A primeira internação a gente nunca esquece

A primeira internação a gente nunca esquece


14 de Maio de 2014

Captura de Tela 2014-05-12 às 23.39.44Madrugada de segunda para terça da semana passada. Leo chorou às 5h30min da manhã e eu fui até o quarto dele. Enquanto tentava acalmá-lo, percebi a respiração curta e o chiado no peito. Depois de alguns minutos ninando-o sem sucesso, tive certeza que era hora de buscar ajuda. A gente precisava ver um médico.

Peguei uma muda de roupa, uma mamadeira e uma banana. Saí de casa crente que, até o meio dia, já estaríamos de volta. O médico do pronto socorro iria examiná-lo, fazer alguns procedimentos simples para aliviar a sua respiração, passar uma medicação básica, pedir que eu o levasse ao pediatra dentro de alguns dias, para ele analisar melhor o caso, e iria nos liberar dentro de poucas horas. Mas não foi o que aconteceu.

No pronto socorro, fizeram todos os procedimentos indicados e, por mais que o Leo tivesse melhorado, não tinha recuperado 100% da sua respiração. Foram feitas diversas sessões de “pufs”, duas nebulizações e uma fisioterapia respiratória. Também colheram sangue para descartar a suspeita de Influenza (graças a Deus realmente descartada) e raio X para ver como estava o seu pulmão (também sem nenhuma indicação de algo mais sério). Mas o meu pequeno seguia um pouco debilitado e teríamos que passar a noite lá, internados no hospital, sob observação, até ele se recuperar totalmente e poder sim vir para casa com segurança.

Quando saí de casa, não havia me preparado para isso, pois pensei que voltaria dentro de cinco horas, no máximo. Assim, não tinha roupas limpas para ele (e muito menos para mim), o leite que havia levado tinha acabado (havia levado uma única mamadeira, a louca insana!) e a única outra coisa comestível que tinha comigo o Leo se negava a comer.

Por sorte, pude contar com o help da sogra, que à tarde foi até o hospital para ficar com o Leo enquanto eu vinha para casa para pegar as coisas para passar a noite e, por sorte, meu marido voou (literalmente) do Rio para cá (ele está trabalhando num projeto lá) para também dormir com a gente no hospital.

No fim, a história toda não foi um grande problema, pois o caso do Leo não era sério (virose e asma) e ele estava sendo muito bem atendido, mas esse episódio me fez pensar em algumas coisas:

1. A gente nunca deve sair para ir ao pronto socorro despreparada. Por mais que a gente tenha certeza que é algo simples e que vamos voltar em poucas horas, é melhor já levar um estoque mínimo de itens de primeira necessidade: leite, mamadeira, lanches que a criança gosta, roupas, brinquedos e fraldas. Vai que… como foi meu caso.

2. Feliz de mim que tinha um hospital decente para levar o Leo. Na hora que o filho adoece, a gente só quer é vê-lo em segurança e atendido por profissionais competentes e em quem podemos confiar.

3. Feliz de nós que estávamos lá por um motivo simples e facilmente tratável. Pois, por mais bonito e arrumadinho que seja, um hospital é sempre um hospital e crianças não foram feitas para permanecer lá por muito tempo.

Assim que voltei para casa, agradeci imensamente o fato dele não ter tido nada sério e o privilégio de ter podido recorrer a um local de confiança e de ter recebido o diagnóstico adequado para o problema do Leo. Agora, é dar andamento ao tratamento e fazer todo o possível para amenizar o desconforto do meu pequeno até o fim desse outono/inverno, período em que doenças respiratórias como a asma costumam causar os maiores estragos.

E força na peruca! Porque ser mãe é acostumar-se com as novidades (nem sempre boas) e superar os desafios que se encontra pelo caminho.

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