Faça as pazes com as suas escolhas

Infelizmente, uma das expressões mais verdadeiras sobre maternidade é aquela que diz: “quando nasce um bebê, nasce uma mãe – e, com ela, a culpa!”

Não dá para escapar disso. Depois que temos filhos, o sentimento de culpa é uma eterna pulguinha que não sai de trás da orelha, de cima do nosso colchão ou de dentro das nossas roupas. Para onde quer que a gente vá e o que quer que a gente faça, parece que ela está sempre lá, nos acompanhando.

E um dos pontos que mais pegam quando nos tornamos mãe é questão da nossa carreira, ou seja, o tempo que dedicamos ao trabalho e o tempo que dedicamos aos nossos filhos. Se, por um lado, amamos nossa profissão ou dependemos dela para pagar as conta do fim do mês, por outro, queríamos passar mais tempo ao lado dos nossos filhos, acompanhar melhor as suas descobertas, estar mais presente no dia-a-dia.

faca as pazes com as suas escolhas

Vejo isso claramente na minha vida. Quando eu cuidava exclusivamente do Leo, teve um período que senti falta do meu trabalho, da minha carreira, da minha antiga profissão. Depois, quando contratei uma babá para me ajudar e passei a trabalhar em casa, eu me culpava por estar lá, pertinho dele, e não poder ficar ao seu lado porque tinha tarefas a cumprir. Hoje, que ele vai para a escola, sigo me culpando em muitos momentos, pois apesar de estar imensamente feliz e realizada profissionalmente, penso que esse tempo não volta mais e me questiono se não estou deixando passar coisas ricas e importantes da sua infância.

E eu sei que é assim com todas as mães. Com aquelas que se culpam porque trabalham 10 horas por dia e quase não encontram seus filhos de segunda a sexta, com aquelas que trabalham meio período para ficar mais tempo com os filhos mas que, dessa forma, veem a renda da casa diminuir drasticamente, ou até com aquelas que deixaram a carreira de lado para se dedicar aos filhos, mas que se questionam se essa foi mesmo a melhor decisão.

Não há receita certa, não há modelo ideal, não há arranjo que não vá gerar culpa e questionamentos. O importante é cada mãe fazer as pazes com suas escolhas e ser feliz, mas feliz de verdade, de coração, porque a felicidade e a realização de uma mãe são também a alegria e a paz de espírito de um filho.

Assim, não importa qual foi a sua escolha, se foi investir na sua carreira ou abrir mão dela, o que importa é que você esteja em paz com sua decisão e que essa paz se traduza na melhor mãe que você pode ser: amorosa, dedicada e que ensina o que é ser feliz da forma mais bonita e marcante que pode haver: pelo exemplo! Afinal, não existe jeito certo ou errado de ser mãe, desde que seja com amor.

E você? Já mostrou para sua mãe que você a ama e admira pelas escolhas que ela fez, independente de quais foram? Aproveite essa oportunidade para dizer isso a ela. Conte aqui um episódio onde a sua mãe foi seu grande exemplo e marque esse relato com a hashtag #AmoComoVocêAma ou, então, clique aqui e faça uma linda homenagem para ser compartilhada nas redes sociais. Com toda a certeza, ela vai ficar feliz em saber de todo seu amor e admiração e extremamente emocionada ao ver essa homenagem compartilhada com tanto orgulho.

Esse post faz parte da ação #AmoComoVocêAma, um movimento de Comfort para mostrar que não importa as falhas e defeitos de nossas mães, a gente ama o jeito como elas nos amam. Também fazem parte desse movimento as mães Luiza (www.potencialgestante.com.br), Camila, Mariana e Patrícia (www.mundoovo.com.br). Faça parte você também!

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2 comentários

  1. Nívea

    Pois é, Shi, nasce uma mãe, nasce uma culpada.

    Nos culpamos por não conseguirmos acertar sempre: coisa, que, aliás, não exigimos de mais ninguém, em situação alguma. Engraçado como somos mais críticas conosco do que com qualquer outra pessoa.
    O pior de tudo é que a culpa nos prende, como você bem disse. Não ficamos em paz com nossas decisões, porque decidir significa obrigatoriamente abdicar de algo. Se você trabalha, abdica de ficar aquelas horas com o filho. Se não trabalha, abdica da ascensão na carreira.

    E como é difícil abrir mão de algo! No fundo gostaríamos que o dia durasse 50 horas, para que houvesse tempo de fazer tudo aquilo que desejamos. Ou melhor, nem assim nos livraríamos da culpa, porque se tivéssemos mais tempo, nos culparíamos por não nos dedicar ainda mais aos nossos filhos.

    Por experiência própria, acho que vamos descobrindo aos poucos como lidar com esse sentimento. E, por incrível que pareça, nossos filhos nos ajudam muito nesse caminho. Quando um filho diz que você precisa descansar, ou que consegue fazer algo sozinho, sem sua ajuda, no fundo está dizendo que já é hora de se livrar da tal da culpa e ser feliz. Grandes amigos esses nossos pequenos!

    Bjs,

    1. Shirley Hilgert

      Disse tudo, Nívea. Aprendemos a não culpar ou exigir as coisas dos outros, mas nós nos culpamos e exigimos a perfeição de nós mesmas. Como é duro! Será que um dia a gente aprende, relaxa, sofre menos? Bjs

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