Infertilidade secundária: dificuldade para ter o segundo filho

Sempre que pensei na palavra infertilidade, imaginava que ela era algo restrito a casais que nunca tiveram filho. Porém, esses dias, recebi um e-mail de uma leitora que me contou que está vivendo um caso de infertilidade secundária. Para eu entender melhor a situação, ela explicou que tem 34 anos e já tem um filho de 4 anos. Só que, agora, na tentativa de aumentar a família, ouviu dos médicos esse termo.

Pesquisando sobre o assunto, descobri que a infertilidade secundária é mais comum do que a gente pensa e chega a atingir 1 a cada 7 casais (esse dado é dos Estados Unidos, já que no Brasil ainda não tem nada oficial). O casal pode vir a ter dificuldade em engravidar novamente tanto por problemas femininos quanto masculinos. Os médicos falam que, quando o homem e a mulher têm menos de 35 anos, mantêm relações sexuais dois ou três dias na semana, sem proteção, e mesmo assim não conseguem engravidar em um ano, é preciso investir o caso. Já casais com mais idade não precisam esperar tudo isso, podem procurar uma orientação em seis meses, já que com o passar dos anos a infertilidade também diminui.

Photo Credit: Paul Howard Photo Flickr via Compfight cc

A consulta é o primeiro passo para identificar se realmente existe algo errado. As causas da infertilidade secundária podem ser as mesmas da primária, sendo comum nas mulheres diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos, endometriose, doença inflamatória pélvica, mioma, problemas no funcionamento da tireóide e até menopausa precoce. Já outros motivos têm relação com a primeira gestação, sendo danos às tubas uterinas pela gravidez ectópica, cicatrizes no útero consequência de cesárea ou de curetagem, entre outras.

E como disse, não são só as mulheres que precisam ir à consulta. Os homens também devem checar a saúde. Neles, a infertilidade envolve alterações na produção de espermatozoides que passam a ter baixa contagem ou perda na qualidade, varizes nos testículos ou problemas de ejaculação.

Além dessas questões reprodutivas, é preciso ficar de olho no estilo de vida da família e controlar a ansiedade. O hábito de consumir bebida alcoólica em excesso, fazer uso de drogas, diminuir a frequência de relações sexuais ou até mesmo estar acima do peso influenciam negativamente na chegada do próximo filho.

Sobre o tratamento para infertilidade secundária, os especialistas dizem que ele é igual ao da infertilidade primária e varia conforme a causa. A boa notícia é que alguns médicos falam que quem já tem um filho passa a desenvolver grandes chances de engravidar novamente. Mas, mesmo assim, existe a possibilidade de, se necessário, optar por inseminação artificial ou fertilização in vitro. Porém, somente um médico poderá dizer qual a melhor opção para o seu caso.

Quanto à querida leitora que me escreveu, fico na torcida para que ela consiga aumentar a família logo, logo!

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