Cuidados para evitar afogamento

dicas para evitar afogamentoQuando pensamos em afogamento de crianças, logo nos vem em mente incidentes envolvendo piscina ou mar. Mas você sabia que grande parte desses acidentes acontecem dentro de casa? Isso mesmo, dentro de casa, e com simples baldes, bacias ou banheiras. Por isso, e também pela proximidade do verão e das férias, resolvi fazer o post de hoje. Nele você encontrará dicas simples, mas muito eficientes, para evitar afogamentos dentro de casa, em piscinas de clubes, prédios ou residências, ou ainda no mar, em lagos, represas e outros ambientes ao ar livre. Fique de olho nessas dicas e não tire o olho dos pequenos se eles estiverem em algum local que represente perigo!

Dicas para evitar afogamento dentro de casa:

  • Esvazie baldes, banheiras e piscinas infantis depois do uso e guarde-os sempre virados para baixo e longe do alcance das crianças. Para uma criança que está começando a andar, três dedos de água representam um grande risco.
  • Baldes e bacias com água devem ser colocados em lugares altos (eu sempre os deixo em cima da máquina de labar ou secar, onde o Léo não alcança).
  • Mantenha sempre a tampa do vaso sanitário fechada, se possível lacrada com algum dispositivo de segurança “à prova de criança” ou mantenha a porta do banheiro trancada
  • Na hora do banho, fique todo o tempo com a criança. 10 segundos distante são suficientes para uma criança ficar submersa, dois minutos são suficiente para que ela, submersa, perca a consciência, e de quatro a seis minutos podem levá-la a sofrer danos permanentes ou até morrer.

Dicas para evitar afogamento em piscinas

  • Em volta da piscina deve ter uma proteção (grade/muro) de, no mínimo, 1,20 metro de altura.
  • A porta ou portão que dá acesso à piscina deve permanecer todo o tempo fechada e não deve ser facilmente aberta por uma criança.
  • Quando não estiver em uso, a piscina tem que ser coberta por uma estrutura de material resistente, que suporte, pelo menos, 120 quilos.
  • O piso em volta da piscina tem que ser anti-derrapante.
  • Piscinas plásticas, quando fora de uso devem ser guardadas sem água.
  • Se a criança tiver menos de quatro anos, tem que ter sempre um adulto perto dela, de preferência dentro da água, ou muito perto, ao alcance dos braços.
  • Dentro da piscina, a criança até quatro anos deve estar sempre usando boia ou colete salva vidas (na verdade, a Sociedade Brasileira de Pediatria indica o uso de coletes salva vidas por serem mais seguros que boias).
  • O maquinário de limpeza da piscina deve estar desligados quando as crianças estiverem na água.
  • Deve-se evitar brinquedos e outros atrativos próximos à piscina.
  • Jamais brinque com a criança de empurrar, dar “caldo” dentro da água ou simular que está se afogando. Elas aprenderão isso e irão imitar, o que acaba tornando-se um risco.

Dicas para evitar afogamento em mar, rios, represas, lagos, etc…

  • Boias e outros equipamentos infláveis passam uma falsa segurança. Eles podem estourar, virar a qualquer momento e ser levados pela correnteza. O ideal é que a criança use sempre um colete salva-vidas quando estiver em rios, represas, mares e lagos e quando estiver praticando esportes aquáticos.
  • No mar, a vala aparenta uma falsa calmaria, mas representa o local de maior correnteza que leva para o alto mar. Ensine a criança a nadar transversalmente à vala até conseguir escapar ou a pedir socorro imediatamente.
  • O rápido socorro é fundamental para o salvamento da criança que se afoga, pois a morte por asfixia pode ocorrer em apenas 5 minutos. Por isso é tão importante que pais, responsáveis, educadores e outras pessoas que cuidam de crianças aprendam técnicas de primeiros socorros.
  • Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número do atendimento de emergência (SAMU: 192 e Corpo de Bombeiros: 193).
  • Jamais deixe uma criança sozinha nesses locais. O perigo é enorme!

Informações importantes:

  • Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos responsáveis. Um mero descuido basta para que um afogamento ocorra.
  • As partes mais pesadas do corpo da criança são a cabeça e os membros superiores, por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar com facilidade.
  • O processo de afogamento é acelerado pela pequena massa corporal da criança.
  • As crianças não têm maturidade, nem experiência para sair de uma situação de emergência.
  • Crianças devem aprender a nadar com instrutores qualificados ou em escolas de natação especializadas. Se os pais ou responsáveis não sabem nadar, vale a pena aprender também.
  • Crianças com menos de quatro anos, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, devem vestir sempre um colete salva vidas de tamanho apropriado. O colete é melhor do que a boia de braços porque esta pode ser facilmente retirada pelas crianças.

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6 comentários

  1. Edna

    Adorei as dicas!

  2. Edna

    vou compartilhar com minhas amigas !

  3. Oi Shirley,
    excelente artigo!
    Só fiquei preocupada com a dica de usar bóias de braço ou coletes nas piscinas…Não sei quem tem razão, mas resolvi te alertar.
    Meu filho faz aula de natação em uma escola que aplica a metodologia Gustavo Borges e, desde a primeira aula eles recomendam não usar nenhum tipo de bóia ou colete salva vidas em crianças quando em piscinas. Motivo: ao utilizar bóias as crianças se sentem seguras por estarem “flutuando” e ainda não tem discernimento para entender que flutuam por causa da bóia, correndo o risco de acharem que flutuarão na piscina mesmo sem elas…
    O idela, segundo eles é a criança entrar somente em piscinas que consigam alcançar o chão com os pés, ou ficar sempre no colo de um adulto.
    Espero ter contribuído…
    Beijos

  4. Paula

    Ótimas dicas! Devemos realmente estar sempre atentos!

  5. Tatiana Cali

    Absolutamente perfeito seu teco e muito interessante o ponto de vista colocado pela Mariana Quental !
    Utilidade pública.

  6. Mayra Barros

    Excelente!

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