Molusco Contagioso (Leo teve) – O que é, sintomas, tratamento

Há algumas semanas, em uma viagem para a praia, resolvemos tomar um banho de mar. Na hora em que entramos no mar, o Leo começou a chorar de dor. Reparei uma mancha no braço dele, perto da axila, bem vermelha. Na hora pensamos que fosse uma queimadura de água viva ou alguma coisa assim. Voltamos para São Paulo e começou a piorar, com mais bolinhas vermelhas, muita coceira e muito incômodo. Levei o Leo no pediatra dele, que o examinou e disse que ele estava com molusco contagioso, uma infecção transmitida por vírus e que causa essas pequenas bolhas na pele (algumas delas, inclusive, o Leo já havia arrancado quando coçou).

O pediatra recomendou que eu passasse bastante hidratante para melhorar. Segui a recomendação e passei só o hidratante. Mas logo tivemos outra viagem, com direito a sol e piscina, e foi aí que a pele do Leo começou a piorar ainda mais.

Em uma nova consulta, o pediatra do Leo recomendou que eu procurasse um dermatologista para avaliar melhor o caso, e eu fui. Já no consultório, a dermatologista confirmou que ele estava realmente com molusco contagioso e me disse que essa infecção se curaria sozinha com a hidratação da pele. O problema maior estava na dermatite atópica do Leo, mas esse assunto eu vou abordar só no próximo post (aguardem que logo chega).

Por enquanto, vou explicar um pouco para vocês o que é esse tal de molusco contagioso…

O que é o molusco contagioso

É uma infecção viral que atinge exclusivamente a pele e, em casos mais isolados, as mucosas. Ela se manifesta na forma de pápulas (ver imagem) com um orifício central, e são geralmente indolores. Costumam aparecer nos membros, tronco e área genital (Leo foi braço e barriga).

Quem está mais propenso a ter

Mais comum de ocorrer em pessoas já com o sistema imunológico propício, e muitas vezes enfraquecido, como no caso de soropositivos, e em crianças, especialmente as que têm a pele seca, e alérgicas, como na dermatite atópica (também caso do Leo).

Forma de transmissão

Sua transmissão se dá pelo contato individual e mais raramente pelo contato indireto (como compartilhar toalhas, roupas, brinquedos, etc.). Em adultos, na área genital, geralmente se dá por transmissão sexual.

Tratamento

Existem alguns tratamentos disponíveis, que irão depender da gravidade da infecção. Como a infecção costuma desaparecer em questão de meses, alguns médicos optam por não fazer nenhum tratamento. Porém, se o paciente quiser, pode fazer pequenas cirurgias para a remoção, como curetagem (raspagem da pele), tratamento com nitrogênio líquido ou com laser (estamos avaliando a possibilidade de curetagem. Sexta vamos ter retorno com a dermatologista para ver o que faremos). O tratamento geralmente é fácil e rápido, mas pode causar irritação, dor e deixar cicatriz na região.

Veja também: problemas de pele comuns em bebês.

Prevenção

Apesar do vírus do molusco contagioso ser altamente transmissível, grande parte das pessoas é resistente e não está suscetível a desenvolvê-lo. Mas existem alguns cuidados para ajudar na prevenção:

  • Não compartilhar itens pessoais;
  • Lavar sempre as mãos;
  • Evitar tocar/coçar as partes infectadas pois pode ser que o vírus se espalhe ainda mais;
  • Evitar relações sexuais quando infectado nas áreas genitais, em adultos;
  • Evitar esportes de contato, caso esteja infectado;

Fontes: SBD – Sociedade Brasileira de Dermatologia e Minuto Saudável.

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