Dica para estimular a autonomia (decoração afetiva)

A Fabiana Visacro, que escreve o texto de hoje, sobre decoração afetiva e com uma dica bárbara para estimular a autonomia dos pequenos, é psicóloga e decoradora, especializada em design de interiores. Como ela mesma gosta de contar, seu interesse por pessoas a levou a se formar em psicologia e seu interesse pela maneira como as pessoas vivem resultou em sua segunda graduação: o design de interiores. Foi assim, com um olhar totalmente voltado para o humano, que ela começou a construir sua carreira, baseada na qualidade de vida e na relação das pessoas com suas moradas e ambientes de trabalho. E foi assim também, que ela teve inspiração para fazer uma mudança criativa no quartinho da sua filha Isabela que resultou na dica do post de hoje. Confira!

Bercinho da Isabela virado de cabeça para baixo, com o colchão direto no chão. Com algumas pequenos detalhes, como o manto de renda, ele ficou com cara de castelo encantado.

Decoração afetiva – dica para estimular a autonomia
Por Fabiana Visacro
Há alguns meses, li  um texto lindo que dizia  que somos sim uma mãe para cada filho e que é até muito importante que seja assim. Um texto libertador, para falar a verdade! A gente se culpa muito por isso né? Por não conseguir ser exatamente a mesma mãe, principalmente para filhos de diferentes temperamentos e em diferentes situações.

Mas eu, na verdade, senti, logo no primeiro ano de vida da minha pequena Isabela, que precisaria ser assim, diferente do que fui com Gabi. Com a Isabela eu precisava ser mais firme, exercitar mais a minha autoridade de mãe e redobrar a atenção, porque as demandas chegavam a todo momento e mais cedo do que eu estava imaginado.

Pois bem, Isabela mal tinha começado a dar seus primeiros passos e já queria tomar banho em pé, debaixo do chuveiro, assim como a irmã mais velha já fazia (claro, ela era bem mais velha!). Não conseguia ainda comer sozinha direito, mas já não aceitava que eu desce comidinha na boca e a colher logo foi substituída por um garfo porque era assim que ela via a irmã fazendo.

Isabela ainda não tinha 18 meses, mas eu começava a perceber que  os momentos em que a criança exerce sua autonomia (como comer, tomar banho, etc….) passaram a ser momentos de aflição pra ela. Isso porque eu a considerava novinha demais para certas tarefas e queria ajudá-la a fazê-las o que a levava a ficar irritada  e essa irritabilidade estava tornando os nossos momentos bons em momentos de estresse.

E um exemplo disso era o acordar pela manhã. Todas as manhãs, ela despertava e não conseguia sair do berço sozinha. Mas o que ela queria mesmo era acordar e sair caminhando até a minha cama e pedir um pouquinho de leite, assim como  faz agora, que algumas mudanças foram realizadas. Fiquei alguns dias pensando em como agir para dar a autonomia que ela pedia sem contudo colocar em risco sua segurança, uma vez que a caminha com grade, neste caso não resolveria.

Ate que tive uma ideia: virei o berço de cabeça para baixo, tirei uma das grades laterais e coloquei o colchão no chão. Ela amou! Alguns frufrus dependurados já foram suficientes pra deixar a minha Isabela super feliz e orgulhosa do seu “mundinho”.

Tirei fotos e ela levou na escola pra mostrar a “Caminha nova” toda cheia de si!!!! Como não podia deixar de ser, fui à escola reforçar a nossa parceria contando o acontecido. Pedi que, em alguns momentos, como a hora do lanche, por exemplo, deixassem que ela exercesse mais a sua autonomia (como tirar o lanche da merendeira e coisas desse tipo). E o resultado não poderia ser melhor: tínhamos agora uma menininha mais feliz porque se sentia mais respeitada em suas vontades e capacidades.

Em casa, eu me orgulhava pela minha assertividade como mãe, por ver a confiança que Isabela ia adquirindo cada vez mais, também através das minhas atitudes. Isso foi ótimo para nós duas.

E você, já passou por algo parecido? Já pensou em mudar a decoração da sua casa tendo em mente uma necessidade do seu filho? Talvez essa ideia do bercinho te ajude.

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Texto escrito por Fabiana Visacro

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