Uma carta para uma mãe exausta

Quando eu li esse texto “To the mom on the brink of breaking” eu me vi nele. Me vi nele há alguns meses, quando eu estava no ponto máximo da minha exaustão. Onde eu encontrava muito pouco prazer em ser mãe e me perguntava, todo santo dia, se ser mãe de dois era, de verdade, aquilo tudo que eu estava sentindo (Não, não podia ser! Não tinha como ser!).

Enfim, eu percebi que algumas mudanças eram necessárias e fui atrás delas. E esse texto fala justamente sobre isso, sobre aquele ponto em que chegamos no nosso limite e temos que nos re-energizar para dar conta dessa desafiadora experiência que é a maternidade (e para também voltarmos a sentir aquele prazer máximo que a maternidade nos traz em tantos momentos).

Espero, de coração, que esse texto as ajude a compreender a importância da pausa, daquele momento só nosso, de encontro com nós mesmas e de reabastecimento das energias.

Uma carta para uma mãe exausta

Por Annie Reneau – @motherhoodnmore

Livre tradução feita por Shirley Hilgert do original publicado no site Scary Mommy: To the mom on the brink of breaking.

Oi, mamãe! Como você está? Mas eu quero saber como você está de verdade. Você vive dizendo que está bem, mas eu vejo claramente que não está. E não tem problema. Eu também não estou bem.

A verdade é que eu não conheço nenhuma mãe que esteja “bem”. De verdade, acredito que deveríamos cortar a palavra “bem” do nosso vocabulário, afinal, nós estamos tão além e tão aquém de “bem” na maior parte dos dias. Maternidade é uma dicotomia de extremos. Os mais alto dos altos e os mais baixo dos baixos. Intensa realização e insana frustração. Amor que te domina por completo e exaustão que toma conta de você.

E esses extremos podem derrubar você. Sim, até os extremos bons podem fazer isso com você. Afinal, esse constante sobe e desce é desgastante para a psique e para a alma.

Uma das minhas escritoras favoritas, Christine Organ, usa o termo “alma cansada”. Maternidade pode transformá-la numa alma cansada, principalmente se você não estiver cuidando direito de você mesma.

Eu sei, eu sei, cuidar de você parece simplesmente mais uma coisa a incluir na sua já extensa lista de coisas a fazer. E como cuidar de você se você tem algumas pessoinhas contando com você para cuidar delas o tempo todo? Você se sente exausta. Não tem condições de se dedicar mais nem um pouquinho a nada. E isso inclui você.

Mas, por favor, preste atenção em mim, mamãe. Eu estive onde você está. Eu chorei enquanto o meu bebê chorava, eu fiquei sem dormir e sem esperança, eu olhei pela janela da minha sala e me perguntei como a minha vida virou essa bagunça e tortura. Eu senti os meus nervos se desmanchando – sim, fisicamente eu sentia isso – e me perguntei se não estava me partindo ao meio. Ah, e eu também lutei contra a vontade de sair pela porta da frente e ir embora, para bem longe.

E o que eu aprendi ao longo de 15 anos de maternidade é que esse impulso não deve ser combatido, ele deve ser saciado. Acredite em mim.

A maternidade é maravilhosa e mágica, mas é também pesada e difícil. E o que fazer quando você está sentindo tudo de pesado e difícil e nada de maravilhoso e mágico? Essa é a hora de dar um tempo. Na verdade, já passou da hora. Você tem razão em se sentir exausta, pois é exatamente como você está.

“Mas por que eu preciso de um tempo? Eu amo meus filhos!”. Provavelmente, é isso que você pensa com uma boa dose de culta. E aqui está a resposta: Amor é algo sem limites. Mas energia não. Amor é um motor, e energia é o seu combustível. Sem combustível, todo o amor desse mundo não irá leva-la a lugar nenhum. Você se senta sem forças, sabe que deveria estar se movendo, mas sente-se totalmente incapaz de fazer isso. Você tem que se reabastecer e, idealmente, antes de ficar completamente sem combustível.

Você pode não querer ouvir isso, mas para se reabastecer sendo uma mãe você terá, quase sempre, que deixar seus filhos. Desculpe, mas essa é a verdade. Você não pode colocar gasolina no seu tanque enquanto dirige por aí. Você acha que está cumprindo o seu papel (e muito bem) ficando disponível para seus filhos 100% do tempo, mas você não está. Você não está sendo tão boa assim para eles e também você não está lá 100% do tempo. Essa é a verdade. Ou melhor, você até está lá, mas não está “com eles”, ligada neles.

E acredite em mim: seus filhos precisam que você faça isso. Eles precisam de uma mãe que não esteja exausta. Eles precisam de uma mãe que tenha as duas coisas: amor e energia para dar para eles. Eles precisam de uma mãe que tenha ficado tempo suficiente longe deles para que ela volte a sentir um enorme prazer quando estiverem juntos de novo.

Eu sei que essa ideia deixa você tensa, mas aqui vai a boa notícia: isso não exige muito. Você sabe que só precisa de poucos minutos para colocar gasolina no tanque para poder viajar longe, né? Assim, você também só precisará de um pouco mais de alguns minutos longe dos seus filhos, e não de um final de semana ou um dia inteiro. Apenas algumas horas longe, conscientemente reabastecendo o seu tanque, fará uma enorme diferença na sua vida.

Vá lá, carregue você mesma até um café, livraria, spa, academia ou qualquer outro lugar que faça você se sentir você de novo. Carregue também um livro, um fone de ouvido, um jornal ou a sua melhor amiga. Qualquer coisa que você precise para encher o seu tanque. Ou talvez você só precise de uma soneca. Então, tire uma.

Independente do que você faça, não acredite que o que você está sentindo nesse momento é o que a maternidade é de verdade. Às vezes, ela é um saco sim. Às vezes ela é exaustiva. Essas são verdades universais. Mas se você sente que está parada na ponta de um precipício, olhando para baixo, isso é um sinal de que você precisa dar um passo para trás e caminhar para longe por um tempo. Eu sei que isso é difícil, mas você ficará impressionada no quanto uma pequena recarga de energia poderá mudar totalmente a forma com que você enxerga a maternidade.

 

50 comentários

  1. Angela

    Olá sou mãe, mãe de um príncipe de 6 meses, meu filho nasceu prematuro de 32 semanas, foram 35 dias de UTI Neonatal.
    Quando ainda estava grávida, sentia medo, quase que um pânico todas as vezes que lia matérias, como essa.
    O depoimento de vários amigos pais, também me assustavam.
    Não sei se por sorte ou por benção divina, não vivi nenhuma dessas fases que amedrontavam.
    Apesar do período da Neonatal que me marcou muito, todos os outros dias foram maravilhosos, a maternidade para mim foi e tem sido de experiências marcantes, mas saborosas. Não teve noite acordada, não teve cólica, não teve desespero…sou uma mãe de sorte ….
    E acho legal falarmos isso também, que existem experiências ruins e boas, tudo vai depender da sua própria realidade.
    Pois me aterrorizavam tanto e não foi nada daquilo que “pintaram”.
    Estou ansiosa para os proximos meses e anos, torço para que continuemos nesse rumo de alegrias e experiências gostosas.

    1. Flavia

      Oi Angela tb fui uma mãe igual a vc ! Tão confiante nos 6 meses de maternidade que minha bebe só me trazia felicidade e que as outras mulheres exageravam … Espere um pouco mais antes de se sentir ou dar um depoimento de como sou a mãe que não tem cansaço ou stress, seu bebê vai crescer e terá muitas birras, faz parte não será o único e aí sim.. Qdo ele estiver com seus 3 anos e vc ter a certeza que nenhum dia ficou cansada ou stressada . Dê seu testemunho. Bjs e boa sorte

      1. Laila

        Ótima colocação. É bem como falam: “quanto mais crescem, crescem também as dificuldades”.

      2. Clarice Stein

        Flavia, exatamente… aos 3 anos começa a piorar srsrsrsr

    2. Kelly

      Nos primeiros meses realmente é uma maravilha…rsrs agr quero ver conciliar trabalho fora, serviços domésticos, escolinhas, birras e tudo mais que vem com os primeiros anos e não pirar. Filhos são uma maravilha mas cansa e exige muito de nós…boa sorte que continue assim pra vc porque pra mim mudou tudo depois do 1° ano. Tenho uma filha de 4 anos e estou gravida já me descabelando por imaginar td do zero kkkkkk

  2. Camila

    Ahh como me vi nesse texto… Ainda não consegui tomar essa iniciativa… Mas estou tentando! Obrigado Shirley por dividir com outras mães situações q Mtas mães n conseguem admitir e encarar! Super bju

  3. Ana

    Sou mãe de um pequeno de 3 anos e muitos me falam que seria louca de ter mais um filho! Tenho esse desejo é ao mesmo tempo medo, da questão financeira e principalmente do cansaço. De não dar conta de 2! De surtar! Mas não sei se o medo ficou maior por tanto ouvir ser insanidade mais um filho. Uma grande amiga(sem filho) me contou do desabafo de uma amiga em um grupo de WhatsApp sobre estar exausta após o segundo filho e que ter filhos não era sinônimo de felicidade… Concordo que devemos encontrar em nós mesmas o que nos faz feliz mas ter uma família, ter filhos, poder amar e tão especial e profundo que vale o sacrifício…

  4. Maíra

    Também me vejo nesse texto!!!! Acho que o mais desgastante são as noites mal dormidas!!!!! Fico sem energia durante o dia, período que o meu bebê tira apenas pequenos cochilos!!!! Mas olho pra ele, respiro fundo, e procuro pensar que tudo isso vai passar!!!!!! Agora resta ser forte, me apoiar em Deus nas minhas orações e seguir em frente!!!!!!

  5. Suellen

    Amei o texto e consegui me ver em algumas situações dessas, mas já consigo me dar um tempo pra recarregar as energias e estar disposta quando a minha pequena precisa de mim. Adoro o blog, parabéns.

  6. Kellen

    Totalmente como me sinto, mas como regarregar as energias quando não se tem ninguém com quem deixar os filhos…rsrs…difícil! Dois filhos, uma com dois anos e um com um mês. ..Só Deus para dar forças!

    1. Daniela

      Adoro o blog; e estou fazendo esse comentário, para te incentivar a continuar escrevendo! Tenho uma menina de 2 anos e um menino de 7 meses! O cansaço vai acumulando… As noites mal dormidas… O pique que precisamos ter para brincar com a mais velha e toda a atenção para o menor que já está engatinhando… Ufa… Me vi em cada palavra que vc escreveu! À novidade… E que voltei a jogar vôlei depois de 17 anos fora das quadras! Lá me sinto renovada para recomeçar dia após dia toda minha rotina! Força mamães!!!😘

  7. Daiane Tarcila

    Foi assim que me senti por muito tempo, e o pior era o julgamento das pessoas próximas que não aceitam que a mãe é um ser humano com limites, apesar da força não somos “mulher maravilha”. Agora meus três filhos vão para escola e eu tenho quatro horas para recarregar energia.

  8. Patricia

    Ótimo texto … Vou tentar!!!

  9. Joyce

    Nossa, muito eu tb…estou em brantos…

  10. Paula

    Sou recente mãe de dois e com uma.diferenca mt pequena (1 ano e 10) . Com 1 filho so passo por altos e baixos na maternidade mas era um pouco mais fácil ter esse tempo para mim. Agora com 2 pequenos e um de 1mês, me sinto mais que exausta e com medo de não dar conta. Mas espero que a nova rotina se acerte e eu consiga ter alguma coisa. Shirley obrigada pelos ótimos textos e reflexões.

    1. Carol

      Maternidade e como “lua de mel ” no início e tudo lindo depois vão aparecendo as dificuldades …
      Mas o amor supera tudo …

  11. Patrícia

    Sou eu, com dois filhos, uma menina de cinco anos e um menino de nove meses, ultimamente tenho ouvido minha filha me falar que eu não estou feliz, não levei a sério, agora entendo o que ela quer dizer. Comecei a ler esse texto três horas atrás, mas precisei parar porque ligaram da escolinha porque meu pequeno tinha vomitado todo o almoço e estava abatido, parei a leitura, abandonei o emprego e saí desesperada, às vezes acho que vou enlouquecer!

  12. deborah

    Às vezes minha filha chora e nada acalma. Só que o choro dela me deixa tão desorientada que eu ligo o liquidificador por um minutinho só para o barulho abafar o choro eu conseguir pensar no que vou fazer. Acho que to ficando doida.

  13. Tua Lú

    Muito legal seu site. Parabéns pelo trabalho.

    1. Macetes de Mãe

      Muito obrigada! Bjs

  14. Cristina

    Exatamente como eu me sinto, é reconfortante ver que não somos as únicas, obrigada por ajudar a recarregar as energias. Não posso reclamar, pois ainda essa semana voltei a fazer coisas que gosto com total apoio do marido, mas ficar acordada a noite toda ou dormir pouco me destrói a cada dia, mesmo assim ainda desejo outro filho, já tenho dois uma de 3 e um de 10 meses, louca né rrsrs, essa pra mim é a prova de que tem valido a pena, e muito.

    1. lileia

      Oi Cristina!! Também sou mae de dois, um menino de 3 anos e um menino de 3 meses… Acho que cada mãe e cada família tem um desejo em particular, um número que satisfaz o coração, no que diz respeito a filhos… no seu caso são três, mesmo número que eu gostaria de ter e, sinceramente não acho loucura não!!!Kkk… quando olho meus pequenos, nos imagino viajando, ou em um almoço de domingo, eu ficaria feliz com mais um (a) á mesa….eu sei e você também que nao será uma tarefa fácil, mas vai valer a pena sim, se for o que você e seu marido desejam…. Boa sorte pra nós, e para todas as mamães, porque em se tratando de maternidade, todo o número e uma deliciosa loucura!!!

  15. Sabrina

    Adorei o texto! Dei uma recarregada esse fds, foi ótimo! Obrigada

  16. Pâmela

    Boa noite! Este texto parece eu há uns 5 anos atrás. Fui mãe muito jovem e pensava que filho era parecido com boneca, lendo engano! Quando minha primeira filha nasceu, não conseguia sentir a alegria que as pessoas diziam que seria, mas pelo contrário. Eu tinha até medo de me levantar pela manhã. Vivia cansada, angustiada, chorava, enfim estava com depressão pós parto e tinha vergonha de admitir. Os meses se passaram e quando minha bebê estava com cinco meses, melhorei. Nunca, jamais deixei de amar minha filha, mas a mudança de vida, o cansaço, o medo e a pouco experiência que tinha, e principalmente as muitas renuncias que precisei fazer pra ser mãe, quase acabaram comigo. Mas graças a Deus passa, e passou. No entanto quando minha bebê estava com um ano e meio, engravidei novamente, quase pirei, mas não foi tão ruim ruim, como pensei que seria. Meu segundo filho foi bem, mas bem mais tranquilo que o primeiro. O cansaço já era esperado, o medo dissipou, e a experiência me ajudou demais. Quando meus filhos estavam com 4 e 2 anos, fui realizar meu maior sonho, lógico depois deles kkkk, minha graduação em direito. E consegui, estagiei, me formei e tornei – me advogada. Achei pouco, e ainda faço especialização e trabalho no Ministério Público, passei num concurso, provisório, mas passei. Enfim hoje com 12 e 9 anos, olho pra meus maiores tesouros, e vejo que nada, mas absolutamente nada é maior e mais importantes que eles. Tudo valeu a pena e faria tudo mil vezes novamente, as noites acordadas, os dias atropelados, as contas se acumulando, as renúncias, o cansaço, tudo… Porque hoje posso falar com conhecimento de causa, A MATERNIDADE É MARAVILHOSA e eu nasci pra ser mãe.

  17. Vanessa

    As vezes no domingo invento que preciso de algo no supermercado, deixo as crianças com meu marido e então passo em uma padaria compro o que preciso, e depois coloco o som bem alto e dou aquela volta pelas ruas vazias!
    Quando volto, eles me dão aquele abraço, parece que fiquei o dia todo longe :)

  18. Julia Lucena

    Me identifiquei 100% com o texto, mas minha pergunta é: Como tirar um tempo pra MIM, ficar longe das minhas filhas (3a4m e 1a6m), mesmo que seja por poucas horas, quando só tenho umas 2h por dia com elas acordadas? Passo 3h no trânsito, 9h no trabalho, elas dormem no máximo 2h depois que chegamos em casa, e esse é o tempo que tenho com elas… Fim-de-semana tenho um mundo de tarefas domésticas pra fazer que o cansaço não me permite realizar durante a semana. E ainda tenho que dar atenção a elas, que grudam em mim com saudades… Quando, em que momento, posso tirar umas horas PRA MIM, sem sentir uma tonelada de culpa? 😞

  19. Raiz a

    Engraçado como é ser mãe !minha mãe costuma dizer que ser mãe é “sofrer no paraíso “,realmente é o que define a maternidade. Ser mãe e ser feliz ao extremo e ter medo , angústia, ansiedade ao extremo também. Até um ano aguentei a barra e não deixei a peteca cair nem um instante, mais vamos ser bem sinceras isso é só fachada por dentro estamos exaustas cansadas e com saudades de como era nossa vida antes da maternidade, me considero uma ótima mãe , tenho uma paciência para ensinar, dar carinho e amor. Mas as vezes quero sumir kkkkkkkk.
    Quer uma boa notícia isso não vai mudar nunca ! Devemos aprender a nos reabastecer mesmo por que muda os medos , as angústias ,mais não muda a mamãe .Acho triste ver mães criticando outras por pensar assim e um erro todas temos ou teremos momentos bons e ruins. ..

  20. Rosa

    Cansa sim. ..mas estou bem…mesmo, de verdade

  21. Yasmin

    Gostei muito do texto!
    Tenho 24 anos, um filho de 3 anos e estou com os sentimentos confusos quanto ao segundo filho, em parte eu quero te-lo pois acho muito importante termos ao menos um irmão nessa vida e que não tenha uma grande diferença de idade (por experiencia própria); mas por outro lado fico questionando o orçamento, a disponibilidade de tempo, relacionamento com marido, aceitação do meu filho e como será no trabalho.

  22. Luana Meneguetti

    Eu passei por alguns momentos assim com meu primeiro filho, mas quando ele estava c 3 meses, comecei a ter meu tempo, meus momentos. Aliviou muito o stress. Agora estou grávida do segundo, a diferença deles será 1 ano e 7 meses. Sei que ficarei doida denodo, será muito difícil, mas pretendo não sofrer tanto dessa vez. Esse distanciemtno é mesmo muito necessário p nossa saúde mental. São desafios, que depois de algum tempo, vencemos, e se transformam…as noites mal dormidas acabam, as preocupações c eles mudam…mas o amor, esse amor só cresce!!!!

  23. Clelia

    Nossa parece escrito diretamente para mim. Estou no limite de minhas forças e sinto que meus filhos também. Fico pensando o que ando fazendo com a infância deles?

  24. Alany

    Amei o texto e me vi nele. Meu filho quando nasceu me deu muito trabalho, trocava a noite pelo dia, não dormia, chorava muito e para completar tinha refluxo. Agora ele está com 3 anos, fase das birras, mal criações, tá um caso sério. Eu já me dei um tempo várias vezes, deixava ele com minha mãe e ia fazer concursos, por mais que fosse para ocupar mais ainda a mente, mas era muito bom, só de não ouvir os choros por bestera era maravilhoso. Ninguém é de ferro, todo mundo presica de um descanso.

  25. Mariza

    Nossa,quando minha bebê nasceu como eu sofri chorei mas amava tanto aquele ser tão pequenino que as vezes pensava o porque de tantas lágrimas, ela foi crescendo os problemas aumentando internou 4 vezes menos de um ano meu Deus mas eu me sentia cada vez mais forte cansada mas forte exausta mas consegui hoje ela está com 3 anos amo mais que tudo mas a exaustão as vezes ainda toma conta de mim mas o amor que sinto é muito maior que o cansaço. Mas ser mãe não é uma tarefa nada fácil. Ótimo texto.

  26. Emanuela

    Excelente texto!! Me vi nele!! Eh exatamente assim a maternidade… Grandes extremos!

  27. Danielle

    O texto é forte, muito forte, mas relata exatamente o momento em que me encontro.
    Tenho dois filhotes a primogênita com 5 anos e o caçula com 7 meses, costumo dizer que sou mãe de primeira viagem com os dois. Com o bebê tiro de letra nos cuidados, amamentar (que doi, que chorei, que sangrei, as mamas ficaram empedradas), dar banho, dar papinha, brincar, ajustar uma coisa ou outra mais digamos que têm sido mais fácil. Continuo me sentindo mãe de primeira viagem com a primogênita, tendo que a cada dia aprender a lidar com os sentimentos dela, medos, ciúmes…. Tem horas que dá vontade de sumir e voltar daqui uns 2, 3 dias. A exaustão, o cansaço tem acabado comigo. Quando minha filha era bebe ela tb não dormia, ficava com ela 24 horas por dia, td que ia fazer ela ia junto, era casa para cuidar, trabalho e marido para dar conto.
    Com o meu filho tenho ajuda, tenho uma pessoa que cuida da casa e caso precise fazer algo na rua ela olha ele pra mim.
    So que meu problema maior, o que tem tirado e sugado todas as minhas energias, é o meu marido. Estamos em pé de guerra, muitas vezes deito e durmo e ele fica bravo, pq não namoramos. Caramba, ele não é compreensível, impaciente… Falo pra ele que não sei o que é dormir faz tempo, ele só fala que eu não faço nada, que tenho quem cuide de casa e não preciso trabalhar com horário comercial, como é de costume (trabalho no escritório dele, horário flexível). Diz que só vivo para cuidar das crianças, que não entende pq reclamo de cansaço.
    De verdade, tenho tido vontade de desaparecer, deixar el cuidar sozinhos dos dois, não dormir, queria ver se conseguia.

    Nunca pensei que fosse querer isso um dia, mas gostaria de sumir ao menos por uns foi dias.

  28. Rosiclei Oliveira

    Estou em prantos.
    Esse texto foi escrito pra mim com certeza, me vejo em casa vírgula escrita.
    Agora são exatamente 3:40 da madrugada, foi o incio horário que consegui ler.
    Parabéns pelo blog e é verdade… Vou começar a tirar um tempo pra abastecer.

    1. Macetes de Mãe

      Obrigada pelo carinho, Rosiclei!
      Bjs

  29. Josiane

    Esse texto relata exatamente como me sinto,tenho uma filha de 8anos e um bebe de 1mes e meio. Quero voltar a estudar fazer academia isso vai recarregar minhas energias.

  30. Monica

    Sinto tudo isso é ainda sinto culpa por sentir tudo isso, entendem?
    Difícil!
    Acho difícil até acreditar que outras mães sintam isso também, porque o que a gente vê nas redes sociais é sempre um monte de mãe feliz e de bom humor.

  31. Juliana Rabelo

    O problema é com quem irão ficar meus 3 filhos enquanto tenho tempo pra mim??
    Não acho justo cansar outras pessoas para que eu descanse!! Bem queria 1 hora por semana pra recarregar…. mas não tem como!!!😢😢😢 tenho um menino de 8 uma menina de 3 e outra menina de 1a um… estou sempre com a “alma cansada” e não vejo uma forma para poder recarregar.

  32. Vera

    Olá boa noite.Esse texto resume tudo que estou sentindo no momento.Tenho um filho de 6 anos,portador de tdah e agora esta com dificuldades em ir ao banheiro.Quase nem saio de casa por conta desse problema,e sem contar que vem sujo da escola quase todos os dias.E cansativo,estressante,estou cansada fisicamente e mentalmente,é idas e vindas de médicos,psicólogos,e sempre uma novidade.A maternidade para mim foi e esta sendo maravilhosa,mas não posso mentir em relação a exaustão que ela traz consigo.Deixei meu trabalho,cursos e vivo intensamente para meu filho,mas tem horas que eu só queria sentar em baixo de uma árvore e por cinco minutos refletir.Me pego chorando e me questionando,será que sou capaz?Mais quando olho pra ele vejo que cada segundo vale a pena,e volto a ter forças para continuar,afinal ele precisa de mim.O mais angustiante é não ser compreendida.

  33. Tânia

    Nossa, como é difícil. As vezes me pegunto se sou eu quem deixa tudo difícil ou se é assim mesmo. Minha filha está com 2 anos e 3 meses e depois que ela nasceu eu não fiz mais NADA para mim. E esses dias desabafando com uma pessoa, ainda me diz que sou egoísta. Só quem passa pela dificuldade de cuidar 100% dos filhos e de todo o resto sem ajuda, sabe a dificuldade que é os dias, as semanas e os meses.

  34. Fabiana

    😭😭😭😭

  35. Marília

    Passei por todos esses momentos, e quando eu voltei a trabalhar parecia que tinha voltado a ser eu, pois, mesmo trabalhando, aquele era um momento só meu. Essa fase passou e minha filha hoje está com três espertos anos. Para recarregar deixo ela na casa da minha mãe ou irmã, duas fofas que sempre me ajudaram. A lição que tirei desse tempo difícil, é a certeza que ele passa. Força mamães!!!

  36. Rubia Moraes V. Z.

    Boa noite!!
    Exatamente isso, as vezes um bate papo com as amigas resolve, volto pra casa cheia de energia e meu marido cuida da nossa filha, pq não fiz sozinha, a responsabilidade é dos 2. Bom texto, e fazer isso sem culpa, pois é tão revigorante!! Bjss

  37. Gilmara

    É exatamente isso! Tenho três filhos, uma de 7, um de 2a8m e um de 1 mês, hoje mesmo estava conversando com minha irmã que não estava bem, mas não sabia exatamente como explicar, e esse texto descreve exatamente como estou me sentindo! Obrigada por expressar em palavras tudo que sinto mas não consigo falar!

  38. Cecília

    Em prantos.. Há meia hora atrás disse a meu marido que achava que não conseguiria levantar hoje, uma sensação de não conseguir me mover.. Ontem a noite estava nesse ponto da exaustão da alma! Obrigada pelo texto maravilhoso! Me encontrei, parece até conselho de amiga ou de mãe.

    1. Macetes de Mãe

      Que bom que o texto te ajudou, Cecília!
      Tudo vai ficar bem <3
      Bjs

  39. Marcela

    Precisava ler isto. Ao caminho do trabalho, fizemos paradas para resolver assuntos e após 1h no carro com minha filha berrando, jogando tudo pro ar e estragando minha pulseira que la sei quando tive a chance de usar pela ultima vez, falei com meu marido que estava cansada de ser mãe. Ele falou que tem gente que não nasceu pra ser mae. Na hora juro que me deu vontade de descer do carro e sumir. Há dois anos venho carregando um fardo pesado, fardo que não é so meu. Há dois anos venho tentando voltar a me ver no espelho e ter o mínimo de esperança. E eu estou exaustam e eu não consigo me ver realizada na maternidade. E realmente, é preciso parar pra se cuidar, o difícil é conseguir fazer isto. Mas obrigada por dividir estas palavras. Ao menos sei que esta exaustão não é só minha, e q nem por isto meu instinto materno deixou de existir.

  40. Lilian

    Nossa adorei ler esse texto, ou melhor vários textos que é publicado aqui, tenho uma menina de 3a8m, e a fase que esta, esta cada dia mais difícil, birras, mal criada, chora por tudo. Trabalho fora e ela fica na escola do período integral digo que me culpo por isso mas como ando lendo algumas coisas me faz ficar menos culpada por isso.Não é fácil ser mãe.

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