Dicas para evitar acidentes com pequenos objetos

Este post começa com uma história triste. Há algumas semanas, a Valentina, uma bebê de apenas 9 meses, morreu depois de ter engolido uma presilha de cabelo. Triste demais.

Não foi algo imediato. O acidente aconteceu em setembro e, logo que os pais Amanda e Marcos perceberam algo errado, levaram a menina para o hospital. Ela estava desmaiando sem que eles soubessem o motivo e até descobrirem o que causava o problema fizeram uma batelada de exames.

cuidados para evitar acidentes com pequenos objetos

Photo Credit: heatherknitz via Compfight cc

Eles nem sabem ao certo quando foi que ela engoliu mesmo a presilha. Foram três dias, de 19 a 22 de setembro, para que os médicos conseguissem encontrar o que causava os desmaios e depois um sangramento no estômago. Fizeram a cirurgia, Valentina ficou ainda mais de um mês tentando se recuperar, mas não resistiu. Muita gente acompanhou a luta de Amanda pelas redes sociais, onde ela postava tudo o que acontecia com sua menina e não dá para não ficar com o coração partido com tudo o que ela conta.

E essa história triste nos traz um alerta muito importante: não descuidar dos pequenos objetos que temos em casa e que ficam perto de nossos filhos. Mesmo. A gente pode até pensar que está tudo em seu lugar, mas não custa ser triplamente cuidadosa, cri-cri mesmo, com qualquer coisa que elas possam engolir sem querer.

E um alerta muito importante, para evitar que um pequeno acidente passe despercebido e vire uma tragédia, preste atenção nesses sinais: criança com salivação excessiva, falta de apetite, vômitos, fraqueza e reclamando de dor para comer, mastigar ou engolir. Caso você perceba alguns desses sintomas de forma mais marcante ou mais de um deles ao mesmo tempo, procure um hospital para tirar a dúvida e agir o quanto antes.

Embora esses acidentes sejam impossíveis de serem totalmente controlados, com algumas atitudes e sabendo onde está o perigo, é possível diminuir os riscos de que algo assim aconteça:

  • Bijuterias e acessórios de cabelo – assim como a presilha que Valentina engoliu, grampos, elásticos de cabelo, piranhas, brincos, colares e pulseiras podem ir parar fácil na boca dos pequenos. Então, que tal criar um bom hábito, de só mexer com esses itens na cômoda ou no banheiro e não sair tirando e espalhando todos pela casa? O esquema melhor é: tirou-guardou. E em um lugar fora do alcance do seu filho
  • Clipes, tachinhas, imãs, pilhas e material de escritório – hoje em dia muita gente trabalha pelo menos um pouco em casa. E além das miudezas tradicionais, tem por aí muito pen-drive pequeno, algo mais fácil de engolir até do que remédios. E aqui, a organização é a palavra chave: guarde tudo em gavetas e caixas e evite que seus filhos tenham acesso livre ao escritório (eu mantenho a parta do meu escritório sempre fechada e evito deixar itens atrativos para o Leo – como presentes, caixas coloridas, etc… – à vista. Assim, se em algum momento a porta do escritório ficar aberta, ele não será atraído por algo interessante e levado a entrar).
  • Botões, alfinetes, linhas, pregos e parafusos – o lugar de tudo isso é na caixinha de costura ou de ferramentas, fechada e guardada em local totalmente fora do alcance dos pequenos. E se você for fazer algum conserto em roupas, prefira os horários em que as crianças estão dormindo ou fora de casa e cheque duas vezes se não sobrou nada no local onde você costurou depois de terminar.
  • Brinquedos do irmão mais velho – difícil este, né? Pois queremos que eles brinquem juntos e nem sempre é fácil separar tudo. Assim, a sugestão é que você tente ensinar para o mais velho que alguns brinquedos ele só pode usar quando o mais novo não estiver junto e, não tem jeito, você deverá passar o “recolhe” depois do término de tudo para evitar que algo fique perdido pelo chão ou em local de fácil acesso.

E vocês mamães, como evitam esse tipo de acidente em suas casas? Compartilhem as dicas no espaço para comentários abaixo. Com certeza, essas informações serão úteis para muitas leitoras.

 

 

 

 

5 comentários

  1. Sabina

    uma dica que pretendo usar, logo logo, ecolocar mais velho para brincar, qdo com pecas pequenas, dentro de uma piscininha, daquelas inflaveis, relativamente pequena. pq acho dificil privar o mais velho de certas brincadeoras, e controlar a cacula tb. Mas logico que sempre estarei presente, supervisionando ambos. Assim acho q sera um.ppuvo mais tranquilo.

  2. Patricia

    Imaginemos que a garotinha ou uma amiguinha usava 2 presilhas e uma sumiu. Não se sabe como, onde ou em que momento ela a engoliu. Agora eu mãe tomo todos os cuidados em casa, e na escolinha ou na casa de alguém uma outra criança está com presilhas pequenas, o que fazer? Nas escolinhas não deveriam permitir que crianças tão pequenas permaneçam com esses acessórios. Usa faixa, elásticos desses bem grandes anos 80 que sejam. Será um dos primeiros assuntos que conversarei com a coordenadora da escolinha da minha filha na volta as aulas em 2015.

  3. Flávia

    Excelente post. Meu filho está bem nessa fase e estes cuidados c/ objetos pequenos são importantíssimos. Vou tomar cuidados extras que relembrei aqui (eu bordo e tenho itens de escritório no quarto já que ainda não tenho espaço para um bom home office). Como meu apto é pequeno e tem algumas portas e armários que não tem como ele não ter acesso (na sala por exemplo) instalamos as travas de segurança de gavetas e portas da safety 1st (aliás ótima pedida para enxovais nos EUA p/ 1 ano). Funcionam 100% e ficamos bem mais tranquilos!

  4. Carla Fiore

    Eu fiquei tão sensibilizada e assustada com essa história que tirei de vez os brincos da Alice. Ela já não usava pulseiras e acessórios, e outra coisa que acho importante e sempte fiz é tirar pequenos enfeites e penduricalhos das roupinhas

  5. Luciana

    Realmente impressionante, Shirley. E isso me lembra uma coisa que a pediatra da minha filha disse: muito cuidado com a nossa mesa de cabeceira também. Normalmente, deixamos anticoncepcional ou bijus na mesinha. Eu mudei esse costume na mesma hora.

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