A importância do limite e como impô-lo a nossos filhos

Mamães, o texto de hoje, da nossa querida psicóloga e colunista Raquel Suertegaray, está incrível! Com certeza, um dos mais bacanas que ela já escreveu aqui para o blog. Dessa vez, ela abordou um tema que tira o sono de muitos pais: a questão do limite.

O limite é realmente importante? Que influências a falta ou o excesso dele podem causar? Como impor limite sem cair no autoritarismo? Dicas práticas para impor limite às crianças.

Eu poderia destacar inúmeros trechos desse texto aqui, na introdução, mas vou deixar que ele seja lido na íntegra, pois vale muito a pena.

Um texto para virar referencia na criação dos filhos. Eu aprendi muita coisa com ele. Boa leitura!

Como impor limite aos filhos

Photo Credit: Caro Spark via Compfight cc

 A importância do limite e como impô-lo a nossos filhos

Por Raquel Suertegaray

“Limite”, uma palavra vem do Latim “limis” e significa “caminho entre dois campos, fronteira, sulco”, ou seja, remete a delimitar, regular as fronteiras. Pesquisar a origem da palavra trouxe mais sentido ainda ao seu entendimento, em especial com relação à importância de que os limites sejam interpostos para as crianças e tenham suas fronteiras reguladas.

Um bebe, quando nasce, não reconhece seus limites e necessita de braços que o aconcheguem e mantenham seus “pedaços” unidos. O limite sentido através do tato oferece a noção do próprio corpo. Isto é tranquilizador e integrador nesta fase, pois tira da criança a sensação de despedaçamento. Aqui o limite já vai dando sinais de sua importância.

Ao longo de toda a vida, o limite, muitas vezes, tem uma função muito parecida. A medida que o bebe cresce, seu mundo cresce junto com ele e esta imensidão remete a esta angústia primária. Diante de um mundo que não controlam, ficam sem saber o que fazer, por isto, com frequência, crianças que carecem de limites tem ataques de birras, se jogam no chão, esperneiam e gritam e até mesmo são erroneamente taxadas de hiperativas. A falta da continência oferecida pelo limite, se converte na criança como uma intensa angústia, que se manifesta em perda do controle.

Esta breve introdução já sinaliza a importância dos pais serem firmes quando necessário e estabelecerem limites aos seus filhos. No entanto, limites não são universais e variam de cultura para cultura, de família para família. Você pode estar se perguntando: mas se pode variar tanto, como afinal de contas eu saberei quais limites devo ou não impor a meu filho?

Pois bem, este questionamento deve ser a base de qualquer limite imposto. O primeiro segredo para um limite funcionar é que ele faça sentido, que eu, o adulto que o estabeleço, concorde verdadeiramente com ele, caso contrário, não vai funcionar. Então, a receita que funciona na casa da minha vizinha nem sempre servirá na minha casa. Igualmente, os pais devem se perguntar sempre se seus parâmetros atendem às necessidades dos filhos ou atendem a sua necessidade de tornar as coisas mais fáceis.

Crianças e adultos são diferentes, os adultos têm possibilidades que não podem ser oferecidas às crianças, pois a criança não possui bagagem, nem maturidade para avaliar as variáveis envolvidas, portanto, as opções precisam ser limitadas, para que elas, as crianças, seja capaz de escolher.

Da mesma forma, suas necessidades são diferentes das nossas e muitas delas precisam ser atendidas, com frequência exigindo esforços da nossa parte e exigindo que nós abrimos mão de antigos prazeres em nome do bem estar de nossos filhos. Para isto ser possível, é necessário que nós tenhamos capacidade de estabelecermos a nós mesmos limites e, adivinhe onde esta história começou? Isto mesmo, na nossa infância.

Bom, já deu para perceber que estabelecer limites é importante, mas a pergunta que assombra papais e mamães é como e quais?

Aqui, uma dica é: estabeleça limites úteis e seja perseverante. As pessoas costumam esperar que as crianças se comportem e tenham as mesmas necessidades que os adultos e isto é uma grande inverdade. Crianças são diferentes de adultos e ainda não são capazes de lidar com seus impulsos, por isso, precisam ser constantemente lembradas e relembradas do que pode e do que não pode e das consequências de seus atos. Então, seja perseverante.

Ou seja, já sabemos que os limites precisarão ser retomados à exaustão, então, não convém estabelecer um número exagerado de regras, pois o risco de cairmos em contradição é enorme e os efeitos das contradições tornam ainda mais difícil a tarefa de fazer com que as crianças introjetem os limites e passem a ser elas mesmas suas próporias reguladoras. Então, seja coerente!

Ainda, na ânsia de serem atendidos, muitos pais caem na armadilha de oferecer prêmios, prometer castigos, fazer chantagens e com isso descaracterizam a mensagem principal, de que o certo é certo e pronto! Devo fazer o que é melhor para mim e não apenas o que me dá prazer.

Trocas (“se você fizer isto, ganha aquilo”) por mais que pareçam inocentes e justas criam um círculo vicioso, onde a criança só obedece e faz o que é certo, se receber algo em troca ou, ainda, quando ameaças entram em jogo, ela pode optar por não ganhar nada ou perder algo, para não cumprir com suas obrigações e aí? Complica, né. Então, seja firme!

Outro erro recorrente dos pais é implorar aos seus filhos para que estes respeitem os limites estabelecidos na família ou cumpram com suas obrigações. Existe uma diferença hierárquica entre pais e filhos e os filhos precisam compreender que os pais fazem determinadas exigências para seu bem. Então, nada de rezar uma missa para seu filho ir para o banho. Avalie se é realmente importante que o banho seja naquela hora, se a criança não irá precisar abandonar um momento realmente muito importante para ela (pode ser até mesmo uma brincadeira, para ele, dentro de seu mundo e suas necessidades, brincar mais um pouquinho pode ser super importante) e, caso a resposta para todas estas perguntas seja sim, seja firme. Tente não se alterar e diga em poucas palavras que ele deve ir para o banho. E não adianta muitas explicações. Poucas palavras costumam ser mais efetivas. Depois disso, encerre a atenção que ele recebe e deixe claro que adorará conversar, dar abraço, brincar, seja o que for, depois que ele estiver limpinho. Então, seja diretivo!

O mesmo vale para arrumar o quarto, comer, etc. Não ganhamos muito em extensas explicações. As crianças não mantem a atenção durante um discurso, por mais que usemos palavras bonitas. As palavras são apenas jogadas ao vento e não terão efeito. Por outro lado, perder a atenção, perceber que está sendo ignorado tende a surtir efeito e isto pode ser conseguido apenas fechando a cara, estabelecendo um diálogo monossilábico, onde sempre se afirma o mesmo, que depois de sua função cumprida, as coisas voltam ao normal e você lhe cobrirá de beijos, mas por enquanto, você está muito decepcionada para isso.

Um momento que, com frequência se torna uma guerra, é a hora de se vestir. Aqui, temos que avaliar diversas variávei e uma delas é o respeito ao desejo da criança, que deve ser considerado, afinal, temos nosso estilo e ela tem direito de ter o seu se quisermos um filho autônomo, capaz de optar e com personalidade própria. No entanto, crianças ainda obedecem ao princípio do prazer e não estão preparadas para avaliar as necessidades impostas pela realidade.

Desta forma, podemos oferecer a possibilidade da criança escolher. Abrir o guarda-roupa e dizer “escolha!”. Pois bem, essa é uma péssima opção, já que a criança se deparará com um número de possibilidades que lhe deixarão ainda mais ansiosa e assim a birra pode aumentar. Assim, a dica é você selecionar um número de peças de roupa e, entre estas, seu filho poderá escolher. Uma vez que ele tenha decidido, ou ele se veste ou você terá que encontrar uma forma de fazê-lo. E nesse momento, mais uma vez, seja firme, mostre que não há outras opções, quanto menos está briga se estender, menos ela irá se repetir. Então, assuma o controle e seja razoável!

Estabelecer limites não é uma tarefa simples e ela necessita ser constantemente reavaliada. Cada vez mais acredito que limites bem estabelecidos, dentro de parâmetros adequados, são o segredo para o sucesso da criação dos filhos. Mas um alerta: limites bem estabelecidos está muito longe de limites rígidos e de excesso de limites, pois o autoritarismo cria outros problemas, não menos graves que a falta de deles.

A importância não está em ter filhos educados, mas sim em eles tornarem-se capazes de enfrentar as exigências da vida, em aprenderem a lidar com as escolhas e a frustração de saberem que o mundo não é uma fonte de prazer inesgotável. Crianças sem limites se tornam insaciáveis e, por esta razão, infelizes, pois nada nunca suprem o vazio no qual vivem.

O tema é amplo demais e há inúmeros vieses a serem considerados, por isso, voltarei a abordá-lo inúmeras vezes aqui. E assim, deixo o meu convite para vocês, leitoras, compartilharem as suas dúvidas e opiniões no espaço para comentários abaixo, assim, elas podem ser ponto de partida para novas reflexões e para futuros textos. Um abraço e até a próxima!

Colunistas MdM Raquel - Psicologia

 

 

 

45 comentários

  1. Ana Paula

    Amigas Shirley e Raquel,
    Adorei o texto
    Importante sempre ler e discutir este assunto
    Preciso me policiar sempre para não exagerar nos castigos e no falatório!!! Kkkkk
    Bjs amigas continuem assim…

    1. Raquel Suertegaray

      Obrigada Ana
      É muito importante, pois os filhos nos testam a todo o momento, não por malandragem, mas porque são humanos e gostariam de ter suas vontades satisfeitas e nós mães, precisamos nos policiar para não nos perdermos nos castigos e longos discursos… cada vez me convenço mais que eles são muito pouco efetivos, servem mais para aplacar o conflito, do que resolver alguma coisa a longo prazo!
      Beijo, paciência e perseverança! 3 filhos não é para qualquer mortal!!!!

  2. Regina Marteli

    Muito bom o texto. Eu como mãe de um menino de 5 anos, lido todos os dias com situações em que tenho que impor limites. Meu filho, tenta negociar, burlar as tarefas, mas eu não dou espaço para isso. Não tem que ser não e não talvez. Eu uso muito a cara feia, a frase estou muito triste com o que você fez, ou muito decepcionada. Mas elogio meu filho, digo que estou feliz, dou parabéns, abraço e beijo quando ele cumpre suas tarefas com responsabilidade. Educar é uma tarefa cansativa, repetitiva, mas fico muito orgulhosa em ver que está dando certo. Com amor e limites faremos de nossos filhos, seres humanos melhores e mais felizes. O texto me ajudou a refletir sobre o autoritarismo que muitas vezes exerço sobre meu filho. Obrigada e um grande abraço!

    1. Macetes de Mãe

      Olá Regina!
      Que bacana, com certeza isso fará diferença na vida de seu filho!
      Fico super feliz que o texto foi útil para você :)
      Bjsss

  3. Fernanda

    Mais uma vez o Macetes de Mãe com um assunto excelente. Parabéns! Por isso que sou viciada em ler os posts tdo dia rsrs
    Realmente impor limites é o ponto chave da educação, e é extremamente difícil qdo se tem que reeducar os adultos que vivem em volta da criança, no meu caso meu tenho que ser firme com meu marido primeiramente para conseguir me impor respeitosamente para meu filho. Meu marido foi criado “faço o que quero, e até Deus tem que fazer o que quero” tem sido dificil desde a época de namoro, agora como pais complicou. tenho visto qse tddos os dias como a falta de limites destroi a vida do ser humano, que ja desde de pequeno é tachado de insuportável ou pestinha e ate mesmo terrorista mirin ( como eu costumo chamar) por causa da omissão em educar dos seus responsáveis, que prefere a praticidade de se relevar tdos os atos fechando os olhos , do que uma vigilancia 24 hras por dia para formar um cidadão…. um assunto que merece muitos posts

    1. Raquel Suertegaray

      Fernanda, é verdade, já dizia Pitágoras: ” Educai as crianças, para não precisar punir o adulto!”

  4. Cristiane

    Ótimo texto, muito esclareçedor, porém tenho uma dúvida quanto a idade que começamos a colocar limites às crianças, minha filha tem 1 ano e 1 mês, ela já anda mas não fala, mas entende tudo que falamos, e sempre testa os limites e passamos grande parte do dia dizendo “nao” a ela. O limite nessa idade vai de acordo com o que é perigoso ou pode apresentar algum risco pra ela, mas parece que ela não entende, sempre mexe nas mesmas coisas que não queremos. Como lidar com o limite nessa fase?

    1. Michelle

      Muito bom o texto, e a minha dúvida é a mesma que a da Cristiane, apenas com uma diferença que meu bebe tem 1 ano e 4 mês

      1. Raquel Suertegaray

        O limite deve ser balizado pelo certo e pelo errado, o que engloba o que é perigoso. Não existe uma idade a partir da qual iniciamos a colocar limite, desde que que nasce ele deve fazer parte da vida da criança. Por exemplo, organizar os horários de sono de um bebê, estabelecendo rotinas estáveis, já é uma forma de estabelecer limite e diferenças (dia e noite por ex). O que devemos ter em mente é se impomos limites importantes, ou se avaliamos todo e qualquer risco como perigoso… devemos valorizar nossa autoridade com o que vale a pena!

  5. Raquel

    Oi Raquel,
    E como estabelecer limite para a hora das refeiçoes? Criança de 1 ano e meio que começa a nao querer mais ficar na cadeirinha.
    Obrigada!

  6. Elizabeth

    Realmente foi o melhor texto sobre esse tema que eu já li. Gostei bastante! Mas também tenho a mesma dúvida que a Cristiane – a partir de que idade temos que colocar limites? – Pois a minha filha também tem 1 ano e 1 mês e praticamente passo o dia dizendo e às vezes até gritando NÃO. Ela só quer o que não pode, mexe no que não deve… E cada não é um escândalo que ela faz, chorando aos berros e se jogando no chão. Qdo chega a esse ponto eu simplesmente a ignoro e faço de conta que não ligo pra o que ela está fazendo. O problema é que já faz meses que acontece isso e nada melhorou. Não sei se é uma fase ou se estou de alguma forma reforçando esse comportamento.

  7. Bruna

    Olá,

    Eu simplesmente amei o texto, pois estou passando por essa fase de birras e se jogar no chão.
    Meu filho tem 2 ano e meio e gostaria de saber se é possível impor os limites desde já.
    Digo isso, pois a minha sensação é de que ele ainda não entende totalmente e tenho receio de estar exigindo muito.
    Você poderia me ajudar?
    Desde já muito obrigada pelo texto maravilhoso!
    Bjs

    Bruna

  8. Renata

    Meu filho tem 1 ano e 3 meses, minha dúvida é a mesma da Cristiane.

  9. Cristiane

    O texto resume bem a importância e dificuldade dos limites! Tenho três filhos e estou tendo mais dificuldade em impor limites ao caçula! Para meu alento a perseverança tem funcionado. Mudamos algumas atitudes e pedimos auxilio de uma psicóloga.

  10. Juliana

    Muito bom o texto. Tambem tenho duvida nos limites de bebes, tenho uma filha de 11 meses. Ainda nao precisamos de tantos limites, mas, por exemplo, em casa tem um vaso grande que eu nao deixo ela mexer, ela ja entende que nao pode, algumas vezes ela vai em direcao ao vaso fazendo nao com a cabeca. Sempre fico seria, digo que nao pode, que nao quero que ela mexa ali e tiro ela. Mas todo dia ela vai no vaso, sempre faco a mesma coisa, as vezes ela chora ai eu continuo seria e quando ela para pego um brinquedo pra ela esquecer do vaso. O que mais devo fazer? Ela ainda e muito nova?

    1. Raquel Suertegaray

      Juliana, estás no caminho certo, ela vai aprender e aceitar! Não podemos esquecer o quanto é dificil resistir as tentações (até para nós), por isso as crianças insistem! Precisam aprender a conter os impulsos!
      Beijinho e boa sorte!

  11. tati

    Como agir com seu filho gritando/chorando no chão, não querendo ir embora do local, sendo em um lugar público sem ser julgada? Hoje em dia qualquer coisa que tu fizeres tu é filmado. Não posso ser ruim, óbvio, mas não posso ser pulso frouxo também. O estranho é que em casa ele é tranquilo. Como fazer?
    Meu filho tem 3 anos e 3 meses.

  12. shirley

    Adorei o texto…me fez refletir em que melhorar. Eu tenho dois meninos e lidar com limites, depois da chegada do segundo tem sido uma tortura. Sinto q falo demais c o mais velho, reclamo demais e tenho perdido o controle. Vou tentar me policiar e buscar melhorar.

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que você gostou.
      Obrigada pelo carinho!!
      Bjss

  13. Elisangela

    Muito interessante o texto, vivo um dilema com minha filha; ou seja varios rs. Tem 3 anos e uma personalidade mto forte; desde cedo, nunca consegui fazer com q durma sozinha. Hj em dia durmo com ela; sim durmo longe do marido. Sempre tentamos dormir juntos mas varias vezes ela acorda d madrugada e pula p nossa cama, mesmo qdo durmo com ela a danadinha acorda chorando e dando mtos chutes. Bem complicado isso; agora mais com a fase das birras; ir ao pediatra ė um parto, faz escandalo como se tivesse matando. Em casa p vestir pijama p dormir mesma coisa. Se for pro banho outro escandalo e acordar p ir p escola aff mais outro. O q eu faço? Tento ignorar , faço o que preciso mesmo com os berros; deixo no castigo chorrando sentadinha no banquinho e quem disse q ela para? Chora mto mais; faz ansia de vomito, terror total. So para qdo tiro de la e dou abraço q me pede. Ela ė mto carinhosa e ate me pede desculpas por vontade propria. Mas sinto q nada melhora mesmo depois d conversar com ela qdo esta calma. Ufa eu estou sem saber como lidar com isso e olha q tenho uma filha d 15anos tb q nunca foi assim
    Me ajude por favor! Beijos

  14. Daiana

    Adorei o texto, eu havia enviado um e-mail para Shirley fazendo algumas perguntas sobre isso. Para mim foi muito esclarecedor, porém meu bebê tem 1ano e 3 meses e gostaria de saber como podemos estabelecer limites para crianças nessa idade?

  15. Renata Costa

    Parabéns, Adorei o texto!! Lido diariamente com situações q me deixam em ” saia justa” com meu filho de 1 ano e 6 meses. Gostei de todas as dica, pena que, nessa idade do meu filho o diálogo ainda não flui com tanta eficiência e o nível de compreensão dele ainda é muito pequeno.
    Abraços

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que gostou Renata!
      Obrigada pelo carinho :) Bjss

  16. Mary

    Parabéns pelo belíssimo texto!!! Salvei inclusive algumas partes para sempre ler e me lembrar! Vejo muitas mães que não dão limites aos filhos, e o que me preocupa é o futuro dessas crianças! A grande maioria não sabe o significado da palavra “educação e respeito” e acham que o mundo gira em torno deles! Aprendo muito com o “erro”dessas pessoas pois penso: não quero que meu filho seja assim! O post da Cristiane
    também é uma coisa que me preocupa, tenho uma filha meses mais velha, e de fato os limites para essa idade são em torno dos riscos, mas a criança sempre insiste nas mesmas coisas e as vezes fico um pouco perdida!

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada Mary!
      Que bom que você gostou!!
      Bjss

  17. Taimara

    Oi Raquel adorei o seu texto, tenho um filho de 2 anos , é muito difícil por limites mais não é impossível, sempre ponho limites no meu filho, falo não nas horas necessária, ele que sempre se impor, mais o limite reina aqui, antes de começa a por limites, temos que respeita os limites da criança, ter uma rotina para alimentação, sono, lazer, higiene, eu sei que cada um pensa diferente, temos que aprender qual a hora das necessidades dos nossos filhos , sem deixar de lembrar que estamos lidando com um bebê ou criança, mais o que penso pro meu filho , é o seguinte! O que não e bom pra mim,como vai ser bom para meu filho, ultimamente o que vejo, é os adultos que precisam de limites.

    1. Macetes de Mãe

      Olá Taimara!
      Que bom que gostou!
      Agradecemos pelas palavras :) Bjs

  18. Priscila

    Minha dúvida é a mesma da Cristiane. Meu filho tem 1 ano e 4 meses, parece entender bem o q pode e o que não pode. mas quando falarmos que não pode fazer algo a atração é imediata, ele passa a fazer aquilo sempre. A inpressão que tenho é que ele já nos testa muito nessa hora, e também percebo que isso acontece geralmente quando ele esta querendo chamar atenção.
    Nessa idade eles já conseguem entender os limites? Como lidar?

  19. Carolina

    Tenho 2 filhas e estou esperando um terceiro. A minha mais velha sempre foi muito fácil de lidar, respeitava os limites e mesmo hoje, com 14 anos, é uma menina muito bem centrada e com a cabeça no lugar. Minha mais nova tem 4 anos e não consigo fazer com que ela respeite limites. Ela não se joga no chão nem nada parecido, simplesmente ignora ou grita que quer as coisas do jeito dela, não importa o que eu faça. Se eu ignorá-la, ela simplesmente continua fazendo aquilo que ela não deveria e acabou. Se eu a confronto, tentando impor autoridade, acabo apanhando ou sendo arranhada. Por mais que eu leia que não podemos castigas, muitas vezes somente deixá-la por 2 ou 3 minutos no quarto consegue parar o acesso de raiva… Sempre leio muito sobre o que não fazer, mas muito pouco sobre como agir de maneira prática, principalmente quando as orientações não funcionam… Estou um pouco preocupada, pois estou grávida de 38 semanas e não sei como vou lidar com ela e com mais um bebê…
    Obrigada pela atenção.

  20. Clariana

    Ainda estou na fase de recompensas, meu filho tem 6 anos e uma inteligência descomunal pra me enganar e burlar regras. Então, para que ele cumpra tudo que é necessário no dia, dentro dos horários (pois já havia chegado ao ponto de receber bilhetes da escola por tantos atrasos), instituí uma pequena planilha com os horários e tarefas mais importantes em troca de uma recompensa semanal. Já havia feito isso uma vez e sei que funciona apenas por um tempo (enquanto ele tiver interesse em ganhar ou juntar para comprar os brinquedos que me pede) mas o que eu acho importante nisso tudo é que durante esse período em que está interessado ele adquire hábitos que perduram. Foi assim que ensinei ele a tomar banho sozinho e se vestir quando era mais novo. Antes era sempre correndo atrás dele com a roupa na mão… Agora ele já faz isso no automático. Com o tempo a lista de tarefas vai mudar e diminuir, mas com alguns hábitos já incorporados e sem muita discussão entre nos todos. Mãe menos neurótica, filho mais feliz :)

    1. Macetes de Mãe

      Que bacana Clariana!
      Obrigada por compartilhar conosco :)
      Bjss

  21. Erika

    Shirley e Raquel, adorei o texto. Acho que era o que eu precisava escutar nesse momento. Tenho uma menina de 3 anos e 10 e um menino de 1 ano e 4 e não tive problemas em educar com limites a mais velha, mais o pequeno está me dando trabalho. Desde que começou a andar, qdo não é atendido no que quer, se joga no chão. Confesso que me assustei, não imaginava que uma criança tão pequena pudesse agir assim. Comecei a ignorar os chiliques achando que passariam, mas não resolveu. Vou começar a ter outras atitudes agora, obrigada meninas.

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que o texto te ajudou Erika!
      Ficamos bem felizes!
      Bjss

  22. Moema

    Olá Raquel, ótimo texto, me fez refletir sobre o que venho passando com meu filho de 8 anos… Ele sempre está às voltas querendo ganhar algo, normalmente um bicho de estimação ou acessórios ligados a eles. E quando negamos em nossa casa, ele corre pra avó que não nega nada nunca. E isso é muito recorrente, nós negamos e ela dá. Será que isso é falta de limite, será isso prejudicial?

  23. Tatiana Cali

    Olá meninas!
    Este tema para mim é muito caro. Com o Lucas, hoje com 7 anos, passei por pouquíssimos, raros mesmo, problemas neste quesito. Ele se jogou no chão para uma birra uma única vez em um shopping. O ignorei, segui, ele parou, levantou, expliquei que não podia e ponto. Nunca mais!
    Mas com a Clara…

  24. Tatiana Cali

    Cortou meu texto, então vou tentar reproduzi-lo em parte…

    Com a Clara tudo é complicado. Ela grita, berra, se joga no chão! E não é por falta de limites. Sou conhecida na família como a que tem o filho mais educado e mais obediente. Mas com ela…
    Pra mim o não é não e sem negociação. Ela é do tipo que se foi contrariada o escândalo é garantido. Já tive duas vezes segurança de shopping me rondando por causa disso. Se eu passasse e visse escândalo como o que ela faz eu certamente diria “Que horror! Falta de limites!”. Mas não é! Mas tb não sei o que fazer! Tenho vontade de virar avestruz!
    Ela se transforma. É doce, carinhosa, dengosa… Aí parece que da defeito e pronto! Começa tudo de novo!
    As vezes acho que está passando! Mas depois volta tudo!
    Diz pra mim que é só uma fase e que tá acabando, vai?!
    Shi e Raquel, sou fã incondicional das duas. Muito bom poder contar sempre com vcs! Mesmo não estando por aqui com tanta frequência.
    Bjs, Tati.

  25. marcilha

    Sensacional! Obrigada! !

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que gostou Marcilha! Bjsss

  26. Cid@

    Meu filho tem 1 ano e 9 meses não sei se pelo fato que eu fico muitas horas longe dele, colocar limites nele é bem complicado ele tem muita opinião e quando diz não muitas vezes não conseguimos fazê-lo mudar de ideia, vou imprimir e ler o texto de novo com calma pq esse processo é bem tenso…

    Obrigada pela ajuda e tenho que deixar de falatório..

  27. Ana Paula

    Adorei o texto, mas não consigo ver como aplica-lo para o meu filho pois ele tem apenas 11 meses, certas dicas entendo ser para crianças maiores.
    Gostaria de um auxilio de vocês. Trocar fralda ou vestir meu filho se tornou uma maratona e as vezes uma guerra.
    Ele se vira ou tenta fugir tento sempre dar alguma coisa para entreter, para poder realizar a “tarefa”.
    O pior é quando vou na pediatra, tenho que segurar ele para ela medir e ai ele faz um escanda-lo parece que estão matando ele.
    Parece que sente injustiçado porque estão segurando ele, se não seguramos ele tenta fugir se levantar, ele não quer ficar deitado.
    Não vejo o que fazer, sozinha não consigo segurar ele e trocar a fralda, por exemplo, o único jeito que consigo é dando algo para ele se entreter.
    Tento explicar o que estou fazendo, mas não adianta e o pior ainda é na médica e na hora de vestir.
    Tem alguma dica, como por limites num bebê de 11 meses?

  28. Ana Paula

    Adorei o texto, mas não consigo ver como aplica-lo para o meu filho pois ele tem apenas 11 meses, certas dicas entendo ser para crianças maiores.
    Gostaria de um auxilio de vocês. Trocar fralda ou vestir meu filho se tornou uma maratona e as vezes uma guerra.Ele se vira ou tenta fugir tento sempre dar alguma coisa para entreter, para poder realizar a “tarefa”.O pior é quando vou na pediatra, tenho que segurar ele para ela medir e ai ele faz um escanda-lo parece que estão matando ele.
    Parece que sente injustiçado porque estão segurando ele, se não seguramos ele tenta fugir se levantar, ele não quer ficar deitado.
    Não vejo o que fazer, sozinha não consigo segurar ele e trocar a fralda, por exemplo, o único jeito que consigo é dando algo para ele se entreter.
    Tento explicar o que estou fazendo, mas não adianta e o pior ainda é na médica e na hora de vestir.
    Tem alguma dica, como por limites num bebê de 11 meses?

  29. Gabriela Oliveira

    Bom dia! Ótimo texto. Eu até que vinha bem nessa dinâmica dos limites, saber dar nãos, enfim, em educar. Mas com a chegada de um novo filho tudo mudou, ultimamente minha vontade é sair correndo, gritando e chorando, sem destino. Minha filha mais velha (3anos)parece outra criança. Limite é uma coisa que simplesmente ela não obedece mais.Minha paciência está quase zero de tantas vezes ter que pedir, explicar e repetir p ela. No fim do dia me sinto uma péssima mãe. Péssima por ter alterado o tom de voz com ela, péssima por ter perdido a paciência, péssima por não ter conseguido fazê-la obedecer. Estou cansada!!!

  30. SOLANGE

    Importantíssima sua reflexão a respeito do significado de limites humanos. Obrigada!
    Mas, e quando o filho já foi estragado, já esta com 18 anos e teve sua infância dilacerada, pela falha social e familiar por não conhecerem essa noção de limites himano ? Ainda há esperança?

  31. Ana Paula

    Adorei o texto. Sou mãe de primeira viagem e minha filha está com um aninho agora. Já observo comportamentos Dela compatíveis com testes, como se ela quisesse saber os limites. É possible tão pequena já ter esse tipo de comportamento ? Como devo lidar ?

    Muito obrigada e parabéns :)

    1. Shirley Hilgert

      A criança testar limites nessa idade é normal. Faz parte do desenvolvimento dela. bjs

Deixe seu comentário