A experiência de montar a primeira árvore de Natal com o filhote

A experiência de montar a primeira árvore de Natal com o filhote


5 de dezembro de 2013

Final de ano, Natal, festas! Época linda! E quando se tem filhos ela se torna ainda mais mágica. Nessa fase do ano, uma coisa que muitos pais esperam é pelo momento de montar a primeira árvore de Natal na companhia do filhote. Essa é uma experiência esperada com ansiedade, pois imaginamos os olhinhos brilhantes deles admirando aquela imensidão verde, a curiosidade e empolgação ajudando a colocar os enfeites e o encantamento surpreendendo-se com todas aquelas luzinhas piscando em perfeita sintonia.

Claro que aqui em casa não foi diferente e caíamos nesse conto lindo e edílico da primeira árvore de Natal do Léo. Meu marido então, mais empolgado e menos ciente da realidade, vinha planejando esse momento há semanas e, quando chegou o grande dia, acordou cedo, pegou as caixas de enfeites dos anos anteriores e posicionou estrategicamente a nossa câmera para registrar todos os detalhes da montagem. O antes, o durante e o depois.

Eu, já tendo ouvido o relato de outras amigas mães , fui para essa aventura um pouco mais cética, mas também com aquela pontinha de entusiasmo que só temos nas nossas primeiras vezes.

Bom, o que aconteceu por aqui foi…

Enquanto eu montava a árvore (a nossa é uma que quase monta sozinha. Amo!), o maridão colocava a câmera a postos, num tripé, e encontrava o melhor ângulo para as fotos. Segundos depois, enquanto eu tirava os enfeites das caixas, o Léo reorganizava a posição da câmera, pois devia achar que da forma que estava não estava bacana. E assim passaram-se alguns minutos, com pai colocando a câmera de um jeito e o Léo mudando para outro. Ad Infinitum.

Na sequência, peguei os enfeites Natalinos e começamos a pendurá-los na árvore. Tudo parecia bem, até que surgiram as primeiras bolinhas. Deus! Nesse momento, O Léo pareceu aquele bichinho da Era do Gelo, que sonhou que morria e ia para o paraíso e o paraíso dele era um lugar cheio, repleto, lotado de nozes, coisa que ele amava (vcs lembram disso? Esqueci o nome do bichinho). Léo teve a mesma reação. Quando viu aquele tanto de bolas, primeiro o Léo ficou imóvel, só admirando, boquiaberto, depois foi atingido por uma onda de empolgação e se jogou sobre elas. Em questão de minutos, todas as bolas que havíamos conseguido colocar na árvore já tinham sido tiradas de lá e duas estavam espatifadas no chão, com o Léo, claro, sapateando sobre elas (Dica: se o seu antigo modelo de bolas de Natal for daquele que quebra, como as minhas, abandone. Eu quis economizar e não comprar novas e não deu certo.).

Nesse ponto, resolvi que não ia ter jeito, o Léo teria que entender que não podia fazer aquele estrago na árvore e, para isso, eu teria que fazer algo radical: tirar a árvore de dentro de casa e falar que o Papai Noel tinha levado embora porque o Léo não sabia cuidar dela. E lá fui eu, catar a árvore, arrastar até a saída e colocá-la do lado de fora, sob fortes protestos do Léo e mais algumas bolas quebradas, aí por culpa minha. (e é claro que segundos depois a vizinha chegou e não deve ter entendido absolumente nada. Afinal, o que fazia uma árvore de Natal semi montada do lado de fora da nossa casa?).

Quando voltei para dentro de casa, O Léo estava tão indignado com o que eu havia feito que resolveu protestar e subiu em cima da mesa de jantar (Deus! Era para ter acalmado o bicho e não criado uma fera). O jeito foi sentar com ele no colo, explicar que os enfeites não deviam ser tirados da árvore e que se ele prometesse se comportar melhor a mamãe ligaria para o Papai Noel e pediria para ele devolver a árvore.

Ele não respondeu coisa alguma, mas resolvi que árvore voltaria, afinal, a vizinha não deve ter gostado nada dela no hall do nosso andar.

Assim, o “Papai Noel” tocou a campainha, devolveu a nossa “linda” árvore e voltamos a enfeitá-la. Claro, sem as bolinhas, pois vê-las e não poder arremessá-las no chão seria privação demais para o Léo e ele não se controlaria, então ela ficou só com uns 30% dos enfeites e todos que não tem risco de quebrar.

Moral da história: agora a árvore está lá e o Léo não bota a mão nos enfeites. Olha de longe e nem bola dá. O que funcionu aqui foi deixar a árvore livre da grande paixão do meu pequeno, que são bolas. E, no fim, faz sentido. Ele ama bolas, adora brincar com elas, tem várias ali, ao alcance da sua mão, como é que ele vai entender que não pode usá-las para brincar se elas sempre foram usadas para esse fim? É a mesma coisa que a gente ter um potão de Hagen Dazs em casa e alguém nos falar que é só para enfeite, não pode comer. Não faz sentido, né?

No fim, “entramos numa negociação”. Nossa árvore está BEEEEM sem graça, mas pelo menos ela está lá. O que ainda pretendo, aos poucos, é ir colocando umas bolinhas que não quebram, pois aí, se o Léo resolver atacar, não teremos nenhum acidente.

E com vocês? Como foi a montagem da árvore de Natal? Também essa loucura aqui de casa ou bem mais tranquilo? Estou curiosa para saber.

leo pego no flagra montagem
Mamys, juro que depois eu dei uma melhorada na árvore e ela não ficou tão horrorosa quanto aparece na foto. kkkk! Mas segue sem bolas. :-)

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O meu primeiro Natal com meu filho

Ideias e inspirações para alegrar o Natal