Depoimento – Relato de parto domiciliar

Hoje, na série Partos pelo Mundo, aqui do Macetes de Mãe, trago o relato de um parto domiciliar que aconteceu aqui no Brasil, no Rio de Janeiro. Ele foi escrito pela leitora Keli Wolf. Boa leitura!

Relato de parto domiciliar
Por Keli Wolf

Sempre disse que jamais teria cesárea porque tenho pavor de cirurgia, e muito menos teria um parto domiciliar porque achava que era coisa de maluco.

Na minha primeira consulta com a obstetra, com três semanas de gestação, a primeira coisa que perguntei foi se ela fazia parto normal. Hoje me recordo que ela respondeu que sim, claro, mas desviou o olhar nesse momento. Fez uma cruzinha no canto superior da minha ficha e hoje sei que era para não esquecer que essa paciente ia dar trabalho. Em cada consulta mensal, eu sempre frisava que queria parto normal. E ela sempre dizia rindo: “Vamos ver.  Será parto normal se tudo continuar bem e você não mudar de ideia até lá”.

Minha gestação transcorria muito bem, eu estava ótima, sem enjoos ou qualquer incômodo. Ganho de peso dentro da normalidade, linda e maravilhosa! No sétimo mês aconteceu a primeira desculpa para a médica fazer cesárea: cordão enrolado no pescoço. Na época, ela disse: “Vamos acompanhar, mas se permanecer assim, não poderemos fazer parto normal”.

No oitavo mês, quando fiz o exame da glicose, o resultado deu um pouco alterado. Pronto, ela acabava de achar a segunda desculpa. Pegou o calendário, analisou e disse com toda a firmeza: “Teremos que fazer seu parto dia tal porque esta criança está em meio a muito doce e você está fazendo mal para ela. Ela pode nascer com demência e não é isso que você quer, não é?”. Segundo ela, não havia nenhuma chance de ser parto normal. Pronto, saí de lá com a data marcada para fazer a cesárea. Simples assim.

Eu sabia que estava bem, sentia que minha filha estava ótima, e não aceitei o fato de um simples exame de glicose me impedir de ter parto normal. Pesquisei muito sobre as reais indicações para parto cesárea, tanto que poderia descrever todas as desculpas que os médicos usam para não realizar o parto normal, mas como não é objetivo deste relato, vou me ater à minha história. Conclusão: Percebi que teria que ir em busca de um médico que realizasse parto normal, mesmo que tivesse que pagar, tendo plano de saúde.

Quando você começa a pesquisar sobre partos humanizados, você descobre vários grupos e palestras e as informações vão surgindo. Até que descobri uma lista na internet com vários médicos e parteiras que realizavam parto normal. Me consultei com dois, mas o valor cobrado era absurdamente alto. E minha indignação ia só aumentando.

Neste momento, decidi que não voltaria mais na minha antiga obstetra, que iria esperar a bolsa romper e só assim iria para o hospital e teria minha filha com o médico de plantão (que aliás, em se tratando de parto normal, sabe muito mais que muito obstetra que só realiza cesárea). Mas também, descobri que muitos usam a desculpa de que não está tendo dilatação para também escapar das horas tomadas por um parto normal. Não queria passar por isso, logo nesse momento tão sublime.

Foi aí que percebi que se quisesse realmente ter minha filha de parto normal teria que ser à moda antiga, com uma parteira. Parti para a parte da lista onde continham os nomes das enfermeiras obstetras que realizavam parto no Rio de Janeiro.

Liguei para a primeira e quem atendeu foi a filha dela. Ela estava atendendo uma gestante em trabalho de parto desde a noite anterior. Ok! Depois eu ligo…

Liguei para a segunda e, como ela já tinha três gestantes para o mês de novembro, não poderia me atender porque correria o risco de ter dois bebes nascendo no mesmo dia. Caramba! Então é verdade que elas trabalham mesmo!

Liguei para a terceira e consegui marcar um encontro na minha casa.

Foi numa tarde de domingo, apenas eu, meu marido que me apoia em todas as minhas decisões, uma amiga e a parteira com a qual tive a certeza de que teria o meu filho.  Tenho que deixar claro que antes de pensar numa parteira eu vi milhões de vídeos de parto domiciliar para ter certeza de que queria isso que eu queria. Quando vi que, em vários lugares do mundo, é super normal parir em casa e hospital é para quem está doente, sabia que estava fazendo a escolha certa.

A partir daí, e até o bebe nascer, tive toda a orientação necessária através de consultas semanais na minha residência. Ouvia o coração do bebe e acompanhava o crescimento da barriga. E o cordão umbilical? Não importa, não é empecilho para parto normal. Ela havia feito parto onde o bebe estaria com várias voltas no pescoço. E se o bebe virar na hora? Não importa, ela sabia como revira-lo. E se isso? E se aquilo? Ela tinha resposta para todas as minhas questões e o pior, ou melhor, respostas claras e simples, como deve ser um parto e sempre foi há milênios.

Eu tinha completado 38 semanas exatamente naquele dia, uma quinta feira. Me lembro que passei as últimas horas trabalhando num cálculo (sou contadora), coisa que adoro fazer, mas nesse dia tudo parecia me cansar. Já estava em casa, de “férias”. Quando deu 19 horas, senti uma dorzinha na barriga, mas pensei que fosse do cansaço do dia. Uns quinze minutos depois, mais outra dorzinha. Daí pensei: devem ser as contrações de teste que a parteira me explicou direitinho. Fiquei tranquila e me perguntei: será que é exatamente como as pessoas contam, de tempo em tempo certinho? Fui procurar um relógio para verificar. Não era que estavam espaçadas de 30 em 30? Comecei a rir sozinha, mas não estava acreditando que o dia havia chegado. Me contive e esperei meu marido chegar do trabalho, às 22 horas.

Contei para ele que estava com contrações e não sabia se eram as de verdade. Primeira coisa que ele falou foi: “Liga pra parteira, ora bolas!”. Mas como eu sabia que todo o trabalho de parto duraria horas, e já estava tarde, não queria incomodar (fiquei numa calma que não era a minha). A pedido do meu marido, liguei apenas para informá-la do que estava sentindo. Ela fez algumas perguntas, disse não parecer com contrações de teste e avisou que iria dar um pulinho na minha casa, para me observar. Ainda, pediu para que fosse descansar, mas como sabia que ela estava a caminho, fiquei acordada.

Ela chegou as 01:00 da manhã, escutou o bebe e observou as minhas contrações e as minhas caretas. Avisou que realmente a Júlia estava a caminho e disse que não iria adiantar ficar lá porque iria demorar algumas horinhas mais. Foi pra casa na promessa de que iria retornar as 10:00 da manhã.

Confesso que fiquei preocupada. Como assim, eu em trabalho de parto e sozinha? Mas sabia que iria demorar e de tantos relatos que li, só me lembrei de mulheres que nessa espera foram caminhar na praia, namorar, então resolvi dormir. Não consegui dormir profundamente porque acordava a cada contração, mas pelo menos fiquei deitadinha, imaginando que em poucas horas a minha filha estaria aqui.

Acordei cedinho, tentei manter minha rotina (imagina!) e liguei para a minha amiga que iria acompanhar o parto. Ninguém mais sabia, nem meus pais, porque tenho certeza que chamariam a policia! Até hoje me chamam de maluca.

Quando foi 11 horas, a parteira chegou de mala e cuia, literalmente, com todos os seus aparatos, inclusive uma piscina inflável. Até esse momento, as contrações estavam suportáveis e foi feito o primeiro e único exame de toque. Estava com zero de dilatação. Como assim? Desde as 7 da noite anterior e nada? Ai meu Deus… não estou tendo dilatação! Era só o que eu pensava.

“Calma, você acha que eu cheguei agora por que?”, disse para mim a parteira. “Agora que o show vai começar”, ela complementou. Dito e feito. As contrações começaram a doer com vontade e eu comecei a dilatar. Como as parteiras não fazem o exame de toque toda hora, não sei precisar como foi o andamento da minha dilatação. Apenas acompanhávamos a descida do bebe através da posição do coração do bebe e com isso sabíamos que tudo estava correndo bem. Cada vez que ela escutava o coraçãozinho, ele estava mais pra baixo. Não foi necessário mais nenhum exame de toque.

Almoçamos normalmente, eu comi chocolate, não precisei fazer restrição de nada. Colocamos as músicas que eu havia separado para este momento, tiramos milhares de fotos, e as dores iam aumentando. A cada contração, eu perguntava se iria doer mais do que isso. A parteira apenas ria e dizia que eu já sabia que ia ser assim.

Quando deu 14 horas, enchemos a piscina com água quente e foi quando eu percebi uma ligeira melhora nas contrações, ligeira mesmo. Fiquei na banheira até as 17 horas, urrando de dor a cada contração e morrendo de medo de algum vizinho bater à minha porta, pois moro em apartamento. Mas até aqui as dores estavam “pinto” perto do momento final.

Às 17 horas, não quis mais ficar na banheira e tudo me irritava. Me deu um surto de não quero mais, me leva pro hospital, tá doendo muito! A parteira já havia me informado de que quando a dor estivesse insuportável e eu pedisse para ir ao hospital é porque estaria chegando a hora. Elas chamam de partolândia. Eu olhava para a minha amiga e pedia “Me leva!”. Olhava para o meu marido e pedia “Me leva!”. Todos falavam “Calma, tá quase!”.

Queria deitar na minha cama, mas as dores só aumentavam. Além disso, deitada é pior para a passagem do bebe, mas eu estava fraca de tanta dor, estava no meu limite. Fui tomar banho para ver se a água morninha minimizava, mas nada adiantou. Pedia “Por favor, me leve para um hospital.”. Eu não aguentava mais. E só pensava nos vídeos que assisti onde mulheres estavam rindo, dançando…

Foi aí que pedi para sentar no banquinho próprio para parto de cócoras. Não demorou muito e já dava para ver o cabelinho dela, todo mundo rindo mas eu não acreditava. Achava que estavam me enrolando. A parteira falava: “Põe a mão para você sentir.”. Mas e não queria, estava doendo muito. Acho que foram uns cino minutos nessa agonia até que senti uma contração muito forte e a cabeça da minha filha saiu primeiro. A parteira me avisou que na próxima contração não era para fazer força que o corpinho dela ia ser expulso normalmente. Não escutei nada do que ela disse. Era tanta dor que continuei fazendo força mesmo sem ter contração. Resultado: ela saiu igual um foguete!

Mas era linda! Limpinha, toda perfeitinha e quase não chorou. Foi imediatamente para os meus braços e os braços do pai que estava atrás de mim para me dar apoio. Foi logo procurando o meu seio para sugar e ficamos assim por alguns minutos, até o cordão umbilical parar de pulsar e aí sim ser cortado. Tudo como mandava o figurino. Dessa maneira ela pode ir respirando aos poucos sem susto e sem precisar de aspiração ou outros procedimentos que são realizados no hospital, como colírio ou vitamina K.

Na mesma hora que a minha filha nasceu, toda a dor e fraqueza passaram e nada mais importava. Sentia uma leve ardência mas não sabia o que era. Depois, fui saber que devido a tanta força que fiz, o rasgo no períneo foi grande mas como em parto natural não há o corte antes da hora para facilitar, a cicatrização também é diferente porque a ruptura ocorre na direção das fibras, diferente se fosse um corte onde as fibras são rompidas.

Depois que a parteira me deu os pontos, deitamos na minha cama e ficamos até o dia seguinte. Não preciso nem dizer que eu não dormi nadinha porque ficava a admirando e não acreditando que havia conseguido.

O mais importante de tudo: meu parto durou das 19h de quinta até as 17h30min de sexta. Com esse tempo todo, nunca em um hospital eu conseguiria ter parto normal. Já na madrugada diriam que eu não estaria com dilatação e me levariam para uma cesárea. Então meninas, meu conselho, se o sonho de vocês é ter parto normal, não aceitem qualquer diagnóstico e acreditem na capacidade do seus corpos.

Espero ter ajudado com o meu relato para o parto de vocês.

53 comentários

  1. Leticia Soares

    Mulher guerreira. Infelizmente os medicos de hoje em dia nao sabem mais fazer parto normal e optam pelo o que seja melhor e pratico pra eles e nao para o paciente. Parabens!!!

  2. Medellynn

    Que relato lindo!!
    Estou grávida de 28 semanas e quero muito o parto normal. Mas não tenho condições de bancar um parto domiciliar. Tenho feito meu pré natal pelo Sus e vou ganhar minha filha com o médico que tiver de plantão. Aqui onde moro, quando é pelo sus, eles só marcam cesárea se estiver com 40 semanas completas e nem sinal de que o bebê vai nascer. Espero que minha filha nasça uns dias antes e que eu não precise de cesárea. Por isso, “meu plano” para ganhar normal e não judiarem tanto de mim no hospital é esperar o máximo possível em casa e só então ir para a emergência. Espero que dê certo haha

    1. Carolina Pedri

      ola Medellynn, fiz exatamente como vc planeja fazer, e ao chegar na maternidade disse q nao queria ocitocina, queria q fosse o mais natural possivel até aí me ouviram depois foi como eles quiseram porq com as dores nao conseguia mais atinar pras coisas ao meu redor rsrsrsrs… foi com a medica do plantao, talvez se tivesse chamado meu obstetra teria me livrado da episiotomia, talvez, mas conseguimos q nao aplicassem as gotas nos olhinhos da laila. Da prox vez será mto diferente se Deus quiser. Tdo de bom pra vc, Deus abençoe seu parto.

    2. Medellynn

      Oi Carolina.
      Pois é, estou aflita com esse assunto. Tenho medo de me judiarem e eu sofrer. Mas se Deus quiser dará tudo certo. Quem sabe no segundo filho eu me planejo melhor e consigo fazer o parto em casa. :) Tudo de bom pra vc. Deus te abençoe. E obrigada pelo carinho. :)

  3. Grazy Monteiro

    Amei esse depoimento! Mulher super guerreira!!! Parabéns pelo blog.
    =)

    http://amoramaternidade.blogspot.com.br/

  4. keli wolf

    Esqueci de contar 2 momentos engraçados. Primeiro foi minha irmã que mora no exterior querendo conversar comigo por telefone e eu tendo que explicar que estava em trabalho de parto em casa. Me chamou de louca, iria ligar pra minha mãe, deu trabalho… Depois quando liguei para os meus dizendo que estava em casa com minha filha e eles poderiam me ver, custaram a acreditar e só falavam: para de brincadeira, onde vc está? Demorei 5 minutos para eles acreditarem. Outro momento foi quando eu estava finalizando os pontos e colocaram a primeira roupinha que viram na gaveta. Eu tinha separqdo uma roupa linda e deixei na mala da maternidade. Mesmo sendo parto em casa tudo deve estar pronto para uma eventual partida para o hospital. A roupinha era uma usada, de menino, que herdei da minha irmã.

    1. Shirley Hilgert

      Ri alto lendo o seu comentário Keli. Ainda mais a parte da roupinha. :-) Bjs e obrigada pela participação. Shi

  5. Iris Spitzman

    Determinada, corajosa e bem informada naquilo que voce queria…Do meu ponto de vista , um tanto quanto
    corajosa demais. Mas deu tudo certo.
    Amei seu depoimento. Agradavel, bem escrito, com tiradas bem humoradas.Parabens.

  6. Camila

    Já dizia meu professor, pediatra: “No parto “normal” só o que temos que fazer é não atrapalhar a descida do bebê”. No entanto, não podemos ser imprudentes e infelizmente podem ocorrer complicações graves que, ainda bem, são raras. Essas complicações devem ser tratadas no hospital e alguns minutos podem significar muito para um bebê recém nascido. O final do pré-natal é de igual importância, os exames e acompanhamento médico são indispensáveis. Claro que a mãe precisa se identificar com o profissional que a está atendendo, mas a saúde da mãe e bebê devem ser cuidadosamente avalaidos, sou totalmente contra a falta de acompanhamento médico nessa reta final de gravidez.

    1. keli wolf

      Oi Camila. Obrigada pelo seu comentario. Muito bonito o que o eu professor disse, realmente é só aguardar o bebe fazer o seu papel. Porém não existe médico que saiba esperar. Ele mesmo em seu comentário já deixou escapar que não pode haver imprudencias, ou seja, esperar mais que 2 horas hoje em dia já é ser imprudente. “Podem” ocorrer complicações, podem isso, podem aquilo. As pacientes não percebem mas os médicos manipulam de forma que a decisão final pareça ser da mulher. Que mãe neste momento tão delicado, ouvindo do seu médico que o bebe pode estar em sofrimento, não aceita fazer uma cesárea?
      Sem exceção, com todas as mulheres que já conversei todas disseram que queriam tanto o parto normal mas nao hora o médico disse isso, aqulo…
      Infelizmente a classe médica está totalmente conformada que parto bom é parto rápido, pois tempo é dinheiro não é?
      Pesquisei muito sobre as consequencias de uma cesarea para o bebe, principalmente sobre os componentes de uma anestesia, e consegui fugir deste procedimento que no meu caso era desnecessario. Mas respeito as mães que não veem problema em fazer cesarea, cada um sabe o que é melhor para si.
      E para finalizar, enfermeiras obstetras (parteiras) possuem todo o conhecimento necessareo de uma médica obstetra ou pediatra para realizar o axompanhamento.

    2. Camila

      Ok Keli, respeito a tua opinião embora discorde dela. Talvez discorde pelo fato de ser médica (sou dermatologista) e ter o conhecimento de todas essas complicações que, repito, ainda bem são raras. Concordo que no Brasil se faz muita cesarea ,principalmente na rede privada, venho de uma escola onde se tentáva tudo pelo parto normal (embora muitas mães insistissem para fazer cesarea – essa é a realidade, infelizmente). Acho importante a conscientização para o parto normal.
      Não acho justo tachar todos os profissionais como dinheiristas, embora saiba que muitos são. Em todas as profissões há sempre os mercenários, não é?
      Um abraço.

  7. Evelyn

    Ai que lindo!! Odeio esses médicos que fazem terrorismo pras mulheres fazerem cesária, tinham que ir tudo preso. O número de cesárias no Brasil é absurdo! Com os exames de hoje em dia, uma parteira é mais do que suficiente, quem faz o trabalho duro é a mãe!

    Parabéns pela coragem em seguir sua intuição e pelo sucesso do parto! Que vocês sejam felizes!

  8. Anonymous

    Uma palavra só…..AMEI!!!!!

  9. keli wolf

    Para quem gostou recomendo o livro parto com amor. É lindo!

  10. Leila Nassif

    Adorei seu relato. Parabéns pela determinação de ter seu bebê da maneira que sonhou.

    http://soumaedecinco.blogspot.com/

  11. Le

    Corajosa e determinada. Amei!!!

  12. Tatiana Cali

    Acho que vou ter que quebrar meu comentário em vários pois escrevi demais e não estava conseguindo publicar:
    Shi, eu juro que jurei para mim mesma que não iria comentar, mas confesso que passei uma noite insone com tudo o que li e como vc já bem me conhece estou aqui para dar a minha opinião e me desculpe pois talvez eu não consiga ser tão polida como deveria …
    Primeiramente peço um pouquinho mais de respeito ao generalizar todos os médicos de mercenários … Me sinto ofendida com esta generalização pois embora existam muitos que sim o são não fazem parte da maioria, embora hoje em dia exista uma forte campanha para denegrir a imagem da classe médica. Imaginem vocês leitoras se eu viesse aqui e fizesse o seguinte comentário: “São um bando de histéricas que pensam que podem substituir no mínimo 9 anos de estudo por meia dúzia de textos bonitinhos vindos da internet de sei lá que fonte!” … Doeu?! Pois é assim que vocês andam tratando pessoas como eu ao generalizar! Esta frase eu ouvi de um colega quando mostrei este post e ainda tive que ouvir: “Não sei como vc aguenta ficar lendo tanta baboseira!”. NÃO, EU NÃO CONCORDO COM ELE! Mas coloquei aqui apenas para que vocês entendam o quão nocivo é generalizar uma classe inteira pelas atitudes de alguns. Pois eu seria capaz de citar sem muito esforço aqui pelo menos uns 10 nomes de obstetras no Rio que sejam super favoráveis ao parto normal. Então por favor, pontuem o fato, não generalizem.
    Continua …

  13. Tatiana Cali

    Em segundo, gostaria de dizer que esta enfermeira foi no mínimo irresponsável! Vamos aos fatos: A Keli relata que sua glicemia (açúcar no sangue) estava alta. Pois bem, vc poderia ter descompensado na hora do parto por conta disso, principalmente comendo chocolate, meu Deus!!! Depois, o fato de sua filha ter uma circular de cordão no pescoço realmente não indica cesariana, mas indica sim um controle rigoroso dos batimentos cardíacos do bebê pois não temos como prever qual bebê terá um cordão curto a ponto de enforcá-lo na hora do nascimento ou quem terá um cordão longo em que a circular não interferirá em nada. Eu já fiz parto normal de um bebê com 5 voltas no pescoço e que nasceu muito bem, mas já tive bebê em que a cesariana teve que ser indicada de emergência e que o bebê nasceu molinho com apenas uma circular. Como isso não dá para prever, temos que ter a estrutura necessária para intervenção imediata caso aconteça. Imagine vc, no Rio de Janeiro ou em Saõ Paulo, em trabalho de parto em casa e um problema destes acontece! Com o nosso trânsito caótico, em quanto tempo vc chegaria a Maternidade para um socorro?!
    Garanto como neste momento todas vcs estejam dizendo: Histérica é ela! Que exagero! Pois afirmo que não é exagero não, é apenas cuidado com as duas vidas que temos nas mãos durante a gestação e o parto… Como bem disse a Camila, estas intercorrências, graças a Deus, são raras! Mas pergunte a uma mãe que tenha perdido seu bebê por problemas durante o parto o que ela acha?! Perguntem para uma que tem um filho com Paralisia Cerebral por hipóxia no parto o que ela pensa?! Em um post mais antigo uma mãe fez exatamente este relato, sobre a obsessão pelo parto normal, pois o bebê dela entrou em sofrimento. Eu digo que para estas mães a baixa probabilidade de dar algum problema foi de 100% pois aconteceu com elas.
    Uma colega perdeu uma paciente em uma situação semelhante a esta relatada aqui. Ela já estava com 39 semanas, com inchaço e a pressão 130x90mmHg. A médica conversou com ela que isso já seria um sinal de que sua pressão poderia descompensar no parto pois antes sua pressão não passava de 100x70mmHg e ofereceu a possibilidade da cesariana. A paciente não quis pois afinal, todas as grávidas incham no final e 130x90mmHg ainda não era considerada pressão alta, então isso não seria problema. Mas como neste relato, a paciente não compareceu na semana seguinte para sua consulta. Um mês após a última consulta o marido retorna ao consultório informando que a pressão descompensou com quase 41 semanas, que havia tido um descolamento de placenta, que convulsionou, não resistiu e veio a falecer! Sim! Por conta de achar que a médica só queria ganhar o valor da cesariana, não retornou e pagou com a vida. Estes são apenas alguns exemplos reais do que pode acontecer quando irresponsabilidades como estas acontecem. GRAÇAS A DEUS, ISSO É MUITO RARO !!! MAS ACONTECE !!!
    Continua …

  14. Tatiana Cali

    Apenas mais uma informação: Sabem quanto recebe um obstetra por uma cesariana? E por um parto normal? Acreditem! Os convênios pagam em torno de R$285,00 pelo parto normal e R$252,00 pela cesariana (um pouquinho mais ou menos dependendo do plano, mas nada muito longe disso). Sim! Pagam um valor maior pelo parto normal e esta “fortuna” recebida pelos médicos obstetras incluem a assistência ao parto, a visita no dia seguinte, a visita da alta hospitalar e a revisão do parto. Estão pasmas?! Pois é isso que recebemos por termos duas vidas em nossas mãos!
    Gostaria apenas que vocês pensassem um pouquinho sobre o que relatei aqui.
    Me desculpe Shi, mas estava engasgado há muito tempo isso tudo!
    Fiquem com Deus, beijos. Tati.

  15. keli wolf

    Como relatei, existem médicos que fazem normal e inclusive fui em uma consulta no Rj. Valor cobrado para o parto: 15 mil.
    Em Niterói, um dos últimos que realizavam normal pelo plano de saúde liguei este mês para marcar consulta e a secretária: ginecologia atende pelo plano, obstetricia agora só normal. Se rendeu..
    Finalizando, a questao nao é o valor da cesarea ou normal, mas sim o consultorio de um dia inteiro que será remarcado se a médica passar a fazer normal, ou um feriado interrompido, entre outras coisas. Devo então me retratar, não são todos os obstetras que são mercenários, são todos que indicam cesarea a torto e a direito. Quase todos…

  16. Tatiana Cali

    Apenas um complemento do que comentei … Não acho nada demais que obstetras cobrem a parte, pois a misérias que os planos pagam é uma ofensa a tantos anos de estudo. Concordo que não precisam ser 15mil reais, mas … Apenas mais uma perguntinha para pensar: Quanto vcs gastam por mês no salão? Quanto vc paga por semana para uma manicure que não precisa ter nenhuma instrução? 25, 30, 40, 50? Então porque um médico que estudou pelo menos 9 anos tem que aceitar receber R$38,00 por uma consulta e se fizer outra com prazo menor que 20 dias não receberá por ela? Vc não paga mais do que isso por semana para uma manicure? Acham que estou comparando “alhos com bugalhos”? Então pergunto: Quanto se paga por uma cirurgia plástica, absolutamente estética? Mas na hora de pagar para cuidar da vida e da saúde do bem mais precioso que é um filho acham caro?! Pensem …
    Também por estas que eu não atendo mais em consultório … Ou temos que nos humilhar a ganhar a miséria que os planos pagam ou somos tachados de mercenários … Ao contrário do que muitos pensam, também somos humanos, também precisamos de dinheiro para sobreviver, também temos filhos para criar e isso tudo custa dinheiro … E garanto que não vivo no luxo …
    Bjs, Tati.

    1. Anonymous

      Tome cuidado com a palavra miséria…muitos não recebem a “miséria´´ a que vc se refere e passam até fome, 38 reais pode ser muito para algumas pessoas; cadê sua humildade? Sumiu com os 9 anos de estudo?….Sabe oq eu acho? Os médicos se hipervalorizam, querem um salário maior que as outras profissões, e pq? Vcs são melhores em que? Todos estudam muito e um precisa do outro e sobre a enfermeira…ela me pareceu saber oq estava fazendo e caso não tivesse dado certo ela seria responsável e poderia perder seu coren….acredito que com anos de experiência ela não iria se arriscar assim, não acha?!!!! E acho que realmente a médica da Keli não estava lá muito com vontade de assumir um parto normal e qtos casos vemos na televisão de partos que evoluíram muito mal por negligência médica? Erros acontecem em todos os lugares…..Acima de tudo…aqui é um lugarzinho para contar as experiências próprias e não para julgar….

      Bjs!

      Flávia Sales Moura

  17. Anonymous

    Sim Flávia, acho R$38,00 uma miséria para quem está com a responsabilidade de lidar com vidas. Observe a comparação que fiz e analise. Sei que muitas pessoas passam fome. Eu sei muito bem o quanto dói no estômago a fome, mas claro, para a maioria, médicos são muito ricos e não sabem o que é isso. Não faltei com o respeito em momento algum com nenhuma outra profissão, até porque não citei aqui nenhuma, mas posso fazê-lo agora.
    Acho miséria o que os planos pagam para os dentistas – R$8,00 por uma obturação. O que um fisioterapêuta ganha para tratar de portadores de deficiência por exemplo- R$ 12,00 a R$25,00. O que um fonoaldiólogo ganha – R$28,00.
    É miséria sim, por anos de estudo que todos nós temos !!! É injusto sim !!! Para termos um mínimo de dignidade temos que atender mais do que nossa capacidade ou virar “mercenários” e como não concordo com isso abandonei o consultório.
    Eu queria ver se um problema tivesse ocorrido com o parto acima se todas estariam achando lindo a atitude irresponsável da enfermeira. E não estou falando mal da classe de enfermeiros, pois trabalho com muitos competentes. Estou falando da irresponsabilidade de se conduzir um trabalho de parto em domicílio. Se a Keli tivesse sido assistida por um médico em sua casa seria irresponsabilidade da mesma maneira.
    Este é o meu ponto de vista, não uma verdade absoluta. É o que eu penso. E sim, este é um lugar para debates também, pelo menos foi assim que me foi apresentado.
    Bjs,
    Tatiana Cali.

    1. Anonymous

      Descilpe ter entrado como anônimo, mas não estou em computador confiável para logar.
      Bjs, Tatiana Cali.

  18. Anonymous

    Muita coragem Keli de parir como muito antigamente. Eu jamais teria coragem! Mas eu acho que entendi e concordo com o que a Tatiana disse. Nos dias de hoje, colocar em risco meu bebê por não estar no hospital?! Não, isso eu não concordo! Estou com 5 meses e cheguei em um médico muito bem indicado por duas amigas e ele praticamente só faz parto normal. Foi assim com as minhas duas amigas e torço para que seja comigo também. E ele também não vai me cobrar nada além do meu plano o que achei muito bom pois não teria condição de pagar por fora. Mas agora estou até com pena de saber que ele só vai ganhar isso … É muito pouco mesmo!
    Keli, você poderia nos dizer quanto a sua parteira cobrou para fazer o seu parto em casa?
    Beijinhos,
    Ana.

    1. keli wolf

      Por que diz colocar em risco se o corpo da mulher foi feito para dar a luz? Antes de cogitar esta possibilidade também achava um absurdo parir em casa com tabra evolução nos dias de hoje. Mas qd tive o meu direito negado aí virei bicho. Que bom que vc encontrou um médico que tem outras pacientes para provar que vc não será desrespeitada.
      Não gostaria de mencionar valor do meu parto por aqui pois como compartilhei esse post com a minha parteira, não será nada elegante isso. Mas posso explicar direitinho por email para quem quiser. Bjs

      1. Valesca Pinheiro

        OLá Keli!Tenho pesquisado uma equipe de confiança para realizar o parto humanizado domiciliar em Niteroi/RJ.Poderia me indicar a enf.obstétrica que auxiliou no seu parto e me informar o valor que pagou?
        Segue meu email valescapinheiro@hotmail.com
        Eu agradeço muitíssimo desde já sua atenção.Beijos

    2. Anonymous

      Keli, vc ainda dá ouvidos para isso? Parece que elas não sabem que o corpo da mulher foi feito para parir…deixa as duas médicas se apoiarem e nós um bando de histéricas que pensam que podem substituir no mínimo 9 anos de estudo por meia dúzia de textos bonitinhos vindos da internet de sei lá que fonte conversarem nossos montes de “baboseiras´´ em paz…

      Amei o relato do seu parto, que coragem a sua…acho que meu marido ficaria apreensivo com um parto domiciliar…rsrs…ele é mto medroso, tem medo de ver sangue…kkkk…quem sabe no meu próximo parto eu tenha essa coragem?!

      Bjsss!!!!
      Dri

  19. Camila

    Vejo que não estou sozinha, finalmente opiniões concordantes com a minha!! Precisamos ser mais razoáveis nos nossos comentários, ninguém é “dono da verdade”, mas todos os lados devem ser expostos a fim de que se cometam menos injustiças.

  20. Tatiana Cali

    Obrigada Ana, por conseguir entender o meu ponto de vista … Verdade Camila, muito bom saber que não falamos sozinhas …
    Mas gostei da pergunta da Ana … Quanto será que a enfermeira cobrou para realizar este parto domiciliar ?!
    Bjs, Tati.

  21. keli wolf

    Acredita que não teve uma gota de sangue? Ela nasceu limpinha e permaneceu com a camada de secreção natural até o dia seguinte. Agora não me lembro o porque mas isso protege o bebe. Sem falar na placenta. Aqui no Brasil não tem esse costume, mas comer um pedaço da placenta é ótimo para recuperação do parto. Agora que vão me chamar de maluca kkk

    1. Anonymous

      Ishhh…agora vão falar que a ingesta de placenta é prejudicial à saúde…kkkk….e que vc é canibal…rsrsr

    2. Tatiana Cali

      Não Keli, não vou te chamar de maluca, pois sim a placenta tem muitos hormônios e nutrientes que poderiam ajudar na recuperação do parto, mas realmente este não é nosso costume.
      Em relação aos riscos, fico imaginando que vc não procurou de maneira adequada os riscos que um filho de mãe diabética corre nas primeiras horas após o nascimento. GRAÇAS A DEUS seu bebê não teve estes problemas pois poderia pagar com a vida. Mas não é porque não aconteceu com vc que estas complicações não existam. Na internet está cheia de textos que explicam isso.
      E também em relação a sua outra resposta, eu já imaginava que vc não divulgaria o valor do seu parto, mesmo não tendo sido questionado por uma das médicas em questão… Ficaria estranho vc declarar, né?!
      Pois eu pesquisei na internet (foi esta a fonte que vc escolheu) e verifiquei que das 8 que localizei, 3 nem enfermeiras eram … Eram apenas parteiras, sem qualquer estudo. E as outras cinco cobravam pelo parto em casa valores que variaram de R$ 3,5mil a R$8,5mil. Não sei se dei a sorte de contactar a que realizou seu parto.
      Incrível! Um médico que não aceita menos de R$300,00 é mercenário, mas as “parteiras” também não se submetem … Elas então são o que?! Valorizam seus estudos?! Outra curiosidade é que duas delas tinham filhos mas pariram no hospital e com médicos … Curioso não?! Na hora delas a estrutura da assistência tem que ser preservada … Muito curioso !!!
      Mais uma curiosidade … Perguntei para minha concunhada que teve parto normal por uma médicas destas mercenárias que não se submetem ao plano de saúde, que tem consultório da Barra da Tijuca e fez o parto dela na Perinatal da Barra (maternidade mais cara do Rio). Interessante que ela cobrou R$ 4,5mil pelo parto normal, mas com tudo o que tinha direito, ela e o bebê … Até mais barato que uma destas enfermeiras …
      Outra pergunta: Porque as enfermeiras não realizam seus partos pelo convênio ?! Sim! Elas tem autorização para isso !!! Se elas são tão melhores que os médicos, então por que pelo menos elas não realizam o procedimento em ambiente hospitalar com toda segurança para mãe e bebê. Por que será que não fazem isso ?! Ainda sonho com o dia que o COFEN tomará a mesma decisão do CFM de proibir a realização de partos domiciliares …
      Encerro aqui minha participação para este post! Façam o que o coração de vcs mandarem com seus partos pois é um direito de vocês! Mas se em algum parto ocorrer algum problema (Deus permita que não), vocês lembrarão do que eu disse aqui!
      Fiquem com Deus.
      Tati.

  22. hellen garcia

    Lindo relato! Nao estou entendendo esta revolta toda nestes comentarios… o parto eh uma escolha e cada futura mae faz a sua. No mundo existem diversas opiniões e gracas a deus cada um pode ter a sua.
    Nao sou uma defensora do parto NATURAL, mas assim como a Keli, mais minha medica esta me empurrando para uma cesarea extremamente indesejada simplesmente pq meu bebê está para vir no final de dezembro, o que para mim seria o presente de natal mais lindo do mundo, mas nao para a minha medica.
    Nao acho que os medicos sao mercenarios, mas sim quando a graaaande maioria se habituou com os partos e tudo virou uma rotina. Meu parto, para minha medica, é somente mais um dos varis que ela ja fez, entao pra ela esta pouco ligando pro que eu quero, afinal, quem tem experiencia nisso é ela e pouco importa minha vontade.
    Eu entendo bem o lado da Keli pq os medicos estao nos tirando uma escolha basica entre o parto normal e a cesaria. Hoje o que vemos é uma inversão de tudo o que víamos na infancia: minha mae e minhas tias eram sempre aconselhadas ao parto normal e cesaria SOMENTE em casos de complicação, mas hoje a maioria dos obstetras ja falam na primeira consulta que so fazem cesaria e aqueles q fazem normal raramente o fazem.
    Pensej em pagar um medico para realizar meu parto normal, mas vi relatos de medicos q foram pagos e deram verdadeiras desculpas para realizar uma cesarea.
    Eu nao teria coragem de ter na minha casa, nao achando que poderia ter algum problema com o bebe, mas por me sentir mais segura para parir em um hospital. Se fosse permitido a parteira realizar meu parto no hospital, certamente seria uma opção.
    Infelizmente a opção hoje em dia nos é retirada pelos proprios medicos, nos restando como opção as parteiras ou a loucura de largar o medico no final e tentar um parto com o plantonista. ESTAS, MUITAS VEZES, SAO AS UNICAS ALTERNATIVAS DE QUEM NAO QUER SE RENDER A ROTINA E “BEM ENTENDER” de um medico.
    Torço muito para que os medicos recebam melhor por seu trabalho para q os pacientes parem d sofrer estes reflexos de sua ma remuneração.

    Hellen Garcia – 28 semanas de gestação.

    1. hellen garcia

      Desculpem os erros de digitação, mas estava escrevendo pelo celular rs.

    2. Tatiana Cali

      Oi Hellen, tudo bem ?! Apenas uma dica para que vc tente ter sucesso no seu parto normal … Quando vc atingir 38 semanas, ou seja, seu bebê já estará prontinho para nascer, procure fazer caminhadas em torno de 40 minutos diários. Se conseguir uma hora, maravilha !!! Se vc morar em cidade com praia, aproveite que será verão, coloque filtro solar, chapéu e vá caminhar pela manhã ou no final da tarde na areia próximo a água, pois a areia fofa vai maltratar sua coluna e joelhos e não é isso que queremos. Termine com uma boa água de coco para hidratação que é fundamental!
      A atividade física, a caminhada, ajudam as contrações virem. O maior problema é que a muitas mulheres nesta reta final não aguentam mais tanto esforço ou param quando as dores começam. Isso é um erro, embora compreensível! É neste momento que a caminhada deve ser intensificada para ajudar a liberação de hormônios que irão te levar a um parto normal de sucesso !!!
      Tente esta dica que provavelmente vc terá sucesso !!! Boa sorte no parto !!!
      Bjs, Tati.

      1. Renata Lima Alvim

        Oi Tati… Eu li todos os comentários e vi que o negocio pegou fogo né. kkk… Bom, na verdade eu queria dizer que eu concordo com você, acho que mesmo que devemos ter sempre uma assistência medica na hora do parto pois podem ocorrer muitos coisas que não estão no nosso controle e que não esperávamos por ela. Eu concordo que o parto normal é melhor para mãe e para o bebê pois foi assim que Deus fez. Mas porém, entretanto, todavia, kkk…. Eu tenho muito medo de cirurgia (já precise fazer uma antes da gravidez e dei muito trabalho para todos enfermeiros e médicos) e quando descobri que estava gravida (surpresa total) a primeira coisa que pensei é, como esse bebê vai sair daqui de dentro!? Juro pensei bem assim. Minha mãe não teve dilatação nos 2 partos dela e minha vó perdeu um bebê por complicação em uns dos partos normal, outro normal não flui o e teve que puxar o bebê com aquela colher (desculpe mais não me lembro do nome agora) e outro foi cesária. Eu já não tinha boas historia de parto normal, então eu tive que encarrar o medo e fazer uma cesária (apesar de saber que cada mulher tem uma gestação diferente da outra). O que eu quero dizer com isso tudo. Eu não acho que por a minha filha ter nascido de cesária, terem cortado o cordão umbilical antes que ele parasse de pulsar, por terem colocado colírio nela e mais a injeção de vitamina K e outras intervenções que fossem necessárias, ela seja mais e/ou menos saudável que um bebê que tenha nascido de parto em casa/humanizado/normal. Acredito que há muitos outros fatores que faz com que o bebê tenha uma vida com saúde. Sim saúde é o que verdadeiramente importa. Uma perguntinha para pensar eu também deixo aqui. O que resolve você lutar tanto por um parto mais humanizado e depois lá na frente, você não ter tempo para seu filho, depois lá na frente ele não comer bem, depois lá na frente ele só ficar na frente da tv e não brincar como uma criança a moda antiga. Penso que não só o parto deve ser a moda antiga ( pra quem consegue) e sim toda a educação em si. A começar pelo respeito que as crianças de antigamente (eu) recebiam de seus pais, avós e até dos professores.
        Voltando ao relato do meu parto, rsrs… Eu acredito que não haveria diferença direta na saúde da minha filha se ela nascesse de parto normal ou cesária.
        Outra coisa que vejo que se fala bem poucos em blog como esse é o acompanhamento do bebê por uma pediatra apos o seu nascimento!! Tenho uma conhecida que tem um filho da sua segunda gestação com alguns problemas por consequência de uma icterícia neonatal, por uma falta de um acompanhamento pediátrico após o parto. Fica aqui uma dica para Shirley falar sobre isso!!!
        Vejo que hoje as informações estão totalmente disponíveis e as pessoas as interpretam como desejam e ai vem as discussões e até a falta de respeito com o próximo que não segue a mesmo opinião. Eu li todos os comentários e o que me serviu vai ficar guardado comigo e o que não já passou… beijos a todas!!

  23. Maria Fernanda

    Queria dar os parabéns a Keli por saber ouvir o seu coração e ter o parto que ela tanto queria.

    Sobre os comentários das médicas, acho que só corrobora o meu pensamento de que a formação médica aqui no Brasil é deficitária especialmente em obstetrícia.

    No mundo todo bebês saudáveis nascem em casa, hospital ou casas de parto. E no mundo todo bebês morrem, porque infelizmente nós não temos o poder sobre a vida e a morte.
    Em momento algum ficou determinado que a gestante era diabética, uma leve alteração pontual na glicose não é diagnóstico de diabetes. Seria preciso refazer o exame e investigar antes de diagnosticar qualquer alteração na saúde da paciente.

    A gente vive na cultura do medo e da doença, talvez isso explique a grita toda da classe médica em aceitar o parto domiciliar a despeito do que ocorre em diversos países cujos serviços de saúde são considerados padrão. Além do que preconiza a OMS, lógico.

    Concordo que o que se paga aos médicos seja muito pouco, mas isso não dá a eles o direito de encaminhar as mulheres para uma cirurgia de médio porte sem a devida necessidade, somente por comodismo. Desculpe pela dureza das palavras, mas isso é muito irresponsabilidade.

    Acho justo que as enfermeiras possam acompanhar partos de baixo risco nos hospitais, mas essa não é a realidade no Rio. Elas simplesmente não são autorizadas a entrar nas instituições privadas de saúde para realizar esses procedimentos.

    Nas mulheres elegíveis é seguro parir em casa sim. Complicações podem acontecer e as profissionais verdadeiramente treinadas e com formação competente saberão identificar com antecedência os indícios desses problemas e encaminhar a parturiente para o serviço de saúde mais próximo. Se hospital fosse garantia de saúde, a taxa de mortalidade neonatal no Brasil seria próxima de zero, não?

    Caminhar, tomar chá de canela ou qualquer outro artifício não irão garantir que se entre em trabalho de parto. A maturidade do bebê é que dá o start ao coquetel hormonal que desencadeia o trabalho de parto.
    O melhor mesmo é deixar a natureza agir, se preparando internamente para receber o bebê.

    Que as mulheres possam ser ouvidas e que a experiência do parto seja o começo de uma maternidade amorosa e feliz como todas devem ser.
    Muito bom o debate que aqui se iniciou e viva a pluralidade de pensamentos respeitosos.

    Beijos

  24. Tífani Albuquerque

    Oi Keli, parabéns pelo seu PD!
    Eu quero um PD também, mas não tenho nenhuma indicação de equipe. Você se importaria de me passar esses contatos por email?

    Bjocas

    Força e fé! Não dê ouvidos às críticas, o sistema faz isso com as pessoas. Infelizmente a academia está lotada de gente mal formada.

  25. Ana Helena Freire

    Olá! Parabéns pelo seu lindo parto e obrigada por compartilhar sua experiência! Estou com 30 semanas de gestação. Para fugir da cesária estou fazendo o pre-natal pelo SUS e estou referenciada para uma maternidade pública, onde sei que não serei cortada desnecessariamente. No entanto, percebo que passarei por todos os “procedimentos” de rotina. Estou muito interessada no parto domiciliar e gostaria de saber quem compôs a equipe de seu parto com os respectivos contatos. Você os indica? Abraços, obrigada, parabéns e tudo de bom!

  26. Carolina Duncan

    Gente, adorei o comentário de todas vocês, mas infelizmente pelo q estou vendo o ultimo foi de dezembro de 2013. Espero que a Keli Wolf e as mamães q também tiveram um parto domiciliar possam me ajudar.
    Estou gravide de 22 semanas e tenho pesquisado muito em relação a parto e apesar de ser de família de médicos eu tenho pavor de cirurgia e nem penso em cesárea… meu médico até disse q se dispões a fazer meu parto normal, mas nao duvido nadinha q ele seja do grupo dos q arrumam desculpas para fazer uma cesárea na hora. Eu quero muito um parto domiciliar humaniado, gostaria de saber de quem teve uma indicação de parteira no rio de janeiro pois sou de macaé. Peguei o contato de uma ótima Marilanda, mas a agenda dela esta cheia :(
    Obrigada meninas!!!

  27. Bárbara

    Não tenho a coragem de ter em casa, mas quero normal. Ainda não conversei com a GO sobre isso, estou com 12 semanas, mas já vou preparada para uma possível tentativa de convencimento. Mesmo sendo essa minha vontade, tenho muito medo das dores por 10h 12h 19 horas…..

  28. Tatiana Galvez

    Li os comentários, gostaria de ter respondido um comentário da Keli, mas não sei por que não consegui… vi aqui muita polêmica e discussão, mas sejamos razoáveis. Admiro sua determinação Keli, mas acho que você foi imprudente… Ana Helena, fica com a maternidade pública pois nada como estar em um hospital nesse momento. Tive as duas experiências, minha filha mais velha nasceu de cesária, pois estava sentada e até o fim não virou… minha caçula nasceu de parto normal. Minha médica sempre apoiou e incentivou o parto normal, inclusive orientando para que tivesse sucesso. Não foi ela que realizou meu parto, não estava de plantão na noite que dei entrada no hospital… no meu caso foi mais rápido, senti as dores em casa e só fui ao hospital no último minuto (moro em cidade pequena e não tem tanto transito de madrugada…kkkk) entrei no hospital por volta das 4:00 da madrugada com 9 dedos de dilatação, minha filha nasceu 4:45. Levei pontos, pois como disse o médico que me atendeu “ela fez um pequeno estrago ao sair”… recuperação perfeita. Em nenhum momento na segunda gestação foi falado em cesárea, nem no pré natal, nem no hospital. Mas a diferença é que minha pequena, com poucas horas de vida começou a engasgar… havia engolido água do parto… se eu não estivesse no hospital onde prontamente a socorreram ela haveria morrido!!! Que bom que não houve complicações com a Keli, mas não incentivo ninguém a fazer isso em casa… Será que ela pediu as credenciais da parteira… pelo que li ela foi logo topando… Será que ela estava mesmo preparada para isso??? Cada cabeça sua sentença! Bjs… Apoio total a Dr. Tatiana Cali!!!

  29. Izabela

    Adorei a sua história.
    Já tenho dois filhos e fiz parto normal mas totalmente traumático para mim e estou gravida do meu terceiro, queria mto fazer o parto em casa, se for possível vc me passa o contato da parteira para eu poder conversar com ela e ver as possibilidades dela me acompanhar.
    Mto obrigada

  30. Lica

    Desde o primeiro momento optei pela cesárea, pavor de parto natural. Ainda mais depois da visita a maternidade, mulheres berrando de dor, horas infinitas de espera e sofrimento. Fiz o acompanhamento pelo SUS onde eles incentivam o parto natural, e cesárea só em ultimo caso e é em ultimo caso mesmo ( fiquei internada 4 dias com pielonefrite junto com outras gestantes, e vi um show de horrores, sem assistência nenhuma, só vinham quando estava quase nascendo ali no quarto mesmo … gestante com indicação de cesárea esperando pelo tal parto natural … cesárea era só quando o bebe já tava entrando em sofrimento) Isso serviu só pra reforçar que eu queria mesmo cesárea, não foi marcada, quando a bolsa rompesse o médico realizaria. Não me arrependo, foi super tranquilo, sem dor e com uma ótima recuperação , 2 dias depois parecia que nada tinha acontecido, sem dor, sem desconforto, os pontos mais tranquilo ainda. Vejo esses relatos de parto natural e admiro muito a coragem, não é pra mim.

  31. Daniele

    LIndoooooo!!Parabéns!!Tomara que eu também consiga!

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que gostou Daniele!! Boa sorte, vai conseguir :) Bjss

  32. Silveli

    Oi Keli
    Adorei saber que há a possibilidade de um parto domiciliar no Brasil.
    Ri sozinha da parte em que vc fala que queria ir pro hospital, aconteceu o mesmo comigo…
    Tive meu filho em casa, no exterior, dentro de uma banheira e foi a melhor experiência da minha vida.

    Você pode me passar o contato da sua parteira?
    Estou morando no Espirito Santo, e quero muito me informar sobre parto domiciliar no Brasil… Caso venha o segundo, quero o mesmo tipo de parto! Não tem como ser diferente! :)

  33. Lucilaine mendes

    Olá Keli. Vi o seu relato e achei lindo. Por favor me ajude. Como faço para achar essa parteira? Preciso muito pf. Bjs meu e-mail lu_mendes99@hotmail.com

  34. Priscila Mautoni

    Chorei e muito!!! Estou na peregrinação, ainda não estou grávida pois estou com medo diante do quadro obstétrico do país. Não tenho como pagar uma equipe humanizada,e achei seu depoimento muito sincero. Você se incomodaria de passar para meu email o tel dessa parteira, e se através do email posso tirar outras dúvidas. Me ajude pois estou quase desistindo de ser mãe por medo

  35. Alessandra Paiva

    Olá Keli, meu parabéns..Deus os abençoe! Eu tive 2 cesarias e a nao foram agradáveis sofri bastante :-(
    e estou na 3 gestaçao gostaria muito de tentar um parto domiciliar e queria te pedir se puder por favor me conceder o contato de sua parteira pois moro no Rj e esta dificil econtrar pessoa tao dedicada como ela… ameiii.

  36. Larissa

    Olá Keli amei o seu relato, o sonho da minha vida é ter filhos e em casa. Como faço para encontrar essa parteira ou o contato dela? É um alívio saber que ainda existem profissionais assim, competentes, que aguardam o momento do bebê ! Pode me passar informações a respeito dela ? Um beijo.

  37. Laís

    Olá Keli. Gostaria de fazer meu parto em casa, como o seu, mas está difícil de conseguir informações… A sua parteira é de Niterói? Pode me passar o contato? laisradomski@outlook.com Agradeço desde já. :D

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