A nossa geração não está preparada para ser mãe

Não sou psicóloga, não sou socióloga, não sou filósofa, mas já me peguei, diversas vezes, pensando em como a nossa geração está pouca preparada para ser mãe. Sei que essa afirmação vai gerar polêmica, que muitas mães vão dizer “fale por si, e não por mim” e também não quero generalizar e nem ofender ninguém. Mas aposto que, até o final desse texto, você estará concordando comigo. Pelo menos em parte.

Acompanhe meu raciocínio.

desafios da maternidade

Photo Credit: Cia de Foto via Compfight cc

Nas gerações anteriores à nossa, era comum as crianças crescerem em famílias enormes, cercadas de irmãos, primos e outras crianças com idade inferior. Assim, convivia-se, desde muito cedo, com bebês e com todo o cuidado que eles demandam. A irmã mais velha ajudava a cuidar dos mais novos (quando não dava conta de tudo sozinha) e aí ia adquirindo as habilidades práticas necessárias para ser mãe desde muito cedo. Além disso, ainda, há algumas gerações atrás, as mulheres cresciam sabendo que seriam mães e pronto. Ou seja, elas eram preparadas psicologicamente para isso, naturalmente, pois viviam essa realidade praticamente desde que nasciam e nem passava pela cabeça delas outro futuro que não o de mãe e dona de casa (não falo da geração das nossas mães, que já ganhou o mercado de trabalho, mas das que vieram antes dessa).

Só que aí, aos poucos, as coisas foram mudando. As mulheres queimaram os sutiens, exigiram o direito de poder escolher o seu futuro (e não simplesmente aceitaram que iam ter filhos, cuidar da família e pronto) e foram trilhar caminhos dos mais variados o que, para mim, foi justíssimo.

E aí é que entra a nossa geração. Mulheres que estão com seus trinta e poucos anos, que já cresceram em famílias menores, com menos irmãos e primos, com mães que trabalhavam fora e que não viviam só o papel de mãe, ou então que, talvez justamente por dedicarem-se exclusivamente ao cuidado dos filhos, não queriam isso para suas filhas e as influenciaram dizendo que elas tinham que se formar, ter uma profissão, não depender de marido nenhum e ganhar o mundo.

Eu fui uma das mulheres que viveu exatamente isso. Fui a filha e a neta mais nova (nenhuma criança mais nova que eu na família), não convivi com primos ou crianças da vizinhança e, quando interagia com alguma criança, ela era mais velha. Nunca tive a chance de trocar a fralda de uma criança, fazê-la dormir, dar uma papinha, sequer brincar. Quando comecei a conviver com o filho de amigas, logo tive o meu, e aí, essa experiência com pessoas próximas também me faltou. Além disso, cresci ouvindo a minha mãe dizer que em primeiro lugar eu devia me formar e arranjar um bom emprego e que só depois deveria pensar em família e filhos (para falar a verdade, eu acho que ela nem citava casamento e filhos, parava no trabalho. kkk!). E entendo isso que ela dizia. Ela tinha conquistado isso tão facilmente – família e filhos – que deveria pensar que era fácil assim para todo mundo. E que difícil era ter uma carreira.

E, ainda, completando esse cenário que estou querendo montar, para mostrar que nós, geração dos 30 e poucos anos estamos pouco preparadas para ser mãe, vem o fato de que a nossa geração cresceu sendo uma geração muito mais egocêntrica, ansiosa e impaciente que as anteriores. Crescemos ouvido que tínhamos que produzir, conquistar, fazer, acontecer e nos sobressair, ir atrás daquilo que nos era de direito, e isso nos tornou um tanto quanto competitivos e egoístas em muitos sentidos. Bem como, nascemos na era em que os meios de comunicação estouraram e se tornaram acessíveis (celulares, internet, tablets,…) e isso, querendo ou não querendo, tem uma influência no nosso jeito de ser. Queremos tudo para já, para agora, queremos soluções rápidas e não temos paciência para aguardar resultados no longo prazo, coisa que é imprescindível quando nos tornamos pais.

Enfim, o que quero aqui dizer é que a nossa geração, a de mulheres de 30 e poucos anos, não cresceu preparada para ser mãe, mas sim profissional (na maior parte dos casos). Que não fomos educadas para ter filhos, e sim para ganhar o mundo. E que não tivemos, desde cedo, todo aquele contato com crianças que as gerações passadas tiveram e que, com certeza, torna a experiência da maternidade mais fácil, pois já se tem um conhecimento prático mínimo sobre ela.

E eu quero dizer que isso nos faz péssimas mães? Claro que não. Acredito que em alguns casos tenha uma influência negativa sim, que há mães que poderiam ser mais presentes, se dedicar mais, se entregar mais a seus filhos. Mas a grande maioria está sim tentando ser a melhor mãe que pode ser, só que, talvez, com mais dificuldades, pois lhe falta aquilo que para as gerações anteriores era tão natural: um preparo prático e psicológico natural para essa função.

Eu tenho pensado demais sobre isso. Sobre por que, para mim e para tantas outras mães, algumas coisas da maternidade são tão difíceis, tão desafiadoras e tão complexas, porque simplesmente não funciona com a gente aquela máxima “quando nasce um bebê, nasce uma mãe” e a resposta que eu encontro é que, realmente, a maternidade não é tão simples assim. Achar que um dia a gente vai dormir com experiência zero no assunto e que no dia seguinte vai acordar pronta para palestrar sobre o tema e cuidar de uma família de 10 crianças (ou até uma, vamos ser sinceras) é ilusão.

Nós fomos sim criadas para sermos grandes profissionais e não grandes mães (estou errada?). A grande maioria de nós foi. E por mais que o instinto materno exista, que a vontade de ser mãe simplesmente nos invade de uma hora para outra e seja incontrolável, também é justo dizer que com esse instinto não necessariamente vem a experiência de ser mãe e que essa tem que ser descoberta, conquistada e construída dia após dia.

Como disse lá no início, isso que eu coloco aqui não é uma verdade universal, pois não sou psicóloga, socióloga, estudiosa do assunto nem nada. São apenas divagações pessoais que encontram, cada vez mais, confirmações em experiências que vejo por aí. E também afirmo que, apesar de não estarmos 100% preparadas para sermos mães quando nossos filhos chegam, temos consciência da importância dessa função e damos o melhor que podemos dar para sermos as melhores mães que nossos filhos podem ter. Nem que isso nos custe muito, em muitos momentos.

94 comentários

  1. jamilly

    Concordo.

  2. Eliane

    Conforme vc alertou no inicio do seu texto, concordei em partes com ele… Tb fui criada para ser “independente”, minha mae vivia dizendo q eu tinha q ter meu trabalho e nao depender de homem algum, porem, no meu caso, sempre brinquei muito de bonecas e sempre tive o sonho de ter filhos, sou a filha mais velha e nao sei se isso impactou em algo; ha 2 meses realizei esse sonho e posso dizer com toda seguranca q tem sido a experiencia mais gratificante e maravilhosa da minha vida.. tem momentos q meu bebe tenta me dar um baile, mas me sinto muito segura e certa desse momento, e digo mais, se eu nao precisasse trabalhar, largaria tudo para me dedicar a cuidar dele.. sinto que nasci para ser mae e ja penso ate no proximo :)

  3. Eliane

    Esqueci de mencionar, tenho 34 anos.

  4. Jucélia Oliveira

    Bom dia Shirlei, amei o seu texto, assim como adoro seu blog, sempre com assuntos interessantes e atuais.
    Amei porque me identifiquei muito. Eu, nos meus 32 anos, tive contato com crianças, tive sobrinhos… Mas quando é nosso, é bem diferente… Imagine para mim, que escutava dos professores, o que faz da meia-noite às 6 h, faça cursos, faça inglês, especialize-se… De repente parar tudo, deixar um trabalho de 11 anos (por mais que não gostasse tanto), e virar dona-de-casa e mãe.. A gente se sente fora do mundo… No começo foi difícil, mas hoje sinto uma alegria enorme em ter feito isso.. Amo demais a minha filha, por ela fiz tudo isso e faria novamente 1.000 vezes… Sei que a maternidade não é tão fácil como pensamos que seria, mas com certeza, é a experiência mais evolutiva e engrandecedora que uma mulher pode passar. E força na peruca, rsrsrs.., que ainda teremos muitas coisas para vivenciar. Um grande beijo. Jú

  5. Katiuscia Carolina

    Concordo e digo mais. tenho um pensamento as vezes de que esse lance de independência só ferrou com as gerações futuras. Hoje em dia os filhos são criados pela TV, pela escolinha, por parentes e temos uma geração com muuitos problemas não fosse o fato de que a mãe tem que ser arrimo de família,quando na verdade é ela quem deveria estar cuidando dos filhos.
    Não generalizo e sei que um monte de mulher condena o fato de ser “só” mãe. Mas é só olhar uma mãe que consegue educar e acompanhar o crescimento do filho e observar outra que deve trabalhar fora…. há diferença..e muita!

    1. Sandra

      Nossa, é exatamente isso. Fui educada da mesma forma, e nunca tinha cuidado de uma criança. Em casa, é o meu salário que sustenta a família. Além de chegar cansada do trabalho, ainda tenho que dar uma geral na casa, cuidar da criança (meu filho está com 5 anos) que ficou o dia todo ou com a avó ou na escola. Vivo com culpa. Quando me perguntam se não quero ter outro filho, a resposta é enfática: não tenho condições psicológicas pra isso, por mais que eu ame meu filho incondicionalmente.

    2. Camilla

      Concordo plenamente Katiuscia

    3. Ana Elisa Wanczinski

      Concordo em gênero, número e grau!!!! E o que mais vejo é mães que trabalham fora, exaustas, que chegam em casa para passar as poucas horas que restam se dividindo entre afazeres domésticos / filhos / marido, beirando a loucura…mulheres estafadas: reflexo do feminismo que tanto “lutamos” para conseguir os direitos…afff…nasci na época errada mesmo!

  6. Georgia

    Ola…acredito que ser mãe é natural e está dentro de cada mulher. Qdo nasce um filho, nasce uma mãe. É natural. Tbem posso dizer que brincar com bonecas, imitar a mãe no dia dia pode te dar uma noção… A arte imita a vida?
    Engravidei com 39 anos e posso dizer…dei o primeiro banho sozinha, amamentei, cuidei sozinha…fui intuindo, desenvolvendo e minha filha me ensinando.

    Ser mãe é ter um dom…seja ela quem for!!!

  7. Andreia

    Concordei em partes mesmo,o dom da maternidade nasce na mulher conheço mulheres com mais de 40 anos q não quiseram ser mãe e nem tem profissões, fui mãe aos 28 anos depois de 8 anos de casada e cada dia uma experiencia diferente que nós vamos aprendendo como tudo é nessa vida um dia apos o outro.

  8. Alexsandra

    Tenho 38 anos, tive 3 filhos o mais Velho 11anos, o do meio tinha 4(mas faleceu a 2 anos) e a menor de 1 ano e 5 Meses. Minha Infancia foi recheada de primos e irmãos so de primos q eu convivi na Infancia eram em turno de 15 e meus irmaos 2.
    Nunca brinquei de boneca pois detestava Aqueles momentos Barbie, meu negocio era brincar na rua com meus primos e meus amigos. Adorava bola e carrinho de rolemã. Aos 20 entrei na faculdade e fui trabalhar com 17 anos. Sempre ouvi de meus pais que eu tinha q estudar e conquistar meu espaço no mercado. Nunca sonhei em ser mãe. Dizia que eu queria viajar o mundo e ganhar meu dinheiro. Meu filho mais Velho nasceu eu tinha 26 anos, foi um choque pra mim. Mas qdo tive ele em meus braços pela Primeira vez eu Pensei comigo agora é eu e vc. Minha Mae me ajudou a cuidar dele pra eu trabalhar. Qdo ele completou 1 ano conheci o meu marido e ai optamos q eu deixaria o trabalho para cuidar do meu filho. Depois veio o matheos pra mim foi a experiencia mais maravilhosa ali sim descobri o q foi ser mãe, ele faleceu em 2012 de um mal subita, e ai veio a Helena hj com 1 ano e 5 Meses. Entao assim, Nao me arrependo de ter largado td pra viver esse momento mãe, nao voltaria a trabalhar, nao me vejo longe deles. Mas tb eu tenho td Isso Pq tenho um marido que pode me proporcionar td isso pra mim e para meus filhos. Mas sou uma mãe dos anos 60 kkkkkkkk. Mas com a cabeça de hj. E não critico quem opina a ser diferente, cada um é o que é e faz o melhor pra si e para seu filho de acordo com suas necessidades

  9. Flavia Botelho

    Concordo muito com vc. E hj temos visto muitas mulheres trilharem o caminho de volta e se dedicando só aos filhos e deixando carreiras de sucesso, pq filho é bom demais…rs

  10. Lila

    Você começou o seu relato informando ter sido a mais nova. Certamente todas as famílias desde os primórdios tinham caçulas. Não li seu texto inteiro pois já não concordei desde o início. Acho que você generalizou a situação pela sua experiência. No meu caso sou filha única, parei de trabalhar por opção e estou cuidando feliz do meu filho. Não conto com mãe se nem sogra. Aliás nem quis elas por perto para poder fazer tudo da minha maneira. Já nasci e cresci sabendo que queria ser mãe, mesmo sem ter tido irmãos ou primos para cuidar. Essa questão de dom nasce com o indivíduo e o meio em que vive influência 30%, ou seja, se você não pensava na sua família e filhos antes e foi vivendo cada dia de cada vez, pode ter sido mais desafiador. Porém, concordo com a opinião acima. Quando um bebê nasce, nasce uma mãe.
    Claramente toda regra tem exceções do contrário não existiriam abortos, abandonos de bebês/crianças, maus tratos… Nem todos estão preparados.
    Mas não concordo que as mães da nossa geração tenham negligenciado essa questão de criar suas filhas para terem suas próprias famílias. Certamente vc teve algum brinquedo lúdico tipo panelinhas, fogaozinho, boneca para cuidar.. Na minha opinião desde que mundo é mundo somos guiadas a ter comportamento de boas donas de casa e boas esposas. A sociedade impõe isso. O que acrescentou no caso é o turno do trabalho fora e as exigências que nos impomos em sermos no mínimo perfeitas… Estar sempre maquiadas e em forma! Essas questões estéticas não eram tão impostas em outros tempos e mesmo se eram tinham apenas insinuações… Hoje não, a coisa se transformou e vivemos nos comparando erroneamente a capas de revistas surreais.
    Me vejo tendo sido criada sim para trabalhar fora e ser dona de mim, com as responsabilidades de quando tivesse minha família que cuidasse bem de todos e ainda assim, não me desleixasse com minha própria aparência pois o mundo não pára só pra esperar eu estar mais magra, mais confiante.
    Acho que é isso não vou continuar divagando, só queria deixar outro ponto de vista.

    1. Ana Carolina hardt

      Desculpe, Vc quer deixar seu ponto de vista sem nem ao menos ler o ponto d3 vista dela?
      Deixou textao e não leu o da autora..
      Penso que esse é um dos problemas atuais. Todos querem falar, mas ninguém quer ouvir.

  11. Beatriz

    Concordo com cada ponto e vírgula q vc escreveu!!!!!

  12. Estela

    Shirley concordei em 100% com seu texto, também tive contato zero com crianças menores que eu, sou filha caçula e tenho apenas um irmão e mais velho que eu, sempre morei em SP e todos os primos no PR, só os via em férias escolares, mas apesar de tudo isso quando meu filhote nasceu até que dei muito bem a conta do recado, claro que teve momentos que pensei que não iria conseguir dar conta de tudo quando tivesse que voltar ao trabalho, e realmente é muito difícil, mas graças a Deus posso contar com a ajuda de minha mãe.
    E concordo muito com o comentário da Katiuscia, que o mundo era melhor quando nossas mães podiam se dedicar integralmente a nós, mas o mundo se modernizou e precisamos ir para a rua para completar o orçamento familiar!!
    Bjs… sou muito fã do seu trabalho

  13. Karina

    Não precisa ser psicóloga, socióloga, nem cientista. Basta ser uma boa observadora (como você é) para perceber.

    Concordo 100%, me vi em cada linha, palavra e letra. Vontade até de imprimir e dar para minha mãe ler, pois no “baby blues” minha mãe dizia, tentando me acalentar: eu passei por coisas piores, blá, blá, blá…mas as coisas (mesmo que piores) eram diferente. Nossa bagagem e repertório interno são outros.
    Amo seu blog. Me fez renascer em esperança hoje…como é bom praticar a empatia!

  14. Raquel

    Perfeito!

  15. Mariana Dias

    Concordo em gênero número e grau..
    Fui a irmã mais do meio.. meu irmão morreu com 6 anos de idade.. Nessa época minha irmã tinha apenas 5 meses. Minha mãe abalada psicologicamente transferiu a mim a missão de cuidar de minha irmãzinha.. Logo aos 17 (irresponsabilidade ou não) tive meu primeiro filho.. E mesmo morando com meus pais, quem dava banho e cuidava do bebê era exclusivamente eu… Desde o primeiro dia de vida do Pedro Lucas.. Em fim casei aos 19 tive mais 3 filhos e nunca me deparei com a necessidade de pedir ajuda para alguém. Pois sempre me vi capaz de cuidar deles é as vezes até o filho da vizinha rsrs.
    E se posso dou um concelho a mães de primeira e as vezes única viajem.. Não substituam sua presença.. Você é mãe Deus confio a você este dom. Evite deixar seu filho as vezes único filho 10- 12 horas em creches e escolas.. Bebês que só precisam de carinho e colo de mãe..
    Sei que trabalhar é necessário. Porém será que você precisa tanto assim?

  16. Bia

    Concordo totalmente. Tive filho com 38 anos, hoje tenho 43 e vejo como um grande desafio. É gratificante com certeza, mas acho a parte mais difícil da minha vida. Quando ele nasceu eu não sabia nem como agir. No trabalho sou muito mais segura do que no papel de mãe.

  17. priscila

    Achei q era só eu q pensava assim..enfim..essa geração não está mesmo preparada pra maternidade e é óbvio q eu me encaixo nela. Tenho 30 anos e 2 filhas. Cresci ouvindo que nasci pra fazer sucesso! Que só deveria pensar em me casar depois que já tivesse me formado e tivesse carro e casa próprios. No meu íntimo eu queria mesmo era casar e ser mãe, mas a tal da modernidade me levava pro outro lado. Esse lado egoísta que vc cita mesmo. Eu e meu umbigo. Me formei e Casei aos 26 e logo fui mãe(não por vontade minha). Depois da segunda filha Optei por parar de trabalhar pq tenho aprendido, na igreja(sou católica) que a mulher nasceu pra ser mãe. E como isso tem me doído, mas como tem me ajudado a ser uma pessoa melhor. Mudar um pensamento já enraizado há 30 anos em minha vida. Tenho tido dificuldades com esse meu egoísmo nato e tão natural pra mim. De querer a independencia e só pensar em mim mesmo..Deixar de trabalhar pra me dedicar integralmente a outra pessoa que não eu..que coisa difícil. E culpo o tempo sim. E esse “feminismo” que só tem prejudicado as mulheres pq as faz querer serem iguais aos homens e nós não o somos!!! Sou mulher e como tal devo ser. Como vejo quantos lares são desfeitos ao meu redor pq as mulheres tomaram o lugar dos homens e esqueceram pra que nasceram..
    Parabéns pelo texto. Espero que seja de alguma valia pra todas nós.

  18. Letícia

    Não ter cuidado ou convivido diretamente com crianças pequenas como era antigamente só ganha relevância se partirmos do pressuposto de que ser mãe é principalmente cuidar, alimentar, manter limpo, mas isso é o de menos, isso qualquer pessoa faz, difícil é educar, fazer de nossos filhos adultos saudáveis-sobretudo psicologicamente- seguros de si, íntegros, enfim.
    Mas concordo no que diz respeito ao perfil dessas mães que querem soluções rápidas, tudo pronto, pq afinal de contas somos engolidas por tudo que essa vida moderna oferece e se não nos cuidamos para não sucumbir diante de tantos valores distorcidos, as prioridades acabam sendo outras mesmo, e não o essencial.
    Hoje ou a três gerações atrás, creio que seja impossível preparar alguém para ser mãe, não só pq cada criança é única assim como suas necessidades e a forma de lidar com cada uma, mas pq a grande beleza de ser mãe, o “desabrochar” como mãe se dá no processo, na experiência, nos erros e acertos, nos perrengues que só mães de primeira viagem encaram e é algo que vai aperfeiçoando até virarmos avós, afinal primeiro somos mães de bebês e a partir disso os cenários vão se modifcando, e viramos mães de dois, de adolescente, enfim, estamos sempre nos reinventando, essencialmente em nosso papel de mãe.
    As demandas vão mudando e fica claro que ser mãe vai mto além de atender necessidades físicas e fisiológicas, sem ir a fundo nessa questão, acho que a maternidade tem mto mais a ver com o qto doamos nosso próprio ser ao longo dessa missão, independente do tempo que temos com as crianças o vínculo é construído ao longo desse caminho trilhado lado a lado, de mãos dadas e finalmente consilidado e consagrado quando se tornam adultos felizes, imunes a esse mundo invertido e todas as mediocridades que ele oferece. Bom dia para todas as mães!!!!!

  19. Michele

    Concordo, eu fui criada pela minha bizavó e por isso acho q tenho uma tendencia ao ´´Lar“
    Minha mae se casou muito cedo e se separou igualmente cedo entao voltou pra vasa da mãe q nao aceitou ela de volta com um bebê(eu) mas minha biza nos aceitou e cuidou de mim pra minha mae trabalhar.
    Minha mae me cobrava muito e queria o meu melhor sempre, pois queria provar para os outros e para meu pai q ela conseguia fazer o melhor sem ele, ela me enchia o saco q tinha q me formar, trbalhar e ser imdependente. Até entendo o lado dela…
    Cresci, me formei, me casei e agora sou mae de gemeos e vou falar, nao e facil, mas sinceramente não vejo nenhum problema nisso, cuido dos dois sozinha, pois moro em outro municipio distante de todos os parentes e conhecidos, não trabalho fora, mas faço trabalhos manuais por que gosto e me da mais prazer q trabalhar fora.
    Amo ser mae e por mim teria mais filhos, mas meu marido tem medo de vir mais dois. Kkkkk

  20. Margaret

    Concordo! Eu mesma sou uma mãe dessa geração. Sempre ouvi: invista em sua carreira! Fiz da forma que me ensinaram: investi na formação e um emprego estável, fazendo o que eu gosto…
    Casei, conseguimos comprar uma ótima casa e depois de 2 anos decidimos ter um filho, mesmo porque a idade já estava ‘chegando’ e queríamos ‘ocupar um dos quartos vazios’ e dar netos aos nossos pais… Engravidei mas ainda não me ‘sentia mãe’, a bebê mexia mas ainda a ficha não tinha caído, achei, por alguns meses, que minha filha se encaixaria em minha agenda, que a licença maternidade serviria pra eu descansar, e que logo voltaria a trabalhar e tudo bem! Mas hj, minha bebê está com 5 meses, tive problemas para amamentar, para dar banho (ela era tão pequena), para sair de casa com um ‘pacotinho’ que chora, que precisa de colo, que não tem o mesmo ritmo que nós, que não consegue passar a noite fora de casa pois precisa de rotina, para ‘aceitar’ que ela dependia exclusivamente de mim… Hoje, com toda a experiência que passei e ainda passo, tenho a certeza de que não fui preparada para ter filhos, tive que aprender também a trocar uma fralda, que hj, faço de ‘olhos fechados’… Mesmo com todo o apoio do marido, mas ele não substitui nosso cuidado, amor, afeto e papel de mãe, sei das dificuldades que muitas mulheres terão, mas tentarei sempre alertar minha filha quando crescer, mostrar o papel de mãe, mostrar que filhos não se encaixam em nossas agendas, nós é que nos encaixamos na vida deles…
    Hoje sei o tamanho do amor que sinto por ela, que com seu nascimento, cresci e muito em maturidade, que hoje, qualquer decisão é baseada sempre no bem-estar dela…!

  21. Patricia

    Concordo em tudo que você falou e coloco mais, minha mãe sempre me falou também pra ser independente e ter uma profissão, mas eu sempre gostei e fui atraída por crianças, sou a quarta filha de cinco irmãos ( todos homens, sou a única filha) e com isso meus irmãos são bem mais velhos, casaram e tiveram filhos os quais tive muito contato, cuidava de todos e me sentia preparada pra ser mãe, porém quando tive minha filha, dois dias antes de completar trinta anos, me deparei com o maior desafio da minha vida, foi muita mudança e grande responsabilidade. Foi muito difícil, mas com o tempo as coisas se ajeitam, agora depois de quatro anos estou já me preparando pro segundo filho que espero que seja mais tranquilo agora!!!

  22. Adriana

    Ótimo texto, parabéns pela coragem em postá-lo, já que o assunto é polêmico.

  23. Vanessa Sayão

    Sim concordo! Nossa geração sim é plenamente contrária da geração passada. Sou Mãe, cheia de dificuldades, cheia de dúvidas e totalmente insegura. Sou da geração que lava roupas na máquina de lavar, e que são sabe tirar manchas de roupas… Sou da geração que quando surgi uma dúvida corre pro Google. Sou inúmeras vezes mais segura no trabalho do que na maternidade. Outro dia minha gestora disse que eu topo qualquer demanda nova, qualquer projeto novo, que não conheço sem medo. E sei que no meu interior na maternidade eu sou cheia de dúvidas e inseguranças. Mito bom texto, como sempre!
    Beijos

  24. renata

    Acho q o grande problema é que nos cobramos muito e queremos ser 100% em tudo!
    Mas temos q dividir o tempo e isso nos angustia…

  25. Thais

    Concordo com você. Sou filha única por parte de pai e de mãe, não tive muito contato com os meus primos por parte de pai. Hoje, tenho um filho de 1 ano e 5 meses, eu o amo incondicionalmente, porém, carrego dentro de mim uma culpa por ter que deixá-lo na escolinha para que eu possa trabalhar. Se eu tivesse condições financeiras, ficaria 100% a disposição dele, para que pudesse acompanhar seu desenvolvimento de perto.
    Sou uma pessoa que, com relação a maternidade possuo dúvidas e insegurança. Muito bom o texto!!!!

  26. Eliza

    Concordo c tudo o q falou, sempre ouvi minha mãe q é uma mulher independente e mãe de 3 filhos me dizer p não casar nem ter filhos, p ser independente. Hoje aos 32 e mãe de um Bb de 6 meses me vejo completamente discreparada p esse papel, n convivi com nenhum Bb, fralda só aprendi a trocar no dia q ele nasceu e acho a maternidade a coisa mais difícil do mundo rsrs. Parabéns pelo texto.

  27. Saneara Santos

    Gostei do texto mas concordo com o que Katiuscia Carolina escreveu acima!!

  28. Perla

    Concordo totalmente com seu texto… Não fomos tão preparadas para ser mãe quanto nossas mães… Sou daquelas que sempre trabalhou 12h por dia… Que só lia livros business… Que previsava de liberdade… E com 35 fui mãe… Maravilhosa experiência… Consigo conciliar tudo graças a Deus… Mas a insegurança natural de ser ou não uma boa mãe, é a mesma insegurança que temos nos demais papéis de nossas vidas… Será que sou uma boa líder, será que sou uma boa esposa, filha, irmã, amiga… Enfim, esta insegurança é o motor para, todos os dias, buscarmos ser melhor em tudo que fazemos… E a sensação de certeza… Ahhh esta nunca vem… Temos que aprender a conviver bem e enxergar o positivo da insegurança.. Beijos

  29. Julie

    Querida Shirley, gostei muito de seu texto e apesar de você não ser “formada” em ciência você é formada pela vida e isso vale muito mais!

    Estamos terminando um livro sobre este tema e gostaria de poder lhe enviar uma cópia para uma revisão crítica, se puder, lógico!

    Um abraço,
    Julie Maria

  30. Fran

    Super concordo, minha avó, apesar de ser a mais velha de 11 irmãos, de ter ajudado a criá-los, optou por ter apenas uma filha e se dedicar a uma profissão. Minha irmã e eu fomos criadas por ela, pois minha mãe se viu meio perdida na decisão de escolher entre carreira e maternidade, escolhendo pra si a carreira, talvez ja por influência da própria mãe, q tbm nos influenciou a querer o sucesso antes da maternidade… Fui mãe aos 31 anos, 10 anos mais velha do q minha mãe e minha avó, e agora, aos 33 estou grávida do meu segundo filho… Estou fazendo o caminho na contra mão, assim como mtas de minhas amigas, larguei meu emprego e estou aprendendo a ser mãe… Não é tarefa fácil, não nasceu uma mãe em mim qdo nasceu minha filha, mas nasceu uma vontade imensurável de fazer o q fosse necessário pra fazer esse serzinho feliz, todo dia aprendo um pouco sobre ser mãe, e acredito q será assim para a vida toda!!!

  31. Cristine

    Concordo plenamente com você! Eu nunca tinha pensado por esse lado, mas é totalmente verdade.

  32. Simone

    Queridas, mamães! Sou a filha mais velha e tb tive essa pressão de ter uma carreira de sucesso e ser bem sucedida, porém cuidei da minha irmã 10 anos mais nova. Tenho um filhote de 2,4 anos e penei Mto no começo, e em algumas situações e ainda ele me da um baile. Estou grávida de 8 meses de mais um pimpolho, tenho medo de como vai ser, porque apesar de querer Mto mais um filho e ter largado minha carreira pra cuidar deles ainda tenho aquele estigma de ser bem sucedida de que ficar em Ksa é coisa do passado. Isso me atormenta apesar de pensar que ser mãe em tempo integral exige Mto e é um trabalho de amor!!! Por isso concordo em partes com o seu texto Shirley, acredito que cada uma foi criada de um jeito e vai reagir diferente a experiência materna. Por isso acho Mto
    Mto bom podemos dividir nossas experiências!!! Beijos a todas

  33. Cristiane

    Tb concordo com a katiuscia, disse tudo!

  34. Virgínia

    Concordo um milhão por cento!

  35. Angel

    Concordo em partes com o texto. Desde pequena já tinha contato com primos e primas menores adorava cuidar deles, ajudava a dar comida, pentear o cabelo e ate trocar fraldas. Sempre q nascia um priminho lá estava eu grudada. Quanto a isso a maternidade já estava em mim e tiro de letra, segurar, amamentar, dar banho, conversar com minha bebê, cantar, enfim toda essa rotina.
    Porém o que penso que sera uma dificuldade e o fato de conciliar trabalhar fora e cuidar dela. Já na gestação, comia fora todos os dias e nem sempre tao saudável quanto as mulheres q não trabalham fora e podiam se alimentar de forma mais saudável. O nivel de estresse tbm era outro fator. E penso q quando voltar ao trabalho vou ficar com o coração apertado em ter de deixa la com alguem ou numa creche. E só poder estar com ela a noite e nos fins de semana tendo ainda q cuidar da casa, das roupas, da comida. E essa conciliação de prioridades e de tempo que me preocupa.
    Amo minha filha e tbm penso vou voltar ao trabalho, sera q vou ser bem recebida, sera q ainda sou importante para a equipe, para a empresa?
    Enfim não e fácil ter tantas jornadas, mas tbm não me vejo só em uma função, ou só dona de casa e mae ou só trabalhando fora sem filhos. Meus pais sempre me incentivaram a ter uma profissão e a não depender de marido, haja visto tantos casos exemplares de mulheres dependentes. Não me arrependo de ter um trabalho e nem tao pouco de ser mae. Vou aprendendo a conciliar. Assim e a vida e devemos ser felizes!

  36. ANA TINÉ

    Excelente texto!! “A nossa geração não está preparada para ser mãe”.

  37. camila

    Olá!
    Discordo do seu raciocínio. Vou tentar explicar o por quê. Toda mãe tem dificuldade e se sente insegura ao nascimento de um filho. Nossas avós tb se sentiam assim. Elas só não podiam exteriorizar isso, pq ser mãe era sua função principal, sua obrigação na vida. Hj podemos assumir nossas fraquezas, o q é ótimo, nos faz humanas e tornam nosso relacionamento com nossos filhos mais próximos.
    Sobre aprender criando outras crianças, acho q pode ajudar, mas se nao ocorrer não fará diferença alguma. Temos instinto, seguir nosso feeling e ter paciência em aprender faz qq mulher se tornar mãe. Dei o primeiro banho e cuidei de um bb prematuro sozinha, sem nunca ter essa experiência. Fiz pq foi preciso. E qdo surge a pressão, nasce uma mãe.
    Por fim acho q sermos criadas para sermos profissionais e independentes nos deixou livres para viver a maternidade por amor, e sinto todas as minhas amigas q são profissionais e mães muito mais serenas e seguras do q as q nao são, pq elas se sentem satisfeitas na sua totalidade.

  38. Lucia Oliveira

    Li seu texto e concordo com várias partes dele. Tenho 32 anos e sou mãe um menino de 2a8m. Cresci com meus primos, temos a mesma idade. Tenho duas irmãs mais velhas, que tiveram um filho cada uma. Meus sobrinhos ficavam cominha mãe uma parte do dia e depois viam pra escola. Portanto, desde cedo, troco fraldas, dou banho, comida, colo… Ao escolher que carreira seguiria, optei pelo magistério. Trabalho com educação infantil que é a área em que me especializei. Então, fugindo à regra da nossa geração de 30 e poucos, posso dizer que, ao mesmo tempo que fui estimulada a buscar uma carreira e uma profissão, também fui preparada pra cuidar da casa, e dos filhos que um dia fariam parte da minha vida… Não sou perfeita, longe de mim. Mas tenho a consciência de que, na loucura e correria do meu dia a dia, consigo exercer a maternidade de forma plena, e o que me dá essa certeza é meu filho, que me olha, sorri e diz: te amo, mamãe!

  39. camila

    Olá!
    Discordo do seu raciocínio. Vou tentar explicar meu raciocínio. Toda mae se sente insegura ao nascimento de um filho. Nossas avós tb se sentiam assim. Elas só não podiam exteriorizar isso, pq ser mãe era sua função principal, sua obrigação na vida. Hj podemos assumir nossas fraquezas, o q é ótimo, nos faz humanas e tornam nosso relacionamento com nossos filhos mais próximos.
    Sobre aprender criando outras crianças, acho q pode ajudar, mas se nao ocorrer não fará diferença alguma. Temos instinto, seguir nosso feeling e ter paciência em aprender faz qq mulher se tornar mãe. Dei o primeiro banho e cuidei de um bb prematuro sozinha, sem nunca ter essa experiência. Fiz pq foi preciso. E qdo surge a pressão, nasce uma mãe.
    Por fim acho q sermos criadas para sermos profissionais e independentes nos deixou livres para viver a maternidade por amor, e sinto todas as minhas amigas q são profissionais e mães muito mais serenas e seguras do q as q nao são, pq elas se sentem satisfeitas na sua totalidade.

  40. David Nabate

    Boa tarde, concordo com você, e vou mais além… muita culpa disso é dos Homens, na minha visão garanto que 70% da culpa, pois muitas mulheres cresceram sem a visão paterna que influência muito. Tenho uma ex namorada que o pai não participou em nada na criação dela, ela é a copia da grande mulher que é minha ex sogra, e digo com propriedade “ela não está preparada pra ser mãe”.
    Tenho uma irmã de 30 anos que também é igual, tenho amigas que são meus mães e vejo a luta diária delas.
    Trabalho em hospital a 16 anos, estudo enfermagem, tenho 34 anos, tenho muito convívio com mulheres e volto a dizer os homens não ajudam, pois os homens estão menos preparados que as mulheres, tenho muitos amigos que não tem responsabilidade nenhuma.
    Os homens hoje em dia, não estão preparados para conviver com mulheres, fortes e independentes.

  41. Caroline

    Super concordo! tenho 31 anos e sou mãe da Valentina de 7 meses.

  42. Manuela

    Sério q eu li que a independência “ferrou” as gerações? Sério que existe isso, de que as mulheres de antigamente são mais preparadas psicologicamente por conviver com mais irmãos e primos e cuidar deles? Será que não faziam isso exatamente por não haver outras alternativas? É problema agora mulher ser arrimo da família? Será mesmo que não podemos exercer muito bem as duas coisas? Será que toda luta em prol de oferecer as mulheres opções de escolha, para além da maternidade, caiu por terra? Gosto muito dos seus textos, mas me desculpe! Esse, não concordo com nada! Entendo, sim, que é preciso se ajustar a um novo mundo onde precisamos ser mães, trabalhar e dar conta de casa e tudo mais. Mas não sozinhas! E também sozinhas! O mundo mudou, e com ele, surgiram novos paradigmas. Não acho que não sabemos ser mães, acredito que somos as mães que esse tempo histórico nos permite.

  43. Ju

    Shirley, como você bem disse, seu texto é uma generalização e quem não se sente assim, pode discordar, sem se sentir ofendida. Eu, por minha experiência, concordo com tudo o que você falou. Apesar de filha e neta mais velha, não cuidei de criança até ter a minha. Não sabia coisas básicas. Aprendi na marra essa questão de se doar, de esperar, de aprender… Claro que minha filha é meu bem mais precioso, mas não acho que a maternidade veio no primeiro diz, tudo lindo… veio com aprendizado, lágrimas e sorrisos. Obrigada por não ter medo de se expor, de dividir opiniões sinceras e respeitosas.

  44. beatriz

    Te entendo quando diz que não quer criar polêmica pois é um tanto complicado expor nosso ponto de vista, infelizmente há sempre quem se ofende. Porém meu ponto de vista é outro. Também fui educada para trabalhar estudar e ganhar dinheiro, e fiz a lição de casa direitinho. Aos 24 anos já tinha comprado meu primeiro imóvel. Casar nunca fez parte dos meus planos, ser mãe então, nem de longe. Mas eis que a vida nos prega peças e me casei. Pensei muito se queria ser mãe. Pensei muito mesmo, em tudo o que envolve a maternidade. Desde o cheirinho gostoso do quarto de bebê até as manhãs de domingo que eu deixaria de curtir na minha cama até o meio dia. Pensei nas noites que eu trocaria a conversa fiada com o marido, amigos e vinho por noites em casa, acordando de 3 em 3 horas. Decidi engravidar sabendo que abriria mão de noitadas e minha vida social sofreria algumas restrições. Agradeço todos os dias por ter escolhido a maternidade. Sem dúvida apesar de todo o trabalhoé a melhor fase da minha vida. Encarei de frente, numa boa e com muita segurança tudo o que a maternidade exige de uma mãe, afinal eu escolhi ser mãe. O que vejo por aí são jovens mães com cara de assustadas e inseguras e sim despreparadas, mas não acredito que seja pela criação, afinal eu nem mãe queria ser. O que eu acho é que muitas mulheres quando pensam na maternidade só veem o lado bom e esquecem que bebes choram, precisam de comida, banho, fralda, atenção e tudo isso dá muito trabalho e não é como brincar de casinha, afinal nossi bebê não é brinquedo, e o que mais vejo por aí é mãe torcendo pra acabar a licensa maternidade, despachar a criança para a escola e correr para o salão fazer as unhas, cortar o cabelo e ter umas horinhas de sossego. Não estou criticando, temos sim que nos cuidar, o que estou querendo dizer é que casar e ter filhos não é brincar de casinha.

  45. Tatiana Cali

    Eu já fiz 40 e costumo brincar dizendo que se um dia eu descobrir quem foi a louca, insana, que queimou soutien na praça que eu juro que mato… Rsrsrs.
    Claro que isso é brincadeira, mas tb tem seu fundo de verdade pois dizem que temos o direito de escolha, mas por outro lado ele nos foi roubado! Vai dizer que quer simplesmente ser mãe e dona de casa (como se fosse só simplesmente)?!!!! Vem um mundo inteiro de cobranças e caras feias… E hoje muitas famílias, como a minha, tem os papéis invertidos… Mulheres como chefes de família e maridos que apenas complementam a renda. E quer saber?! Odeio isso!!!
    Mas fazer o que?! Foi este o homem que me apaixonei, é com ele que quero ficar velhinha. Que culpa ele tem de ganhar mal?!
    E aí nesta história, além de ter que correr atrás do sustento ainda temos que ser SUPER MÃES…
    Realmente não nos prepararam para isso não, viu?! Espero que as gerações seguintes aprendam a lidar melhor com isso!
    Amei seu texto!
    Bjs,
    Tati

  46. Nathália Simões

    Vc disse exatamente o que sinto, e estava me sentindo sozinha nesse mundo de mães “perfeitas”!!! Obrigada por me ajudar a me sentir menos culpada por não achar a maternidade a coisa mais fácil do mundo. Bjs.

  47. Claudia Ordonez Contreras

    Obrigada por traduzir meus sentimos nesse texto.

  48. Germana

    Perfeito!! Concordo plenamente! Tenho 34 anos e uma bebê de 8 meses!

  49. Georgia

    Concordo. Meus pais sempre me disseram pra estudar, trabalhar e só depois pensar em marido e filhos… Ajudei minha tia a cuidr dos meus primos, e isso me deu muita “vivencia” com bebês e crianças, mas a verdade é que, quando o filho é seu, tudo muda e a gente fica de boca aberta com o tamanho da responsabilidade. Parabéns pelas colocações!

  50. Regiane Alves

    Concordo com você! Acho importante à disposição da mãe em ser mãe! Em aprender com os erros e acertos, em não se importar em procurar ajuda e dizer não sei. Acredito muito em instinto materno que existe sim, que toda mãe deve confiar e seguir, esta é uma arma que deve ser usada. Em minha experiência de ser mãe até aqui (1 ano e dois meses) acho inacreditável as mudanças as trocas de prioridades e todo aprendizado. O que me ajuda sempre é pensar que não há “receita de bolo” em ser mãe, que não há uma verdade absoluta! Em meu caso acho que estou fazendo um bom trabalho e não irei me culpar pelas coisas erradas que faço mas exaltar e comemorar meus acertos.

  51. Lorian

    Interessante seu raciocínio. Muito atual e muito coerente. Parabéns?

  52. Aline

    Shirley, você escreve muito bem!!! É perfeito ver sua esplanação tão verdadeira, tão adequada e clara!!! Me encaixo totalmente no seu texto, e acho que você tem uma sensibilidade maravilhosa, o que lhe torna uma mãe maravilhosa, afinal boa mãe é aquela que identifica suas fraquezas e sabe ser verdadeira!! Parabéns! Adoro vc!!

  53. Luciana

    Concerteza me encaixo na educação de escutar, você têm de estudar, trabalhar, ser independente, afinal minha mãe deixou o trabalho logo depois que se casou. E por ser assim nunca valorizou os “dotes” da família, como costura, pintura, artesanato e cozinha e que hoje está tão em alta e vejo mulheres resgatando isso para trabalhar em casa e ter renda depois dos filho. Mas como o sexo frágil não tem nada de frágil, nos reiventamos e nos recriamos a cada dia. Então hj quero ter a sensibilidade de saber e entender do que meu filho tem habilidade e incentiva-lo.

  54. Talita

    Curti muito seu texto! Me identifico com esse sentimento de não ter sido preparada pra ter filhos e me encontro o tempo todo sendo cobrada pra isso. Só que penso diferente a respeito da existência do instinto materno. Aliás, não sou só eu, claro. Há um livro muito bom sobre isso “Um amor conquistado: o mito do amor materno” de Elisabeth Badinter. Ele mostra como o amor materno é uma construção social, histórica r cultural e tem tudo a ver com seu post. Acho que vc vai gostar. ;)

  55. Juliana

    Bom dia Shirley!
    Adoro os seus textos e suas experiências. Estou grávida de 35 semanas do meu primeiro filho Rafael. Foi muito desejado e planejamos. Desde que descobri a gravidez acompanho o seu blog. Estou naquela fase de me questionar e de me preocupar se tudo vai dar certo, ou se serei uma boa mãe, ou se terei disposição… e por aí vai. O seu blog tem me ajudado, achei o seu texto maravilhoso e adoro como você coloca as suas ideias. Continuarei te acompanhando. Parabéns!
    Beijos!

  56. Livia

    Verdade verdadeira.
    Sempre sonhei ser mãe, estou grávida pela primeira vez, mas não fui criada pra isso.
    Minha mãe dava aula em 4 escolas, era contadora de 2 empresas. Ela me criou pra trabalhar. Estudar e trabalhar. Na verdade ela me criou para fazer o que ela fez, ter um bebê para ela cuidar, como minha avó cuidava de mim enquanto ela trabalhava.
    Ela não sabe cozinhar, não tem talentos manuais, não é neurótica na arrumação de casa…
    Eu saí um pouco do plano dela. Estudei muito, trabalho muito, sou relativamente bem resolvida profissionalmente. Mas amo cuidar da casa, até fazer arranjos de flores.
    Mas, pense bem, se a geração das nossas mães acabou dando um jeito, nós também daremos.
    Beijos

  57. Exatamente isso!

  58. Ruh

    Bom dia Shirley.. olha eu concordo com o texto e digo q isto esta cada vez pior. Ai vc me pergunta, isto o q? E eu respondo: o fato de q ser mãe é menos importante do q carreira profissional, homens e tantas outras coisas. Eu fui mãe aos 15 anos, assumi meu filho sozinha e me dediquei à ele. Trabalhei sim no momento certo e hj n me arrependo disto. Na minha familia tenho parentes que trocam seus filhos por várias coisas e ai eu penso, cara o q as crianças tem a ver com isso q merecem ser largadas de lado? Não julgo as mães que trabalham pq eu tbm ja fiz isso por 5 anos, hj posso ficar em casa e cuidar dos meus 2 meninos msm com o orçamento apertado acho muito vantagem nisso. Bom, mas o q me intriga é q cada um conhece a si próprio e sabendo disto podemos nos preparar e sermos mãe apenas quando estivermos preparadas. Vamos nos organizar financeiramente, psicologicamente, e naquilo que for necessário, sim é importante termos qualidade de vida, boas escolas para os nossos filhos, mas nada valerá se não dermos à eles o mais necessário que é o amor que se for demonstrado apenas por objetos ou coisas não suprirá o vazio q existe em muiiitas crianças do século XXI. Vc q for mãe de menina ensine a ela a importância de ter filhos. Vc q é mãe de menino ensine a ele a importância tbm e ensine como ele deve ajudá-la para q ela possa ter este tempo e amor necessários a uma criança. O fato é q filho é responsabilidade, compromisso, paciência e a geração de hoje não quer dispor tempo pra isso. Infelizmente essa tecnologia afeta várias areas de forma negativa em nossas vidas. Deixo aqui minha sincera preocupação com o mundo de hj e lembre se vc mãe vc tem mt influência na vida de seu filho. Nao faca algo que ira se arrepender futuramente, pois o tempo n volta. Parabéns pelo seu trabalho Shirley, que Deus te abençoe cada dia mais e que tu tenhas sucesso no que faz. Bj

  59. Giovanna

    Shirley, muito obrigada pelo seu post! Quantas vezes me senti culpada ou um peixe fora d’água por pensar exatamente da mesma forma que você expôs. Tenho 35 anos, ainda não sou mãe mas eu e meu marido estamos tentando. A vida das mulheres mudou e, com isso, a própria maternidade. O difícil é encarar isso de frente. Estou cada vez mais convencida que nem sempre, quando nasce um bebê, nasce uma mãe. Parabéns pra quem teve essa sorte de cara, mas não acho que seja uma regra. E isso não me fará menos mãe. Maternidade é aprendizado. Aprendi com a minha mãe a importância de ter uma vida profissional bem sucedida e consegui. Por que não conseguirei aprender a ser mãe? Uma vez mais, obrigada pelo post. Aliviou meu coração e me arrancou um sorriso!

  60. Silviane

    Puxa, escrevi um monte de coisa e o site atualizou sozinho e perdi tudo…rs
    Mas no geral eu concordava com vc viu Shi… E digo mais: Nós somos a ultima geração que obedeceu aos pais e a primeira geração que obedece os filhos…
    To errada?
    Beijo

  61. cecilia

    Tenho 31 anos e um bebe de 6 meses. Me identifiquei 100%!!!

  62. Elmara

    Quê isso, eu suuuuper concordo com você!!!! Não fomos mesmo preparadas pra ser mãe, nossa geração foi preparada pra tudo que envolvia o “fora de casa”, carreira, dinheiro, sucesso, menos pra ser mãe. Tbem vivo me questionando minhas dificuldades, demorei um tempo grande pra aprender a desenvolver e, principalmente, aceitar as mudanças que a maternidade implica. Essa linda independência conquistada? Será que valeu a pena? Ah, tenho minhas dúvidas!

  63. Simone

    Concordo. Tenho 32 anos, uma irmã de 28 e sempre ouvimos que deveríamos primeiro pensar na nossa vida profissional. Ouvi até da minha avó. rs. Mas o que impressiona é que minha mãe me teve com 24 anos, e sei que ela anulou muito a vida dela pra cuidar de mim e depois da minha irmã. Hoje não sinto vontade de ser mãe, acho que por ter visto as anulações que a maternidade ocasionou na minha mãe, e ela sempre diz que a maternidade é boa, mas prejudica muito a vida de uma mulher, principalmente se ela não está pronta pra isso. Só que minha irmã é louca pra ser mãe, cogita ter filho desde sempre. É engraçado pois fomos criadas da mesma forma..Eu sou formada em pedagogia e trabalhei com crianças, e isso me reforçou que não é nada fácil ser mãe, e me mostrou que não estou mesmo pronta pra isso.

  64. Alessandra

    Vc disse tudo!!! tenho 36 anos 3 filhos , 19 , 5 e 3 anos, me comovi com seu texto,pois e exatamente isso q acontece comigo, minha mae foi uma dona de casa ,mas sempre me incentivou a nao ter filhos , e sim trabalhar fora ,etc.. ja havia chegado a essa conclusao,que nao fui preparada pra ser mae, mas pra ser sincera fico feliz em saber q nao estou sozinha, isso me faz ter força pra ir em frente, amo meus filhos, mas me sinto sobrecarregada por conta dos muitos desafios, mas sei q posso conseguir.obrigada, amo suas materias.bjs

  65. Clarissa

    Acho que dei sorte. Tenho 37 anos e a maternidade veio tarde, mas nunca me senti despreparada nem sobrecarregada. Não sinto que seja um peso, muito menos trabalhoso. Me surpreendi o quanto levo tudo no instinto, e o quanto sei das necessidades da minha filha. Achei que seria muito atrapalhada, que me desesperaria, mas nada disso aconteceu.
    Achei seu texto maravilhoso porque acho que tranquiliza muita mulher que acha que é difícil. A vida nos dá desafios e cada um tem um jeito de encarar. A única verdade absoluta é a de que tudo se resolve, se ajeita. ;)

  66. Gabrielle

    Adorei o texto. Tenho 30 anos,ainda nao tenho filhos, mas terei c certeza em breve pq esse é o meu maior sonho. Penso nas crianças diariamente e em todos os detalhes. Tenho formacao em jornalismo, MBA e Pós graduacao em MKT, mas no fundo no fundo minha profissao é ser mãe. Eu sempre quis ser mae, e durantes todos esses anos vem matando essa vontade cuidando dos bebes que nascem na familia,alem de ter sido babá nos EUA e na Irlanda. Tenho experiencia e amor para dar e vender. Só faltan meus amores virem ao mundo.

  67. Ayla Nascimento

    Ola!

    Achei super interessante o seu post e os comentários dele! Na verdade fiquei feliz ☺ em reparar que nós mulheres, estamos voltando a nos preocupar com a estrutura da família. Como a Bíblia nos ensina, a mulher

  68. Gabi

    Até concordo com algumas coisas sou filha caçula de três irmão tenho 32 anos sou mãe de uma menina de 11 meses e larguei tudo pra cuidar dela e faria tudo novamente pra cuidar da minha filha

  69. Flávia

    Concordo plenamente! Para agravar o sentimento de culpa das mães a sociedade pinta que ser mãe é alcançar a felicidade plena, é um mundo rosa, perfeito. Fico feliz quando as pessoas falam a verdade sobre ser mãe nos dias de hoje. beijos

  70. Janair

    Concordo com vc. Já pensei nisso muitas vezes. Concordo também com a Katiuscia de que o feminismo ferrou com nossa geração. E me preocupa muito, a partir dessa reflexão, é o que vamos passar para a próxima geração… Que valores vamos passar e que sociedade vamos construir para eles viverem. Pq a realidade cultural que vivemos foi criada por nossos pais. Acho que esse é o maior desafio. E me da muito medo esse individualismo patológico em que vivemos. Isso com certeza irá influenciar muito a vivência da maternidade e da paternidade no futuro. As relações estão cada vez mais líquidas e virtuais. Isso será um problema para nossos filhos e somos nós que estamos construindo esse futuro para eles.

  71. Anne

    Ótimo texto!! Tbm sou caçula e fui preparada para estudar e ter meu trabalho!! Minha mãe largou tudo para cuidar das filhas e do meu pai….resultado…com quase 60 anos de idade ele saiu de casa e até hoje 10 anos depois lutamos na justiça para que ele pague uma pensão que proporcione uma vida digna pra ela! Por causa disso ela nos fala todos os dias para fazermos de tudo pra não depender dos maridos!
    Enfim, meu salário é mais da metade da renda da família (eu, meu marido e uma filha de 8 meses) e por isso não pude nem cogitar em parar de trabalhar! Além da falta de experiência q tu te referistes tem a dificuldade em lidar com o cansaço de ter todos os dias 3 turnos de trabalho (casa, filha e trabalho)
    Mesmo com todo o cansaço, me sinto realizada por estar dando conta de tudo da melhor maneira que poderia!!
    Parabéns pelo blog!!! Bjs

  72. Melina

    Concordo plenamente. Credito boa parte dessa insegurança ao excesso de informação. Temos cada vez mais acesso a ela, mas isso nos torna cada vez mais inseguras! participo de um grupo no face so de mães e aparece por lá tanta duvida! a maioria das vezes de coisas muito simples, que dá pena daquela mãe. Qdo leio penso: se essa mãe tem dúvida se pode usar sabonete(proprio de bebe) no filho dela, o que fará qdo houver algo realmente importante pra decidir? Alem disso a quantidade de livros que supostamente ” ensinam” a criar, educar o bebe… Me pergunto: na epoca da minha mae nao tinha encantadora de bebes, sou gemea e ela deu conta! Como? Ninando seus bebes, assim como minha avó, minha bisavó, etc. E de repente vem uma enfermeira americana duzendo que nao posso ninar?! O que fazer? E a comida entao? A neura da comida organica, do brinquedo educativo, enfim, criança hoje segue manual pra tudo! Nao estou dizendo que nao houve evolucao, e melhoras! É claro que sim, mas acho que ha um excesso nisso tudo! Brinquei na terra, comi angu, fui ninada, e tô aqui, forte, nunca quebrei um osso, sempre fui super saudavel, e que me lembre, aos 3 anos ja dormia sozinha no meu quarto. É uma pena que hoje haja tanto peso nesses temas, como se ja nao houvesse bastante na maternidade. Maes mais estressadas, rigidas com regras tolas e pouco a vontade com isso. Pra finalizar, é claro que a maioria das “teorias pra cuidar de um bebe” tem milhoes de adeptos pq estas vêm ao encontro dos anseios dessa geraçao insegura e que precisa sair, trabalhar, ser profissional! É claro que maes que teabalham o dia todo acham a encantadora de bebes uma genia! Claro! precisam dormir… Nao as culpo! Tem um pediatra- esqueci o nome- que fala muito sobre isso: talvez é preciso que essa geraçao repense a maternidade, não para o bem delas, mas principalmente para o bem das crianças!

    1. Renata

      Concordo Melina! Eu trabalho ( mas me organizei para trabalhar menos ao voltar da licença), e mesmo assim, nino minha menina, dou de mamar deitada a noite, venho na hora do almoço dar o almoço e o banho dela e mamar, quando chego no fim do dia a mesma coisa enfim, crio da maneira mais simples possível: dando MUITO amor, carinho, colo, e uma casa tranquila e harmoniosa para ela crescer com confiança…é disso que um bebê precisa…brinquedos? ela ama mesmo é uns copinhos de plástico e uma boneca baratinhaaaaaa e só. não tem tablet, nem nada que custou 50 reais…kkkkk Passeio é ir na pracinha aqui perto, diversão é banho de balde…comida boa é a caseirinha mesmo…enfim…coisas que toda maãe pode dar indepentende de idade, escolaridade, dinheiro e adivinha…ela é feliz que só!

  73. thais carolina

    Oi flor …. Concordo sim… Sou filha mais nova… E sai de casa bem cedo. Aprendi a ser sozinha e tinha essa ideia de ser alguem. Hoje sou mãe de três meninas pequenas, esposa e trabalho. E não troco isso por nada. Escuto muito que sou louca por ter muitos filhos… Isso porque são três kkkkkkkkkk. E alem de não esta preparada. Muitas ainda me deixavam em panico, dizendo que não conseguiria dar conta de tudo… E dou… E digo mas, não mata e é uma delicia ser mãe de familia grande

  74. Bruna

    Tenho 23 anos e estou grávida de 6 meses, não me encaixo no perfil, tenho dois irmãos mais novos aos quais pude cuidar, trocar fraldas e tudo mais, e tenho uma familia enorme, com muitos primos mais novos com os quais sempre tive contato, e apesar de ser nova e ter tido uma educação um pouco mais moderna, aqueles velhos ensinamentos não ficaram pra trás, ser mãe é meu maior sonho desde pequena, mas é claro que busco uma profissão, faço faculdade de enfermagem. Mas apesar de não me encaixar, concordo com teu texto, vejo muitas mães de primeira viagem sem ideia de como lidar com um bebê, muitas vezes sem conseguir segurar o bebê de forma adequada, se esforçam ao maximo, mas essa falta de contato com crianças desde cedo e muitas vezes nao ter o auxilio de alguem mais experiente traz milhares de duvidas e medos para as novas mamães.

  75. Fabiola

    Perfeito, Shiley! Sempre tive essa impressão… comecei a trabalhar com 14 anos, sempre foquei 100% carreira e estudos, achei que ser mãe não seria assim tão difícil e cansativo, mas eu estava enganada!Tive um pouco de depressão pós parto, não tinha vontade prá nada, fiquei 6 meses sem cortar cabelo e fazer as unhas no salão…. só chorava, me sentia impotente, sofro para amamentar, meus seios “arrebentaram” os 3 primeiros meses, e ainda hoje com meu filho com quase 1 ano e dois meses eu tenho machucadinhos…mas é muito gratificante ao mesmo tempo. amo de-mais o meu pequeno!

  76. Marcela

    Concordo e discordo! Concordo que fomos criadas com pensamentos direcionados para construirmos nosso próprio futuro baseado na satisfação profissional, porém existem casos e casos, como você mesma disse! O fato de você ter sido a caçula na família, implicou no aprendizado do seu dia-a-dia, com certeza. Eu, pelo contrário, fui a primeira a nascer de todos os filhos e todos os netos. Minha família ainda é das grandes, com muitos tios. Adquiri uma certa experiência com a maternidade aos meus 11anos quando minha segunda irmã nasceu. Troquei fralda, dei banho, papinha, preparei comida, ensinei coisas durante a infância e até hoje sou muito influente em sua vida, mesmo que nunca tenhamos morado juntas. Aos 18 tive outro irmão e com esse eu morava. Por ter uma vida mais ativa nessa época, restou-me apenas as brincadeiras, papinha, conversas. Isso fora os primos. Hoje, com 23 anos, me considero uma pessoa sortuda: Sei cuidar de crianças e adoooro, sei cuidar de um lar, cozinhar, fiz técnico, cursos, uma certa independência financeira e cursando faculdade. Ainda sou de uma época boa e sou quase uma década mais nova, mesmo com todos esses avanços tecnológicos. Discordo de você, quando se refere às mulheres de 30 e poucos anos, porque nem todas as famílias mudaram tão radicalmente assim. Me preocupo com as crianças de agora e com as que estão por vir. Mas depende apenas de nós, mães e futuras mães, educarmos nossos filhos para a vida e tudo o que eles poderão passar.

  77. Sara

    Concordo com vc, mas acho que fomos criadas para sermos mães excelentes e profissionais brilhantes. Só não explicaram como!!! Rsrsrs
    Vivemos a culpa em casa e no trabalho. Se ficamos até tarde no escritorio, o coração aperta por deixar os filhos para depois… Se saímos do escritório mais cedo ou mesmo na hora certa, surge o remorso por deixar a empresa de lado! E assim seguimos equilibrando as culpas, pesando as escolhas…
    O que mais me incomoda é pensar em como vou preparar a minha filha para este dilema. Ou então, prepará-la para passar por isso tranquilamente, sem culpas ou remorsos. Talvez a nossa geração esteja abrindo caminho para uma outra que viva e encare esta dupla jornada com mais serenidade!
    Adorei o seu post!

  78. Samia

    Só não podemos esquecer uma coisa importante: temos a graça de Deus para sermos mães!
    Portante, se colocamos o empenho necessário, colaborando com a sua graça, Ele encaminhará tudo da melhor forma.
    Não basta gerá-los, é preciso educá-los e essa responsabilidade é dos pais e é intransferível. E justamente, pelo fato de educar hoje ser diferente (por conta de motivos que vc expôs e por outros) é preciso colocar o mesmo esforço que colocamos para aprendermos a nossa profissão: estudando, fazendo curso de educação de filhos, procurando informações com pediatras, gastando tempo, procurando um escola que nos ajude na educação e não delegar pra esta instituição está tarefa. Enfim, os nossos filhos são nosso melhor “negócio”!

  79. Luciana

    Concordo e ainda acrescento a minha dificuldade; perder a independência por conta de tudo isso que foi dito é muito difícil. Mas como diz minha mãe, VALE A PENA!!

  80. Ana

    Das minhas diversas amigas com mais de 30, sem brincadeira nenhuma, de umas 20, se 3 já têm filho é muito. Eu estou com exatos 30 e penso em engravidar por agora, vou ser uma as mais novas.

  81. Ana

    Lá em casa as bonecas eram Barbie e elas sempre eram as chefas do lar, independentes e ricas, kkkkk. Minha mãe tbm sempre ganhou mais que meu pai e sempre estimulou a mim e a minha irmã a termos carreiras. Nunca gostei de brincar daquelas bonecas tipo bebê. Mas mesmo assim cresci, graças a Deus no aspecto profissional acho que tá mais ou menos acertado, e hoje quero sim ser mãe.

  82. Fernanda

    Sempre pensei muito a esse respeito… Agora q tenho uma filha de quase 2 meses, penso ainda mais… Parabéns pelos textos! Bjo

  83. Julianne Caju

    O que dizer depois ler o texto e os 85 comentários? “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.” “Ser mãe é padecer no paraíso.” Estou com 35 anos e tenho um filho de 1 ano e 7 meses. Desde que ele nasceu sinto que ele veio para me ensinar a me tornar uma pessoa melhor. Mas para que isso aconteça tenho que dar muito amor, carinho e proteção à ele. Como sou jornalista e professora, logo trabalho fora e ele fica em creche, dou o que ele precisa com muita mais muita qualidade no tempo que estamos juntos. Acredito que as nossas angústias, inseguranças e cobranças devem ser resolvidas com o tempo. E vamos seguindo, fazendo o que consideramos o MELHOR para nossos filhos. Parabéns Shirley pelo texto.

  84. Ana Carolina

    Em primeiro lugar, parabéns pelo seu texto e pelo ponto de vista muitíssimo interessante, tenho apenas 20 anos, e levo o sonho de ser mãe como o lema da minha vida. Cresci numa família de mulheres, todas elas focada no sucesso profissional, em trabalho, estudos, e eu sei que isso é muitíssimo importante. Há uns dois anos atrás passei na unesp, e atualmente faço faculdade lá, mas não me sinto feliz, não me sinto nem perto de estar realizada, não me vejo assim, uma mulher de negocios, ou algo do tipo, e isso não está relacionado a preguiça, ou a sei lá o que, mas não me vejo outra coisa a não ser, virar mae. Eu não penso nisso agora, mas não consigo ser como as mulheres da minha família,pensando apenas em realizações profissionais…

  85. Ana

    Olha me identifiquei com Reflexão. Sou da casa dos 30 e tenho muita dificuldade em ser mãe, tenho filho dd 3 anos. Me sinto despreparada psicologicamente. Além de, às vezes, me deparar com um egoísmo próprio de, “puxa não tenho mais liberdade, agora tenho mais preocupação” parece que acho pesada a tarefa de ser mãe. Parece que fui realmente formada para carreira, em meus planos nunca houve o desejo ou planos de ser mãe… Meu foco sempre foi sucesso profissional e ter um amor. Só é tão somente. Mas agora me sinto culpada pelo meu egoísmo e também sinto que a minha criação não deu base para a preparação e desejo de ser mãe.

  86. Carlinha

    Menina,

    adorei o seu site!!! Cheguei nele através do google! Parabéns!
    Ontem, eu estava conversando com uma amiga e falei exatamente o que você descreveu aqui. Além disso, falei com ela que somos muito criticadas se não conseguimos amamentar, se damos chupeta, etc.

    Eu mesma fui criada para ser independente. Sai de casa cedo e sem saber cozinhar um arroz básico… MInha mãe sempre me dizia que minha prioridade era estudar. Hoje, moro em uma outra cidade longe de qualquer familiar. Minha duas experiÊncias com amamentação foram um fracasso e hoje eu chego a conclusão que não foi um problema físico e sim emocional. Não me culpo mais por isso. Eu cheguei a conclusão que não nasci para isso. Não curto nem um pingo a idéia de ter um bebê plugado o dia todo em mim. E não me sinto menos mãe por isso. Só sou um tipo de mãe que tem o seu lado profissional muito forte em sua vida e que também é importante para a minha felicidade e consequentemente da minha família.

    Eu prezo e defendo que cada mulher tem que se encontrar como mãe. E é isso que tornará a sua família saudável e feliz! Que superemos as culpas!!!

    Beijos!!!

  87. Cristianne

    Machistas! Parem de generalizar.
    mulheres jamais serao iguais. Nao se trata de generos mas de individuos e individuos tem escolhas diferentes.
    Nem todas as mulheres serao maes. Quanto maior o QI menos probabilidade em querer filhos.

  88. Hélifa

    Com toda certeza, concordo com VC.
    Eu th 24 anos e minha filha tem 2 meses, e desde cedo fui ensinada desta forma, apesar de eu ter uma família grande com MTS primos, nunca troquei fralda (já dei banho em crianças maiores e dei comida, e só), e sempre ouvi q temos q primeiro ser bem sucedidas profissionalmente e depois pensar em casamento.
    Numa fase da minha vida eu pensava em nunca casar e ter filhos. Porém me formei, comecei a trabalhar e com 20 anos me casei, as pessoas me perguntavam o porque de casar nova, que eu era muito jovem, e tinha que aproveitar mais a vida. Eu passei a ter em mente que eu teria a minha familia e trabalharia fora, seria a mulher ideal nos dias de hj. E com um tempo de casada o meu pensamento mudou, e hoje a minha maior vontade é poder ficar com minha filha, cuidar dela assim como minha mãe cuidou de mim, pretendo trabalhar sim, mas quero fazer algo q eu possa trabalhar em casa, conseguir dividir meu dia com ela, poder levá-la e buscar na escola, assim como minha mãe fazia, e ser parte ativa na vida dela, e não sair de manhã e voltar só a noite pra casa, tendo q perguntar a outra pessoa como foi o dia dela, se ela se comportou, descobrir oq ela aprendeu na minha ausencia.
    Concordo q a geração mudou, e a culpa de famílias desestruturadas, crianças com problemas de comportamentos e emocionais desde cedo, são consequências de uma educação e sociedade que exige muito de seus pais,os ocupando com prioridades no dia a dia q não são seus filhos.
    A culpa não é de ninguém ao mesmo tempo que e de todos.

  89. Amanda

    Concordo com você, tenho 31 anos, um filho de 4 anos e estou gravida de trinta e sete semanas. Quando fiquei gravida do meu primeiro filho estava no segundo ano da faculdade e assim que terminei já ingressei numa pós, não foi nada fácil mas finalizei. Mas com relação a ser mulher desse tempo, o pior é se sentir insuficiente, pois tenha a sensação de não ser mãe, não ser profissional e esposa por completo. Sinto que tudo fica pela metade e aquele que grita mais alto é socorrido primeiro. Com trinta e sete semanas de gestação a vontade era de poder ficar mais um pouco gravida para poder acertar todas as coisas do trabalho e poder sair tranquila.

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