Crescimento da criança: o que é considerado normal?

Você já se deparou comparando a altura do seu filho com a dos amigos dele? (podemos confessar, só aqui entre nós, que muitas vezes fazemos isso). Até aí tudo bem, mas quando notamos algo diferente, vem  “a pulga atrás da orelha”. Mas, afinal,  qual é o tamanho certo, ideal, de uma criança de acordo com a idade dela?

A verdade é que não existe uma resposta certa para esta pergunta. A altura tem muito a ver com o desenvolvimento individual, por isso algumas crianças vão demorar mais a crescer e depois, do nada, terão uma mudança repentina de estatura (ou o contrário, como aconteceu comigo. Sempre fui uma criança bem alta, a menina mais alta da turma, e bem cedo na adolescência parei de crescer e fiquei com uma estatura de 1,62cm, que é mediana. Nada alta). Sem contar que elas também não irão crescer tanto caso os pais sejam baixos, já que o fator genético é muito importante nesta questão.

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Photo Credit: donnierayjones Flickr via Compfight cc

Sobre o acompanhamento do crescimento infantil, é o pediatra que irá nos alertar caso algo não esteja como o esperado, já que durante as consultas de rotina ele sempre avalia o crescimento da criança, usando tabelas de peso e altura, baseadas na média da população brasileira.

Só para ter uma noção, em média a criança tende a crescer:

  • 25 cm no primeiro ano de vida
  • 10 cm até o segundo aniversário
  • 16 cm até os quatro anos (sendo cerca de 8 cm no terceiro e mais 8 cm no quarto ano)
  • 5 ou 6 centímetros até os cinco anos, seguindo com essa velocidade de crescimento (de 5 a 6 cm por ano) até em torno dos 11 anos para as meninas e os 13 anos para os meninos.
  • o crescimento pode acontecer naturalmente até os 18 anos, depois disso ele se estabiliza.

Mas, o que pode barrar ou alavancar a estatura infantil?

Pesquisando sobre o assunto descobri que certas coisas podem sim impedir uma sequência saudável no crescimento de nossos filhos. As coisas negativas são má nutrição, especialmente nos dois primeiros anos de vida e depois vêm as doenças (a lista é bem grande). Entre as patologias estão às intrauterinas, as doenças genéticas, como a síndrome de Turner (nas meninas) e a Síndrome de Down, seguida das alterações cardíacas, renais e endócrinas, onde se encaixa a deficiência de hormônio de crescimento (no qual falo um pouco mais abaixo) e o hipotireoidismo. Ainda entre essas possibilidades estão às doenças gastrointestinais, como a síndrome de má absorção, doenças inflamatórias intestinais, seguida de fatores respiratórios, como asma e fibrose cística. Como se viu, são muitos os motivos que podem afetar o crescimento, por isso só uma avaliação médica detalhada poderá nos ajudar.

Mas, quanto às coisas positivas que podemos assegurar para nossos filhos estão: manter um cardápio variado e saudável, incentivar a prática de esportes e garantir boas horas de sono para eles.

Ah, o tal hormônio do crescimento…

Você já deve ter ouvido falar nele. Esse hormônio é produzido na hipófise, uma glândula localizada no cérebro. Tanta a falta dele, produção reduzida ou em excesso, interfere diretamente no crescimento. Então se algo estiver errado nesse processo o pediatra irá encaminhar seu filho ao endocrinologista, que é o especialista neste sentido.

O médico irá investigar, por meio de exames de sangue e radiológico se existe alguma doença ou alteração desse hormônio, conhecido também como GH.

As opções de tratamento

O tratamento da baixa estatura depende muito da causa dela. Muitas vezes corrigir a ingestão de alguns nutrientes, como cálcio, proteínas e ferro já resolve. Em outras situações é preciso cuidar da patologia que tem interferido na estatura (como algumas das que eu enumerei acima).

Sobre a reposição do hormônio GH (o do crescimento), o Ministério da Saúde libera o tratamento quando houver deficiência dele comprovada em pelo menos dois testes hormonais de estímulo ou em casos da síndrome de Turner. As aplicações são feita por meio de injeções diárias até o prazo estipulado pelo especialista.

Sendo assim, o que devemos realmente fazer é manter a rotina de consulta com o pediatra, afinal só ele poderá nos dizer o que é ou não normal em relação ao crescimento.

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