Conheça os diferentes métodos de ensino

A gente fala muito aqui de gravidez, de maternidade, dos primeiros anos da vida dos filhos. Afinal, essa é a realidade, o dia a dia que eu vivo intensamente desde que o Leo nasceu e depois vou repetindo tudo – e tentando melhorar, sempre – com o Caê.

Mas conforme eles vão crescendo, um outro assunto toma cada vez mais espaço na cabeça das mães e pais: a escola. Como escolher a melhor, qual é a que tem mais a ver com o estilo de vida e de pensar da família, qual é mais prática para o dia a dia, qual cabe no bolso também, claro.

Uma das coisas que difere as escolas entre si é o método de ensino que cada uma adota. Inclusive há algumas que misturam um pouco de duas linhas e isso pode ser exatamente o que você busca. Você pode querer uma escola parecida com aquela que você estudou quando criança ou outra completamente diferente. Para ficar mais fácil, resolvi pesquisar um pouco sobre isso e contar para vocês neste post o que descobri sobre os quatro principais métodos:

Tradicional

É a mais comum no país e parte do princípio de que o conhecimento está com o professor, que deve ensinar ao aluno. Depois, o aluno é avaliado por meio de provas e trabalhos e pode repetir de ano se não atingir a média esperada.  A disciplina é algo muito valorizado, pois é uma das maneiras de se tentar passar idêntico conteúdo a diferentes tipos de criança. Por terem grande preocupação com o conteúdo, também são classificadas como conteudistas. Podem usar outras ferramentas em sala de aula, como laboratórios, computadores e trabalhos, mas o foco é mesmo em que o professor é quem sabe e o aluno quem deve aprender.

Construtivista

Desenvolvida pelo filósofo suíço Jean Piaget, parte do conceito de que todo indivído já traz capacidades consigo e tem de ser parte ativa do seu processo de adquirir mais conhecimento. O aluno é considerado como alguém que tem seu próprio tempo e dinâmica de apredizagem. O papel do professor é o de mediador, de ajudar a criança a entender o que está conhecendo e descobrindo, o que está aprendendo. O trabalho em grupo é bastante valorizado, mas também existem provas, avaliações e reprovação neste sistema.

Montessoriana

No método desenvolvido pela médica e educadora italiana Maria Montessori, no início do século 20, as crianças são estimuladas a serem criativas, independentes, confiantes e com iniciativa. Então elas são identificadas pelas suas próprias características e possibilidades. O professor ajuda removendo obstáculos e sempre procurando propor atividades motoras ou sensoriais que usem a arte, a música e a ciência. A criança precisa aprender que é responsável pelo seu próprio aprendizado e as classes têm crianças de idades diferentes.

Pedagogia Waldorf

Surgiu no início do século XX, e foi conceituada pelo filósofo alemão Rudolf Steiner. O método tem base principal nas atividades motoras da criança e dá grande valor para as habilidades artísticas, como música, movimento e dramatização. É também reconhecida por preferir usar materias naturais, como blocos de madeira para tranformar em brinquedos, do que os brinquedos em si prontos. O professor é chamado de “tutor”, que permanece com uma mesma turma por um ciclo completo (por exemplo os nove anos do encino fundamental) e há provas para algumas disciplinas, principalmente no ensino médio. Uma das características importantes é que as escolas Waldorf não alfabetizam antes dos 7 anos.

1 comentário

  1. Sandra

    Estava pensando nisso estes dias. Meu filho tem 7 anos e está no segundo ano, com provas e tudo mais. Mas percebemos o seguinte no atual método tradicional: parece que a fase da alfabetização está sendo “pulada” e prioriza-se mais o ensino da Gramática. E isso vem acontecendo com filhos de diversos amigos que conversamos: a criança ainda não sabe ler e escrever direito, mas tem que aprender pontuação, separação silábica, sílaba tônica. A alteração do Ensino Fundamental para 9 anos parece que piorou a situação.

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