Infantolatria: você já ouviu falar sobre isso e sabe o que ela pode causar?

Na sua casa, quem decide o canal de televisão que a família vai assistir? Quem escolhe a programação do final de semana? Ou, ainda, quem dá palpites no cardápio do jantar? Se as respostas para essas perguntas foram a mesma – o filho – saiba que você pode ter dentro de casa um exemplo de infantolatria.

A infantolatria é uma palavra que pode soar como nova para os nossos ouvidos, mas o seu significado já é bem antigo e resume o ato de deixar que a criança seja o centro das atenções na família, ou seja, é ela quem dá as ordens em casa.

Photo Credit: Mateus André Flickr via Compfight cc

Alguns pais veem com bons olhos essa atitude. Eles chegam a dizer que isso dará mais confiança e autonomia para a criança. Só que, na vida real, o que tem se notado é que as crianças que crescem sendo o centro das atenções e podendo tudo têm dificuldades em fazer amigos, em seguir regras, são inseguras e acabam influenciando de forma negativa até o convívio dos próprios pais.

Então, calma aí. Como a coisa não é tão simples assim e a infantolatria pode trazer diversos prejuízos para a criança, é importante parar, analisar e entender se, na sua casa, esta situação está acontecendo e aí, caso você a identifique que sim, é hora de dar limites. Sim, nem sempre é fácil impor limites, mas é preciso e, eu diria, até que é essencial para o bem estar dos nossos filhos.

No dia a dia, nos primeiros meses de vida da criança, claro que ela deve ser o centro das atenções. Nesta fase priorizar o recém-nascido não tem nada de errado, pois precisamos entender um pouco mais da personalidade do nosso filho. Só que, depois disso, no máximo com 2 anos, a criança deve começar a entender que existem outras pessoas com quem ela convive com necessidades e vontades diferentes da dela. Na realidade, você não precisa dizer isso ao seu filho, ele irá perceber através das regras e das conversas em família. Não, seu filho não vai te odiar por ter que cumprir regras. Talvez ele reclame um pouco, mas no futuro isso será muito benéfico para ele.

Para isso, faça ele se adaptar à dinâmica da casa e à rotina dos pais. Estipule horário para as refeições, intercale passeios interessantes para as crianças entre outros que o casal goste. Na televisão, prefira programas para a família e não só os infantis. Deixe bem claro que são os pais que ditam as regras em casa.

Aos poucos, você se convence de que colocar limites não tem relação com ausência de amor e se uma hora bater a dúvida lembre-se que toda criança precisa de um modelo de segurança que deve ser formado em casa, pelos pais e não pelas atitudes dela.

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