Como é duro ser mãe

como é duro ser mãeOntem, me deparei com uma cena que me fez pensar: como é duro ser mãe. Não que eu nunca tenha pensado nisso (ah se penso!), mas hoje eu vi essa frase com outros olhos, com os olhos de uma mãe que vive uma realidade diferente da minha. Vamos aos fatos.

De manhã, como de costume, fui levar o Léo na escola. Assim que eu cheguei e que estava tirando-o do carrinho, para entregar para a assistente da turma, entrou uma outra mãe, com duas crianças, duas menininhas gêmeas. Sabia que elas eram da turma do Léo, pois já as tinha visto por lá, brincando com ele.A mãe deixou que uma das gêmeas corresse para encontrar os amiguinhos e seguiu com a outra no colo, que chorava desconsoladamente.

A professora se aproximou e eu, que estava do ladinho, não pude evitar de ouvir parte do que elas falavam. Escutei a mãe dizendo: “Tive que trocá-la no carro, antes de chegar aqui.” e a professora, muito sem jeito e cheia de tato, respondendo “Mas ela não poderá ficar aqui hoje”. Na hora, eu entendi do que se tratava. Uma das gêmeas, a que chorava no colo, estava doentinha e a professora dava a difícil notícias de que, pelas regras da escola, quando a criança tem alguma doença que pode passar para outras crianças não pode ficar lá (a gente já sabe disso quando matricula a criança).

Nesse exato momento, confesso que fiz uma coisa feia. Muito feia. Me enrolei por lá para ver onde daria aquela história. E o que houve foi mais ou menos o seguinte:

A mãe, que ouviu a professora dizendo “Mas ela não poderá ficar aqui hoje” falou:

– Mas eu não tenho como levá-la. Minha empregada está com conjuntivite e eu preciso trabalhar.

E a professora, mais sem jeito do que estava no início da conversa, continuou: – Mas nós não podemos mesmo ficar com ela aqui. Se ela ficar aqui do jeito que está, acabará passando para as outras crianças e blá, blá, blá….. (aí já não ouvi mais nada, já não queria mais ouvir, minha cabeça estava longe, pensando em um milhão de coisas ao mesmo tempo).

E aqui, devo confessar: não saí de lá de imediato e continuei ouvindo a conversa porque queria saber onde ia dar. Se eles teriam com a outra mãe a mesma atitude que tiveram comigo na semana passada, que foi a de me ligar e pedir para eu ir pegar o Léo e trazê-lo para casa, pois ele estava com diarréia e podia ser uma virose. Ou seja, queria saber se, assim como o meu filho teve que ir embora para não prejudicar outras crianças, outra criança também teria que ir para não prejudicar o meu filho (e todos os colegas).

Só que logo que eu ergui os olhos e fitei a mãe que estava de pé na minha frente, esse meu pensamento se dissipou. E me senti péssima por ter sido tão egoísta. Quando meus olhos encontraram o da outra mãe, eu vi as olheiras dela (provavelmente de alguém que tinha passado uma ou várias noites em claro), vi seu olhar perdido no infinito, como quem pensa “O que eu faço agora?, e vi o seu coração apertado, segurando no colo uma filha que estava doente e chorando e que também não queria ficar lá naquele momento.

Meu coração se esparramou no chão por aquela mãe pois eu, na semana passada, pude adiar meus compromissos e ir buscar o meu filho, mas ela, certamente, não podia fazer isso.

E a escola estava errada em dizer que ela deveria levar a criança embora? Não, não estava. A maior parte das escolas tem essa postura e ela é correta, na minha opinião, pois ninguém melhor que a mãe ou alguém próximo para cuidar da criança num momento que ela está debilitada e também nada melhor do que tirá-la do convívio de outras crianças, para tanto não passar quanto não pegar outras doenças.

Por outro lado, então estava errada a mãe por querer deixar a filha lá, mesmo doente? Não, também não.  Afinal, não lhe restava outra alternativa naquele momento. E eu garanto para vocês, eu vi nos olhos dela a tristeza, o desespero e aquela sensação de “estou sem chão”. Ela também não queria estar fazendo o que precisava fazer naquele momento (implorar para deixar sua filha aos cuidados de alguém).

E sei que agora, certamente, muita gente  deve estar pensando “Mas é só ligar no trabalho e dizer que não vai hoje porque o filho está doente”, “Ah, deixe o trabalho de lado, o filho vem em primeiro lugar!”, “Credo, que mãe sem coração”. Mas quantas vezes será que essa mãe já não fez isso? Ainda mais que tem filhas gêmeas!!! E o quanto isso não iria lhe custar se fizesse de novo? Eu não sei responder, mas com certeza ela deve saber. Eu sei que essa mãe queria ficar ao lado da filha (suas olheiras mostravam que ela já tinha passado longas horas cuidando da menina), mas não podia. Ela precisava ir, voltar ao trabalho e não tinha com quem deixar a filha, DOENTE.

E essa situação, que eu vi ao vivo e à cores, é a realidade da maior parte das mães, que faz malabarismo, equilibra pratos e joga bolinhas para cima todo santo dia, para dar conta de trabalho e filhos. Para não deixar nada cair e se espatifar no chão.

Que triste que eu fiquei por ela. E que agradecida que eu fiquei pela minha vida. Por poder correr duas quadras e socorrer o Léo quando precisar.

Ver essa mãe no estado que a vi hoje de manhã e tendo que lidar com uma situação tão delicada me vez pensar mais uma vez: como é duro ser mãe. Como é duro dar conta de tudo. Como é duro se dividir em duas, em dez, em mil. Como é duro fazer coisas que não queremos (deixar filhos doentes aos cuidados de outros), como é duro não poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Eu não fiquei lá para ouvir o fim da história. Eu fui embora logo, envergonhada pelo meu pensamento inicial, angustiada pela situação que se desenrolava (ou se enrolava ainda mais) e um tanto derrotada por simplesmente não poder fazer nada para ajudar naquele momento (juro que quase me ofereci para trazer a menina para casa, mas achei meio insano).

Enfim, quero aproveitar esse texto para deixar aqui o meu viva, o meu salve e a minha singela homenagem à todas as mães que se dividem e se multiplicam cada dia, dando conta de filho e trabalho. Daquelas que tem que engolir sapo, choro e um tanto de outra coisa porque a assim a vida lhes exige. Ser mãe não é fácil. E ser mãe e profissional, daquelas que trabalham fora, tem horário e meta para cumprir, deve ser mais difícil ainda. Não tive coragem de perguntar como terminou a história assim que cheguei para pegar o Léo. Mas vi que a menina não estava lá.

126 comentários

  1. Anne

    Olá, acompanho seu blog e seus posts diários e confesso que sendo mãe de dois e trabalhando fora, é difícil demais. E olha que consegui no meu trabalho um horário diferenciado, onde na parte da manhã fico no escritório e a tarde trabalho de casa cuidando do bebê e a mais velha na escola, pois trabalhando com os dois em casa é uma tarefa impossível.
    Existem sim os dois lados, e é claro que o de mãe vem primeiro, mas como vc disse, quantas e quantas vezes….
    Me emocionei!
    Obrigada!

  2. Janaina F.Amaral

    Adorei o post, me emocionei e chorei, pois já me encontrei nessa mesma situação. De fato, vida de mãe profissional da iniciativa privada é dura, beeem dura.

  3. viviane

    Bom dia, relmente essa situação é terrível, ~também sou profissional e passo por essa situação, mas eu ainda tenho o privilégio de poder ficar com meu filho quando ele está doente, meu trabalho é mais flexivel, mas só o fato de termos que deixar nossos pequenos aos cuidados de outros e perder tantas coisas que eles fazem no dia a dia, já nos mata por dentro a cada dia!! É cruel, quando vemos, eles já se tornaram adultos e não aproveitamos nada!! Parabéns a todas as mães que são guerreiras e mesmo passando por tudo isso, ainda vale muito a pena. bjs

  4. Larissa

    Olá Shirley. Acompanho seu blog mas nunca comentei. Primeiro, parabéns pelos lindos e esclarecedores posts. Já me ajudou em muitas situações de aperto rs. Segundo, eu chorei ao ler esse relato. Sou mãe, tenho 23 anos, uma filha de 3, empresária e recém separada. Dá pra imaginar como é minha vida né? Já fiz isso váriasssss vezes! Já cheguei á sair da escola com minha filha doente no colo, chorando, totalmente sem chão e ter que vir pra a empresa, afinal, mesmo sendo uma das donas também tenho compromissos que não consigo adiar. Concordo com vc, a escola está mais do que certa em não aceitar a criança. Mas, gente, entendo totalmente essa mãe. Não é falta de amor pela criança é desespero mesmo! Já passei por isso. Certa vez chorei na frente da diretora e fui bem sincera, não sabia oq fazer, estava perdida! Sem carro, sem celular, peguei minha filha no colo, minha bolsa, a bolsa dela e vim trabalhar…eu e ele chorando por uma reta e um morro sem fim! Ser mãe é se desdobrar em mil! É ser forte, mesmo quando você quer ser fraca. É transformar todo aquele amor ENORME e INCONDICIONAL em força!

  5. Betania

    Nnossa, acabei de ler seu texto e estou com lagrimas nos olhos pois sou uma dessas maes que deixam o filho na escola e saem pra bater metas e cumprir regras do trabalho!!! Realmente somos equilibristas e as vezes me pergunto como consigo dar conta de tudo! O maior segredo é fazer tudo com amor pra que no final tenha valido a pena!

  6. Fabiana

    E além disso tudo e lidar diariamente com a culpa… Culpa pelo que acontece e pelo que nao acontece: e se eu nao tivesse deixado meu filho na escola? E se eu ficasse em casa com ele? E se eu largasse o trabalho que tanto batalhei? E se…???

    1. Rita Fatima

      É bem isso me sinto culpada. Por não ficar em casa com meu bebê.

  7. Janayna

    Lindo o post…
    Me vi, nesse dilema inúmeras vezes, quando eu estava trabalhando, e meu filho mais velho ficava doentinho…

    Aqui em Curitiba, ontem mesmo… estamos passando por greve dos funcionários das empresas de ônibus, e ao levar meus meninos pra escola (Arthur Henrique, 5 aninhos, 1° ano do ensino fundamental, e o Luiz Miguel, 2 anos, berçário 2), nos deparamos com a falta de professoras, e tantos pais, voltando embora, com o olhar de desespero, por não ter com quem deixar, como se já não tivesse um caos a cidade. Meu mais velho, levou sorte, e ficou na escola, porque as professoras foram, já meu bebe teve que voltar pra casa, pois numa equipe com mais de 20 profissionais, apenas 5 conseguiram chegar na escolinha.

    Confesso, eu cheguei a me oferecer, para ajudar a cuidar dos pequeninos, para seus pais pudessem ir trabalhar sossegados, sem se preocupar, com quem deixar, e que estariam bem cuidado. Pois só que já passou por essa situação entende como é duro não ter com quem deixar. Felizmente ou infelizmente estou em casa, contra a minha vontade, pois estou desempregada e me preparando para uma cirurgia bariátrica. Dessa vez, foi felizmente, pois tive com quem deixar meu pequenino!!!

  8. Ana Laura

    Oi Shirley…me emocionei ao ler o seu texto, pois passo por isso. Como é difícil, ser mãe e profissional, exercer as duas tarefas concomitantemente e em perfeita sintonia! Minha mãe NUNCA trabalhou fora, sempre se dedicou exclusivamente à minha criação e de meus irmãos e com isso me pergunto todo santo dia se o que estou fazendo está certo…se isso será bom para o meu pequeno, enfim, várias e várias perguntas e muito sentimento de culpa. Mas assim vamos levando e cada minutinho que tenho com o pequeno tento fazer o MELHOR momento de nossas vidas!!!

  9. Isabelle

    A história dessa mãe partiu meu coração porque também sou mãe e trabalho fora, entretanto tenho minha mãe para me socorrer em uma situação dessas, mas tenho colegas de trabalho que passam por isso e não têm ninguém por perto p/ ajudar, além de tudo ainda ter que aturar comentários maldosos no trabalho.É muito duro realmente dar conta de tudo. Agradeço a Deus por ter a minha mãe por perto sempre disposta e disponível a ajudar.

  10. Valeria

    Nossa, fiquei aqui com o coracao na mao…meu pequeno vai pra creche no inicio de abril, com seis meses, preciso voltar a trabalhar e estou ficando desesperada de pensar que ficarei longe dele por quase 10hs….fico noiada com os cuidados, com as doencas, com a adaptacao dele, se ele vai se alimentar, se terao paciencia com ele, se terao cuidados e higiene….ai é de doer o coracao so de pensar!!! Nao é facil ter que sair de casa as 8hs e voltar as 18hs….ficar tanto tempo longe daquilo que voce mais ama nessa vida!! Mas creio que no futuro ele tera orgulho da mae dele, pois eu tive muito orgulho da minha mae que batalhou para me ajudar a ser quem eu sou!!! Obrigada!!!

  11. Louise

    Trabalho fora e meu filho tem 1 ano. Minha mãe cuida dele p mim enquanto trabalho. Mas nao é facil, nada facil. As pessoas acham q sabe como é duro mas na verdade nao tem ideia de quantas as coisas a mãe abre mão, inclusive de estar com seu filho para ir trabalhar. Poucas pessoas reconhecem isso. E acham que estamos de preguiça quando estamos cansadas. Mãe nao tem direito de estar cansada. Mas por outro
    Lado, parece que sou recarregada todos os dias por uma força que nao sei da onde vem.

  12. Valéria

    Também agradeço a Deus todos os dias por poder cuidar dos meus dois filhos (6 e 1 ano) integralmente. Quando meu filho mais velho tinha 4 anos eu até tentei voltar a trabalhar numa empresa (sou advogada), mas logo vi que não daria certo, iria pirar se eu passasse por essa situação, tal como essa mãe passou.

  13. Telma

    Semana passada meu bebê tb fico doente, mas graças a Deus a escola é uma mãe para mim, q conseguiu ficar com ele doente por 2 dias e depois chamei a minha sogra para cuida-lo.Sofro com todo isso, mas infelizmente não posso deixar de trabalhar e nesse exato momento recebi uma ligação da escola do mais velho me informando q ele está com muita dor de cabeça, mas ele já tem 12 anos e é só dar um remédio q ele fica em casa sozinho,mas mesmo assim queria estar junto.

  14. Roberta Bautto

    Nossa, que linda sua comoção…..me emocionei aqui também, pois é exatamente assim que nos sentimos “sem chão” e a mente já começa a correr as poucas opções que temos para tentar evitar a falta no serviço, pedir favor a um ou outro, as vezes atrapalhar planos e compromissos de outras pessoas…..a única recompensa é o sorriso sincero e o abraço apertadinho deles no final da tarde, quando conseguimos voltar para casa…..

  15. fernanda

    Fiquei emocionada com o que li agora e, tb agradeci q Deus por ter o privilégio de poder optar por não trabalhar agora e ficar com minha filha. Imagino como deve ser difícil para uma mãe ter deixar um filho doente nas mãos de um “estranho”. E ter que deixar, pq mtas vezes se perder o trabalho, perde tb o sustento dos pequenos.
    As vezes reclamo por sentir falta de trabalhar, mas honestamente, não suportaria passar por isso, não agora com a Carol com apenas 5 meses…
    Orgulho destas mães guerreiras.

  16. Andréia Martins

    Olá, sou a Andréia, tenho a Aimée de 2 anos e 4 meses…. felizmente por hora, posso me dedicar 24 horas a ela, não preciso trabalhar e moro na região rural de Assis Chat. no Paraná………. curiosamente ao ler seu texto pensei na hora o seu pensamento, “por que não me ofereço para ficar com a bebê???”
    Como é difícil ser mãe…. parabéns para as mamis que tem de “se virar nos 30″… e uma vaia para os que olham com cara feia quando uma mãe tem que faltar ao trabalho para cuidar do que é mais importante em sua vida: o/a filhote/a…
    Parabéns pelo bog…

  17. Ana

    Tenho filhas gêmeas de um ano e meio. Seu texto me comoveu, pois já passei por isso mais de uma vez… Realmente somos guerreiras vitoriosas! Como é duro ser mãe! Mas nada, nada mesmo, paga a alegria que esta função nos dá! É a dor e a delícia – sempre! E no meu caso, em dobro (tanto a dor quanto a delícia!).

  18. Bianca Santos

    Fiquei comovida com esta mãe. E lembrei de mim. Para resumir a historia. Estou voltando a trabalhar no antigo emprego, agora em outro horario que será a noite por plantão 12×36 das 19:00hs as 07:00hs, não por ter um bom salário e por me realizar profissionalmente, mais por ter a regalia de qnd. eu precisar sair por alguma urgência e principalmente por minha filha. Pois tenho a minha mãe que trabalha lá tmb e que pode me ajudar, e ainda por morar uma rua antes do trabalho. Minha mãe ficará com a minha filha nos meus plantões, ainda irá mudar o plantão dela diurno para o meu mesmo platão, onde eu irei render ela, deixarei a minha filha com ela e ela seguirá para casa dela. No outro dia que eu largar,irei pegar a minha filha. Eu conversando com a minha mãe sobre trabalhar em outros locais, ela disse volte a trabalhar com seu irmão,vc trabalhará apenas 15 ou 16 dias no mês e ainda terá o dia todo com a sua filha. E caso tenha alguma emergência que vc não possa ir trabalhar eu ficarei no seu lugar. ahh!! isso em uma EMERGÊNCIA…obg! minha mãe por essa força.

  19. Luciana

    Nunca imaginei que alguém que não está na nossa situação pudesse pensar assim. A sensação de estar fazendo malabarismos é constante e o máximo que vemos é algum texto bem superficial falando sobre a mãe que se sente culpada por trabalhar…Desde que minha filha nasceu dizia que teria outro filho logo, minha princesa já está com 3 aninhos e a verdade é que não tenho coragem, justamente porque sempre penso que (de novo) não sou eu quem vai cuidar, que o pouco tempo que tenho para ela ainda teria que ser dividido. Mas também dói demais pensar que todo o amor que sinto (que não seria dividido, seria multiplicado!), toda alegria que chega com um bebê pode não se repetir na minha vida.

  20. Fernanda

    Oi Shirley, bom dia.
    também me emocionei muito ao ler seu texto, pois já passei por isso e várias outras situações complexas que o trabalho impõe sobre a vida de uma mãe.
    mas temos que ser fortes por nossos pequenos…
    Reze por nós. Deus sabe o que faz.
    Parabéns pelo seu trabalho. Só quem é mãe entende tudo isso.
    bjs

  21. Mariana

    Realmente me comoveu …. até chorei ! Agradeço também todo dia a possibilidade de ter um trabalho mais flexível que me permite estar sempre ao lado da Bibi. Um beijo.

  22. Camila

    Amei o post Shirley, essa é a realidade de muitas mães, que como eu vivem esse dilema. De ter que se humilhar e ligar no trabalho para falar que seu filho está doente e depois ter que ouvir do empregador, você precisa pagar essas horas que faltou. Infelizmente o empregador também não está nem ai pras mães que tem filhos. É difícil vc deixar seu filho doente com outra pessoa e penso será q ela tinha com quem deixar? Já que a empregada estava doente. É triste, moro um pouco longe dos meus pais, mas minha mãe trabalha, meus sogros moram em jundiaí. E infelizmente todas as vezes que minha pequena fica doente é esse malabarismo mesmo. Queria poder ter o privilegio de trabalhar perto de casa, mas é complicado… Mas tenho certeza que ela terá orgulho dos pais que trabalham para poder lhe dar o melhor sempre… Bjos

  23. Talita

    Mais uma que se emocionou ao ler esse post. Graças a Deus tenho também a oportunidade de ficar em casa com a minha pequena… Minha licença acaba final de março e passei pelo dilema de decidir se voltava ou não trabalhar. Só de pensar em deixar com quem quer que fosse já começava a chorar… Também não sou de ficar em casa e tenho certeza que vou sentir falta de trabalhar e tudo que isso nos trás, independência financeira, convívio social… Mas não teria estrutura para passar por situações como essa que descreveu, pelo menos enquanto ela é tão novinha.
    Amigas minhas de trabalho se desdobram e exercem as duas funções e eu sempre ouvi histórias de como a criança ficou doente de madrugada e mesmo assim a mãe teve que ir trabalhar no dia seguinte. Confesso que eu nunca, até hoje, até eu ter me tornado mãe, essas histórias me tocaram tanto. Eu nunca tive noção do que é ser mãe e como é difícil… Mas falar do que que muda na nossa cabeça depois da maternidade é assunto pra muitos posts e muita conversa hehe
    Parabéns pelo blog!

  24. Gabi

    Isso aconteceu comigo hoje, meu filhote passou a noite em claro com febre e hoje pela manha eu tinha que enfrentar um dia de trabalho, o qual não poderia faltar, pois estou dando conta de tudo sozinha, já que minha colega encontra-se em outro setor cobrindo as férias de outra colega. Ou seja, eu faltar no trabalho hoje estava fora de cogitação, a empresa não funcionaria no meu setor. Ele só tem 8 meses, e minha salvação foi ligar pra minha mãe vim me socorrer, realmente ser mãe é muito difícil se olharmos por esse ponto. Agora me encontro aqui no trabalho, com o pesamento nele e o telefone na mão ligando a cada 30 minutos. Se mãe realmente é “Padecer no paraíso”.

  25. Andresa

    Muito complicado esse lado mãe – profissional. Com horários e responsabilidades, passo pela mesmo situação, além de ser responsável pela delegação de trabalhos no escritório, ser mão não é fácil. Não tendo ninguém próximo da família para ficar com o Nick na minha ausência, acabo recorrendo a uma amiga/vizinha em alguma situação parecida. Estou me programando para o segundo bebê, mas darei um espaço para voltar ao trabalho. Mas infelizmente é isso a realidade de muitas mulheres.

  26. Carla

    Olá, chorei muito com esse post, eu tive que voltar a trabalhar quando minha princesa tinha 6 meses e com a escola vem algumas doenças e febre, na escola também não deixam ficar e eu que tive que ficar com ela, porque minha mãe já faleceu e minha sogra mora no interior, e com isso quando ela tinha 10 meses me mandaram embora, como sofri, por ter deixado ela tão novinha na escola e depois por me mandarem embora, porque infelizmente nos dias de hoje é muito difícil darmos ao luxo de parar de trabalhar, já estou empregada novamente, mas rezo todos os dias para a minha pequena ficar bem na escola e eu não ter que implorar para alguém cuidar dela no meu lugar.

  27. Thais

    Também me emocionei e agradeci por ter minha família perto de mim. Confesso que já passei diversas vezes por essa situação, pois a Beatriz pega gripe com muita facilidade. Mas as vezes que isso aconteceu, Graças a Deus, pude ligar para minha mãe ou minha sogra e pedir para ficar com ela. Elas sempre vão me passando com ela está e o que estão fazendo, por mensagens, e assim consigo trabalhar. No meu trabalho também há uma flexibilidade para sair, mas não é sempre que isso acontece. Chorei ao ler o texto, lembrei de quantas vezes passei noites em claro cuidando dela e depois tive que deixá-la, até mesmo ardendo em febre para ir trabalhar, muitas vezes fui chorando no carro até o trabalho. Ser mãe é duro mesmo e por isso eu digo aos meus próximos: Coração de mãe é forte, mas por favor, não abusem!

  28. Gloria

    Nossa seu post me fez chorar muito. Hoje vivo a situação desta mãe, minha bebê tem 8 meses saio de casa as 6hs40 retorno entre 20hs e 21hs, de segunda a sábado. Tenho sentido um desespero diário por esta distância. E ao mesmo tempo vejo o quanto os filhos são iluminados todos os dias ela me recebe com lindo sorriso como se dissesse : mamãe calma eu te entendo e estou aqui . Desistir ou continuar? Difícil!

  29. Ju CC

    Bom dia…
    Emocionante mesmo, e vida de mãe não é fácil não, mas é gratificante.
    Eu sou funcionária pública estadual (Pol. Militar), graças a Deus, pois minha Pimpolha ( 9 meses) fica até as 11:45 na escolinha, depois tenho q pegá-la e fico com ela no meu trabalho até as 13:30. Ufaaaa…não é fácil não, tem dias, que ela me deixa trabalhar, porém tem dias que quer toda minha atenção. O pai me ajuda muito. Quando sai cedo da faculdade, ele vem e fica com ela, até o final do meu expediente, mas nem sempre ele consegue essa proeza. E assim vamos levando a vida, ontem nós dois estávamos mortos de cansaço, o dia foi puxado, aliás, quase todo dia é puxado. Já levei ela pra trabalhar num policiamento de jogo de futebol, e assim vamos indo. Mas agradeço a Deus por ser Mãe do Meu Coraçãozinho Rosa. Hoje já estamos na labuta de novo. Eu no trabalho, ele na faculdade e ela na escolinha, e daqui a umas horas, estaremos os três aqui no meu trabalho, pra podermos ir juntos pra casa. Amo minha família.

  30. Ju CC

    Bom dia…(com muito sono ainda)
    Emocionante mesmo, e vida de mãe não é fácil não, mas é gratificante.
    Eu sou funcionária pública estadual (Policial Militar), graças a Deus, porque posso fazer certas prozas, pois minha Pimpolha ( 9 meses) fica até as 11:45 na escolinha, depois tenho q pegá-la e fico com ela no meu trabalho até as 13:30. Ufaaaa…não é fácil não, tem dias, que ela me deixa trabalhar, porém tem dias que quer toda minha atenção. O pai me ajuda muito. Quando sai cedo da faculdade, ele vem e fica com ela, até o final do meu expediente, mas nem sempre ele consegue essa proeza. E assim vamos levando a vida, ontem nós dois estávamos mortos de cansaço, o dia foi puxado, aliás, quase todo dia é puxado. Já levei ela pra trabalhar num policiamento de jogo de futebol, e assim vamos indo. Mas agradeço a Deus por ser Mãe do Meu Coraçãozinho Rosa. Hoje já estamos na labuta de novo. Eu no trabalho, ele na faculdade e ela na escolinha, e daqui a umas horas, estaremos os três aqui no meu trabalho, pra podermos ir juntos pra casa. Amo minha família.

  31. Tatiane

    Perfeito! Exatamente o que eu sinto. Trabalho de dia, corro com a minha bebê, não tenho empregada e ainda faço malabarismo para deixar a casa em ordem APÓS A GABI DORMIR. Aprendi a dormir 6h por dia e a ter sono acumulado sempre. Meu marido é músico e vive viajando, o que aumenta a minha carga horária quando ele não está. Ser mãe é gratificante, mas deixa agente desgastada. Sem falar em ter que estar bonita para nos sentirmos bem! Mais uma vez suas histórias são exemplos de mãe guerreira que somos!

  32. Alessandra

    E como é duro… e acredito que a questão trabalho x filhos… sempre será a mais louca de todas!!! Em casa somos em dois engenheiros.. comecei a trabalhar com 13 anos porque queria ter meu dinheiro (não por necessidade).. fiz curso técnico e faculdade.. e trabalho na minha área à mais de 14 anos… NUNCA pensei em cogitar à parar de trabalhar… e antes de minha filha nascer… sempre disse que seria fácil… como todo mundo faz… ao final da licença coloco numa creche e volto a trabalhar (como todo mundo faz….) Mas aí… minha pequena nasceu…. minha licença acabou.. e descobri que eu não sou todo mundo… Graças a Deus tenho um ANJO na minha vida que é minha mãe e com quem deixei minha pequena para voltar ao trabalho….

    Juro que pensei muitas vezes… em jogar tudo pro alto.. e ficar com ela.. em chegar ao cúmulo de achar péssimo ter um salário compatível ao do meu marido e isso então representar 50% da nossa renda…e tomar essa decisão significar cair pela metade o padrão de vida que conquistamos… E fora aquela briga interior… quero ficar com ela… .mas e tudo que trabalhei ao longo desses mais de 14 anos para chegar até aqui… e ter tudo que temos… poder fazer o que fazemos (minha filha viajou de avião com pouco mais de 1 ano para um hotel MARAVILHOSO no nordeste… uma conquista que EU e meu marido só tivemos aos 27 quando casamos) Poxa!! E tudo isso não foi para dar conforto para minha pequena?? Não é para isso que trabalhamos tanto???

    Mas.. Graças a Deus.. meu ANJO me ajudou e ajuda muitooooo e trabalho numa empresa onde posso dar umas escapulidas em caso de necessidade… consigo trabalhar de casa algumas vezes… e portanto não parei de trabalhar!!! Apesar de ainda ter umas crises de querer jogar tudo pro alto!!

    Nessas horas… penso naquelas mães que não se podem dar ao luxo de parar de trabalhar… conheço quem sustenta a casa, com mais filhos do que eu.. e ganhando um salário muitoooo menor… e aí.. agradeço pelo privilégio que Deus me deu!!!! Sim.. me sinto abençoada… pois é opção minha não parar de trabalhar… (e hoje faço isso… pelo apoio que tenho e pelo conforto que meu salário nos proporciona) mas se amanhã resolver parar.. ou não poder mais contar com o apoio da minha mãe… Não será RUIM viver só com meu marido trabalhando!!!!

  33. Alessandra

    Ahhhh… e não esqueça.. que essa mãe estava deixando suas filhas em uma escola particular…

    E aquelas que passam por essa situação em creches publicas??? Porque trabalham para poderem sustentar os filhos.. algumas vezes sozinhas… E vivem com um salário mínimo???

    Estão em posição muitooooo mais complicadas.. para essas sim… é muitoooooo dificil ser mãe!!!!

  34. Elisângela

    Eu já fiquei em casa uma semana sem ir ao trabalho, porque minha filha ficou com catapora, e eu simplesmente não tenho quem fique com ela, nem mãe e nem sogra. A sogra até mora razoavelmente perto, mas quando soube que a neta estava dodói, simplesmente disse: Tadinha! cuida direitinho dela…e ficou me contando quais doenças de infância meu marido teve, aff. Enfim, negociei meus horários, fiz algumas coisas em regime de home office e fiquei com a Mel. Mas é muito difícil mesmo…a gente sofre! Depois que minha filha nasceu, eu mudei meu esquema de trabalho, saí da empresa onde trabalhava e consegui um emprego onde tenho essa flexibilidade de poder ficar em casa, caso aconteça alguma coisa. Só assim mesmo. Uma coisa que aprendi quando decidi ser mãe, que minha vida mudaria completamente, e que minha rotina seria estabelecida em função da minha filha. Um beijo, adoro seus post, sempre leio e compartilho.

  35. Vanessa Sayão

    Fiquei muito emocionada Shirley… Tenho passado por isso todos os dias. Saio muito cedo e minha filha ainda esta dormindo, quando chego muito tarde, ela já esta quase dormindo, o pai é que vem cuidando dela… Na semana passada, ela não quis nem aceitar uma mamadeira que eu estava oferecendo, só aceitou quando o pai deu! Dói muito essa rejeição dela por mim, muito mesmo…
    Tenho perdido os parquinhos que ela frequenta, nunca a vi brincando com a 1ª amiguinha do condomínio e essa semana pela 1ª vez avisou ao pai que queria fazer cocô, eu eu em meio de um milhão de compromissos estou deixando de acompanhar tudo isso. Fico entre a cruz e a espada, penso mil vezes se largo tudo para acompanha-la, ou se continuo para dar uma vida mais confortável à ela… #desabafo

    Beijos ;)

  36. Bia

    Puxa Shirley é muito dificil… meu pequeno tem 9 meses e eu tive q voltar a trabalhar. Minha sorte é que meu marido trabalha em casa e somente as vezes precisar sair pra alguma reunião, mas mesmo assim é muito dificil. No meu caso minha mãe é falecida e minha sogra trabalha comigo, nessa situação acima não teria com quem deixar. Chorei ao ler e juntou com o fato de hoje, meu pequeno não querer me olhar pra me dar tchau…

  37. Cristiane

    Olá Shirley, me identifico muito com essas mães todas que trabalham e cuidam de seus filhos. Meu caso não é diferente. Sou Policial Militar, mãe, esposa e dona de casa.Minha filha tem 10 Meses. A situação piorou um pouco este mês pois meu marido está trabalhando fora e estou precisando de ajuda de todos os familiares que assim se dispõe a me ajudar.Trabalho à noite também, 12 horas seguidas e as vezes me sinto tão mal por deixar minha filha que quando chego em casa pela manhã, exausta, esqueço de dormir e descansar e vou brincar com ela, lhe dar um pouco de atenção já que à noite ela acordou chorando e não era eu que estava lá para lhe dar colo. Não é dura a vida de mãe, é MUUUUUUITO dura. Muitas vezes me sinto derrotada e gostaria que o dia tivesse, sei lá, umas 40 horas…hehehehehe. Mas, que nada, o jeito é seguir em frente. Um dia nossos filhos entenderão que foi tudo por eles… SEMPRE SERÁ!!!!

  38. Ai, Shirley…. como me identifico…. Quando meu filho nasceu, nos mudamos para perto da minha mãe, então durante um ano e meio pude contar com ela para ficar com meu filho enquanto eu trabalhava… Mas há 2 meses recebi uma proposta profissional irrecusável, que me fez mudar para o outro lado da cidade de SP (o que na prática é quase em outro Estado…..rs). Então meu filho foi para a escola, escolhida dentre 12 escolas previamente selecionadas e visitadas.
    Sou muito abençoada, porque até agora não tivemos nenhuma doença, ele está ótimo e, depois das duas semanas de adaptação, entra correndo sem chorar nem olhar para trás. Isso é um bom sinal, né?
    Mas me pergunto o que será quando ele ficar dodói. Porque isso é inevitável. Um dia vai acontecer. E aí? E se isso acontecer enquanto eu estiver fora de SP em reuniões? Pior, e se acontecer quando eu estiver fora do país? Meu marido é um super pai, mas vamos combinar, é pai…(kkk). Isso me atormenta todos os dias. Amo meu trabalho e provavelmente sentiria muita falta dele se largasse. Mas o sentimento de culpa me acompanha TODOS OS DIAS quando deixo o Davi na escola e saio correndo para o escritório….Ai. como é difícil ser mãe!….
    Um beijo!!!

  39. Silvia Gonzatto

    Comentávamos, eu e minha irmã, sobre situações do dia a dia de mãe empresária ou mãe que trabalha fora esta semana. Tenho uma bebe de 10 meses e minha irmã tem uma de 3 anos, e graças a Deus trabalhamos na empresa da família e temos avós e avôs sempre por perto e disponíveis para ficar com as meninas, porem têm dias e dias. O mercado de trabalho não se adaptou para a mulher Imagina para mães. Parabéns pelo texto.

  40. Luiza

    Sou mãe e trabalho fora, mas felizmente sempre pude me ausentar para cuidar do meu pequeno qd ficou doente… às vezes com olhares matadores da minha chefe, e eu ia pra casa com a consciência pesada, mas tentava ficar tranquila pois o filho sempre em primeiro lugar. Quero te parabenizar pela empatia, pois é raro uma mãe q fica em casa compreender situações como essas e as criticas são mto agressivas…

  41. Michele

    Nossa me Emocionei lendo seu Post…
    No Ano de 2013 minha filhinha (que hj está com 2 anos) ficou internada 4 vezes, todas as vezes mais de 8 dias, fora quando voltava para casa com imunidade baixa e ficava doentinha, agradeci muitas e muitas noites em ter um trabalho flexível, e poder ter ficado perto dela…. Conheço um caso de uma mãe que ficou com o filhinho de menos de 1 ano internado 12 dias ela pegou o atestado de que permaneceu com ele todo o tempo mais mesmo assim 1 mês depois de voltar a trabalhar foi demitida…
    É uma dura realidade….

  42. Cid@

    Post lindo e muito verdadeiro, realmente é para se emocionar, eu trabalho fora, tenho horário e metas a cumprir, mas meu filho fica com minha mãe assim me sinto mais tranquila quanto aos cuidados, pq sei que ela cuida dele melhor do que eu…rsrsrs
    Quando ele fica doente ou tem reação alguma vacina, não penso suas vezes e me ausento sim do meu trabalho, porque minha família é prioridade SEMPRE.
    Obrigada por compartilhar conosco, pois isso nos ajuda a ver que não estamos sozinha nessa.

    bjo gde

  43. Andrezza

    Eu não apenas me identifiquei como me emocionei bastante com seu relato! Tenho gêmeas de 1 ano e meio, trabalho numa multinacional e minha atual chefe é solteira e sem filhos. Eu tenho exatamente as mesmas olheiras dessa mãe e o coração tão apertado quanto o dela. Torço para não fazer muito frio e torço para não fazer muito calor também… Torço diariamente para não pegarem nenhum virus na escola e quando marco uma reunião do tipo “inadiável” peço a Deus pra ajudar, e que nada aconteça com as minhas pequenas enormes prioridades!! E assim vamos levando… equilibrando pratos!!

  44. Érica

    Li com lágrimas nos olhos… Muito difícil mesmo… vi meu salário cair pra menos da metade com a opção de ser mãe… Não me arrependo.
    mas infelizmente não posso deixar de trabalhar…
    Já passei por situações parecidas. As vezes ouvir o supervisor falar “MAS DE NOVO?” Qdo vc fala que o filho tá passando mal… aí vc fica com um misto de raiva e medo de perder o emprego…
    Nossa, muito difícil…

  45. Ana

    Complicado isso.. Mas acho que quando se tem filhos você tem que fazer escolhas as vezes não tão fáceis nem tão óbvias… Eu já passei por essa situação, também tenho dois filhos (não gêmeos) e a mais nova tem alergia alimentar. Decidi voltar a trabalhar quando ela deixou de ser alérgica aos alimentos mais comuns (leite e ovo). Por sorte meu marido pode ficar meio período com as crianças então eles só iam pra escola na parte da tarde. Mas eu não, trabalhava o dia todo e estudava a noite.. Chegava em casa eles estavam dormindo e saia quando eles ainda estavam dormindo.. Chorava horrores nas noites, nas aulas, nos horários de almoço no trabalho… As crianças viviam doentes, uma hora um faltava, outra hora era o outro… Nunca aconteceu dos dois irem pra aula todos os dias numa semana. Isso durou 4 meses até que criei coragem e pedi demissão. Era um bom emprego, me pagava bem e a possibilidade de crescimento era grande e real. Ninguém entende porque fiz isso, ninguém entende porque fiz isso… Mas eu fiz uma escolha, eu escolhi ter filhos. Hoje trabalho em casa, com artesanato.. Ganho pouco é verdade, Manu não está na escola.. Mas nunca mais ficaram doentes e eu nunca mais chorei de saudades deles.

    A maioria das mães de escola particular trabalha por opção, pra manter um “padrão de vida” e esquecem que as crianças precisam de amor e carinho e contato hoje, enquanto são crianças. Fiquei com pena dessa mãe, e fico feliz comigo por ter o prazer de estar com meus filhos todos os dias e também poder jogar tudo pro alto quando eles ficam doentes (:

  46. carine

    Nossa me coloquei no lugar desta mãe…e tive o mesmo pensamento que tu… DEIXA QUE EU FICO COM ELA PARA TI… kkkk
    Bom gurias… eu tenho a sorte a benção..ou outra palavra que defina receber uma graça destas do pai da minha filha ser autonomo… ele é adv.. trabalha com os irmãos no escritório da familia… então como todos eles tem filhos… um segura as pontas para o outro…
    Todas as vezes que a pequena ou não pode ir para a creche…tipo na greve dos onibus que não tinha profe…ou por febre…ou porque tá calor e o dia tá lindo e seria melhor ir brincar no clube… ele pega ela..
    Eu não tenho como faltar meu trabalho mesmo sendo na esquina da creche.. Mas papai é NOTA 1000…
    Nunca tive coragem de vacinar minha filha…quando é injeção.. até pq eu tenho pavor de injeção em mim quem dirá nela…e ele que levou sempre.. Agradeço todas as noites pro papai do céu o papai da terra da minha filha! Sem ele me apoiando na volta ao mercado de trabalho… sem ele segurando a barra… correndo com a gente de um lado para outro… não seria impossível… mas seria sofrida a vida…

  47. Débora

    Não pude segurar as lágrimas porque é exatamente assim que acontece.
    Preciso trabalhar para pagar minhas contas, pra oferecer tudo de melhor pro meu filho. Preciso trabalhar tb pelo meu lado profissional, eu gosto de trabalhar fora. Mas eu amo meu filho e ele é minha prioridade. Porém, as vezes a equação não iguala a zero e aí, é preciso usar de outras fórmulas pra resolver a questão.

    Não troco de emprego hoje por isso, porque tenho uma liberdade maior, um horário mais elástico que me permite chegar um pouco atrasada, sair um pouco mais cedo, faltar quando necessário e até trazer o meu filho pro escritório. Já recebi outras propostas mais atraentes até financeiramente, mas no fim isso é o que me vale mais. Se nessa situação, eu já tenho que sambar, imagine num emprego firme, com horários inflexíveis e do outro lado da cidade? Não tem dinheiro no mundo que compense.

  48. Elizabeth Vasconcelos

    Shirley também fiquei emocionada com seu post e me sinto feliz, por neste momento, ter a flexibilidade de trabalhar três vezes por semana fora e poder ficar em casa nos demais dias com minhas três pequenas (5, 3 e 1 ano). Já passei por essas dificuldades com minha primeira filha no emprego anterior e sei bem a diferença na relação “mãe e filho” trabalhando em período integral X ter a flexibilidade atual – “não tem preço”! Mas se me permite, sugiro a continuação deste assunto em outro post seu. Avalie a real posição das empresas hoje – o que elas estão fazendo pelas mães; como anda o mercado de trabalho para nós mulheres sob esse ponto de vista? Na minha visão, acredito que tenha melhorado e evoluído muito. Mas há sempre o que melhorar e mais por se fazer. Principalmente sob o ponto de vista do pré-conceito da sociedade, que gosta de rotular “nós mães profissionais” como menos comprometidas ou disponíveis. Adoraria ler mais sobre esse assunto – como anda evoluindo nossa sociedade! Abs.

    1. Shirley Hilgert

      Amei a dica, Elizabeth. O problema é que para eu fazer um post como esse terei que fazer uma extensa pesquisa, contatar empresas, conseguir algumas entrevistas, etc… Juro que vou tentar, mas não garanto que será para logo. Infelizmente, falta tempo para eu fazer posts mais complexos. O que me deixa bem triste. bjs

  49. Ana Cláudia

    Aii… chorei ! Me vi neste post.
    Eu vivo esse dilema diariamente. Meu bebê tem asma e tbm tem APLV. Infelizmente ele vive doentinho depois que começou a frequentar a escolinha…
    Semana passada ele teve laringite aguda e ficou 4 dias internado e dois dias depois eu precisava voltar a trabalhar e eu não tinha com quem deixa-lo. Ele já estava melhor, mas eu ainda queria que ele ficasse 100% para poder voltar pra escolinha. Mas infelizmente eu não pude…
    Penso em abrir mão do meu trabalho TODOS OS DIAS. Eu adoro o que eu faço e tenho um bom salário – o que acaba complicando ainda mais, pois meu salário faria muita falta em casa.
    Mas meu coração dói, dói e dói. Já precisei trazer o meu bebê com febre para o trabalho várias vezes…
    Não tem nada pior do que deixar seu bebê doentinho na escolinha. Nada pior…

    1. Ana,
      Vc mora em BH?
      Mandei minha pequenina pra escola com 5 meses. É… Com 8 meses estávamos dentro de uma UTI com deficiência respiratória, quando descobrimos a asma. Desde então fizemos uma prevenção incrível com uma equipe de médicos: pediatra, alergologista e pneumologista. Nunca mais eu fui com Laís pro hospital. Procure a prevenção, faça rigorosamente e terá uma criança saudável sempre.
      Se quiser te indico a equipe. Laís tem 2 anos e 7 meses. PURA SAÚDE!

      Sobre o trabalho, e o bebê, nenhuma mãe que trabalha, deixa de escolher seu filho por isso. Pelo contrário, ninguém vive de amor, escola, custa, alimentação, custa, saúde, custa, acredite que nas suas condições essa foi a melhor escolha. Abrace sua escolha, divida com o pai do bebê a responsabilidade e a dureza dela. Por que os frutos são de todos!

      Boa Sorte querida!
      Abçs

    2. Carine

      Eu te entendo! Abri mão da minha carreira pelo mesmo motivo, meu filho também sofreu com infecções respiratórias e internações quando bebê até 2 anos e mais tarde descobrimos que era asma! Tentei conciliar carreira e filho, mas não consegui. Não tinha minha família por perto para auxílio, muito menos condições de pagar uma empregada, pois na época era praticamente o que eu ganhava. Acabei optando por ficar com meu filho e desde então ele não internou mais. Hoje ele tem cinco anos e está respondendo bem ao tratamento da asma e poderia voltar, mas está muito difícil! Ninguém entende e me dá uma oportunidade, porque decidi parar para ser mãe em tempo integral em virtude da saúde do Bernardo. O que sinto hoje é um misto de satisfação em ter acompanhado o crescimento dele de perto em tempo integral, alívio pelas internações terem acabado e dor por não conseguir retornar mais ao mercado. É mesmo uma decisão muito difícil e muito particular.

  50. Raphaele

    Também chorei…não tem como não se emocionar…e dou graças a deus por ter um chefe flexivel que se importa com a atenção que precisamos dar aos nossos filhos… mas hj, como mãe, fico impressionada com a minha…que com 3 filhos e um marido que só atrapalhava…nao teve outra alternativa senão ir trabalhar no japao um ano…para poder nos sustentar…na época meu irmao tinha apenas 5 meses e eu nem imagino o quanto ela sofreu…pq ela é uma super mãe..e tenho certeza que a situação estava preta mesmo para ela ter tomado essa atitude…#MuitoOrgulhoDela

  51. Gabriela Gama

    Shirley, quando vi o titulo do email imaginei que a mensagem não seria essa, mas te digo que passo o mesmo quando minha babá tem problemas de saúde ou um dos netos dela ficam doentes e só tem ela pra correr.
    Ontem movi montanhas em Barueri pra internar o neto dela com uma infecção grave onde uma bactéria se alojou no joelho e corria sérios riscos de vida e de perda de movimentos. Acionei todo mundo que conhecia pra conseguir a internação, me senti péssima por passar na frente de outros, mas aqui vivemos na selva brasileira onde todo mundo tenta sobreviver. Faltei dois dias no trabalho em função disso, trabalhei a distancia o quanto pude e sei que isso comprometeu várias entregas. Mas como eu fui demitida aqui e readmitida numa situação escrota, eu preferi ajudar esta criança.

    Estou exausta, cuidei sozinha do meu bebê em meio a um milhão de telefonemas de trabalho e a casa ficou de pernas pro ar. É isso, ser mãe é duro, e para algumas muito duro!

    Morri de dó da garotinha, e desta mãe, claro! Se conselho fosse bom não se dava, mas talvez ela precisasse desabafar ou de um copo de água. Esse dias fiz isso, ofereci meu ouvido pra uma mãe exausta com 3 filhos correndo feito doidos no shopping, no fim ela disse: eu só precisava de 2 minutos de atenção e de alguém que me olhasse nos olhos.

  52. Renata

    Oh meu Deus! Chorei por me colocar no lugar dessa mãe. Estive de segunda a ontem de atestado para cuidar do meu caçula com gripe e pude não vir trabalhar, mas e quando não puder acontecer? é difiícil demais, apesar de maravilhosa essa função que Deus nos deu, mas sofrido pensar que nos doamos tanto… Será que essa mãe tem ajuda do pai das gêmeas? é tão ruim ver nossos filhos doentes, dengosos, tristes… ruim demais. Tenho raiva de mães dondocas que terceirizam todo o cuidado com os filhos… e ainda reclamam de tantas atividades. Guerreiras são mães como essa mãe. Mães reais.

  53. Aline

    Concordo com tudo, também me emocionei, e sou mãe de gêmeos. Eles ainda não estão na escolinha porque felizmente eu tive opção de deixá-los em casa com alguém de confiança e com suporte das avós. Agora, não consigo parar de pensar no seguinte: onde estava o pai dessas crianças? Será que ele não podia assumir a baixinha naquele dia? Por que que nós, mulheres, sempre temos que implicitamente assumir a responsabilidade desta encruzilhada trabalho x filhos? Ser mãe é duro mesmo. Muito duro. Está na nossa essência o nível de cobrança. Mas acredito que isso tinha que ser uma realidade para os homens também.

  54. Sylvia

    Minha filha está doente hoje…infecção de ouvido…por sorte a escola ficou com ela, mesmo com febre, tossindo, e com dor. E eu estou no trabalho…é duro não ter nenhum parente por perto ou empregada para deixar!

  55. Suzana

    Bom, hoje meu filho tem 7 anos, quando engravidei dele iria fazer faculdade de Medicina, e tive q abrir mão, pq não tem como ser uma mãe mediana e uma excelente médica ou vice versa.
    Então segurei minha ansiedade todos esses anos, e se tudo der certo, e Deus ajudar vou tentar este ano novamente. Existe certas situações que coloca em check nossa capacidade de escolha, mas sempre escolhemos a boa parte, não por nós mas pelos nossos filhos. As mães que trabalham fora trabalha pelos seus filhos, as que abre mão de trabalhar fora ou estudar, faz isso pelos filhos, então sintam_se previlegiadas pq a maternidade tira da maioria das pessoas um sentimento que carregamos até antes de sermos mãe: O egoísmo. Abrimos mão simplismente.

  56. Fernanda

    Me vi nessa situação tb…
    Pior eu evitei muitas vezes de sair do trabalho por ela doente, deixei com minha avó de idade cuidando dela, trabalhei preocupada, o que ganhei com isso? Nada, quando tiveram que escolher alguém para o famoso reduzir custos, me escolheram, já que tinha bebê pequena e poderia faltar muito…
    Enfim é muito difícil saber o que fazer, como conduzir essa situação. Eu tive a oportunidade de abrir minha empresa trabalhar meio período, fazer meus horários, mas não é todos que tem essa sorte ou oportunidade, né.
    Realmente essa é a triste realidade que chegamos no mundo moderno… Trabalhar para ter independência econômica e ser mãe ao mesmo tempo!
    Triste demais!!!

  57. Graziele Meirelles

    Post lindo, fiquei muito emocionada!!! Eu também trabalho fora meu bebê esta com 1 aninho … saio de casa as 6:30 da manhã com ele, as vezes tiro ele do bercinho dormindo… da muita dó!!!
    Graças a Deus eu tenho um anjo na minha vida… minha mãe, que cuida do meu Henrique… e ainda tenho um privilégio, que como trabalho próximo da casa da minha mãe, posso ver ele sempre na hora do meu almoço…

    Abraços

  58. Anna Carolina

    Estou aos prantos, pois esta é minha realidade… Realidade esta que ainda não está concretizada graças à licença maternidade de 180 dias (que está para terminar)… Não consigo nem imaginar como serão os primeiros dias longe da minha filha que até hoje está 100% sob meus cuidados… Não sei como vai ser o primeiro dia no berçário, mas acredito que ela vá se adaptar melhor do que eu!!!! Enfim, não sei como vai ser a primeira vez que ela ficar doentinha, porque isso nunca aconteceu… Mas eu entendo e compreendo muito bem a situação dessa mãe… O que mais me dói é saber que ainda no mundo de hoje existem muitas mães que ao lerem este texto julgara essa mãe “ah, mas por que ela não se preparou financeiramente para ter filhos? ah, mas as filha dela não são prioridade na vida dela, porque se fossem, ela largaria o trabalho…”, e mais outras “N” barbaridades que eu já escutei… A verdade é que ninguém conhece a realidade e a vida de ninguém, só cada mãe que tem que sair para trabalhar e deixar seus filhos aos cuidados de outras pessoas sabem o quanto dói no coração e de onde temos que tirar forças para, por pelo menos algumas horas, deixar a posição de mãe em segundo lugar… Se eu pudesse, também ficaria com a minha filha… Mas não posso!!! Se eu não trabalhar, não tenho como pagar moradia, não tenho como colocar alimento dentro de casa para mim e para minha família, não tenho como oferecer roupas, saúde e educação de qualidade para minha bebê… E ainda assim, as “mães julgadoras” podem pensar “você é louca de ter tido filho agora, por que não esperou mais?” e eu respondo PORQUE ERA MEU SONHO, PORQUE ESTA É MINHA VIDA E HOJE ME SINTO REALIZADA E PORQUE LÁ NA FRENTE EU TENHO CERTEZA QUE MINHA FILHA VAI SE ORGULHAR DE SABER O QUANTO LUTEI POR ELA!!! Enfim, momento desabafo, mas é o que sinto!!!!!

  59. Andrea

    Nossa hoje aconteceu isso comigo….meu pequeno não esta doente…mas não queria ir pra escola….deixei ele aos prantos….pedindo por favor mãe…quero ir na casa da vó…chorrei….até depois que me despedi dele….e meu dia esta super triste,…..já liguei na escola ele esta super bem….mas não vejo a hora de buscar ele e encher ele de beijos……..doi muito…..e só continuo trabalhando….pq quero poder oferecer o melhor para ele……mas é muito dificil passar por essa situação!!!!!

  60. Mariane

    Sabias suas palavras. Ser mãe, não é fácil, temos mesmo que equilibrar pratos todos os dias. Perfeito o texto, fiquei emocionada.

  61. Mariane

    Sabias suas palavras. Ser mãe, não é fácil, temos mesmo que equilibrar pratos todos os dias. Perfeito o texto, fiquei emocionada.

  62. Erika

    Passei por isso semana passada. Me senti muito culpada por ter levado minha filha doente para escola. Mas eu também na tive escolha. Esse é o dilema que temos que enfrentar quando decidimos ser mãe.

  63. Tattiana

    Realmente é muito difícil,passei por isso minha filha esta com apenas 5 meses,resolvi ficar com ela por algum tempo ela mais do que nunca precisa de mim,sei que é difícil para muitas nossa passei cada uma tive que deslocar minha filha pra casa da minha mãe uns dois meses foi uma tarefa muito diícil por que minha mãe mora muito longe.Mais hoje como foi bom a melhor coisa que fiz foi sair do emprego para ver todos os dias um sorriso,uma brincadeira diferente a cada dia da minha flor Stella.

  64. shirlei satie favaro

    Finalmente um post se solidarizando com mães que trabalham. Sinto um tremendo vácuo quando se trata de falar às mães que trabalham (e batem ponto), não só no seu blog, mas em todos os outros que sigo. Quando estava de licença pensei em eu mesma criar um nesse sentido, mas daí seria mais um prato a ter de equilibrar….
    Também passo por essa situação com minha filha de 1 ano e quatro meses. Além de mim e do pai dela não temos a quem recorrer caso ela fique doente e não possa ir a escola. Quando precisamos faltar eu e meu marido avaliamos nossas agendas e um dos dois fica com a pequena….

    1. Shirley Hilgert

      Oi Shirlei, tudo bem? Acho que você, no seu comentário, já respondeu porque é tão difícil encontrar blogs que falem dessa loucura que é conciliar filhos e carreira. Justamente porque não sobra tempo! Quem consegue fazer um blog é quem tem flexibilidade de horário (salvas raras exceções, mas agora não me recordo de nenhuma). Pois quem cumpre jornada dupla – trabalho e filhos – não tem tempo para mais nada. E como nós, blogueiras, acabamos escrevendo muito sobre o que vivenciamos na prática, acaba que deixamos de lado os posts mais voltados para vocês, mães que trabalham fora. Mas não vou esquecer do seu comentário e vou pensar em abordar mais temas envolvendo essa realidade. Obrigada pelo toque. bjs

  65. Tatiane

    Oi Shirley, acabei de ler o post. Me senti na pele dessa mãe, pq passei por isso na semana passada. Me ligaram da creche pq minha filha já tinha tido 5 episódios de diarréia. Eu trabalho longe da creche, sai do meu trabalho “correndo”, assim como meu marido, para buscá-la.
    Sei que por mais que o meu trabalho me “libere” para buscá-la rola uma cara feia, principalmente pq acabei de voltar da licença maternidade, mas é isso, não tem jeito!
    Essa semana ela teve febre e lá fui eu “matar” o trabalho mais uma vez… No dia seguinte minha vontade era ficar com ela, pq ela não estava 100% e graças a Deus pude contar com minha mãe, que tb não foi ao trabalho para ficar com ela.
    A dupla jornada é muito cansativa, mas gratificante!! Mas tb é desesperador vc ter optar entre o trabalho e nosso filho… A gente se sente a piot mãe do mundo qdo não pode ficar com eles!
    Vamos que vamos!! O importante é saber que sempre teremos aquele sorriso qdo nos veêm.
    Bjo a todas as mães que equilibram seus pratinhos

  66. Suellen

    Li, chorei, voltei a ler, chorei novamente. Estou vivendo fato semelhante essa semana; consegui trabalhar somente segunda-feira, meu bebe de 1 ano e 5 meses esta com conjuntivite. Muito complicado para mim pois, faltar em véspera de feriado para a empresa que trabalho não e nada legal mas com quem deixa-lo? Ser mãe e profissional não e nada fácil.

  67. Juliana

    Sabe o que me deixa profundamente irritada nessas histórias? Cadê o pai dessa criança? Cadê aquele responsável por 50% do material genético da criança e que deveria dividir (e não ajudar, diga-se) as tarefas parentais? Por que ele não pode se ausentar 1 dia do trabalho? Cadê essas mães que não exigem a divisão da responsabilidade?

    A sensação que me dá é que todas essas mães estão sozinhas, embora saiba que isso não é verdade. Vejo todas tão solitárias, como se a tarefa de cuidar da cria fosse só delas. Depois dizem que o feminismo é absurdo, desnecessário ou algo do tipo…

    São situações como essa que me fazem ver que o feminismo é FUNDAMENTAL para uma sociedade mais justa, em que as mulheres não precisem carregar essa culpa absurda enquanto os homens parecem ignorar o que se passa (com honrosas exceções, é claro).

  68. Michelle

    Estou sem palavras. Apenas com um nó entalado na garganta pela perfeita compreensão do desespero maravilhoso que é ser mãe.

    Obrigada mais uma vez por nos presentear com sua visão tão sensível sobre a maternidade e por usar suas páginas, usar a sua voz pra nos representar de forma tão simples e inteligente! Shirley sou sua fã!!

  69. Daniella

    Não aguentei e chorei ao ler o post. Fiquei triste.
    Tenho um bebê de 6 meses e agora em março volto a trabalhar. Bom, ele vai pro berçário.
    Já comecei a sofrer com a separação, mas preciso trabalhar e quero acreditar que será bom pra ele.
    Sei que episódios como o relatado farão parte e espero, de coração, ter bom senso pra fazer o necessário.
    Só.

  70. Juliana

    Nossa…me pegou num dia que eu estou sentindo toda a culpa do mundo por deixar minha filha o dia todo na escolinha. Ela não está com nada hoje, mas eu acordei culpada e aí leio isso e foi impossível não me emocionar.
    Acabo contando com a ajuda da minha sogra quando preciso e como a empresa é da família se a coisa enfeiar mesmo fico em casa, mas aí não é chefe, é funcionário quem reclama, pq só eu falto (detalhe: sou a única mulher na empresa, logo a única mãe). Resumindo não é fácil, mas como já li em um comentário a gente vai pensando que todo mundo faz e acha que dá conta, mas aí a gente vê que não é todo mundo, ou melhor, que faz como todo mundo, conta dá, mas morre por dentro.

  71. Jacqueline

    Li o post e tb me tocou bastante. Eu só trabalho enquanto meus filhos estao na escola, no periodo da tarde. E claro que se eu trabalhasse o dia inteiro todos os dias meu salario aumentaria consideravelmente….mas pra que? Pra eu ter dinheiro e nao acompanhar o crescimento dos meus filhos? Eles tem 5 e 2 anos, ainda dependem demais de mim principalmente no quesito emcional. Sinceramente, essa historia de “trabalho para dar o melhor pro meu filho” nao me convence. Qualquer criança abriria mao de tudo para ser cuidado por sua mae. Crianças precisam de muito pouco para ser feliz. O que me deixa triste é ver, de domingo a domingo, varias crianÇas na pracinha com babäs. Pra que ter filhos entao? Nasce uma geraçao de orfaos de pais vivos…

  72. Regiane

    Adorei esse seu post, fiquei super emocionada. Também agradeço a Deus em poder trabalhar em casa e cuidar do meu filho de 1 ano e 9 meses, tenho uma grande admiração por essas mães batalhadoras que fazem dupla jornada, sei que não é fácil. Parabéns pelo seu blog felicidades

  73. JOSEANE

    Estou acompanhando sua história com o Léo e Já estou sofrendo por antecipação pois tenho um bebê de 1 mês e sei que o dia de levá-lo para a escolinha vai chegar, tenho também um de 10 anos mas com ele eu pude ficar em casa até fazer dois anos e lendo o que você escreve me sinto cada vez mais humana e menos culpada por ter sentimentos tão confusos dentro de mim nessas situações.

  74. Yara

    Puxa, esse texto me fez agradecer mais uma vez a Deus por estar com minha pequena 24 horas por dia…. acompanhá-la em todos os momentos. Muito obrigada, Deus…

  75. Raissa Rodrigues

    Incrível como me identifiquei com esse texto. Não no seu lugar, mais no lugar dessa mãe. meu bebê tem 1ano7m e depois de uma pneumonia, vive doentinho. a creche não aceita o Gui com gripe ou com febre.. e eu tenho que trabalhar dobrado pra da conta.. de 8:00 da manhã as 19:00 hrs. Por muitas vezes me senti como essa mãe, desesperada e sem ter um apoio de alguém que pudesse ficar com ele.. Minha sogra sempre ajuda, mais como trabalha com produção, as vezes não poder ficar.. Meu sentimento é de impotência, de não poder ficar com o meu filho na maioria das vezes, claro que eu gostaria de ter mais tempo com ele, mais o importante é a qualidade dos momentos que a gente tem juntos. Por isso agradeço a Deus me deixar e proporcionar momentos tâo lindos ao lado meu pequeno!!

  76. Aline

    Realmente emocionante e uma realidade que por enquanto eu não quero pensar, minha filha esta com 2 meses e 10 dias, quando descobri a gravidez tinha acabado de pedir demissão, pois havia conseguido uma vaga que almejava há alguns anos. Decidi por contar sobre a gravidez ao empregador e acabei não sendo contratada. Vi minha vida virar de cabeça para baixo pois a nossa renda e padrão de vida caiu em 50%. Hoje percebo que foi o melhor que poderia ter acontecido, minha gravidez era de risco e foi super tranquila e feliz!!!
    Como me adaptei e passei com louvor estes meses, pretendo ficar mais algum tempo em casa, curtindo este momento único. Financeiramente não esta sendo facil, mas descobri que há momentos e coisas muito mais valiosos que qualquer bem material, e não preciso mais de muito como antes.
    Sei que maternidade não é um projeto de vida, e é claro que pretendo voltar ao mercado de trabalho, mas quero aproveitar ao maximo este privilegio, e enquanto isso vou me descobrindo como mãe e me reinventando.

  77. Raisa

    Nossa me emocionei e me identifiquei muito também, passei por essa situação também, de levar a filha doente e nao poder deixa-la, e ficar totalmente sem chão sem saber o que fazer e com quem deixar, faz 3 meses que deixei meu emprego, por nao ter um emprego flexivel e nao ter com quem deixar a minha filha, e como a gente é mãe e se divide em mil, estou descobrindo outros talentos e investindo neles,para poder trabalhar por conta, e poder ficar com a minha filha sempre que ela precisar.

  78. Verena

    É verdade, meu bebê tem apenas 2 meses de idade, estou na metade da licença maternidade. Sou veterinária, moro no interior e trabalho para uma empresa em 7 cidades diferentes. Antes da chegada do meu Pedro, ficava em casa nos fins de semana e 3 dias no mês onde trabalhava na minha cidade, o resto do mês passava dormindo de hotel em hotel. Agora todos os dias penso, o que farei quando acabar minha licença? Minha gravidez foi acidental, mas foi o acidente mais perfeito que Deus me deu. Meu marido acha o máximo eu virar dona de casa e viver para nossa família, mas eu… Fico arrasada em pensar em largar minha profissão, como moro no interior as oportunidades de emprego na minha área são nulas, e fico atormentada em pensar perder minha independência financeira. Mas ao mesmo tempo sei que meu Bebê precisa de mim.

  79. Rachel

    Lendo o texto e os depoimentos agradeço a Deus por tocar nossos corações com a situação dessa mãe. Me conte quem está livre disto?? Sou funcionária pública mas, há 4 anos atrás quando tive a oportunidade de transferência para um local melhor, a primeira Coisa que me perguntaram era se eu tinha filhos. Dedicação exclusiva ao trabalho. Continuo lá e ainda pedi todas as licenças que tenho direito depois da licença maternidade.Então eles vão ter que me engolir!!!!
    Mas enquanto isto muitas mães ficam desesperadas para seu bebê melhorar de madrugada pra ir à escolinha de manhã cedo.

  80. Aline

    Lendo tantos comentários percebo que a culpa faz parte integral da maternidade, tenho duas filhas, Laura que tem 5 aninhos e Helena que tem 5 meses, ambas vão pra escola desde cedo, e deixar o filho na escola quando ele esta doente, é, na minha opinião, uma das partes mais angustiantes para as mães que trabalham fora, assim como eu.
    Ter que enfrentar o ambiante de trabalho, ainda muito machista que julga a mãe o tempo todo, não é fácil.
    Muitas vezes tive que me ausentar do trabalho porque minha filha mais velha estava doente, e sei que isso vai acontecer muitas vezes com a mais nova, e só eu sei o quanto isso me custou.
    AMO minhas filhas mais do que o universo, e sei que elas precisam mais de mim como MÃE do que a empresa precisa de mim como funcionaria!
    Parabéns a todas nós mamães!!!

  81. Barbara

    Oi Shirley, amei o post! Acompanho seu blog desde que eu estava com 5 meses de gestação. Hoje minha bebê tem 3 meses, e como minha gravidez foi complicada, parei de trabalhar quando estava com 3 meses.

    Sou professora e trabalhei em algumas escolas particulares de nível alto em São Paulo. Todos os dias essa cena se repete, as escolas até medicam quando a febre vem e os pais podem demorar para chegar, mas depois é muti difícil manter a criança naquele ambiente, pois além dela precisar de cuidados especiais como: muita atenção, outras crianças podem ficar doentes.

    Hoje sei como é difícil, por mais que eu não trabalhe, me recordei de todas as mães que não tinham babás e tiveram que sair do trabalho para buscar seus pequenos. Essa é a realidade de muitas mães, dura, mas ainda bem que somos fortes!

  82. Vanessa

    Me emocionei muito com esse post. Ja passei por essa situação e sei o quao difícil é viver esse momento. Agradeço sempre a Deus por minha filha quase não ficar doente pois é desesperador saber que ela precisa de mim e que tambem preciso trabalhar….

  83. Maria Lima

    Me emocionei e tbm me coloquei no lugar, eu agradeço todos os dias, por estar ao lado do meu bb, e também admiro as mães q tem q se virar em mil. Bjus.
    Visitem meu canal no Youtube, mostro um pouco da minha nova vida, ao lado do meu maior amor, meu bb.
    https://www.youtube.com/user/MariaRismary

  84. Stela

    Olá Shirley!
    Me emocionei com o seu post….passei por uma situação parecida esta semana, quando ligaram do berçário no meu trabalho dizendo que meu filho de 11 meses não estava bem….muita tosse e febre alta…
    Minha sorte é que eu já estava no final do meu atendimento (sou dentista), mas minha vontade era largar o paciente na cadeira e sair correndo para buscar meu pequeno. Levei ele no hospital e o diagnóstico: faringite aguda. A médica me deu uma declaração dizendo que meu filho devia ficar sob os cuidados de um responsável, em casa, por 3 dias….só que acontece uma coisa….a empresa onde eu trabalho não aceita atestado de acompanhante….não consigo entender!! E nós não temos com quem deixar nosso filho durante a semana….Minha sorte é que meu marido tem uma certa facilidade para arrumar seus horários, então, enquanto eu trabalho, ele está ficando com nosso filho.
    Gostaria até de sugerir um post pra você: como funciona a questão de atestados de licença no trabalho nestes casos? Porque tudo o que eu mais queria era ficar com meu filho neste momento!
    Eu entendo o desespero que aquela mãe deve ter sentindo….ninguém sabe qual é a situação dela na empresa, e nem o quanto a família dela necessita do dinheiro que ela também ganha para sobreviver….imagina se ela perde o emprego? Nessas horas nosso coração se parte ao meio e nós temos que tentar ser mais racionais….infelizmente…..pois pode ter certeza que se dependesse só dela, ela nem teria tentado levar a menina na escola.
    Parabéns pelo seu blog! Admiro muito seus relatos! Você faz parecer que você é uma amiga que nós conhecemos há anos, e que passa por situações parecidas com as nossas! Isso é reconfortante!

  85. Claudia

    Obrigada pelo reconhecimento. Obrigada por entender. Obrigada por sofrer junto. Obrigada pelas boas intencoes. Moro fora do pais e somos so eu e meu marido para cuidar da nossa cria. Nada de ajuda de ninguem.

    Nesse momento, meu filho esta com diarreia. Ja faltei dois dias, meu marido faltou um. Nao podemos mais que isso e ele teve que ir pra creche. Estou aqui agarrada no celular, checando se me ligaram e li esse texto. Pensei em compartilhar no facebook mas a minha mae leria. A mae do meu marido leria. E como mae, sofreriam por nos. Desisti.

    Mas vai dar certo. Ja deu para um monte de maes que hoje tem meu total respeito e vai dar certo pra gente tambem. O que mae nao consegue, ninguem mais consegue.

  86. Luiza

    Realmente, em situações como estas a gente se sente “sem chão” mesmo. Meu filho, Felipe começou na escola ha quase um mês e antes disso passei por uma situação parecida. A vontade era de ligar pro trabalho e falar o que vc comentou, de dizer que não iria. Porém, tinha sido transferida ha 15 dias. Estava no meu período de experiencia digamos assim. A gente se sente numa situação muito ruim. “Revoltante ter que deixar meu filho com qualquer pessoa pq preciso trabalhar”. Mas se queremos dar uma situação melhor pra eles, infelizmente temos que “dar um jeito”. Sempre.

  87. viviane

    Shirley excelente texto, deve ser duro ter q deixar o filho muito cedo de idade e horario na escola, ter chefe chato q não respeita a maternidade. Eu tb sou prof. liberal e faço meu horário, trabalho meio periodo, sempre com incentivo do marido, agora, estamos focando em investir em algo q dê maior rentabilidade e q eu trabalhe menos para q eu possa ficar mais com o filho e queremos pelo menos mais um. Amo o q faço, mas em primeiro lugar o pequeno, qdo eles crescerem eu corro atrás de trabalho e mais dinheiro, no momento cuido dele, qdo fica doente posso refazer minha agenda e se cliente não entender tchau. Mas não penso em ser mãe me tempo integral, quem trabalha desde os 16 anos não sabe como pedir dinheiro para marido, antes de ser mãe sou arquiteta tenho minha profissão e gosto de estar em contato com gente e até msm sentir falta do meu pequeno., Novamente Parabéns por abordar esse tema com tanta delicadeza.

  88. renata

    Passei por isso exatamente essa semana. Tenho um casal de filhos gêmeos e só meu menino adoeceu. Estava com estomatite. Eu mesma avisei a creche e não o levei para lá. Mas minha filha, mandei a creche , porque ele também estava com conjuntivite e, como estão com 1 ano e 5 meses, não há como separa-los. Assim que meu filho melhorou, e comecei a respirar aliviada, pq já faltava p trabalho há 3 dias, o.período mais crítico, em que ele chorava muito e só queria colo, depois dos 3 primeiros dias, passei a deix-lo com minha mãe e minha irmã, mas era inevitável eu chegar atrasada no trabalho. Para minha surpresa, minha filha começou a babar. Fiquei em desespero! Agora que um melhorava, o outro adoecia. E eis que a creche me ligou e pediu para busca-la.gelei e pensei:o que vou dizer no trabalho? Mais uma semana de faltas e atrasos? E foi assim… Sem dormir direito estou ate hj, acordando de madrugada para dar remédio, dormindo 4h por noite e dando conta de uma criança dodói e outra cheia de energia querendo brincar. Essa é a vida de mãe de gêmeos. Às vezes choro sozinha, de cansaço, de tristeza, de desespero, mas basta ouvir a vozinha deles, a gargalhada e o sorriso que tudo o mais se torna mero contratempo.

  89. Anna

    SÓ UMA PERGUNTA? ESSA CRIANÇAS TEM PAI? PQ SEMPRE SOBRA PARA AS MÃES? MUNDO MACHISTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    1. Shirley Hilgert

      Anna, estava esperando essa pergunta. E como ela demorou! Você viu! E sabe porque? Porque ninguém espera que o pai se envolva nessas questões tanto quanto a mãe. A sociedade é “moldada” para isso. Eu não sei se a mãe em questão tinha marido ou não, mas na sua conversa com a professora, ela não falou citou o pai, só a empregada.
      Eu tenho um marido super participativo na criação do Léo. Nos finais de semana, ele cuida mais do pequeno que eu, mas durante a semana. Não posso contar. Claro, eu trabalho em casa e posso me virar melhor para atender numa necessidade, mas se trabalhasse fora, se que também seria assim.
      Primeiro porque a empresa aceita melhor que uma mulher falte por causa do filho do que um homem. É horrível dizer isso, mas é a mais pura verdade. E depois porque a sociedade aceita isso muito mais. Tenho certeza que, em muitos casos, se aparecesse um pai para buscar um filho doente na escola muita gente iria pensar: mas cadê a mãe dessa criança? Que mãe desnaturada!
      Triste essa nossa realidade!

  90. Fabiane

    Eu chorei…chorei pq lembrei de mim…por também passei por isso…a gente se sente um lixo por não poder cuidar da cria, se culpa, dói na alma.
    Eu atuo ba área comercial d todis os dias penso que tenho que alcançar minhas metas, para colocar dinheiro dentro de casa, da minha e das pessoas que trabalham comigo. Pareço ser forte, faço mil voisas ao nesmo tempo, mas eu choro invariavelmente tidos oz dias: ninguém vê, nas eu choro

  91. Michele Cardoso

    Demais esse post, Shi. Meu baby tem 2 meses e já me preocupo com o dia que deixarei ele na escolinha e irei para o trabalho……Bjs.

  92. Patrícia

    Me identifiquei muito com tudo isso, pois também não tenho com quem deixar minha filha de 3 anos e meio quando ela adoece, queria muito ter mais um filho, acho que está na hora já que ela já está ficando egoísta, pois tudo é pra ela, mas até agora não tive coragem porque um é difícil imagina dois filhos!!!

  93. Renata

    Me emocionei…Só de imaginar essa situação!
    Olha, não sei se conseguiria voltar a trabalhar. Quando estava acabando minha licença á maternidade, fui até a empresa onde trabalhei 11 anos, e pedi para fazer um acordo. Consegui sair numa boa, e receber todos meus direitos. Meu chefe foi simplesmente espetacular comigo. Ele me disse: se você pode ficar com seu filho, fique! Ninguém melhor do que a mãe pra cuidar. Mas, fico pensando…e se minha realidade não permitisse essa regalia!? Não sei como seria…não consigo ficar longe do meu filho. Ás vezes, penso em voltar a trabalhar, mas teria que ser um período mais curto, onde eu possa ficar próxima dele, quando precisar de mim.
    Adoro seus posts, Shirley. Me identifico muito com você ;) bjs.

  94. Cristhiane

    Fiquei muito emocionada com esse post, pois volto a trabalhar em breve e sei que será difícil. Felizmente tenho horários flexíveis, o que facilitará bastante para mim, mas sei que essa não é a realidade da maioria das mães. Ultimamente tenho visto muitos posts falando que as mães deviam ficar em casa com os filhos até fazerem 2 anos e fazendo comparações de crianças que ficam com a mãe e as que ficam em escolhinhas e afins, o que só faz com que as mães que infelizmente não tem essa opção se sintam ainda mais culpadas. É muito bom ler algo que reconhece c sobre como é difícil ter que ser mãe e profissional ao mesmo tempo, que muitas vezes adoraríamos largar tudo para ficar com nossos pequenos, mas que nem todas tem essa possibilidade. Parabéns pelo post!

  95. Caroline

    Nossa chorei, que dor no coração, que dó dessa mãe, como de tantas outras.

  96. Fernanda

    Chorei…claro !!
    Me vi naquela situação…com a Anna doentinha…e nao poder faltar ao trabalho de forma alguma..

    Parabéns pela excelente forma de transformar em palavras o sentimento de uma mãe !!

  97. marcelle

    Lindo o texto!!! Emocionante… também passei por exatamente isso! Sou mãe de duas princesas (gêmeas, como na história) e é difícil ter q se dividir com trabalho e filhas…já tive que faltar bastante no trabalho pois como todos sabem qdo uma adoece, depois passa pra outra, não é mito, é pura verdade!!! E o pior é ter q se dividir uma com a outra, como qdo uma delas teve pneumonia e ficou internada…naquele momento tive q ficar com aquela que necessitava mais de mim e a outra ficou com minha mãe! E ainda receber uma “ameaça” de que ganharia falta por Nao ter ido trabalhar….é difícil, mas dou a minha vida por essas duas….minhas filhas são meu tesouro, é um amor que não consigo expressar com palavras de tão grande…transcendental….

  98. Cibele

    Não é fácil mesmo… passei por isso no ano passado, voltando a trabalhar e terminando o Mestrado… não foi fácil… por sorte meu marido trabalha em turno e tem mais facilidade em trocar os horários, mas qcho que eu tb me ofereceria para ficar com a criança… não é fácil ser mãe e trabalahr… : ´- ( e ainda dizem que a mulher é o “sexo frágil”…

  99. Tatiana

    Eh duro!!! Muito mesmo!!!
    Já levei minha pequena pro trabalho. Ela ficou no carrinho, quietinha, nem se mexia de tão malzinha que estava. Mas naquele dia não dava pra faltar…
    Eh o pior de todos os momentos… Sair bem cedo, chegar tarde !!! E não ter a quem recorrer no perrengue… Muito, muito complicado mesmo !!!!

  100. Ana Carolina

    Realmente me emocionei com o texto de hj. Além de mãe, também trabalho fora, e justo hoje faltei pela primeira vez ao trabalho por causa do meu pequeno Antônio, que pegou sua primeira virose. Realmente é difícil equilibrar todos os pratinhos sem deixar nenhum cair. Parabéns a todas às mamães que se dedicam a seus filhos e as inúmeras atividades da vida.

  101. lucimeire

    Não vou comentar sobre essa mãe pois isso , infelizmente, é mais comum do que pensamos… mas esse post fez muitas de nós pensarmos nas nossas escolhas. Parabéns

  102. lucimeire

    Não vou comentar sobre essa mãe pois isso , infelizmente, é mais comum do que pensamos… mas esse post fez muitas de nós pensarmos nas nossas escolhas. Parabéns

  103. Nivalda

    Tambem me comovi com a história dessa mãe. Tenho 05 filhos, todos já criados: o mais velho com 24 anos e a mais nova com 11 anos, e todos 05 cinco ficarmam em escolinhas. Mas sei bem pelo que passou essa mãe, pois hoje não tenho idéia de por quantas vezes passei por situação semelhante, mas eu venci, e deixo essa mensagem para todas as mamaes que passam por isso todos os dias: quer chova, quer faça sol. deixam seus filhinhos na escolinha para ir ganhar o pão, enfrentando onibus ou trens lotados…coragem mãmaes: vcs vão vencer, essa fase vai pasar…

  104. Renata Martins

    Eu li o seu texto e fiquei pensando: Puxa, como vou fazer quando a Bia nascer. Estou grávida de 4 meses, moro em Barueri e trabalho em São Paulo. Já é tão difícil ter que cuidar da casa, marido, enteada adolescente que mora com a gente, 3 cachorros e 2 ramster´s. Eu fico esgotada, pq chego em casa quase as 20h e poucas horas pra fazer tudo. Fico pensando, Deus como vou dar conta de um bebê que dependerá 100% de mim com tão pouco tempo que eu tenho. Já fico morrendo de dó de pensar, que antes dos 6 meses vou me separar dela, e entrega-la aos cuidados de uma escolinha. Quando penso nessas coisas, tento desviar meus pensamentos, pois sei que quando esse dia chegar eu vou estar arrasada, me sentindo a pior mãe do mundo. Então tb tiro o chapéu pra todas estas mães, verdadeiras heroínas, isso sim deve ser admirado e reverenciado.

  105. Renata Gomes

    Querida, parabens pelo lindo relato e sua sensibilidade em conseguir ver a dor e “drama” que essa mae viveu maquele momento.
    Com o papel de mae/pai e sem familiar proximo e ter que trabalhar para meu sustento, vivo tal realidade em muitas vezes com minha princesinha de 1 ano e 6 meses, e te digo que eh desesperador, ver a,pequena doente e lutar toda madrugada para,sua recuperaçao e pensar o que farei ao amanhecer pois nao quero e,nem,devo deixa la doente e longe de mim, mas ao mesmo tempo ter a obrigaçao em ter que manter meu emprego,,e que atestados ou explicaçao sobre a doença de,uma,criança, pouco importa no mundo corporativo cao..
    Muitas pessoas pensam que eh simples, basta mudar de emprego ou focar a,ser 100% mae, mas esquecem que nem todas maes pode viver essa,bençao.. Seguramente se,pudessemos,todas nos cuidariamos de nossos pimpolhos e,nunca ter que delegar para uma,creche ou baba.. Infelizmente ou felizmente a realidade eh bem,diferente, entao eh levantar a cabeça e deixar a guerreira entrar em açao, e vencer uma batalha a cada dia.
    isto so nos torna super mommy

  106. Thaiane

    Antes de ser mãe, eu não imaginava essa imensidão de culpa, essa auto-cobrança de querer fazer e ser a melhor mãe.
    Sou comissária de voo da GOL, as vezes fico 5 dias longe de casa. Deixo com as avós, mas meu coração dói.
    Dói quando chego em casa e vejo ele chamar a avó dele de mãe.
    Dói chegar e ver que ele aprendeu uma coisa nova que não fui eu qu ensinei.
    Dói quando vejo que ele não é tão apegado a mim.
    Eu posso estar na melhor cidade, no melhor hotel. Eu chego, olho para o quarto vazio e choro.
    Choro pq não queria estar onde estou, mas ainda não tenho outra escolha.
    Meu filho tem 1 ano e 5 meses, assim que eu puder sair deste trabalho o farei. Mas enquanto não posso, sofro todos os dias.

  107. Raquel

    É difícil mesmo mamães… sabem que hoje já não é unanimidade esta postura da escola, existe uma discussão inclusive entre pediatras, onde muitos pensam que a escola deve acolher a criança em muitos casos de doenças. Primeiro pq muitas viroses e doenças contagiosas já estão em fase de transmissão antes de se manifestarem, segundo, por existirem muitas formas de evitar o contágio. A angústia desta mãe é de cortar o coração… e pensando no bem estar da criança, será que muitas vezes estas crianças doentes não ficar muito menos cuidadas se ficarem a mercê de um arranjo?

  108. Michelle Mariotto

    Apesar de ter ouvido pessoalmente seu relato e ficado muito tocada com ele, pensando nessa mãe o dia todo, voltei a me emocionar com o post… Como é duro ser mãe! E como é duro ser mãe e não querer – ou pior, não poder – deixar a profissional de lado! E como é duro ter que fazer escolhas em detrimento dos nossos filhos! E como é duro não ter com quem contar!
    Nós realmente somos muito privilegiadas por podermos “socorrer” nossos pequenos a qualquer momento. Precisamos agradecer diariamente aos céus esse privilégio.

    Lindo texto e lindas palavras, Shi! Sensibilidade pura!

    Beijo grande,
    Michelle Mariotto

    1. Shirley Hilgert

      Michelle, triste mesmo a situação dessa e de outras tantas mães. Vamos agradecer todas as noites por podermos viver algo diferente disso. Beijos e amei nosso encontro. Como sempre! Shi

  109. Fernanda

    Muito bem colocado essa postagem. Me vejo em uma situação assim… Não de minha filha doente, graças a Deus não. Mas de estar desempregada por ter de cuidar dela, pois não tenho com quem deixa-la (não, não tenho mesmo). Tenho família na cidade que moro, mas ninguém pode deixar seus afazeres para ficar com ela. Meu marido ficou desempregado pra ajudar, sem carro, sem dinheiro pra colocá-la na escola e tendo que esperar uma vaga na creche (100 crianças em sua frente), sei bem como é nossa vida de mãe. Cada uma com seus problemas e dilemas, sem nenhum problema ser mais fácil ou difícil, cada um com o seu e cada uma sabe onde pesa.
    E vamos seguindo com essa força que surge na gente desde que sabemos que estamos com um serzinho dentro de nós.

  110. Claudia

    Estou com 8 semanas de gestação e este é meu primeiro filho, mas já me emocionei e senti um nó na garganta…
    Coincidentemente hoje foi o dia em que dei a notícia ao meu chefe e vi em seus olhos a preocupação com o afastamento na licença maternidade, a queda de produção no setor e que agora “a atenção seria dividida por 3: trabalho, marido e filhos” (na cabeça dele nessa exata ordem).
    Me senti pressionada, me senti insegura e vi que o desconhecido me espera.
    E que as escolhas muitas vezes serão como neste seu relato: dolorosas.
    Como dizem há muitos anos: ser mãe é padecer no paraíso!

  111. Danielly

    Lindo, emocionante e como me identifico com tudo que vc escreve….

    Obrigada pela homenagem!!1

  112. Danielly

    Lindo, emocionante e como me identifico com tudo que vc escreve….

    Obrigada pela homenagem!!!

  113. Rosana

    Realmente é de se emocionar lendo seu relato, a forma q vc escreve com tanta emoção nas palavras, nessas horas tb posso levantar minhas mãos para o céu, pois optei por não ter empregada, eu mesma fazer os trabalhos de casa, estudar e ainda fazer meus artesanatos, tudo isso para poder ficar do lado da minha riqueza. É não é fácil, não sabemos a vida dessa mãe, mas acredito q deve ser dificil pra ela, como seria pra qq uma que ama seus filhos.

  114. Ana Paula

    Muito complicado mesmo. Eu tive que ficar um mês afastada do trabalho, pois meu filho teve que fazer uma queiloplastia pq nasceu com fissura labial ( teve que usar tala nos bracinhos nesse período e 30 dias de dieta líquida) e quando voltei ao trabalho, fui ameaçada a perder os dias. Sou concursada e eles sabem que não podem mandar embora ou mesmo descontar os dias, então não puderam fazer nada… mas nós sofremos essa pressão de forma descarada por parte das empresas e empregadores.
    Raramente falto ou preciso de horas, então me senti profundamente ofendida por tentarem negar um direito meu e do meu filho.

  115. Cibele

    É de entristecer mesmo, pensei em mim adulta que quando tenho uma doença qualquer desejo tanto ter os cuidados da minha mãe. Larguei meu trabalho pra cuidar do meu filho até que tenha mais entendimento e independência pra viver este mundo. Não sei se faço o correto mas faço o que meu coração manda, mesmo tendo me dedicado tanto à minha profissão. Descobri que ser mãe nos torna uma pessoa que se abdica de si pelo outro. Tem valido à pena. Admiro mulheres que conseguem fazer isto diariamente, não me sinto forte ainda.

  116. Vanessa

    Estou aqui com lágrimas nos olhos!
    Tenho um bebe de 6 meses e recentemente tive que voltar ao trabalho e deixa-lo na escolinha. Não passei ainda por essa situação mas sei que cedo ou tarde acontecerá e é certo que faltarei ao trabalho para ficar com ele.
    As vezes penso em abandonar minha vida profissional pelo menos até que ele se torne mais independente mas ao mesmo tempo sei que meu salário fará falta no orçamento da família.
    Ser mãe não é fácil! Ser mãe e profissional então, nem se fala. Como se não bastasse todas as dificuldades, é conviver dia e noite com uma culpa e uma sensação de que não estou sendo tão boa quanto deveria!

  117. Marina Massarente

    Eu estou em uma situação tão, mais tão delicada. Simplesmente não sei oque fazer.
    Voltei a trabalhar vão fazer 2 meses e minha filha está com 6 meses. Vou mudar de função no trabalho, porém, não terei uma exata pra sair. Minha filha fica o dia todo na escola. Sei que quando chegar em casa ela vai estar dormindo, e não poderei ficar com ela. Eu e o pai dela não moramos juntos, e ela só tem a mim. Sinceramente é quase uma decisão, ou ela ou o trabalho.
    Me ajuuuuuuuuudem mamães..

  118. Mileninha

    Duas coisas: eu já cuidei da minha filha ela estando com conjuntivite e não peguei dela. Um ano depois (sempre no inverno) eu peguei conjuntivite e continuei dando banho, fazendo a comida dela etc e ela não pegou de mim (o pediatra só pediu pra não usarmos a mesma toalha de rosto e eu sempre lavar as mãos). Quero dizer que ela poderia ter deixado com a empregada (embora seja padrão ter um atestado de 3 dias – eu mesma fiquei 3 dias afastada do trabalho mas não dos cuidados com a filha). Também, uma coisa é a gente doente cuidando do filho, outra coisa é uma terceira pessoa né? Mas enfim…
    Outra coisa, imagino que essa mãe, assim como eu, não tem o apoio de pessoas da família (uma avó ou tia que possa ficar um dia com a menina). Ontem mesmo, após me desdobrar a semana toda com provas na faculdade, mais trabalho, mais aniversário da filha na escola, mais roupa pra lavar, casa para limpar (não tenho empregada nem diarista), tive que ouvir que, por trabalhar meio período, eu não trabalho. A frase foi dita após eu contar, toda prosa, que organizei e realizei o aniversário na escolinha com sucesso, mesmo em meio a semana de provas na faculdade. “Ah, mas é que tu não trabalha”, dito por pessoas que dormem até o meio dia e não trabalham mesmo!
    Ou seja, na hora de ajudar, dar uma palavra amiga, dizer que bom que tu conseguiu, não espere nada. Aliás, espere o pior.
    Se eu pudesse dar um abraço muito forte nessa mãe e dizer que sei o que ela está passando, e que vai passar, e virão outros perrengues. E que ela vai superar tudo, porque mãe é forte.

  119. Bárbara Moura

    Estava aqui pensando com meus botões, cada escola poderia fazer um grupo de maes solidárias, que poderiam ajudar nesse sentido. Que possam não só se ajudar, mas trocar experiências é muitas vezes dar forças a uma mãe em hora de desespero.

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