O desenvolvimento da criança no primeiro ano de vida.

No post de hoje, a fisioterapeuta Stella Senoni Dominguez fala sobre o desenvolvimento da criança no primeiro ano de vida e dá dicas, por fase, do que os pais podem fazer para ajudar a criança a se descobrir e descobrir o mundo ao seu redor. Confira! Boa leitura!

O desenvolvimento da criança no primeiro ano de vida.

Por Stella Senoni Dominguez

desenvolvimento da crianca no primeiro ano

Photo Credit: donnierayjones via Compfight cc

Quem tem filhos sabe que o maior salto do desenvolvimento de uma criança ocorre no seu primeiro ano de vida. Isso acontece devido à maturação do sistema nervoso central, que se dá nesse período. Essa, é uma fase muito importante para o desenvolvimento neuropsíquico motor normal do bebê. É nessa fase que ocorrem as grandes conquistas dos nossos pequeninos, como segurar objetos, rolar, engatinhar, andar…

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A cada mês, é uma nova descoberta. No 1º mês o bebê é mais tranqüilo. Ele mama e dorme. Quando está acordado, fixa os olhos nos pais. Já no 2º e 3º mês, ele está mais ativo e começa a se interessar por objetos. Nessa fase, móbiles coloridos podem ser colocados no berço do bebê para estimular a sua atenção e é também aconselhável mudar o bebê de posição quando estiver deitado.

No 4º mês o bebê consegue pegar um chocalho, está rolando e interagindo com o meio. É importante não deixá-lo sozinho no trocador ou cama porque ele poderá rolar e cair. Nessa fase, é aconselhável levar para o berçário chocalho, mordedor e brinquedos de borracha para que o seu bebê possa brincar e sentir um ambiente familiar. Assim ele sentirá um maior aconchego.

No 5º mês ele já sorri, grita, segura brinquedos, rola, consegue apoiar os braços quando colocado de bruços. Ele adora ficar sentado explorando ao seu redor. Ao colocar o seu bebê sentado, deve-se lembrar de fazê-lo sempre com apoio nas costas, pois ele ainda não consegue se sentar sozinho e poderá se jogar para trás ou para os lados.

Do 6º ao 8º mês ele brinca, alcança brinquedos menores, explora ao seu redor. Já fica sentado com apoio, começa a se preparar para engatinhar e puxa para ficar em pé nos móveis. Nessa fase, devemos tomar cuidado com pequenos objetos que podem ser engolidos. Se possível colocar protetor nas tomadas.

No 9º e 10º mês o bebê brinca, dança, alcança brinquedos, explora o ambiente, já senta sozinho, engatinha e começa a ficar em pé segurando nos móveis. A partir dessa fase, precisamos ficar mais atentos porque é mais fácil a criança cair e também puxar objetos ou móveis tentando apoiar-se.

No 11º e 12º mês o bebê anda segurando nos móveis, dá alguns passos sozinho e cai sentado. Levanta e sai andando novamente. Nessa fase do desenvolvimento, sempre que for possível, deve-se deixar o bebê descalço para que ele possa fortalecer a musculatura dos pés. Também deixá-lo pisar na areia, na grama, etc. O uso do andador não é aconselhável, pois impedirá o bebê de experimentar livremente o seu corpo e pode alterar o desenvolvimento motor normal, ocasionar distúrbio de equilíbrio e até insegurança.

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A criança precisa sentir e experimentar livremente o seu corpo no espaço, sentir todas as posições e sensações. O desenvolvimento é sensório-motor, ou seja, a aprendizagem se da pela sensação do movimento, por aquilo que já experimentamos. Deixar a criança entrar em contato com os elementos da natureza como a água, a areia, o ar, o barro, as plantas e os animais é extremamente importante para o seu desenvolvimento global. Para o bebê ainda em formação, ocorrerá um registro dessas vivências para toda vida. O afeto, atenção e as brincadeiras são essenciais para o bebê se desenvolver, crescer seguro e ser feliz .

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Importante: nem todos os bebês fazem essas coisas exatamente nessas idades. Alguns fazem antes e outros depois. Por isso, é sempre importante respeitar o tempo de cada criança, não forçar um desenvolvimento precoce e, no caso de dúvidas, sempre conversar com o pediatra.

Texto escrito por Stella Senoni Dominguez, Fisioterapeuta (Crefito 22728), com especialização em Fisiologia do Exercício pela Escola Paulista de Medicina e pós-graduação em acupuntura e RPG. Atualmente, atua na estimulação motora de crianças, dando aula em escolas e treinamento de pais e profissionais à domicílio. Contato: stellasenoni@gmail.com

 

5 comentários

  1. Anna Carolina

    Que texto bacana. Aprendendo e controlando nossa ansiedade de mãe.

  2. luciana pires

    Nossa! Minha filha tem 6 meses e já engatinha e fica em pé segurand

  3. Stephanie

    E se o bebê pular a fase de engatinhar, isso acarreta algum problema futuro?

    1. Shirley Hilgert

      Stephanie, não sei responder essa questão com certeza. Sugiro conversar com o pediatra. bjs

    2. Amanda

      Não acarreta, o engatinhar é a única etapa que pode ser pulada!

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