Conhecendo o Autismo

carina e lucca

Carina, Lucca e o papai

Mamães, tem um assunto que venho querendo abordar aqui no blog há muuuiiittto tempo, só que nunca me senti confortável para fazê-lo. Primeiro, porque não sou da área médica e não detenho conhecimento teórico sobre o assunto, e depois, porque não tenho nenhum envolvimento prático com ele também. Mas aí, quis o destino que eu recebesse, de uma mamãe leitora do blog, uma colaboração mais do que especial. Ela topou falar sobre a experiência de ter um filho diagnosticado com Autismo e de esclarecer algumas dúvidas bem comuns sobre o assunto.

Assim, o post de hoje é escrito pela Carina, mãe do Lucca e leitora muito querida do Blog que está aqui hoje disposta a ajudar outras mães que possam estar vivendo a mesma situação que ela viveu há algum tempo. Espero que experiência e o conhecimento da Carina sejam úteis (na verdade, tenho certeza que serão!).

Conhecendo o Autismo
Por Carina K. S. Luna

Meu nome é Carina e sou mãe de um lindo garoto, de dois anos e nove meses, o Lucca, que está dentro do Espectro do Autismo.

Mas o que é o Autismo?
O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação e socialização do indivíduo e, por conta disso, leva à presença de comportamentos inadequados – movimentos repetitivos e estereotipados – como, por exemplo, enfileirar e organizar as coisas por tamanho e cor, ficar mexendo as mãos na frente dos olhos, não brincar de forma adequada (em vez de brincar com um carrinho, vira-o de cabeça pra baixo e fica girando as rodas).

Há também um tipo de autismo que é regressivo, ou seja, a criança se desenvolve normalmente até por volta de 1 ano de idade e depois parece que vai perdendo as habilidades adquiridas, deixa de fazer tchau, apontar, falar, passa a se isolar, pode ficar horas sozinha fazendo uma mesma coisa ou olhando para determinado lugar ou objeto.

Mais recentemente, cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger (que é o autismo de alto desempenho, pessoas muito inteligentes) e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Atualmente já há a possibilidade de detectar a síndrome antes dos dois anos de idade em muitos casos. Essa doença não tem cura, mas tem tratamento e quanto mais cedo iniciá-lo, maiores são as chances de melhora.

A cor que representa o autismo é o azul, porque atinge mais meninos que meninas, e é por isso também que no dia mundial da conscientização do autismo, 02 de abril, vários monumentos no mundo todo são iluminados de azul.

Todo autista é igual?
Não. Nenhum autista é igual ao outro, por isso a dificuldade de se estabelecer um tratamento ou medicação padrão e também a cura, o que funciona para um pode não funcionar bem para o outro. O autismo nunca se manifesta da mesma maneira.
Uma das melhores definições que já ouvi foi a seguinte, pense num degradê do branco até o preto. O autismo mais leve é o branco e o mais grave é o preto e nesse intervalo há inúmeros tons (ou graus) de autismo.
Algumas crianças, apesar de autistas, apresentam inteligência e fala intactas, outras apresentam sérios problemas no desenvolvimento da linguagem.

Um dos mitos comuns sobre o autismo é de que pessoas autistas vivem em seu mundo próprio, interagindo com o ambiente que criam. Isto não é verdade. Se, por exemplo, uma criança autista fica isolada em seu canto observando as outras crianças brincarem, não é porque ela necessariamente está desinteressada dessas brincadeiras ou porque vive em seu mundo. Pode ser que essa criança simplesmente tenha dificuldade de iniciar, manter e terminar adequadamente uma conversa.

Outro mito comum é de que quando se fala em uma pessoa autista geralmente se pensa em uma pessoa com deficiência mental ou que sabe poucas palavras .
Problemas na inteligência geral ou no desenvolvimento de linguagem, em alguns casos, pode realmente estar presente, mas nem todos são assim. Às vezes, é difícil definir se uma pessoa tem um déficit intelectual se ela nunca teve oportunidades de interagir com outras pessoas ou com o ambiente. Na verdade, alguns indivíduos com autismo possuem inteligência acima da média.

E como aconteceu com a gente?
Pra mim o Lucca estava se desenvolvendo normalmente, no seu tempo, como costumamos dizer, mas meu marido começou a notar algo diferente. Meu marido é médico, talvez por isso ele conseguiu notar essas diferenças antes que eu e as outras pessoas do nosso convívio, mas eu digo que, independente de ser médico ou não o que fez a diferença foi seu olhar de pai muito atento.

E o que ele notou de diferente?
O Lucca não engatinhou, andou rápido, com um ano e 15 dias, mas não engatinhou. Depois que fez um ano, começou apresentar um paladar bem seletivo e se recusar a comer vários alimentos. Com 1 ano e 4 meses, ele não dava tchau, não apontava o que queria, não falava nada, mal balbuciava alguma coisa e parecia não ouvir quando chamado. Além disso, nos usava como meio para conseguir o que queria, ou seja, em vez de apontar como quase todas as crianças fazem, ele levava nossa mão até o objeto que desejava. E, muito importante, ele fazia pouco contato visual (isso meu marido que diz, porque comigo ele sempre fez. Eu o amamentei por 1 ano e 6 meses e ele sempre olhou nos meus olhos enquanto mamava, talvez por isso eu tenha tido mais dificuldade que ele para enxergar as coisas).

Pois bem, juntando todos esses sintomas, ele chegou ao autismo. Quando ele me disse, eu não queria aceitar, briguei com ele e falei que ele estava louco. Isso porque eu não conhecia o autismo, achava que autista era aquela pessoa que vive em seu mundo e fica se balançando. O bom e velho estereótipo que se faz da doença.
Depois dele se abrir e expor a sua desconfiança, eu passei uma madrugada inteira na internet, e quanto mais eu lia eu reconhecia o Lucca ali. E quanto mais eu lia, mais eu chorava. Foi muito difícil.

A consulta com o neurologista veio um mês depois e ele confirmou a suspeita do meu marido. Só que o diagnóstico não foi fechado até hoje, já que os especialistas só fecham o diagnóstico com 3/4 anos de idade da criança, mas, por garantia, ele indicou que começássemos o tratamento desde já, porque quanto mais cedo estimulamos as crianças que apresentam esse problema, maiores as chances delas se desenvolverem e terem uma vida independente.

E como é o tratamento?
Existem vários tipos de tratamentos, cientificamente comprovados ou não. Vou falar um pouco dos que o Lucca faz.
O Lucca faz terapia comportamental com uma psicóloga especialista em ABA (análise aplicada do comportamento ou applied behavior analysis), faz tratamento fonoaudiológico e também fez terapia ocupacional. O Autista precisa de tratamento multidisciplinar para que possa se desenvolver em todas as áreas que tem alguma dificuldade. Na Terapia Comportamental ABA são trabalhadas as relações sociais, o contato visual e a comunicação. Na Terapia Ocupacional, ele trabalha o equilíbrio, as dificuldades sensoriais, o reconhecimento do seu corpo e espaço. Já no tratamento fonoaudiológico, a linguagem, a fala e a comunicação é que são desenvolvidas. Basicamente é isso.

Fora esses tratamentos que foram adotados com o Lucca, há ainda outros, como o Surise, o Pecs, o Floor Time, a Dieta sem glúten e lactose, a fisioterapia, o uso de vitaminas, enfim… Há muita coisa nova, muitas alternativas de tratamento e você pode conhecer um pouco mais sobre isso nos links que coloquei no fim do texto.

E como está a evolução do Lucca?
O Lucca se desenvolveu maravilhosamente bem com as terapias e hoje podemos dizer que ele não apresenta mais quase nenhum sinal de autismo, ele se insere bem em qualquer ambiente social, começou a falar com 2 anos, não tem dificuldades pra se relacionar com os amiguinhos da escola ou com qualquer pessoa. O que ficou são detalhes, alguns padrões que ele ainda segue como por exemplo enfileirar brinquedos e a seletividade alimentar, que hoje é o nosso maior desafio.
A rotina é intensa, terapias de manhã, escola à tarde e eu ainda não consegui voltar a trabalhar por conta do leva e trás. O tratamento não é barato e é difícil conseguir alguma coisa do governo ou nas ONGs, que já estão lotadas e com fila de espera. Mas o que eu posso dizer é que todo esforço, seja ele físico, metal ou financeiro, vale a pena!

E se acontecer com você?
Não é o fim do mundo! Com a intervenção precoce o prognóstico costuma ser bom. Muito bom. E essas crianças são tão especiais, tão doces, tão carinhosas que pelo menos uma coisa você pode esperar: ela vai fazer de você uma pessoa melhor, uma pessoa mais tolerante, menos preconceituosa.
E o meu conselho é: Desconfiou que tem algo errado? Não espere, tire a pulga atrás da orelha, faça um esforço se necessário mas marque uma consulta com um bom especialista, infelizmente a maioria de nossos pediatras não estão preparados para reconhecer o autismo, leve em um neurologista ou psiquiatra, de preferência infantil.

Quer saber mais?
Indico o livro “Não espere, aja logo!”, de Paiva Junior

Os blogs Lagarta Vira Pupa e Uma Voz para o Autismo

(São todos de pais que estão nessa luta a mais tempo que eu e sabem muito. Muito mesmo!)

48 comentários

  1. luciana

    Bom dia meninas, parabéns pelo post! Na verdade queria perguntar a Carina se o neurologista e os demais profissionais como a fono por exemplo, que ela foi são de São Paulo e se poderia nos passar os contatos, pois é muito difícil encontrar alguém que realize um trabalho confiável ultimamente. Obrigada, bis

    1. Bruno

      Olá Luciana, sou o pai do Lucca, hoje vi sua msg! desculpe;
      Em São Paulo, levamos o Lucca no Dr. José Salomão Schwartzman, apesar de ser muito pragmático, é referência no assunto no país!
      Já as psicólogas, indico 2 grupos em SP. – Núcleo paradigma, e a Gradual; acho que o que tem de melhor em SP, nestes lugares encontrará terapeutas ocupacionais, fono, muitos cursos para pais etc….

      Espero ter ajudado.

      1. Laís

        Boa tarde, meu Davi tem muitas características do espectro Autista, por isso gostaria de saber se vcs possuem alguma indicação de profissionais no Rio de Janeiro! Gostaria de fazer uma avaliação o mais breve possível ! ele tem 1 ano e 10 meses e sei que quanto antes começarmos as terapias, melhor para o desenvolvimento. Obrigada!

        1. Shirley Hilgert

          Laís, infelizmente, não tenho profissionais para indicar no Rio. Converse com o seu pediatra e veja se ele indica alguém. bjs

  2. Aline Soares

    Bom dia! Adorei o texto bem explicativo de fácil entendimento!

  3. Priscila

    Maravilhoso texto… minha filha de dois anos foi encaminhada ao neurologista para confirmar ou não nossa suspeita

  4. Laura França

    A colocação sobre o autismo nesse post foi simplesmente perfeito!Consegui enxergar o meu Matheus em tudo o foi escrito!A nossa luta é grande mas muito gratificante!Os resultados depois de um certo tempo de terapias são maravilhosos!Mas costumo dizer o que a psicóloga do Matheus nos disse um dia,”é um trabalho de formiguinha”,mas que trará uma vida futura a ele o máximo possível da normalidade!Meu filho tem 4 anos e tem autismo leve e é de um carinho tão grande conosco que muitos chegam a se impressionar dizendo q “não parece” ter autismo!Mas é assim mesmo,quanto mais cedo o diagnóstico mais chances de ter uma vida normal!Amamos o nosso filho e como todos os pais só queremos a felicidade do nosso filho e hj sei que ele é feliz sim graças a Deus!!!Bjos e a luta continua com muito amor!!!!

  5. Carina

    Obrigada Shirley pelo espaço! A divulgação é super importante!
    Conhecer para saber como agir!

  6. Graziele

    Olá,
    Meu filho parece que tem autismo, tem vários sintomas dos quais ele fala.
    Estou muito preocupada, pois ele não fala mais, mas gosta de cantar, canta a última palavra da frase.
    Não tenho como “bancar” um tratamento, pois não tenho muitas condições financeiras por enquanto.
    Lutarei por tudo o que for de melhor pelo meu filho!
    Obrigada por compartilhar!
    Beijos

  7. lizandre

    Parabéns Carina! Pela força e dedicação, tenho um sobrinho autista que foi diagnosticado aos 3 anos, faz o tratamento biomédico (dieta SGSC e suplementos vitaminicos) além de várias outras terapias como, aba, fono, etc. Hoje ele está com 7 anos e teve um excelente desenvolvimento, o médico afirma que ele saiu do espectro, pra gente estes títulos não fazem diferença o que importa é que ele não teve nenhum compromentimento social, de comunicação e de aprendizado, é um menino muito feliz e amado! Acredite pois todo esforço vale a pena! Bjs pra vc e pro Lucca

  8. Thais

    Parabéns pelo depoimento e pela procura imediata de tratamento para seu pequeno! Sou terapeuta ocupacional e mãe do Pedro, de 7 meses, e sei e falo sempre da importância de observarmos bem nossos pequenos e procurar ajuda a qualquer sinal. Zelo, nesses casos, nunca é demais, pois a intervenção precoce, seja qual for o caso, vai ajudar a criança a ter um melhor desenvolvimento, e a nós, pais, um melhor conhecimento de nossos filhos. Um grande abraço!

  9. Juliana

    Parabens…adorei a materia, so conseguimos identificar apos 1 ano, em bebes ainda nao e possivel? Fiquem com Deus….

  10. Dalila

    Olá!
    Me identifiquei! Aqui aconteceu mais ou menos assim também! Pedro é um menino doce e adorável! Quando elencamos tudo o que nos levava a suspeitar de autismo decidimos leva-lo ao médico que confirmou nossas suspeita, mas também não fechou o diagnóstico pois na época ele tinha 2 anos e meio. Apesar de apresentar alguns sintomas a médica não indicou nenhum acompanhamento profissional, apenas nos deu algumas orientações de como agir com ele pois a possibilidade de que os sintomas se dissolvessem era muito grande e pediu que retornássemos um ano depois. Estamos retornando para a revisão médica no próximo mês, mas é nítida a evolução dele! O trabalho da escola é fantástico!
    Desejo muito sucesso com o Lucca! É uma experiência “louca” e maravilhosa!!!

  11. Ana Maria

    identifiquei o meu filho em algumas coisas ele tem tacos de autismo,.más graças a Deus ele faz terapias desde os 2 meses e ele esta maravilhoso não podemos nem pensa em desisti essas crianças elas são a luz dos nossos olhos eu melhorei muito depois do nascimento do meu filho eu aprendi a luta pela vida, a amar ,a ser solidaria enfim só tive vitorias com p meu anginho.

    1. mari

      Olá Ana Maria, gostaria de conversar com vc, poderia entrar em contato.

    2. Jai

      Olá Ana Maria, gostaria de conversar com vc, poderia entrar em contato.

  12. Tatiana Cali

    Completamente emocionada… Nossa, que belo depoimento !!! Sim! Vc conseguiu colocar o caso com uma lucidez e brilhantismo inacreditáveis! Parabéns! Este tipo de divulgação certamente ajuda a espantar o preconceito e abrir os olhos de quem tenta tapar o sol com a peneira. Dizer não ao preconceito interno e buscar ajuda rápido são a chave para o sucesso!
    Boa sorte pra vc e pro Lucca!
    Shi, incrível como sempre!
    Bjs, Tati.

    1. rosineide

      Preciso de ajuda com meu filho ele não gosta de comer, entre em contato por favor.

  13. Fran Costa

    Olá Carina, amei a sua matéria!
    Uma dúvida, quanto tempo tinha seu filho quando vc e seu marido perceberam esses “primeiros sinais”?
    Obrigada.

  14. GLAUCIA MOREIRA

    Carina, boa noite@

    Há alguns dias venho lendo e relendo seu depoimento aqui e, ontem 16/05/14 tive a notícia e confirmação que meu filho de 01 ano e 10 meses possui traços do autismo e, fui encaminhada para buscar ajuda para o mesmo com terapias ocupacionais e fonoterapia, porém, gostaria de saber de você o que acha do auxílio de uma psicóloga tb, ou seja, foi essencial para o Lucca este profissional, pq estou querendo buscar para meu Paulo Vitor este proffssional tb apesar de que a psiquiatra infantil achou não necessário neste momento.
    Tb gostaria de saber com qual idade o Luca foi para a escolinha, pq a médica já me pediu para coloca-lo para ontem na escolinha, dizendo que seria essencial para ele, porém, fico com uma dó pq ele ainda não fala e usa fraldas e com este diagnóstico, será que terão paciência com ele por lá…

    Me dá um retorno e me manda seu e-mail pessoal para eu trocar alguma experiência com vc, já que para você deu e esta dando tudo certo no tratamento do Lucca…. Meu e-mail é glauciammsilva@gmail.com

    Grata, fiquem com Deus e boa noite

  15. vilma

    trabalho como auxiliar de apoio a inclusão e o menino com quem eu fico na escola tem transtorno invasivo do desenvolvimento,ele tem 6 ano e usa fralda fico muito querendo ajudar a mãe dele a tirar a fralda.É a primeira escola dele porque segundo a mãe teve medo de coloca-lo mas aqui ele é olhado com carinho por todos nós. nós mães devemos criar nossos filhos para o mundo.

  16. Sônia Maria

    Nossa achei muito interessante esses comentários e me vi em situação muito semelhante, meu filho nasceu prematuro e tem macrocefalia benigna da infância, hoje com 2,3 anos acha o comportamento dele diferente e pediu para a gente acompanhar e levá-lo na fono. Ele fala quase tudo e monta algumas frases pequenas, mas percebo que não socializa bem com outras crianças, apesar de ser muito dado com todo mundo, é muito amável e não estranha ninguém. Ele quase não atende pelo nome, as vezes parece não escutar, também é seletivo para comer, não gosta de experimentar coisas novas, ainda come papinha, apesar de comer biscoitos, bolachas, etc. Não gosta de frutas e nem sucos, só água. Mas é muito amável e inteligente, só as vezes fica irritado e joga tudo longe. Eu também fico muito confusa, as vezes acho ele tão normal, mas as vezes acho ele diferente, meu marido acha que procuro coisas onde não existe. Se alguém tiver mais alguma experiência peço me comunicar.. Abraços

  17. Margareti

    Olá
    gostaria de agradecer ao casal, pois talvez não tenham ideia de como vocês estão ajudando as pessoas
    Que deus vos abençoe e de muito amor e força a família para vencer qualquer dificuldade.

  18. katia dayane

    Meu filho tem2anos e 11e EU reparava que ele fala que todas as cores é azul ,só isso o resto ele faz tudo e socializa com todos e agora a escola mandou um bilhete que haverá uma reuniäo na creche to terapia ocupacional o que devo fazer no momento..adorei seus depimento..boa tarde!!!

  19. Renata

    Parabéns pelo post.
    O impacto é muito grande, mas o segredo é reunir forças, levantar e promover o melhor tratamento para os nossos pequenino!!!
    Parabéns mamãe, pela garra e determinação.

  20. Ivanete

    Boa tarde, sou mãe do Gabriel, de 1 ano e 10 meses.

    Acredito, que meu filho possa ter a síndrome do Autismo, devido a muito dos comportamentos que tenho lido. Esse mês levei-o ao pediatra, e ao neuro-pediatra, que pediram uns exames e sugeriram:

    1) colocá-lo na escola;
    2) acompanhamento de um fono;

    Vocês poderiam me indicar, quais outras terapias posso tentar com o mesmo, para que possa desenvolver-se mais: fala, interação. Se alguém quiser dividir as angústias, alegrias e aflições de mãe comigo.

    1. Richelly

      Boa tarde, sou mãe da Júlia , ela tem 1 ano e 8 mês.

      Levei a Júlia na fono pq ela ainda não fala, e ela me falou que suspeitava dê autismo, na hora fiquei maluca e pensei que a dr era maluca. Mas depois de ter lido vários coisas na internet agora estou muito confusa, pq ela tem algumas características e na família do meu esposo tem dois casos. Marquei uma consulta com uma neuro pediatria segunda . Está entregue nas mães de Deus, se for mesmo turismo vou fazer o possível pra ajudar ela.

      Ivanete, tudo bem? Quais os exames que o neuro pediu?

    2. Tatyana

      Olá, sou mãe de um lindo garotinho que está sendo avaliado também, ele apresenta um comportamento idêntico ao do Lucca e percebi agora com 1 ano e 5 meses, já passou pela psiquiatra infantil e passará com fono, psicologo infantil, neuropediatra essa semana. Se quiser conversar meu e- mail é fhanskovisk@gmail.com :)

  21. thayane

    Oie boa tarde gostaria muito que vc me responde-se tenho um sobrinho com autismo e gostaria de sabe se vc pode da dica de brinquedos que estimula ele ou que ele possa gosta. att Thayane

    1. Carina

      Os brinquedos educativos, aqueles de madeira, como quebra-cabeças, aqueles de encaixe, desenhar, pintar, são ótimos!

  22. JOYCE ISABELLE

    Oi Boa Tarde

    Carina obrigado por ter exposto sua experiencia, estou um pouco assustada, tudo é novidade no caso do meu filho quem percebeu foi a professora, meu marido e eu estamos nos adaptando no momento estamos na fase de exames a neurologista tem suspeitas de TEA, estamos na expectativa dos resultados, mas as fono e as psicoterapias ja vamos começar.

  23. Graziela

    Bom dia
    Amei o seu depoimento vc parece estar contando a minha historia, meu filho tem 2 anos e 2 meses esta fazendo exames que a neuro pediu, mas gostaria de saber como foram os primeiros dias de adaptação do seu filho na creche, quanto tempo ele ficava na adaptação ,enfim td sobre o inicio da creche, se chorava muito, se ele ficava sem vc na sala, se puder me ajudar agradeço
    E outra coisa, vc tem um Facebook ou e email para que eu possa conversar com vcs
    Fico no aguardo obg

  24. Cassia

    Olá!! Foi perfeito essa matéria, parabéns! Sou mãe da Letícia, que vem tendo esses sintomas do Lucca, ela tem 2 anos e 3meses, ja vinha notado a diferença dela, por meu do irmão, que teve mesma idade, e não foi assim, estou muito triste, choro demais, o pai dela acha que ela é uma menina saudável, mais não está normal o seu comportamento, como não dá atenção, quando chamada pelo nome, as vezes ela chora com algum desenho,com 1 ano quando ligava o liquidificador se assustava, como se tivesse medo,não olha nos olhos, só quando pegamos ela é brincamos de uma forma que faça nos olhar, gente, Não sei por onde começar,ja coloquei na escolinha, mais ela não se socializa com as outras cricrianças, e uma menina alegre, esperta, mais sei que a algo de errado com ela, não sei por onde começa,peço ajuda de vcs, pois estou muito triste com tudo que está acontecendo.

  25. Lidia

    Boa noite,
    Tenho um sobrinho com todos os sintomas do autismo, sempre observei e pesquisei, se balançava sozinho desde pequeno, não. Gosta de barulho de outras criancas sorri muito logo passa para o choro desesperador, sempre gostou de girar tampas de panela e se acalma com máquinas de lavar funcionando. É um menino extremamente inteligente desde pequeno pedi para minha irmã buscar ajuda mas ela esbraveja e diz que ele não é doido e deixei de lado, hoje conversando com a mãe de um autista me entristece de pensar no sofrimento dele sem cuidados ou diagnóstico queria ajudar não sei como ele hoje tem 7 anos

    1. Shirley Hilgert

      Lídia, tem alguém q a sua irmã escute e respeite? Quem sabe se essa pessoa conversar com ela. Pois se o seu sobrinho tem autismo mesmo, é importante ele receber algum tipo de acompanhamento para poder desenvolver todo o seu potencial. bjs

  26. Daiane Reges

    Olá carina, lendo seu depoimento meus olhos se encheram de lágrimas.. Pois a cada dia que passa, eu fico mais preocupada. Meu bebê tem 1 ano e 3 meses. E também não dá tchau , não bate palmas, não olha nos olhos, ele balbucia algumas coisas mas não fala nenhuma palavra também não atende pelo nome. Cada vez que coloco as características dele na Internet só vem a palavra autismo! Já levei ele em neuro pediatra e ele me disse que não tem o que fazer ainda. Que temos que observar ele. Estou tão nervosa, cada vez que sento com ele pra brincar eu tento interagir, cantar, chamar a atenção dele para interagir comigo, mas raras vezes tenho sucesso. Por favor responda meu post… Não sei o que fazer. =(

    1. Fabiana

      Olá Daiane, meu filho tem 11 meses e estou notando as mesmas coisas. Estou muito nervosa. Vc conseguiu um diagnóstico? Como seu filho está agora?

  27. Lara

    Boa noite!

    Descobri a ONG através do programa sem censura da Leda Nagli, eu tenho um filho de 4 anos, o Matheus o qual tem um atraso na fala, ele faz Fonoaudiologa desde os 18 meses , até o presente momento não faz relato é agora que tá falando um pouquinho mais, ele atualmente está na neuropediatra, homeopata e Fonoaudiologa.

    Mas até o presente momento ninguém chega a um diagnóstico, gostaria de contar com a ajuda de vocês, para que eu consiga um diagnóstico e conseguir tratá-lo de uma maneira mais adequada.

    Pois acompanho blogs, e acho ele com características d espectrum autismo, DEL ou TDAH.

    Enfim conto com a ajuda de vocês para conseguir um direcionamento

    Desde já agradeço a atenção

    1. Macetes de Mãe

      Olá, Lara!
      Há alguns dias postei um texto sobre TDAH: http://www.macetesdemae.com/2016/04/tdah-entenda-o-problema.html
      Espero que outras mamães que saibam mais sobre o assunto possam te ajudar por aqui :)
      Bjs para você e Matheus!

  28. flavia

    Olá!
    Adorei o texto, esta perfeito! É exatamente o que aconteceu com meu filho Kauan, hoje ele tem 5 anos e faz as terapias ocupacionais e tratamento com a Fonoaudiologa e psicologa a um ano, a melhora em todos os aspectos foram bastante significativas.
    Grande abraço.

  29. Lene

    Boa tarde.
    Tenho uma filha de dois anos, matriculei ela na escola e logo no primeiro mês a diretora da escola junto com a prof me chamou pra conversar sobre o comportamento dela que estava fora do padrão de normalidade com relação as outras crianças, e me orientou buscar ajuda médica para avaliação. A partir deste dia passei a prestar atenção no comportamento dela de forma diferente, pois comecei a perceber que realmente algo está errado ela já não fala mais mamãe, não gosta de comer, não aceita o colo do próprio pai, não atende quando a chamamos pelo nome e acorda muito durante á noite toda como um bebê e muitas das vezes acorda se batendo na cama como se algo estivesse atrapalhando ela a dormir, não aponta nada que quer, brinca muito de rodar tanto sozinha, como em volta de mim, tem um vício de mexer na minha axila, tem uns momentos de agitação e muito choro é capaz de ficar horas na frente do computador vendo desenho ou mexendo no celular estou totalmente perdida, esta semana vou levar ela pela primeira vez no neuro, mas confesso que estou com muito medo do que posso ouvir. Tendo em vista tudo que tenho lido na internet sobre estes comportamentos. Neste momento só peço a Deus que me de forças e muita sabedoria para ajudar minha pequena da melhor forma possível.

    1. Macetes de Mãe

      Olá, Lene!
      A informação é uma das melhores ajudas e o neuro pode te ajudar demais. Tenho certeza que você vai ter forças para ajudar sua filha.
      Vai dar tudo certo :)
      Bjs

  30. carla naiane

    Lendo aqui seu post e incrivel como eu vejo a minha filha. dia 07 de junho tenho uma consulta marcada com a neurologista, tô muito nerosa, chorando não sei se por medo de ter a confirmação .

    1. Macetes de Mãe

      Olá, Carla!
      Imagino sua angústia. Mas fique bem, vocês estão no caminho certo. Com a ajuda de um profissional, muito amor e carinho tudo vai ficar bem.
      Bjs

  31. Elis

    Boa tarde!

    Gostaria de saber quais os resultados observados com a dieta e suplementação.

  32. Milene

    Meu sobrinho tem 1 ano e 1 mês; ele anda; só q não balbucia nada; não da tchau ; não bate palma; não aponta; anda sem parar ; faz arte;não interage com outras crianças; qdo vê nem liga; fica vidrado na tv; não responde quando chamado; parece surdo; tem um olhar vago; pode ser autismo? Favor entrar em contato por email.

    1. Macetes de Mãe

      Olá, Milene!
      Não tenho como te dizer isso, é importante o acompanhamento médico. Mas conheço um blog suuper bacana que fala sobre o assunto, pode te ajudar muito. http://lagartavirapupa.com.br/
      Bjs

  33. Maitê

    Carina Boa tarde! Gostaria muito de conversar com você. Toda a sua declaração é parecida com que eu estou vivendo. Seria possível nós conversarmos? Moro no RJ. Se quiser eu passo o meu email pra você. Obrigada e parabéns!

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