7 coisas da maternidade que nos piram

7 coisas da maternidade que nos piram


30 de junho de 2015

Ser mãe não é fácil. É um desafio diário e eterno. Mas tem horas que parece que a coisa fica mais complicada ainda, que o universo está nos desafiando e que a gente jura que não vai dar conta. Nessas horas, a gente pira, surta, tem vontade de pedir para o mundo parar para a gente descer. Essa não é uma verdade bonita de ser dia, mas como acabei de dizer, é verdade.

Assim, fiz uma listinha das 7 coisas da maternidade que nos piram. É claro que essa lista podia ser bem maior, mas considerando o tanto de reclamações que tenho ouvido sobre isso, achei que essas mereciam estar nas top 7.

7 coisas sobre a maternidade que nos piram
Photo Credit: Lauren Odell Usher Sharpton via Compfight cc

Todo mundo tem uma opinião a dar sobre seu parto. “Sim, agora está na moda questionar e criticar a forma que as crianças vem ao mundo. Independente de ser parto normal, natural, humanizado, cesárea, em casa, na rua ou numa casinha de sapê sempre vai ter alguém para dizer que assim não foi legal, deveria ter sido diferente, diferente teria sido melhor e mais seguro, de outra forma, você seria mais mãe. E quem não está a fim desse papo, na boa, pira e pira feio com tanta encheção de saco.

Todo mundo tem um pitaco a dar e sabe ser mãe melhor que você. ” Você não devia dar tanto colo, não devia dar mamadeira, não devia amamentar por tanto tempo, devia deixar chorar, devia colocar no berço logo, não devia dormir na sua cama…” e por aí vai. Quem quer opinião e conselho pede. Aqueles que chegam sem serem solicitados são totalmente desnecessários, ok?

Você tem que ser boa mãe, mas também tem que cuidar do marido e estar com tudo em cima. Não basta cuidar bem dos filhos, tem que cuidar bem do corpo, da mente e do marido. Sim, a sociedade nos cobra isso. Cobra que o corpo volte logo à forma de antes, que a gente não esqueça do marido, que dê conta da casa, das crianças e do trabalho e por aí afora. Ufa! Cansa só de pensar, e a gente pira com tanta pressão.

Não basta ser uma boa mãe, tem que parecer uma boa mãe. É isso mesmo, não basta você ser uma mãe bacana, responsável, carinhosa e dedicada da porta para dentro, tem que demonstrar isso em público, 100% do tempo, e não deixar a capa de super mãe se enrolar ou cair. E se falhar, Deus nos proteja! Se escorregar nem que seja um pouquinho na frente de alguém a sentença vai cair sobre sua cabeça. Cuidado!

Você tem que lidar com a privação de sono. E de refeições quentes, de vida social, de conversas ao telefone, etc… Chegou o bebê por uma porta, parece que o controle da sua vida saiu por outra. Nos primeiros meses, principalmente, não se tem uma noite inteira de sono, não se consegue comer uma refeição quente e com calma, não se tem tempo para ir ao banheiro e vida social vira sonho de outra vida. Claro que quando a gente resolve ter um filho sabe que isso vai acontecer, mas experimentar na prática é bem diferente. Tem horas que cansativo, é desgastante, é enlouquecedor. A verdade é essa.

Não ter certeza e controle das coisas é apavorante. O filho ficou doente e você não sabe quando vai melhorar (eu vivendo isso agora). A criança passou a acordar 6 vezes por noite e você não tem ideia por que (eu vivendo isso há algumas semanas). Ele parou de comer e você nem imagina o motivo (eu vivendo isso a cada poucos dias). Essas e outras 10 milhões de dúvidas e incertezas invadirão a sua cabeça dia a pós dia, o controle que antes fazia parte da sua vida limpinha e organizada foi embora, e agora, você se sente sozinha, perdida e cheia de perguntas sem ninguém que possa responder com certeza (nem o pediatra). É de pirar ou não?

Educar é um desafio. Superar a fase das birras é uma provação. Uma vez eu ouvi: “se você reclama da fase das cólicas, espere chega a fase em que tem que educar uma criança”. E olha, vou dizer uma coisa, quem me disse isso não estava errado. Educar é um desafio. E que desafio. A gente nunca sabe se está fazendo de mais ou de menos, se está cobrando de mais ou de menos, se deve seguir no caminho certo ou pegar um desvio, se escuta o conselho ou ouve o coração.

Ninguém disse que seria fácil. Mas tem horas que a gente se pergunta: por que não avisaram que seria tão difícil!