste e as lembranças, que com certeza serão só do lado A e nunca do lado B …. Beijos !

  106. Juliana

    PERFEITO, PERFEITO, PERFEITO!
    Nunca ninguém nos fala meesmo sobre esse lado B, parece tudo um conto de fadas…
    Ter filho é ótimo, a melhor coisa que pode acontecer na vida de uma mamãe, mas não podemos esquecer de dizer que passamos por momentos muito difíceis mesmo!

  107. carol

    Amei o seu desabafo e sempre falei isso p todo mundo desde q minha Olivia nasceu, mas todo mundo me olhava como se eu fosse um ET! E p mim teve um plus, pois tive depressao pos parto e pirava ainda mais pq não conseguia vê-la como minha filha! Só depois de muitas co sultas c psicologa e psiquiatra eh q fui descobrir essas lendas da maternidade

  108. carol

    Amei o seu desabafo e sempre falei isso p todo mundo desde q minha Olivia nasceu, mas todo mundo me olhava como se eu fosse um ET! E p mim teve um plus, pois tive depressao pos parto e pirava ainda mais pq não conseguia vê-la como minha filha! Só depois de muitas co sultas c psicologa e psiquiatra eh q fui descobrir essas lendas da maternidade. Hj estou bem, mas ainda c medicacao!mas ainda é bom saber q nao sou a unica alienigena neste planeta! E c certeza o lado A eh bom demais!

  109. Eluzai

    Oba! Descobri que não só sou eu que me sinto assim kkkkk eu estava me achando uma ET rss, obrigada pela honestidade, assim as futuras mamães não vão se sentir tão culpadas, bj!

  110. Nádia Mendonça

    Com o seu post descobri que todas as mães tem seus momentos de lado B e agora vou me culpar menos e com certeza o lado A faz amenizar e nos faz mais felizes!!! Mãe tbm é ser humano e tem sentimentos!!! Adoro seu blog!!!

  111. Emmanuelle

    Excelente post! Que bom saber que não,
    estou sozinha nisso! Amo ser mãe! Mas,realmente isso não modifica o lado B da questão,mesmo o lado A sendo incrível como é! Adoro sua página!!

  112. Dani

    Desabafei uma vez na frente da minha irmã, bem, desabafar não é a palavra certa: eu tive um ataque e despejei de uma vez… ela me olhou de lado e ficou alguns dias me cuidando de longe… mas tudo passa, e vale super a pena ser mãe!!! Quero outra vez!!!! Bjos.

  113. Gabi

    Não posso dizer que não sabia deste lado B. Tenho amigas bem mais velhas, algumas já avós e me falaram destes e muitos outros lados B’s que virão. Principalmente na adolescência. O que eu não sabia era do lado B do meu marido. Sempre teve um lado muito paternal, praticamente criou a sobrinha desde bebê e me surpreendi com um pai muito muito muito machista daqueles que acham que ser mãe e ficar em casa com o bebê é fazer nada, ficar de pernas para o ar o dia todo.
    Fiquei bem deprimida com essa revelação e pra ajudar a minha pequena passou 1 mês praticamente sem dormir e eu junto. Dormia por volta de 4 ou 5 da manhã e as 6 ou 7 já estava acordada e no pique. Mas passou graças a Deus.
    O casamento ainda está estremecido mas estamos finalmente entrando nos trilhos.
    Mas não me arrependo e faria tudo de novo!

  114. Sheila

    Pois é… Acho que as mães não falam porque, eu sinto, quando falo, as pessoas horrorizadas… Mas é assim mesmo… Ser mãe é especial, mas é difícil… e tem horas que dá vontade de sumir…

  115. Silvana

    Ah, que pena que eu ainda não conhecia o Macetes de Mãe em 2005, que pena que não havia facebook…ler esses posts teria me confortado muuuuitas vezes rsrsrsrs. Após o nascimento da minha primeira filha eu me sentia traída por todas aquelas que conviviam comigo e não me alertaram para as dificuldades que são absolutamente normais. Então, claro, achei que o problema era comigo…Nossa parece até que fui eu quem escreveu esse post . É, injustiças acontecem; já fui até taxada de pessimista só por contar as verdades/dificuldades pelas quais passei na tentativa de alertar outras futuras mamães.. Mas tudo bem, o tempo ensina…aqueles que nos ignoram e que pensam que nós estamos “urucando” certamente passarão por experiências próprias e se lembrarão do que um dia lhes dissemos.
    E que fique bem claro: tenho duas filhas muito desejadas e amadas, que me trouxeram as responsabilidades normais que devemos ter com toda criança, mas é certo que a maternidade é um desafio, uma aventura inigualável e indescritível, cheia de ambiguidades, conflitos internos. E tudo isso é o que nos torna mais fortes, mais humanos…a responsabilidade do dia a dia é que fortalece o nosso amor pelos filhos. Beijo a todos.

  116. Tatiana

    Sinto isso…me pego pensando de como tinha paz qdo não era mãe, e agora tenho uma grande responsabilidade pra sempre em minha vida. Mas, amo meu filho…ele é lindo e saudável, graças a Deus!

  117. Vanessa Oliveira

    Verdade, concordo com cada virgula, já parei pra pensar se eu era a única mãe a beira de um ataque de nervos, que bom dividir isso conosco!! Foi verdadeira, sincera o mundo precisa de mais mães como você!!

  118. Danileide Pinheiro

    Perfeito!

  119. Karla

    Você é demais!! Adoro ler seus posts, pois me identifico muito com vc! Minha gravidez foi um pouco difícil, pois vomitei muito, enjoei bastante ( até 9 meses) e eu sentia vergonha de reclamar, já que muitas mulheres só falam as coisas boas da gravidez e eu me sentia péssima por me sentir tão mal, às vezes. Bjos.

  120. NataliaLaurentino

    ATE QUE ENFIM UMA MÃE QUE FALA QUE NEM EU! AMÉM

  121. Synara Fagundes Almeida

    Não tenho filhos e acho minha vida maravilhosa, mas confesso que tenho sido muito pressionada. Às vezes, quando sogros e pais nos cobram, dá aquela vontade de ceder à vontade deles de serem avós, mas confesso que ler este “post” e todos os comentários que se seguiram foi determinante para a minha decisão de não ter filhos. Sou livre, amo andar de bicicleta nos finais de semana, eu e meu marido fazemos francês aos sábados de manhã, gosto de ler, ir ao cinema, assistir a concertos de música clássica, etc. Não estou preparada para deixar essa vida de liberdade e me tornar mãe. Estamos muito felizes e sei que um filho pode não ser o mar de rosas que todos falam. Comentários como: “tenho vontade de jogar o bebê contra a parede”, “todos os dias me questiono porquê resolvi ser mãe” e “amo meu filho, mas odeio ser mãe” são contraditórios quando se lê: “ah, mas no final, tudo vale a pena”. Tenho uma amiga do trabalho que me cobra incessantemente que eu tenha filhos; mas hoje, me pegou lendo um livro e disse: “não tenho tempo para ler um livro volumoso como esse”. Então respondi: ” aí está uma grande vantagem em não ter filhos”. De fato, tudo tem seu lado bom, mas não ter filhos é bom demais.

  122. Rosana

    Olá!!!

    Seu blog é de extrema ajuda as mães…Sozinha não conseguimos e só Deus para nos dar forças,

    e usar pessoas como você, para ajudar mães que estão em crise como eu…

    Tenho uma bebê de quase 2 meses e a cada dia é uma aventura neste universo de aprender a ser mãe!

    Tenho muita ansiedade, as vezes penso que é depressão, pois choro muito, estou sem paciência e

    esperança…Confio em Deus que TUDO vai passar!!!!

    Obrigada por compartilhar suas experiências!!! Deus abençoe você, seu filho, enfim sua família!!!

    Reze por mim, por nós mães!!! E que Nossa Senhora nos ensine a ser mães a cada dia!!!

    Abraços

    Rosana

  123. Silvia

    Eu graças a Deus nunca tive medo de afirmar com todas as letras (principalmente para minhas amigas) que em muitos momentos é sim um saco… que muitas vezes da vontade sim de jogar o menino pela janela (pra isso mandam a gente colocar tela nas janelas dos apts kkkkk)… e que em algumas ocasiões consigo até entender essas mães malucas que cometem atrocidades (eu disse entender e não defender, muito menos imitar). À medida que eles vão crescendo e se tornando mais cheios de si é que vemos o quanto as doses cavalares de paciência que você guardou enquanto eram bebezinhos não serviram de nada… em muitos momentos me cobro e me martirizo por pensar assim e por em muitas ocasiões não ter medo de transparecer isso, mas no íntimo eu sei que isso não diminui em nada o amor e zelo que tenho por meu filho, e se não fosse algo suportável eu não estaria agora me arriscando (depois de 9 anos) na segunda gravidez. Muitos me perguntam pq levei tanto tempo pra ter outro e eu calmamente respondo: estava esperando esquecer toda a parte ruim e criando coragem pra começar tudo de novo. kkkkkkkkkkkkkkkkk
    Como meu filho ja está com 9 anos os desafios são outros completamente diferentes e alguns até mais complexos… como meu marido costuma dizer a gente muda de fase no game e cada fase que vem antes do confronto final é sempre mais difícil. Essa comparação é legal pq não temos a oportunidade de zerar a partida e começar tudo de novo quando ela fica muito difícil, querendo ou não é preciso encarar. Mas como o ser humano tem um quê de autocomiseração a gente resolve ter mais filhos pra poder ter a chance de ir pro começo do jogo novamente e pensar que nem é tão difícil assim. kkkkkkkkkkkkkkkk
    Gostei do blog… estou acompanhando.

  124. Priscila

    Simplesmente perfeito! Estou vivenciando o lado B nesse exato momento, filha com 2 meses e toda enjoadinha por causa da vacina de 2 meses, imagina né?!

    Queria tanto que tivessem me falado desse lado B antes, principalmente no que diz respeito a amamentação!
    Fiz toda uma preparação durante a gravidez pro seio não ferir, e eis que o meu maior problema foi o bico do peito quase zero! :((((( Se alguem tivesse me avisado, em 9 meses teria resolvido o problema e teria conseguido amamentar minha filha! :((((((

    Adorei o texto, simplesmente perfeito!

  125. juliete luz

    Me identifiquei totalmente com esse lado b chororôs meu e do bb, perda de noites, falta de tempo, estress total, nossa sofri muito e hoje minha filha está com 3 anos e sempre digo que estou me recuperando agora, que consigo dormir a noite toda, e mesmo assim quando ela fica doente, gripada, nossa é horrível, tenho que quase dormir em pé para ajudar na sua respiração, por muitas vezes só a mãe serve…..Minha chefe teve filho a poucos dias, e me julgava por as vezes faltar ou trabalhar meio turno por minha filha, para acompanhar no médico, ou por doença, ou a babá que não foi por ela precisar ir ao médico, ou estar doente, não tenho quem fico com ela , e a babá é de confiança, cuida bem da minha filha….agora acredito que ela vai entender em pouco tempo o que é ser mãe, sendo mãe, o tempo estourado , a conta zerada, a gente estressada, mas sempre pronta e com muito amor para a nossa benção, mesmo se estressando, não seremos menos mãe se admitirmos que é muito difícil ser mãe….bjos ótimo texto!!

  126. Adriana

    Me tornei mãe há 2 meses e é essa a pergunta que tenho me feito desde então: “Por que não contam o lado B da maternidade?” Isso tudo que vc escreveu é a mais pura verdade.

    E acrescento:

    1) amamentar não dói apenas nos primeiros 15 dias, como eu ouvia. Saibam mamães, pode doer até 2 meses (como aconteceu comigo).

    2) o peito não empedra só até os primeiros 15 dias, como eu ouvia. Empedram SEMPRE, se seu bebê não mamar bem.

    3) o bebê dorme enquanto está mamando, então, vc tem que fazer um malabarismo para ele acordar e continuar mamando. Só assim vc ficará menos tempo drenando o peito após a mamada (ninguem me falou isso tambem).

    4) vc vai ouvir muito para ir passear com o bebê, afinal, ele precisa tomar sol. Mas com que condições físicas vc vai conseguir fazer isso? O pouco tempo que lhe resta, vc tem que pensar na comida, roupa para lavar, coisas do bebê para organizar… SIMPLESMENTE NÃO DÁ TEMPO!

    5) Ninguem me falou que depois do parto minhas pernas e pés iam inchar absurdamente e que eu nao conseguiria andar direito. Que teria que pedir para meu marido colocar e tirar as meias kendall.

    Bom, essa é apenas uma pequena lista de coisas que acontecem.
    Enfim, essas coisas precisam ser divulgadas pois nao podemos entrar na maternidade totalmente ignorantes do que vai nos acontecer…

    Mudando um pouco de assunto, Parabens pelo seu site! Consulto muito ele para tudo!
    Me ajudou muito, desde a gravidez!

    Bj grande!

    6) E as coceiras no pós parto, que duram quase 1 semana? (efeito da anestesia).

  127. Michelle

    Bom Dia!!!

    Eu tive um problema nos primeiros dias de amamentação, na maternidade via todas a mães com as crianças penduradas no peito enqto minha bebe só dormia, vinha a enfermeira fazer destro pq estava baixo… Qndo cheguei em casa virei uma vaca leiteira, minha filha vai fazer 1 ano e mama pelo menos umas 8 vezes por dia, isso pq ela almoça, janta, come bolacha, bebe agua, fruta…. Rs mas é o dia inteiro ela atraz de mim engatinhando e chamando “mama” “mamaaaaa” da sala pra cozinha, da cozinha pra sala… Um grude… Não tenho tantos problemas com ela, ela é boazinha, quietinha… Mas qndo vamos visitar alguém ela quer mexer em tuuudoooo… Derruba tudo, quebra… Chora kkkkkkk quer descer e subir os degraus… Aqui em casa a única coisa que me tira a paciência é ela querer toda hora ir pra escada e colocar o dedo na tomada, parece que tem imã… E ela sabe que não pode, pq ela primeiro olha pra mim com aquela cara de ” vou aprontar” e la vai ela… Com o dedinho indicador na tomada, ou levantar a perninha pra subir a escada… Mas fora isso, temos que pensar que dura pouco, esses problemas são pequenos, depois que a criança completa 6 anos quer ser independente que não precisam mais da mãe… Ai sim… Será difícil… Rs bjsss mamis!

  128. Cassia

    Muitos lados “B” não são informados. Para mim, este lado “B” já está presente na gestação. Mas, nossos pequenos, nos ajudam a passar por tudo isso! :)

  129. Amanda Duarte

    Achei engraçado o desabafo desse post, mas procuro levar sempre na esportiva. Pra mim também não foi nada Fácil, meu filho hoje com 11 meses, nasceu de parto normal á fórceps, ficava vendo aquele monte de amigas minhas postando fotos dos seus bebes logo depois de nascido, achava lindo,Mas não tive a mesma sorte, além de ter esquecido a câmera, meu filho nasceu simplesmente “horrìvel” com o cranio todo deformado, roxo, todo cheio de escoriações devido a brutalidade que foi meu parto, pra ele e pra mim, uma enfermeira de uns 90 kilos subindo em cima de mim pra ajudar a induzir, fiquei cheia de hematomas na barriga, foi simplesmente uma experiencia terrivel, meu filho nãoo chorou ao nascer pois passou da hora, em compensação logo depois chorou horas a fio, a ponto de ser apelidado no hospital de garganta de ouro.
    Em casa, a continuaçao do pesadelo, meu peito parecia que ia desmanchar de tao machucado, o menino só parava de chorar quando estava mamando, e eu não suportava mais amamentar, isso durou por 10 dias seguidos. Passados os 10 dias das dores no peito, no 11º dia o Inácio começou a dar as benditas cólicas…. Jesus… parecia não ter fim, o choro dele era estridente, juro pra vcs, ele chorava tão alto, que quando as crises eram muito agudas chegava a ter dor de ouvidos. Por fim meus pontos inflamaram… (outro sacrilégio). E sem falar que meu filho não ficava com ninguem,mas ninguem mesmo. Era comigo o tempo todo.
    Juro que cheguei a me arrepender do dia em que engravidei, passava pela minha cabeça pensamentos como entregar ele pra minha mãe criar, etc.
    Enfim: conforme todas vcs já disseram , nao foi nada fácil, mas como disse no início, tento levar na esportiva, e acreditava muito na história do “-Nada como um dia após o outro!”, e se meu caso servir de exemplo acreditem: Realmente passa, hoje 11 meses depois ainda passo uns perrengues mas acredito que ainda vá melhorar; ou não rsrsrsr, não dizem que SER MÃE É PADECER NO PARAÍSO???

  130. Fernanda

    Adorei!!!
    Verdade pura… Minha segunda filha nasceu nesse último dia 11 e estou ícone o problema ciúmes para lidar, mas um problema do lado B… Ninguém sabe como lidar com essa situação!
    A maternidade é a melhor coisa do mundo, mas é tão difícil como é boa! Amo ser mãe, mas tem muitos momentos que quero jogar a toalha tb. Isso porque nem passei por diversas dificuldades que vc passou… Minhas filhas, inclusive a recém nascida, dormem muito (a noite toda tb), mamam bem, mas mesmo assim tem a perte de educar que é a pior, dar limite, nunca sabemos o que é certo, para mim é muito difícil…
    Seu post é super verdadeiro e é como tudo na vida, ninguém conta o lado B…
    Beijos.

  131. Taniane

    Realmente esse lado B sempre foi escondido… as mulheres sempre aguentaram tudo muito caladas… o meu lado B ainda ocorre…
    eu também não consegui amamentar, não consigo dormir uma noite inteira até hoje e a minha filha já tem 1 ano e 1 mês…, tive uma micro depressão pós parto que durou uma semana (a semana mais tenebrosa do mundo)… e as vezes tem até marido que ajuda.. mas tem maridos que não querem nem saber se vc levanta de 1 em 1 hora de madrugada para acalmar o bebê…
    eu também me perguntei o que foi que eu fiz… mas ser mãe também é ser realizada.. é ver o seu bebê crescer a cada dia mais lindo e saudável!!
    Realmente ser mãe é padecer no paraíso!
    gde bjo

  132. Aline

    Eu tive minha filha aos 20 anos. Além de não imaginar o que seria o lado B, não tinha a menor noção do que era um bebê já que não tive irmãos. Ainda tinha a pressão da família e “amigos” que diziam que eu e o meu marido não ficaríamos juntos já que nos unimos pela gravidez… eu sofri muito, pq tive que aprender tudo junto, sobre o bebê, fazer comida, arrumar casa, rotina de família, terminar a faculdade e trabalhar. Não morri por isso e cresci muito, vejo isso quando observo minhas amigas da minha idade que até hoje não conseguiram nem mesmo sair da casa dos pais. Minha filha tem 8 anos, eu e meu marido vivemos muito bem e estamos esperando nosso segundo filho.
    Mas, falar sobre o lado B realmente é bem complicado. Uma vez, um professor me pediu umas dicas porque a mulher dele teria bebê em alguns meses e eu estava vivendo justamente a fase que pra mim foi a mais complicada (o início). Ai, eu não dei dicas sobre o bebê, disse pra ele ter atenção em relação à esposa, pois na minha opinião, no início ela precisaria mais dele. Quando estamos grávidas, tudo é pra nós, ai o bebê nasce e nós temos que nos transformar em 10 e todas as atenções se voltam pra ele. E, parece besteira, mas no pós-parto ficamos tão sensíveis que isso acaba pesando muito, pra algumas mais e pra outras menos. E, ninguém te prepara pra isso… Resultado: ele nunca mais falou comigo. :/

  133. Renata

    Oi Shirley,
    acho que temos sim esse lado B e que realmente temos um pouco de dificuldade de colocar para fora com as futuras mamãe. Acredito que uma boa parcela de culpa está no nosso cérebro, grande amigo que está sempre ao nosso lado, mesmo quando não acreditamos. O cérebro nos faz esquecer a maior parte de todas as mazelas e momentos difíceis! Vai dizer que se tu fores pensar sobre tudo o que passou já não tem mais a dimensão completa da coisa? Eu não tenho! Lembro de ser difícil, mas não como eu tenho certeza que foi no momento exato. Quanto mais me afasto dos momentos difíceis do início mais difícil vai ficando de dimensionar a dor, os medos, as angústias, o choro… foi difícil? ô se foi mais com toda a certeza cada sorriso, cada balbucio, cada abraço, cada olhar apaixonado foi fazendo tudo ficar para trás e assim perpetuar a espécie. Sim, somos bicho nesse momento e é da nossa natureza esquecer para termos mais que apenas 1 filhote!
    Fé que o cérebro vai ajudando! beijos e adorei o texto!

  134. Michele

    Por isso acredito que muitas mães colocam seus filhos logo na creche para ter esse tempo “livre” só para elas….isso me faz falta…mas como tenho filho APLV não tenho coragem de colocar na creche ainda…e hoje por exemplo é um dia bem difícil…dia que queria minha liberdade de volta…por mais que ele já tenha 1ano e 10 meses, tem coisas que é impossível fazer com eles e só uma mulher sabe. Sem falar na parte financeira que aperta e a cobrança do marido para voltar a trabalhar como se não trabalhássemos…é um preço bem alto…! Sempre fui independente e profissional. E largar tudo para virar “Mãe Maria” e abrir mão, não é fácil realmente…tem dia que a gente “surta”..afeta o casamento etc…Eu ainda consegui um emprego meio período (a noite) , dou aulas de dança e ele fica com o meu marido…esse tempo para mim é ótimo…mas mesmo assim no financeiro nunca está bom, comparado ao que era antes de ser mãe…Eles são mesmos RACIONAIS…desculpa o desabafo…mas é tem dias que essa INGRATIDÃO do serviço de casa nos toma conta…! Ser mãe para mim foi uma verdadeira montanha russa, a vida em 360º..:)…

  135. Jaqueline Lima

    Esse é mesmo um segredo velado no mundo das mães… e tb me perguntei pq ninguém me avisou que eu viveria tantas contradições. Li um livro enquanto estava de licença maternidade que me ajudou muito a entender algumas coisas sobre isso: “A máscara da maternidade”
    Achei o livro ótimo e esclarecedor.
    Jaqueline Lima
    http://deliciasdeumamaemoderna.blogspot.com.br/

  136. AMANDA

    É ISSO, É EXATAMENTE ISSO…

  137. thais

    Nossa faço minhas as suas palavras, sou muita grata a Deus por ter me dado 2 filhos lindos o Miguel de 1 ano e 10 meses e o Benjamin de 03 meses.
    Nao vivo num mundo perfeito as vezes sinto muita a necessidade de sumir, nao tenho tempo pra mas nada minha vida e todinha dos meus filhos.
    Mas logo logo eles vao crescer e se tornarem independentes e tudo vai passar!…

  138. Cristiana

    É bem assim mesmo, eu também sou mãe que fala para os quatro cantos do mundo sobre o lado b, mas também faria tudo de novo!!!

    Parabéns pelo texto

  139. Cristiane

    Tudo perfeito…eu to nesse momento “saco cheio de ser mãe” , estou esgotada emocionalmente….mas enfim…são momentos da vida!

  140. Juliana Brundo

    Adorei! Fiquei pensando pq sera que nao nos contaram desse outro lado e cheguei a uma unica conclusao; o lado bom é tão bom que isso, por maior que seja, se torna minimo! Tem muito mais coisa boa para se dizer do que isso, é verdade, a gente aprende mesmo na marra. E acho que no fundo esta certo, é melhor nao contarem mesmo, pois cada bebê é diferente e nem sempre o que foi tão ruim para uma mamãe sera ruim para outra. Melhor deixar assim!;)

  141. Maíra

    Nossa, perfeito! rs. Puríssima verdade!
    Falo mesmo para todas as mães que não me alertaram. O pior é que lembro do que a minha sogra contou da experiência dela com o meu marido bebê, mas ainda lembro do meu pensamento (pois sou mãe recente, apenas 2 meses), eu pensava, ah, mas não dever ser tudo isso não, afinal, é um bebê. rs. Dou até risada, infelizmente, apesar de sermos avisadas, nada como passar pela experiência.
    Amo muito, muito meu filho. Qdo começo a ficar brava com o choro dele que não me deixar nem fazer almoço, pego-o e dou-lhe um cheirinho. É incrível o efeito que tem sobre mim… fico mto feliz!!!

    E quando quero dar uma de mãe experiente e dar conselhos às minha amigas, me lasco porque ele vem com uma nova. hahhahha.. aí começa td de novo. Me dizem que há um luz no fim do túnel (sossego) aos 7 anos… vai saber! Daqui 7 anos conto para vcs. Se Deus quiser! :)

    Ah, e a propósito, seus posts das suas experiências me ajudaram muito nos meus primeiros dias, realmente como disse umas das meninas acima, funciona melhor que terapia. Infelizmente, pra mim nada foi mais doloroso, física e emocionalmente, como a tentativa de amamentar. Novamente, infelizmente meu bebê teve que ser complementado com LA e já parou de mamar meu leite, hj ele só chupeta, pois tenho ordenhado e não sai nada de leite. Acho que no meu caso o meu leite secou por questões emocionais. Senti tanto medo do meu filho passar fome, pois ele nos primeiros 4 dias passou mesmo (tempo que demorou pra descer o leite, e qdo desceu empedrou) que quando me permiti complementar, meu leite diminuiu drasticamente.
    Um conselho às futuras mamães, de tudo que se ouve retenha o que é bom. Absorva o máximo de informações (pois ajudam e muito). Se eu tivesse conhecido esse blog antes, penso que eu tetaria acertado mais vezes… Mas enfim, como uma amiga me falou, qdo nasce um bebê, nasce uma mãe! Depois de uns dias você vira profissional em ser mãe, e como todo profissional, tem falhas, mas pode ser excelente no que faz! Bjs e paz!!! :))

  142. Denise

    Eu passei por tudo isso, tinha dias que so queria que todos me deixassem em paz pra eu dormir pelo menos uma semana. O pior de tudo e que eu precisava continuar a tomar meu anti depressivo e swempre me disseram que nao podia pq eu estava amamentando e seria prejudicial ao bb mas isso nao e verdade. O remedio que uso nao tem qualquer reacao no meu filho. Fiquei um tempao sem tomar e so agora E ano depois e que voltei a tomar e estou otima! Nao teria ficado tao ruim se tivesse tomado e achava que o problema era comigo, pq nao estava tomando o remedio! Agora vejo que o que faziam era me esconderr a verdade sobre o lado b da maternidade! Hoje sou outra pessoa e pra quem esta ou estara passando por isso conto a verdade pra nao passar o mesmo que eu passei e que muitas outras. Tb passaram!

  143. Elaine Medeiros

    Chorei muito ao ler este post… Me sinto a pior mae do mundo qdo estes sentimentos do lado B tomam conta de mim… Apesar de tanto amar o Theo me pergunto: pq eu fico de saco cheio?
    Muito bom saber que estes sentimentos sao compartilhados por outras maes… Me sinto menos “bruxa” depois deste texto… Obrigada por compartilhar conosco! Um grande abraco e muito sucesso!

  144. Ana Flávia

    Acho que falamos pouco do lado B, porque ele existe sim, mas depois que passa os primeiros meses a gente esquece, ou lembramos mais das coisas boas. Na minha segunda filha eu tive baby blues e foi muito angustiante, mas passou hoje ela esta linda e fofa e nós ate nos animamos para o terceiro filho!

  145. Su Andrade

    Obrigada por avisar! Até hoje eu havia ouvido apenas a parte da amamentação, do sono e do “você não terá tempo para si!” Estou com 7 meses de gestação e me preparando psicologicamente… rsrs :)

  146. Amanda Arbex

    Oi Shirley, eu fui mãe aos 28 anos e ouvi muita coisa de ruim quando engravidei. Foi tanta besteira que me falaram sobre gravidez e sobre ser mãe que cheguei no ponto de me questionar do porque ter resolvido engravidar se todo mundo falava tanta coisa chata. Bem, realmente é dificil demais e você chega num momento em que parece que vai explodir, que você quer jogar tudo pro alto e sumir. Mas pra mim esse lado B foi amenizado porque minha filhota hoje com um ano de idade é super tranquilona e me dá aqueles sorrisos que iluminam o meu dia e eu acabo me esquecendo de como o inicio disso tudo foi dificil. Ela largou meu peito aos tres meses de idade porque eu não tinha leite o suficiente, meu corpo simplesmente não fabricava leite e eu sofri muito, me senti a pior mãe do mundo e muitas pessoas me trataram mal, achando que eu não queria amamentar minha filha, o que não era verdade. Fiz tudo o que pude, a alimentei das melhores formas possiveis e a recompensa está ai, uma menina linda chamada Alexia que está aprendendo a andar e a falar, que é super inteligente. Não podemos nos sentir menos mães por coisas que simplesmente acontecem na nossa vida, seja algo fisico ou psicologico. Nem tudo é um mar de flores e a maternidade é um caminho árduo e da mesma forma é gratificante.
    Obrigada pelo seu post, pois me sinto da mesma forma que voce.

  147. Karmel

    Nossa Shirley, adoro as coisas que escreve!! É uma terapia ler seus textos, tanto para mim quanto para marido. Leio pra ele e rimos juntos sobre as diversas situações que vc relata e que muitas vezes coincide com o nosso dia a dia. Já passei por muitas dificuldades e ainda estou no início, meu filho está com 1 mês e meio… Amamentar pra mim foi a parte mais difícil até agora. Meu bebê não pegava meu bico pq era pequeno, tive que usar concha pra poder aumentar. Ele só mamava na posição invertida. Imagina dar mamar nessa posição fora de casa? Quando fui ao posto dar vacina e ele quis mamar, precisei da ajuda da minha mãe e do meu marido. Um segurando o bebê e outro o meu braço.. Era engraçado precisar de mais duas pessoas pra dar mamar. Depois ele aprender a mamar na posição correta. Tive tanto leite que peito chegou a inflamar, tive febre, fiquei muito mal. Daí o neném não pegava o bico de tanto leite que escorria. Tive que comprar um bico de silicone pra ele poder mamar e isso acabou com o bico do meu peito, chorava de tanta dor. Dei por dois dias mamadeira com leite artificial. Agora meu leite não o sustenta mais e ele mama mais o complemento. O peito que havia inflamado agora praticamente secou. Estou tentando aumentar a produção de qualquer jeito pra poder voltar a dar mamar no peito mais vezes. Enfim, passei por mais outras situações, mas é só olhar o sorriso gostoso que meu filho já dá pra mim, que esqueço de tudo, assim como vc falou… Bjs…

  148. jandi

    Ufaaaa bem isso que estou passando nesse momento!! So sei que num e nada facil! E tenho certeza que nao existe tesouro maior na minha vida do que meu filao Francisco!!!

  149. Nana

    Achei maravilhoso ler isso justamente agora, que estou na dúvida, se devo (ou se quero) engravidar mesmo agora. Apesar de sempre pensar em ser mãe, agora que parece que é o momento estou com dúvidas. Não tenho certeza se quero mudar tanto a vida assim agora (acho até estranho, pois sempre quis ser mãe) mas agora estou com medo de tomar essa decisão. Lendo esse post vi que talvez ainda não seja o meu momento mesmo. Tenho medo das mudanças no casamento, mas também temo ficar tarde se deixar pra depois. Esse post pra mim foi perfeito, me deixou com mais dúvidas, mas, por outro lado, me deu a opção de pensar mais sobre o assunto antes de partir para esse passo tão importante e decisivo. Obrigada por compartilhar! (obs: isso q vc disse realmente ninguém diz e quem ainda não tem filhos, como eu, só vê e inveja o lado glamuroso de super mãe das amigas que já tem filhos, elas não dizem que é assim, e quem tá de fora só vê as fotos de álbum de família, que está todo mundo feliz, uma família sorridente, um casal perfeito, e nada de alguém dizer que por trás disso tudo há tanta transformação)

  150. Edna Santos

    Um dia desses atrás, eu estava mega cansada, irritada e de saco cheio da maternidade, querendo dividir com o pai algumas tarefas maternas para que eu pudesse descansar por cinco míseros minutos. E daí me vem a pérola do pai: Ue, nao queria ser mae e agora nao esta aguentando o tranco ? Que ódio. …minha vontade era de dar um soco na cara dele e da pessoa que estava ao lado dele de platéia, adorando ver a cena.
    Infelizmente somos julgadas quando externamos nossos sentimentos que foram incrivelmente relatados nesse post com muita sinceridade.
    Adoooooorei!

  151. Daniella Belo

    Bom, concordo com tudo e no meu caso está sendo mais difícil pois estou me separando. Tudo começou já na gravidez ele não aguentou minha indisposição meu mau humor minha sonolência. Enfim, ele muito quis um filho mas não se preparou para as adversidades. Eu já tenho uma filha de 7 anos e a gestação dela tb foi marcada por muitos problemas tantos que após o nascimento dela desisti de me casar. Após 6 anos sozinha me casei com 2 meses de casados engravidei e comecaram meus problemas. Já me questionei sobre tudo mas por pior que pareça não me arrependo pois sei que tudo na vida tem um pq e um para que. Vivo o que a vida me oferece com tudo que há de direito. Sempre digo que é melhor se arrepender de ter feito do que daquilo que não fez. Força que no final tem uma recompensa, tô contando com isso.

  152. Marcia

    Filho é algo que tem que ser bem planejado e avaliado antes de se pensar em ter, a responsabilidade de educar e criar um ser humano é algo muito muito sério, criança não é um ser inanimado, ele tem necessidades que precisam ser supridas por quem se propôs a traze-lo ao mundo, como pode uma pessoa em sua consciência inteligente imaginar que ser mãe seria somente ter momentos mágicos, sei que há muitas dificuldades e momentos de extremo caos, eu fui mãe aos 17 e tinha sim a consciência do que me esperava pelo resto da minha vida, meus filhos são minha vida, e faria tudo denovo, eu digo o seguinte: quem quer assumir este papel na vida, tem que avaliar tudo muito bem, e se quiser ter a vida social e afetiva sem máculas não se proponha a trazer um novo ser ao mundo, revoltar-se contra a nova vida não faz sentido, dificuldades existem pra ser superadas, o mesmo ocorre com algumas profissões hoje por exemplo, também não são abraçadas como antes, eu acredito que para alguém ser um profissional da saúde além de competência teria que amar o próximo, pois cuidar sem amor não é justo para quem precisa de cuidados, pois terá momentos que a revolta acontece e quem cuida já não terá a mesma dedicação que é necessária para cuidar de uma outra vida, assim como nas creches, berçários, quem não ama cuidar não deveria pensar em ter este vínculo de trabalho. Portanto pensem, reflitam, avaliem o porque ser mãe é importante, se for só por ter vontade, seja mãe social, tire um dia pra curtir o filho de um amigo ou parente, irá passar poucos momentos com a criança e rapidinho voltará a vida “normal”.
    Nós temos o hábito de não nos colocar no contexto da situação, e na maioria das vezes não acreditamos no que as pessoas falam, sempre achamos que tudo é exagero, é então que fazemos as escolhas, e agimos, sem avaliar todas as possibilidades, quem quer ter e viver uma vida social intensa sem preocupações, eu insisto em dizer, não tenha filhos.

    1. Shirley Hilgert

      Márcia, aqui nem falamos em vida social. Isso é o de menos. Sinceramente. O que mais muda são outras coisas. O que mais nos exige são outras coisas. Mas é exatamente o que você disse. As pessoas tem que ter consciência da responsabilidade que é ter um filho antes dele nascer, para tomar a decisao certa. Eu sofri muito no início da maternidade (não sei se vc acompanha o blog, mas nele eu falei mil vezes já sobre isso), mas em nenhum momento fiz nada que pudesse prejudicar ou sequer deixar meu filho em segundo plano. O texto foi só um desabafo para as mães saberem que é normal ter momentos de cansaço. TODO MUNDO TEM. Mas também para mostrar que as coisas não são fáceis e que é importante pensar antes de tomar a decisão. Bjs e obrigada pela sua colaboração.

  153. Paola

    Olá. Adorei o texto.
    Eu, desde que meu filho nasceu, me pergunto: ” Porque diabos as pessoas não contam a verdade sobre a maternidade?”
    Para começar, passei horrores durante a gravidez. Tive muitos enjoos até o final da gravidez e ficava sempre um sentimento ruim.
    Após 11 dias do nascimento do meu filho, minha mãe faleceu. O que tornou tudo ainda mais difícil, pois quando se tem um proximidade master com a mãe, tudo fica mais fácil.
    Amo muito meu filho, mas não canso de pensar que a maternidade não são só flores. Meu marido é uma boa pessoa, mas foi criado com a mãe fazendo tudo para ele, ou seja, não me ajuda em nada. Sobra tudo para a SUPER MÃE aqui.
    Estou cansada, estou exausta na verdade. Tenho vontade de ter 3 dias de descanço!

  154. Fabricio

    Minha filha tem uma maquininha fotográfica de plástico, com musiquinhas. Uma delas diz:

    “Sou feliz, todos os dias, vivo sempre com alegria, as vezes sinto um cansaço, mas tudo passa com seu abraço”.

    O brinquedo mais sincero que já vi.

  155. Flavia

    Pois eh, Shirley! Esse post é realmente perfeito! Eu sempre fui louca para ser mãe e agora soou mãe há quase dois meses e só vivi momentos difíceis até agora (aliás, desde a gravidez, que não foi nenhum mar de rosas..) .. Fiquei com meu filho internado por 25 dias, descobri que ele tem refluxo grau 4 e sofre horrores.. Minha produção de leite caiu mt porque vivi momentos de estresse, cansaço e pq meu filho não sugava.. Ele simplesmente se recusava a mamar (um dos motivos de sua internação já que ele teve icterícia por baixa ingesta, com desidratação e hipoglicemia) ! Aliás, qd eu estava grávida, tinha lido vários posts seus e um deles foi oq vc falou sobre refluxo oculto e APLV e ao que td indica o Gabriel tem tb aplv e estamos com o neocate há 5 dias só que ele parece não ter melhorado muito (tem chorado um pouco menos, mas está sofrendo com intestino preso).. Eu nunca pensei que um dia fosse pensar isso, mas tem horas em que, de verdade, chego ao meu limite e penso “meu Deus! Não aguento mais isso!”, mas qd eu olho para os olhos dele e as carinhas lindas que só ele faz penso “é cansativo! As vezes angustiante, pois não sabemos oq fazer e como ajudar nosso filho, mas ainda é a melhor coisa do mundo! É eu faria td de novo se pudesse voltar atrás e escolher!”… Por isso disse que seu post é perfeito! E ele deixa claro que não somos de ferro, que temos nossas fraquezas, mas que mesmo diante de todas as dificuldades não trocariamos nossa vida de mãe por nada e isso só nos torna mães melhores ainda! Bjos

  156. Luciana

    Esse post é simplesmente perfeito.
    Sempre discuti sobre isso com uma amiga, sobre pq as pessoas não comentam que é assim, que esse início é muuuuuito tenso, mas muito mesmo.
    E também acho que é pq não querem dar o braço a torcer que não são super mulheres, que são humanas.
    Minha filha completou 3 meses, e ainda não consigo tomar banho direito. Nem comer, nem fazer as coisas da casa, sair então, é uma luta! Com a amamentação não tive problemas, em compensação, ela teve mais cólica que todos os bebês do mundo, de berrar dia e noite. Mas quando ela me abre aquele sorrisão, vejo que tudo valeu a pena, faria tudo novo. Se eu tivesse sido orientada, com certeza seria menos traumático, teria me preparado melhor. Ainda bem que a gente só tem um primeiro filho na vida! :)

  157. Laura

    Que bom encontrar esse texto! Pude me sentir menos culpada. Entre outras coisas queria meu casamento de volta, com sorrisos e desejos de homem para mulher e não respeito de pai para mãe. Minha filha tem sido a única alegria dos últimos tempos. Mas ser mãe me tirou muita coisa e você me fez sentir menos mal, ao admitir isso.

  158. RKR

    Shirley, não queria ter que parabenizá-la pela sua coragem em publicar esse post, mas deixo aqui os meus aplausos pela sua coragem em tocar num tema que, estranhamente, quase ninguém comenta.

    Um lado B que eu acho importante destacar também é o lado da relação com o parceiro ou marido. Para mim foi muito difícil entender a mudança do meu marido quando o neném nasceu. Durante a gravidez, eu tive muito trabalho para convencê-lo do que era importante providenciar para o bebê. Quando o bebê nasceu, a primeira referência que eu tinha era a minha mãe, e ele se sentiu excluído porque achava que eu não dava importância para o que ele pensava sobre o nosso rebento, ele também queria decidir junto, mas de início eu não o ouvi muito porque achei que, devido à atitude relaxada dele durante a gravidez, ele não estava muito aí. Resultou que tivemos muitas discussões. Ainda temos, mas tanto ele quanto eu aprendemos a respeitar melhor as nossas opiniões mútuas. E é muito bonito pensarmos em como estamos construindo essa pequena família juntos. Mas é uma luta diária. Nunca pensei que tivesse que batalhar tanto com meu marido para deixar claras para ele as minhas opções em relação ao bebê.

    Outro lado B que senti muito depois do parto foi o resguardo, a tal “menstruação de semanas”, os banhos de assento, a dor no ventre, a dor para sentar, as tonturas logo depois do parto e a permanente vontade de chorar por causa dos hormônios. Isso eu acho que ninguém fala também e é importante estarmos preparadas e saber que é normal você estar andando pela casa, olhar seu filho ou sua filha dormindo e começar a chorar sem saber porquê, ou se acabar de chorar por causa de um comentário de alguém, ou olhar no espelho e se achar a pessoa mais feia e gorda do universo porque você estava acostumada com a barriga de grávida, mas é difícil encarar que você ainda está com as sobras da pança… Não sei se é assim com outras mulheres, mas para mim foi desse jeito.

    Beijos

  159. Adauane

    Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!

  160. Renata

    Concordo plenamente. Acho que parte disso também e a cobrança externa de que a mãe tem que ser perfeita.

    Mas aprendi a ouvir as críticas e deletar se não me interessa. Outro dia tive esse sentimento de querer “tirar uma folga” e estávamos no aeroporto aguardando o embarque, e eu queria ter ficado mais uns dias ali SOZINHA… Falei e brinquei com eles que ficaria ali que eles podiam ir e ai começaram a me chamar “mãe vem”, com a cara de desespero … ai fui hehehehehehe….

    Concordo que o lado B tem que ser divulgado sim, não para denegrir a imagem de ter filhos, mas para que as mães não criem expectativas de que sempre são mil maravilhas.
    Afinal, em todas as áreas da vida vamos ter desafios !!!!!

  161. luísa

    Adorei esse post pois demorei a me tocar que isso era uma coisa normal. Por que as pessoas mentem tanto? Fiquei com raiva da minha mãe, da minha irmã, das minhas amigas que já eram mães… Por que as danadas ficavam dizendo que ser mãe era maravilhoso, a melhor coisa do mundo? Me senti traída.

    A verdade é que no começo foi uma M. Foi mesmo. Sem dormir, peitos sangrando por 2 meses (sim, 2 meses com casquinhas e 3 com dor… e todos me dizendo que iria sarar em 15 dias… nos próximos 15, nós próximos 15… no final, já tinha sofrido tanto que não podia mais desistir para não perder o sacrifício já realizado), neném chorando com cólica de 7 às 19h (quem foi que inventou que bb só tem cólica no final do dia?), enfim, fiquei assoberbada. Perdi a conta das vezes que fui dormir chorando.

    Com o passar do tempo, a melhora dos seios e cólicas e o desenrolar dos sustos iniciais, aos poucos fui me acostumando com a nova vida e hoje amo ser mãe. Nada enche mais nosso coração que o sorriso do nosso filho/a.

    Acho muito importante as mães reclamarem sim, para que as outras futuras mamães não fiquem iludidas, não se assustem tanto com essa nova fase, não juntem mais uma culpa às tantas outras que já carregarão.

    Por isso procuro ser sempre sincera, já falo logo para as minhas amigas grávidas: “quando vc se arrepender de ter tido filho, não sinta culpa, todo mundo passa por isso”. Falo até mesmo uma coisa que as grávidas não gostam de ouvir: “eu sei q vc imagina que ser mãe é difícil e cansativo… pois vou te dizer que é muito mais difícil do que vc pode imaginar…”

    Mas confesso que já aconteceu comigo de uma vizinha virar a cara para mim e nunca mais voltar a falar comigo da mesma maneira quando fui sincera sobre o que achava da maternidade (tudo bem q estava no auge da minha revolta e depressão pós parto…). Acho que ela me achou louca, ou cruel, ou uma péssima mãe por ter dito aquelas coisas… No entanto, penso que como ela tem duas filhas grandes, já deve ter se esquecido das dificuldades que teve… ou então já contou a mesma mentira que ser mãe é “sempre maravilhoso” tantas vezes, que agora ela até já acredita.

  162. Paula

    Shirley parabéns o texto é perfeito! Gostaria de agradecer pois me ajudou muito, varias vezes chorei, me senti culpada e até achei que não estava sendo uma boa mâe por ter esses momentos de stress, por as vezes simplesmente querer ter alguns minutinhos só para mim.. seus textos estão me ajudando muito, percebi que todas as mães passam por isso e que sem dúvida a maternidade não é um mar de rosas 24 horas por dia! mas tambem sem dúvidas é a melhor e mais abençoada coisa na vida de uma mulher!

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada pelo carinho Paula!!
      Fico muito feliz com suas palavras. Bjss

  163. Ana

    Shi,me responde uma coisa,meu BB tem 1 mês, mtas vezes penso que não deveria ter engravidado e sinceramente ainda não senti esse amor incondicional; sinto que nunca mais terei minha vida de volta…é normal pensar isso?Vcs TB pensavam?Meu marido e minha mãe não aceitam qdo falo isso.

    1. Shirley Hilgert

      Ana, acho péssimo seu marido e sua mãe não aceitarem quando vc fala isso. Eles tem que entender que o início é complicado, complicadíssimo, e que há mais trabalho que amor sim! Claro que a gente ama, mas é tanto sofrimento, dúvida, desespero que às vezes o amor fica até ofuscado. Uma pena eles não serem sensíveis e entenderem esse momento difícil que todas nós, mães, passamos assim que um bebê vem ao mundo. Claro que se, com o tempo, esse sentimento não começar a dissipar aí vale a pena vc conversar com um terapeuta ou psicólogo, pois é comum quando as coisas melhoram a gente também se sentir melhor e sofrer menos. Beijos!

  164. Adriana

    Shirley boa tarde, eu ainda não tenho filhos, mas amo ler as coisas que você escreve, meus parabéns………………..

    1. Shirley Hilgert

      Obrigada!!!!

  165. Francisco

    Putz… e eu que estava me sentindo culpado por já ter dado um chute e quebrado a lixeira e já tive vontade de esmurrar a porta.

    vi minha esposa chorando aos prantos nas duas primeiras semana de tão inchado e dolorido o que os seios estavam.
    Quase surtei após algumas horas de cólica e prestes a atravessar 100 quilômetros de onde estávamos para a nossa casa na capital na madrugada.

    Também nunca imaginei que de medo em pegar na minha filha no colo, hoje troco a fralda dela até de costas, de madrugada, de tanto q já fiz.

    Que, de pirangueiro , passei a não ter pena em gastar horrores na farmácia.

    Que fiquei p da vida porque nenhum colega de trabalho meu me alertou sobre isso que eu ia passar.(e q a vida a dois ia ficar pra lá de segundo plano…)

    Descobri também que não amamentar é 100 vezes mais cômodo do que amamentar, para aquelas que poderiam.

    Fica o desabafo do esposo. se me perguntarem se quero outro filho agora só vou responder que sim talvez daqui a uns 2 ou 3 anos e acho que minha esposa pensa igual.

    Entretanto , espero em Deus que minha filha possa me ajudar a esquecer tudo isso e ver a imensa alegria que é ser pai.

    Paciência, humildade (em pedir ou aceitar ajuda) e fé (acredite vai chegar um momento em que você vai apelar para o divino).

    Até.

    1. Macetes de Mãe

      Olá Francisco!
      Obrigada por compartilhar conosco o que você sentiu, garanto que vai ajudar outros papais :)
      Com certeza, tudo vale a pena!
      Bjs

  166. talita

    Imagina mãe de gemeas então, senti tudo isso e em dobro…Me culpava muito, mas agora lendo essas coisas me sinto melhor, muito obrigada! bjs

  167. Joyce

    Esse texto é perfeito expressa oq todas as mamães passam, realmente é muito difícil ! Mas como vc disse tudo vale a pena vendo que eles estão bem! :)
    Beijos

    1. Macetes de Mãe

      Com certeza Joyce!!
      Bjss

  168. Aline

    Olá, sou mãe do Arthur que está com 35 dias. Tenho passado por alguns momentos assim, tem horas que é tão tenso que tenho vontade de fugir, tem horas que me sinto de ‘saco cheio’ de tudo e tenho me culpado muito por tudo isso. Ler esse post me ajudou a perceber que todas nós passamos por isso, que o lado B não é nada legal mas que compensa muito ser mãe!

  169. Francielly

    Oiii como é bom ler tudo isso minha bebe fez 10 meses ontem e creio que estou vivendo o lado B !!! E depois de ler tudo isso parece que me sinto menos culpada eu adoro macetes de Mãe sempre tem tudo que precisamos ouvir obrigado !!

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que ler o texto te fez bem Francielly!
      Obrigada pelo carinho :)
      Bjss

  170. bruna

    Gosto muito de seus posts. Minha bebê vai fazer 1 mês e ainda procuro “glamour” de ser mãe que tanto me falaram. Isso me da um sentimento de incapacidade porque ainda sofro para amamentar, as vezes ela esta tao irritada e eu não entendo o motivo… sem contar as malditas cólicas, o sono, a falta de tempo… isso que este é o primeiro mês… a vontade de chorar sempre bate pois da uma sensação de que sou péssima mãe. As vezes irrita. Bom saber que eu não sou a única que tem esse sentimento..

  171. Jeisa

    Ufa! Alguém pra escancarar o que ficava entalado na minha garganta! Obrigada!
    É libertador saber que isso é real.

    Entendo que muitas mães evitam de comentar das dificuldades pois, como no casamento, “todas” querem passar a imagem de “eficiência e competência no papel que lhes foi designado” e que “reclamar da situação nada mais é do que atestado de impotência”.

    Reforço que reconhecer essa realidade não me torna menos mãe ou desvaloriza meu filho e nem minha maternidade. Em verdade é uma análise honesta, sincera, verdadeira que é indispensável pra muitas futuras mamães, principalmente as que possuem tendência de romantizar a realidade. Grande abraço!

  172. Domenica

    Acho q ninguem avisa isso porque uma mae de primeira viagem q ainda nao teve o bebe nao acreditaria.
    Eu fui avisada, com todos os pontos e virgulas por uma amiga, jah mae de um menino de 5 anos.
    Ela falou: “aquilo chora, e chora e chora sem parar. Eu tinha vontade de jogar ele na privada e dar descarga….ou entao de enfialo no armario e trancar a porta”
    Hoje eu dou risada quando lembro destas palavras (sabias! Tb experimentei essas vontades), mas na hora que fui advertida achei que ela estivesse exagerando e fosse louca…como assim uma pessoa normal poderia sentir isso pelo filho indefeso?? Ahhhh…ainda bem q passa :)

  173. Emily

    Shirley, adorei o post…

  174. Fernanda

    Olá meninas,

    Ninguém me falou do lado B, pq eu nunca quis ter filhos! nunca! E a Branca veio de repente, nasceu de uma paixão de 8 meses e hoje sou mãe solteira. Ela tem 2 meses e pirei! Entrei em depressão e ainda estou e me culpo muito por estar odiando ser mãe. Amo a Branca de paixão, ela eh uma coisa de louco, mas minha vida antes era incrível! Eu era muito feliz! Estou fazendo terapia para me entender pq ao contrário do que falam, que nós tornamos melhores! Sinto que me tornei pior! Vivo cansada, sem pique, sem vontade de me vestir como antes, era impecável! De cuidar da minha conta bancária, da culpa de n estar gostando de ser mãe, da vontade de sumir, dos medos da violência, de sentir a vida passando e eu dentro de casa com ela! To bem triste! Apesar de ser uma pessoa muito do bem! Tinha planos para mim e hj sinto que os perdi! Uma sensação de estar mais velha, sei lá! Horrível! E ser mãe solteira tudo em cima de mim! Eh muito punk! Comecei a fazer uma dieta para ter mais pique e n estar tão cansada pq me sinto um ET! Não era isso que planejei para a minha vida! Amo a minha pequena, mas tenho medo de n ser feliz ou ter paz de espírito nunca mais! -(

  175. Sthefanie

    Infelizmente nem sempre o pré-natal é feito como deveria.. Todas as informações sobre amamentação, o preparo pra isso, o que fazer em caso de dificuldade para amamentar, quem procurar, tudo isso deveria ser passado no pré-natal, mas não acontece!
    Quantas pessoas sabem que no hospital podem pedir um fonoaudiólogo para ajudá-la? E q esse profissional é o mais capacitado pra isso? Quantas pessoas conhecem consultoras em aleitamento materno? Pouquíssimas pessoas sabem disso, Pq não é muito divulgado, não é falado! Graças a Deus a internet veio pra ajudar!
    Digo que as mulheres se preparam pra engravidar, leem sobre partos, decoração do quarto dos bebês, enxoval e quantas procuram saber sobre os cuidados com o peito durante a gestação? Quantas mulheres procuram informação sobre amamentação?!
    A falta de informação é grande, amamentar pode ser muito difícil, mas com a ajuda do profissional certo tudo pode ser amenizado, problemas resolvidos e a amamentação pode ser prazerosa mais rapidamente!
    Os profissionais de saúde deveriam orientar melhor no pré-natal e não fazer só o básico, se eles fizessem isso ajudariam muiiiiito as mães, esclareceriam muitas dúvidas!

  176. Ivi

    Eh bem assim msm, mas o pior de td eh qndo o marido parece nao valorizar…o meu por exemplo acha q eu me irrito a toa, q nao tem pq das minhas atitudes e etc…
    Mas ele qse nunca me ajuda, meu bb tem 11 meses e ta naquela fase se descoberta, anda pra todo lado e quer mexer em tudo, chega final do dia do so o po, e ele acha q nao tem pq eu me cansar me irritar pq nao consigo comer, nao consigo sequer usar o banheiro…mas apesar de td eu amo muito meu bb e gosto tb das artes dele kkkk so fico mals pq meu marido q convive cmg nao entende

  177. Karine

    É muito eu esse texto.. ai, como me sinto aliviada com seus relatos.. kkk… bjs

  178. mari

    Otimo texto! Tenho dois filhos com diferença de dois anos e sempre alerto as mames de primeira e segunda viagem sobre o lado ! As de segunda viagem apesar da consciencia do ser mae so sabem das dificuldades qd estao c o segundo filho nos braços, pois independenteda diferença de idade pouca ou muit temos que nos desdobrar para dar atencao ao primeiro filho. Sao novas e tao intensas experiencias. So nao concordo com o q disse sobre estarmos na era da verdade e sinceridade, acho muito pelo contrario, estamos na era do “parecer ser”, acho que as pessoas qurem tornar cada vez mais a fantasiosa vida das redes sociais “verdadeiras” , por isso cada vez menos expem suas falhas! Bjos

  179. Tatiana

    Que alívio saber que esse sentimento é normal! Fiquei feliz novamente… Obrigada!

  180. TITA

    Belo e sincero texto! Ainda acrescento mais: pq sempre me falaram q a dor do parto normal era uma coisa que dóe, mas q passava logo. Que era uma dor que se esquece! Scheiße!!! Nunca irei esquecer dessa dor, ou melhor falando, desse sofrimento pq pra mim foi exatamente isso: um sofrimento de cinco dias que tive que passar para ter meu lindo amor! Foi tanto sofrimento que pedi pra morrer! Bom, tudo passou e confesso que mesmo lembrando de todo o sofrimento que passei eu quero outro! :) Coisa de mãe!

  181. Marielem

    Eu to de saco cheio ! Me perguntando pq que fiz isso ?! Precipitei , não era hora de ser mãe ! Já até pedi pro meu esposo sair de casa . Estou no meu limite .

    1. Shirley Hilgert

      Marielem, tente se acalmar e, se for necessário, busque uma ajuda psicológica. É o melhor a se fazer. bjs

  182. elaine

    Mas isso passa ne???

    1. Macetes de Mãe

      Passa sim Elaine :) Bjss

  183. Daniela

    Olá! É ótimo ver que alguém começou a falar disso! Sempre digo as mamães de primeira viagem ” ser mãe é a melhor coisa do mundo, eu deveria ter começado mais cedo para poder ter uns 5 filhos. Mas os três primeiros meses são “PUNK” e todas ficam assustadas quanto conto o que acontece é o que passa na cabeça da gente. E tenho certeza de que a maioria das mães tem vontade de sumir, “engolir” o filho e colocar na barriga novamente e se questionam o tempo todo. Eu, já recebi obrigado por ter “assustado” uma grávida três dias antes do parto. Contei para ela quais sentimentos poderiam ocorrer e enquanto eu falava, eu observava seu olhar arregalado. Mas é realmente ótimo ver que muitas mamães maravilhosas estão botando para fora e sendo verdadeiras em expor seus sentimentos.

  184. Bruna

    Shirlei, gosto muito do site de vocês, mas quando li este texto não gostei (cada um tem sua opinião) e resolvi deixar um texto com a minha tbm:

    Eu li este texto no face e realmente não concordei; mas não achem que não concordei por que foi tudo fácil e lindo… (passei por um mau bocado na maternidade, meu filho teve refluxo, alergia alimentar grave, então chorava muito, vomitava mais ainda, dormia pouco e quando dormia era um sono agitado acordando o tempo todo, virei praticamente um zumbi, chorei, pedi para meu filho me ajudar, mas eu não entendia que a culpa não era dele, na verdade não era de ninguém…a culpa era da maldita adaptação)… pois bem, não concordei por que não acho que uma mãe não fale destas coisas (o lado B) por medo de ser “menos” mãe ou julgada por isso, não falam por simples esquecimento…sim, esquecimento. Sei que o início foi difícil, mas hoje que meu filho tem 1 ano, já tenho dúvidas se foi mesmo tão difícil, não lembro mais nitidamente desta parte; mas minha memória lembra com total nitidez do primeiro sorriso, do primeiro dente, da primeira vez que ele me reconheceu ou me olhou nos olhos, lembro de como ele sorriu quando me viu voltar do trabalho, da primeira noite que dormiu inteira e lembro mais ainda como as vezes eu torcia para ele acordar e eu embalar ele em meus braços ou ficar abraçadinha nele (e juro, não falo isso da boca para fora; e em nenhum momento deleguei minhas funções de mãe à outras pessoas; sempre fiz tudo, participei de tudo, então não pensem que sou uma mãe “ausente” para escrever isso).
    Ser amiga não é encher a cabeça das mamães de primeira viagem com informações que as deixarão nervosas ou apreensivas pensando no que virá, pode-se sim dizer que é difícil, mas não do modo como foi escrito; ser amiga é ajudar exatamente nos momentos que SABEMOS que serão difíceis. Ajudar na amamentação, confortá-las, criar grupos onde não se sintam sozinhas e isoladas nestes momentos…

    O lado B existe, mas o Mar de Rosas também existe e ele é divino. Cada mamãe está preparada para aguentar a barra do seu jeito, o que foi um caos para mim pode ter sido “mamão com açúcar” para outra. Avisar não quer dizer que amenizará o que está por vir, aliás ninguém sabe o que está por vir; eu me achava preparada, mas quando me vi sozinha com meu filho pela primeira vez duvidei de toda a minha preparação e descobri que não adianta se preparar para ter um filho, pois vocês se conhecerão e aprenderão a conviver com o tempo. Toda vez que me via em apuros ou com vontade de chorar eu pensava (mantra de uma amiga também mãe e que me ajudou muito, não me avisando, mas estando presente quando precisei) “vai passar, vai passar, vai passar…” e, adivinhem… PASSOU; não fiquei com cicatrizes ou psicologicamente abalada por isso, simplesmente “passei de fase”. E não julgo as mães que sofrem, que acham que não irão conseguir, ou que passam pelo Lado B com certa dificuldade pois como eu disse, cada pessoa tem uma tolerância diferente para as dificuldades e pressões, “cada um sabe onde seu calo aperta”.

    Talvez me crucifiquem por isso, mas pensem: será que este momento também está sendo fácil para nosso bebê? Não sejamos egoístas (como disse uma outra amiga) em pensar que o Lado B só existe para nós; é uma adaptação para ele também, ele nunca mamou, nunca dormiu, nunca te viu…é tudo novo, ele precisa aprender, assim como você, nova mamãe. Tem partes cansativas??? COM CERTEZA; tem momentos em que choramos de cansaço??? Simmmm… mas ao invés de compartilhar o Lado B com estas mamães, eu as aviso… vai passar! Não se assustem com o Lado B…. ele não morde, as vontades de berrar e sair correndo passam, você se adapta, se fortifica, teu filho irá te conhecer, você o conhecerá, e sim… o Mar de Rosa perdurará!

    Se conselho fosse bom não se dava, mas ai vai: para passar pelo “lado B” (que foi pintado como um monstro e não é) não difícil, peçam ajuda as amigas, falem sobre as angustias, os companheiros devem sempre ser envolvidos na rotina do bebê (com certeza meu marido foi meu ponto forte e me ajudou muito), amamentar dói e é difícil mas existem muitas pessoas que podem lhe ajudar, converse com pessoas que passaram por isso e leia muitoooo (vivemos no mundo da tecnologia…use-a).

  185. Bruna

    Olá, gosto muito do site de vocês, mas aí vai minha opinião:

    Eu li este texto no face e realmente não concordei; mas não achem que não concordei por que foi tudo fácil e lindo… (passei por um mau bocado na maternidade, meu filho teve refluxo, alergia alimentar grave, então chorava muito, vomitava mais ainda, dormia pouco e quando dormia era um sono agitado acordando o tempo todo, virei praticamente um zumbi, chorei, pedi para meu filho me ajudar, mas eu não entendia que a culpa não era dele, na verdade não era de ninguém…a culpa era da maldita adaptação)… pois bem, não concordei por que não acho que uma mãe não fale destas coisas (o lado B) por medo de ser “menos” mãe ou julgada por isso, não falam por simples esquecimento…sim, esquecimento. Sei que o início foi difícil, mas hoje que meu filho tem 1 ano, já tenho dúvidas se foi mesmo tão difícil, não lembro mais nitidamente desta parte; mas minha memória lembra com total nitidez do primeiro sorriso, do primeiro dente, da primeira vez que ele me reconheceu ou me olhou nos olhos, lembro de como ele sorriu quando me viu voltar do trabalho, da primeira noite que dormiu inteira e lembro mais ainda como as vezes eu torcia para ele acordar e eu embalar ele em meus braços ou ficar abraçadinha nele (e juro, não falo isso da boca para fora; e em nenhum momento deleguei minhas funções de mãe à outras pessoas; sempre fiz tudo, participei de tudo, então não pensem que sou uma mãe “ausente” para escrever isso).

    Ser amiga não é encher a cabeça das mamães de primeira viagem com informações que as deixarão nervosas ou apreensivas pensando no que virá, pode-se sim dizer que é difícil, mas não do modo como foi escrito; ser amiga é ajudar exatamente nos momentos que SABEMOS que serão difíceis. Ajudar na amamentação, confortá-las, criar grupos onde não se sintam sozinhas e isoladas nestes momentos…

    O lado B existe, mas o Mar de Rosas também existe e ele é divino. Cada mamãe está preparada para aguentar a barra do seu jeito, o que foi um caos para mim pode ter sido “mamão com açúcar” para outra. Avisar não quer dizer que amenizará o que está por vir, aliás ninguém sabe o que está por vir; eu me achava preparada, mas quando me vi sozinha com meu filho pela primeira vez duvidei de toda a minha preparação e descobri que não adianta se preparar para ter um filho, pois vocês se conhecerão e aprenderão a conviver com o tempo. Toda vez que me via em apuros ou com vontade de chorar eu pensava (mantra de uma amiga também mãe e que me ajudou muito, não me avisando, mas estando presente quando precisei) “vai passar, vai passar, vai passar…” e, adivinhem… PASSOU; não fiquei com cicatrizes ou psicologicamente abalada por isso, simplesmente “passei de fase”. E não julgo as mães que sofrem, que acham que não irão conseguir, ou que passam pelo Lado B com certa dificuldade pois como eu disse, cada pessoa tem uma tolerância diferente para as dificuldades e pressões, “cada um sabe onde seu calo aperta”.

    Talvez me crucifiquem por isso, mas pensem: será que este momento também está sendo fácil para nosso bebê? Não sejamos egoístas (como disse uma outra amiga) em pensar que o Lado B só existe para nós; é uma adaptação para ele também, ele nunca mamou, nunca dormiu, nunca te viu…é tudo novo, ele precisa aprender, assim como você, nova mamãe. Tem partes cansativas??? COM CERTEZA; tem momentos em que choramos de cansaço??? Simmmm… mas ao invés de compartilhar o Lado B com estas mamães, eu as aviso… vai passar! Não se assustem com o Lado B…. ele não morde, as vontades de berrar e sair correndo passam, você se adapta, se fortifica, teu filho irá te conhecer, você o conhecerá, e sim… o Mar de Rosa perdurará!

    Se conselho fosse bom não se dava, mas ai vai: para passar pelo “lado B” (que foi pintado como um monstro e não é) não difícil, peçam ajuda as amigas, falem sobre as angustias, os companheiros devem sempre ser envolvidos na rotina do bebê (com certeza meu marido foi meu ponto forte e me ajudou muito), amamentar dói e é difícil mas existem muitas pessoas que podem lhe ajudar, converse com pessoas que passaram por isso e leia muitoooo (vivemos no mundo da tecnologia…use-a).

  186. Bruna

    Não estou conseguindo postar meu comentário, será por causa do tamanho ou os textos são aprovados antes de serem exibidos?

    1. Macetes de Mãe

      Olá, Bruna!
      Os comentários são aprovados. O seu já foi aprovado, obrigada por contribuir com seu ponto de vista :)
      Bjss

  187. Patricia

    Adorei o post e tb os comentários! Tenho uma linda princesa de 1 mês que amo de paixão, mas choro quase todo dia por me sentir “refém” da condição de mãe. Sua vida vira de cabeça pra baixo, parece que sua vida acabou, vc passa a se dedicar 24h por dia ao bebê e acha q nunca mais será vc mesma! Felizmente meu marido, minha mae, minha irmã e várias amigas me entendem e me dão apoio, assim não fico me achando maluca! Mas ainda assim foi muito bom ler outros tantos relatos e ver que tantas mulheres passam por isso.
    Me esforço agora em focar nas coisas boas, pra conseguir curtir a maternidade e não ficar só me lamentando pelas dificuldades. Não é facil, é um exercício constante, mas acho q é o caminho pra eu ser uma mãe feliz!

  188. Silvana

    Simplesmente PERFEITO!!!
    Me senti exatamente assim depois q minha filha nasceu, e q hoje completa 1 mês!! Pq ninguém me contou q era tão difícil!! Ou todos mentem ou não querem q a humanidade desapareça!!!
    Amu seus textos!!
    um abraço!!

  189. Priscila

    Amei, perfeito, tudoooo
    Só complemento uma coisa: COMO alguns pais (e mães, claro!) conseguem, com toda a força do universo, planejarem para terem filhos com 1, 2 anos de diferença!! Honestamente, não sei como essas pessoas vivem, nem sei como seus casamentos vivem!!
    HAHAHAHA…
    Queremos muito dar um irmão pro Cae, agora com 2 anos, mas não entra na minha mente a minima possiibilidade de que isso ocorra antes dos seus 5 anos!

  190. Maria

    Obrigada.
    Daqueles textos que me fazem ligar pra minha mãe para ela garantir que eu não destruí a vida dela.
    E para ela me convencer que quando eu tiver o meu bebe eu vou ser muito feliz. E que vai ser muito amor.

    O texto faz eu repensar minha decisão como tentante.
    E me sentir um MONSTRO como filha.

    Que minha mãe me perdoe se eu dia um fiz ela se sentir assim.

  191. Anna Karulinne

    Nossa… muito eu esse texto. Acho que esse lado B é ocultado por receio de Deus tb. Medo q isso seja um pecado muito grande. Pq eu penso assim, vivo super cansada de ser mãe 24 horas por dia, com aquela vontade de sumir por uns dias de vez em quando, mas pensava muito se o q eu estava pensando ou falando, se era loucura e se somente eu sentia isso. Um pouco aliviada agora, em saber que muita mãe wente o mesmo q eu. Só que não escancara por aí. Pq não eh falta de amor por minhas filhas. Amo-as incondicionalmente, mas q dá trabalho dá.

  192. Wellida

    Muito eu esse texto, exatamente assim me sinto 👏👏😂😂 adoro seus textos!!!

  193. Dani

    Adorei o texto. Ainda não sou mãe, mas tenho muita vontade de ser. E há muito já estou ciente dessas coisas…. essa imagem romântica de ser mãe é igual aquela imagem romântica de recém casados.rsrsrsrs…

  194. evelyn

    Acho que 100% das maes concordam com vc …as que nao concordam é mentiram ou nao aceitam ! 100% verdade o post.

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