Depoimento – Relato de gestação e parto na China

Hoje é dia relato de parto pelo mundo. E o que vem a seguir foi na China! Está curiosa? Então não deixe de ler a história da Cris, de 29 anos, mãe do Théo, de um ano e quatro meses

Relato de parto na China

Por Cris Agostini

Meu nome é Cris Agostini, tenho 29 anos e moro em Dongguan, China, há quatro anos.

Sou casada há três anos e sempre me imaginei uma mulher de negócios! Nunca levei jeito com crianças e, na verdade, acho que elas também nunca foram muito com a minha cara. Quando minhas amigas me falavam sobre o tal relógio biológico, eu achava graça. Achava que eu não tivesse nascido com o tal gene pra ser mãe e, pra ser bem sincera, até hoje tenho lá as minhas dúvidas! (risos!)

Só que, chega uma hora na vida que as coisas começam a mudar, começamos a ver o mundo de outra forma e as nossas certezas já não são mais as mesmas ou talvez não são tão fortes. E assim, eu e o meu marido, resolvemos começar a tentar engravidar. Sim, isso aconteceu, apesar de eu achar que nunca o meu relógio biológico iria despertar, e foi  no exato momento que comecei a ficar abobada ao ver crianças na rua, mulheres gravidas, e por aí afora.

E, como quase toda a tentante, pensei que as tentativas seriam longas, porque tomava anticoncepcional há mais de 10 ano (isso foi em junho de 2011), sempre controlei meu calendário menstrual rigorosamente e nunca me atrasei. Comecei a ler as inúmeras informações úteis e inúteis sobre concepção, simpatias, mandingas e o que poderíamos fazer para inclusive escolher o sexo do bebê. Parei com a pílula, e na próxima ovulação a primeira tentativa! Foi engraçado, era um tal de tomar café forte e botar perna para cima que parecia filme de comédia!!! No dia que era para ter descido, nada aconteceu, imaginei que não podia ser nada já que tinha parado com o remédio há tão pouco tempo. Três dias depois, nada de descer, então resolvi comprar um teste de farmácia, que aqui é meio complicado porque dificilmente se acha algum em inglês, mas eu precisava saber! E logo de cara apareceu, aqueles dois risquinhos rosa inconfundíveis!

Não acreditei, pensei que era o lote do teste que devia estar com defeito, fiz outros seis, de marcas diferentes, e todos positivos!

Quase infartei! Não estava pronta! Não sabia se era isso mesmo que eu queria. E agora? Eu moro na China! Longe, muitooooo longe de tudo! Fui ao hospital para fazer um exame de sangue, disse para a enfermeira que falava inglês, que queria confirmar se estava gravida, e a primeira pergunta que ela e a ginecologista me fizeram foi: “Se você estiver, você vai querer ter o bebê?” Sim, aqui o aborto é legalizado, e no hospital onde o Théo nasceu, ao lado da sala de parto ficava a sala de aborto. Triste, muito triste. Mas enfim, disse que sim, é claro, ia ter o bebê! E eis que era mesmo minha vez de ser mãe!

A  minha gravidez não foi das mais fácil, mas também não posso dizer que tenha sido das mais difíceis. Passei muito mal, tive muito enjôo e azia, entretanto, por outro lado, todo resto correu melhor do que o esperado. Sem contar que o acompanhamento foi ótimo e o fato do meu marido falar bem chinês facilitou tudo.

Aqui em Dongguan a comunidade brasileira é muito grande, tenho muitas conhecidas que tiveram bebes aqui, então não foi difícil decidir por fazer o parto aqui mesmo. Até porque, com a quantidade de crianças chinesas que nascem todos os dias, se eles não souberem fazer parto não sei quem sabe!

Queria parto normal, aquático, mas no sétimo mês amarelei. Diziam-me que meu bebê era grande, que a sua cabeça era grande e aí eu fui ficando com medo e acabei optando por marcar uma cesárea. Não me arrependo, fiz o que tinha condições de fazer por ele e por mim, mas ouvi horrores a respeito dessa decisão. Fazer o quê? Foi a minha decisão e as pessoas teriam que entender.

Me internei num sábado, 07 de abril de 2012, fiz todos os exames, e o parto seria no dia seguinte, um domingo de Páscoa, pela manhã. Nossas famílias no Brasil estavam em polvorosa! E o fuso horário atrapalhava um pouco (estamos 11 horas a frente do Brasil).

Alguns amigos vieram no domingo para nos dar um apoio, e eu não podia estar mais nervosa! Nos levaram para a sala de cirurgia às 10h da manhã (nossa médica, Dra. Qin, é um amor mas não fala quase nada de inglês!!!) e, quando conduziram meu marido para uma sala de preparação, e eu entrei em pânico! O anestesista insistia em falar comigo e me fazer perguntas em chinês, que eu não entendia, e eu só pedia pelo meu marido! Dai entendi ele dizer que o Alê só poderia entrar depois de feita a anestesia. Que choque para mim! Dei trabalho, pulei três vezes, tiveram que me segurar, mas no final das contas, não doeu nada!

Quando o Alê entrou, a tranquilidade dele me guiou por todo o processo. Ele assistiu tudo  e eu fiquei esperando a reação dele para saber se o Théo havia chegado enfim. Quando o rosto dele se iluminou, e aquele chorinho tímido interrompeu o silêncio da sala, eu fiquei sem reação, estava grogue e não conseguia ver nada. E nesse momento, o Alê só dizia: “Ele é lindo, ele é lindo!”. E se o anestesista não tivesse pedido o celular dele acho que não teríamos foto!

Quando ele estava limpinho o entregaram no colo do papai que o mostrou pra mim…Ah, sem palavras!

Bom, às 11h, estávamos todos de volta ao quarto (aqui é no próprio quarto que nos recuperamos) e subimos todos juntos: Alê, Théo e eu!

Théo, na piscina do hospital.

Aqui no hospital também são usadas piscinas para a adaptação dos bebês fora do útero, uma graça! Eles colocam uma boia no pescoço do bebê e o deixam nadar por 10 minutos, o Théo só dormia, mas tudo bem! Era bem relaxante para ele! No segundo dia de vida no hospital ele já foi para a tal piscina, e por ter sido tão bacana para ele acabamos colocando o Théo para nadar os outros dias todos de internação.

O período de internação aqui para parto cesárea é de sete dias e eu confesso que foi o melhor para mim. Demorei para levantar da cama e sentia muitas dores, mas por conta desse período longo de recuperação, quando voltei para casa estava praticamente 100%. Minha sogra também veio para nos ajudar nesse começo, e não sei se teria passado por isso tudo sem a ajuda dela!

Tive muito leite, muito mesmo, e o Théo mamava demais. Algumas vezes, o intervalo chegava a ser de 1h / 1h e meia.  Além disso, eu não sabia muito sobre a amamentação e no hospital as enfermeiras também não ensinaram nada. Só chegavam no quarto perguntando se o bebê estava mamando bem e era isso. Então, vocês já imaginam o resultado, né? Depois de um mês, tive rachaduras horríveis, os dois bicos ficaram quase que totalmente abertos ao redor. De tudo, até hoje, essa foi a pior parte, a mais difícil, por que era minha, só minha responsabilidade alimentar meu filho e eu não podia mais.

Aos 45 dias de vida, ele começou a tomar fórmula. E eu me libertei de toda e qualquer culpa quando me disseram que meu papel como mãe era alimentar meu filho, não deixar faltar-lhe  leite, não importando a fonte. E foi o que fiz, mas não sem restar ainda uma pontinha de tristeza quando penso e relembro isso.

Graças a Deus o Théo é uma criança extremamente saudável, forte, esperta, alegre! Sempre sorrindo! Lindo! E eu aprendendo com ele o que é ser mãe, aprendendo a me doar 200%, aprendi a ter uma força inimaginável para garantir que ele esteja sempre bem!

Para mim a experiência de ter meu primeiro filho na China foi sim muito assustadora, mas também gratificante. Fomos muito bem tratados pela equipe médica e de enfermagem, e essa diferença em dias de internação, que no meu caso acabaram sendo seis porquê já estava bem para tirar os pontos, foi essencial. Eu não sei como teria condições de cuidar do pequeno, de mim, da casa saindo logo do hospital, estava muito assustada, com dores, e sem saber direito o que fazer com um bebê recém nascido. Por outro lado, é claro que estar perto da família nessas horas é tudo que se pode querer (acho que todas nós queremos correr para o colo das nossas mães, não é verdade?) e isso não foi possível para mim, mas sei o quanto nossas famílias, apesar da distância, torceram e rezaram para que corresse tudo bem por aqui. E correu!

É o mais puro clichê o que vou dizer agora, mas a Cris mamãe nasceu naquele dia 08 de abril, juntinho com o bebê Théo e isso me faz a mulher mais feliz do mundo!

23 comentários

  1. Anonymous

    Nossa…inacreditável! Deixar de amamentar o bebê pelo despreparo na gestação…afff…o mínimo que poderia ter feito durante os 9 meses era ter lido sobre a amamentação e como prevenir fissuras, já que estava num país onde sabiamente pela dificuldade da língua, não receberia o acompanhamento adequado…trauma mamilar não é e nunca foi motivo para parar a amamentação para sempre; Entendo perfeitamente as pessoas que te criticaram!

    1. Carla Moura

      Ninguém pode criticar uma mãe… pelo amor de Deus… nosso dever como mãe é proteger nosso filho e garantir que eles estejam alimentados… Antes de criticar qualquer mãe de primeira viajem ou não cuide de sua gestação e de seu filho…
      Parabéns Cris, adorei a tua história… Imagino como tenha sido difícil pra ti estar num lugar longe e mesmo assim com todas as dificuldades ser uma mãe de primeira viajem excelente!!! Parabéns, teu garotão é lindo!

    2. Querida anônima, respeito sua opinião e peço que respeite a minha história. A vida é assim, entramos de cabeça nas coisas e esperamos que sejam sempre flores

    3. Espero que Deus possa te dar algumas coisas que nunca me faltaram: Amor, para que eu me doe em toda oportunidade.
      Compaixão, para ser sensível aos meus limites e também os dos outros.
      Humildade, para entender que somos todos iguais e cometemos tantos erros quanto acertos e é assim que se aprende!
      E principalmente respeito: para não magoar, ofender ou desmerecer ninguém por onde quer que você passe!

    4. Anonymous

      Meu nome é Ana Carolina Soares, não tenho conta no google ou coisa assim para não sair como “Anônima´´, mas deixo meu nome claramente pelo que falei acima; esse é um blog aberto e a minha opinião é essa mesma e acredito que deva ser respeitada também, falar de Deus é muito sério, ainda mais qdo supõe erroneamente que não tenho amor, compaixão ou humildade, sou muito grata pelas coisas que tenho e pela minha família, e ao contrário de vc nunca me questionei sobre não estar pronta ou não saber se era isso mesmo que eu queria, vc sabia que há muitasss mulheres, inclusive algumas que participam aqui e que têm dificuldade de engravidar e que certamente nunca se questionarião e com certeza elas de tanto querer se prepararam muito mais que vc?. Acho que vc não se preparou msm, sei que muitas mães precisam complementar com fórmulas ou somente dar fórmula pq o leite secou ou precisam trabalhar, mas elas com certeza tentaram ao máximo, a Shi mesmo daqui até sondinha usou, qtas não gostariam de ter tanto leite qto vc! Respeito que vc seja diferente, apenas não concordo com a interrupção da amamentação neste caso, pq muitas desejariam ter leite em abundância como vc;Desculpe se fui ríspida na mensagem anterior, não gostaria de me indispor…De qlq forma o seu relato é muito interessante e te respeito como mãe e mulher.

      Ana

  2. Mamãe me disse...

    Não posso nem imaginar ter um filho do outro lado do mundo! o meu parto aqui já foi um pesadelo imagina se ainda estivesse lá fora….
    que graça colocarem os bebês na piscininha… uma graça mesmo…
    E não ligue para essas pessoas que te criticam por não ter amamentado…é o melhor para o bebê é…mas cada uma sabe sua história, o que viveu e como são as coisas… a pessoa vir aqui querer dar lição de moral e nem colocar o nome, fala sério!
    parabéns pelo filhote….ele é lindooooo!
    beijos
    Carol

    1. Querida Carol!

      Muito obrigada de coração pelo seu comentário! Realmente me senti muito sozinha, tive muito medo e por mais que tivesse informações suficientes com ele no meu colo muitas vezes me vi sem saber o que fazer! Graças a Deus passamos por isso bem e sei que estou fazendo o MELHOR QUE POSSO sempre pelo meu pequeno! Esse é o segredo!

      Beijos! Cris!

  3. Carol

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  4. Carol

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  5. Carol

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  6. Angélica campos

    Pq as pessoas são tão cruéis?? esse é o relato do momento dela, da história dela. Não há espaço pra críticas. Foi uma experiência. Ela não sabia. Em um próximo parto saberá. O bb dela não morreu pq foi pra fórmula. Odeio esses xiitas críticos da vida dos outros. Antes de sermos mães somos mulheres com defeitos e medos e essa cobrança toda pra sermos super mães e sabermos de tudo é absurda!

    1. Querida Angelica! Muito obrigada pelo carinho! Vc tem toda razão em cada palavra! Assino embaixo!
      Beijos!
      Cris!

  7. Angélica campos

    Pq as pessoas são tão cruéis?? esse é o relato do momento dela, da história dela. Não há espaço pra críticas. Foi uma experiência. Ela não sabia. Em um próximo parto saberá. O bb dela não morreu pq foi pra fórmula. Odeio esses xiitas críticos da vida dos outros. Antes de sermos mães somos mulheres com defeitos e medos e essa cobrança toda pra sermos super mães e sabermos de tudo é absurda!

  8. Lilian Mello

    Que incrível a ideia da piscina! Pela foto ele realmente estava curtindo… fiquei doida para experimentar quando minha Helena chegar :-).

  9. Anonymous

    Amei a história!!! Minha bebê também nasceu dia 08/04.
    Felicidades!!! Bjs Débora Fazzio

  10. Obrigada pelas criticas, apoios e comentários de carinho!
    So gostaria de lembrar-lhes que somos todos seres humanos em aprendizagem constante! E nao se deve julgar ninguém especialmente se não esteve na mesma situação! So eu sei o que sofri e o quanto me culpei. Mas não acho que uma mãe machucada e profundamente deprimida era o melhor que eu podia dar ao meu filho! Ele merece muito mais de mim! E foi o que fiz com o maior amor e carinho do mundo! E hoje a recompensa é uma criança saudável, feliz e muito amada!
    E não me entendam mal, eu sei ler e li tudo o que podia sobre concepção, maternidade e amamentação, mas na prática nem todas as teorias se aplicam! E aprendi com o Théo que todas as formas de amor são benvindas se forem de coração! As mamães radicais lembrem-se que quem nos ensinam mais que qualquer livro somos nós mesmas na pratica! Errando, acertando e vivendo na sua plenitude o papel de ser mãe! E as mamães que estão nascendo com seus bebês espero que meu relato sirva então de alerta! Sim, estar na China especialmente sem a minha mãe foi muito além de difícil, mas hoje vejo tudo isso como SUPERAÇÃO. Somos todos seres humanos gente, não nos esqueçamos disso…
    Muito obrigada!
    Cristiane Franco Agostini – mamãe do Théo com muito orgulho!

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  12. Vanessa Sayão

    Ah Cris, não ligue pra essas criticas… O que me deixa muito triste é que nós mães deveriamos ser uma espécie de “liga”, sempre unidas, mas infelizmente tem sempre essas mães radicais que acham que é o fim do mundo um parto cesareo e o fato de não amamentarmos por qualquer motivo que seja… Eu amamentei o mesmo tempo que você, 45 dias e meu leite secou. Fui tambem muito criticada, mas foi assim e minha bebe hoje tem 10 meses e esta crescendo e se desenvolvendo na mais perfeita conformidade. Adorei teu relato! Parabens pela coragem de ter um bebe em outro pais, afinal a vida precisa seguir idependente de onde moramos! Ah, seu filhote é lindo :D

  13. Anonymous

    Oi Cris,
    lindo o seu depoimento. Na verdade te vejo como guerreira, pq decidiu ter um bebê láááá no outro lado do mundo.
    Tive meu parto cesáreo também e escutei várias piadinhas. Decidi por esse parto uma semana antes de ter meu bebê e várias pessoas(maioria mães) me dizendo que eu queria dar uma de durona dizendo que ia ter normal, mas estava planejando desde o começo ter cesária. Pode isso??? Meu marido a 200km de distância, isso sim foi o meu motivo, ter ele perto de mim nesse momento único.
    Também amamentei até os 2 meses. Tinha pouco leite e meu bebê ficava irritado porque sugava e vinha quase nada. Imagina o que escutei dessas mesmas pessoas? Sou uma santa pelo que aguentei!

    Sua família é linda, parabéns!
    Carol

  14. Carol e Vanessa! Muitíssimo obrigada pelo carinho! Concordo que devíamos nos unir mais assim nossos filhos serão cada vez melhores e nós mães também! Tudo que vem pra somar fortalece!
    Meu marido também mora em outra cidade! Vem pra casa nos finais de semana! Minha sogra ficou pouco mais de um mês conosco, depois disso era só o Théo e eu! E sobrevivemos!!! Nos adaptamos!

  15. AGUEDA PRADA

    Que legal esse relato e a piscina então nem se fala
    mais o melhor é a frase dela falando:a Cris mamãe nasceu naquele dia 08 de abril, juntinho com o bebê Théo e isso me faz a mulher mais feliz do mundo!
    que emocionante
    bjoss

  16. Aline

    Também tive meu príncipe fora do Brasil e longe da família, aqui na França, em julho deste ano. Caso queiras um relato para continuar os relatos de partos pelo mundo, meu contato é abpetry@gmail.com
    Tenho um blog: http://www.vivendonafranca.petry.rs

  17. Tassiana Turkot

    Conheci o Blog agora e estou adorando as matérias, e relato de parto sempre nos trás lembranças, né… Cris, você é uma super guerreira! Eu também sempre tive muito medo de engravidar e rekutei muito, até que meu marido me convenceum não tive muita escolha… Sempre tive muuuiitttoooo medo de tudo, e imagino você do outro lado do mundo sem entender nada do que estavam falando e longe do seu marido, parabéns! Vou te falar, minha experiência com a amamentação também não foi das melhores, achei super dolorido, com 2 meses meu pequeno começou a tomar fórmula e foi a melhor coisa do mundo!!!
    Tudo de bom pra vc e para o Théo!

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