10 dicas para se comunicar com crianças

comunicação pais e filhosDepois que nossos filhos deixam de ser bebês e começam a se tornar crianças, o que costuma acontecer por volta de um ano e pouquinho, a nossa comunicação com eles também passa a ser mais complexa.

Sim, porque se no início basicamente ela era de mão única, com a gente cantando, contando histórias e brincando, com o tempo ela se torna mais argumentativa e bem, bem mais difícil.

Parece que a gente fala e eles não escutam. A gente repete e eles fazem o contrário. A gente tenta de novo e eles dão risada da nossa cara. E aí a gente pensa: “Ó ceus! O que eu fiz para merecer isso?”.

Bom, e na minha casa, é claro que também é assim. O Léo está com quase um ano e nove meses e fazer ele me ouvir e responder positivamente a um pedido é sempre um desafio. Por isso, tenho feito alguns testes e percebido que algumas coisas funcionam melhores que outras e resolvi trazer hoje alguns dos meus aprendizados aqui para vocês (coisas que li a respeito e outras que foi na prática mesmo que descobri).

Óbvio que ele não me obedecer 100% das vezes (longe, BEEEEMMMM longe disso!), mas pelo menos as coisas não acabam em guerra, comigo gritando e com ele chorando (ou rindo da minha cara). Espero que gostem das dicas e não deixem de compartilharem as suas nos comentários. Todas nós, mamães, agradecemos!

Desça à altura das crianças: quando for falar com uma criança algo sério, que você realmente quer que ela escute, desça à sua altura. Estar face a face ajuda em qualquer tipo de comunicação, inclusive adulto – criança.

Fale olhando nos olhos: eu criei o hábito de, quando quero falar algo bem importante para o Léo, pedir para ele olhar dentro dos meus olhos. E não é que ele olha e presta atenção? O contato olho no olho acaba sempre ajudando bastante.

Toque: o contato físico também ajuda na hora de se comunicar. Assim, uma dica é segurar nas duas mãos das crianças enquanto olha nos olhos e fala. Já experimentaram? Eu tentei e achei super positivo.

Não grite: não adianta, se gritar, você já sai em desvantagem. Li em várias locais que toda vez que nós perdemos o controle a criança sente que ela está no controle e aí querida amiga, ferrou. Por isso, mesmo que você esteja fora do seu prumo, irritada até o último fio de cabelo, controle-se e não saia encarnando a sandra-rosa-madalena.

Escolha o tom de voz certo: bom, não é porque você não pode gritar que você também vai falar como se estivesse pedindo perdão por existir. Se o assunto é sério ou se você está dando um sermão, use um tom de voz firme. A criança tem que perceber, também pelo tom da sua voz, que você não está brincando.

Explique: não adianta você só dizer “Não faça isso” ou “Você tem que fazer aquilo”. Você deve mesmo é explicar porque ele deve ou não pode fazer algo. A gente tende a achar que eles não entendem as coisas, mas quem não entende nada somos nós. Eles entendem tudo. Bem certinho. Só não querem fazer como a gente quer.

Use palavras e expressões simples: quando você for explicar alguma coisa para uma criança, use palavras que ela possa entender. Palavras que vocês costumam usar no dia a dia e com as quais ela já teve contato. Se não, com certeza, a comunicação sairá prejudicada.

Dê o exemplo: você está pedindo para seu filho guardar os brinquedos dentro da caixa. Então, por que você mesma não pegar um e guarda, não dá o exemplo? Se você mostrar o que tem que ser feito, ajuda muito. Como diz o velho ditado: Uma ação vale mais que mil palavras!

Escolha a hora certa: se você tem um assunto sério para tratar com o seu filho não adianta escolher fazer isso num momento que ele está concentrado em outra coisa ou irritadíssimo porque foi contrariado. Escolha uma hora que ele esteja disponível e tranquilo. Mas, não esqueça, também não dá para tentar resolver a situação horas ou dias depois. Quanto antes fizer, melhor, mas é importante perceber se a criança está pronta para ouvir.

Dialogue. Não discurse: você fala, fala, fala, fala, fala, mas a criança não entende nada, não obedece. Já pensou em conversar com ela? Falar as coisas que tem que ser ditas mas também fazer perguntas, ouvir o que ela tem a dizer? Mesmo que ela não saiba responder adequadamente (ou a resposta for sempre “não”, como no caso do Léo, que até quando é sim ele fala não), é importante incluir a criança na conversa e não fazer dela um mero ouvinte.

Uma observação final: é claro que essa teoria toda é muito linda mas, na prática, não é bem assim que funciona. Nem precisa me dizer isso! Eu sei! É claro que tem aqueles dias que nem com reza braba a gente está com paciência de fazer isso tudo certinho e aí vamos levando como dá. Sei porque vivo isso. Mas acho importante dizer que, todas as vezes que tirei um tempo para me comunicar de igual para igual com o Léo (descendo à sua altura, olhando no olho, explicando os motivos, dando exemplos, etc…) o resultado foi muito, muito melhor.

 

21 comentários

  1. Alessandra Garcia

    Minha única dificuldade com a Laura (1 ano e 4 meses).. é fazer com que ela não mexa na tomada… meu Deus… que dificil de entender né… já coloquei protetor em tudo.. mas tem uma tomada que usamos para carregar celular que fica no meu quarto.. que tem imã… ela sempre está lá… querendo saber do que se trata.. ou pior.. tentando enfiar qualquer coisa dentro… Já falei olho no olho, já falei em tom mais ríspido… nada adianta… Ela entende que não pode… Quando olho no olho.. e falo em tom forte… os olhinhos dela até mudam de expressão.. mas dá 5 minutos e ela está lá de novo… kk

    1. Thaise

      Alessandra a minha filha tbm tinha interesse por tomada com 1 ano e 4 meses… por enquanto é novidade, daqui um pouco não terá mais graça e ela vai achar outro “atrativo” perigoso… precaução e paciência! A minha agora está com 1 ano e 7 meses não dá mais bola paras as tomadas, mas os botões do fogão e escalar em tudo agora é o foco!… ou seja os riscos só aumentam e o céu é o limite! Boa sorte para nós!

    2. Tatiana Galvez

      Muitas vezes o segredo é tirar o “foco” da tomada. Ao invés de ficar dizendo para não mexer e ficar explicando muito (já que não deu muito resultado) quando ela tiver mexendo em algo que não possa, chama a atenção dela para outra coisa…tipo “Laura vem ajudar a mamãe na sala” e dá algo para ela fazer… a minha gosta muito de potes, então logo distraio ela com potes e colherinhas e chamo para dar comida para as bonecas. Ela esquece o que estava fazendo e vem brincar. Se distrair ela na hora que ela vai mexer com algo mais interessante, logo ela perderá o interesse na tomada.

  2. Carla

    Adorei as dicas! (como sempre, aliás…gosto bastante dos seus textos). Vou tentar colocar em prática! bj

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada Carla :) Beijos

  3. Como psicóloga infantil assino embaixo desse post! E também da observação de que, apesar de termos esses “passos” para uma melhor comunicação, o dia-a-dia é mais difícil do que um caderninho de regras.
    Adorei Shirley!
    Bjs
    Maria Cecília

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada, que bom que gostou Maria Cecília :) Beijos

  4. Kátia

    Adorei Shirley !!! Maria Clara está com 1 ano e 2 meses e estou começando a ter que colocar em prática toda essa comunicação, a época do gu gu dá dá, já era, rs, obrigada pelas dicas !!! Beijos

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada, que bom que gostou Kátia! :) Beijos

  5. Muito bom, Shirley!
    Bjs, Cris

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada Cris :) Beijos

  6. Priscila

    Muito bom!!! Passa tão rápido que é bom eu já ir me preparando para quando meu filhote chegar nessa fase!
    Obrigada!!!

  7. Carla

    Adorei as dicas. Estou lendo um livro muito legal que tem dicas simples mas que fazem a diferença como por exemplo focar nas coisas boas que a criança fez o que diminui as coisas que não gostamos. O livro chama A Criança mais feliz do pedaço do pediatra americano Harvey Karp.

  8. Elaine

    Tenho um casal de gêmeos e faço isso sempre, o menino entende, obedece quase 100% mas a menina não está nen ai para o que eu digo ela sempre ri de tudo!!!! Eles estão com 1 ano e 5 meses agora estou colocando de castigo quando o assunto é serio mas está na mesma, o menino entende e a menina não quer nen saber!!!

  9. Elisangela Guerra

    Nossa excelentes dicas, estava perdendo um pouco o rumo, agora vou colocar essas dicas em pratica. Mto obrigada.

  10. Gisely

    Minha filha está com 1 ano e 4 meses e desde bebezinha eu usava estas dicas com ela, sempre conversei muito com e expliquei os motivos dos “nâos”, o que me ajuda muito hoje. Fica a dica!

  11. Gisely

    Minha filha está com 1 ano e 4 meses e desde bebezinha converso muito com ela e explico o pôrque dos “nâos”, o que me ajuda muito hoje. Realmente estas dicas funcionam!

  12. Gabriele

    Adorei as dicas… já estou me informando para quando o meu nascer e chegar nessa fase, porque passa tão rápido que quando a gente percebe eles já estão grandes.
    Bjs

  13. Maria Daniela

    Como disse em outro post, meu filho tem 9 meses, mas já tenta andar segurando nos móveis… Adooooora mexer nos fios dos eletrodomésticos e eletrônicos em geral affff. Eu sempre tento explicar pq apesar de muita gente dizer que ele não entende, eu sei que ele entende perfeitamente! As dicas são excelentes, algumas eu já ponho em prática, as outras só qndo ele estiver maiorzinho surgirão efeito!

    Beijo

  14. Taís

    Aí Shirley, como essa fase é difícil guria.
    Meu filho tb tem um 1 ano e 9 meses e tem mania desde sempre de ficar jogando as coisas.
    Já fiz de tudo para ele parar e nada. Sempre me abaixo na altura, converso, explico, meu marido já colocou de castigo e… Nada. Ontem passei o dia conversando com ele e explicando que isso é feio que não pode fazer, bom… Perdi as contas de qtas vezes diz isso só ontem. Até que ele jogou uma bola na televisão e eu sei um tapa na mão dele. Ele ficou tão assustado e eu tb, pq nunca tinha feito isso. Ele chorou tanto e eu consequentemente tb. Me senti a pior pessoa do mundo. Não sei mais oq fazer e não consigo saber onde estou errando. Mas, jamais vou desistir do meu filho!

  15. Railana

    Gostei das dicas! Vou por em prática. Tenho 2 filhos Benício de 1ano e 2 meses e Analu de 2 meses… 2 de fases diferentes mas que requer muita atenção. Benício ta na fase de jogar tudo no lixo, bagunçar os armários e mexer no vaso sanitário. Já disse NÃO de todas as formas pra ele mas não adianta ele só rir da minha cara… Um dia dei 3 tapinhas com gosto na Palma da mão achando que ele ficaria com medo e não voltaria a mexer nas coisas. Foi aí que eu me enganei! 😭 Ele jogava todos os talheres no lixo e depois ele mesmo batia na mãozinha rsrs. Preciso me preparar psicologicamente e fisicamente porque daqui há alguns meses serão DOIS rindo da minha cara. 😩😩😩

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