As mães perdem a memória porque a natureza é sábia

Sabe essa história de que a gente tem um filho e perde a memória? De que ela vai embora junto com a placenta? Isso é a mais pura verdade e eu sou levada a crer que é um mecanismo de defesa e de sobrevivência da espécie. Hoje me peguei pensando nisso e já vou explicar por que.

Estou conversando por email com uma mãe cujo filho tem APLV. Ela me fez algumas perguntas sobre como foram as coisas com o Leo, o que ele sentia, como foi a melhora, o tratamento, enfim… esses detalhes. Quando fui responder as suas perguntas, pedi desculpas por lembrar tão pouco dos detalhes, e dei a culpa na maternidade. Só que logo em seguida, me surpreendi com o que eu estava escrevendo e vendo diante dos meus olhos: como é que eu havia esquecido daquele pesadelo que eu vivi? Eu jamais imaginei que fosse sair da minha cabeça todos os dias e noites que sofri feito um cão sujo, molhado, com fome e largado na sarjeta (ai que exagero! mas só para dar uma ideia do desespero) por ver todo o sofrimento que o Leo estava passando e e que eu não sabia quando iria acabar. E hoje me pego assim, dizendo que não lembro direito de como foram as coisas.

cade a memoria que estava aqui

Photo Credit: Hey Paul Studios via Compfight cc

E não lembro mesmo (tanto que estou  aqui, grávida de outro). Apaguei, deletei, esqueci, ficou no passado. Claro que se paro para relembrar eu revivo sim um pouco de tudo aquilo que foi difícil, mas digamos que, não mais com toda aquela intensidade que foi na época, simplesmente porque a minha memória foi seletiva e guardou o que merecia ser guardado: muito mais o aprendizado e muito menos o sofrimento.

E o mesmo vale para tantas outras coisas, que a grande maioria de nós, se não todas, vive: a dor do parto ou da recuperação, as noites mal dormidas, as cólicas infindáveis, os choros sem explicação, aquele medo absurdo de fazer tudo errado, a vontade de fugir de casa de vez em quando. Tudo isso, ou quase tudo, a gente vive. Por dias, semanas ou meses, e depois isso vai se dissipando com o tempo, vai ficando no passado, vai se tornando só um fio na nossa memória.

E vai embora junto com o tempo porque as coisas boas são muito mais expressivas, importantes e marcantes. Porque, com o passar dos dias, as coisas ficam sim mais fáceis e a balança vai se tornando mais equilibrada, com o pratinho das coisas difíceis e duras ficando mais leve e com o das coisas gostosas e felizes ficando cada vez mais cheio.

Sim, a natureza é perfeita na sua sabedoria. Ela sabe medir muito bem os desafios que nos impõem. Ela começa com aquela tempestade de surpresas nem sempre agradáveis e depois vai deixando a chuva mais branda até que ela seja só um garoa leve no fim do dia. E alguns dias ou meses depois, o sol nasce de trás das nuvens, seca tudo que ficou molhado e faz as verde e o colorido das flores renascer.

Sim, você, assim  como eu, por mais que duvide, vai esquecer da parte difícil. Pode lembrar que foi difícil, bem difícil, e se emocionar de vez em quando por isso, mas não vai mais sofrer ao lembrar do que passou. E vai seguir adiante, feliz da vida, pois aquele serzinho que tantas coisas difíceis te fez passar também trouxe as maiores e mais importantes alegrias da sua vida. Trouxe a certeza que vale a pena sair da cama todo santo dia, dar o seu melhor de si e se entregar de corpo e alma à vida simplesmente porque ele existe!

36 comentários

  1. magda

    Puríssima verdade, sofri mto com meu primeiro filho na parte de amamentação, e ouvia meu marido dizendo “vai mesmo querer outro?”, tinha dias q meu filho mamava sangue de tao machucado q estava meu seio mais não desisti, e depois de 6 anos tive uma menina e não lembrava do q havia sofrido e por surpresa ela pegou perfeitamente no seio desde a primeira mamada e não fez um machucadinho se quer…. Acho q se tivéssemos memoria de tudo ao teríamos um filho hehehe

  2. Ingrid

    Nossa que lindo o texto!! Me emocionei!!! Emocionei mesmo!!! É exatamente assim!! Como é que pode né? A natureza é mesmo sábia…..só lembramos das coisas boas =)

  3. mariely

    Shirley tenho uma bb de 4 meses q te APLV. Li seus outros posts sobre o assunto e gostaria de trocar algumas ideias com vc.Estou perdida em relação ao q devo fazer!!!

    1. Shirley Hilgert

      Mariely, tem alguns posts sobre isso aqui no blog, mas vc tb pode me escrever: shirley@macetesdemae.com.
      Bjs

  4. Adriana Renosto

    Minha princesa tem apenas 5 meses e ja me sinro exatamente assim, as vezes me perguntam quais foram as dificuldades no início e simplesmente não lembro se teve muita cólica ou não, esses dias ao me observar respondendo isto pensei: Nossa como não?! Rsrs não foi uma cólica absurda como ouço relatos mais achei várias vezes que iria dormir apenas 30 minutos para o resto da minha vida hahahaha e agora so por que estou na fase de ostentação em relação ao sono (chego a dormir 3 hrs seguidas rs) esqueço o início duro e difícil.
    Mais é obra de Deus mesmo, por que senão era um e pronto, e se Deus permitir daqui 3 anos quero mais um bebê <3
    Que Nossa Senhora proteja sempre nossos bebês.
    Bjo

  5. Ana Cláudia Marques

    Teu blog está atualizando o tempo inteiro… escrevi um comentário imenso, e quando atualizou, perdi tudo. hahahahaha…
    Enfim, eu só queria dizer Obrigada por tudo! Seu blog tem sido minha leitura diária desde que descobri que estava grávida. Vc já me ajudou muito em diversas situações. E mais uma vez,teu post de hoje acalmou meu coração pois meu leite esta secando.E meu coração se parte toda vez que preciso complementar com a mamadeira. Mas enfim, é um caso de saúde, não é porque eu quero. O problema é que não estou conseguindo lidar muito bem com isso. A maternidade não é mesmo um mar de rosas.
    Beijos.

    1. Shirley Hilgert

      Ana, vou checar o que está acontecendo no blog. Obrigada pelo carinho e pelas doces palavras. Adorei!

  6. Renata

    Oi Shirley! Meu filho era APLV (recém curado) e o que me ajudou MUUUITO foi um grupo no FB de mamães com filhos APLVs (e outras alergias alimentares também). Tem algumas médicas no grupo, nutricionistas, etc. Mas, o mais importantes, tem mães passando pela mesma situação nesse mesmo momento. A troca de apoio e experiência foram incríveis e aprendi dicas incríveis pra poder passar por essa fase. As vezes vale como dica para você indicar para alguma mamãe leitora ;)
    O grupo chama TIps4APLV, tem que procurar no FB. https://www.facebook.com/groups/610013639015021/?fref=ts

  7. Renata

    Oi Shirley! Meu filho era APLV (recém curado) e o que me ajudou MUUUITO foi um grupo no FB de mamães com filhos APLVs (e outras alergias alimentares também). Tem algumas médicas no grupo, nutricionistas, etc. Mas, o mais importantes, tem mães passando pela mesma situação nesse mesmo momento. A troca de apoio e experiência foram incríveis e aprendi dicas incríveis pra poder passar por essa fase. As vezes vale como dica para você indicar para alguma mamãe leitora ;)
    O grupo chama TIps4APLV, tem que procurar no FB.

    1. Shirley Hilgert

      Renata, adorei a dica!!!! Vou juntar dicas de outros grupos e vou fazer um post sobre isso.

  8. lis

    Tive tantos problemas logo depois que filho nasceu com ( depressao, nao ter leite pra amamentar,meu filho nao dormia eu fiquei uma semana sem dormir e o pior de tudo a familia do meu marido dizer que tudo isso era frescuragem minha. Mais me pegando conversando com deus se eu deveria dar um irmaozinho(a) para meu filho e ele me respondeu” que eu e meu esposo nao eramos eternos e que irmaos sao o que nos restao como familia quando nos pais se vamos. Conclusao eu disposta para passar por tudo dinovo kkk bjs .

  9. Bruna Gonzaga

    Gente, esse texto é a coisa mais linda! Meu filho quase se foi por duas vezes, teve pneumonia intrauterina e meningite com 1ano e meio, foi muito duro, muito sofrido dos dois lados e realmente só lembro se paro para pensar, hoje eu vejo ele crescido, forte, um menino esperto e corajoso, e penso que tudo isso nos fortaleceu e nos deixou com um vínculo ainda mais intenso! A natureza é realmente incrível! Obrigada por compartilhar de suas aventura conosco, afinal as mães se identificam e muito! Beijos

    1. Shirley Hilgert

      Bruna, que guerreira você foi. PARABÉNS por ter superado tudo isso!

  10. Ana Paula

    Uma vez a minha médica me falou exatamente isso e eu não acreditei. Meu mais velho tem 7 anos e tenho um bebê de 4 meses. Muitas coisas eu não lembrava. Parecia que era meu primeiro filho. Acho que o amor faz isso. A gente esquecer as coisas ruins.

  11. Elan

    Realmente a gente esquece das coisas ruins. A Natureza é sábia, sem dúvida!!! E o texto é ótimo!

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada Elan!!
      Bjss

  12. Valéria

    Lindo texto, mas acima de tudo sábio. Quando uma mulher me conta os tratamentos sem fim pra conseguir engravidar ou uma mãe fala das cólicas do seu recém nascido, olho pro meu Davi e penso; tenha calma vai passar. Ainda tenho vontade de chorar quando vejo uma incubadora, ou quando sei de uma mãe com um bebê na UTI Neo, mas faria tudo novamente pela minha Marcela. Tudo passa e o que fica é o amor!

  13. Bruna

    PERFEITO! Me emocionei muito. Ouço minha mãe dizer que “mãe sempre esquece” quando respondo pra ela que vou ter um filho só. Tive uma cesárea com dificil recuperação, cólicas por alguns meses, saltos/picos de desenvolvimento/crescimento, terror noturno… Por ai vai. E não penso(ava) tão cedo em ter outro… Agora penso como a vida do meu Cauã vai ser mais alegre se eu me render a tudo de novo e ele ter um maninho ou uma maninha. Já até estou guardando algumas roupinhas! Haha Mãe é tudo meio pirada mesmo!

  14. Fabi

    Caramba, é isso mesmo, a natureza ajuda as mães a “esquecerem” os momentos difíceis, ainda não tinha pensado dessa forma. Como sou mãe há pouco tempo (1 ano e 2 meses exatamente), ainda penso como podem as mães esquecerem tantas dificuldades como não dormir, o bebê chorar muito, bebê doente, cólicas, refluxo etc mas agora vejo que faz parte e a gente se envolve com outros desafios e preocupações!

  15. Bianca

    Compartilho da mesma idéia que você, Shirley. Minha primeira filha, Júlia, nasceu de 29 semanas. Ficou 54 dias no hospital. Eu perdi mais de 30 Kg em 01 mês. Vivi todos estes dias no hospital. Sofria a cada grama perdida. Cantava vitória com cada graminha ganha. Foram dias muito duros, muito difíceis. Achei que depois do que passei, falei que nunca mais teria outro bebê. E hoje estou aqui, grávida do 2º bebê e MORRENDO DE MEDO de sofrer de pré-eclâmpsia de novo, de nascer prematuro de novo… Mas estou aqui. Não pretendo ter mais filhos depois (a situação financeira não deixa!!! Rsrsrs). Mas, apesar de tudo, estou feliz com a gravidez – com medo, mas feliz.

    1. Shirley Hilgert

      Bianca, difícil passar por isso. Nossa! Não posso nem imaginar. Mas nós somos fortes e sábias e não nos deixamos abater tão fácil. Boa sorte nessa segunda gestação. Vai dar tudo certo!

  16. Camila Peres

    Quando estava gravida do meu filho, tive depressão e depois do parto tbm. Depois que ele nasceu com 14 dias de vida, ficou internado com pneumonia e bronquiolite. Foi um período horrível, sofri muito. Depois as coisas melhoraram, ele sempre foi uma criança doce, mamava e mama muito. Quando ele estava com 1 ano e 8 meses, engravidei novamente, mas infelizmente tive um aborto retido ( a 9 meses atras) era para meu ouro bb ter nascido a poucos dias. Mas apesar de tudo, tenho vontade de ser mãe novamente, as coisas boas realmente superam. Amo ser mãe e quero dar um irmão para meu filhote.

  17. Jaqueline

    Oi Shirley!
    Espero esquecer tais dificuldades… Li outros posts seus, que inclusive me salvaram diversas vezes. Meu segundo filho, que está para completar Cinco meses tem Aplv e um refluxo considerável. Tive que parar de amamentar em definitivo há quase 15 dias, mas como está doendo, aquela dor na alma à qual vc se referiu, como me sinto constrangida em dar mamadeira em público, como sinto falta de dar mamá…meu peito ainda vaza o dia todo, ele procura toda vez que o pego no colo. Fiz uma dieta super controlada, excluí leite, soja, trigo, milho, ovo e carne vermelha, mas não deu…chegou um ponto que não podia continuar, por mais sofrimento q isso me causasse o bem estar dele é prioridade. Não sinto culpa sabe, pois sei que fiz de tdo para continuar, sinto uma tristeza…mas está começando a diminuir, pois vejo q ele está melhorando. Só é difícil ver um bebê sendo amamentado, aquelas propagandas q dizem q basta querer para amamentar, eu quis, e muito… Mas tive q parar pela saúde dele…

  18. ticiane

    Oi Shirley! Parabéns pelo blog!
    Será que sou a única a não perder memória? Meu filho tem 1 ano quase 3meses e parece que meu parto foi ontem…. Lembro de td xom uma riqueza de detalhes absurda. Meu filho ao nascer não chorou… fez todos os exames ficou no o2 e fomos liberados após 2dd e orientados a procurar uma fono devido essa afonia no choro… Fomos, após isso a um otorrino que o diagnosticou com membrana laringea congênita com 90 % de oclusão. Eu só chorava….. aos 35 dd de vida ele fez uma traqueostomia pois se gripasse os 10% restantes fechariam…. foram dias difíceis, sempre de adaptação. Esperamos tanto por 1 ano dele, seria a data da cirurgia corretiva e fim de nossa agonia! Fez a cirurgia e após alguns dias o exame constatou que fechou novamente…. Estou arrasada… Ele não tem nenhuma noção claro do que acontece… É tão feliz….. Isso td me deixa APAVORADA só de pensar em outro filho… logo eu, filha única que sempre disse que jamais repetiria o erro da minha mãe, eu queria que meu filho tivesse um irmão (a) e agora só ao pensar nisso já choro….. Perdão pelo longo relato (e desabafo)…
    bjs
    Será que um dia passa?

  19. flavia

    A mais pura verdade … na gestação tive muito enjoo nao comia nada achava qur nunca iria passar e até chegava a dizer que não queria mais filhos e tudo passou e ca estou eu planejando o próximo. .. nada mais me lembro das partes dificeis com a chegada do bebezinho

  20. Tatiane

    Bela explicação! Principalmente a dor do parto, que na hora é uma dor da vida (parede da morte haha) mas dali algumas horas você já esqueceu.

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada Tatiane!!!
      Kkkkk! Verdade!!
      Bjss

  21. Carol

    Olá!!! Vc não imagina como me identifico com tudo que vc posta! Tenho um bebê de 1 mês e meio e já tem o diagnóstico de APLV! Tive uma história mto parecida com a sua, mas o diagnóstico veio mais rápido pq a pediatra estava super atenta aos sintomas! Agora ele está só no Nepcate (tb não amamentei). Estamos querendo fazer uma viagem para o exterior no ano que vem. Como vc fazia com relação à alimentação? Não vejo como levar papinhas para 15 dias em voos internacionais. Me da uma luz please!! Bio grande e obrigada por compartilhar sua história!! Me ajuda demais!!!

    1. Shirley Hilgert

      Carol, eu levei papinha pronta para viagens nacionais de até 5 6 dias. Tudo congelado. Já internacionais e por todo esse tempo, infelizmente, eu não tenho experiência. :-(

  22. Fabiana

    É bem isso!! Sofrí com muitos enjôos até o quinto mês de gravidez e depois meus bebês ficaram 27 dias na UTI Neo e tudo passou! Incrível, mas é assim mesmo… a gente esquece mesmo!

  23. ludmila

    Olá!!;;;hahahha exatamente assim…..eu só me lembro de eu pensando no quartinho da minha filha ela dormindo e eu pensando nunca mais vou ter outro bb é mtoooo dificil….e olha que minha filha nem deu trabalho de vdd com 2 meses nao tinha mais colicas que foram poucas mesmo no primeiro mes…amamentação eu tive as dificuldades “normais” bico que sangrou mas nada demais e mto leite e tive que esgotar tive febre 3 x mesmo depois dela ja com 4 meses tinha mtoo leite e tive…..isso me lembro bem…mas passou……minha Beatriz tem 10 meses e sim terei outro filho de DEUS me permitir (espero que ele permita)……gente mas eu descobri minha vocação na vida ser mamae…achava que nao tinha nenhum talento diferente mas tenho de ser mae amooo demais ser mãe….embora tenha que conciliar com a minha profissão….

  24. Ariane

    Shirley boa tarde!
    Excelente post como sempre! Hoje vim aqui para agradecer! Quando comecei a escrever meu Blog, você que já me inspirava com o seu, ainda teve a gentileza de responder a um email meu com tantas palavras de apoio. Parabéns pelo seu sucesso, ele também é fruto da sua generosidade! Abraços em toda família e e que o Caê venha com muita saúde!
    http://www.20minutospratudo.wordpress.com

  25. thais camargo

    fui lendo e me identificando…sou mãe do coração e a minha “gestação” , minha tempestade foi a dúvida, a incerteza, o nedo, de que a família não entregasse o bebê para adoção após o nascimento! !! mas ele veio!!! com todas as dificuldades e problemas de um bebê nascido sem acompanhamento no pré natal, mãe biológica com anemia e tantas outras dificuldades….meu segundo filho que teve AVC com um mês chogou para nós há sete meses e meio e logo de cara teve uma crise de cianose….ele tem epilepsia. …mas quase não me lembro também do pavor que passamos ha tão pouco tempo…memória seletiva deve ser o que nos faz mães de verdade!!! Bjs e parabéns pelo blog!!

  26. Fernanda

    Shirley, parabéns pelos textos! Obrigada por escrevê-los!!! bjos

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada pelo carinho, Fernanda! Bjss

  27. Vivian

    Muito bom o texto. Ainda não esqueci de nada que eu passei, todas as dificuldades, cansaço, dores, noites e mais noites em claro, a falta do leite materno, a depressão pós parto… Lembro de cada detalhe, de cada instante, de tudo. Ainda não me recuperei psicologicamente.

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