Teste do coraçãozinho

Ao nascerem nossos filhos têm de passar por uma série de exames. São os chamados exames neonatais. Eles são importantes já que, infelizmente, não é possível identificar todas as alterações no corpo do bebê somente através de um exame clínico. E, nesta lista, existe o exame do coraçãozinho. Você já ouviu falar sobre ele?

O que me chamou a atenção neste teste é como ele é simples e fácil de ser feito e tem uma importância gigante na saúde dos pequenos.

O teste na verdade se chama oximetria de pulso, mas ficou famoso como o teste do coraçãozinho. Ele é realizado logo após o nascimento, assim como o teste de APGAR, o teste do pezinho e o teste do olhinho.

teste-do-coracaozinho

Photo Credit: Scott SM via Compfight cc

Esse exame funciona assim: o pediatra coloca uma espécie de pulseira, que é o oxímetro, na mão direita da criança e no pé. Essa pulseira é ligada a alguns fios que mostram no monitor as informações que o médico necessita para avaliar o coração dos nossos filhos.

Dá para ver a frequência de batimento e o nível de oxigênio no sangue. Isso tudo é bem rápido, leva de 3 a 5 minutos só, ah e sem causar nenhum tipo de dor ou incômodo na criança.

O ideal é que o teste seja feito depois de 24 horas do nascimento e em até 48 horas, lembrando que esse é um exame totalmente gratuito na rede pública.

E o que pode dar no teste do coraçãozinho?

Você, nesse momento, deve estar se perguntando o que um exame tão simples pode detectar. E a resposta é: muita coisa. E coisa séria!

Por esse exame dá para diagnosticar cardiopatias congênitas, que são alterações ou má formações no coração (como buracos ou defeitos nas válvulas cardíacas) ou algum funcionamento irregular do órgão. Esse tipo de doença pode ter origem ainda na gestação, mas ser descoberta só ao nascer.

Se o teste der alguma alteração, o pediatra pode solicitar um ecocardiograma, que é um exame mais específico e assim encaminhar o bebê para um cardiologista.

Só para a gente ter uma noção, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 10 em cada mil nascidos podem ter uma má formação congênita, sendo que dois desses bebês podem ter cardiopatias graves que quando descobertas em situações de emergências, nem sempre conseguem ser tratadas.

Por isso, com o diagnóstico precoce, através do teste do coraçãozinho, dá para diminuir em pelo menos 10% as chances de mortalidade infantil.

Então, atenção a mais este exame, mamães!

Deixe seu comentário