Depoimento – dificuldade para amamentar e o apoio de uma especialista em amamentação

foto rubia

Rúbia, 29 anos, mãe de Felipe, seis meses

Hoje, eu trago a história da leitora Rúbia Genaro, uma mãe que me contatou, há alguns meses, pois seu filho tinha muita dificuldade para mamar e ela desconfiava de APLV. Depois de consultar uma especialista em amamentação, ela teve o problema resolvido, descartou suas suspeitas e hoje amamenta seu filho normalmente e com enorme prazer. Conheça essa história e inspire-se.

Dificuldades para amamentar e a experiência com uma especialista em amamentação

Por Rubia Genaro

Quando estava grávida, li e ouvi histórias de mães que ficavam horas e horas tentando acalmar seus filhos devido à temível cólica. Ficava amedrontada só de pensar nesse assunto. Pois bem, Felipe veio, as cólicas não (ufa!), mas a amamentação … ah, essa sim me pegou de jeito!

Aos dois meses e meio ele deu sinal de irritabilidade quando eu tentava amamentá-lo. Algumas vezes tinha que colocar a chupeta pra ele se acalmar para ele pegar o peito novamente. Comentei isso com a pediatra, mas ela não deu muita importância e nem eu, afinal, talvez fossem alguns dias que ele estivesse mais irritado.

Mas, houve um dia ele chorou tanto quando tentei amamentá-lo que me assustei e logo liguei para a pediatra. Ela disse que ele poderia estar com algum desconforto e receitou um remedinho e pediu para eu esperar para dar de mamar. Depois de muito tempo é que ele foi aceitar o peito e eu super preocupada devido ao tempo que ele ficou sem mamar.

Então, a cada dia, a situação foi ficando mais imprevisível. Ele começou a chorar muito, arquear as costas para trás, soltar muitos gases (principalmente quando estava mamando) e o seu intestino estava mais lento. Mas tinha um detalhe que me deixava menos preocupada: mesmo depois de todo esse estresse, quando eu estava tentando amamentá-lo, se o meu marido o pegasse no colo, ele parava de chorar na hora e, às vezes, até sorria. Assim, logo descartamos que pudesse ser algum tipo de dor.

A recomendação da pediatra era amamentá-lo de 3 em 3 horas, segui isso à risca. Mas com todos esses desafios, era tão difícil! Não me sentia confiante de sair de casa, com medo dele ter aquele comportamento estranho em público.

Diante desse “quadro”, fui achando jeitinhos (como uma boa brasileira…risos) para ele se distrair. As mamadas das 6h e das 9h eram normais porque ele ainda estava dormindo e, às vezes, também não tínhamos problema na mamada do meio-dia. Também descobrimos que, quando ele estava sonolento, mamava normalmente e foi essa estratégia que começamos a adotar. Meia hora antes do horário dele mamar eu fazia ele adormecer. Só assim eu conseguia amamentá-lo. Fazia isso em todas as mamadas.

Mas, chegou uma hora que ele não queria mais dormir, principalmente nas mamadas da 21h e da meia noite. O jeito era colocar no carro, dar algumas voltinhas até ele pegar no sono, chegar em casa nas pontas dos pés, amamentar, colocar ele no berço e respirar aliviada por mais uma vez ter conseguido alimentá-lo. Eu e meu marido fizemos isso durante 29 dias! Mas criar forças e fazer disso uma rotina estava me desanimando.

Muitas pessoas, vendo por tudo que eu estava passando, ficavam me culpando, falando que ele havia perdido o interesse de mamar no peito porque dei chupeta e mamadeira, que isso era confusão de bicos, etc…. Então a tristeza começou a bater. Mas pensava: porque isso só com o meu filho? Tantas mães dão chupeta logo na maternidade e mamadeira porque tem que ir trabalhar e os bebês se adaptam. Isso não é normal, alguma coisa está acontecendo…

Nesse meio tempo fui tomando calmante fitoterápico (receitado pela pediatra). Afinal, segundo a “sociedade”, a culpa de não conseguir amamentar é SEMPRE da mãe! Não só a pediatra, como outras pessoas achavam que eu estava muito ansiosa e estava tornando o momento de amamentar estressante. A pediatra me recomendou dar mamadeira na mamada da meia-noite, pois era a mais difícil. Tentei duas vezes e, depois disso, ele também não queria mais pegar nenhuma mamadeira nem chupeta. Para o meu desespero ele não pegava mais nada!

Um dia, meu marido, conversando com uma amiga do trabalho que havia acabado de voltar de licença-maternidade, descobriu que ela também teve muitos problemas referentes à amamentação e nos indicou uma enfermeira obstetra especializada em amamentação.

Fiquei meio receosa, porque fui em pediatras, tentei vários métodos, rezei para Deus todos os dias e nada parecia ter resultado. Mas, como já tinha tentado tanta coisa, não custava nada tentar mais uma vez. Pesquisei sobre a especialista e vi que ela tinha ótimas referências. Liguei para ela, que se prontificou a vir em minha casa no dia seguinte.

Essa mulher foi um anjo! Super calma, passou confiança para mim, me explicou que eu estava fazendo tudo correto. Prestou atenção como o Felipe agia, nos brinquedos, no quartinho dele e me ouviu (e muito! risos). Fez várias perguntas e, lógico, acompanhou o momento mais temível: a hora de amamentar!

Meu marido saiu mais cedo do trabalho para acompanhar. Pegamos o Felipe acordado e confesso que o medo dela não ter explicação ou ele não ter a reação que tinha todos os dias passava a cada minuto pela minha cabeça.

Passado o intervalo que ele tinha que mamar, fui tentar amamentar e ocorreu o que ele fazia todos os dias, arqueava o corpo para trás, chorava muito e se debatia para sair do colo. Meu marido pegou o Felipe no colo e ele abriu um sorriso.

Ela disse:
– Ele não quer mamar.
– Como assim??!! – Eu e meu marido perguntamos indignadíssimos.

Então, ela pediu para esperarmos mais uma hora, porque bebês nessa idade já não necessitam mamar de 3 em 3 horas, pode ser de 4 em 4 horas.

– Impossível!!! – Disse à ela.

Porque eu disse isso com a maior convicção? Simples: porque nas consultas que tive com as pediatras, perguntei se podia passar das 3 horas de intervalo, já que chegaria uma hora em que ele ficaria com fome e iria mamar. As pediatras disseram que isso poderia virar uma bola de neve e estressar mais ele. Segundo elas, cada vez que eu tentava amamentá-lo achavam que eu criava muita expectativa e passava isso pra ele. E cada vez mais que eu tentasse ou deixasse ele sem mamar, ele iria ficar mais irritado e eu não conseguiria amamentá-lo.

Enfim, conversamos mais por uma hora e lá fui eu para poltrona de novo. Fiz questão de tentar o peito esquerdo, pois sempre tive dificuldades para ele pegar esse lado. E tchãrãããã, ele mamou e ficou bonzinho como um anjinho. :)

Explicação da especialista: bebês maiores não necessitam mamar com três horas de intervalo igual recém-nascido, poderiam ser três ou quatro horas de intervalo. Mas me aconselhou a não dar em livre demanda.

No caso do Felipe tinha mais um agravante: ele tinha quase 3 meses, mas com comportamento de um bebê de 5 meses. Ele não se concentrava para mamar. Muitas coisas chamavam atenção dele no quarto – como as pelúcias coloridas, a poltrona, a cor da minha blusa,o meu cabelo, a claridade e, acredite, até as minhas conversas com o meu marido. Ou seja, era muita informação e aí ele se desconcentrava e perdia o interesse por mamar (eu não tinha percebido que, ao conversar, poderia estar atrapalhando-o pois todas as vezes que via mães amamentando, conversar era uma coisa normal).

Devido ao estímulo com os brinquedos e brincadeiras, Felipe estava com uma idade mental avançada e infelizmente não soubemos identificar isso antes. Por isso, foi ótima a opinião de uma pessoa especializada para nos dar a diretriz do que estava acontecendo.

Tiramos tudo do quarto que chamava atenção dele e meu marido teve que deixar de participar desse momento. Ainda, ela recomendou que, quando eu fosse amamentar fora de casa, procurasse um lugar mais calmo, para evitar atrapalhar o Felipe nesse momento.

Outro ponto que eu eu sentia muita insegurança e que a consultora me ajudou era a quantidade de leite produzida. Eu pensava que não tinha leite suficiente, pois, quando tentava tirar com a bombinha, saía apenas 30ml, porque o meu peito parou de vazar na terceira semana após o parto e porque, por mais que eu pulasse as mamadas, não precisava esvaziar as mamas. Mas a especialista em amamentação me explicou que isso não é um problema, mas é algo ótimo, pois meu corpo se ajustou à demanda, produzindo apenas o que o Felipe precisa.

Mesmo sendo mãe de primeira viagem, nunca deixei que opiniões de algumas pessoas influenciassem as minhas. Ouvi por um bom período que eu era inexperiente e tinha que seguir alguns métodos, que sinceramente para mim são “malucos” e que não se encaixavam com nada do que pensava. Sempre fui muito educada e ouvia essas pessoas. Então, percebi que intuição de mãe é melhor do que qualquer tipo de palpite, até mesmo quando ele vem em forma de “conselho”. Cada mãe é de um jeito, cada filho é de um jeito. Cabe a cada mãe saber o que é melhor para ambos. No fundo sempre soube que a culpa não era minha e por isso não suportava todos me dizendo que era culpada porque fiz isso ou deixei de fazer aquilo. Meu marido sempre me deu todo suporte e me dizia para não ouvir ninguém, que estávamos fazendo tudo certo, que poderia ser uma fase do bebê (e não é que ele estava certo?). Ele foi meu porto seguro e fez com que meu mundo não desabasse. Me ajudou em tudo que precisei.

Hoje vejo que sem a ajuda de uma profissional já teria desistido de amamentar, até porque já tinha passado por outras dificuldades desde que o Felipe nasceu. Ou seja, amamentar para mim sempre foi um grande desafio!

Depois de ter passado por tudo isso, descobri que as UBS (Unidade Básica de Saúde) dão apoio à mães que tem dificuldades em amamentar. Tiram dúvidas, ensinam a pega correta, como extrair e armazenar o leite, também dão todo suporte para que a mãe amamente exclusivamente no peito até os 6 meses de idade do bebê. Então, por mais que não tenha condições de pagar uma profissional especializada, vá a uma UBS e terá todo suporte necessário.

Para algumas pessoas amamentar é algo muito fácil, mas para quem tem dificuldades, cada vez que o bebê mama é uma conquista!

Confira, nesse vídeo, 10 dicas para aumentar a produção de leite:

30 comentários

  1. Blog da Marcieli

    Adorei o depoimento da Rubia. Minha neném nem nasceu ainda e eu já ouço cada “conselho”.. coisas absurdas que as pessoas falam sem ter fundamento algum. Os médicos recomendam as mamadas de 3 em 3 horas, mas algo que minha mãe sempre me diz é pra não insistir nisso, que quando o bebê tiver fome ele vai pedir. Ela diz que se o bebê dormir a noite toda, tranquilo, não tem porque acordá-lo para dar o mamá. Ela criou 4 filhas e nunca morremos de fome por causa disso, inclusive somos bem gordinhas e dormíamos a noite toda.

  2. Isabele

    Muito bom! Seus posts sobre amamentacao sao meus preferidos :-) Feliz Natal! xx

  3. Tiara

    Nossaaaaa sua história é idêntica a minha e meu filho tem 5 meses. Dou mama a ele a cada 3 horas, meus seios a muito n vazam, acho q produzo pouco leite, meu filho usa chupeta e mamadeiras e começou a evitar meu peito, a ficar estressado nas mamadas, mama melhor quando dorme e se arqueia p trás p n mamar.
    Você me ajudou muuuuuuuuito!!!
    Estava achando q a culpada era eu.
    Obrigada!

  4. Luana

    Isso mesmo!! Minha filha desde recem nascida só mamou no quarto dela, ela se distraia com qualquer coisa, se meu marido entrasse no quarto no meio da mamada, ela parava na hora, e por isso tive bastante problemas em amamenta-la fora de casa. E sobre o intervalo, as pessoas ficavam horrorizadas porque desde logo ela mamava num intervalo de 3, 4h.. sempre deixei assim, nunca acordei ela, no segundo mes ela ficava 5h sem peito, e com 3 meses dormia 8h seguidas durante a noite. Matemos amamentação exclusiva ate os 6 meses e continuamos ate 1 ano e 2 meses. Como a Rubia cita, o importante é ouvir o seu coração e se necessario procurar ajuda.

    “Se conselho fosse bom, ninguém dava, vendia”..

  5. Tatiana Cali

    Que lindo depoimento !!! Ter uma pessoa especializada em amamentação para orientação eh ótimo !!! Que bom que vc encontrou esta enfermeira… Que bom que vc conseguiu !!!
    Apenas uma orientação. Infelizmente não são todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) que possuem profissional especializado em amamentação. Mas em todos os Estados possuem as Unidades Amigas da Amamentação e os Bancos de Leite. Estes últimos, ao contrário do que muita gente pensa, não servem apenas para as mães que possuem leite em excesso para doar. Eles possuem um belíssimo trabalho educativo e de apoio para as mães com dificuldade de amamentar. O atendimento eh gratuito e de primeiro mundo.
    Aqui no Rio funciona no Instituto Fernandes Figueiras no Flamengo. Para saber onde fica o do seu Município procure na internet a Rede de Bancos de Leite Humano e vc encontrará o local mais próximo da sua residência.
    Boa sorte a todas nesta difícil empreitada e parabéns Rubia pela vitória !!!

  6. Talita

    Interessante como essa questão da amamentação mexe conosco. Também tive problemas na amamentação. Meu organismo produziu bastante leite e meu bebê aprendeu a pega correta desde as primeiras mamadas, mas quando ele tinha 2 meses comecei a sofrer com ductite. O leite endurecia e entupia alguns ductos e por consequência a mama ficava muito engurgitada. Tinha esses entupimentos umas 3 ou 4 vezes ao dia e vocês sabem como é difícil parar e cuidar de si mesma quando se está sozinha e com um bebê novinho. Ele começou a ficar muito agitado ao mamar porque não conseguia desentupir sugando. Também arqueava as costas e ficava super nervoso. Como já era de se esperar ouvi milhares de conselhos e palpites sobre as possíveis causas. Procurei um especialista, mas para a minha infelicidade ele me informou que esse problema acontece com algumas mulheres, mas que não existe nem pesquisas sobre as causas e os tratamentos. O jeito era sempre desentupir. Por fim meu bebê começou a ganhar pouquíssimo peso e tive que entrar com LA. Ele ainda mama, mas quase não produzo leite. Tive muita dificuldade em lidar com o desmame forçado. Espero que com o próximo bebê seja diferente.

    Bjs!

    1. Ana Bonadia

      A minha filha também por volta de três meses começou a se recusar a mamar de 3h em 3h, mas eu insistia afinal a pediatra disse que teria que ser assim, Mas foi a minha mãe que me deu o toque dizendo que ela queria aumentar o tempo para mamar. E quando fiz o intervalo de 4h em 4h a minha bebê voltou a mamar de novo.

  7. Ana Carolina

    Super recomendo às mamães, principalmente de primeira viagem como eu, que recorram às profissionais para que ajudem na amamentação. Quando cheguei em casa após a maternidade sofri do “baby blues”, e achava que estava fazendo tudo errado, que meu bebê iria morrer de fome…e eu só chorava. Daí vinha a culpa de se sentir mal e o medo de secar o leite. Mas a santa visita de uma doula me deixou muito tranquila, tirou minhas dúvidas e, o mais importante, me fez perceber que o nosso instinto materno é mais poderoso que tudo! A gente tem overdose de informação e acaba achando que se tem que ser feito tudo do mesmo jeitinho que lemos na matéria, no livro…mas cada relação é única e ninguém conhece melhor nosso filho do que a gente mesmo!

  8. Livia

    Do início ao fim li este relato e me vi nesta história. Passei exatamente por essa dificuldade com meu filho…chegamos a tratá-lo (no desespero) de refluxo, pois era angustiante vê-lo pulando uma, duas mamadas diretas. Na época, também li tudo o que puderem imaginar… sempre em busca de uma palavra, conselho ou dica diferente daquelas que eu já havia tentado.
    Também enganei ele com bico, fiz ele dormir porque assim ele aceitava mamar e etc. Mas não busquei ajuda com uma pessoa especialista. Escutei várias opiniões, mas graças a Deus me apeguei aquela que me deu forças para seguir adiante lutando tanto para realizar o meu sonho de amamentar. Escutei a minha mãe, que na sua naturalidade, simplicidade e experiência de vida me acalmou e me mostrou que é preciso “escutar”, interpretar e respeitar o tempo do seu filho.
    Foi um período muito dificil – sim, e longo, via meu filho chorando e se debatendo ao mamar, ele chorava de um lado e eu de outro. E como a Rúbia comentou, cada mamada realizada com sucesso era uma vitória. E com o tempo as coisas foram se encaixando, ele passou longe de ter refluxo (se eu fosse escutar pediatra, prima e etc ele teria passado por um “tratamento” completamente desnecessário). Meu filho nunca foi calmo para mamar, sempre agitadinho, se distraindo com qualquer coisa e tal… teve época de mamar 3 minutos e pronto. Demorei, mas aceitei seu jeito e respeitei. Acho que o amor, a paciência e a vontade (essa que vinha da alma), me deram força e sabedoria para passar por tudo e persistir. Hoje meu filhote tem 9 meses e mama 5x/dia, mesmo eu trabalhando fora. Acho que assim, de certa forma, me completo e “busco” um recompensa por um período turbulento quando o que eu mais esperava era viver aquelas cenas de mãe e filho em um momento único de troca e de amor que é a amamentação.

  9. Mamãe Prática

    Ninguém conta pra gente, mas amamentar pode ser muito difícil. Conheço algumas mães que tiraram a amamentação de letra, mas outras (como eu) tiveram bastante dificuldade. O importante é a gente continuar tentando, pedir ajuda, o que for preciso!
    bjs
    Fabi Fontainha
    http://www.mamaepratica.com.br

  10. Evelyn

    Gente, minha raiva de pitaqueiras e médicos só aumenta quando leio esses posts!

    Intuição de mãe é sempre a opinião mais acertada! Que bom que você insistiu e conseguiu alguém pra ajudar e aconselhar corretamente!

  11. Juliana

    Amei o depoimento!!! Temos sempre q procurar um especialista!!! E acreditar no nosso instinto!!!!
    Mto bom!!!

  12. Nayara

    Amei o post da Rubia, meu bebe tem 22 dias, ele não mama regularmente a cada 3 hr, e não o acordo para que ele possa mamar, espero ele ter fome(afinal ele acorda quando isso acontece), e ele esvazia os 2 seios e ainda mama 90 ml de mamadeira.O importante é seguir i ritmo do seu pequeno,e amamentar com tranquilidade,é seu momento e de seu bebe, faça disso seu laço eterno com seu bebe.

  13. Giselle

    Rúbia, passei por um processo parecido. Hoje meu filho tem 3 meses, mas desde das suas primeiras horas de vida, ele não conseguia pegar meu peito. Como ele teve um parto complicado, a pediatra receitou o NAN para que ele possa se alimentar. Mas insistiu comigo, que era para tentar o peito, pois ele precisava do leite materno.
    Tentei de todas as formas que ele mamasse (era meu sonho), mas não consegui. Ele rejeitava a mama. E não era apenas a minha, no pico do meu desespero coloquei ele para mamar nos seios da minha vizinha que também teve bebê, mas ele não pegou.
    Em resumo, acredito que depois do deu depoimento, se eu tivesse tido na época a orientação de alguém com especialidade no assunto, hoje meu filho estaria mamando.
    Mas Graças a Deus, ele é saudável. Mas fica a dor de não ter conseguido amamentar o filho….

  14. elis

    Minha bebe tem 7 semanas e ainda enfrento alguns problemas com a amamentacao, como nao consigo espacar as mamadas sempre acho que meu leite nao eh suficiente e umas tres vezes por dia complemento a mamada com a formula na mamadeira… ela mama a cada duas horas e as vezes eh dificil esperar esse intervalo, com isso meu peito nunca fica cheio e claro, algumas vezes ela nao fica satisfeita, resultado, complementar com a mamadeira… amamentar eh uma bencao mas nao eh facil… ainda sonho em espacar mais as mamadas para oferecer a ela bastante leite…

  15. ana

    Fantastico! Amei “te ler”! Passei pelo mesmo ocorrido! Mesmo sendo uma situaçao horrivel, é bom saber que nao estamos sozinhas e isso acontece nao so comigo, mas com mais gente, e mais: saber que isso passa!
    Vai passar, nao?

  16. Viviane Cardoso

    Oi Shirley…nossa meu filho nasceu dia19/04 estou passando por uma situação na qual as mamas não vazam tb as vezes ele não espaça as mamadas e dificulta encher novamente as mamas acho que não tenho leite suficiente fui a um pediatra que tb disse para complementar com formula…quando li o post vi que a especialista teve uma opinião diferente dizendo que o organismo que se adaptou….puxa são tantas dificuldades neste momento, sera que a Rubia poderia enviar o contato da especialista por e mail? Pq ela não recomendou a livre demanda? obrigada pela ajuda….

  17. Fernanda

    Rubia!!! Por favor, vc poderia me passar o contato dessa especialista!?! Estou precisando de mta ajuda!!! Bjsss

  18. Fernanda

    Gostaria muuuuuito do contato dessa especialista, vc poderia me passar?
    Fico mto feliz que tudo tenha dado certo com vcs!!!
    Bjs :))

  19. Fernanda

    Muito obrigada por compartilhar! A gente como mãe carrega nas costas a culpa do mundo! Você poderia me passar o contato dessa enfermeira especialista em aleitamento? Minha bebê está ganhando pouco peso e eu acho que ela está mamando errado, mas a pediatra já quis entrar com complemento. Gostaria de investigar melhor antes de partir pro LA… me dói o coração!

    Beijos!

  20. Rosemeire

    Nossa… muito bom este post… meu bebê de 22 dias e estou enfrentando problemas na mamada. Já chorei muito com algumas coisa que ouvi, e foi importante para mim ler este depoimento para entender várias coisas que estão ocorrendo comigo e com meu bebê. Muito obrigada

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que o texto te ajudou Rosemeire!
      Fico muito feliz :) Bjss

  21. Rita

    Parabéns pelo relato. Desde que engravidei ficou muito claro para mim que amamentaria, mas durante os 07 dias de internação ( aqui na Suiça parto normal vc ficar 05 dias internada e parto cessaria 07 dias) pos nascimento, so me mostrou que seria um processo muito difícil, tive treinamento com a parteira para aprender a amamentar, mas o leite empedrou, foram varias sessões de massagem, conversas, ate que recebi no 5 dia a visita de uma Stillberatung (especialista em amamentação ) aqui na Suiça junto com a Hebamme (parteira) e a mutterberatung (orientadora de mães), sao profissionais importantes para uma futura mae . Ela me orientou e me acompanhou ate o 2 mes do meu bebê, e entres tentativas e tentativas, optei pela amamentação mista. A minha produção de leite nao era suficiente devido a depressão pos parto que tive e o meu filho precisava ganhar peso. Confesso que foi ótimo ter a orientação da Stillberatung e a amamentação mista foi a decisão mais que acertada.

    Rita
    http://www.mamisabroad.com

  22. mariely

    Nossa também passei por isso, minha filha está com 4 meses e desde Rn tive dificuldades em amamentar, por ter feito plástica nos seios tive leite em um só peito.
    Mas depois de ler um post da Shirley percebi q minha filha na época com 3 meses, tinha problema de refluxo oculto e começamos o tratamento, mas não melhorava ai insisti com o.pediatra q tinha algo errado e fizemos o teste da APLV e deu positivo. Estamos na fórmula de soja. Está melhorando, mas sofri muito, nesse intervalo de tempo o pouco de leite q eu tinha secou, e isso me deixou bem angustiada.
    Mas me contento em vê-la bem só que continua mamando pouco o que as vezes me preocupa, mais vai ver é o ritmo dela.

  23. carolina

    Poderia me passar o nome e cttato da especialista…..estou na mesma situação e pra completar tive que iniciar uma fórmula pra complementar pois ela ganhou pouco peso no primeiro mês. Obrigada!

    1. Shirley Hilgert

      Carolina, infelizmente, não tenho o contato dela. Abs.

  24. Eduarda

    Gente, qual o contato desse anjo?? Gostaria muito sa ajuda dela.
    Obrigada!!

    1. Shirley Hilgert

      Eduarda, não tenho o contato dessa consultora, mas há diversas que prestam esse tipo de serviços. Depende da cidade que você está. Beijos.

  25. Andressa Machado

    Me identifiquei muito com esse depoimento. A amamentação pra mim também é um desafio e cada dia é uma conquista. Realmente a mãe sempre se sente a culpada da história. E as pessoas ao redor colaboram muito pra isso. São muitos palpiteiros de plantão..rsrs Obrigada por esse post. Beijos.

  26. Lais Regina

    Nossa, me descreveu nesse texto. A minha pequena tem exatamente esse comportamento! Tenho consiga com uma enfermeira daqui dois dias na maternidade que dei a luz, mas esse texto me tranquilizou! Obrigada!

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