O verdadeiro (e necessário) limite

Amigas! Mais novidade aqui no blog (adoro!!!)! A partir de hoje, teremos mais uma coluna super interessante e útil escrita por uma especialista no assunto: a coluna Psicologia.

Nela, mensalmente, a psicóloga especialista em Infância e Adolescência, Raquel Suertegaray, irá abordar diversos temas dos universos materno e infantil, sempre com uma abordagem positiva e tendo como intuito ampliar horizontes e ajudar na tomada de decisões.

Neste seu primeiro teto, o tema abordado é Limite. Espero que gostem e aguardem as próximas contribuições, sempre às sextas-feiras, uma vez por mês.

O verdadeiro (e necessário) limite

Olá! Hoje é a minha primeira participação aqui no Macetes de Mãe. Primeira como colaboradora, mas já experimentei como leitora do blog e integrante do grupo de discussão MdM. Gosto muito desse espaço porque ele traz a medida exata do desamparo que as mães sentem nessa fase tão cheia de dúvidas, angústias e alegrias que é o início da maternidade, e também por isso me senti tão feliz e confortável em colaborar com ele.

Minha intenção aqui, pelos próximos meses, será a de trazer algumas questões para serem pensadas. Não irei ditar regras ou caminhos a serem seguidos, mas apenas passar algumas orientações e esclarecimentos que ajudarão a ampliar horizontes e servirão de balizas para decisões futuras.

Isto mesmo, a ideia é trazer um tom de reflexão para esta coluna, fugindo de verdades absolutas e fórmulas milagrosas, pois quem vive o dia-dia de cuidar de crianças sabe bem que somos surpreendidas por novidades a todo instante e temos nossas certezas desconstruídas com muita frequência.

Pensei em muitos temas para abordar nessa primeira participação, mas achei que o ideal seria começar pelo princípio: o inicio da vida do bebê. Mas no que focar?

Ao longo destes 11 anos que atuo junto a crianças, percebo que um dos assuntos mais presente em qualquer roda de discussão sobre infância também é um dos que sofre mais distorções: o limite.

Apesar deste ser um tema muito abordado quando se trata de crianças, raramente é pensado quando falamos de bebês, pois, para muitos, a ideia de estabelecer limites nesta fase pode parecer extrema rigidez.

Entretanto, é o limite adequado, aquele sem rigidez, que irá permitir que tudo flua bem, afinal, temos que ter em mente que o bebê está diante de um mundo desconhecido, assim como a sua mãe, e uma rotina bem estabelecida funciona como organizador para ambos.

Gosto muito de levar o adulto a se colocar no lugar do bebê, pois este é um exercício valioso. Nada melhor que uma boa dose de empatia para transmitir conforto à alguém. Então, vamos lá… Imagine-se no seu primeiro dia de trabalho, em uma função que você não conhece muito bem, onde todos estão de olho em você. Se houver uma continuidade na sua rotina você vai se tranquilizar. Porém, se a cada pouco suas tarefas forem alteradas, sua mesa trocada de lugar e a pessoa que lhe orienta substituída, você provavelmente entrará em pânico. Isso que você já viveu longos anos e tem uma boa bagagem para lidar com essa situação.

Só que o bebê ainda não viveu nada disso, não conhece a si mesmo, nem conhece o ambiente, não sabe o que fazer para se acalmar e nem como acalmar sua mãe. Este desconhecimento causa um profundo sentimento de desamparo no recém-nascido e este desamparo se converte em choro e, não raras vezes, em um estado de desorganização, difícil de ser manejado. E assim,  diante de um ambiente caótico, esta catástrofe é quase uma regra.

Chorar é o único recurso do bebê. É o choro que mostra ao mundo que o bebê precisa ser atendido e uma boa conexão entre ele e a mãe trará qualidade a este entendimento e atendimento. Só que esta conexão não é mágica, ela se constrói, e para ser construída a mãe precisa de espaço.

Seguindo este raciocínio, nesta fase inicial, o limite não é para o bebê, pois ele precisa ter todas suas necessidades atendidas (ter seu desconforto atendido integra o bebê), mas para o mundo. Este limite é para as visitas, para a família, para a exposição do bebê. Ele precisa de um ambiente tranquilo e acolhedor e sua mãe precisa descansar, para ter energia para atender as suas necessidades e as do bebê (algo que, muitas vezes, torna-se impossível em muitos lares).

Vejo que muitas vezes, na ânsia de ajudar, pois é normal que ocorram muitos desacertos nessa fase inicial, as pessoas invadem o espaço da mãe e seu bebê, com mil conselhos e receitas infalíveis para amamentar, para fazer dormir, para arrotar (etc…) causando na mãe ansiedade e, muitas vezes, um sentimento de incapacidade.

Aqui, muitas vezes, começam os problemas. O bebê que mal enxerga, não fala, não tem controle do próprio corpo, tem uma ligação telepática com a mãe, percebe seu estado emocional e se baliza por este. Não é preciso ser expert para entender que se a mãe se desorganiza internamente, o bebê tende a se desorganizar também, como ato contínuo.

As mães precisam de ajuda, muita ajuda, para limpar a casa, fazer comida, dar colo, escutar, entre outros. Mas é necessário, também, que quem irá prestar essa ajuda esteja preparado para lidar com as oscilações de humor da mãe nessa fase. Nesse início, a mãe está mexida por um turbilhão hormonal e, provavelmente, atormentada por um medo avassalador de não saber o que fazer, e ela e o bebê precisam de espaço e privacidade para lidar com isto.

Traduzindo e finalizando a minha participação de hoje: as pessoas precisam ser colocadas no “seu lugar”. Ou seja: avós, tias, amigas ou quem quer que seja não são A MÃE. Elas podem, sim, dar alguns palpites, mas não devem se exceder, pois quem decide é a mãe. Lugares e papéis são a base para que os limites adequados se estabeleçam, e é isto que deverá ser feito com a criança e com o adulto, até o fim da vida, para que esse possa viver em equilíbrio e ser feliz.

Espero que minha contribuição de hoje seja útil para muitas mães que estão vivendo essa fase ou que ainda irão viver. Nos próximos meses, trarei outros assuntos relativos à psicologia e bem estar infantil e será um prazer trocar ideias com vocês, por isso, sintam-se à vontade para deixar seus comentários abaixo e sugerir novos assuntos.

Obrigada pela atenção e até mais!
Raquel Suertegaray

Raquel e a encantadora Karol

Raquel Suertegaray é psicóloga e mãe da Karol, de 10 anos, uma menina inteligente, esperta e linda que foi adotada aos seis anos de idade. Ela é formada pela PUC-RS e é especialista em Infância e Adolescência e em Avaliação Psicológica pelo Instituto Contemporâneo de Psicanálise e Transdisciplinaridade de Porto Alegre. Já trabalhou como psicóloga de abrigos infanto-juvenis e atualmente atua em consultório particular e como psicóloga escolar. Sob sua responsabilidade também está a Escola Pirlimpimpim de Educação Infantil, da qual é dona e diretora há dois anos. 

42 comentários

  1. Anonymous

    Amei!Passei por alguns momentos dificies no inicio, justamente por não ter limite, como você colocou dos conselhos.. Hoje me sinto mas forte para dizer ‘não’ para os muitos conselhos de familiares e amigos. Abraço Elaine – mãe da Ana Luiza 9 meses.

  2. Daniela Valduga

    Raquel, suas palavras me caíram como uma luva! Minha bebê tem hoje 3 meses e meio e no início sofri muito com a falta de limites. Hoje, ainda bem, está tudo bem e me sinto mais seguro como mãe! Parabéns pelo texto! Aguardo ansiosa pelo próximo! Beijos Daniela

  3. Anonymous

    Eu também passei por tudo isso, milhares de opiniões e palpites. Hoje aprendi a fazer as coisas do meu jeito.
    Gostaria de ver uma abordagem sobre como dar limites a bebes. A minha filha está com 1 aninho e 1 mês e já começou a fazer birra quando é contrariada.
    Adorei a coluna. Acompanharei sempre.
    Beijos,
    Cristiane Moraes

  4. Dani Cordeiro

    Muito bem colocado!
    Alias, como tudo aqui! Adoro esse blog!!!!

  5. anne

    Raquel. Amei , eu tô passando por isso, realmente é desesperador, tenho sofrido muito com isso e consequentemente o meu bebe tambem por perceber a minha ansiedade. Apesar de eu já estar no segundo filho, ta sendo tudo novo pra mim, pq o meu primeiro filho foi adotado com um aninho. Quero te sugerir falar de adoção, contar ou não ao seu filho que ele é adotado? Em qual idade?? … Parabéns pelo post. Beijinho

  6. Fabi Kapp

    Mto bom o texto. Talvez se eu tivesse lido isso assim que a minha vidinha nasceu eu teria enfrentado com mais tranquilidade a fase, mas do meu jeito meio conturbado eu consegui estabelecer as regras e limitar o espaço de cada um :D Parabens pela sua estreia, foi mto boa :D

  7. Anonymous

    Gente!!
    vou imprimir esse texto e oferecer a cada membro da família!! kkkk

  8. Carol Liel

    Adorei o texto!! Hoje meu bebe esta com quase tres meses, estou mais tranquila. Mas o primeiro mes e mesmo desesperador!! Muita gente dando palpite, querendo ver e pegar nosso bebe… e a pobre mae nervosa e enlouquecida, rsrs

  9. Muito bom esse texto.
    realmente o que penso. O bebê tem suas necessidades e se todo mundo se meter, vira bagunça. e aí teremos um bebê inquieto, agitado e sem limites.
    Adorei!

  10. tonta.

    Excelente texto!

  11. Talita

    ótimo…. adorei… vou levar para frente…

  12. Parabéns! Adorei o texto, meu bebê tem 7 dias hoje e caiu como uma luva para mim!
    Beijos e alias o Macetes de Mãe está de parabéns!

  13. lil Darc Silva

    Gostei demais do post!!! O meu problema ainda sao os palpites e a palavra final…moro com os meus pais..e nao se colocam no papel de somente avós e querem dar a palavra final que cabe a mim como mae em relacao a minha filha!

  14. Fernanda Silva

    Nossa adorei o texto, realmente é o que acontece com nós mães de primeira viagem. Parabéns

  15. Carolina Ferrão

    Ótimo! Limites para o mundo fora da nossa casa, fora do quarto da mãe e do bebê. Mas é muito difícil alguém respeitar e muito menos querer lavar e limpar hahah… vir fazer auê na nossa casa quando o bebê nasce todo mundo quer! É revoltante, mas passa logo e algumas pessoa se tocam do incomodo!

  16. Tatiana Cali

    Muito bom !!! Deveria ser colocado na porta das maternidades e das casas das maes recem-paridas, com a ressalva: “Entrada somente permitida apos leitura e reflexao do texto a seguir”. Acho que o tema “limite” ainda tem a fase 2, 3, 4 … que certamente serao aqui abordados. FANTASTICO !!! Parabens. Bjs, Tati.

  17. Mariana

    Adorei a novidade !!! Certeza que esta nova coluna vai trazer nos trazer preciosas informações !! bjs

  18. barbara miura

    perfeito! ja me conhecendo, preferi ter so meu marido ao meu lado nos 1os 30 dias, ja q ele teve oportunidade de tirar ferias. queria q somente nos 2 tentassemos “dar conta do recado” e nao me arrependo, faria tudo igual novamente.

  19. barbara miura

    ah, e na boa, acho q limite nos é q colocamos nas pessoas, tentando ser delicada, logico, mas sabendo q sempre alguem pode se sentir ofendido, mas ai, so lamento, quem nao entende é pq nao sabe respeitar aquele momento

  20. Cristiane Teixeira

    Muito verdade! Qdo minha amiga leu, logo se apressou em me enviar a coluna, pois ela está grávida e me ouviu contar q meu leite quase secou de tanto nervoso no início, pois estavam em minha casa a minha mãe E a minha sogra outra me ajudar… Dá pra imaginar? A gora d’ água foi qdo eu enchi a bandeira pra dar banho no bebê e minha sogra disse q a água estava pelando, minha mãe disse que estava gelada e eu e o meu marido achávamos q estava boa, mas, afinal, elas tinham experiência… Enfim, me enchi de coragem e pedi q uma fosse embora e revezasse com a outra, pois eu sabia do amor das duas pelo bebê e por nós, mas q elas estavam nos sufocando… Enfim, deu tudo certo, temos nossa autonomia e o enorme amor das duas! E o príncipe já está com quase três anos! Parabéns pela estréia! Assunto super relevante!

  21. Andreia

    Amei, perfeito.

  22. sylvia

    Pq não li isso antes…..rsrsss, as pessoas não tem nenhuma noção. Minha filha tinha tres dias, minha sogra chega em casa c/o neto de dez anos, tira a menina do berço e coloca no coloca do neto, detalhe: não pediu nem p/menino sentar, ele estava em pé, certo dia eu dando na minha filha e os primeiros banhos são terriveis, né?? eles choram muito. eu já bastante nervosa c/o choro dela, a mulher ainda ficava em cima de nós me apressando…..afffff, sem nenhum simancol!! Desculpa o desabafo, mas até agora não entendo como permiti coisas desse tipo, talvez p/ não me indispor, e me arrependo disso até hj. Futuras mamães devem ler esse texto urgente e evitar situações como a que eu passei. Um abraço a todas.

  23. Ellen

    Difícil colocar limites as pessoas que estão compartilhando dessa felicidade com você…. Difícil conseguir com que as pessoas entendam que vocês agora são uma família e que tem a sua forma de lidar com as situações, com seus programas, suas rotinas, suas crenças…. No fundo, sabemos que é simplesmente muito muito muito amor… E quando conseguimos entender isso, as coisas ficam mais suaves para todos.

  24. Carla Fiore

    Perfeito. A falta de limites atrapalhou muito por aqui e certamente contribuiu para um desmame precoce demais – a Alice tem 4 meses e 3 semanas e não mama há uma. Aprendi a dizer não e a me posicionar, mas o preço foi muito alto.

  25. Ridiana

    Muito pertinente o texto. Talvez se eu tivesse lido antes tinha encarado a situação de uma forma mais madura. É que é muito amor de todos lados e todos querem ajudar… Com o tempo vamos aprendendo a lidar com essas situações…

  26. Laís

    Amei….. falou tudo!!! É exatamente assim que nos sentimos e é exatamente isso que passamos! Minha mãe me ajudou muitoooo, mas tem o péssimo hábito de querer as coisas do jeito dela! E até hoje, minha maior frustração foi não ter dado o primeiro banho no meu filhote q eu queria tanto! Logo que comecei a dar o banho, minha mãe e minhas irmãs me colocaram tanto pânico e o bebê chorava tanto, q eu acabei dando a ela para terminar, mas contra a minha vontade! :'(

  27. raisa

    Nossa muito bom… Passei por uns mal bocados porque o meu leite demorou para descer… E as pessoas me criticavam porqe queriam q eu desse o Nan e eu queria tentar o peito o colostro ja estava saindo, e a enfermeira havia dito q nao era para eu desistir que com ela mamando o leite iria descer… Mas fiquei tao ansiosa com tanta gente falando ni meu ouvido que passava isso pra minha BB… Ate q um dia eu mandei todo mundo sair da minha casa e so ficou eu e a minha filha e meu marido , fiz massagem estimulante no seio e fiquei co versando com ela … E enfim veio o tao esperando LEITE de vdd … E amamentei exclusivamente ate os 6 meses… Mas precisei dar um basta e só aceitava visitas se me ligassem antes… O povo tem que ter limites sim. Beijos amei o texto.

  28. mary rosane

    oi…gostaria de saber como faço para o meu filho que tem cinco anos deixar de fazer xixi na cama…obrigada pela atenção desde já!

    1. Macetes de Mãe

      Olá Mary!
      Sugiro que você procure um pediatra.
      Bjss

  29. gerusa vilhena

    Bom dia acho interessante mas a mãe nessa hora precisa sim de ajuda de todos pode ser até que não precise de concelhos mas acredito que mães de mães as avós tem muito mas muito o que ensinar para suas filhas marinheiras de primeira viagem respeito que a mãe tenha essa ligação com seu Bebe sim mas para avós que criaram seus filhos e já sabem de todos os macetes nada melhor do que um bom conselho de vó!!! Só acho!!!

  30. Vivi

    Realmente se soubesse de metade do que poderia passar muitas coisas faria diferente, teria evitado tanto estresse e tristeza para eu e minha bebê. Foram dias difíceis mas que graças a Deus eu consegui me livrar rápido. Obrigada por exteriorizar em palavras o sentimento é a necesssidade de todas as mães.

  31. Andreia

    Acho que eu e meu marido soubemos lidar e impor de forma bem tranquila os limites necessários! Tive um puerpério muito tranquilo e o resultado é que meu filho de 7 meses é calmo e super habituado a rotina que colocamos na nossa vida!

  32. aline saar

    Amei o texto! Estou deixando meu bebê de 15 dias sob livre demanda para amamentação … embora algumas pessoas achem que eu estou errada! De uns doid dias pra cá ele está manhoso e relutante pra dormir … acredito que devido ao fato de minha mãe te-lo acostumado no colo, coisas de vó. Espero conseguir tirar este costume … mãe de primeira viagem tem muitas ansiedades e questionamentos. Obrigada pela coluna. Abraços!

  33. Isabelle

    Amei o texto!! Mesmo sendo mãe de primeira viagem, sei bem o que me aguarda!!

  34. dagmar

    Concordo com voce Gerusa Vilhena.
    Claro que as maes precisam de autonomia para cuidar de seus bebes, mas toda ajuda é muito bem vinda.
    Somente quem nao teve nenhuma, sabe a importancia dela.

  35. Daniela Roza

    Olá Raquel
    Tenho um filho de 3 anos e passei exatamente por isso quando ele nasceu, toda a ajuda foi preciosa, mas, não haviam limites e ao mesmo tempo que era ótimo, também foi muito difícil em dados momentos.
    Hoje estou na 20°semana da minha 2°gravidez e estamos ansiosos com a chegada do Giovanni, inclusive o Gabriel, meu filho. Se for possível, gostaria de sugerir que vocês fizessem a abordagem de um tema relacionado a chegada de um novo bebê, como conduzir essa faze para que as crianças não se sintam insiumadas, substituídas ou sei lá que termo poderia ser utilizado neste caso.
    Procuro fazer de tudo para o Gabriel participar ao máximo deste momento, para ele se sentir parte também desta fase… todos os dias ele pede a Deus que abençoe o irmãozinho que está na barriga da mamãe, mas, existem dias que ele fica mais inibido em relação ao irmão.
    Obrigado e parabéns

    1. Macetes de Mãe

      Olá, Daniela!
      Que bom que curtiu o texto :) continue nos acompanhando.
      Já foram postados vários textos sobre a chegada de um irmão mais novo com muitas dicas. Segue o link com alguns posts: http://www.macetesdemae.com/?s=chegada+irm%C3%A3o
      Espero que ajude.
      Bjsss

  36. Jenifer

    Muito bom o texto! Realmente os limites são importantes nessas situações. Tenho uma família muito preocupada e sempre presente, porém no nascimento dos meus 2 filhos não ficaram dando muitos palpites. Tbm não quis que ninguém ficasse em casa comigo pois sempre achei que os filhos são responsabilidades do casal e os 2 devem assumir esse trabalho. Melhor coisa é estar em sua casa fazendo tudo do jeito que você como mãe sente que é correto, sem palpites se está certo e errado. Estou na terceira gestação e pretendo fazer a mesma coisa, visitas são super bem vindas, mas palpites o tempo todo não!

  37. Barbara Moura

    Muito bem colocado! É bem chato pra mim mãe de 1° viagem com 8 meses de gestação ficar escutando na rua que não dão nem 15 dias pro BB nascer. Falam pra não comprar sapatinho pq ele não vai usar, assim como fralda RN e roupas RN como se pudesse prever o tamanho real que o Luan vai nascer. A invasão dos parentes inconvenientes que não tem hora pra chegar e muito menos pra ir embora, se convidar a ir na maternidade mesmo que eu tenha dito milhões de vezes que lá não vou querer visitas. Não de colo pq fica mal acostumado, deixe – o no berço e fique dando tá pinhas na bundinha. Não faça barulho, se livre dos cachorros, limpe a casa, não durma de dia, pq o BB tem que acostumar a dormir só a noite, livre demanda de mamadas não dá certo, te que ser a cada 3 horas… eu tenho vontade de chorar com tanta asneira.

  38. Adorei… vou compartilhar… um jeito de dizer o que penso sem ser grossa com ninguém… 😉

  39. Nathalia Coutinho

    Oi, Raquel, seja bem vinda! Sou leitora do blog e o Arthur chega em agosto. Ansiedade total. Mas quem está grávida é a minha esposa. Portanto, o Arthur não terá “A Mãe” mas mães. Nitidamente, a mãe grávida, a minha esposa, tem uma conexao uterina com ele, mas a minha conexão também é visceral… Será que você poderia trazer para seu espaço uma reflexão sobre a maternidade homoafetiva. Ou a maternidade da mae não grávida? Obrigada!

  40. Juliana

    Coisa mais linda! Adorei!
    Tive a sorte de ter ao meu lado pessoas maravilhosas nos meus primeiros dias de mãe.
    Meu parceiro e pai do meu filhote e minha mãe, que me auxiliaram e deram o espaço que eu precisava para tomar as atitudes que queria, sem pressão!

    <3

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