Saiba identificar se o seu filho está se tornando um pequeno consumista (e veja como evitar isso)

Nos últimos anos a indústria da propaganda infantil tem levado alguns “puxões de orelha” e as publicidades vem tomando um rumo menos agressivo (Ufa! Os pais agradecem!). Só que, mesmo assim, nossos filhos são “bombardeados” por inúmeras campanhas que incentivam a “necessidade” de comprar. E nesta lista não entram só brinquedos e alimentos não.

A verdade é que as crianças brasileiras influenciam em até 80% as decisões de compra de uma família inteira (Chocante, né? Mas é verdade!). Você já parou para pensar em quantas vezes o seu filho deu palpites durante uma ida ao supermercado? Aqui é um verdadeiro caos: “Quero isso! Quero aquilo! Quero esse também! Eu sempre evito levar os pequenos, mas quando sou obrigada a levar, acabo passando por alguns perrengues para fazer os bichinhos entenderem que não dá para comprar tudo que passa pela frente.

Photo Credit: Steve Bowbrick Flickr via Compfight cc

Comprar realmente é bom (ninguém pode negar) só que as crianças vivem uma fase de desenvolvimento em que são mais vulneráveis e podem sofrer desde cedo com as consequências relacionadas ao consumismo, consequências essas como obesidade infantil, erotização precoce, estresse e agressividade (Pausa para a cara de choque!!! Eu, pelo menos, nem imaginava que as consequências seriam tão fortes)

E saber se o seu filho está se tornando consumista ou não nem sempre é fácil, infelizmente, e, muitas vezes, requer ajuda de psicólogos. Só que há uma situação que chama bastante atenção e que pode ajudá-la a identificar se o seu pequeno está caminhando para ser um pequeno consumista. Essa situação é quando a criança insiste muito em um determinado objeto (os olhos chegam a brilhar) e, quando o tem, perde o encanto facilmente ou parece que nunca fica satisfeita com nenhuma compra o brinquedo. Sempre quer mais e mais e mais e o que ganha não causa prazer ou o prazer é muito momentâneo mesmo (acho que deu para entender melhor, né?).

Bom, mas o que fazer numa situação em que se identifica que o filhote está se tornando ou pode vir a se tornar um pequeno consumista (algo que ninguém quer, é claro!)?

Para frear ou evitar o consumismo infantil separei 6 dicas básicas sobre o assunto. Deem uma olhadinha:

1 – Limite o tempo da criança na TV e também na internet (esses são os principais veículos de publicidade no Brasil!). E se liberar, dê preferência por opções que não tem anúncio.

2 – Quando o seu filho for assistir TV ou navegar pela internet, sempre fique com ele e vá, aos poucos explicando o que faz parte do programa e o que é propaganda (sem esquecer de explicar o que significa propaganda, claro!).

3 – Explique para o seu filho, desde cedo, como os pais ganham dinheiro e como ele deve ser gasto conscientemente.

4 – É por volta dos 4 anos que a criança começa a lidar com as frustrações, então, está é a fase que ela precisa realmente entender que não é possível comprar tudo que deseja.

5 – Uma dica para quando o seu filho insistir em um brinquedo é fazê-lo pensar nesta atitude. Faça perguntas como: porque você quer esse brinquedo? Mas você já não tem um parecido? Ah, e não aceite como resposta um ‘porque sim’.

6 – Por último, não se esqueça de que os pais precisam dar exemplo e também evitar o consumismo. Passeios ao shopping e lojas devem ser substituídos por idas a parques, praças, museus e outras atrações muito mais ricas para as crianças.

E aí, gostaram das dicas? Acho que não é nada impossível de colocar em prática, né? E pode ajudar muito. E você, já identificou no seu filho(a) alguma atitude que pode identificá-lo(a) como um pequeno consumista? Comente aqui no post.

1 comentário

  1. Bárbara

    Vou ao supermercado/shopping normalmente com minha filha desde bebê. Ela hoje tem 3 anos e 7 meses e é muito esperta. Aproveito para ensinar noções de economia pra ela. Outro dia ela contou pra tia da escola que a mamãe não comprou o brinquedo porque estava muito caro, que era muito dinheiro pra aquilo. E a professora depois comentou e elogiou o comportamento dela. Pois já tem noção do que é essencial e do que é supérfluo. Então, raramente tenho que lidar com mau comportamento no supermercado ou no shopping.

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