Antibióticos e crianças – a importância de se respeitar a receita

Vocês devem se lembrar que, até algum tempo atrás, era muito fácil se comprar antibióticos. Bastava ir até uma farmácia, explicar quais eram os sintomas da doença, pegar a orientação do farmacêutico de qual antibiótico deveria ser tomado e, depois, fazer uso dele. Algumas mães, inclusive, iam além. Elas já chegavam lá sabendo o que queriam. Pelo histórico dos seus filhos, tinham conhecimento de qual a medicação que deveria ser administrada – e de quantas em quantas horas – e aí só faziam o pedido.

Só que antibiótico é coisa séria e, para nossa segurança, isso mudou. Hoje em dia, para se comprar um antibiótico você deve ter receita – que inclusive fica retida na farmácia.

 

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Photo Credit: PistigriloXP via Compfight cc

E por que houve essa mudança? Pelo fato de que um antibiótico, quando tomado incorretamente – medicação errada, em menor quantidade, por mais tempo que o prescrito etc. – leva ao aumento da resistência das bactérias e, consequentemente, gera problema para toda a população.

E um cuidado importantíssimo para evitar a resistência das bactérias é seguir corretamente a receita médica. Afinal, se a receita passou a ser exigida porque ela é importante, protege a nossa saúde, nada mais óbvio que segui-la à risca.

Entretanto, não é o que se vê por aí. O que se vê bastante são receitas sendo substituídas nas farmácias, doses sendo alteradas por quem administra a medicação (em vez de se dar três comprimidos, se dá apenas dois), horários de se tomar o medicamento não sendo respeitados (com intervalo maior do que o prescrito entre uma dose e outra), duração do tratamento não sendo obedecido (toma-se por menos tempo para economizar ou por mais tempo acreditando-se erroneamente que irá trazer mais efeitos), entre outros problemas comuns.

Além de evitar a resistência da bactéria, outro ponto importante de se respeitar a receita médica é para evitar os efeitos indesejados do antibiótico. Esses medicamentos podem causar diarreia e alergias e, quando usados inadequadamente, os sintomas podem ficar mais fortes.

Ninguém melhor do que o pediatra para tratar os problemas de saúde dos nossos filhos. Nós, pais, não temos conhecimento técnico e científico para fazer a interpretação de receitas e, se tentarmos, poderemos colocar em perigo a saúde das crianças. Por isso, fica aqui a dica: respeite a receita que o pediatra ou outro profissional da área da saúde passar. Eles estudaram e se preparam para isso e são responsáveis por aquilo que receitam.

E para finalizar, quero deixar outras duas dicas bastante úteis em se tratando de antibióticos ou outros medicamentos:

  • Sempre que for prescrito um medicamento, questione o profissional da saúde que o receitou se há alguma recomendação específica para o uso (como ele ter que ficar armazenado em geladeira depois de reconstituído, por exemplo);
  • Não deixe jamais de ler a bula na íntegra. É nela que você encontrará todas as informações pertinentes sobre o medicamento. Não esqueça de checar a data de validade da medicação. Medicamentos fora do prazo de validade não devem ser tomados jamais.

Esse foi um post de alerta sobre a importância de se seguir a receita prescrita pelos pediatras e pelos profissionais da saúde que cuidam de nossos filhos, principalmente em se tratando de antibióticos, que são medicamentos extremamente importantes para a nossa saúde, mas também bastante sensíveis.

Esse post é um publi editorial, feito com o apoio da GSK, e faz parte da campanha #nãotrocopornada, que busca sensibilizar as pessoas sobre a importância de se respeitar as receitas médicas.

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5 comentários

  1. Lara

    Muito bom o texto sobre antibióticos. Mas gostaria de dar uma sugestão.

    Adoro esse site e leio tudo que você publica. Me identifico com várias coisas.
    Gostaria de ver aqui uma matéria sobre tratamento com homeopatia.
    Tenho uma filha de 11 meses e desde que ela nasceu optei por tratá-la com homeopatia. Estou gostando muito do resultado. Em quase 1 ano de vida ela nunca teve sequer um resfriado. Isso por que a homeopatia trabalha com fórmulas preventivas que, no caso dela, funciona muito bem. A única coisa que ela teve nesse tempo foi uma tosse seca, acredito eu que por conta do tempo, e durou alguns dias. Nessa ocasião o homeopata da Mel passou um remedinho homeopático que resolveu o problema em 2 dias.
    Outra coisa bastante interessante é quanto as vacinas. Ele receitou uma homeopatia que ajuda a diminuir a dor das picadas e os efeitos colaterais. Minha filha, desde então, sai do posto de saúde como se nem tivesse sido picada a poucos segundos e não apresentou nenhuma reação as vacinas. Sequer febre.
    Sem contar, claro, os benefícios da criança não precisar tomar medicamentos que muitas vezes baixam a resistência da criança e acaba por “viciar” o organismo e fortalecer bactérias.

    Beijo

    Lara

    1. Shirley Hilgert

      Lara, quero falar sobre isso, mas estou em busca de um profissional que escreva sobre isso, pois tenho pouco conhecimento sobre o assunto. bjs

  2. Tamara

    Como farmacêutica e agora mãe, apoio totalmente a campanha! Medicamento é coisa séria! Entre remédio e veneno, a diferença é só a dose! Fiquei muito satisfeita com a portaria que obriga apresentação e retenção da receita de medicamentos antimicrobianos na farmácia. Em 4 anos de experiência profissional, já vi muito uso irracional de medicamentos! Quando os antibióticos ainda eram liberados, muita gente já fazia estoque de amoxicilina em casa no período inicial do inverno pra prevenir a gripe! Gente, olha o absurdo! E ai de nós ou dos atendentes se não vendêssemos! Era queixa na certa para o proprietário! Agora, com uma lei que nos ampare, ficou um pouco mais fácil conscientizar a população!
    Concordo contigo também Shirley sobre fazer o tratamento durante todo o período determinado!O que acontece muito que após alguns dias de tratamento, a pessoa já nota melhora e para de tomar a medicação! É aí que a resistência bacteriana se desenvolve! Além, claro, de outras situações de administração incorreta!
    Adorei o tema! Acho extremamente válido uma pessoa imparcial no assunto, como vc, que exerce tamanha influência no “mundo materno” abordar esse assunto, pois nós, profissionais da saúde, e em especial, nós farmacêuticos, somos taxados como chatos e burocráticos, pois fazemos de tudo pra dificultar a vida das pessoas!
    Aproveito meu comentário também pra tietar um pouco e dizer que adoro o blog e me identifico muito com as tuas ideias e declarações!
    Abraços!

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada por comentar, Tamara!
      Muito bacana saber sobre seu lado mãe e profissional sobre o assunto :)
      Muito obrigada pelo carinho!! Continue contribuindo por aqui.
      Bjss

  3. Flávia Madureira

    Parabéns pela postagem informativa e clara. Como mãe e médica fico aterrorizada com a quantidade de informação errada que muitos blogs, comunidades e outras mães passam adiante. Infelizmente alguns maus profissionais (sim, existem vários) acabam quebrando a confiança da população na área médica, o que abre espaço pros pitaqueiros de plantão. Não sei se já existe alguma postagem sobre vacina. Se não, sugiro. Existe muita desinformação, principalmente no quesito “vacinação no posto versus no particular”. Mais uma vez parabéns pelo blog!

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