“Porque sim” ou “porque não” não são respostas para o seu filho

Para as mães que já estão acostumadas a responder perguntas do tipo “o que é isso?”, tenho uma novidade: Preparem-se, pois uma nova etapa vem por aí. É a do “por quê?”.

É por volta dos 3 a 4 anos que os porquês, dos mais variados tipos, surgem. As crianças querem saber desde assuntos complexos, como, por exemplo, por que alguém morre, por que os pais estão se separando, como nascem os bebês, até assuntos mais corriqueiros, como por que eles precisam dormir cedo ou não podem brincar com o amiguinho hoje.

Photo Credit: 藍川芥 aikawake Flickr via Compfight cc

Tem horas que a gente cansa de responder tantas perguntas, é fato, só que, para os pequenos, entende-las é fundamental para o seu desenvolvimento e estas perguntas demonstram que eles estão interessados em aprender coisas novas e mais complexas, o que é ótimo!

Claro que como pais (podemos confessar cá entre nós) nem sempre estamos com as respostas na ponta da língua, ainda mais sobre certos assuntos. Então, por isso, devemos ficar atentos quanto ao que falar. A principal dica é nunca, mas nunca mesmo, dizer “por que sim” ou “por que não”. Com essa resposta a criança pode entender que ela está sendo chata em perguntar aquilo. Se o seu filho for tímido então, ele tenderá a criar tipo um bloqueio e parar ou diminuir as perguntas, o que não é legal. Ou então, pode acontecer ainda dele passar a perguntar para outros adultos, o que não é nada legal, pois nem sempre estamos por perto para saber o que responderam.

Assim, para não criar nenhuma dificuldade ou situação constrangedora, o ideal é responder a dúvida da criança de imediato ou, quando isso não for possível, seja pelo lugar onde vocês estão, por você estar ocupada ou mesmo porque precisa pesquisar melhor o tema, explicar para a criança que você irá responder mais tarde, pois agora não é possível (e dizer por que não é possível naquele momento).

Quanto às respostas, claro que não existe um padrão do que é certo ou errado. Ainda mais sobre questões de morte ou religião (Leo adora me perguntar por que as pessoas morrem). Nesses casos, elas precisam ser explicadas conforme a crença de cada família.

Agora, também têm aqueles “porquês” desafiadores, que questionam uma ordem e que são bem comuns em qualquer casa. Estou falando dos famosos  “mas por que tenho que dormir se não estou com sono?”, “mas por que tenho que fazer a tarefa se quero brincar?”. Nestes casos, podemos usar em muitos momentos o mesmo argumento, o que facilita as coisas. Basta explicar que há coisas que precisam ser feitas e que nem sempre podemos fazer só o que queremos. Essa resposta é melhor do que o famoso “por que eu mandei e pronto!”.

E você, já passou por situações engraçadas ou embaraçosas quanto aos porquês? Se sim, compartilhe conosco aqui nos comentários. Sempre podemos aprender algo a mais.

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