Haptonomia – contato com o bebê ainda na barriga

Estava conversando outro dia com uma colega blogueira e ela comentou comigo sobre a haptonomia. E eu me peguei pensando que não importa quando tempo a gente tenha o blog, o quanto a gente leia e converse e se informe sobre os assuntos da gravidez e da maternidade, vira e mexe vai aparecer um termo novo, algo que a gente ainda não conhece.

Confesso que eu nunca havia ouvido falar sobre isso. E não fazia a mínima ideia do que se tratava, se era algo bom ou ruim, nada mesmo! Rsrs. Mais um motivo para procurar, pesquisar, descobrir e dividir com vocês o que encontrei por aí sobre isso.

Haptonomia

Photo Credit: pieter.morlion via Compfight cc

Para começar, deixa eu contar para vocês que, embora o nome não seja o mais fofinho do mundo, a haptonomia é uma coisa muito legal e interessante. Tem a ver com o contato “físico” que os pais estabelecem com o bebê ainda na barriga e que ajuda muito a estabelecer o vínculo.

Muitas pessoas definem a haptonomia como a Ciência da Afetividade ou Ciência das Emoções. O termo em si foi utilizado pelo fisioterapeuta holandês Frans Veldman, há cerca de trinta anos. Junta os termos em grego“hapsis”que significa toque, sensação e “nomos” que significa norma, padrão, regra.

Ela tem utilidade bem prática e pode ser feita durante a gravidez, o trabalho de parto e os primeiros meses de vida do bebê. Simplificando bem, mas bem mesmo, a haptonomia é um jeito muito legal e gostoso de envolver mais o pai, parceiro ou parceira na gravidez e em todos os momentos da vida do bebê, já que, por natureza, as gestantes têm um contato mais íntimo e físico com o filho desde a barriga, quando sentem o bebê mexer e crescer e isso é mesmo um pouco difícil de ser sentido e compreendido por quem não carrega o bebê.

Pelo mundo afora há especialistas na técnica de haptonomia que oferecem inclusive sessões para que o casal se integre nessa prática. Aqui no Brasil há poucas pessoas que trabalham especificamente este conceito, mas um pouco dele é bem instintivo e possível de ser feito por todos.

O mais comum é que esse ritual de toque e contato seja iniciado após o quarto mês de gravidez, pois é quando o bebê começa a ser mais notado dentro da barriga, com seus movimentos e crescimento. O pai pode começar com uma espécie de massagem na barriga da mãe, feita de leve, com cuidado para que a pressão não seja muita para não machucar. A grávida pode ir avisando se está bom, ruim, até os dois acharem um jeito bem gostoso. Óleos vegetais podem ajudar nos movimentos e é um ótimo momento para conversar com o bebê.

Para quem não está gestando o bebê, é um jeito de sentir a paternidade (ou a maternidade, no caso de casais de mulheres) antes e curtir muito mais esses momentos a dois, quer dizer, quase a três.

Na hora do parto, os movimentos do toque, seja na barriga ou mesmo em outras partes do corpo, ajudam a mãe a relaxar e, com a voz e o toque a pessoa se mostra presente também para o bebê. Uma doula pode ensinar alguns movimentos bem úteis para este momento.

Após o nascimento, o contato físico vai ajudar ainda mais na criação dos vínculos entre todos e também ajuda o bebê a se sentir seguro e desenvolver sua autonomia. É com cuidado e aos poucos que os pais vão descobrir as posições que o bebê mais gosta, os movimentos, os sons, que tipo de toque o faz sentir confortável e seguro.

Tudo isso é o que ajuda a gente a estabelecer uma relação de afetividade, segurança e conforto entre pai, mãe e filho e eu tenho certeza que muitas de vocês, assim como eu, faziam várias dessas coisas instintivamente, não é? Mas é muito legal saber que tem gente estudando isso, que tem novas técnicas que se pode aprender para tornar toda a experiência da paternidade (e da maternidade também) ainda mais mágica e incrível.

 

 

 

2 comentários

  1. rosinha

    A única coisa q esse texto me diz é q @ blogueir@ descobriu uma palavra nova pra um fenômeno novo. Mas não abre há a nenhuma informação extra sobre o.fenômeno. Um.saco esses.blogs, tipo amiga vc não sabe a mais nova novidade, eu estava fazendo..
    Vc sabe… Afff

  2. Fernanda

    Poxa vida… Nao percam tempo lendo coisas que voces acham que nao vão agregar valor. Ainda.mais pra.colocar críticas desnecessárias. Eu também acho que o momento do contacto entre o pai, a mae e o BB ainda no ventre e sublime. Quando eu estava grávida meu filho mexia muito quando o pai falava com ele, fazia carinho na barriga e tal. Tomara que esses estudos mostrem mais benefícios para as relações pais e filhos a curto e a longo prazo.

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