Sobre a minha depressão pós-parto

Agora, recuperada da fase mais difícil, sinto-me à vontade para falar sobre essa experiência nada legal que algumas vezes a maternidade nos traz. Eu tive depressão pós-parto. Ela foi diagnosticada há 3 meses, mais ou menos, e agora, me sentindo bem novamente, opto por compartilhar com vocês a minha história. História essa que deve se parecer com de muitas outras mães e que eu espero, através do meu relato, possam se identificar, encontrar forças para procurar ajuda, e se curar.

depressao pos parto 1

Bom, minha história aconteceu assim…

(Peço desculpas de antemão pelo post extenso. É que esse é um assunto bem importante e fiz questão de descrever o problema em detalhes para poder ajudar outras mães a entenderem a doença e buscarem ajuda se necessário)

Logo que o Caê nasceu, eu fiquei ótima. Não tive sequer baby blues. Estava, é claro, cansada devido a falta de sono e trabalho em excesso durante o dia, mas psicologicamente me sentia bem, animada, feliz, pronta para ser mãe de dois. Quando Caê estava com três meses e meio, ele teve bronquiolite, e a partir daí as coisas começaram a mudar.

Após a crise de bronquiolite que o deixou internado por 3 dias, Caê passou quase dois meses doentinho. Durante quase 40 dias nós fizemos terapia respiratória diariamente nele, para que a sua respiração normalizasse, mas parecia que as coisas não evoluiam muito. Ele passou a se alimentar mal, dormir mal e a ganhar pouco peso. E eu passei a ficar mal junto com ele. Eu quase não dormia à noite (ele acordava demais), durante o dia eu estava sempre em pânico porque ele quase não mamava, também passei a ficar muito, muito preocupada com seu estado de saúde e acho que só não pirei porque a fisioterapeuta que atendia-o me tranquilizava dizendo que bronquiolite era assim mesmo, demorava para curar, mas que uma hora ele ficaria bom.

Junto com esse problema todo da saúde do Caê, chegou o inverno. E os dias frios e cinzentos me deixaram ainda mais para baixo. Então, nesse período, em suma, eu vivia preocupada com a saúde do Caê, 24h por dia exausta, devido as poucas horas de sono e, para completar, um pouco “down” por conta do inverno, que sempre me deixou um pouco para baixo.

Assim, quando comecei a perceber que as coisas não estavam indo bem e eu não estava legal (abaixo explico melhor o que eu sentia), simplesmente atribuía isso ao cansaço, preocupação e inverno. E pensava: assim que o Caê melhorar, eu dormir direito e o verão chegar, eu volto a ser eu. Só que inverno acabou, a saúde do Caê melhorou e eu simplesmente não melhorava. Pelo contrário, me sentia cada vez mais no fundo do poço.

Por meses, senti que algo estava errado, que eu poderia estar com depressão, cheguei até a comentar com amigas que ia procurar ajuda, mas me sentia tão cansada, tão debilitada, que não tinha nem forças para fazer isso, para ir atrás de ajuda. Eu simplesmente me acomodei. Fui levando aquela vida triste, sem prazer, pesada e desafiadora acreditando que um dia melhoraria, mas as coisas só iam ficando piores (Logo após o Leo nascer eu também tive algo similar a depressão pós-parto, mas na época não busquei ajuda então o problema não foi diagnosticado. Aqui eu conto essa experiência).

Nessa fase, eu me sentia péssima. Não tinha vontade de fazer nada e tudo era para mim muito difícil, um grande desafio. Se eu tivesse que ir ao mercado, por exemplo, isso era o fim do tempos. Parecia coisa de outro mundo. Passei a não querer sair, não querer encontrar as pessoas e nem querer receber visitas. Para cada sugestão de encontro eu tinha uma desculpa, e nunca ia. Até trabalhar no blog, algo que sempre me deu imenso prazer, era difícil. Eu me forçava a escrever, postar, compartilhar histórias, porque o blog era meu trabalho e eu tinha que manter as coisas andando, mas vontade de fazer isso eu não tinha. Minha irritação também estava no nível máximo. Por tudo eu brigava com o meu marido, perdia a paciência com facilidade com o Leo e o único que escapou da minha fase pavio curto foi o Caê. E por falar em Caê, teve uma fase em que achei que ele iria morrer (cheguei a esse nível de insanidade). Via as suas dificuldades respiratórias, via-o sem ganhar peso e simplesmente me batia um medo arrebatador de perdê-lo. Cheguei, certa vez, a perguntar para a minha mãe: “ele vai morrer?”. Minha mãe, sem entender nada, me respondeu que não, que claro que não, que ele estava doente mas era óbvio que ficaria bem. Que eu devia me acalmar e não sofrer tanto. Mas era difícil, porque eu estava fora de mim. E eu também não me cuidava mais. Não tinha vontade de me cuidar. Minha aparência estava péssima. Andava mal vestida, passava o dia de cabelo preso, não usava maquiagem alguma e tinha dias que até me forçava a tomar banho, porque até isso parecia um desafio em alguns momentos. Vontade eu só tinha de dormir. Eu colocava Caê para dormir e ia dormir também. Por mim, na verdade, eu nem sairia da cama. Levantar todas as manhãs era um desafio diário e eu não sei de onde tirava forças para isso (quer dizer, sei sim, tinha dois filhos para cuidar, uma casa para gerenciar, um blog para administrar). Minha alimentação também ia de mal a pior. Eu comia muito, e mal. Só porcarias. Já em outras noites, simplesmente ia para a cama sem comer. Outro ponto que também ficou super comprometido foi a libido. Por muito tempo, tive vontade zero de transar. E, por fim, eu não me sentia feliz. Eu me sentia, na verdade, extremamente infeliz. Olhava para a minha vida e pensava: não é possível que ser mãe de dois seja isso. Não é possível que seja tão trabalhoso, tão insano, tão desgastante (mesmo eu tendo ajuda). Eu olhava a minha vida e pensava que não era isso que eu queria para mim. E me doía admitir que eu estava infeliz, mesmo tendo uma família perfeita, filhos saudáveis (passada a fase difícil do Caê), um marido bondoso e compreensivo, uma casa confortável e o trabalho dos meus sonhos. Me doía e eu me sentia culpada por não estar feliz, como se a maternidade fosse um grande fardo que estava carregando após a chegada do Caê. Teve, inclusive, episódios que ouvi de leitoras que eu estava deprimida e precisava pedir ajuda. Pelos meus comentários “cinzentos” no Facebook algumas delas se tocaram e me sugeriram procurar ajuda, mas eu ainda não tinha chegado no meu limite.

Por outro lado, não tive nenhum sentimento negativo com relação ao Caê. Em nenhum momento eu o rejeitei (coisa que pode acontecer na depressão). Pelo contrário, eu era extremamente preocupada e cuidadosa com ele e esse excesso de zelo me consumia, me cansava ainda mais.

Enfim, a gota d`água para eu tomar a decisão de fazer algo por mim foi um episódio difícil que vivemos com o Leo. Durante um final de semana inteiro ele esteve impossível: irritado, furioso, incontrolável. Teve crises de birra homéricas, não queria tomar banho, não queria dormir, não queria se vestir para ir para a escola. Algo assustador. Na segunda seguinte a esse final de semana, ele deu um dos seus maiores shows em casa e foi para a escola aos berros. Eu, desesperada com aquele comportamento dele, liguei para o meu marido depois que ele deixou o Leo na escola. No meu telefonema eu dizia que a gente tinha que procurar ajuda para o Leo, que ele não estava bem, que a gente tinha que fazer algo porque ele estava incontrolável. Nessa hora, serenamente, meu marido respondeu: “Shirley, precisamos conversar seriamente. Eu acho que o comportamento do Leo é um reflexo do seu comportamento. Você não está bem, você precisa de ajuda, e ele está sentindo isso, por isso está se comportando dessa forma.”

Nessa hora, meu mundo caiu. Foi como se eu tivesse tomado um tapa na cara. Eu não estar bem é uma coisa, mas isso influenciar no bem estar do meu filho eu não admitia. Eu não podia ser responsável pela infelicidade dele. Eu precisava de ajuda, urgente, para salvar mais do que a mim, mas a minha família, o meu casamento (sim, as brigas eram frequentes e o relacionamento a dois também estava desgastado).

Nessa mesma tarde tomei uma decisão: eu iria buscar ajuda. Eu iria procurar uma psicóloga ou psiquiatra e me tratar (eu fiz terapia durante um tempo da gravidez, mas parei no meio, e não quis retornar com a mesma psicóloga porque queria alguém cujo consultório fosse mais perto, para ser mais prático para mim). Em um ou dois dias eu encontrei uma psicóloga que eu achei bacana (especializada em pós parto) e fui vê-la. Já na segunda consulta ela pediu para eu consultar com uma psiquiatra, pois, segundo ela, talvez uma medicação para auxiliar no tratamento fosse indicada (segundo o que ela mesmo disse: “muitas vezes, o volume está tão alto que não conseguimos ouvir direito as coisas. Eu eu estava precisando baixar o volume para o tratamento fazer efeito e eu ter uma melhora num período de tempo não muito longo).

Segui o conselho dela à risca e fui consultar com uma psiquiatra. Tivemos uma longa e sincera conversa e o diagnóstico dela foi enfático: depressão. Nunca vou esquecer do que ela disse: Você está com depressão. Você e as outras pessoas podem não perceber isso claramente porque você não está atirada em cima de uma cama, afinal, tem coisas para fazer e tem que levantar dela todo santo dia, mas você não está bem e precisa de tratamento.

E assim, comecei a tomar antidepressivo, algo que nunca tinha feito na vida. Após 10 dias de tratamento com a medicação prescrita eu já me sentia melhor e agora, mais ou menos três meses depois, me sinto muito melhor. Na verdade, me sinto normal. Me sinto a Shirley de sempre, que tem energia, prazer em fazer as coisas, é feliz com a vida que tem, não se desespera frente a qualquer desafio, não perde a cabeça por tudo e não entra em pânico quando tem que ficar sozinha com duas crianças (sim, eu tinha pânico de ficar sozinha com o Leo e o Caê).

Junto com o antidepressivo, a minha psiquiatra prescreveu outras duas coisas: sair com o marido, só nós dois, pelo menos uma vez a cada 15 dias, e voltar a fazer exercícios físicos.  Orientações que estou seguindo à risca. Sexta à noite, a cada 15 dias, eu e o Otávio saímos sozinhos ou com amigos, Eu também voltei a me cuidar. Há um mês e meio comecei academia, massagem e reeducação alimentar. Para conseguir encaixar isso na minha rotina, tive que abrir mão de algumas coisas (trabalhar menos no blog, ficar menos em cima dos filhos), mas garanto que tem sido ótimo e tem me feito muito, muito bem.

Agora, sinto que voltei a ter controle sobre mim e sobre a minha vida. Voltei a ver a vida em cores (porque antes era tudo cinza). Voltei a enxergar o verdadeiro tamanho e significado das coisas (antes tudo era enorme, desproporcinal, arrebatador).

E por que resolvi contar tudo isso aqui? Porque eu quero que as pessoas entendam que depressão pós parto não é algo para se envergonhar, não é falta de amor, não é sinal de fraqueza. Depressão pós parto é uma realidade que muitas mães experimentam, devido às alterações hormonais e ao excesso de privação que a maternidade nos traz, e que, principalmente, ela tem cura. O quanto antes ela for identificada, diagnosticada e tratada, melhor.

Eu sei que as coisas poderiam ter sido bem menos sofridas se, assim que eu tivesse percebido que algo não estava bem, eu tivesse procurado a ajuda de um profissional, por isso, peço que se você está passando por algo similar ao que eu vivi, busque ajuda o quanto antes. Não deixe o tempo passar, não deixe a passividade tomar conta de você. O quanto antes você receber apoio e reagir, antes seus filhos e sua família serão beneficiados por isso.

Se você também viveu uma experiência de depressão pós parto, me mande a sua história. Gostaria de compartilhar outros depoimentos sobre esse problema aqui no blog para, de alguma forma, ajudar quem está enfrentando essa dor.

Se você está passando por isso, saiba que não está só. Depressão pós parto é algo difícil mesmo, mas tem cura se você quiser e receber o apoio necessário.

Espero que esse post ajude outras mães. Sirva para abrir os olhos e dar forças para um recomeço.

Assista também a esse vídeo no qual eu falo sobre a minha depressão pós-parto:

73 comentários

  1. Alessandra

    Shirley!
    Por isso que eu admiro muito o seu blog e, principalmente, você. Parabéns pelo post, pela coragem e pela determinação. Com certeza suas palavras vão ajudar muitas mamães que passam por esse problema.
    Um beijo!!
    Alessandra

  2. Paula

    Shi, parabéns pela coragem! E muito sucesso na tua recuperação!

  3. Salome

    Parabens pela coragem! Estou passando por algo parecido. O pai da minha filha de 9 meses saiu de casa tem 1 mes, ele alega que depois que a bebe nasceu ele se sintiu sozinho e por isso procurou outras pessoas. Atualmente ja tem ate namorada nova. Que bom que seu marido a apoia nessa fase. Tal vez eu escreva para vc contando minha historia. Estou no processo ainda de procurar ajuda.
    Abraços e sucesso na sua recuperação.

  4. Ka

    Olá Shirley,
    Que bom ter compartilhado sua experiência… Sinto alguns desses sintomas, mas não sei se é a depressao. Fico me perguntando como conseguiria ir a uma psicóloga, academia etc se minha bebê (2meses) as vezes mama de hora em hora e na maioria das vezes só se acalma comigo… Sinto-me angustiada com a guinada que a nossa vida dá com a maternidade, achava que era exagero das pessoas qdo me contavam… Abçs

    1. Luciana

      Apenas para compartilhar, eu levo meu nenê na psicóloga. Tem dado bem certo.

  5. Isabela

    Emocionada com o seu relato!

  6. Camila Torres

    Uau!!! Parabéns pela sua coragem em expor isso com tanta realidade! Tenha certeza que você está ajudando muitas mulheres!

  7. Daniela

    Shirley, tbem tive e na verdade acho que ainda tenho. Nunca rejeitei meu filho (hj ele com 2 anos), mas minha preocupação com ele eh execessiva…coisa de panico mesmo….quando ele nasceu, tinha certeza que ele morreria a qualquer momento…que eu não conseguiria cuidar….eu não queria ver ninguem, receber ninguem e também, dava desculpa pra todos os compromissos…não saia de casa pra nada……na verdade, ha pouco mais de 6 meses que saio a noite (tipo pizzaria, restaurante ou caso de amigos)…não conseguiria pensar do meu filho em um bar ou restaurante…não conseguiria pensar em faze-lo sair da rotina…eu sofri e ainda sofro um pouco com isso….minha preocupação com ele é sim execessiva e isso me sufoca….ja fiz terapia por 6 meses mas eu mesmo me dei alta…kkkk….não é facil bancar 100,00 por semana….enfim….não é facil……parabéns pelo blog e sua coragem de expor isso, que como outra coisa da maternidade, ninguem nos conta!

  8. Jessica

    Olá.shirley, tudo bem?
    Que bom que conseguiu ajuda e já está melhor.
    Eu tenho 25 anos e estou gestante de nove semanas do meu primeiro filho. Acho que desde sempre eu sonhei com esse momento, sempre quis ter um bebê.
    Porém eu trato depressão e síndrome do pânico a sete anos, e minha geo assim que soube da gravidez cortou toda a medicação que eu tomava. É hoje eu venho tendo crises horríveis, só quero ficar na cama e não consigo comer nada.
    Me sinto ainda mais triste por não conseguir curtir a minha gestação como eu sempre sonhei.

    1. Aline

      Vc deve procurar ajuda logo e continuar os remedios! Eu fiz isso! Não pare abruptamente os medicamentos

  9. Ana Franca

    Oi Shirley, acho que nunca cometei aqui, mas sempre acompanho seus posta.
    Você não tem ideia o quanto chorei lendo seu relato. Também tive um sinal de depressão pós parto com meu primeiro filho. Mas não fui atrás, não tratei, empurrei com a barriga. Mas a vida seguiu seu curso e passou. Com a chegada da minha menina as coisas aconteceram muito parecidas com o que VC relatou. Tudo bem no começo, alegria uma delícia. Coisa que com o primeiro filho demorou mais. Só que de uma hora pra outra tudo ficou sombrio, cinza, sem perspectiva e também me vi no fundo do poço sem controle da minha vida.
    Acontece que ainda sinto isso tudo. Minha filha tem 2 anos. Fiz tratamento para a depressão por quase 1 ano. Mas não vi melhora alguma. A medicação foi trocada algumas vezes, mas nada. Agora estou sem tratamento nenhum, e sinto que to perdida.
    Por favor me diz qual medicação deu certo pra VC? Pra eu saber se foi algum que eu tomei.
    Fico muito feliz por ter superado a fase crítica dessa doença terrível. E logo vai estar 100% sem precisar de remédio mais.
    Espero chegar a minha vez.
    Mil beijos parabéns pelo trabalho e pela coragem.

    1. Shirley Hilgert

      Respondi para você por email . bjs

  10. Thalita

    Me identifiquei muito com a sua história, sofri com a depressão pós parto e sei o quanto ela é terrível. O mundo realmente fica cinza, nada da prazer, tudo é um sofrimento. A diferença é que eu rejeitei minha filha. Não cheguei a maltrata-la, mas queria sempre arrumar alguma maneira de “fugir” dela. A gota d’água foi quando comecei a pensar que se eu morresse, eu iria resolver meu problema. Percebi que não era normal pensar isso, falei com meu marido e procuramos um psiquiatra. Fui diagnosticada com depressão, algo que pra mim era inconcebível. Enfim, tomo medicamento até hoje (já faz mais de 1 ano) e acredito que na minha próxima consulta já devo iniciar o processo de desmame do medicamento. Me sinto extremamente feliz com a maternidade. Minha filha é tudo pra mim. O pior da depressão é não ter apoio e ter julgamentos do tipo: sua filha é linda e saudável, vc não tem motivo pra estar triste. Infelizmente muita gente não entende.
    Obrigada pelo seu relato! Com certeza compartilhar isso ajuda muita gente que passa por isso sem ter o apoio necessário!
    Beijos

  11. Danyelle

    Oi, eu tive depressão quando nasceu minha perimira filha, não fiz tratamento mas de algum modo me recuperei… Agora estou grávida do segundo e fico pensando no que eu posso fazer pra não passar por tudo isso de novo. Será que tem alguma maneira de prevenir ? Bjo é obrigada pelo depoimento, vou ficar atenta !!!

    1. Shirley Hilgert

      Danyelle, não sei responder, sugiro você checar com algum especialista. bjs

      1. Mayara Talita

        Oi!
        Li seu relato e me vi nele, nao procurei um medico ainda, pois estou levando ate chegar no limeti!
        No comeco da minha gravideis perdi meu padrinho, uma pessoa mais que especial, minha gravideiz foi super dificil, nao consegui amamenta meu leite nao sustentava ela, quando a manuela nasceu eu me senti feliz, nao tinha nada de errado mas assim que ela completo 1 mes as coisas foram ficando dificil, nao consigo me olhar no espelho, eu choro todos os dias com muita frequencia, sinto que tudo e culpa minha, nada da certo por minha culpa, meu relacionamento esta cada vez pior por minha culpa, nao consigo se quer me senti feliz ou bonita! Poderia ser uma depressao? Nao quero que isso aconteca cmg nao sou fraca e sou uma pessoa de fe! Nao seu mais oque eu faço!

        1. Macetes de Mãe

          Olá, Mayara!
          Procure a ajuda de um profissional. Logo logo você ficará bem.
          Bjs

    2. Jacke

      Tem sim, eu tomei medicamento para depressão seguro para gestantes, justamente porque tenho histórico da doença é meu psiquiatra e a obstetra acharam prudente prevenir. Meu filho é saudável e estou super bem.

  12. Patricia Aguiar

    Nossa, acredita que me vi no seu relato? Desde de setembro de 2015 venho enfrentando problemas que jamais imaginei… Começou com um certo dia a noite me senti mau derrepente, minha visão ficou desfocada depois senti uma angustia terrível que pensei imediatamente que estava morrendo, deitei chorei segurando a mão do meu marido e pedindo pra não morrer porque tinha meu filho Davi de 3 aninhos dormindo que gostaria de ver crescer implorei a Deus, me desesperei vi meu coração praticamente pular pra fora do peito tamanho o batimento forte e acelerado que ele tinha, meu marido chamou o Samu que veio e me socorreu com taquicardia e pressão alta … No hospital ao chegar, Td já havia passado e minha vontade era de chorar de vergonha por uma equipe de resgate ter ido a minha casa me socorrer e chegando no hospital já havi melhorado….senti isso novamente algumas vezes nas semanas seguintes….sempre com medo de ter a mesma sensação da primeira e enfim depois de mais 4 dias ao PS uma médica me indicou um psicólogo e me disse acreditar se tratar de síndrome do pânico.
    Comecei o acompanhamento com psicólogo e com algum tempo ele me pediu pra ir ao psiquiatra tbm, porque as crises estavam atrapalhando minha rotina diária …. No psiquiatra fui diagnosticada com transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e tbm depressão por conta de alguns relatos que fiz tbm ao psiquiatra…confesso que estou sendo medicada já fazem quase 2 meses e ainda não me sinto 100% normal conforme ele me disse que sentiria, minha dosagem foi aumentada de 50 pra 100mg e ainda me sinto alguns dias razoável e com um medo que ainda me acompanha sempre …. Tudo isso tbm depois que me filho nasceu, mas piorou muito esse ano de 2015 que ele entrou o ano doente e seguiu doente o ano inteiro, todo mês que antibiótico pra amigdalite e ainda no meio do ano a inclusão na escola que eu achei que tivesse sido sucesso mas vejo que pra mim, foi um processo bem doloroso.
    Obrigada pelo seu relato, e por me fazer acreditar que isso vai passar tbm, vou continuar orando e pedindo forças a Deus porque me entristece muito ter que tomar antidepressivo….não quero isso pra mim.
    Força para nós com fé em Deu.
    Abraço

  13. Tais

    Amada, que difícil! Mas graças a Deus está tudo bem agora. E que assim seja sempre. Eu tentei de todas as formas me precaver (nem sei se é possível) dessa terrível situação. Meu marido, depois de cinco anos de casamento, me abandonou grávida aos três meses do nosso primeiro filho. E eu sonhei tanto ser mãe…
    Fiquei com medo de quando ele nascesse eu não agüentasse a situação e desenvolvesse a depressão. Confesso que não tive pela misericórdia do Senhor. Continuo orando para não ter. Busco me alegrar em todas as coisas. Confesso que é muito difícil, afinal não depende unicamente da nossa força de vontade. Meu Pedro está com três meses e vamos caminhando.

    Um grande abraço!
    Aliás, te acompanho no instagram.

  14. Fran

    Parabéns pelo depoimento! eu tb senti isso apos a gravidez do meu primeiro filho, mas eu evitava o anti depressivo por causa da amamentaçao… como vc fez? nao estava amamentando? tomou mesmo assim? desculpe ser invasiva, mas realmente gostaria de saber, pois estou gravida de novo e quero ter um plano B caso aconteça de novo.. obrigada!

    1. Shirley Hilgert

      Fran, o antidepressivo que eu tomo permite amamentar. Sem problemas. Bjs

  15. Juliana

    Shirley, parabéns pela coragem e pelos detalhes deste post. Também estou passando por isso e me identifiquei em 100% das situações. O meu filho mais velho está com 3 anos e meio e o meu caçula com 8 meses. Está sendo muito difícil. Será que você poderia me dar a indicação (nome/tel) da psiquiatra que você passou? Estou em busca de ajuda. Obrigada me fazer sentir “normal” com o seu post. E boa sorte!

  16. Juliana

    Olá Shirley ao ler seu texto me identifiquei bastante. Tenho 3 filhos e no meu caso tudo aconteceu com o nascimento da 1ª filha, a Laís. É tudo começou tb com um episódio de doença, ela teve uma brie muito forte, com bastante secreção que fazia ela ficar com dificuldade respiratórias, e nisso eu desenvolvi os mesmos sintomas dela. Eu tive que me mudar pra casa dos meus pais pois eu ficava sem respirar, e todos entravam em pânico com nós duas doentes. Fui pra emergência cardiológica com taquicardia é um clínico geral me diagnosticou com síndrome do pânico. Eu tinha verdadeiro pavor da ideia de minha filha morrer é isso foi o estopim pra minha crise. Tomei remédio controlado durante um mês e me curei, nesse tempo minha pequena também sarou e cheguemos a vida como deveria ser. Com o nascimento dos meus outros filhos eu me policiei a não deixar o medo e o pavor tomar conta da minha mente e assim levei muito bem os primeiros meses deles. Hoje eles têm 10,6 e 2 anos respectivamente e sempre conto essa história para amigos, para que só menor sinal eles possam ajudar a quem precisa. Muito obrigada por compartilhar

  17. Kátia

    Shirley

    Querida, inacreditável a veracidade da sua postagem. Parabéns pela coragem em compartilhar sua experiência!

    Eu perdi um bebê em 2008, tive um aborto retido, fiquei 12 horas em trabalho de parto, uma curetagem, um médico que não foi ao hospital me atender e dar suporte, fiquei aos cuidados de plantonistas (que foram ótimos, mas que não eram bem o que eu imaginava numa situação dessas), enfim,…nesta época fui ao fundo do poço e consegui voltar.

    Após isso foi 1 ano tentando engravidar espontaneamente e três meses de tratamento até que em 2010 dei a luz à minha filha, parecia tudo perfeito, mas ela nasceu muito pequena e não conseguia mamar. O hospital não me deu suporte, foi uma situação extremamente traumática, enfim, meu marido me tirou do hospital para que resolvêssemos a amamentação em casa, pois a turma do hospital queria internar minha neném, queria que eu ficasse de acompanhante para dar conta apenas da amamentação, visto que nosso quadro clínico era ótimo. Foram dias difíceis, mas graças a Deus consegui uma pediatra e uma doula que me ajudaram. Durante meses tive medo da minha beber morrer, já tinha perdido um, não suportaria perder outra criança, mas ela estava ótima, eu não conseguia ver e perceber isso, distorcia a realidade.

    E assim como você eu me sentia triste, esgotada, cansada, irritada, exausta. Não tive nenhum sentimento de rejeição pela minha filha, pelo contrário, cuidava dela e caia na cama, desabava. Até que comecei a ter o desejo de sair na rua e ser atropelada, olhava pela janela de casa, moro no 14ª andar e pensava em me jogar. Sou psicóloga. Comecei a vasculhar os livros de psicopatologia porque não acreditava que estava com depressão, achava que era síndrome do pânico, enfim,…Até que em Dezembro de 2010 busquei tratamento. Tenho altos e baixos até hoje. Tomei algumas medicações, parei, voltei a tomá-las. E talvez eu tenha de conviver com isso a vida toda, sinto que um botão START foi apertado no meu nível de tolerância para as coisas, afinal somos humanos, mas não consigo desapertar este botão

    A recomendação da minha terapêuta é descanso. Quando estou no meu limite preciso me recolher e dormir, geralmente à tarde. Fazer este descanso compulsório é como se desse um ‘reset” no meu psiquismo.

    Hoje trabalho como freelancer e me dedico a minha filha.

    Passar por tudo isso teve o lado bom porque conseguimos aqui em casa avaliar o quê é importante. Entender nossos limites e que nem eu e nem meu marido somos de aço ou ferro. Sempre fomos cuidadosos um com o outro, mas hoje o cuidado é redobrado.

    Meu esposo foi fundamental para minha recuperação, aliás ele deve ter sofrido muito me vendo num estado deplorável. Ele me levou à terapia, me deu força para ir ao psiquiatra, gerenciava meus medicamentos e sobretudo me ajudou a cuidar de nossa filha. Foi o mais nobre e sublime gesto de amor, porque ele me livrou da morte.

    Meninas, Shirley, não é fácil, nada fácil, mas essas situações servem para nos fazer ficar melhores. Aprendermos os nossos limites, aprendermos a solicitar ajuda e sobretudo ter o discernimento do que nesta vida é realmente importante. Hoje não posso dizer que estou curada, a situação está sob controle, estou feliz, mas sempre atenta. É o famoso: “só por hoje”.

    Atualmente frequento um grupo de estudos kardecista e isso tem me ajudado demais! Estou feliz,trabalhando voluntariamente para ajudar a quem precisa e creio que o tripé : saúde física, mental e espiritual é importante.

    Existe sim luz no fim do túnel, no fundo do poço tem mola e a gente só precisa aprender a pedir ajuda. Infelizmente nos contaram que devíamos ser super mulheres; trabalhar, estudar, cuidar dos filhos, da família, sermos ótimas esposas e amantes gostosas, só não contaram que algumas de nós por algum motivo sucumbiríamos. Somos fruto de uma sociedade que trata o ser humano como máquina, porém por mais perfeita que possa ser até as melhores máquinas quebram, dão PT.

    O meu psiquiatra quando me escutou pela primeira vez sorriu e disse: “Isso só dá em pessoas que são queixo duro” (rs). Mas até o queixo mais duro uma hora vai à nocaute por isso devemos compreender que não somos super mulheres e que temos limites.

    Obrigada por este espaço, te acompanho há muitos anos, admiro seu trabalho e peço desculpas se me estendi no meu relato e em minhas observações, mas ainda, cinco anos depois existe a necessidade de um desabafo. Agradeço por promover isso por aqui.

    Fique bem e tranquila, você é uma guerreira vitoriosa, te admiro muuuuuito. Um beijão nestas duas lindas crianças

    Grande beijo para você também!

  18. Flávia

    Parabéns por abordar essa dornça tão complicada Shirley! Eu estou passando por isso e está sendo muuuuito difícil! Eu já tratava de depressão antes de engravidar e não consegui ficar sem uma dose mínima de remédio durante a gravidez… Também não rejeito meu filho (agora com 5 meses), mas precisei parar de amamentar pra aumentar a dose da medicação e me senti muito culpada por isso… Ainda não acertei 100% a medicação porque, segundo minha terapeuta, eu tenho um caso crônico de depressão e entrei em crise depressiva e pra sair dela realmente é mais difícil e pode requisitar dose maior ou associações de medicamentos. No meu caso, passo o tempo todo me analisando e me perguntando porque estou me sentindo mal, me culpando, um pensamento insistente e cansativo. Além disso, sinto muita angústia e cansaço extremo! Uma preguiça enooorme! Ao mesmo tempo fico literalmente caçando coisas pra fazer fora de casa pra não ficar sozinha com o pequeno na minha casa (me dá um pouco de pânico também)… Enfim, muita coisa ruim e que deixam a gente com medo de nunca mais ser “normal”… Obrigada por compartilhar sua experiência com a gente! Osso de certa forma conforta quem também está passado pelo problema e mostra que ele tem solução, basta procurar ajuda e ter um pouco de paciência (o que tem me faltado, confesso… Rsrs). Um grande beijo e melhoras pra nós!

  19. Sirlei

    Olá,
    Lindo o seu relator, eu passei por isso, mas fui diagnosticada agora, quando minha filha esta com quase três anos, e sim é reflexo do pos parto, lá eu não tratei e agi como se não fosse nada, mas senti e passei pelas menos coisas, hoje eu estou melhor ,ainda não me sinto eu sabe? mas logo volto ao meu normal…
    Obrigada por compartilhar.

  20. Maria

    Shirley me reconheci no seu relato. Gostaria de saber o contato da sua psicóloga!

    1. Shirley Hilgert

      Respondi através do seu email. bjs

  21. Carolina

    Emocionante relato, obrigada por não ter vergonha e partilhar conosco teu momento, muitas pessoas procurarão ajuda após o post!
    Realmente ser mãe, dona de casa, esposa, amiga, filha, vc, não é fácil, como costumo dizer: “minha nada mole vida”
    Que bom que está melhor, beijos e descanse.

  22. Paula

    Minha história é muito, muito semelhante à sua. Onde posso mandar minha história?? Aqui mesmo nos comentários?

    1. Macetes de Mãe

      Olá, Paula!
      Pode mandar por aqui e também pelo e-mail: contato@macetesdemae.com
      Bjs

  23. Luciana

    Oi Shirley, te entendo tão bem… passei por isso há 6 anos, quando meu primeiro filho tinha 4 meses cheguei ao meu limite. Sempre fui ansiosa, mas naqueles meses a coisa piorou, não estava conseguindo amamentar e isso desencadeou tudo. Tinha raiva do mundo, gritava com todos, inclusive com meu bebê. Meu marido, apesar de me ajudar muito com o bebê, achava que era exagero, que fosse uma fase, e pra piorar insistia muito para que eu continuasse tentando amamentar, um dia minha mãe me convenceu a procurar ajuda. Procurei uma psiquiatra e em 15 dias comecei a melhorar, tomando antidepressivo. Depois de 1 ano e meio, quando tudo estava bem, resolvemos ter outro bebê, parei o antidepressivo para engravidar. Foi tudo tarnaquilo, nasceu nossa segunda filha. Dois meses depois os sintomas começaram novamente, e novamente comecei a tomar antidepressivo, e tomo até hoje. Já fiz terapia e isso ajudou muito.

  24. Laila

    Parabéns Shirley. Que post emocionante. Às vezes estamos tão estressadas com a maternidade, eu por ter vivido essa turbulência sendo mãe de primeira viagem, poderia ter sido até um grau de depressao e não identificamos. Continue nos proporcionando posts sinceros. Adoro vc!

  25. Lydice

    Obrigada Shirley, após leer seu post decidi procurar ajuda. Eu estava fazendo terapia mas parei pq eu e o pai da minha filha acabamos nos separando faz 1 mes. Minha filha tem 9 meses e estou ou estive depressão também. Não é facil aceitar porque a maioria acha o pensa que é frescura. Enfim, obrigada pelo relato, tal vez me anime a escrever para você. Eu ja tinha escrito o relato do meu parto mas fiquei com vergonha de enviar. De qualquer forma, sucesso na recuperação.

  26. Fabiana

    Parabéns por estar cuidando de você! Quando estamos bem, vemos tudo com outros olhos! Que sua melhora e mudanças no estilo de vida continuem! Grande abraço!

  27. Fabiana

    Olá! Muito bacana ler sobre uma parte da sua vida, que graças a Deus, ficou para trás. Parabéns por estar cuidando de você. Quando nos tornamos mães parece ser muito difícil nos cuidarmos. Que as mudanças no seu estilo de vida seja permanentes. Quando estamos bem, enxergamos tudo com outros olhos! Grande abraço!

  28. mih

    oiiii shirley desde q tive minha bb vc sempre foi meu grand socorro …adoro ler seu posts m ajuda mtooooo …sou mae d primeira viajem kkk…se sab neh kkkbju

  29. Katiuscia

    Vc descreveu minha vida…
    Sai do hospital 22 dias depois do meu filho nascer e qdo voltei pra casa meu marido trouxe as duas filhas e me deixou sozinha com 4 crianças. .querendo a casa linda arrumada e perfumada e as crianças alimentadas no horário com um bb que não desgrudava do meu peito..Não ganhou peso mesmo assim é ainda foi diagnósticado com intolerância à lactose. Fiquei uns 11 meses como zumbi e cheguei a me separar…Não procurei ajuda pq achei q estava quase. .mas tive o auge da depressão q foi ir embora e ainda deixar um dos filhos pra trás…
    Não é fácil ser mãe. Estou de volta à minha casa e família lutando todos os dias pra ser feliz e grata.
    Obrigada pelo seu relato.

  30. Kellen

    Também tive algo muito parecido e tentei buscar ajuda, mas como não tinha ninguém por perto para ajudar com a minha filha, não consegui fazer o tratamento e as coisas tem piorado, minha filha já vai fazer dois anos e estou gestante novamente, continuo sentindo que preciso de ajuda, mas estou a espera de conseguir organizar a minha vida para ver se sobra um tempo para cuidar de mim. Seu post foi muito importante porque antes desconfiava que fosse depressão, mas agora tenho certeza e preciso realmente acertar as coisas de forma a sobrar um tempinho para me cuidar.

  31. vivicr

    Shirley, parabéns pela coragem…
    Vc irá ajudar muitas mulheres com o msm problema, acho super legal dizer o q passou, q tem cura e solução. Eu tenho trombofilia e gosto de expor para as mulheres…
    A maternidade tem momentos q nos põe à prova a bronquiolite é algo muito dificil tem fundamento a preocupação e os filhos doentes nos põe a prova. Tenho um filho cardiopata e a segunda nasceu pre´matura, ficando 14 dias na UTI Neo, mas tento sempre ver o lado bom da coisa ruim e agir de forma positiva, pois segundo meu GO e amigo eu tenho tendencia à depressão e por ser o alicerce de casa, tomo vitaminas constantemente, para me manter bem e não cair…
    Sempre segui o seu blog, mas de um tempo para cá parei de ler, pois achava q vc estava muito mimimi, msms a considerando a blogueira mais técnica com os melhores artigos. Para mim a maternidade é cololida e me bandeei para outros blogs com mães q encaravam a maternidade de uma forma mais leve… Agora com sua melhora acredito q volte a interagir com o seu blog.
    Força, Foco e Fé q tudo se resolverá, melhoras.

    Viviane, mãe de Vinicius Tadeu 5 anos e Rafaela Antonia 3 meses, um zumbi, se virando nos muito feliz!!!

  32. Ana Paula

    Linda história de superação em andamento… Parabéns!
    Também tive depressão pós-parto, sem ser essa a causa… Rs… Explico: minha mãe esteve minha gravidez toda lutando contra um câncer de pulmão. Durante os nove meses me divido entre o desespero e desgaste dessa situação e a felicidade em estar grávida da minha primeira filha (após 5 anos tentando). Vinte dias antes da Isabella nascer, minha mãe se foi. Fiquei mal, mas aliviada também. Ela estava sofrendo muito.
    Não tive tempo de chorar a morte da minha mãe, de vivenciar o luto. Logo minha filha nasceu e aquela felicidade sufocante, aquele dia a dia corrido, “esconderam” minha tristeza…
    Quando a novidade da bebê passou, comecei a piorar dos sintomas. Também não fiquei na cama, pois tinha um trabalho, uma filha, uma casa, um marido, etc… Mas meus sintomas eram muito parecidos com os seus…
    Demorei um pouco, mas quando a Bella estava com uns 10 meses a coisa ficou insustentável e procurei ajuda. Ao contrário de você, fui na psiquiatria primeiro. Iniciei a medicação e demorei uns 20 a 30 dias para me sentir eu de novo.

    Iniciei a terapia, já um pouco melhor. E me ajudou muito. Depois de uns quatro meses consegui diminuir a medicação. Depois de 7 meses, minha terapia passou para quinzenal… Aí, quase de alta(rs), engravidei de novo…
    Tive que parar a medicação, e junto com isso, passei por aquele turbilhão de hormônios, medos e dúvidas… Regredi, mas não à estaca zero. Hoje sei me controlar melhor…
    Estou com 5 meses de gravidez, em terapia, sem medicação. Estou melhor, mas não 100%.
    Tenho certeza que terei que voltar a medicação após o nascimento da Bia…

    Por isso digo a você, o tratamento pode ser longo, mas é necessário. Nós não precisamos estar sozinhas!

    CORAGEM E BOA SORTE PARA NÓS!!!

  33. Vera

    Olá Shirley, parabéns pela sua vitória!
    Eu me identifiquei em muitos pontos da sua história, antes do Heitor nascer eu fiquei um mês sem dormir, não dormia nem de noite e nem de dia, fiquei quase louca, saia de carro com meu marido procurando nos prontos socorros alguma ajuda/solução médica para me fazer dormir, meu obstetra me dizia que não podia tomar remédio para dormir, pois poderiria prejudicar meu bebê, voltava pra casa frustada e chorando, porque os outros médicos falavam a mesma coisa que o meu obstetra. Eu tinha 7 meses de gestação.
    No oitavo mês Heitor resolveu nascer, para minha tristeza fui obrigada a optar pela cesariana, já que o médico não me deixou escolha, ele diss Ue que eu poderia tê-lo normal, mas que teria que procurar outro hospital, pois os mesmos teriam outro compromisso e não poderiam me acompanhar para ter o parto normal, como já tinha se passado sete horas que a minha bolsa tinha rompido, fiquei com medo e terminei aceitando contra minha vontade a tal cesariana, resultado: tive início de hemorragia e no local da incisão tiveram que dobrar a pele para suturar, a cicatriz ficou muito feia!
    Quando recebi alta tive problema para amamentar, as enfermeiras falam que meu leite desceria dentro de no máximo 10 dias, meu filho nasceu com 2,500kg, só estava perdendo peso, ia no banco de leite elas me machucavam ordenhando e eu saia de lá toda dolorida, no fim das contas meu leite não desceu mesmo, e todo mundo me criticando, achando que eu que não queria amamentar, fiquei louca! Não dormia, minhas pernas inchadas doía e me incomodava muitooooo, meu filho perdendo peso, eu irritada com tudo e com todos, teve um dia que eu queria sair andando de camisola rua a fora desnorteada, fiquei muito mal! Libido zero! Minha salvação foi o pediatra do meu filho que passou um medicamento para depressão, cheguei no Consultorio dele aos prantos, ele logo viu que eu não estava bem, mas que eu iria ficar boa, hoje me sinto mais ou menos bem, Heitor já tem 11 meses, não sinto vontade de namorar com meu esposo, nem de sair, nem de ver gente, nem de receber visitas, isso ainda não melhorou, mas pretendo procurar ajuda médica e seguir seu conselho.
    Bjo!

  34. Tatiana Cali

    Eu não tive depressão pos parto, mas após perder um bebe com três meses de gravidez e lendo seu relato eu me encontrei nele!
    Foi exatamente assim, mas quem me deu o tapa na cara foi minha mãe… Eu estava destruindo minha família e o pior, meu filho!
    Custei a procurar ajuda! Mas um dia de plantão, uma paciente minha ao me ver me agarrou e começou a chorar me perguntando “por que”?! Ela tinha acabado de perder seu bebe com a mesma idade gestacional que eu!
    Ali não pensei duas vezes! Sai do plantão direto para o consultório do psiquiatra!
    Foram 6 meses de terapia e medicamentos e sai, assim como vc!
    Parabéns pela coragem de expor sua história desta forma! Mesmo não freqüentando seu blog como antes tenho uma ENORME admiração por vc e pelo seu trabalho!
    Tenha certeza que em breve tudo estará 100% novamente! São fases complicadas, mas que nos fortalecem!
    Meu carinho e meu respeito! Fica bem!
    Bjs,
    Tati

  35. Gabriela

    Oi Shirley, tb tive essa depressão pos parto, igualzinha porem não fiz tratamento e só fui enxergar essa doença depois de muito tempo analisando as outras mães. Como consequencia ganhei peso e fiquei obesa, engordei após ter perdido o peso da gestação durante os 7 meses que amamentei! Seu post é muito importante, como minha historia foi pra amigas minhas! Que bom q está melhor! Abraços

  36. Karla

    Oi querida. Me sentia exatamente como você. Levantar da cama era um fardo, eu passava o dia chorando e não conseguia entender como a maternidade podeia causar isso, mesmo sabendo sobre todas as mudanças hormonais. Além disso meu marido não entendia, e até hoje não aceita, que eu tive depressão pós parto. Ele simplesmente achava/acha que era coisa dá minha cabeça, que eu ficava incucada com o que lia na internet. Enfim, hoje minha filha está prestes a fazer dois anos e .muita coisa mudou. Não tive ajuda (tive vergonha de procurar), mas as coisas foram se encaixando no seu devido lugar.
    Ainda hoje sofro um pouco e acredito ser reflexo do que passei.
    Como um dos comentários acima também sofro em alterar a rotina da minha filha. Imaginar que vou sair com ela e passar da hora dela dormir é um tormento. Ainda não consigo lidar com isso, quase não saiu.
    Meu marido pensa em outro filho, mas eu não quero de forma alguma, para mim toda essa situaçao soa como um trauma, que se eu tiver outro filho tudo vai se repeti de maneira pior.
    Obrigada por compartilhar conosco a sua história.

  37. Eloane

    Sinto todos os sintomas, sei que antidepressivos seriam muito úteis no momento, porém tenho vários pontos que me deixam inseguras com relação a eles, dois desses pontos são:
    * Com certeza o antidepressivo passa para o bebê na amamentação, tive caso na família de o bebê ficar totalmente sem atrasado no desenvolvimento a ponto de acharem que ele tinha problemas neuro motor, e assim que a mãe parou de tomar os remédios ( pq ela mesma desconfiou que poderia ser por isso) o bebê mudou completamente, está agindo normalmente, como qualquer bebê saudável, teve até alta das fisioterapias.
    * segundo ponto: a dependência do remédio! Nesse msm caso, a mãe qiase ficou louca sem os remédios, só chorava, não dava mais conta dos dois bebês (o mais velho com 3 anos), o leite secou, o bebê não queria outro leite, começou a emagrecer, e foi uma fase muito difícil… até hoje ela têm picos de depressão e são piores dos que ela tinha antes de começar a tomar os remédios.
    Essas são minhas barreiras pata procurar ajuda, tenho medo que ainda piore…

  38. Alessandra

    Shi, saudade de comentar aqui, com muito trabalho e a Marcela já com 3 anos, recebo os e-mail´s, leio sempre, mas acabo não comentando…
    Vc sempre foi um conforto pra mim, ler o que vc escreve é sempre maravilhoso, pq vc nos ajuda muito!!!
    Eu tb passei por isso com a Marcela, demorei muito pra me recuperar, não fiz tratamento, usei fluoxetina para dar uma animada por indicação da minha médica, mas hj em dia me sinto melhor….
    Fico muito feliz que vc esteja bem de novo, até pq isso vai refletir em tudo e nós amamos ler o que vc escreve, então estou me preparando para novos textos cada vez melhores. Desculpa a “Ausênsia” nesse periodo, acabei não acompanhando tudo do blog e ai não tive como perceber que vc precisava de ajuda, ainda bem que outras mães te ajudaram e esse seu marido e companheiro te fez abrir os olhos. Fico muito feliz que vc esteja bem agora. Que Deus te abençoe muito! OBRIGADA por ser tão sincera e real!!! Todas nós agradecemos!!! Bjs no coração!

  39. Bruna

    Shirley,você poderia passar o contato do seu psiquiatra? Obrigada

    1. Shirley Hilgert

      Passei para você por email. bjs

  40. Luiza

    Shirley, pensei muito antes de ter coragem de tbém vir aqui e dizer que eu sinto exatamente a mesma coisa. Tenho uma filha que acabou de completar 04 anos, fruto de uma gravidez super desejada, porém insegura ( tive duas gestações interrompidas antes da chegada dela). Com o seu nascimento , eu tbém nasci como mãe e assim, fomos nos ajudando, errando, acertando e hoje, qd a vejo cheia de amor e alegria, percebo que estou indo pelo caminho certo. Porém, qd ela estava com 03 anos, eu engravidei novamente. Não planejei, fiquei muito assustada com a possibilidade de não dar conta de duas filhas, morando longe da minha familia, trabalhando…na verdade, eu não queria! Com o tempo, fui me acostumando com a idéia e comecei a aproveitar a maternidade, curtir as ultras, comprar as roupinhas, pensar na lembrança da maternidade e o tempo foi passando. Em março, ela chegou ! Eu não sei descrever o que eu senti.. que sentimento estranho! Não era amor, não era dor,não era nada! Absolutamente nada. Pareceria que eu estava em órbita e aquele cenário não era meu. Chegou o momento de ir pra casa e meu mundo caiu! Chorava muito e cuidava dela como se fosse uma enfermeira, sem afeto, sem admiração, somente com a culpa e o sofrimento. Não queria estar ali, eu queria ser qq pessoa no mundo. Lembro que eu olhava pela janela e pensava: como eu queria ser aquela menina ali do apartamento em frente ao meu vento tv!Fui à obstetra e idenficamos blue. Tomei a medicação e digo que melhorei um pouco. Hoje, passado 10 meses, o amor por ela chegou, mas eu não sou mais a mesma em nenhum aspecto. Não sou mais tão sorridente, não me cuido mais e deixo a vida me levar. Me preparo toda a manhã para viver as dificuldades daqueles dias, sem maiores intenções. Estou pensando muito em procurar ajuda. Agradeço a vc e a todas aqui que não tiveram medo de tratar esse assunto tão temido e doloroso.

    1. Maria

      Nossa amiga sua história e ingual a minha até o sentimento que vc teve da segunda filha também tiver do meu filho quando nasceu semana que vem vou um psiquiatra

  41. Mariane

    Parabéns pela coragem querida! Eu tive, foi horrível… vou pensar em esscrever para vc…

  42. Daianny Melo

    Nossa, quanta sinceridade e coragem neste post! Eu me emocionei de verdade. Consegui me ver em várias passagens do seu texto, especialmente quando você diz que entrava em pânico quando tinha que ficar só com as crianças. Eu também me senti assim.
    Não sei dizer ao certo se sofri de depressão pós parto, porque não busquei ajuda profissional, mas desconfio que o que vivi não foi um mero baby blue. A situação de dor e angústia se estendeu por quase 4 meses. Assim como você, eu também não tinha ânimo para sair, me cuidar e fazer as coisas que gosto. Parecia que meu mundo havia parado. Pra piorar, após o parto, emagreci demais e aquele aspecto doentio era percebido por qualquer um.
    Passei muito tempo para entender que precisava reagir. Apenas depois de voltar ao trabalho, retornar às atividades físicas com uma personal e fazer um acompanhamento nutricional, pude me reencontrar. Devo admitir que muitos dos seus textos, sempre tão carregados de sentimentos, me transmitiram força e determinação. Tanto que decidi, recentemente, iniciar meu próprio blog sobre maternidade http://www.essencialmammy.wordpress.com
    Ele tem me ajudado a lidar com essas questões tão delicadas da maternidade e espero um dia poder ajudar outras pessoas também. Mas admito que ainda não tive coragem suficiente para relatar, tão francamente, minha fase negra. Quem sabe, após ler seu posto, essa coragem me contagie rsrsrs
    Um grande abraço Shi.

  43. bruna hudson

    Ola Shirley!adorei o seu post.eu não fui diagnosticada com depressão pos parto,ate pq não procurei nenhum tratamento,mas imagino que foi isso que tive.quando minha filha nasceu,em 2011 ,nunca imaginaria que sentiria o que senti.a minha gravidez foi planejada e super desejada,era uma menina cmo eu e meu marido queríamos e msm assim depois que ela nasceu eu não sentia nenhum amor por ela.nao sei se foi a gravidez complicada(pq eu tive placenta baixa),ou se pq ela nasceu prematura de 32 semanas e precisou ficar 17 dias internada e quando ela veio pra casa era eu sozinha pra cuidar de um bebe prematuro e que eu tinha medo de tudo pq não tinha nenhuma experiencia com bebe e ainda dar conta de casa.e como eu disse SOZINHA,pq não tive ninguém pra me ajudar.nos meses que seguiram minha filha teve refluxo e bronquite,o que não deixava ela ganhar peso e nem eu dormir direito,pq embora não sentisse amor por ela eu me preocupava com ela e fazia de tudo pra cuidar dela,mas não tinha muita paciencia .nao sei se juntou isso tudo ou não,mas por muito tempo não sentia amor pela minha filha e isso me fazia sofrer:”pq eu não amo a minha filha?isso não é normal”.também afetou o meu casamento,eu e meu marido quase separamos.mas graças a Deus isso passou quando ela estava mais ou menos com uns 9 meses.hj ela vai fazer 5 anos dia 21/01 e é tudo na minha vida.nao existe amor maior. 💓

  44. Geisa

    Oi Shi! É a primeira vez que comento aqui e isso porque me identifiquei totalmente com o que VC escreveu, mas no meu caso um pouco pior porque estou rejeitando meu filho. Várias vezes já pensei que não deveria ter tido ou como seria se não o tivesse ( e depois morro de culpa por esses pensamentos, tenho medo que Deus me julgue por eles e algo realmente aconteça). Minha depressão, já tive antes, se manifesta com raiva, muita raiva. Não quero ver ninguém, nem me arrumar, me sinto feia, como besteiras puramente por ansiedade, brigo com marido, que não dá a mínima pra isso, acha exagero da minha parte. Brigo com a família, e não tenho quem fique com ele para me tratar ou ter um tempo livre pra me sentir eu. Cuido do meu filho por falta de opção, trabalho e quando volto pra casa parece que estou indo pra prisão, passei a odiar os fins de semana. E ainda faço cama compartilhada pq estava exausta e ele não para de mamar a noite. Mas já decidi ir ao psiquiatra e ver que medicação posso tomar amamentando pq não aguento mais viver nesse espiral de infelicidade e não aproveitar devidamente a vida do meu filho tão desejado

  45. Samata

    Parabens Shy, pela coragem e determinação para fazer o que tem que ser feito que é se cuidar direitnho, por vc e pelos seus meninos!! Estou gravida do meu segundo filho e vai tudo bem graças a Deus, mas quando o meu primeiro nasceu eu tinha pensamentos terriveis de morte, tanto minha quanto dele e isso quase me dominou, mas quando esse panico se aproximava comecei a repreender usando o nome de Jesus, e graças a Deus fui liberta! lógico que não estava doente como é o seu caso, mas acredito realmente que o medo de perder um filho deixe a gente a beira da insanidade mental mesmo!! Força querida, com apoio da sua familia e sua visão esclarecida das coisas, tudo vai melhorar 100%. Bjim

  46. Liliane

    Olá!Parabéns pela sua coragem de dividir conosco,algo tão pessoal…Tenho um filho de 2 anos e nos 3 primeiros meses fiquei muito mal…Ficava me perguntando porque estava daquele jeito,o que estava fazendo de errado,só chorava,não gostava nem de receber visita,não dormia nada…Fui em uma médica para pedir remédio para dormir,mas não podia,pois amamentava…Mas graças á Deus passou e meu marido teve papel fundamental,sempre me ajudando muito e com muita compreensão…Vai passar,já está passando e verá que sera mais uma fase difícil superada…Um grande beijo!!!

  47. Nina

    Fiquei curiosa, o comportamento e o humor do Leo melhoraram também??!

  48. Pamela

    Parabéns pela iniciativa!
    Passei por isso também quando tive a minha filha, logo que saí da maternidade não consegui amamentar. Procurei ajuda, fui ao banco de leite e nada adiantou. Isso todo mundo falando na minha cabeça e muita gente( inclusive familia ) me crucificando por uma coisa que eu queria muito. Tanto que as pessoas falavam que eu comecei a ficar muito apegada a minha filha, não queria que ninguém pegasse ela e muito menos falasse alguma coisa dela. Foi aí que coemcei a perceber que não estava legal, procurei ajuda. Fiz um ano de terapia e graças a Deus me recuperei. Tive outro filho e estou bem. Uma coisa aprendi que não tem que dá ouvido no que as pessoas falam, a gente é a mãe e sabemos o que é melhor para os nossos filhos!

  49. Bianca

    Shi, querida! Meu amor e carinho para ti e sua linda família <3 que texto lindo, sensivel e verdadeiro! Parabéns pela coragem de contar sua história. Já passei por depressão (apesar de não ter sido pós-parto, pois eu e o noivo estamos esperando o casamento para encomendar o baby) e realmente é muito difícil, só quem passa por isso sabe. Sinta-se abraçada e muito admirada! Espero um dia ser uma grande mãe para meus filhos, igualzinha você! Beijo carinhoso para ti e sua família <3

  50. Kaká

    Tenho apenas um filho e passei por isso. Parece até que você escreveu meu relato. No meu caso senti tudo isso desde o começo e também tive meu filhote internado de bronquiolite. A maternidade nos traz o maior amor do mundo, mas também as maiores angústias e preocupações.

    De tantas verdades que você descreveu tem uma que merece uma atenção muito especial: a depressão faz com que não enxerguemos as coisas como elas são. Dimensionamos tudo errado e isso nos descola do mundo. A palavra descolar define bem. Ficamos à margem, na espreita do mundo. A medicação não pode ser vista com preconceito e nem quer dizer que ficaremos escravos dela. Isso é uma ignorância da qual já fui vítima. Hoje estou cansada e exausta pelas jornadas de trabalho dentro e fora de casa, mas feliz! Tenho uma serenidade que dinheiro nenhum no mundo pode comprar. E devo isso ao apoio do maridão e do meu psiquiatra/psicólogo maravilhoso.

    Se precisarem de remédios, não sofram por isso. Pode ser apenas por um período de tempo e como a Shirley falou…apenas para nos devolver ao mundo.

    Que Deus te ampare sempre e que a felicidade seja sua rotina. Grata por compartilhar sua experiência.

  51. Érica

    Parabéns pelo relato, sou mãe de 2 e a maternidade tem muitos desafios. Também já tive ajuda psicológica em certo momento da minha vida é foi muito útil.
    Seu blog é lindo e instrutivo, sua foto com as crianças está linda, muita luz viu!!

    Beijos.

  52. Gisele

    Sua experiência retrata o que muitas mães sentem, mas não têm coragem de dizer. Parabéns pela atitude. Passei por algo parecido, mas foi um baby blues mais intenso. No meu caso, a privação de sono estraçalhou minha sanidade. Passou com o tempo e com a boa mão de Deus. Sempre que comento sobre as dificuldades da maternidade, os olhos se arregalam. Mesmo as mães não falam desse assunto abertamente. Estar infeliz não é falta de amor, ou ingratidão, como vc bem disse. É um mundo de coisas. Ainda hoje cogito fazer terapia para me ajudar com as mudanças que nossa vida passa com a maternidade. Essa experiência me fez conhecer minhas fragilidades e, apesar de nunca ter pensado muito sobre isso, hoje eu sei que definitivamente não seguraria a onda de um 2º filho. Ainda bem que meu marido tb pensa assim. Ela é nosso amor, e ela nos basta. Mais uma vez, parabéns e Deus abençoe a todas vcs com superação e força!

  53. Gabi

    Oi Shirley!
    Você poderia passar o contato da sua psicóloga e da psiquiatra?
    Muito obrigada

    1. Shirley Hilgert

      Oi! Me mande um email que eu te encaminho o contato: shirley@macetesdemae.com. bjs

  54. BRUNA KNIJNIK

    Oi Shirley, muito bom ler seu post pois passei também pela mesma situação na minha primeira gravidez. A minha DPP foi tardia também, quando meu filho já tinha 3 meses. Logo busquei ajuda e também tomei remédios pela primeira vez na vida. Mas o alívio de sentir que voltamos a ser nós mesmas não tem preço, né? Quando estamos vivendo a tensão, temos vergonha dos sentimentos, mas depois, é muito importante sim compartilhar e mostrar que a Depressão é uma doença, que pode ser tratada e que passa!!! Agora estou quase ganhando meu segundo Baby, tenho um pouco de medo de passar por isso de novo, mas se acontecer, já sei como tratar e que passa! Dividi também a experiência no meu blog, se você quiser, fique a vontade de compartilhar: http://www.maetipoeu.com.br/maes/depressao-pos-parto-eu-tive-e-passa/

    Beijos!

  55. Vivian

    Olá!!! Estou desconfiada que estou com depressão pós parto. Fiz tratamento por mais de um ano para engravidar. Engravidei o ano passado de gêmeas. A gravidez não foi nada fácil. Tive sangramento logo no início, fiz cerclagem e fiquei de repouso por três meses, sendo que um mês e meio foi internação em hospital. Graças a Deus minhas filhas nasceram perfeitas w saudáveis. Ficaram em observação na UTI por nove dias. Hj estão com cinco meses. São lindas e era para eu estar radiante. Só que não!!! Muito confortante saber que não sou a única e que essa situação tem saída. Me passa o contato do seu psiquiatra, por favor? Bjs

    1. Shirley Hilgert

      Vivian, me mande um email que eu te respondo por lá: shirley@macetesdemae.com. Bjs

  56. Cristiane

    Eu já tive depressão uns 10 anos antes da gravidez, foi bem pesado. Morria de medo de ter depressão pós- parto. Eu fui uma gravida deprimida, mas um deprimida diferente. Apesar de ter planejado minha filha, eu não fui uma gravida romantica, eu era muito preocupada com tudo, com a saude do bebe, em deixar tudo pronto a tempo, em ter tudo controlado.Nunca derrubei uma unica lágrima na gravidez. Nem no dia do parto. Pensei que qdo a minha filha nascesse aquela felicidade iria transbordar. Mas nada! A Di nasceu e eu só fui “gostar” dela lá pelo terceiro mês. Eu não fiquei “triste”, não maltratei ou negligenciei a minha filha. pelo contrário, morria de medo que alguem notasse a minha falta de paixão então zelava muito por ela.

    Mas cada vez q ela chorava para mamar sentia um frio na espinha,sabe? Tipo,” ai ela acordou..vai começar tudo de novo”. Mas assim como tu, eu resolvi esperar, eu sabia q algo estava errado, que era impossível uma mãe não amar o seu filho. Me controlei ao máximo e torci para passar essa fase. Obviamente que não foi fácil, senti muita culpa, mas passou. Minha filha é o amor da minha vida, e minha vida é dela.

  57. Natalie Ferrari

    Tive EXATAMENTE a mesma depressão quando a minha caçula nasceu! Tudo era um fardo, difícil e cinza….. o pânico de ficar com as duas sozinha era algo assustador! Só quem teve que sabe! Também busquei ajuda profissional e só melhorei com medicação e terapia! Agora minha pequena tem 2 anos e eu vejo como eu sofri no começo….. parabéns pela coragem de falar abertamente sobre isso!

  58. Renata

    Bom dia! Meu filho tem 7 meses, ele é saudável, lindo e é tudo que eu sempre quis. Li alguns artigos sobre DPP, porém em nenhum notei algo parecido com o que eu estou vivendo. Meu casamento está em crise e isso está acabando comigo e meu maior medo é acabar com uma depressão. O que está acontecendo é o seguinte… Meu esposo e eu dividimos as atividades referente ao Gabriel(nosso filho), ele é um super pai e eu não tenho o que reclamar em relação a isso, também nos damos super bem, a fase das discussões devido ao estresse passou, porém ele está diferente, nossa relação tem sido de amizade/parceria. E a falta que eu sinto do meu esposo tem me deixado triste, me sinto feia pq mal da tempo para me arrumar, meu corpo mudou e eu ainda não aceitei isso, meu peso de antes da gestação voltou, mas nós sabemos que as coisas mudam, vem tudo mal distribuído. Ele já falou inúmeras vezes que eu estou gorda, e eu sei disso, mas não é uma coisa que nós mulheres gostamos de ouvir. E o gorda dele é por que minha barriga não é a mesma, apareceram muitas estrias e eu fiquei mais largar. Ele fica regulando tudo que eu como. Já voltei para academia. Beijo? Não lembro a ultima vez que nos beijamos. Sexo? É que não lembro mesmo. Eu cansei de correr atrás, de suplicar por carinho, quando percebi o inicio disso tudo eu conversei com ele, eu dava carinho sem ser retribuída, eu tinha que pedir beijos, mas chega um momento que a gente cansa. Eu perdi a admiração que tinha por ele, é como se fosse outra pessoa sabe. Eu não sei mais o que fazer… não sei se tento uma nova conversa, por que sabemos que homem não gosta das famosas DRs, não sei se espero passar, afinal isso deve ser fase, ou não sei se me afasto dele. O meu maior medo é tornar isso normal. Não quero meu casamento assim, um relacionamento de amizade. É estranho acordar com um amigo na cama todos os dias. Eu tenho vergonha de me trocar na frente dele. Tenho vergonha ate de me olhar no espelho. Essa situação esta me afetando muito, até o apetite diminuiu. Não sei o que fazer. Por favor, me ajudem. Minha salvação tem sido meu bebê, que me supri em excesso de carinho, com o sorriso mais lindo do mundo.

    1. Shirley Hilgert

      Olha, minha dica seria: cuide de você. Se ame, se dê um tempo para descansar, sair com amigas, tente voltar a cuidar do corpo, essas coisas. Aí você vai se gostar e, por consequência, ele também irá mudar o sentimento dele quanto a você. Isso sempre ajuda. bjs

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