Você sabe o que é Sepse e quais seus riscos? É bom ficar de olho!

Você já ouviu falar de Sepse? E de infecção generalizada? Acho que do segundo termo já. Certo? Pois é justamente sobre que vou falar no post de hoje.

Para começar, vou explicar, de forma simples, o que é a Sepse e quais os seus riscos e implicações.

A sepse é um conjunto de manifestações graves que acometem todo o organismo e que são originadas por  uma infecção. A sepse era conhecida antigamente como septicemia ou infecção no sangue mas hoje, quase todo mundo, chama de infecção generalizada.

E a sepse, na verdade, não é a infecção que está em todos os locais do organismo, como o nome infecção generalizada pode levar a crer. Por vezes, a infecção pode estar localizada em apenas um órgão, como por exemplo, o pulmão, mas provoca em todo o organismo uma resposta com inflamação numa tentativa de combater o agente daquela infecção do pulmão. E como a inflamação pode vir a comprometer o funcionamento de vários dos orgãos do paciente este pode não suportar e vir a falecer (nesse caso, chama-se de falência de múltiplos órgãos).

Atualmente, a sepse é a principal causa de morte nas UTIs do Brasil, chegando a uma taxa de mortalidade de 65% (ou seja, de cada 100 pessoas que tem Sepse, 65 acabam falecendo).

Mas, por que eu resolvi falar sobre esse assunto hoje aqui no Macetes de Mãe? Porque hoje, dia 13 de setembro, o Brasil participa, pelo sexto ano consecutivo, do Dia Mundial da Sepse.

O Dia Mundia da Sepse é uma ação que tem como principal objetivo chamar a atenção, tanto dos profissionais de saúde quanto do público em gera, para o problema além de educar a população geral sobre a doença, e assim, contribuir para mudar o quadro preocupante da incidência e mortalidade por sepse no nosso país.

Em crianças, a sepse é considerada a principal causa de morte em decorrência das infecções comuns nessa faixa etária (infecções como pneumonia, diarreia, etc…). Em 2013, segundo dados da OMS, morreram, em todo o mundo, cerca de 4 milhões de crianças menores de 5 anos em decorrência de infecções graves, ou seja, de sepse. No Brasil, não existem dados consistentes na faixa etária pediátrica.

A Dra. Daniela Souza, uma das responsáveis pelo protocolo clínico de sepse em pediatria do ILAS (Instituto Latino Americano da Sepse) ressalta a importância do reconhecimento dos sinais de alerta da doença: febre, sonolência ou irritabilidade, coração acelerado, respiração rápida e pele pálida. E, quando isso ocorrer, a necessidade de se procurar rapidamente atendimento médico. De acordo com a Dra. Daniela, tratar a sepse na sua fase precoce é simples, mas, muitas vezes, o diagnóstico pode ser “difícil” pelo desconhecimento da doença e isso acaba complicando as coisas.

Por isso, se você perceber que seu filho apresenta alguns dos seguintes sintomas, procure ajuda médica imediatamente, pois somente um profissional da saúde poderá fazer a avaliação adequada do quadro e indicar o tratamento correto para se evitar complicações que podem ser fatais:

  •  febre,
  • sonolência ou irritabilidade,
  • coração acelerado,
  • respiração rápida
  • pele pálida

E para finalizar, deixo aqui uma historinha em quadrinhos que ajudará as mães a entender melhor o problema:

 

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