Não precisa ter dó

Você já passou por aquela situação em que as pessoas olham para você como se você fosse uma monstra e o seu filho um coitado? Eu já vivi isso várias vezes, e uma delas foi hoje.

Vou explicar para vocês o que houve.

Estamos vivendo, aqui em casa, um momento delicado. Juntou a loucura das férias do filho com a insanidade de mudar de endereço, então, está tudo de pernas para o ar e quase todos os armários vazios. Assim, hoje tive que ir ao mercado, porque simplesmente não tinha mais nem arroz para cozinhar. Como não tinha com quem deixar o Leo, lá fui eu bem corajosa com o pequeno junto, mas já preparada para o que estava por vir.

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Photo Credit: Lotus Carroll via Compfight cc

Nossa experiência durante a colocação das coisas no carrinho até que foi tranquila (ele foi “dirigindo” o nosso carinho de compras), o problema foi na hora de passar pelo caixa.

Chegando próximo ao caixa, já vi meu pequeno correndo com os olhinhos acesos e a sua vozinha estridente gritando “mamãe, mamãe, óia!”. Eu, que já sabia o que era, peguei o caminho de outro caixa, mas ele se manteve irredutível e parou em frente ao caixa que tinha aquelas malditas balas num tubinho com um bichinho da Disney em cima (PS: cadê aquela lei que acabou de ser aprovada e que proíbe o uso de imagens apelativas para crianças em diversos produtos de consumo? Cadê? Cadê? Quero saber!). Eu estacionei o carrinho de compras no meu caixa e me dirigi ao caixa onde o Leo se plantou (exatamente ao lado do meu). Lá, desci à sua altura, olhei nos seus olhos e expliquei: “Filho, eu sei o que você quer, é a balinha do Pateta. Mas a mamãe não dá balinha para você. Quem dá balinha para você quando você vai ao mercado é a vovó, então, da próxima vez, peça para ela. Eu não vou dar. OK?”. Nisso, abriram-se as comportas de Itaipú, com toda a sua força sonora e aquosa. O Leo começou um show digno a teste para ator mirim de Malhação e conseguiu captar a atenção de metade das pessoas que estavam no mercado (só quem estava na parte dos laticínios e açougue que eu creio que não ouviu, pois era ficava muito longe).

Eu, em vez de ficar batendo boca com ele, insistindo, pedindo pelo amor de Deus para ele parar com o escândalo (ou então, pior, ceder e entregar a maldita bala da discórdia), fui até o meu caixa e comecei a tirar as coisas do carrinho. Com toda a calma e paciência que não me são naturais. A cada cinco itens que eu tirava do carrinho, dava um passinho, olhava para ele e pedia para ele vir até mim, mas não tinha jeito, ele estava determinado e gritar até que o Pateta e o seu tubo de bala resolvessem pular da gôndola direto na boca dele.

Nisso, aquela metade do mercado que olhava para o Leo já tinha dirigido os olhos esbugalhados de indignação para mim, e eu fiquei lá, com aquela cara de tacho, de quem sabe que está fazendo o certo (falei, expliquei e não ia ficar dando corda para o show), mas também sabe que todo mundo pensa que é uma louca, malévola e sem coração.

Depois de uns dois minutos de muito berro e sem ser atendido, Leo resolveu desistir de suas insanas tentativas de me convencer a dar para ele balinhas e correu até mim, agarrou a minha perna e pediu colo. Eu, como se não tivesse acontecido nada, dei, paguei a conta e saí empurrando o meu carrinho feliz e tranquila, pois sabia que independente do que os outros estivessem pensando, eu tinha feito aquilo que achava o certo.

E saibam vocês que não foi a primeira vez que eu tive que encarar olhares e até discursos que diziam claramente na minha cara “ai, coitadinho dele” como se, do jeitinho que eu disse lá no início, ele fosse um coitado e eu uma bruxa.

Uma das vezes foi quando contei para uma desconhecida que o Leo iria para escola. Contei toda feliz e ela me solta “Mas coitadinho, tão novinho, por que você vai fazer isso tão cedo?”. Na hora, não me segurei e devolvi sem meias palavras: “Coitadinho por quê? Passei semanas visitando e escolhendo uma boa escola para ele ficar. Fui lá, conversei com a coordenadora, fiz um interrogatório quase assustador, analisei todos os prós e contras e tenho certeza que ele ficará num ótimo lugar. Além disso, passo horas e horas do meu dia me dedicando a cuidar dele, a dar atenção, carinho, afeto e proteção e ele não é, definitivamente, uma criança largada. Coitadinho de quem gostaria de ter uma boa escola para ir, um lugar seguro para ficar, pessoas preparadas e carinhosas para cuidar. Desses sim é que tem que ter pena”.

E a outra vez que tive que encarar aquela situação “ai como você é má” foi quando disseram que o Leo era um coitado porque eu não o deixava comer doces, sendo que nem um aninho ele tinha ainda. Como se ele não tivesse uma vida inteira para comer doce e como se ele estivesse passando fome por não comer porcarias. Ah, me poupem, né!

Enfim, esse post de hoje é para dizer que está assim de gente pronta para apontar o dedo na nossa cara dizendo que nossos filhos são uns coitadinhos e nós somos umas cobras más. Mas essas pessoas sequer param para pensar que muitas das vezes que estamos sendo “más” estamos simplesmente tentando educar, ensinar a ter bons modos, não reforçar comportamentos inadequados, dar bons exemplos, criar bons hábitos e por aí vai.

O Leo não é um coitado por não ser atendido quando está errado (lembrando que eu sempre explico o motivo do pedido dele não ser atendido), nem por não ganhar uma bala tampouco por ir para uma ótima escola. E toda vez que alguém me olha com uma cara feia ou solta algum comentário chato de se ouvir eu simplesmente me agarro à certeza de que estou simplesmente tentando fazer o melhor para o meu filho.

 

 

47 comentários

  1. Juliana

    Você está corretíssima! Também lido muito com isso, minha mãe já deu até BIS para o meu filho de 1 ano e 7 meses! Às vezes é difícil não se incomodar com os olhares, mas esse incômodo dura pouco. Prefiro a tranquilidade de saber que estou fazendo o melhor: isso fica para a vida toda.

    1. Simone Paradella

      Eu entendo você Shirley. Ja ouvi do meu proprio irmão que eu era malvada e chata por ñ deixar meu filho de 1 ano e 3 meses tomar refrigerante, pois ele deixava a filha dele 2 meses mais velha beber sem problemas. E muito mais! As vezes respiro fundo e ignoro, mas outras ñ aguento!

    2. Juliana Tezelli

      Realmente é uma situação difícil. Você não quer dar corda para as birras mas as vezes só pelos olhares desaprovados de pessoas que não cuidam da sua própria vida pode destimular a gente. As veze temos vontade de calar a qualquer custo o choro estridente da criança só por não querer lidar com esses olhares naquele momento ou naquele dia. Mas não desisto!!!! Rs

  2. Déborah

    Shirley, vc disse tuuudo! Traduziu as coisas que meu coração gritam, mas não consigo expressar pela boca! Muito obrigada! hahaha Beijos :*

  3. majuza soares

    Já fui chamada de enjoada por não dar danoninho, e de boba por fazer a sopinha dele separada. Porque quem me julgou dava a mesma comida que todos comiam, para a bebê dela desde os três meses.
    Já enfrente olhares tortos por não permitir que descem coca cola para meu filho aos quatro meses de idade, e ainda tive que ouvir calada que a filha da pessoa tomou aos três meses na mamadeira, e adorou.
    Hoje em dia as polêmicas são quanto o corte de cabelo, não acho que seja apropriado levar um bebê de oito meses para passar máquina no cabelo, mas tenho que ouvir que estou deixando o cabelo crescer para fazer trancinhas no meu filho.
    Outro dia uma mulher que nunca me viu, olhou para mim e disse, coitadinho o que você está fazendo com ele na rua neste frio. ( Sai por cinco minutos, na esquina da minha rua para ir a farmácia comprar pomada para assadura, não tinha com quem deixá-lo ).
    Enfim, temos que nos acostumar, mães enfrentam julgamentos, todos acham que sabem cuidar de seu filho melhor que você.
    O que temos que fazer é ouvir os comentários, e virar as costas e fazer exatamente o que manda nosso coração. Fazemos o que podemos, e o melhor que podemos por nossos filhotes.

    1. Jociane Lara

      Verdade, as pessoas sempre querem julgar o modo como criamos nossos filhos. Passe pela mesma coisa, mas o importante é saber que estamos fazendo o melhor que podemos por nossos pequenos.

  4. Fabrina

    A partir do momento que nos tornamos mães, viramos as bruxas e os filhos os coitados. Tadinho, só toma leite materno? Tadinho, vc não conseguiu amamentar? Tadinho, vc coloca ele pra dormir sozinho? Tadinho, dá uma carninha pra sua filha de 6 meses ficar chupando, Tadinha ela tá aguando o refrigerante que eu estou tomando. Socorro.! E infelizmente a maioria dos comentários infelizes vem de gente da própria família. rs.!

  5. Taysa

    Que bom saber que estou no caminho certo! As vezes me sinto uma E.T.! É muito difícil colocar na cabeça de certas pessoas que meu filho de 1 ano e 5 meses não precisa de refrigerante ou doces pra ser uma criança feliz! Temos que ter muita paciência pra aguentar essas pessoas !

  6. Erica

    Concordo totalmente com você. Adorei seu texto.

    Minha filha tem apenas 7 meses e já passei por isso varias vezes. É realmente assustador o julgamento das pessoas. Ainda estou aprendendo a lidar com isso.
    As vezes é mais difícil lidar com as outras pessoas do que com a birra da criança.

  7. Pollyanna Sapori

    Você está certinha com sua atitude e tem toda razão quanto a estes “olhares” e “comentários” que nós mães enfrentamos. Eu, tenho um filho de pouco mais de dois meses e já passei por estes comentários. “Tadinho, ele fica no carrinho?”, “Coitado, ele dorme sozinho sem ser ninado?”, “Oh dó, está chorando”…como se ele tivesse outra forma de se comunicar a não ser através do choro. Difícil não se irritar com estes comentários e seguir sem dar a mínima importância. Só nós sabemos nas 25 horas que passamos por dia pensando e fazendo o melhor para os nossos filhos, passando inclusive por cima de nossas vontades, em grande parte das vezes.

  8. Laís

    Isso ai, nós fazemos nossas escolhas e temos que passar por isso com naturalidade. Ontem (31/07/2014) estava nas Lojas Americanas e eu que fiquei olhando de cara feia e resmungando kkkkkk para um casal que estava cheia de papinhas da Nestle, até ai tudo bem eu não compraria, mas cada um faz da maneira que quer. Porém, uma moça ao lado perguntou ao pai quantos meses a nenem tinha e pasmem: 04 meses. Eu fiquei xingando os dois por dentro kkkkkkkkkkkkkkk

  9. Beatriz

    Mas o bom comportamento no mercado não poderia ter sido recompensado com as tais galinhas do Pateta ou algo do gênero? Não devemos reforçar os comportamentos negativos! Mas e o positivos?

  10. Beatriz

    Ooops…… Balinhas

    1. Ingrid

      Beatriz, desculpe-me a sinceridade, mas eu acho que o MÍNIMO que um filho deve ter é um bom comportamento. tenho certeza de que Shirley recompensa seu filhote de outras formas além da bala. E outra coisa, antes da “birra”, ela já tinha falado com ele que não ia dar a balinha e pronto. Ele simplesmente tem que ouvir e obedecer (como se na prática fosse simples né gente…rsss). tenho um filho de 10 meses e já sou julgada pela minha família de não dar chocolate pra ele, imagina só quando ele fizer esse tipo de birra no mercado….tô lascada….Vou tentar ter calma e “fingir que nada está acontecendo” (que pra mim é muito difícil…rsss)… Mas Shirley você está completamente certa! É você que educa seu filho, é você que acorda de madrugada, é você que conhece ele mais do que ninguém!!! É você que “dita as regras”. É muito fácil o povo da fila ficar te julgando só porque não deu o chocolate, não são eles que educam seu filho não é mesmo? Bju….Adoro seu blog!!!!

  11. Ana

    Estou grávida e já me preparando psicologicamente para essas situações!
    Acredito que reforçar comportamentos positivos seja com palavras e afagos. Dar um “prêmio” é querer comprar as atitudes…

  12. Ingrid

    Beatriz, desculpe-me a sinceridade, mas eu acho que o MÍNIMO que um filho deve ter é um bom comportamento. tenho certeza de que Shirley recompensa seu filhote de outras formas além da bala. E outra coisa, antes da “birra”, ela já tinha falado com ele que não ia dar a balinha e pronto. Ele simplesmente tem que ouvir e obedecer (como se na prática fosse simples né gente…rsss). tenho um filho de 10 meses e já sou julgada pela minha família de não dar chocolate pra ele, imagina só quando ele fizer esse tipo de birra no mercado….tô lascada….Vou tentar ter calma e “fingir que nada está acontecendo” (que pra mim é muito difícil…rsss)… Mas Shirley você está completamente certa! É você que educa seu filho, é você que acorda de madrugada, é você que conhece ele mais do que ninguém!!! É você que “dita as regras”. É muito fácil o povo da fila ficar te julgando só porque não deu o chocolate, não são eles que educam seu filho não é mesmo? Bju….Adoro seu blog!!!!

  13. Graziella

    Beatriz, só uma questão: que comportamento positivo? Ter parado de chorar? Caso isso fosse feito, seria exatamente reforçar o choro para ganhar as balinhas, o tal comportamento negativo, não?!
    Shirley, apoio sua conduta e sua entrega na arte de educar com todo amor e carinho o seu filho, um cidadão do mundo.

  14. Leila

    Vc está completamente certa.. Já passei por isso inúmeras vezes, e o mais complicado e a própria família te julgando.. Minha filha tdm 3a2m e até hj nunca tomou refrigerante, enquanto meu sobrinho 3 meses mais velho toma desde bebe.. E eu sempre sou criticada por ela não tomar.. Hj vejo a recompensa, ela pede balinhas, compro ela come 1 ou 2, diz que está satisfeita e só vai lembrar das mesmas 1 semana depois…

  15. Dayana Maria

    Meu filho tem 1 aninho, quando tinha 7 meses, fomos para casa da minha vó, na PB. Minhas tias ficaram surpresas, no almoço, por dar feijão a ele. Depois do almoço umas delas queria dar pirulito, eu disse um NÃO bem sonoro, ela respondeu: “Dayana vc dar feijão que é pior do que pirulito”. Eu fiquei sem reação e o pior saí como vilã da estória.

  16. Flavia

    Infelizmente isso acontece direto.
    Tudo começou quando nao tive leite para amamentar e uma bendita tia disse que o aptamil estava engordando meu filho e que leite de vaca seria melhor. rsrsrs
    E agora todos olham para mim com olhares reprovando que meu filho nao conhece refrigerante e eu evito dar doces, nao que ele nao chupe uma bala, um pirulito ou coma um chocolate de vez em quando (de vez em quando mesmo rs), mas o acho muito novo, ele vai completar dois anos e acredito que tem frutas tao atrativas e tao saborosas que prefiro aproveitar que ele ama frutas e nao sente falta de doces.

    A pediatra dele custou a acreditar que eu nao ofereço estas coisas para ele, nada de biscoito recheados e refrigerante é zero por aqui, doces tipo na pascoa e olhe lá.

  17. Catarina

    Palmas!!!!!!! Sensacional o texto!!!! Super aprovada. Tenho uma filha de 1 ano e 11 meses e sei exatamente o que vc passou ontem. Tbem não dou doce, balas e refreigerantes à minha filha e sou constantemente criticada e julgada por isso. A pior educação que a gente pode dar aos nossos filhos, é ceder à birra. A criança simplesmente acha que consegue tudo desta forma e isso daqui a pouco foge do nosso controle. Quem age assim, não educa e sim deseduca!

  18. Beatriz

    Ingrid, ela já estava prevendo que algo pudesse acontecer, tanto que se dirigiu a outro caixa. Acho que devemos agir ANTES que as burra aconteçam!!! Não é ninguém que educa nossos filhos, somos nós mesmas e só nós sabemos como é uma tarefa difícil. Tenho um de 3 anos e outro de 1 ano! Também não sou a favor de entupir de doces… Usei a idéia da bala pois foi o que foi citado. Nessas gôndolas próximas aos caixas também tem revistinhas para pintura, com fiz de cera…. Quem sabe ele ficaria feliz por ser recompensado pelo bom comportamento e quando chegassem em casa, até ficaria entretido para ela guardar as compras? Concordo que o mínimo é o bom comportamento, mas eles só o terão após serem educados. E é isso o que fazemos diariamente. Eu recompenso pelo bom comportamento, assim como a vida nós recompensa também!

  19. Priscila

    Concordo totalmente com sua atitude e o que escreveu!! Passo por situações semelhantes frequentemente… Esses dias meu filho de 2 anos e meio deu o maior escândalo, pois não queria colocar a blusa de frio pra ir na escola. Então eu falei: Tudo bem, você vai ficar com a blusa de manga curta mesmo… Até o caminho pra escola eu sempre levo o DVD pra ele ir assistindo. Nesse dia, ao sair de casa, eu disse que devido ao comportamento que ele acabou de ter ele não ia assistir o DVD. Minha mãe estava perto e ficou indignada: Dá o DVD pra ele, coitado. E eu continuei firme, ele entrou no carro, ficou com uma cara de que sabia que tinha feito um escândalo sem necessidade, e foi tentando chamar minha atenção, conversar comigo… Eu falei assim pra ele: Filho, a mamãe quer o seu bem, está muito frio e se você não colocar a blusa você vai ficar dodói e tem que ir no médico. E você viu que sua atitude fez você ficar sem seu desenho preferido. Ele falou assim: Mamãe, Arthur quer por a blusa, não quer ir no médico…. cheguei na frente da escola, ele colocou a blusa, todo bonitinho… Com certeza, ele aprendeu a lição e valeu muito a pena!

  20. Daniela

    Shirley, estou gravida de seis meses. E só quero dizer: “parabéns”. Estou de saco cheio cheio de ver mães e pais passivos diante de situações como esta. Otimo exemplo da sua parte. Obrigada.

  21. Vanessa Sayão

    Ai, eu sou meia radical quando me recriminam quando corrijo a Eduarda. Quando me falam essa famosa frase ” Ah coitadinha!” eu respondo em seguida: ” Todos nós somos coitados pois todos nascemos de um coito, inclusive você.” como se não bastasse nossas mil responsabilidades al longo do dia ainda precisa ouvir dessforos!

  22. Vanessa Duarte

    As minhas idas no mercado ou em qualquer lugar publico(que faça compras) sempre são terríveis.Eu sempre converso muito com a minha filha,explico que não se pode comprar tudo que quer,que as vezes nem precisamos daquilo e não há motivo pra comprar,pq muitas vezes ela nem sabe o q é quer por causa do desenho q vê por fora da embalagem.Mas não tem jeito,ela se compromete e promete se comportar,deixo até ela sem ir por um tempo depois do escandalo mas não adianta,chega no mercado e ela enxerga tudo e quer,aí é óbvio q não dou e lá vem os gritos e choros e eu me sentindo um ET,pq o povo me olha como se eu tivesse espancando uma criança em via pública,mas não cedo,o problema é sempre o Pai dela q fica com vergonha do escandalo e acaba cedendo,segundo ele pra ela não chorar e gritar.Mas creio q com o tempo a criança entenda (com os pais sempre explicando,é claro) que não pode fazer essas coisas,a minha tem 4 anos e ainda essa fase passar.

  23. Fernanda

    Exceto a parte do mercado, pois além do Arthur ainda não falar eu trabalho em um mercado. Os outros pontos acontecerem exatamente comigo.
    Arthur foi para a escola com 6 meses, meio período, e mesmo assim eu fui condenada por muitos. O coitadinho também não pode comer doces, mas acho que mãe é isso mesmo a que corrige e dá carinho, pois lá na frente quem eles irão culpar pela falta de educação será a mãe mesmo.
    Adorei o site!…entrou nos favoritos!!

  24. Juliana

    Super apoiada! É complicado suportar os olhares de quem está vendo somente uma cena do filme todo e ainda sem saber do roteiro, mas é por um bom motivo!

  25. Isabelle

    Mas você agiu corretamente.
    Uma mãe não deve se submeter aos caprichos de uma criança, e sim o contrário.
    Esses olhares de reprovação são típicos de uma sociedade sem educação como a brasileira, onde se vive a “ditadura das crianças” cuja consequência são indivíduos que, quando adultos, acham que o mundo deve girar em torno deles. Na Europa é fácil identificar as famílias brasileiras entre os turistas pelas crianças birrentas e mal educadas, que parecem nunca ter ouvido um “não” na vida. As crianças francesas, alemãs, belgas… desde cedo aprendem a terem disciplina e o respeito às regras de convivência.

  26. Tatiana

    A minha ainda não fez birra pq tem só 6 meses. Mas q Deus me dê forças pra deixar ela chorando até cansar pq eu não vou dar balinha nenhuma. Podem me chamar de doida, de malvada, do q for, mas não quero q ela fique cheia das vontades. Ora, se a mãe disse não, é NÃO! Dizem q se começarmos a ser enfáticas desde a primeira chantagem infantil, a tendência é q obedeçam posteriormente.

  27. Érica

    Está correta! Concordo em tudo. E completo que essas pessoas que falam ” coitadinha” serão as mesmas que criticarão a família quando, no futuro, a criança q não recebeu limites, começar a ter problemas.

  28. Juliana

    Oi, super entendo! As pessoas acham que tem o direito e obrigação de opinar sobre toda e qualquer decisão tomada, que seja diferente da que elas tomariam. Infelizmente, esse tipo de gente sempre vai existir e somente cabe a nós, saber ouvir e filtrar o que é bom ou ruim de se guardar.

    Adoro seu Instagram, e o blog estou colocando nos favoritos!!!

    Se pudesse dar uma passadinha no meu, seria uma honra :)

    Beijão pra vcs dois!

    http://mamaeemchoque.blogspot.com.br/

  29. Ana

    Nossa, perfeito!!! Passo por isso também (em relação a não dar porcarias) e minha filha só tem 1 aninho. Acho um absurdo e tenho DÓ das crianças que se entopem de doces, refrigerante, etc.
    As vezes parece que estamos indo contra a correnteza, mas devemos continuar firmes pra criar crianças com bons hábitos e educadas.
    Amo seu blog!!
    Bjs

  30. Júnia

    Parece até que fui eu que escrevi isso!!! As pessoas estão loucas! Acham que podem dar pitaco em tudo! E outra, só podia ser a avó mesmo para dar bala… Sem noção!!!

  31. Dafne

    Ola Shirley! Concordo com sua atitude, ele tem que te respeitar… Se vc já explicou o motivo e disse não, então é não e ponto! Acho esse negocio de recompensa meio delicado, tem q ser mto bem analisado. Na minha opinião, criança assim como adulto, tem q se comportar com educação e respeito EM QUALQUER LUGAR! Meu bebê tem 8 meses e eu também já sofro com o assunto alimentação… Acho que fica mais difícil ainda quando o Pai não concorda ou não entende os motivos da Mae… (Meu caso) Quase temos q lutar contra o mundo!…. Mto chato!

  32. Soraya Gutierrez

    A minha mãe era muito má… e hj eu não brigo com a balança, não preciso de dietas, como verduras e frutas, não tenho diabetes e nem colesterol alto… tb respeito as pessoas não importa quem sejam. Gosto de ser uma mãe tão má quanto minha mãe foi para mim ;) rsrs

  33. Priscila

    Adorei o post e concordo em genero, numero e grau Shirley!
    Educar nao e facil, ne… mas temos que fazer nossa parte para que nossos filhos entendam que nem tudo que eles querem eles terao na vida e que tudo tem seu momento tb…
    Minha filha tem so 1 ano e 3 meses mas nao pode ser contrariada que da show de gritos… a gente tem que conversar, explicar e as vezes deixar no cantinho do castigo porque a danadinha e tinhosa e teimosa viu… e dificil lidar com essa parteda educacao, mas eu e meu marido achamos necessario para a boa educacao dela.

  34. Andressa

    Senti na pele o que vc descreveu, a família do meu marido me critica e me acha louca, pq decidi dar uma dieta balanceada ao meu filho, pq ele tem dois anos e não come salgadinhos, não toma refrigerante….. enfim, a louca ainda por cima sou eu…..

  35. Ludmila

    Ai gente com é difícil nao é? ahhh o lindo do meu irmao deu coca cola pra minha filha de 7 meses “deu” molhou a boca dela ela fez careta quando eu vi quase esganei ele…..nao podeeee…..quando vi ja tinha gritado……mas agora ela ta numa fase tudo que ve a gente comer quer tbm nao por vontade acho q para imitar mesmo sabe….mas é duro…..as pessoas nao respeitam…..

  36. Nordana

    Ameeeeeeeeiiii esse post…Olha tenho vivido isso diariamente porque o João tem 7 meses e há dois está na escolinha pois voltei a trabalhar. Pra começo de conversa deixa-lo na escolinha sempre foi a nossa decisão, pra não ser mimado demais e já conviver com outras crianças desde cedo. Foi difícil??Sim, e muito…mas pra mim, durante umas duas semanas…pro João, foi um semana para adaptação…e pronto, vai sorrindo e ama a tia…rsrss;…
    Ouvi e ouço até hoje, “nossa, tadinho , ele é muito novo pra ir pra creche” e talz….eh complicado ouvir mas sempre falo… “ Eu preciso trabalhar, ele está bem alimentado, brincando, limpinho e feliz, o que há de errado nisso?”. Eu estou amando a escolinha, as tias são amorosas e muito organizadas, fora que ele tem desenvolvido muito..e isso me traz uma tranquilidade sem tamanho…Tenho certeza que tomei a melhor decisão…

  37. Shislene

    Minha filha tem um ano e um mês e começou a se jogar e dar uns ataques quando está cansada e ouve um não. Também sou da opinião que se está errado não pode voltar atrás, só espero superar a fase que ainda está por vir!

  38. Melissa Cortez

    “Tadinho”… é duro ouvir isso, né? Nós, que fazemos tudo de melhor por eles, para que sejam pessoas de bem, educadas, felizes… e gente que nem convive, fala tadinho pra tudo.
    Minha sogra… mora longe, chegou para ficar uns dias em casa. Quando entrou pela porta, meu filho estava no tapetinho de atividades dele, todo entretido. Ela: “tadinho! O que ele tá fazendo no chão??”
    Pouco tempo depois, ele ficou com sono. O coloquei na caminha dele, em 10 minutos ele dormiu sozinho, como sempre. E ela: “Tadinho…. dormiu!”….. nessa eu suspirei.
    No dia seguinte, coloquei um body preto com caveirinha, todo bonitinho… e, novamente, ela: “Tadinho!”
    JESUS!!!! Dai paciência, hahahaha!
    Mas faz parte, não adianta, mãe é viver com isso, melhor ignorar mesmo!

  39. Kátia

    Pois façam como eu que nessas situações devolvo o olhar feio com um mais feio ainda, não deixando espaço nenhum para críticas ou palpites, já que o filho é meu e tenho certeza de estar fazendo o melhor para ele, afinal eu o Amo sou sua Mãe não poderia ser diferente.

  40. Renato Cianbroni

    Nossa!!!!Me identifiquei muito com o texto e com os varios comentários , perfeito Parabèns…sou muito julgada por minha filha de 05 anos não tomar Refrigerante como se isso estivesse fazendo falta na alimentação dela affff….

  41. Patricia

    Obrigada! Depois de ler seu texto, eu acalmei aqui e consegui escrever para a creche da minha filha. Descobri que eles estavam dando pirulito para as crianças, “um diazinho só”… Tava muito mal, encarar tudo isso é muito difícil pra mim, mas ceder jamais! Inclusive, parabéns pela sua postura no supermercado, é isso aí!

  42. Cibele

    Adoro você! ! Me sinto menos má. ..kkkkkk!!

  43. Márcia Soga Foratto

    Apoiadissima.
    Ninguém mais do que vc ama seu filho e faz o melhor para ele.
    Mesmo com os olhares de reprovação das pessoas…..

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