Dicas para a criança parar de roer unha (e como fizemos para o Leo parar)

Há alguns meses, percebemos que o Leo passou a roer unha. E quando eu fui parar para analisar quando é que isso tenha começado, vi que tinha sido, mais ou menos, quando ele parou de tomar leite na mamadeira (sim, Leo largou a mamadeira tarde, mas esse não é o foco aqui).

Coincidência ou não, achei que tinha a ver. Afinal, a mamadeira funcionava para o Leo como uma espécie de consolo emocional (quando ele ficava nervoso, irritado ou com sono ele acabava pedindo), o qual ele obtinha através da boca (fase oral ainda) e roer unha tem a ver com isso também.

Mas enfim, feita essa introdução para contar por que eu acho que o Leo começou a roer unha, vou explicar um pouco agora para vocês por que é que esse hábito costuma surgir e dar também algumas dicas para ajudar a acabar com ele.

Roer unha é um dos hábitos mais comuns da infância (junto com chupar o dedo) e pode ser desencadeado pela necessidade de suprir uma falta (como acreditamos ter sido o caso do Leo que abandonou a mamadeira), para se acalmar, para lidar com a ansiedade e o medo (causas bem comuns) ou simplesmente como um ato involuntário, que a criança nem percebe que está fazendo e que costuma acontecer em momentos que ela está desocupada, com o pensamento longe, etc… (como quando está vendo TV, ouvindo uma história, etc…). Quando o hábito de roer unha começa como algo involuntário ele também tende a sumir involuntariamente, sem grandes problemas ou traumas.

Mas afinal, o que se pode fazer para acabar com esse hábito:

Em primeiro lugar, o ideal é descobrir o que está levando a criança a roer unha e aí agir sobre o problema. Mais comumente, as crianças costumam roer unha por ansiedade, medo ou para suprir uma carência, como eu já disse anteriormente. Então, tente identificar o que mudou na vida da criança (nasceu um irmão, houve uma perda?); converse com os professores para ver se eles observaram algo diferente também (houve alguma mudança no seu comportamento na escola?); converse com outras pessoas próximas (babá, avós, tios, etc… Muitas vezes, por mais próximas que sejamos aos nossos filhos, algo pode escapar ao nosso olhar, por isso é importante conversar com outras pessoas que tem um relacionamento próximo com eles).

Uma coisa também muito importante é identificar em que momentos a criança tende a roer unha: quando está ansiosa, quando está com medo, quando está desocupada, quando está vendo TV e aí mostrar para a criança o que ela está fazendo e pedir, delicadamente para ela parar. Vocês podem, inclusive, combinar uma espécie de código entre vocês, que toda vez que a criança estiver roendo a unha, você faz para alertá-la (como tocar no seu braço, por exemplo).

Outra coisa que também ajuda, quando a criança já tem certa idade (a partir de 3 ou 4 anos), é recorrer ao o diálogo e explicar para a criança que aquele hábito não é saudável, pode lhe causar problemas e ela tem que se “policiar” e parar de roer a unha assim que perceber que está fazendo isso.

Também é importante não brigar e nem ameaçar a criança. Como eu comentei anteriormente, muitas vezes, o roer unha é um hábito involuntário, que não é ligado a nada, que surge quando a criança está “desligada”, pensando longe. E aí, algo simples, que tende a sumir com o tempo, pode vir sim a se tornar um problema (porque a criança ser punida por roer unha pode levá-la a desenvolver uma ansiedade que antes não existia).

Outra dica é buscar a orientação de um psicólogo, para ver de que forma agir para ajudar a criança. Isso costuma ajudar muito quando a causa do hábito é vinculada a problemas que a criança esteja passando e que você não sabe como lidar.

E por fim, vou dar a dica que funcionou, de forma bem rápida e prática, com o Leo.

Eu já tinha conversado com a minha sogra sobre o hábito do Leo de roer unha. Disse para ela que estava observando, que não tinha achado nada muito sério na situação, então estava esperando que assim como hábito começou ele também fosse embora (claro que já tinha falado com ele e explicado que fazia mal e também estava alertando-o toda vez que o pegava roendo unha, mas de forma delicada, sem brigar).

E foi aí que a minha sogra teve a ideia de fazer algo diferente. Numa bela tarde, quando o Leo foi passar umas horas na casa dela, ela conversou com o Leo e explicou que esse hábito não era legal, fazia mal, levava bichinhos ruins para dentro do corpo dele e que esses bichinhos poderiam causar doenças e, para concluir, falou que os dedos costumam ficar horríveis quando a unha é roída por muito tempo.

E aí, claro, ela recorreu ao Google e mostrou para o Leo fotos medonhas, de dedos que acabaram se deformando de tanto que a pessoa roeu a unha (mais ou menos como a gente faz quando mostra foto de dente podre para a criança escovar os dentes. kkkk!).

Politicamente correta ou não, psicologicamente indicada ou não, só sei que a estratégia deu certo e o Leo nunca mais roeu as unhas. A partir desse dia, ele deixou crescer e nunca mais roeu mesmo!

De noite, após a conversa ele veio me contar o que a avó tinha dito e falou que que não queria que o dedo dele ficasse igual, então ele ia tomar mais cuidado e não ia mais roer unha quando desse vontade. E assim ele fez: nunca mais roeu as suas unhas.

Bom, como eu disse, não sei se essa é a tática ideal, só sei que por aqui funcionou.

E outra dica que eu também não sei se é a mais indicada, mas me deram então compartilho com vocês, é a de “pintar” a unha da criança com uma base que a deixa com gosto ruim. Assim, quando a criança involuntariamente coloca o dedo na boca, para roer a unha, ela acaba se tocando do ato e o tira imediatamente (não sei de que marcas tem essa base, pois não procurei, mas se você pesquisar no Google imagino que vá encontrar. Só certifique-se de que ela seja não tóxica. ok?).

Enfim, aqui, para vocês, algumas dicas do que é o ideal para ajudar a criança a deixar de roer unhas e outras duas opções não tão “legais”, mas que também funcionam. Espero, com isso, ajudá-la a combater o problema

E sempre, claro, no caso de dúvidas, converse com o pediatra do seu filho.

 

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