Diástase abdominal

Na semana passada fui fazer um tratamento estético para ver se a minha barriga volta a ser barriga de gente (ahahahah! O negócio está feio por aqui) e aí a profissional que me atendeu me fez uma pergunta que me deixou intrigada: você tem certeza de que não teve diástase abdominal?

Segundo ela, minha musculatura da barriga está um pouco flácida (pausa para secar as lágrimas) e um tantinho proeminente (PS1: pausa prender o grito de desespero. PS2: sei que ela estava tentando ser gentil) e me perguntou se eu já havia tentado descobrir se não tive diástese abdominal pós-gravidez. Bom, é claro que, depois que ela disse isso e, a primeira coisa que eu fiz, quando cheguei em casa, foi pesquisar para saber mais sobre o assunto.

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Photo Credit: Iker Merodio | Photography Flickr via Compfight cc

 

E o que eu descobri é que esse assunto ganhou destaque depois que a cantora Sandy revelou que teve diástase abdominal na gravidez do Theo (vejam só, posso ter algo em comum com a Sandy. Que chique!). E, pesquisando mais sobre o tema, descobri que uma em cada quatro mães passam pela mesma situação.

A mulher com diástase abdominal percebe um afastamento entre os músculos do abdômen depois do parto. É como se houvesse uma abertura no meio da barriga ou um abaulamento, principalmente ao fazer algum esforço físico (eu não percebi isso, mas pode ser que só não tenha notado e o problema esteja lá).

Essa distância é considerada normal se for de até dois centímetros, porém, mais que isso passa a incomodar e merece atenção.

Na verdade, os especialistas explicam que, em algumas mulheres não há nenhum risco à saúde, apenas o desconforto estético, já outras podem ter dores nas costas, comprometimento da postura e até incontinência urinária, dependendo do tamanho da distância entre os músculos.

Devem ficar atentas, pois tem maiores riscos de desenvolver diástase, as mães que:

  • tiveram outras gestações (quanto mais gravidez mais chances, principalmente se elas forem próximas)
  • aquelas que estão acima do peso ou desnutridas
  • as que não têm o hábito de fortalecer a região abdominal (eeeeuuuu! Preciso melhorar isso com o personal)
  • as que sofrem de aumento da pressão intra-abdominal (o médico poderá dizer durante a gestação se esse é o seu caso)

Porém outras situações também levam ao problema, como os hormônios relacionados à gestação que causam o relaxamento muscular; o bebê ter um tamanho maior que o porte físico da mulher pode suportar ou até o excesso de líquido amniótico (eu tinha bastante líquido).

E quem pode diagnosticar o problema?

Na verdade, o problema pode ser diagnosticado com certeza por um profissional da área médica (médico ou fisioterapeuta) ou um professor de educação física, mas se você quiser, pode fazer um teste simples em casa, só para matar a curiosidade (mostro o teste no vídeo final. Na verdade, eu não fiz, pois preferi conversar com um profissional para tirar a dúvida).

E tem solução?

Na maioria dos casos, o deslocamento regride normalmente e tudo volta ao normal. Se isso não acontecer, após seis semanas do parto, já é possível cuidar do problema.

E para o músculo retornar ao seu lugar não tem jeito, é preciso “suar a camisa”. Tem que fazer exercícios para fortalecer o abdômen. Procurar um fisioterapeuta que entenda do assunto é importante , porque ele vai te explicar como fazer os movimentos certos e também pode realizar algum tratamento aliado, como a eletroestimulação que fortalece a região por meio de corrente elétrica (se for indicado para o seu caso, claro).

Tem mãe aderindo à cirurgia plástica também. A abdominoplastia é uma técnica que vai reaproximar os músculos e retirar o excesso de pele, para casos mais graves e sem resultados com a prática de exercício. Assim, os órgãos ficam na posição correta e o esforço da musculatura da coluna é menor. Mas é uma cirurgia, então, não deve ser a primeira opção nunca.

Mas nas duas situações – exercício ou cirurgia – tem que manter uma dieta rica em proteínas e seguir as orientações de um profissional da saúde.

Ah, não demore a procurar orientação. Quanto antes começar a se cuidar, melhor!

Confira mais informações sobre diástase aqui ou no vídeo abaixo (inclusive como fazer o auto-exame para ajudar a identificar o problema):

 

 

 

 

 

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