Maternidade: expectativa x realidade – Parte II

Na semana passada, eu fiz um post da expectativa que temos sobre a maternidade versus o que realmente acontece quando ela chega. No texto eu comentei que quando estava grávida devia ter sido abduzida por ETs que me devolveram à terra só com parte da memória ativa e agora tenho certeza que isso é a mais pura verdade. Assim que eu publiquei o post, me caiu a ficha de que havia deixado de fora do meu relato três coisas que eu suuuuuuper achei que seriam de um jeito e que foram totalmente de outro. Para meu desespero, e claro que não para minha felicidade. Blé!Eu achei que logo após o parto seria uma daquelas mães lindas, loiras e magras que a gente fica se perguntando como é que voltaram à forma tão cedo. Ah sim, tinha certeza que seria assim. Antes de engravidar eu corria no mínimo cinco dias por semana, me alimentava super bem, não era um poço de vaidade mas me cuidava direitinho e, para completar, engordei só 9,5kg na gravidez (comendo muuuuuuuuuuito! Sim, nessa fase fui abençoada). Mas aí o furacão Léo chegou e todos os planos de ser uma mãe invejável no quesito aparência foram por água abaixo. Confesso que com dois meses voltei ao peso pré-gravidez, mas foi só acabar a dieta retritiva que eu fazia por conta da APLV do Léo (parei com a dieta quando comecei a dar exclusivamente o Neocate) que o negócio descambou. Aí comecei a comer feito uma draga (já que a gente não sai de casa, só resta comer, né. kkkk!), não voltei à prática dos exercícios físicos e também não tinha tempo nem de ir ao banheiro, quanto mais de dar um tapa no visual. Moral da história: virei uma largada por alguns bons meses. Agora, que o Léo fez um aninho, é que estou conseguindo colocar as coisas em ordem, mas ainda nem sequer comecei a perder os quatro quilinhos extras que carrego com tanto desgosto.

Eu achei que desde muito cedo deixaria o Léo na casa da avó para retomar um pouco da vida social de antes. Ah, eu sonhava com isso. Na verdade, tinha certeza. Eu seria uma daquelas mães super independentes e despachadas e assim que ele tivesse dois mesinhos de vida já iria deixá-lo na casa da avó para sair e me divertir. Quem disse? Jamé! Eu virei um grude com o Léo, não tinha coragem de tirá-lo de casa à noite por nada nesse mundo (o frio, a rotina, o sono, o escambau). Até ele fazer três mesinhos, à noite, ele não arredava o pezinho do bercinho de jeito nenhum. Depois disso, até que eu fui dando uma relaxada, mas só em ocasiões muito, muito, muito especiais, como um casamento de amigo ou visita de algum santo à Terra. E assim, aquela vida social um pouquinho parecida com a de antes, que eu sonhava em ter, virou algo nem remotamente parecido com nada que eu tenha vivido na fase mais parada da minha vida. Só agora, um aninho depois, é que dá para dizer que um pouco da vida social está sendo recuperada, mas ainda bem longe do que era antes, e já com a suas adequações (mais programas em casa e menos na rua) e seus novos horários (afinal, quem disse que eu sempre preciso voltar para casa depois que o sol nasce?).

Eu achei que nunca mais ia querer voltar a trabalhar, e tinha medo disso. Sim, durante a gravidez eu entrei naquele tal surto psicótico que eu comentei no post passado, no qual eu achava que tudo seria perfeito e eu iria flutuar numa nuvem rosa sobre um mar de peixinhos dourados depois que a maternidade chegasse. E nesse surto eu tinha certeza de que nunca mais ia querer trabalhar na vida e isso me assustava um pouco. Eu fiz duas faculdades, fiz duas pós graduações, sempre gostei de trabalhar, produzir, sair de casa, ter compromissos, ter agenda lotada, reuniões mil e pensar que eu desejaria deixar essa vida totalmente para trás, para me dedicar só aos filhos e à casa (SÓ! Como se fosse só!) até me frustrava um pouco. Bom, só que o tempo passou, a maternidade chegou e o que aconteceu? Claro que também não foi como eu pensei. Eu não tive vontade de deixar tudo para trás e só me dedicar aos filhos, casa e marido, como achei. Porém, também não quis mais a minha vida de antes, aquela coisa terninho, salto alto e celular. O que fiz, foi um mix de tudo que me dava prazer, da nova e da velha fase, e optei por trabalhar em casa, fazendo o que eu gosto e me dá prazer, que é escrever para esse blog super fofo aqui (ah, coisa de mãe, vocês perdoam quando a gente elogia a cria, né! kkkk!).

Enfim, agora estou mais gordinha, mais largadinha (mas estou melhorando! juro!), com uma agenda social bem menos intensa, mas muito mais feliz. Agora tenho um filhote foférrimo que já me deixa dormir algumas noites inteiras e um trabalho que me faz sentir mais inteira que qualquer outro já me fez sentir antes. Troquei o salto alto pela sapatilha, ainda não achei tempo para colocar o tênis e subir na esteira, mas sei que em breve isso se ajeita.

Nem tudo saiu como eu pensei, sonhei e planejei. Mas algumas coisas sairam muito melhores! :-)

7 comentários

  1. Amei! Fiz um post no meu blog espelhado no teu! Me identifiquei muito com o de hoje também!

    Beijo

  2. Anonymous

    Perfeito. Me sinto exatamente assim. Minha filha já tem 1 aninho e nada mudou. Porém, estou feliz! Gostaria de sair um pouco mais, mas a minha vida agora é outra, que não me permite fazer o que fazia antes. Mas tudo vale a pena!
    Um beijo!
    Cristiane Moraes

  3. Anonymous

    Adoro seus posts…me identifico muito!!!
    Um beijo,

    Renata

  4. Anonymous

    Adoro seus posts.. é assim mesmo… vc nos ajuda demais, não nos sentimos sozinhas nessa nova vida que é uma loucura, uma correria e o tempo é curto pra tudo.. rsrs

    1. Anonymous

      Alessandra – RJ

  5. Anonymous

    Adorei…é oq eu estou passando. Alguns dias eu choro por não ter meu corpinho e minhas reuniões, mas quando olho para a minha filha eu me completo.

  6. Anonymous

    Ah, e parabéns..eu adorooo o seu blog.

    Cíntia Gomes

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