4 fatores importantíssimos no desenvolvimento saudável do seu filho

No texto de hoje, sobre desenvolvimento infantil,  as fisioterapeutas Ale Palazzin e Graziela Faelli falam sobre os quatro fatores que mais influenciam no desenvolvimento saudável das nossas crianças. Coisas simples e corriqueiras, mas às quais nem sempre estamos atentos.

A Ale e a Graziela são autoras da página Tempo Mágico, blog que compartilha informações úteis e relevantes sobre desenvolvimento infantil. São delas também os seguintes textos. Não deixe de ler!

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Photo Credit: PEDRO LACERDA BXD U+262D Flickr via Compfight cc

4 fatores importantíssimos no desenvolvimento saudável do seu filho

Por Ale Palazzin e Graziela Faelli, fisioterapeutas e autoras do blog Tempo Mágico

Lembro de quando o Pedro, meu filho, ainda estava na barriga e de sentir que o meu primeiro e mais importante desejo era de que ele nascesse saudável e fosse feliz. Qual mãe ou pai não quer isso para os seus filhos, não é mesmo? Mas o que isso significa exatamente?

Vamos nos ater apenas à parte do “saudável” (falar sobre felicidade é algo muito subjetivo e individual, ainda mais para se discorrer em poucas linhas).

Inicialmente, pelo menos para mim, essa expectativa estava muito mais relacionada a de que ele não tivesse nenhum tipo de acometimento (especialmente do sistema nervoso – cérebro), pois assim teria possibilidade de se desenvolver plenamente do ponto de vista motor, cognitivo (atenção, memória, inteligência) e social. Um conceito de “saudável” mais relacionado à saúde física, provavelmente muito influenciado por medos e pela minha experiência de mais de 10 anos trabalhando com fisioterapia em neuropediatria.

A questão é que sabemos que “ter potencial” não significa necessariamente que a criança irá conseguir de fato desenvolve-lo plenamente, não é mesmo? E que um “desenvolvimento saudável”  vai muito além de conseguir andar, falar ou interagir com outras pessoas. Podemos falar de fato em “saudável” quando consideramos não apenas aquele indivíduo enquanto criança, mas no impacto que esse “saudável” terá em relação ao adulto que  a criança irá se tornar um dia. Em outras palavras: não basta ser uma criança saudável, que anda, fala e faz as coisas que se espera dela. Quando se pensa em “saudável” deve-se, também, levar em conta o comportamento, vivências e sentimentos que aquele ser terá quando adulto.

E assim, depois que o Pedro nasceu e, mais intensamente conforme fomos construindo o Tempo Mágico,  fui me aprofundando, junto com a Grazi, em outras questões além das que envolvem a saúde física, a partir das quais construímos o que acreditamos serem os quatro pilares que podem favorecer um “desenvolvimento saudável”, dos quais nós, pais, participamos ativamente.

São esses os quatro pilares:

Observação: Ferramenta potente e fundamental para conhecermos nossos filhos enquanto indivíduos (suas habilidades, suas limitações, suas preferências). É a observação que fornecerá a base para os demais pilares;

Respeito: Respeito àquela criança enquanto indivíduo, ao seu corpo (quando for manipula-lo), ao seu tempo de desenvolvimento, às suas características e limitações (se por um acaso existirem). Uma criança que sente-se respeitada desenvolve maior confiança em si mesma para suas capacidades;

Vínculo: Laços fortes e significativos que fornecerão  segurança para que a criança explore suas potencialidades. Sabe que acertando ou errando terá a quem recorrer e será amada independentemente de qualquer coisa. Quando conhecemos nossos filhos (observação) torna-se mais fácil nos conectarmos a eles.

Ambiente favorável: em muitos momentos, as crianças não precisam de nenhum tipo de direcionamento ou uma estimulação “ativa”por parte dos pais, mas apenas ter condições, ou seja, um ambiente favorável, para explorarem todo seu potencial (criativo, curioso, sobre o mundo e sobre seus próprios movimentos) que já tem.

Sob esse novo enfoque, um “desenvolvimento saudável” não significa necessariamente ter todo o potencial, mas como a criança utiliza todo o potencial que tem (independentemente de qual seja, na presença de algum comprometimento) e como isso irá influenciar no seu futuro. Além disso, pensar nesses quatro pilares nos mostra o quanto a participação dos pais (ou adultos de referência) pode ter grande, ou melhor, enorme, interferência nesse processo.

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