Amamentação – a importante dica que ninguém me deu

Hoje, trago o relato de uma leitora, a Lívia Leite, que compartilha com vocês uma dica super bacana para ajudar na amamentação. Achei importante passar adiante essa sugestão da Lívia porque é uma orientação que, normalmente, ninguém nos dá.

Espero que curtam. E agradeço a colaboração e preocupação da Lívia em ajudar outras mães. Boa leitura!

Amamentação – a importante dica que ninguém me deu

Por Lívia Leite

bebe sendo amamentado

Quero compartilhar uma experiência com as mamães recentes e com as gestantes.

Há um ano e sete meses comecei a viver a realização de um grande sonho: me tornar mãe.

Tão logo confirmei a gestação, comecei a me informar sobre cada etapa que viveria ao longo de nove meses e no pós-parto. Instalei aplicativos no celular, comprei livros, conversei com amigas grávidas ou que tinham crianças pequenas, passei a visitar diariamente blogs sobre todo assunto relacionado à maternidade. Além disso, frequentei um curso de gestantes com o meu marido.

Durante todo o tempo, ouvi muita teoria sobre a amamentação e também ouvi da minha obstetra que toda mulher, ao dar à luz, passa por uns dias mais sensíveis e até depressivos.

O que ninguém me disse claramente foi para priorizar uma maternidade que tivesse um banco de leite. E eu, por falta de informação, cometi o erro de recorrer a uma maternidade sem os anjos assessores da mãe que amamenta.

Assim que minha filha nasceu, a trouxeram e a colocaram sobre mim para mamar pela primeira vez. A deixaram lá. Éramos duas pessoas que não sabiam absolutamente nada sobre a prática da amamentação. Pensei que as dúvidas seriam somente na primeira vez, que eu devia ter nascido sabendo, afinal, quase todas as mulheres amamentam.

Nas horas que se passaram, enquanto eu ainda estava internada, as dificuldades não cessaram. E, ao pedir ajuda a uma das enfermeiras, ela me disse de forma ríspida que “se eu não desse conta de amamentar meu bebê, traria logo o leite artificial”. Recusei e pedi a ela que se retirasse.

Ao chegar em casa, com as dificuldades e os bicos dos seios já um pouco feridos, meu corpo começou a produzir leite compulsivamente. Os seios ficaram inchados, doloridos, quentes, e a minha filha não conseguia abocanhar a auréola como deveria. Entrei em desespero, pois sentia muita dor, muito desconforto, e o pior: meu bebê estava passando fome.

Meu marido e eu recorremos, então, a uma assessora de amamentação particular, que pouco ajudou.

Minhas dificuldades somente foram cessar quando recorri ao banco de leite de uma maternidade pública em minha cidade. Lá obtivemos informação e toda a ajuda que precisávamos.

Meu objetivo com esse relato é dizer às mamães que darão à luz em breve o que eu gostaria de ter ouvido: se você puder escolher, priorize uma maternidade com banco de leite. Faz toda a diferença!

Apesar das dificuldades iniciais, minha filhinha está saudável, graças a Deus. Ela continua mamando exclusivamente no peito. E nós duas hoje podemos usufruir de momentos maravilhosos, que só quem amamenta tem o privilégio de vivenciar, além de todos os benefícios para ela e para mim.

Amamentar é um ato de amor indescritível!

>>> Confira nesse vídeo 10 dicas para aumentar a produção de leite:

 

 

6 comentários

  1. Carla Marques

    Nunca tinha ouvido falar em banco de leite. Onde vivo só existe um hospital e creio que não tem banco de leite.
    Também tive muitas dificuldades em amamentar a minha filha, principalmente no primeiro mês. Creio que fui mal aconselhada e os meus mamilos ficaram muito feridos, de tal forma que era um terror a hora de amamentar. A minha filha chegou a não aumentar de peso e quase recorri ao leite artificial mas, com muita persistência lá consegui aprender a amamentar e ao fim de dois meses do parto já tudo corria muito bem. O facto é que me fartei de falar com pessoas e ler livros sobre amamentação e, na hora, no hospital, sinto que não fui bem acompanhada. As enfermeiras partiram logo para o que fosse mais rápido e fácil, fosse leite artificial, fossem mamilos de borracha (que me feriram muito os mamilos) para facilitar a amamentação.
    Estou grávida novamente e, desta vez, vou fazer as coisas à minha maneira e não vou deixar que interfiram tanto. Tenho é pena de não ter com quem me aconselhar se existir algum problema ou alguma dúvida. Parece que cada pessoa diz uma coisa diferente o que acaba por nos confundir mais. Vou confiar, acima de tudo, na intuição e na minha vontade enorme de voltar a amamentar.
    Ainda amamentei a minha filha durante 18 meses.

  2. Caroline

    Qd meu filho nasceu, eu procure um banco de leite, pois tb estava com dificuldades. Foi a melhor coisa q fiz. Ele tinha 3 dias e fomos juntos aprender a mamar e a dar de mamar. As enfermeiras foram extremamente carinhosas e atenciosas. Me ensinaram e me encorajaram a não desistir. Sai fortalecida e preparada para enfrentar qq situação. Foi a melhor decisão de todas. Se não existe maternidade com banco de leite na sua cidade, procure na Internet se não existe algum posto de saúde com esse serviço. Vá atrás, não desista nunca!

  3. Sueli

    Também passei por algo bem parecido, foram 4 dias e 4 noite se choros meus e da minha filha.
    No nosso caso foi a primeira consulta com a pediatra (com 5 dias de vida) que literalmente salvou as nossas vidas.

  4. Katherine

    Eu tive a sorte de contar com a minha sogra que é enfermeira com especialidade em pediatria e neo. Como ela também sofreu muito, fez questão de aprender tudo sobre amamentação. Acho que se não tivesse ela eu teria desistido, já que eu não tinha bico, mas com as dicas e até mesmo ficar acordada vendo minha filha mamar enquanto eu dormia nos primeiros dias ela fez. Meu presente para as minhas amigas que tiverem filhos agora será a minha sogra maravilhosa!!!!

  5. Andrea

    Graças á Deus tive muita sorte. Na maternidade onde o Bruno nasceu ainda na sala de pós parto a enfermeira ensinou como fazer o bebê pegar direito o peito e como estimular passando a mão no cabelo dele, pois eles se cansam rápido e voltam dormir. No quarto o suporte foi ainda melhor…sempre me ajudando para que as mamadas fossem perfeitas. Uma dica muito Boa foi a de colocar casca de banana sobre o bico para cicatrizar as rachaduras, e funciona mesmo. Meu filho mama muito bem e ainda ñ consegui fazê lo pegar a mamadeira. Mas vou seguir as dicas e insitir mais.

  6. Cássia Ceole

    Quando meu Miguel nasceu, ficamos 5 dias internados, pois o hospital não liberou enquanto meu bebê não estivesse mamando. Tive muita dificuldade. Ele não tinha muita fome, mamava só um pouquinho e dormia o tempo todo. Quando estava com 17 dias me deu uma febre, uma vermelhidão nos seios e um mal estar tão grande, e eu só chorava. Era mastite. Procurei o banco de leite do hospital universitário e fui muito bem atendida! Fizeram conosco um acompanhamento de vários dias até terminar o antibiótico (que tive que tomar). No mês seguinte, comecei a ter os mesmos sintomas, mas consegui ficar tranquila, pois já sabia o que fazer, e nem precisei de medicamentos! Todas as instruções do banco de leite foram muito importantes para mim e para o Miguel! Ele mamou até os 8 meses, porque quando terminou a licença maternidade, já começamos a introdução da mamadeira e ele se acostumou e não quis mais o peito. Sempre sofri, mas por amor, e com as dicas do banco, não desisti.

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