Stress e produção de leite – entenda essa relação

Olá mamães! O post de hoje fala sobre a relação entre stress e produção de leite e foi escrito pela enfermeira Lorena Oliveira. Espero que gostem dos esclarecimentos e das dicas passadas. Boa leitura!

Stress e produção de leite 

Por Lorena Oliveira, enfermeira graduada pela Universidade Federal de Uberlândia e autora do blog Blog da Lo.

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Photo Credit: malmesjo via Compfight cc

Você já ouviu falar que há mulheres que não menstruam quando estão passando por alguma situação desencadeada por estresse emocional? Isso ocorre por que o estresse libera hormônios específicos que danificam o funcionamento natural do corpo. Assim como a menstruação, a amamentação também pode ser prejudicada quando se vive momentos difíceis.

Depois do nascimento do bebê, a rotina do casal é alterada. A mãe dorme menos, o pai também dorme menos, a vida sexual pode ficar abalada, os gastos crescem e a mulher, às vezes, tem que dar conta do bebê e de todas as outras questões que estão interligadas à família, incluindo afazeres domésticos. E se houver outros filhos? Tudo isso agrupado pode se transformar em uma bomba relógio para alguns casais. Já outros suportam muito bem a circunstância a qual estão vivenciando.

Planejar a gestação com antecedência promove uma grande diferença. No momento em que a gravidez é programada, o casal tem tempo para afeiçoar-se a nova realidade e rotina, concretizar adequações em casa, acumular uma poupança e pensar em pessoas que poderão contribuir nos afazeres domésticos. Ter crianças maiores muitas vezes acaba acudindo na divisão dos cuidados com o bebê e também nos afazeres domésticos.

Mudança do corpo na gravidez

Para compreender melhor a relação entre estresse e a amamentação, vamos primeiro falar sobre como o corpo feminino “trabalha” durante gravidez.

Os seios iniciam o desenvolvimento necessário para o preparo da amamentação logo no começo da gestação. Os hormônios estrógeno e progesterona, os quais são produzidos pela placenta, permitem o aumento dos seios e maior sensibilidade ao tocá-los.

As aréolas escurecem e nelas surgem pequenos caroços que produzem uma substância a qual tem o objetivo de limpar e proteger o mamilo para que o ato de amamentar seja tranquilo para o bebê e ele possa se alimentar calmamente.

Quando o bebê nasce, o corpo da mulher elimina na corrente sanguínea a prolactina, um hormônio que chega aos alvéolos mamários, onde o leite materno é produzido.

Quando o leite materno é produzido não quer dizer que o leite “desça”.  Para que isso aconteça, é imprescindível que o bebê sugue o seio e estimule a descida do leite.

A sucção do bebê ativa as terminações nervosas do mamilo, que induzirão para o cérebro da mãe a declaração de que há um bebê ansiando se alimentar. O cérebro, então, contesta com a fabricação de um hormônio denominado ocitocina.

A ocitocina abordará os músculos que estão localizados próximo aos alvéolos mamários, que se contrairão, permitindo que o leite materno chegue aos mamilos, consentindo ao bebê a melhor alimentação que poderia ter.

Estresse e má amamentação 

Uma ocorrência de estresse pode possibilitar que a mãe produza leite em menor quantidade ou mesmo que a descida do leite seja bloqueada. Os hormônios vinculados ao estresse são capazes de dificultar a atuação da prolactina (produção do leite) e da ocitocina (descida do leite).

Os pais que não amparam nem auxiliam a mãe ao decorrer da amamentação, durante os afazeres domésticos ou meramente não oferecendo um copo de água quando sua mulher estiver amamentando, permitem a ativação da preocupação na mãe com outras coisas além da amamentação, deixando-a ainda mais estressada ou inquieta.

Problemas desencadeados durante o trabalho ou algo mais complexo como uma depressão, também são fatores que podem contribuir para a inibição da produção e descida do leite.

Mães estressadas apresentarão mais dificuldades em segurar direitinho a criança no peito. Assim, o bebê terá grande probabilidade de não conseguir abocanhar da maneira correta a aréola, sugando com falha e, por conseguinte, ingerindo pouco alimento.

Como a sucção permite a liberação do hormônio ocitocina, a descida do leite também estará prejudicada. A decorrência desses dois fatos associados: irritação e choro do bebê por fome e maior irritabilidade da mamãe, tornando um período difícil até acontecer o desmame precoce.

A mãe necessita amamentar com calma para que, desta forma, o leite decline e o bebê realize a pega correta do mamilo para que todos os demais hormônios integrantes do organismo da mãe trabalhem da forma mais sincronizada.

Amamentar é um ato de amor

Na realidade, pesquisas afirmam que amamentar auxilia a reduzir o mau humor, pensamentos negativos e o estresse. Desta maneira, prosseguir a amamentação é um ótimo caminho para suportar instantes estressantes.

A relação pele a pele entre mãe e bebê e a pega correta da mama instigam a produção de leite e do hormônio ocitocina, que tem efeito calmante.

É fundamental que você busque tranquilizar o seu corpo e sua mente sempre que possível e realize atividades que gerem o relaxamento.

Caso a produção de leite comece a cair, as providências para uma ação imediata são aumentar o consumo de líquidos, conservar períodos para descanso, comer bem e amamentar com assiduidade, sempre que o bebê exigir.

Lorena Oliveira, enfermeira graduada pela Universidade Federal de Uberlândia e autora do blog Blog da Lo.

2 comentários

  1. Tânia

    Excelente matéria. Orientações fundamentais para as mamães que buscam sempre fazer o melhor para seus filhos!

  2. É incrível como a Natureza é perfeita e tudo está interligado. Ótimo texto!

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