Seis vacinas ganharam novas orientações quanto à idade de aplicação

Mamães, fiquem atentas! O Ministério da Saúde divulgou, no início de março, algumas alterações nos prazos do Calendário Nacional de Vacinação 2017, ou seja, nas idades que as crianças devem tomar cada vacina.

A partir deste ano, seis vacinas ganharam novas orientações quanto à idade de aplicação. Essa mudança aconteceu, segundo eles, para aumentar a proteção, eliminar o sarampo e a rubéola e evitar novas contaminações, principalmente de caxumba e coqueluche.

Sendo assim, a partir de agora devemos ficar atentas quanto as doses de tríplice viral, tetra viral, dTpa adulto, HPV, meningocócica C e hepatite A que têm novos prazos para serem tomadas.

Photo Credit: Secretaria de Saúde POA Flickr via Compfight cc

Vamos começar falando da vacina de hepatite A. Antes ela era aplicada só até os 2 anos de idade, porém com a alteração, se o seu filho tiver até 5 anos ele ainda pode ser vacinado.

Outra dose da lista é a tetra viral que protege contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela. Antes ela era oferecida para crianças entre os 15 meses até menores de 2 anos, agora pode ser administrada de 15 meses até os 4 anos. Neste caso, vale lembrar que o seu filho deve ser vacinado primeiro contra a tríplice viral, que inclui sarampo, caxumba e rubéola até os 12 meses e depois, a partir dos 15 meses, receber a tetra viral.

Para as crianças maiorzinhas os prazos também foram alterados. A vacina contra o HPV que era aplicada só em meninas passa a incluir os meninos também, no caso delas a imunização é dos 9 aos 14 anos e deles dos 12 aos 13 anos. Além disso, homens dos 9 aos 26 anos com HIV e aids e pacientes transplantados e oncológicos também devem se imunizar.

A meningocócica C é outra da lista. Ela pode ser aplicada em adolescentes de 12 a 13 anos. A ideia para essa vacina é a cada ano ampliar ainda mais a faixa etária chegando até 2020 a vacinar crianças e adolescentes dos 9 aos 13 anos.

E tem recomendação para as gestantes também. A dTpa adulto, uma vacina contra difteria, tétano e coqueluche deve ser tomada pela grávida a partir da 20ª semana. Caso você esteja grávida mas tenha perdido o prazo a vacina precisa ser aplicada em até 40 dias depois do parto. Mas vale lembrar que ela deve ser priorizada na gestação mesmo, já que os anticorpos transferidos da mãe para o feto pela vacina protegem o bebê contra a coqueluche (o que não acontece após o nascimento).

A última vacina das seis alteradas é a tríplice viral, que inclui proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. A segunda dose que era aplicada em pessoas com até 19 anos agora contempla uma faixa etária maior, dos 20 aos 29 anos, isso para evitar os surtos de caxumba que aconteceram nos últimos anos. Então ficou assim, as duas doses devem ser tomadas de 12 meses a 29 anos. Já na vida adulto aquela dose única dos 30 aos 49 anos continua.

Por enquanto essas foram às mudanças anunciadas, mas a dica é em caso de dúvida procurar um dos postos de vacinação de todo o Brasil e levar a Carteirinha para conferir se está tudo em dia. O importante é garantir a imunização dos nossos filhos e nunca deixar qualquer tipo de vacina atrasada, ok?!

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