Dicas para as mães de recém nascidos

7 Dicas de sobrevivência para os primeiros dias pós maternidade


15 de julho de 2013
Todo mundo diz que os primeiros 30 dias de um bebê em casa costumam ser bem difíceis. Nós, mães, ainda estamos acostumando com o novo serzinho, dormimos muito pouco ou quase nada e vivemos uma rotina estafante 24 horas por dia, sete dias por semana. Tudo isso a gente ouve por aí, de amigas e familiares, mas é somente quando a experiência bate à porta que sentimos a verdadeira intensidade dela. E aí, minha gente, é de pirar!
Para completar, muitas de nós ainda tem o tal do Baby Blues, que eu já abordei um pouco em outro post, e aí a coisa fica mais complicada ainda.
Bom, já tendo vivido tudo isso na prática, incluindo o Baby Blues, aprendi que algumas coisinhas podem nos ajudar bastante a passar essa fase mais delicada e sensível e nos dar forças para seguir adiante, por mais que a gente pareça um zumbi ambulante.
Abaixo algumas dicas bem simples, básicas e até óbvias, mas que parece que a gente tem que ouvir de alguém para conseguir colocar em prática. Espero que sejam úteis para vocês também.
1. Aceite ajuda. Item importantíssimo! Logo que o bebê chega, nós queremos dar uma de super mães e fazer tudo sozinhas. Não queremos ajuda de irmã, mãe, amiga e muito menos sogra. Só que essa ajuda é valiosíssima e vai fazer muita diferença no seu dia. Assim que chegamos em casa, fomos dar o primeiro banho no Léo acreditando que estávamos preparadíssimos para isso, afinal, já tínhamos dado um banho nele na maternidade e correu tudo bem. Deus do céu! Foi um caos! Não conseguíamos deixar a água na temperatura ideal, não sabíamos como segurar o bebê, esquecemos os itens do banho no quarto e por aí foi. E e o Léo aos berros, é claro! No dia seguinte, não tive dúvidas, liguei para a minha sogra e pedi se ela podia vir aqui dar o banho no Léo. Ela veio, nesse dia e nos próximos dois ou três. Foi ótimo, porque no final do dia, quando já estávamos exaustos, tínhamos com quem contar para nos ajudar nessa tarefa tão delicada quando não se tem experiência. Ah, e a ajuda que recebi no início foi muito além disso. Minha mãe, que mora no RS, mudou-se para a minha casa e aqui ficou por um mês. Ela me ajudou cuidando do Léo e cuidando de mim. Me fazendo companhia, cuidando do que eu comia e tudo mais que eu precisei (menos o banho do Léo, que ela também não sentia segurança para dar). Enfim, ajuda é sempre bem vinda. Se alguém estiver disposto de a fazer isso de coração, aceite! Será muito bom para você ter uns segundinhos para respirar.
2. Descanse sempre que puder. Sempre ouvi aquela máxima: quando o bebê dormir, durma você também. Mas quem disse que eu conseguia? O Léo dormia e eu ficava do lado, grudada, sentindo que não conseguia me afastar dele nem por um segundo. Maior bobagem que eu fiz! Quando ele dormia eu devia mais era tê-lo colocado no seu bercinho e ter vindo para o meu quarto tirar uma boa de uma soneca (ainda mais que a minha mãe estava aqui, cuidando da casa para mim). Agora, para o próximo baby eu já sei. Na hora de descansar, ele vai para o quartinho dele e eu para o meu. Nada de ruim ou de errado vai acontecer por nossos pequenos ficarem algumas horinhas sozinhos (com alguém em casa, é claro!) e nós acordaremos bem mais disposta para seguir o turno. Com certeza!
3. Converse sobre o que você está sentindo e suas dificuldades. Isso me ajudou muito. Várias vezes liguei para algumas amigas para conversar, desabafar, tirar dúvidas e chorar. Eu ficava horas no telefone e toda vez que uma amiga dizia “Shirley, é assim mesmo, nos primeiros 30 dias eu chorei diariamente e me senti péssima em vários momentos” eu me sentia um pouco melhor, pois percebia que não era a única e não estava sozinha. Converse com alguém em quem você confia, que já teve filhos e que tenha sensibilidade suficiente para apoiá-la e não criticá-la (porque, vamos ser sinceras, nem todo mundo tem desconfiômetro nesse mundo). Afirmo que isso será de um valor imenso e que irá ajudá-la nos momentos mais difíceis.
4. Participe de grupos de discussão. Quando o Léo era muito pequenino, com dias de vida, eu entrei em um grupo de discussão no Facebook. Na verdade, entrei em dois. Em um que abordava assuntos da maternidade em geral e em outro que dava apoio a mães que estavam tendo dificuldade na amamentação. O primeiro, o de troca de experiências sobre o dia a dia de ser mãe, foi ótimo. Lá eu encontrava pessoas para conversar, via que outras viviam os mesmos dilemas que eu, não me sentia tão sozinha e isolada do mundo, dentre várias outras coisas. Já o sobre amamentação, que deveria ter um efeito positivo sobre mim, teve justamente o efeito inverso. Como muitas participantes eram super radicais, eu acabei me sentindo culpada em vez de apoiada na minha dificuldade de amamentar e aí optei por abandonar o grupo. Ou seja, aqui a dica é: procure um grupo de discussão no qual você se sinta bem, o qual traga apoio e respostas às suas dúvidas e não o contrário. Tem uma infinidade de grupos na internet e, com certeza, em um deles você irá se sentir bem.
5. Dê-se de presente alguns minutos do seu dia. Eu me dava, todo santo dia, desde o dia que chegamos em casa, 15 minutos de paz, descanso e relaxamento. Era a hora do meu banho. No fim do dia, depois de alimentar, banhar e colocar o Léo para dormir, eu fugia do mundo tomando um bom, longo e quente banho. Gente do céu! Era incrível o poder que esse banho tinha sobre mim. Eu sentia que boa parte das minhas forças eram recuperadas depois desses poucos minutos em silêncio e fazendo algo que me dava prazer. Consegui fazer isso muito bem enquanto minha mãe esteve aqui e, depois, levava a babá eletrônica para o banheiro para não correr o risco do Léo acordar e eu não ouvir (meu marido chegava tarde do trabalho e ficávamos só eu e o Léo). Bom, aqui, o que importa é você tirar alguns minutos para fazer algo que VOCÊ goste, que te de prazer e ajude a relaxar. Se for tomar uma xícara de chá, tirar um cochilo, ver um pouco te TV, faça isso. O importante é você sentir que deu alguns minutos para você e fazendo algo que te faz bem. Digo e repito: tem um efeito incrível!
6. Saia para caminhar. Sim, saia para caminhar. Pegue sol, veja pessoas, faça alguma coisa na rua, nem que seja ir ao banco ou à farmácia. Como fez muito frio assim que o Léo nasceu, eu só me senti segura para levá-lo para a rua quando ele já estava com um mês. Mas aí, todo santo dia eu saia para uma caminhada diária com ele, por alguns minutos. No início, não saia do prédio, depois, não saia da quadra mas, como o tempo, fui sentindo segurança para andar pelas ruas próximas. E era uma delícia. Alguns poucos minutos respirando um pouco de ar (mesmo o poluído de São Paulo), vendo a luz do sol e sentindo o calor na pele já me dava energia para continuar na labuta. Também, super indico! Até hoje, todo dia, tento sair e dar uma voltinha com o Léo pela rua. Eu e ele amamos! É uma delícia e, quando ele crescer, tenho certeza que sentirei muita falta de momentos como esse.
 
7. Alimente-se bem e tome muito líquido, de preferência água. Uma bela noite, quando ainda estávamos na fase mais difícil da maternidade, os primeiros dias, eu comecei a me sentir mal. Era uma queimação no corpo, uma sensação estranha, algo que eu não conseguia nem explicar. Fiquei intrigada com aquilo e comecei a pensar o que poderia ser. Num dado momento, percebi que tinha corrido tanto durante o dia que não tinha tomado água. Na verdade, aquele mal estar era desidratação. A gente pensa e cuida tanto do bebê que esquecemos totalmente de cuidar da gente. Aqui, a dica é aquela mesma do avião: antes de salvar quem está ao seu lado, você tem que salvar a você mesmo, se não, nenhum dos dois sobrevive. Pesado? Forte? Sim! Mas super verdade isso. Se a gente não se alimentar direito e não tomar líquido, ainda mais quando se está amamentando, o negócio degringola. E feio! Coma alimentos saudáveis, faça refeições equilibradas, tente comer a cada três horas (sei que isso é difícil! eu sei!) e tome muito, muito, muito líquido. Você tem que estar bem fisicamente para alimentar seu filho e dar conta de cuidar de um bebê, coisa que exige muito empenho e dedicação.Bom, agora, você, amiga leitora gestante, imprima isso e cole na porta da geladeira. Porque depois, o bebê irá chegar, você irá correr feito participante de maratona e não vai mais nem lembrar das dicas desse post. :-)