Amamentar nem sempre é fácil

Para quem não sabe, estamos em plena Semana Mundial do Aleitamento Materno. Ela começou no dia 01 de agosto e vai até o dia 08.

E sendo essa uma semana especial, com um tema super importante sendo discutido por todos os cantos, principalmente na blogosfera materna, o Macetes de Mãe não poderia ficar de fora e cá estou para dar a minha contribuição. Optei por, em vez de alardear aos quatro ventos os benefícios da amamentação (afinal, quem ainda não sabe isso?), contar um pouco da experiência que eu vivi com o Léo e tentar ajudar outras mamães através de um relato simples, sincero e ainda um pouco tocante para mim. Afinal, é vendo no outro um pouco da nossa história, da nossa dor, da nossa dificuldade, ou do nosso prazer, alegria e realização, que muitas vezes encontramos forças para superar as dificuldades ou para aproveitar ainda mais tudo de bom que a gente recebe.Já aviso que esse post será bem extenso. Primeiro porque vou contar uma história, e sempre me estendo muito nas minhas histórias, e depois porque essa é uma história com muitos capítulos, com muitas lembranças e com muita coisa para ser dita.

Espero que vocês gostem e, acima de tudo, espero que esse relato sirva de amparo para todas as mães que estão passando por alguma dificuldade para amamentar. Afinal, ver que não estamos sozinhas, que tem outras pessoas que passam ou passaram pelo que estamos vivendo, muitas vezes, serve de consolo.

Quando eu estava grávida do Léo, nem por um segundo eu imaginei que não fosse conseguir amamentar. Não pelo menos da forma que eu gostaria. Ouvi alguns relatos fortes sobre dificuldades para amamentar (como o de uma amiga que viu o bebê regurgitar sangue e depois descobriu que era sangue que havia saído da fissura do seu peito), mas muito mais relatos maravilhosos de mães que viram nessa experiência a sensação mais prazerosa da sua vida (essa mesma amiga comentou que, depois que dificuldade inicial havia passado, amamentar foi uma das sensações maravilhosas que ela já havia vivido, como se todo o prazer do mundo passasse pelo seu corpo naquele momento).

Bom, é claro que eu, ainda vivendo na época da inocência, como gosto de, ironicamente, chamar a gestação, só guardei os relatos positivos e tirei da minha cabeça tudo que haviam me falado de difícil. E também não me preocupei muito em me preparar para essa experiência, basicamente, só gravei que o bebê tinha que fazer a pega correta e como ela era e que para tirá-lo do peito eu deveria colocar o meu dedo mínimo entre o lábio do meu filhote e bico do meu peito, para ajudá-lo a largar e não acabar me machucando. Simples assim! Ahahahah!

Fora isso, não li mais nada, não pesquisei mais nada, não me informei sobre mais nada. Achei que amentar era a coisa mais simples do mundo e que qualquer mulher, desde a idade da pedra, fazia isso sem grandes dificuldades (até porque, tinha ouvido muito mais relatos positivos que negativos até a chegada do Léo).

Uma das primeiras mamadas do Léo, ainda na maternidade

Só que aí o Léo chegou, e as coisas já começaram meio estranhas. Logo que ele veio ao mundo, eu pedi para amamentá-lo, pois tinha ouvido que era super importante esse primeiro contato mamãe-bebê acontecer o quanto antes  (outra das poucas coisas que eu sabia). Mas não senti de cara que aquilo era uma coisa natural. Eu não sabia muito bem como segurá-lo, ainda estava meio grogue da anestesia, ele estava exausto do trabalho que teve para nascer (afinal, não é só a mãe que faz força na hora do parto) e, basicamente, dormiu no meu peito em vez de mamar. Fiquei triste, mas aceitei que tudo aquilo era força da circunstância e que, em breve, muito breve, nós dois estaríamos curtindo a amamentação como se já fizéssemos isso juntos há anos.

Só que o tempo foi passando e nada das coisas entrarem nos eixos. Bom, não pelo menso da forma que eu imaginava que tinha que ser. Ainda na maternidade, o Léo vinha para o meu peito e dormia. Simplesmente dormia. Era uma ou duas sugadinhas e ploft, ele capotava. Aí comecei a receber todas as orientações possíveis e imagináveis sobre como acordar o bebê para mamar (porque ele dormia e não mamava mais) e elas iam subindo de nível. Começou com as enfermeiras me orientando a fazer carinho na mãozinha dele, depois a fazer cócegas na sua bochechinha, em seguida, elas já estavam mandando eu tirar uma camada de roupa e terminou com elas me mandando fazer o Léo mamar só de fraldinha. E isso em uma semana que fazia bastante frio e que, com certeza, o frio deveria estar incomodando um pouco (se não muito) ele.

Mas nada, nada, ABSOLUTAMENTE nada que eu fizesse fazia o Léo voltar a mamar. Eu nem queria que ele acordasse de verdade. Eu só queria que ele mamasse, fosse isso acordado ou dormindo. Mas ele não mamava, ele só dormia.

Para completar, o Léo teve um pouco de icterícia quando nasceu e teve que passar um dia e meio tomando banho de luz no berçário. Aí, nesse período, a amamentação dele tinha que acontecer lá, para não atrapalhar muito o “tratamento”. E amamentando lá, acabei sendo observada mais de perto pelas enfermeiras e aí que a coisa complicou mais ainda. Num dos momentos que não vou esquecer mais, uma das enfermeiras me chamou e disse que eu precisava acalmar o Léo pois ele estava muito agitado e elas não conseguiriam continuar dando banho de luz nele se ele continuasse assim. E aí, se ele continuasse assim, ele não melhoraria da icterícia e eu teria que ir embora do hospital sem ele no dia seguinte. Bom, nem preciso dizer que pirei nessa hora e que até hoje tenho vontade de enfiar um murro na cara dessa anta que não foi treinada para ter sensibilidade para tratar com pessoas na minha situação (#prontofalei). No exato momento que ela disse isso, eu me vi saindo de lá sem meu filho, e mais perdida e insegura que em qualquer outro momento da vida, simplesmente respondi: “Mas eu faço o quê para acalmá-lo? Eu acabei de dar de mamar por mais de 40 minutos, não sei o que fazer? Será que ele segue com fome? Será que eu não tenho colostro (meu leite ainda não havia descido)? Será que será que será que será???….”. Já nem sei mais o que eu dizia nesse momento. Nisso, a anta, super sensível como só ela soube ser, pediu para ver o meu peito e confirmou: “É, exatamente, daqui não está saindo muita coisa. Se você quiser, podemos dar um mamadeira para ele ou, então, uma chupeta com glicose.”. Oi? Mamadeira? Que mamadeira? Chupeta com glicose? Para que isso? Não, não aceito, quero falar com o pediatra responsável por essa joça e nessa hora eu já estava rodando a baiana (sim, um tantinho de presença de espírito e de sanidade se apossaram de mim). Pedi para falar com o pediatra responsável para ele me explicar o que estava acontecendo, se o Léo estava mesmo passando fome, porque eu não tinha leite, se eu ia conseguir amamentar e mais outras dezenas de dúvidas que me invadiram naquele momento. Nem sei o tanto de coisas que perguntei. Eu, que sempre controlei tudo na minha vida, estava vivendo o momento “mais perdia do mundo” de toda a história da minha existência.

O pediatra que me atendeu, graças a Deus, foi ótimo, me tranquilizou, disse que tudo corria bem, que ele tinha perdido o peso esperado desde o nascimento e que eu tinha total condição de amamentar, só teria que me acalmar para as coisas começarem a acontecer de verdade (quase que eu respondi, então fala lá com a anta do berçário e manda ela calar a boca ou pensar duas vezes antes de falar com outra mãe insegura).

Mas aí o problema já estava criado. Eu, que já não tinha a sensação que amamentar era a coisa mais simples e natural do mundo, agora ainda estava insegura, com medo e entrando em desespero porque meu leite não tinha descido.

No dia seguinte, saímos da maternidade e passamos a nossa primeira noite em casa. Bom, dessa noite eu nem lembro direito, apaguei vários detalhes e só me recordo que num dado momento o Léo entrou em desespero, chorou como se estivéssemos torturando ele há horas e só nos restou ligar para a pediatra. Nessa hora, ela proferiu as palavras que eu menos esperava ouvir depois da chegada do Léo: “Peça para seu marido sair e comprar o leite em pó X. Prepare uma mamadeira de 60mls usando 2 colheres de leite em pó. Depois ofereça para o bebê e garanta que sempre sobrará 30mls na mamadeira. Se não sobrar, aumente a dose em mais 30mls”. Eu me recordo disso como se fosse hoje (uma das poucas coisas que lembro desse dia) e do quanto me doeu ouvir isso. Nesse momento, me rasguei no meio por perceber que eu oferecia leite em pó antes do meu próprio leite ao meu filho. Estava aí o meu primeiro grande baque com a maternidade. Esse foi apenas o primeiro de vários, mas talvez um dos que mais me doeu.

Meu marido saiu para comprar o leite e, horas depois, porque não encontrava em lugar nenhum o que a pediatra havia indicado, voltou para casa com a tal lata de um leite que eu não tinha jamais ouvido falar (não me foi indicada a marca mais conhecida do mercado, mas uma outra opção que, segundo minha pediatra, era melhor). Talvez tão baratinado quanto eu. Afinal, ele também não esperava por essa.

E foi só no dia seguinte, já no final do dia, que o meu leite resolveu dar o ar da graça e aí tentei, aos trancos e barrancos, amamentar o Léo. Digo trancos e barrancos porque ele seguia dormindo ao mamar. E dormindo a ponto de nada nesse mundo fazer com que ele acordasse (nunca tinha ouvido falar de bebês que fizessem isso. Cheguei a pesquisar e muito na internet, mas não encontrava nenhum relato similar, e isso me deixava ainda mais desespera e triste. Se pelo menos outras mães tivessem passado por isso, se pelo menos eu ouvisse alguma palavra de esperança sobre isso, se pelo menos não me sentisse tão sozinha nessa minha história, talvez eu teria passado por ela com menos dificuldade (e é por isso que estou aqui contando para quem quiser ouvir que existe sim bebês que dormem de uma forma que nenhum santo no mundo os faça acordar. Sei que há porque eu vivi isso e, depois de mim, uma amiga viveu exatamente a mesma história. Enfim, se você está vivendo algo similar, saiba que não é a única!).

Bom, mas no dia seguinte eu tinha consulta com a pediatra e ela, com toda certeza, iria resolver o meu problema e me ajudar a voltar para o caminho da amamentação. Bom, era isso que eu esperava. Chegando lá, conversamos por mais de duas horas, eu expus toda a história e o meu desespero e pedi, implorei, clamei por ajuda pra reverter o caso e dar de mamar para o Léo. Ela, sentindo o meu desespero, me passou o contato de uma consultora de amamentação, a qual deve ter encontrado 600 chamadas não atendidas e mais umas 300 mensagens de texto e de voz assim que encntrou seu celular perdido em algum canto de uma bolsa largada (tentei contato com ela por horas!).

Consegui marcar um bate papo com ela só no dia seguinte e até lá fui rezando e torcendo para que a sua ajuda colocasse tudo nos eixos.

No dia seguinte, conversei por mais de quatro horas com a tal consultora. Contei toda a história, deixe-a mexer no meu peito, ver formato, bico, quantidade de leite, e etc… , e relatei o que mais me angustiava nesse momento: a essa altura do campeonato, pior do que o fato de dormir a ponto de parar de mamar e não acordar de jeito nenhum, eu já estava vivendo o pesadelo do Léo rejeitar o meu peito. Isso mesmo! Ele não dormia no meu peito porque nem sequer queria chegar até ele. Eu ouvi tanto conselho, tentei tantas posições, engoli tantos pitacos que aquilo virou uma situação estressante e angustiante para nós dois. E ele, que não é bobo nem nada, passou a evitar a hora da mamada. Foi horrível! Coisas apavorantes passaram pela minha cabeça e eu só conseguia pensar que o Léo estava me rejeitando.

Com a tal consultora voltamos a tentar diversas posições, tentar usar e não usar bico de silicone e simplesmente nada ajudava. O Léo berrava e não queria mamar.

Quando ela já estava indo embora e eu já estava quase desabando de tanta tristeza, resolvi fazer uma última pergunta: “E agora, não tem mais nada mesmo que eu possa fazer para reverter esse quadro?” Ela me respondeu que havia uma única última alternativa, que seria eu tentar o uso de uma sondinha para ajudar na amamentação (leia mais detalhes sobre isso aqui). Ou seja, eu poderia oferecer um complemento para o Léo enquanto ele estivesse mamando no meu peito e isso iria “enganá-lo” um pouco, o que poderia fazer ele ficar acordado e começar a mamar e pegar meu peito de novo. Em suma: eu colocaria dentro de um tubinho um pouco do meu leite, tirado com bombinha, ou um pouco de fórmula. Assim que o Léo pegasse meu peito para mamar, eu colocaria dentro da boquinha dele um caninho que saia desse tubinho com leite. Ele iria sugar, mais leite entraria na boquinha dele, ele iria se entusiasmar, continuar mamando, e isso aumentaria a minha produção de leite (sim, ela já tinha dito que eu tinha leite, mas que a produção estava baixa e que esse talvez fosse um dos motivos para o Léo dormir quando mamava  – ou seja, basicamente ele não mamava, ele chupetava).

E lá fui eu correr metade da cidade de São Paulo para encontrar a tal sondinha, da marca Mamatutti (acho que é só essa marca que faz essa bendita sonda). Por sorte, encontrei, a usei e ajudou bastante, mas também não foi uma experiência nada fácil.

Ps: aqui, antes de continuar a história, quero abrir um parêntese. Apesar da sugestão da sondinha ter sido ótima e ter me ajudado, eu acho que a tal consultora que eu chamei pecou um pouco no meu caso (é o que eu penso agora, que detenho mais informação sobre o assunto. Na época, achei que ela tinha sido ótima). Ela pecou porque não me deu várias orientações que depois eu descobri serem super comuns de se dar para quem tem está tendo dificuldades na amamentação e porque ela também não conseguiu me passar muito segurança (sabe quando falta o tal do incentivo, falta alguém acreditando em você e também fazendo você acreditar em você mesma? Foi bem por aí). Ou seja, foi uma ajuda, foi útil e foi válida, mas já ouvi relatos de outras experiências com consultoras que foram muito mais positivas. Enfim, esse foi mais um capítulo da história que ainda iria se desenrolar com várias intercorrências.

Depois de quase um mês usando a tal sondinha Mamatutti, eu já estava produzindo mais leite e o Léo já estava pegando um pouco melhor o meu peito. Na verdade, ele já estava na fase que pegava bem, ia para o peito todo alegrinho e cheio de vontade de mamar, não dormia mais (eeeee! que alegria) e meu peito ficava até inchadinho, cheinho de leite, mas aí ele começou a apresentar um outro comportamento, para meu desespero.

Quando eu achei que tudo estava quase entrando nos eixos, quando eu comecei a acreditar que poderia tirar a mamadeira da nossa vida e ficar só no aleitamento materno (mesmo com a sondinha, eu sempre oferecia a mamadeira depois, mas em algumas vezes ele a rejeitava e isso me dava esperanças de um dia eu poder tirá-la de vez) ele começou a berrar enquanto mamava, jogar o corpo para trás, soltar puns homéricos e não querer mais ir para o peito de jeito nenhum.

Ou seja, eu tinha acabado de vencer um desafio, que era a baixa produção de leite atrelada ao sono excessivo do Léo quando mamava, e estava já entrando em outro: aceitar que o Léo tinha muito desconforto para mamar e simplesmente não conseguia fazer isso sem uma boa dose de sofrimento (sofrimento esse que me arrisco a dizer foi igual para mim e para ele, exatamente no mesmo nível, se não maior para mim).

Assim que esse comportamento começou a se apresentar, eu comecei a desconfiar de APLV – alergia à proteína do leite de vaca – pois já conhecia o problema por ter amigas que passaram por ele. Quando eu tentava falar com a pediatra do Léo sobre isso, de cara ela dizia que não era nada disso, que era a cólica comum da idade. Mas eu sentia que tinha algo por trás. Ah! Coração de mãe não se engana.

Entrava consulta, saia consulta, entrava e saia ligação desesperada para relatar para a pediatra a catástrofe que estavam se tornando todas as mamadas, e ela seguia achando aquilo tudo muito normal e dizendo que com três meses melhoraria (“com três meses passa” foi a frase que mais ouvi no meu início da maternidade. Tenho até arrepios lembro dela).

Depois de algum tempo e de tantas ligações minhas, ela optou por mudar o leite do Léo para uma fórmula com a proteína extensamente hidrolisada (justamente achando que ele poderia mesmo estar desenvolvendo alguma alergia à proteína do leite), mas esse leite o Léo não quis, de jeito nenhum, aceitar, e aí, depois de muito tentarmos, inclusive misturando o meu leite à fórmula para disfarçar o sabor, desistimos porque ele simplesmente não pegava (sim, eu passava a madrugada tirando leite para dar na mamadeira já que no meu peito ele não conseguia mamar porque berrava de dor).

Sem o Léo aceitar esse segundo leite que testamos, partimos para a terceira opçÕ, depois de muitas tentativas, ele foi engolindo aos poucos, mas também foi se mostrando cada vez mais desconfortável para mamar e seu intestino, que até então tinha funcionado tão bem quanto funciona uma pedra, de uma hora para a outra, resolveu produzir tudo que não tinha produzido até aquele momento. Ou seja, de intestino preso o Léo passou a ter o intestino mais solto desse mundo, com cocô ácido e totalmente aquoso diversas vezes ao dia. Ah, e é claro, com o choro e desespero cada vez maior a cada mamada.

Assim, quando ele já estava com mais ou menos dois meses e meio a pediatra confirmou (e se convenceu) de que ele tinha refluxo oculto e bem provável também APLV. Nesse momento, ela me encaminho para acompanhamento com um gastropediatra que começou a cuidar do Léo e que, graças a Deus, começou a colocar as coisas nos eixo.

Mas foi também nesse momento que tomei uma das decisões mais difíceis da minha vida: eu optei por parar de amamentar.

Quando tivemos a confirmação da APLV do Léo eu fui orientada a fazer a dieta da exclusão, caso optasse por continuar amentando. Nessa dieta, eu não poderia ter contato com nenhum alimento que tivesse o mínimo traço de leite, pois eu ingerindo esse leite, por menor que fosse a quantidade, eu poderia desencadear a alergia no Léo novamente (isso significava não poder comer um presunto que foi cortado na mesma máquina do queijo, para vocês terem um ideia).

O problema é que, por conta própria, eu já estava fazendo a tal da dieta. Basicamente, nos últimos dois meses eu havia me alimentado de batata, banana, arroz e frango e sentia que não tinha mais forças para seguir me alimentando daquela forma.

Eu estava fraca, cansada, desestabilizada, estressada, em estado de quase desespero. Para encarar essa nova fase da vida do Léo, essa experiência de aguardar com calma e paciência a sua recuperação, eu também precisava ficar bem. E foi aí que decidi, com o total apoio do meu marido, porque sem isso eu não teria nunca conseguido tomar essa decisão, parar de amamentar.

A minha principal razão é que eu PRECISAVA deixar qualquer traço de leite longe do Léo. Eu simplesmente não podia mais conviver com o fantasma de que qualquer coisa que comesse viesse a fazer mal para ele. Eu PRECISAVA ter a certeza de que o contato dele com leite havia acabado para eu também ter certeza de que ele iria melhorar, e o quanto antes.

Aí eu parei de amamentar (não sem antes repensar isso mil vezes e quase mudar de ideia outras mil) e comecei a dar para o Léo apenas o leite especial que ele toma até hoje, que contém na sua fórmula aminoácido em vez de proteína.

Bom, isso foi o que eu vivi em quase três meses, tentando de tudo (tudo que eu tinha conhecimento) para amamentar o Léo. Tentando até o ponto em que eu percebi que o desespero para vê-lo curado era maior  que tudo e que eu não conseguiria conviver com o risco de estar deixando algum traço de leite passar para o leite que ele mamava de mim (aqui um detalhe muito importante: o leite materno livre de qualquer traço de leite é um dos melhores remédios para a cura da APLV. OU seja, as mães que estão passando por esse problema não devem desistir de amamentar seus filhos. Se sentirem-se fortes para isso, devem insistir que isso fará bem para os seus pequenos. O problema era que, no meu caso, eu não conseguia mais lidar com o fantasma do medo do Léo passar mal como havia passado até aquele momento por conta de algo que eu pudesse por engano ingerir. E porque a falta de alimento também estava me fazendo mal, muito mal, a ponto de eu ter tido inclusive um quadro muito parecido com depressão pós parto – se é que não foi mesmo depressão pós parto, nunca cheguei a ter certeza disso).

Enfim, eu optei por parar de amamentar e dar apenas a fórmula especial que o Léo devia tomar. Hoje olho para trás e não me dói mais essa decisão. Acho que eu fiz o que o meu coração mandou e fiquei em paz com a decisão tomada porque vi que o Léo pouco a pouco foi ficando bem, mamando com prazer e se desenvolvendo super saudável  (PS1: a melhora não foi de uma hora para outra. Ela foi meio custosinha, com altos e baixo, mas o que importa é que ele ficou bem e se mostrava, dia a dia, uma criança mais feliz. PS2: essa paz com a decisão tomada, que eu comentei acima, também não foi de uma hora para outra e foi bem custosinha, mas o que importa é que ela aconteceu e que agora estamos todos bem).

Agora, olhando para trás, eu me recordo de algumas cenas e coisas importantes que vivi nesse meu desafio de amamentar o Léo. Cenas que ficaram marcadas e que acho que valem a pena ser divididas, pois, quem sabe, esse conhecimento não veja ajudar outras mães que nesse momento estão sentindo-se sozinhas nessa situação.

Eu lembro de raramente ter tido aquele prazer mágico que quase todas as mães relatavam sentir ao amamentar. Para mim, quase sempre foi complicado, custoso, difícil.

Lembro de todas as vezes que eu me questionei, quase em desespero, se o Léo iria criar vínculo comigo por eu não tê-lo amamentado da forma que manda o figurino (garanto que criou! olha a boa notícia aqui!).

Lembro de uma vez, ter confessado, aos prantos, e na frente das visitas que aqui estava para conhecer o Léo, que eu arrasada por não estar conseguindo amamentar exclusivamente. Que estava me sentindo culpada por não cumprir os seis meses de amamentação exclusiva que eu tinha me prometido e ainda mais por nunca conseguir chegar no um ano de aleitamento materno que o meu marido já havia comentado que era o ideal, na visão dele (Obs: isso foi o que ele disse antes de termos vivido toda essa história. Depois que o tsunami da amamentação passou nas nossas vidas – sim, nossas, já que ele passou madrugadas em claro me ajudando com a tal sondinha, dentre tantas outras dificuldades que dividiu comigo – ele foi um dos primeiros a me dizer para parar pois aquela tentativa desesperada para amamentar a todo custo estava acabando comigo).

Lembro de não ter tido coragem de dar mamadeira em público para o Léo até ele ter seis meses de idade (período que eu havia me proposto a amamentar exclusivamente com leite materno).

Lembro de várias vezes que, ao ser questionada se amamentava e responder que sim, mas que dava complemento também, ter sido encarada com cara torta e, ainda, ter tido que ouvir a maravilhosa e super bem sucedida experiência que essas mães tinham vivido ao amamentar.

E, por fim, lembro de ter saído arrasada de uma loja quando vi uma mãe calma e tranquila dando de mamar para seu filhote ali, no meio de todo mundo, sem se importar com nada. Para ela aquilo era tão simples, tão natural, e para mim tinha sido tão difícil (Por que comigo? Por quê? Que mãe nunca se perguntou isso?).

Mas, graças a Deus o tempo passa, as feridas se fecham, e hoje eu falo que FOI algo difícil para mim, algo que hoje está bem mais esclarecido e bem resolvido e que já não me faz pensar que precisarei de terapia para tratar o trauma (mas juro eu achei que precisaria sim quando resolvi parar de amamentar).

E o que eu tirei de tudo isso?
Que amamentar não é fácil
Que por mais fácil que seja para algumas, no início é difícil para todo mundo
Que amamentar é algo que quase todas as mulheres querem e se cobram (demais!)
Que é um pecado criticar, culpar ou julgar alguém que não amamentou (você não sabe os reais motivos dessa pessoa)
Que o desejo de amamentar deve ir até o ponto que isso não se torne um peso na sua vida
Que cabe a você tentar tudo que está ao seu alcançe para amamentar se esse é o seu desejo, mas que também cabe a você abrir mão disso e tocar a sua vida adiante se, simplesmente, depois de todas as tentativas, a coisa ainda não der certo (ou alguém vai aí deixar o filho passar fome?)
Que eu não merecia ter me culpado tanto. Que eu não precisava ter sido tão rígida comigo. Que eu podia sim ter sofrido menos e aceitado mais que não amamentar também é algo natural e que, infelizmente, faz parte da vida de muitas melhores.

Eu quero ter outro filho e eu quero amamentá-lo. Acho que quando eu engravidar essa será uma das questões que mais irá rondar meus pensamentos: será que dessa vez eu vou conseguir? Será que agora, já sabendo como as coisas são e funcionam, tudo vai dar certo? Será que vou viver de novo tudo que já vivi? Não tenho essas respostas, mas sei que vou tentar e que, se não der certo, eu irei me culpar muito menos.

Afinal, leite materno é ótimo, os momentos de prazer amamentando são ótimos, mas o que cuida e faz crescer mesmo é o amor. E esse, amamentando ou não, todas nós temos de sobra.

Bom, encerro esse post mais de três horas depois de tê-lo iniciado. E olha que nem fiz a revisão final. Eu só abri meu coração e joguei as palavras aqui.

Acredito que pela extensão do depoimento, muita gente parou na metade e nem vai ler essas linhas. Mas se você chegou até aqui, espero que tudo que eu aqui coloquei lhe seja útil.

Boa sorte! Faça sua parte e seja legal com você mesma caso as coisas não corram como você sempre sonhou. Você merece isso por tudo que já fez por tudo que ainda irá fazer pelo seu filho.

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Amamentar, uma questão muito delicada

49 comentários

  1. Tatiana

    Gostei muito de ler teu relato e acho importante divulgá-lo para que outras mães, que vivem a mesma situação, não achem que estão sozinhas, no “fim do mundo”, como se fossem aberrações da natureza! E além disso, cada filho é um filho, com suas características e necessidades, e isso influencia a amamentação. Com a minha primeira filha foi tudo perfeito, muito leite, pega boa, ganho de peso acima do esperado. Com meu segundo filho foi um desespero total! Ele não pegava de jeito nenhum, começou a perder peso além do esperado para a primeira semana, pouco leite pois ele não estimulava, não sugava direito! Tivemos que usar fórmula, tive que lidar com a ansiedade, depois ele mastigava meu peito, tive que usar um daqueles intermediários de silicone… No fim as mamadas começavam no peito e terminavam com uma mamadeira de fórmula, e o amamentei assim até 1 ano e 2meses. Ele parou porque quis, perdeu o interesse e passou a rejeitar o peito. Pra completar ainda teve refluxo oculto, coisa que minha filha mais velha não teve… Enfim, todas vivemos dificuldades, temos dúvidas, nos estressamos… Partilhando isso amenizamos o sofrimento de quem possa estar passando pelas mesmas situações! Me empolguei e falei muito, né? Obrigada pelo relato!!!

  2. nossa, fiquei emocionada, porque passei muitas situações difíceis em relação a amamentação!foi muito complicado, fiquei por um bom tempo sofrendo por dar mamadeira pro meu filho… me vi no seu relato…Deus te abençoe! bjs Priscila

  3. Talita

    Parabéns pela sua força e pelo blog!
    Sou mãe de 31 semanas e torço muito para que tudo dê certo quando chegar minha hora, mas já levo sua experiência comigo.
    Beijos

  4. Luciane

    Shirley, parabéns pelo relato. Realmente, amamentar é dificílimo!!!!
    Também tive muitas dificuldades e sempre complementei a amamentação.
    É necessário uma mudança de postura: a mãe tem que ser incentiva e orientada a amamentar, não cobrada, culpabilizada, condenada.
    Felicidades para vc e seu filhinho Léo.

  5. Anonymous

    É assim mesmo! Isa parou de mamar quando fez 2 meses e meio, estava com refluxo, era choro, vômitos extensos,mínimo ganho de peso, e minha pediatra sempre falava que era uma regurgitação normal. por minha conta comprei um leite anti-refluxo e comecei a complementar,e foi ai que a situação melhorou e provei para minha pediatra que ela tinha refluxo! hoje está tomando remédio, e somente a fórmula, e não me arrependo! minha filha está ganhando peso, é muito risonha e feliz! Mas realmente dá vontade de dar uma “voadora” na pessoa que chega e pergunta pra vc se vc ainda amamenta e vc diz que não, e ela faz aquela cara de ” vou ligar pro conselho tutelar, pois isso é um crime contra a criança”! quando começa o discurso com os benefícios da amamentação, corto logo a história com um categórico “Sou enfermeira, sei disso muito melhor do que vc, e além do mais a filha é minha”. hehehehehehehehhehehe :)

  6. Anonymous

    O seu texto vei onum momento extremamente oportuno…Deus faz nossos olos procurarem ver e ler aquilo que poderá acalmar nosso coração angustiado de uma mãe que ama e muito seu bebe. Obrigada por ter feito a diferença no meu dia.. Com carinho Greici M. Bussoletto

  7. Alessandra Mendes

    Shirley, muito bom ler o teu blog, sempre esclarecedor, e, neste caso, confortante…
    Também só consegui amamentar minha filha até os 4 meses, pois descobri tarde que ela tinha refluxo, chorava muito para mamar e mamava aos pouquinhos…me senti muito culpada, mas já está passando…
    Quando nos tornamos mães, a gente aprende principalmente a não julgar os outros, pois cada um sabe o que é melhor pra si.
    Parabéns pelo excelente blog!

  8. Anonymous

    Oi! Parabéns pelo seu relato!
    Me identifico muito, já comentei em algum outro post seu sobre amamentação.
    Meu filho nasceu com hipoglicemia e já no hospital tiveram que dar a mamadeira, meu leite também demorou para descer depois da cesárea. Toda vez que tentava amamentar era um choro desesperado dele, como se fosse uma tortura, e todo mundo dizia “dá mamadeira…”.
    Tentei até onde pude também, quando o sofrimento é maior realmente é hora de parar de tentar, e fazer o máximo para que o bebê cresça forte e saudável! E o amor, como tu escreveu, é o mais importante de tudo!
    Hoje meu filho tem um ano e dois meses, e todos dizem “que bebê fofo, como ele é feliz”, isso é o mais importante pra mim! E o trauma foi superado (por um bom tempo achei que essa ferida não fosse cicatrizar, pois me doía muito não ter amamentado o David), também espero poder amamentar o próximo filho! Boa sorte para nós!
    Beijos, Clarissa

  9. Ninguém é mais ou menos mãe por amamentar ou não o seu filho, assim como o tipo de parto escolhido!
    As lindas fotos da amamentação e a simplicidade com que o assunto e tratado, faz com que as pessoas que não conseguiram amamentar se sintam inferiorizadas ou menos mãe. O que não é verdade!
    Acredito no amor independente da forma o qual é demonstrado, e para amar é preciso disposição, inclusive fisica!
    É isso aí Shirley. Como sempre um post muito importante e oportuno para esta semana!
    bjs, Gabi

  10. Excelente sua motivação de compartilhar a experiência! Meu Pedro tem refluxo e só com 02 meses encontramos uma pediatra homeopata que teve a coragem de diagnosticar a doença! Até lá fui taxada por amigas e familiares de estar nervosa, estressada, de não querer dar o peito! A sociedade vive este romantismo da amamentação e exclui drasticamente as mulheres que não tem condições de amamentar. Como fiz a tal dieta para excluir a possibilidade de APVL, não comia a quantidade de calorias suficiente e então não produzia leite. A amamentação foi pelo espaço e o Pedro apenas tomava o leite do meu peito de complemento pois o que o alimentava era a fórmula! Fomos aos trancos e barrancos até o 5 mês, então decidi parar. Até hoje contando minha história vejo caras de reprovação e entre os familiares fui reprovada por optar pela mamadeira. É triste ´para quem não consegue, e a sociedade, médicos e enfermeiras precisam ser conscientizadas que o tratamento para quem não pode amamentar não deve ser mais exclusivo e sim de afago, para que possamos criar nossos filhos sem culpa!

  11. Anonymous

    Querida parabéns pelo post..emocionante.
    Estou grávida de 21 semanas e guardei sua experiencia.
    Espero que eu não passe pelo o que você passou, mas se Deus permitir que aconteça já tenho uma noção de como agir. Obrigada pelo aprendizado.

    Beijos,
    Gabrielli

  12. Anonymous

    Parabéns pela coragem de compartilhar essa experiência!

    Assim como você eu só ouvia o “lado romântico” da maternidade/ amamentação… Até dei uma bronca nas minhas amigas mamães experientes que nunca me contaram em detalhes as dificuldades que passaram pra eu poder me preparar… (elas dizem que se fizessem isso eu desistiria de ser mãe rsrs).

    Tenho um bebê de 4 meses que nasceu 1 mês prematuro, e, apesar de até hoje amamentar exclusivamente no peito, a amamentação NUNCA foi fácil ou prazeirosa. Cada mês surgia uma “novidade” que a tornava mais difícil e eu tive que ir me adaptando. Ainda hoje comentei com a minha babá que estou ficando sem alternativas… Já passei por tantas fases de dificuldades – bebê dormindo no peito, com cólica, com refluxo, distraído… até passar a rejeitar meu peito de algumas semanas pra cá… Essa fase foi a que mais doeu… Então comecei a usar o bico de silicone, primeiro limpo, depois tinha que passar o meu leite nele… Agora a única coisa que acalma meu filhote para mamar é eu amamentando em cima daquelas bolas de ginastica ninando ele com o chacoalho… E se ele deixar de aceitar essa forma, não sei mais o que farei, minha criatividade está realmente se esgotando agora…

    É assim que tem sido, uma verdadeira aventura – nem de longe agradável, na qual eu tenho sempre que estar buscando alternativas e formas diferentes de amamentar, para manter a exclusividade do peito. Semana que vem vou ao pediatra e juro que se ele recomendar fórmula/ mamadeira, vou aceitar porque tenho consciência que dei o máximo de mim nesses 4,5 meses, que tem sido muito estressantes não somente para mim, como com certeza para o meu bebê…

  13. Unknown

    Parabéns! Passei pela mesma experiência, meu leite demorou mais de uma semana pra descer, meu peito ficou todo empedrado, ela mamava e não saia nada. Chorava de fome. Também descobri a APLV, mas só aos 6 meses, até então passava exatamente pela situação que você descreveu, choro desesperado ao mamar, refluxo… Minha bebê completa 1 ano este mês, e ainda amamento exclusivamente no peito! Confesso que não está sendo fácil passar longe de tudo que tem leite (devo estar com váriaaas lombrigas de vontade rs), mas não consegui fazer com que ela mamasse a fórmula. Não sei até quando vou conseguir mas me sinto feliz por ter conseguido até aqui.

  14. Faela Cupcakes

    Estou muito emocionada com o seu relato, eu graças a Deus não tive problemas para amamentar, amamentei até o Felipe completar um ano e três meses, só parei porque, depois disso ele comecou a morder o bico do meu peito e em uma dessas vezes ele quase conseguiu arrancar, e eu não estou exagerando, mas foi muito dificil parar também. Acho você uma SUPER MEGA MÃE, nem todo mundo faria tudo o que você fez para continuar amamentando, sou mãe de primeira viagem também, leio o seu blog TODOS os dias, posts novos e antigos e mostro para o meu marido também, nós aprendemos muitas coisas com você, o Shhhh… deu super certo aqui em casa rs. Enfim sou sua fã rs, vou parar de tietagem agora e falar que você está de parabéns como mãe e blogueira. Beijos Rafaela

  15. Anonymous

    Parabéns. tbm passei por muita dificuldade para amamentar. No início ela sempre dormia só de chegar perto do meu peito e ninguem me ensinou amamentar,com isso eu oferecia só o bico do peito,ele foi ficando ferido e até sangrou,eu chorava enquanto ela mamava e meu parto foi cesaria,então meu leite tbm não descia.Depois conversando com uma amiga,ela me ensinou e foi melhorando. Mas na maternidade tbm ouvi de uma enfermeira que se eu não conseguisse amamentar,eu não teria alta do hospital,foi curta e grossa e hora nenhuma me ofereceu ajuda. Isso tudo me fazia chorar e questionar pq eu não conseguia. Hoje ja não sinto dor,fico aliviadae me sentindo vitoriosa. OBRIGADA por dividir suas dificuldades,se todo mundo fisesse isso,talvez não nos sentiríamos tão desamparads. bjus Marina Borges

  16. Line Sena

    Shi, tem muita mulher que não amamenta porque não quer, ou na primeira dificuldade já desiste, e mesmo assim não se sentem culpadas. Você, depois de se esforçar tanto é que não deve se culpar mesmo!!! Acontece… Minha mãe tem 8 filhos e 2 deles ela não amamentou, não tinha leite de jeito nenhum, e naquela época também não tinha fórmula, foi para o leite de vaca mesmo. Enfim, só posso dizer parabéns, e desejar que no próximo tenha uma experiência ótima com a amamentação! =)
    Bjocas.

  17. Lícia Franco

    Após uma noite mal dormida e com minha pequenina desmaiada no berço, encontro-me aqui lendo até o fim seu relato. Comecei a ler porque até então estava a procura de sugestões para fazê-la pegar a mamadeira. O fato é que esse objeto de plástico tão rejeitado por muitas mães, me dará uma certa independência após os seis meses de vida da minha cria. Estaria eu sendo tão egoísta ao planejar fazer pilates três vezes por semana e um curso outras duas vezes? Bom, cada cabeça, uma sentença. Enfim, tudo isso para dizer que parei mais uma vez no Macetes de Mãe procurando algo interessante para ler. E eis que me deparo com seu primeiro grande desespero da maternidade: seu filho dormia em seu seio. E pasme, isso também acontece com muitas mulheres. Assim como você, minha preparação foi bem básica, assimilando somente a parte boa e filtrando alguns poucas informações acadêmicas. E sendo assim lá fui eu amamentar minha filha com poucos minutos de vida. Ela que passou por um parto complicado (seu ombro ficou preso no canal vaginal), adormeceu em poucos segundos após mamar. Até aí pensei ser extremamente normal. Mas ela seguiu no maior estilo “Bela Adormecida”. Tentaram cócegas, tirar suas roupas e até banho gelado. À essa altura, minha irmã (que é enfermeira), já havia me posto a parte que os bebês não podem em hipótese alguma ficar sem alimento. A amamentação deveria ocorrer mesmo que de forma artificial, sob risco de danos cerebrais irreversíveis. Isso somado ao fato que ela dormia profundamente porque estava hipoglicêmica. Tão óbvio! Sem leite, sem glicose, sem energia para mamar. Foi aí que o leite artificial passou a ser oferecido como aliado e, não mais como bicho papão. Isso seguiu-se pelos seus dois dias de vida e agora tudo segue normal. O bico não rachou (usei muita bucha vegetal nas auréolas para prepará-lo e o próprio leite para cicatrizar pequenas fissuras), o leite desceu bem e logo acertamos a pegada. Mas isso foi a minha experiência com a minha filha. Nada me dá garantias que com o próximo – olha eu me animando aí! – não terei dificuldades. Mas somos seres evoluídos e precisamos acreditar sermos capaz de superar todo e qualquer empecilho. Cada experiência é única. Uma mesma mulher é capaz de ser uma mãe diferente para cada filho, acredite. Espero ter me exposto de maneira coerente para que esse extenso relato seja válido. Termino dizendo que acima da função de alimentar o corpo, amamentar alimenta a alma. E para isso pouco importa o tempo que durou, mas sim a intensidade dos sentimentos envolvidos. Vamos amamentá-los de amor! Muito amor!

  18. Valquíria

    Quanta coincidência! Meu filho também tinha muuuuito sono e dormia no peito depois de umas duas sugadas, ele nasceu com ictericia tb mas em 1 semana ja estava bom, meu peito feriu à ponto de ficar com um dos bicos pendurados por apenas uma pelezinha, saia sangue vivo dali, a dor era demais mas a dor na alma e a culpa por não conseguir amamentar como outras mulheres doai bem mais em mim. A minha produção de leite era quase zero!!! Mesmo assim, aos trancos e barrancos com auxilio de fórmula amamentei no peito tb por 1 mês e meio! Foi o máximo que consegui, me sinto como vc pensando como será com o 2° filho, agora estou gravida de 7 meses e muito esperançosa procurando muita informação que possa realmente me ajudar dessa vez. Obrigada pelo post e assim como eu vc é uma GUERREIRA e merece todos os créditos afinal tem mulheres que tem leite, pode amamentar e não o fazem por vaidade apenas como minha irmã por exemplo (triste mas isso existe)!
    Como diz a colega ai do comentário acima, “Vamos amamentá-los de amor! Muuuito amor!” isso é o que realmente importa!! beijão e parabéns pelo post lindo!!

    1. Lícia Franco

      Valquiria, procure um banco de leite da sua cidade. Eles te darao toda e qualquer informacao necessaria. Nao deixe sua experiencia anterior te desanimar. Ja passou, foi unica e com certeza te fortaleceu. Mta paz, saude e luz nesse momento lindo. E claro, muito amor!

  19. Anonymous

    Shirley, meu nome é Marina. Me identifiquei muito com seu relato , porque minha filha também tem alergia alimentar e eu também tive que abandonar a amamentação precocemente (aos 3 meses e meio) por ter passado dificuldades com a dieta de exclusão.
    No meu caso, tentei fazer a dieta por um bom período (na verdade desde que ela nasceu), porém apesar do controle rigoroso (=neurose total) com traços , minha filha não reagiu positivamente. Eu já tinha excluído de minha alimentação LV, soja, carne vermelha e de porco, ovos, peixe, frutos do mar , oleaginosas e corantes (e seus traços, claro), e nada dela reagir. Vi minha filha fazendo cocô com sangue por quase 3 meses e por mais que eu fosse tirando cada vez mais alimentos da minha dieta, ela não melhorava.
    A minha produção de leite começou a diminuir cada vez mais (obviamente por causa de tantas restrições alimentares). Eu estava ficando deprimida com aquela situação, e com o “isolamento social” que veio em consequência da dieta ( ainda mais para quem é muito habituada a confraternizações a mesa, como eu e meu marido) . Não estava curtindo de verdade minha licença-gestante , naquela neurose de ligações ao SAC de fabricantes de produtos industrializados , e pendurada o tempo todo na comunidade do facebook onde se atualiza em tempo real a suposta listagem dos alimentos limpos de traços .
    Chegou uma hora que eu vi que estava na hora de parar com tudo isso. Não aguentava mais minha filha fragilizada , fazendo cocô com sangue por meses , enquanto eu não sabia mais o que deixar de comer para ela melhorar. Percebi que insistir numa dieta de exclusão que não estava sendo efetiva só estava maltratando o meu bebê. Porém , na ocasião eu acessava frequentemente os posts de um grupo que apoiava incondicionalmente a amamentação e que incentivavam a seguir a dieta acima de tudo, falando que “quem não amamenta não ama”, que Neocate faz mal, deixa o intestino do bebê preguiçoso e dificulta a introdução alimentar (apesar de eu não ter encontrado absolutamente nenhuma menção a isto nas páginas no Consenso de Alergia Alimentar ).

    (continua…)

  20. Anonymous

    (continuacao:)

    Me sentia muito culpada por querer parar até que a minha pediatra (que é super pro-amamentacao , bom esclarecer antes de mais nada! ) abriu minha cabeças, ressaltando os óbvios pontos positivos da amamentação (nutrientes, anti-corpos, vínculo entre mãe e bebê), porém também esclarecendo que deixar um bebezinho sangrar por muitos meses mediante uma dieta de exclusão ineficaz detona o intestino, pode deixar a criança anêmica e fragiliza seu sistema imunológico por deixar o organismo pequenino dela em constante estado de alergia. E ela tb me explicou que não tem essa de neocate dificultar introdução de alimentos. Ela me falou que “se o bebe tem dificuldade de digerir alimentos ele tem e pronto! Não é o neocate que vai fazer mal”.
    Eu queria ter ouvido essas palavras da pediatra antes, pois sofri muito enquanto estava sendo influenciada pela “pressão pró-amamentacao incondicional “ , tinha me deixado levar por argumentos sem fundamento cientifico (baseados em intepretações super “parciais” do Consenso), e sendo contaminada por um monte de bobagens sobre LM vs LA que lia nos grupos da rede. (acredito que vc , Shirley, tb tenha ouvido muita coisa a respeito disto em sua luta contra a APLV) .
    OBVIO que uma formula não tem como substituir os anti-corpos, hormônios e nutrientes do leite materno e SEM DUVIDA que o leite materno é o melhor alimento para os bebês (inclusive os alérgicos, NA MAIORIA DOS CASOS), porém EXISTE LIMITE para tudo e cabe a cada mãe decidir o que é realmente melhor para seu bebe . Cada caso é um caso e não dá para se generalizar. Sou contra deixar um bebezinho sofrendo por muito tempo por causa de uma dieta ineficaz . . Acima de tudo, acho que a mãe que desistiu de amamentar um bebê alérgico por ter dificuldades com a dieta (seja lá qual for) tem que ser apoiada e não julgada. Afinal , tenho certeza que nenhuma mãe gosta de dar aquela mamadeira com gosto de cano enferrujado para seu bebê, nem de perder dias na fila do SUS para pegar as malditas latas.

  21. Nil

    Oá, Estou grávida pela primeira vez, mas os relatos certamente me ajudam a antecipar problemas. So tem uma coisa que fica na minha cabeça, sei que o vínculo do peito é bom pra vc e pro bebe e tal, mas minha duvida é, com sua experiencia, teria sido uma opção usar aquela bombinha elétrica que vende nos EUA que tira o leite do peito pra botar numa mamadeira e depois dar pro bebê? porque eu penso isso, se nao conseguir dar de mamar tiro o leite na bombinha e dou separadamente… e se nao mesmo vai na formula, ué, a gente faz o que pode e nao é menos mae por isso de FORMA ALGUMA!
    Agradecerei muito se puder responder.
    Beijos

    1. Shirley Hilgert

      Na verdade, eu fiz isso. Muitas vezes, tirei leite com a bombinha e dei na mamadeira porque quando o Léo mamava no peito ele chorava muito (acho que era pela posição + refluxo). Ajudou bastante. Aqui no blog tem um post que eu indico o modelo de bombinha que usei. Dê uma olhada. bjs

    2. Nil

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    3. Nil

      Muito obrigada pela resposta. So mais uma dúvida, eu vi que tem na farmácia umas bombinhas manuais super baratinhas. Queria entender se com aquilo também é possível tirar o leite ou se você acha que vale mesmo investir na maquina de tirar leite dos EUA… se eu for pra lá devo trazer, mas são tantas coisas que devo trazer que estou tentando me limitar ao necessario ahahaha…
      Obrigada!

    4. Shirley Hilgert

      Nil, nunca experimentei outra máquina a não ser a que eu usei (Medela Swing), então não posso emitir opinião a respeito. Com certeza, a manual deve ser mais trabalhosa, mas se o resultado final é bom já não sei dizer.
      Outra alternativa é você não comprar e deixar para alugar se precisar. Tem um serviço que se chama Cantinho da Mamãe, se não me engano. Eles alugam vários tipos de bombinha. Dê uma olhada. Bjs

  22. Nil

    MUITO OBRIGADA!! Ajudou muito.

  23. Ana Luísa

    Amei seu relato. Vivi uma experiencia difícil com a amamentação, na qual consegui dar meu leite para minha filha por quase três meses utilizando uma bomba tira leite elétrica. Logo na primeira mamada meu peito feriu, sangrou e criei um bloqueio psicológico que foi difícil retornar com minha filha ao peito. Ela também dormia muito e mamava pouco. Usei bico de silicone, contratei enfermeira especializada em amamentação, tentei diversas posições e por aí vai. Não me preocupei com o vínculo, pois eu percebia que ele estava sendo criado. Eu dava o leite na mamadeira com minha filha encostada em mim, no meu peito, olhando para os meus olhos. Era muito amor e uma relação de confiança que seria impossível dar errado. Minha preocupação era com a imunidade dela, já que o leite materno propicia melhor formação do sistema imunológico. Mas graças a Deus e aos meus cuidados minha filha é saudável e adoece muito menos do que muitas crianças que conheço e que amamentaram exclusivamente leite materno até os seis meses. No início doeu muito, tive um sentimento de culpa por achar que não estava cumprindo com êxito minha função de mãe. Que bobagem! Fui e sou ótima mãe, sempre atenta à alimentação da minha filha, aos cuidados com a saúde dela, com ensinamentos e estímulos pertinentes para cada fase da vida dela. Que bobagem! Leite materno é melhor? Sim. Mas não é o principal. Não é nosso único papel enquanto mães. Valeu a leitura e valeu a experiência. Eu sou super mãe e não amamentei exclusivamente por seis meses.

  24. Manu Mantovani

    Nossa…leio este teu relato carregado de desespero, estresse e ansiedade e acho que, no fim das contas, tu foste mal amparada pelos profissionais que te atenderam. Passei por uma situação semelhante quando a Clara nasceu. Tive que fazer cesárea. Tive hemorragia…ela estava em sofrimento,com várias circulares de cordão e nasceu pesando só 2,4 quilos. Era a mesma função, toda vez que tentava amamentar, ela sugava duas ou três vezes e acabava dormindo porque não tinha leite e porque não tinha forças para continuar sugando. Usei várias técnicas para acordá-la, até um paninho molhado no rosto. Quase tive que ir embora do hospital sem ela tb porque a glicose dela começou a cair. Ela nasceu numa quinta-feira pela manhã. De quinta a sábado, passou sugando o peito vazio. Aí a pediatra mandou fazer o seguinte: a cada três horas acordá-la e pôr para mamar no peito para estimular a descida do leite. Assim que ela parasse, dar o complemento em um copinho ou de colher. O complemento era só para manter a glicose estável e a fome a fazia sugar o peito. No domingo fomos para casa e continuei fazendo a mesma coisa. A cada três horas, pano molhado na cara, tirava a roupa, fazia o que fosse para acordá-la. Dava o peito vazio. Quando ela cansava, complemento de colher. Até que na terça-feira, meu peito ENCHEEEEEU de leite. Foram cinco dias difíceis, eu estava abalada emocionalmente com tudo o que havia acontecido, mas não desisti de amamentar e fui bem orientada pela pediatra. Quando o meu leite, finalmente, veio, abandonei o complemento e ela passou a mamar só no peito. Até porque, dizem os médicos, que o leite é produzido de acordo com a demanda. Quanto mais o bebê sugar, mais leite vai produzir. Assim como também ocorre o contrário. Quanto menos estímulo, menos leite. Depois deste perrengue inicial, fomos felizes por oito meses. Aí foi ela que não quis mais o peito. Vale lembrar também que o estado emocional da mãe é fundamental para isso. E o teu, pelo jeito, não estava nada bom. Talvez se tivesses sido melhor amparada, teria tirado de letra! Mas, as coisas são como têm que ser! Bj

  25. carvalhopereira

    Este comentário foi removido pelo autor.

  26. Marcia

    Querida, Shirley,
    Seu post é alentador, pq, tendemos a achar q só acontece conosco, sem falar q sempre aparece uma criatura p dizer q deveríamos ter feito isso ou aquilo, ou q não tivemos calma, ou apoio, qdo, na realidade só nós sabemos o qto queríamos
    ter conseguido e o qto fizemos de td para obter êxito. Devo confessar q chorei lendo e q mtas das coisas p qual passou, vivo nesse momento. Ainda acho q precisarei de terapia… Rs! Minha pequena esta c quase 3 meses e sigo amamentando e dando o complemento, mas acho q o desmame se aproxima pq ela recusa o seio em algumas mamadas… Tomara q, c o tempo, eu lide melhor c isso, como vc e não me culpe tanto, acreditando q, apesar desse percalço, posso ser sim uma boa mãe! Beijo grande!!!

  27. Carol

    Shirley, achei o máximo seu relato!
    Olha, realmente essa questão de amamentação é algo interessante, pois nos cobramos muito e também nos preocupamos com o que irão falar…acho que esse ainda é o maior dos problemas!!
    Não passei o que passou, mas resolvi escrever somente para vermos o quanto isso muda…
    Sou mãe de 3 filhos, o menor está fazendo 1 mês e meio ainda e a questão da amamentação está sendo totalmente diferente…o que me deixou bem nervosa no começo, e ao mesmo tempo triste até quando resolvi enfrentar a situação…
    Meu filho mais velho tem 13 anos e o amamentei até os 2 anos sem problemas, o do meio tem 3 anos e amamentei até o 6º mês porque ele mesmo resolveu largar depois que começou a experimentar outras comidinhas…Já esse pequeno no início foi barra…ele chorava o tempo todo, o dia inteiro e passava o dia pendurado no peito… literalmente o dia inteiro…queria mamar a cada 40 minutos, no máximo 1 hora. E eu não entendia nada, ficava desesperada pelo choro sem saber o que realmente era, afinal, meus outros filhos mamaram muito bem e nunca choraram assim!
    A única coisa que eu sabia é que no início não era cólica pois elas começam depois dos 15 dias.Então o que era? Não era possível um bebê ser tão nervoso e chorão assim.
    Fui na pediatra e contei a questão do choro e tudo, mas quando ela foi pesar ele havia ganhado 460 gramas em 15 dias!! Como explicar que eu achava que ele tinha fome?
    Lógico que ela falou que não era, afinal ele estava bem acima do que deveria ter ganho…mas a que preço?? Ficar 24 hs no peito!! Tinha algo errado!!!! Meus filhos mamavam e dormiam até 4 horas, e pq esse a cada 40 minutos berrava feito doido como se estivéssemos matando??
    Pensava em tudo, menos que meu leite não estava sendo suficiente, claro, afinal, já tinha amamentado dois filhos!!
    Passados mais 15 dias os choros continuavam, até que fui obrigada a me conformar que ele estava com FOME…não deu outra, venci minha tristeza e sentimento de fracasso e fui na farmácia comprar o leite de fórmula ( sem a pediatra receitar ou saber!!rsrsrs) afinal, no fundo sabemos que tem algo errado.
    Foi dito e feito! Comecei a dar 1 mamadeira a noite e o Guga passou a dormir quase 4 horas ( para a felicidade do meu marido que estava virando zumbi!! rsrs).
    Foi aí que percebi que meu leite não está sendo suficiente e por mais triste que seja não ver ele só no peito, fico feliz em ver que agora ele passa os dias bem mais tranquilos, sem choros horripilantes e dormindo bem.
    Sou muito a favor de amamentação, mas também não acho que isso deva ser um sofrimento para a mãe ou para o bebê, acho que o mais importante é o bem estar de ambos, até porque quando passamos por stress o bebê sente e as coisas se tornam piores…
    Não sei o que aconteceu comigo desta vez, talvez tenha sido stress durante a gravidez, pois passei por alguns problemas de saúde como hemorroidas ( quase tive que operar no 6º mês ), tenho urticária crônica e por fim, o Guga queria nascer com 30ª semanas e por conta disse tive que tomar 12 remédios por dia até o dia que ele nasceu ( por sorte segurei até 38º), mas parei de pensar e me questionar os ” porquês” e aceitei que embora meus outros filhos tenham se acabado só no peito, esse tem que tomar fórmula para complementar!
    Quando aceitamos a situação tudo fica mais fácil, mais leve… Temos que entender que amamentar como vc disse, não é fácil, embora seja natural para umas para outras não é tão.
    Então meninas, nada de cobranças, se algo não sair como esperado, vamos buscar uma solução boa para nós e o bebê. E outra dica, se não concordarem com o pediatra , ou tiverem dúvidas, procurem outro até que se sintam confortáveis!!
    Espero ter ajudado em algo!!
    Deus abençoe cada uma de vocês.
    Bjinhos…

  28. vanessa

    Muito obrigada….é so o que posso te dizer….meu filho tem 13 dias e nao consegui amamentar um dia sequer…e nesse 13 dias nao se passou uma hora em que eu nao tenha chorado e me culpado e condenado por nao cumprir a missao….nao sei como essa historia vai terminar mas suas palavras me fizeram mais humana….
    Muito obrigada

  29. Sandra

    Shirley

    Minha bebe vai fazer 11 meses, ainda mama no peito, mas vamos ser sinceras amamentar não é essa maravilha que muitas mães relatam não, amamentar não verdade é muito difícil, as vezes chega a ser meio sacrificante, esse vinculo de amor entre mãe e bebe acredito que esteja longe de conseguir só por causa do peito, vinculo de amor entre e mãe e filho já vem desde da barriga, eu acredito que vc e o Leo mesmo ele sem amamentar no peito existe sim um troca imensa de carinho e amor, não se sinta culpada por isso, amamento minha filha sim, mas não é sempre uma hora prazerosa assim como as mães descrevem, prazer sim deve existir para o bebe, mas para gente a mãe, eu quero ver qual é mãe que sente prazer, de acordar de hora em hora durante a madrugada para dar de mamar, ou no inicio da amamentação que o peito racha e uma dor é terrível, ter vontade se sair para algum lugar, mas não poder porque o bebe só mama em vc, pelo menos minha filha não gosta de mamadeira, tenho lutado para que ela mame pelo menos nas madrugadas, mas infelizmente ela quer só peito, sem contar que tenho certa vergonha de tirar o peito para fora na frente das pessoas principalmente homens, na igreja então tenho vergonha sim, mas sou obrigada a fazer. Ja pensei em varias vezes de tirar ela do peito só não fiz isso ainda por que ela aceita mamadeira então acabo me conformando em continuar pois lembro dos benefícios que é para ela.

  30. ana

    Amei o seu relato! Nao é so no BRasil que se tem ma indicacao de pessoas dessa area. Aqui na Suica onde vivemos, tb tem dessas coisas, infelizmente. Digo infelizmente tb pq é um momento mto delicado pra nos e nao sabemos mto sobre isso. Nessas horas, essa misconducta nos faz desistir, qnd o problema nao é tao facil de corrigir.

  31. Maíra

    Tb fora do Brasil passei por situação semelhante. As enfermeiras do hospital me deixaram mais nervosa do que qualquer coisa, deram informações das mais variadas e as vezes até contraditórias. Coloquei no peito logo depois do parto, ele mamou. No primeiro dia continuei fazendo isso e ele sugava… Mas começou a chorar e chorar, até que no final do segundo dia dei mamadeira e ele finalmente se acalmou e conseguiu dormir. Acho que eu simplesmente não tinha leite suficiente para ele. Já em casa, cheia de esperanças, achei que tudo fosse ficar bem, mas ele começou a chorar sempre que era colocado ao peito, virava o rosto de um lado para outro, ficava vermelho, e por fim começava a gritar. Fiquei totalmente traumatizada pois parecia que estava torturando ele. Claro que recorri novamente a formula, qual é a mãe que vai deixar o filho passar fome?! Nesse meio tempo desenvolvi mastite e um abcesso na mama, pois ele não esvaziava o peito nas poucas vezes em que concordava em mamar um pouco ou então pq o bico rachou mt e entrou alguma bactéria… Ninguém sabe. Mas, nunca senti tanta dor na vida! Porém, mesmo durante o processo de cura e depois, tentei continuar colocando ele no peito, e usar bombinha. No meio disso tudo, meu leite foi dominuindo e hj, com três meses, ele mama por vinte minutos às três da manhã que é quando está sonolento e eu tento usar bombinha no restante do tempo. Ainda me sinto frustrada e culpada, especialmente porque me sinto mt cobrada por parte da família e pela sociedade. Mas, meu marido e minha mãe me pedem para que eu pare de me torturar, pois a bombinha tb tem sido dolorida, ainda não estou bem curada. Além disso ele tem refluxo oculto, o que dificulta a situação ainda mais. Hoje me encontro numa encruzilhada, paro completamente ou continuo lutando… Não sei, mas estou bastante cansada. Amamentar pode ser mt frustrante e realmente não é esse processo lindo e natural que mts fazem parecer ser. As vezes penso que se dá enfase demais para a amamentação e de menos para o amor e o bem-estar entre mãe e bebe. Acabamos por não curtir esses primeiros dias e meses pois estamos preocupadas demais em querer amamentar, pois parece que se dermos formula estamos dando veneno e somos pessimas mães, e acho que isso é menos saudável do que não amamentar.

  32. adriana

    Graças a Deus, o meu início foi perfeito, a amamentação foi sem dor ou qq outra intercorrência! Não tenho do que reclamar! Foi tudo muito, muito perfeito! AGORA… o desmame é doloroso demais! Quis e amamentei até os 2 anos… só depois disso iniciei de fato a querer desmamar aos poucos e a incentiva-la a outros momentos de carinho… mas confesso que é muito difícil… o desmame do dia foi, teoricamente, facil… mas o da noite tem sido sofrido! Pras duas! as vezes me irrito muito e não gosto… sofro… e sofro quando ela acaba dormindo (RARO, MUITO RARO) sem mamar… é dúbio e doido!
    A verdade é que cada ‘mãe-bebê’ tem a sua verdade, a sua historia, a sua experiencia… e todas são validas, verdadeiras e devem ser respeitadas… Parabens a todas as mães e pessoas que estimulam a amamentação e que, principalmente, respeitam a liberdade e realidade de vida de cada um!

  33. Michele Sacco

    Hoje pela primeira vez resolvi deixar um comentário no seu blog. Acompanho sempre, leio todos os posts mas nunca comentei porque não sou mãe, e não compartilho dessas experiências. Eu leio porque gosto do seu jeito de escrever e já vou de certa forma me preparando para quando for o meu momento (ainda não planejei, mas será num futuro próximo).
    Só pra deixar registrado que nem todas suas leitoras são mães, e que mesmo não sendo mãe leio os posts até o fim mesmo que sejam longos.
    Obrigada pelas suas dicas! ;)

    1. Shirley Hilgert

      Michele, como vai? Adoro quando encontro leitores(as) que não são mãe. Acho legal que o blog atinja todo tipo de público. Me deixa muito feliz. E vou esperar você voltar para contar que está esperando um baby e que agora sim vai ler TUDINHO!!! BJS!

  34. Priscilla

    Realmente amamentar não é fácil. Me identifiquei muito com o relato… minha filha teve refluxo mas não APLV. Tive muita dificuldade pra amamentar pois sempre produzi pouco leite e tive que complementar cedo… como isso me doeu. A gente se sente menos mãe quando, desde o inicio da gravidez, nos preparamos pra amamentar LM exclusivamente e no final não conseguimos. Mas hoje sei que fiz o melhor, pois só depois do complemento que minha filha se desenvolveu.

  35. Tami

    Gostei muito do seu post!
    Felizmente hoje minha filha completa 5 meses e 3 dias de aleitamento exclusivo. O que não quer dizer que foi fácil! Até hoje, algumas vezes, ela se contorce toda ao mamar e eu me pergunto se o leite não tá suficiente, se vai secar, se ela está rejeitando, se está mamando muito pouco, me pergunto até se o sabor está muito ruim e experimento!
    Minha culpa agora é por não poder completar o aleitamento materno exclusivo até os seis meses: amanhã iniciaremos com as frutinhas, pois em outubro volto a trabalhar e não quero deixá-la na escolinha sem estar acostumada com os alimentos sólidos. Além disso, quero eu mesma ter o prazer de acompanhar a introdução alimentar dela e quero que seja feita aos poucos, não de forma forçada. Parece tudo muito tranquilo de entender, racionalmente faz muito mais sentido, mas, por algum motivo, eu me culpo por não poder seguir o padrão dos seis meses.
    Além disso, morro de ansiedade de pensar se vou conseguir tirar leite suficiente para deixar na escola, pq morro de medo de que ela tenha que tomar fórmula. O que tenho contra fórmula? Nada! É claro que não vou querer que ela fique sem tomar leite nenhum.
    Acho que, nos dois casos, estou mesmo é sofrendo com essa pressão de ser a mãe perfeita e seguir a cartilha direitinho, como se isso fosse a única coisa que fosse garantir a felicidade e a saúde da minha filha. Um lado meu me diz que devo ficar tranquila, pois estou fazendo o meu melhor, mas o outro, infelizmente, ainda insiste em querer satisfazer as expectativas da sociedade. Espero conseguir me livrar desse lado!

  36. Cristina

    Eu já tinha colostro antes mesmo de meu bebê nascer. Quando ele nasceu, logo a enfermeira colocou ele em meu peito e saiu. Ele sugou um pouquinho e dormiu. Aí não tinha mais nada que o acordasse: deixaram peladinho, passaram paninho, ele só queria saber de dormir, assim, acabou perdendo mais peso que o normal. Meu pediatra disse que é importante que os bebês mamem bem nas primeiras 2 horas após o parto, pois depois eles dormem muito e é difícil fazer eles mamarem. Foi o que aconteceu com ele. Ele chegava a dormir a tarde toda, tentava acordar e nada. Quando ele acordava ele mamava, mas aí apareceu outro problema: ele queria apenas um ceio. O outro ele não queria de jeito nenhum, o bico era ruim de pegar, podia colocar ele em qualquer posição, que ele reconhecia e não mamava, ficava me olhando, como se quisesse me dizer: o outro mamãe (como o olhar deles nos transmite o que eles sentem). Aí vieram os problemas: seio empedrado, dor, muita dor, até que me ensinaram uma técnica bem caseira (a primeira vez que me falaram pensei, isso é loucura, só fiz quando outra pessoa me disse que também tinha feito) de tirar o leite e que funcionou, graças a Deus, além de tirar o leite, formou o bico, e meu filho finalmente passou a aceitar esse seio também, mas aí não teve jeito, esse seio ficou menor. Pensaram que acabou, ainda não: tive fissuras (e ainda tenho de vez em quando) nos dois seios, teve vezes que chorava ao amamentar, era muito dolorido, hoje já não chega mais a esse ponto. Mas nunca pensei em desistir. Foi dolorido, mas vale muito a pena. Meu objetivo aqui, não é julgar ninguém, muito pelo contrário, é orientar e dizer que amamentar não é um mar de rosas, quem consegue que bom!! Quem não consegue não vai ser menos mãe por isso. Meu filho tem 7 meses e ainda mama no peito, mas também come frutinhas desde os 4 meses e meio, pois quando ele tinha 5 meses tive que voltar a trabalhar.

  37. Eliane

    E eu achando horrível amamentar com o tal bico de silicone…estou bem chateada porque minha pequena não pega o peito direto…isso esta me deixando estressada…poxa amei teu relato isso me estimulou a insistir, com ela a respeito do peito…afinal vc lutou tanto com muitas mais dificuldades…me sinto comovida com tamanha determinação. Parabéns.

  38. maeli

    Meu mariso tbm doni muito quando bebe e era.uma luta para amamenta-lo e a minha filha maia velha tbm era assim..eu tinha que realmente tirar a roupa dela pra ela acordar..ja a casula berra quado ya com fomeae eu demorar pegar ela no colo. A pprimeira so consegui dr mama ate os 7 meses. O leite sumiu devido ter ficado abalada com um acidente na familia ondr morreram 5 pessoas…porque eu chorava todo dia..nao conseguia dar mais mama… da segunda que rata com 1 mes espero dar mamaa ate ela quiser..espero que ate os 3 anos…se Deus quiser.

  39. Jociane

    Tb não consegui amamentar minha primeira filha… Ela jogava a cabeça para traz com muita força, alguém precisa me ajudar a segurá-la…. Eram momentos muito estressantes…. Nada natural e prazeiroso! Porém, nunca fui tão encanada com isso, minha mãe nunca conseguiu amamentar os filhos e eu já estava preparada se não conseguisse. Contudo, engravidei novamente, fiz estoque das melhores mamadeiras do mercado e seus acessórios, mas já na maternidade fiz tudo como manda a cartilha…. E surpresa: deu certo! Meu segundo bebê sugava incessantemente e fez isso por 3 dias até descer o leite sem reclamar! Ele nasceu com 4kg, quase 700 gramas a mais que minha filha, logo ele teve reserva suficiente para os 3 dias. Hoje, penso que depende do bebê também, e sou grata as fórmulas! Não vejo problema em recorrer a elas, isso sim é uma atitude natural, se deu, deu, se não deu, vida que segue com alegria!!

  40. Luciane

    Eu me vi em cada palavra sua… obrigada por confortar me coração ?

  41. elderlane

    nossa super me identifiquei com esse postar… Se fosse escrever a única coisa q retirava era a parte que o bebe teve refluxo e APLV pq isso minha bebe não teve. e hj minha bebe tem 1 ano e 1 Mês e meus olhinhos ainda enchem de lágrimas qdo alguém pergunta ela ainda mama? e eu respondo: não consegui dar de mamar. foi a parte mais difícil pra mim da maternidade. meu leite só veio aparecer com 5 dias de nascido e a pediatra só queria liberar a bebe se estivesse só mamando e eu enlouquecida p ir p casa com minha pequena, sair daquela enfermaria quente e cheia de murisocas. fui p casa com os seis vazios, nada de leite e não criava. tomava plasil, sulfato ferroso e nada de leite. chorava todas as noites por um mês e vinte dias tentando amamentar e desisti pq só conseguia tirar 10 ml de leite e não mais q isso qdo conseguia. e desisti.

  42. Cris

    Muito bom seu texto, me identifiquei muito com seu caso, pois tambem nao consegui amamentar. Só que no meu caso, por conta da pressão que nos mesmas fazemos de que nao se pode dar leite artificial fez com que minha filha tivesse desidratação e hipoglicemia no 4 dia de vida, tendo que voltar para o hospital e o pior, precisou ficar na UTI para se recuperar rápido.
    Por isso, maes, cuidado, nao se culpem por dar leite artificial….muitas vezes é necessário. Ninguem pode julgar ninguem.

  43. FER

    Obrigado pelo relato…estava me sentindo um lixo de mãe

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