Brincar: 04 dicas que fazem toda diferença na hora de brincar com seu filho

No post de hoje, Ale Palazzin e Graziela Faelli, autoras do blog Tempo Mágico, falam da importância do brincar e dão quatro dicas que farão toda a diferença nesse momento tão íntimo entre pais e filhos. Venha ver. Dicas valiosas. Algumas que a gente até intui e faz, mas outras que são, pelo menos para mim, um pouco novidade.
Brincar: 04 dicas que podem fazer a diferença na hora de brincar com seu filho
Por Ale Palazzin e Graziela Faelli, autoras do blog Tempo Mágico

Nunca se falou tanto sobre o brincar como agora: seu papel para o desenvolvimento da criança, a importância do brincar livre, da brincadeira como forma de criar e fortalecer vínculos, sugestões e idéias sobre como brincar com seus filhos nas mais diversas situações, etc, etc, etc…

Mas será que a brincadeira é importante apenas para a criança?

O neurocientista Jaak Panksepp refere-se ao brincar como “a fonte de alegria do cérebro“. Através de suas pesquisas,  ele demonstrou que o ato de brincar em qualquer idade aumenta a capacidade de auto-reflexão, favorece a comunicação, a empatia e a intuição, o que por sua vez influencia diretamente a nossa capacidade de resolver problemas, de sermos criativos, de empreender e de pensar livremente.

Com tantos beneficios assim dá vontade de brincar o dia todo, não é? Mas, além da questão “tempo”, você às vezes sente que poderia aproveitar melhor esse momento com seu filho?

Hoje trazemos 4 dicas que podem contribuir para esse momento tão especial:

1-  Não pense apenas no seu filho quando for brincar.

Como assim? Às vezes nos preocupamos tanto em como desenvolver essa ou aquela habilidade na hora de escolher um brinquedo/brincadeira, ou até mesmo em como entreter nossos filhos durante um certo período que esquecemos de pensar no que nós (enquanto pessoas, mais do que como pais), gostamos de fazer para nos divertir… Gosta de música? Traga ela para a brincadeira! Coloque as canções que você gosta de ouvir e dance com seu filho! Gosta de jogos? Aproxime esse mundo do seu filho também! Você não precisa gostar de brincar de tudo com seu filho, o que irá fazer a real diferença para esse momento ser especial, será ele ver que você também está se divertindo… e só quando brincamos (de verdade) temos os inúmeros benefícios que o brincar nos traz…

2- Brincar junto não significa conduzir a brincadeira

Sentar com seu filho para brincar não necessariamente significa direcionar a brincadeira, decidir qual será o próximo passo. É muito frequente ouvirmos mães e pais se queixarem de não terem “idéias” na hora de brincar. A questão é que muitas vezes elas não precisam partir de nós, podemos apenas assumir um papel mais “incentivador”, “provocador”, e estimular a imaginação de quem mais entende desse assunto: nossos próprios filhos. Como? Vamos supor que sua filha quer brincar de cozinhar. Você pode perguntar: “o que precisa para cozinhar?”, “qual comida iremos comer hoje?”, “quais os ingredientes?”, “vamos comprar no supermercado?” e por aí vai. Seu filho quer construir um avião com almofadas? Pergunte a ele o que precisa ter num avião…

3- Ative o seu lado curioso, investigador

Muito do que as crianças fazem enquanto estão brincando, especialmente as menores, é testar,  brincar (inconsciente) de “e se?” (“e se eu colocasse o carrinho de ponta cabeça?”, “e se eu jogasse a bolinha no chão?”, “e se…?”), e isso para elas, por si só, já é uma grande brincadeira! Pois faça isso também quando estiver com seus filhos! É o que as pessoas atualmente chamam de “pensar fora da caixa”. Talvez você inclusive descubra que isso pode ser uma grande diversão para você também

4-  Observe

Brincar junto, muitas vezes, também é “só” observar (o que é muito diferente do que “olhar”). Quando observamos alguém, significa que estamos realmente presentes naquele momento, analisando, aprendendo e, em muitos momentos, é o que nossos filhos precisam. Nossa presença, nosso olhar atento que os encoraja, os incentiva nas suas descobertas, que é testemunha dos seus sucessos (que eles adoram mostrar cheios de orgulho). Nossa análise, que nos permite entender qual o momento certo de nós auxiliarmos e quando precisamos deixá-los por conta própria e, sem duvida, um momento para nós pais, aprendermos mais sobre nossos filhos: seus gostos, suas habilidades, etc…

Prontos agora para brincar?

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Alessandra Palazzin é fisioterapeuta, especializada em neuropediatra, mestre em aprendizado motor e mãe do Pedro. Graziela Faelli também é fisioterapeuta, especializada em neurologia pela USP, mestre em neurociências (UNICID) e mãe do Rafael. As duas são autoras do blog Tempo Mágico,  que trata sobre desenvolvimento infantil. Siga o blog Tempo Mágico nas suas redes sociais e fique por dentro de informações interessantes e úteis sobre desenvolvimento infantil: Facebook e Instagram.

1 comentário

  1. Carla Marques

    Concordo plenamente com este artigo. O facto é que nem sempre temos vontade de brincar com os nossos filhos e nem todas gostamos efetivamente de brincar.
    Existem brincadeiras de que gosto e outras que me aborrecem muito.
    Uma das coisas que mais gosto de fazer é, precisamente, assistir a concertos na televisão e ficar a dançar com a bebé no colo e a minha filha de 3 anos a dançar ao lado. Divertirmo-nos, mesmo, imenso.

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