Dicas para escolher brinquedos para as crianças

Hoje, mais um texto superbacana, interessante e útil da Ale Palazzin e Graziela Faelli, fisioterapeutas especialistas em desenvolvimento infantil e autoras do blog Tempo Mágico, site no qual compartilham informações sobre este tema.

Nesse texto, as especialistas fazem uma reflexão sobre o tipos de brinquedos que mais interessam aos nossos pequenos. E abrem nossos olhos para um detalhe, muito, mas muito importante que, com certeza, você também já deve ter observado mas não, necessariamente, esteja colocando em prática.

Veja o texto abaixo que você irá entender do que eu estou falando.

Photo Credit: quinn.anya Flickr via Compfight cc

Como você escolhe os brinquedos para o seu bebê?

Por Ale Palazzin e Graziela Faelli

Especialmente quando temos crianças pequenas em casa é muito frequente buscarmos os chamados “brinquedos educativos”, pensando no que esses objetos podem estimular nos nossos filhos: linguagem, movimentos finos (pinça), coordenação motora, etc. E, em geral, o que encontramos no mercado são opções extremamente lindas e tentadoras, coloridas, aparentemente com multifunções – e geralmente caras também (nos referimos aqui aos brinquedos mais “tecnológicos”, que produzem sons, palavras, músicas, etc)

Mas você já notou que em muitas situações as crianças não se interessam em brincar com esses brinquedos por muito tempo?

E surgem alguns questionamentos como: “Será que meu filho é hiperativo? Será que não desenvolveu ainda a concentração necessária por ser muito pequeno? Será que ele não gostou desse brinquedo e tenho que tentar outro?”

Mas, por que isso não acontece com o famoso papel de presente? (todo mundo que tem ou teve um bebê em casa já passou pela experiência de dar um presente e a criança se encantar mais com a caixa ou embrulho do que com o objeto em si, não é mesmo?)

É muito comum esquecermos que o que transforma uma atividade qualquer em brincadeira não é o brinquedo ou objeto em si. O “brincar” para  criança, na maioria das vezes, significa poder explorar seus movimentos, sua imaginação e, especialmente, satisfazer suas curiosidades.

Voltemos ao papel de presente: a criança pode amassar, rasgar, e cada ação produzirá um som e um efeito diferente sobre o objeto. Se experimentar amassar, ela provavelmente irá desamassar e amassar o papel inúmeras vezes para entender como aquilo acontece. O papel amassado, por sua vez, pode virar uma bolinha para ela jogar. O papel desamassado pode ser usado para ela se esconder… Para aquela criança, não há uma função obvia para o papel de presente, e não há apenas um jeito de brincar com ele e, justamente por existirem infinitas possibilidades, a sua curiosidade de experimentar cada uma delas  a mantém ativa Ou seja, todo esse processo é para a criança uma grande brincadeira e é o ato de brincar que estimula o seu desenvolvimento e não o brinquedo em si.

>>>Leia também das mesmas autoras: 4 Dicas que fazem toda a diferença na hora de brincar com seus filhos.

Não queremos dizer com isso que as crianças só deveriam brincar com papeis de presente ou que nenhum desses brinquedos mais “tecnológicos” tenha o seu valor. Apenas estamos sugerindo que, quando for escolher um brinquedo para o seu bebê, você tente considerar não o que o brinquedo pode fazer por ele mas o que o SEU FILHO poderia fazer com aquele brinquedo.

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