Aprendemos que tudo passa

Aprendemos que tudo passa


6 de Maio de 2015

Um dos maiores aprendizados que a experiência com o primeiro filho nos deixa é que tudo passa. Passa o que é ruim. Mas passa o que é bom também.

Aprendemos que a fase que eles querem colo o tempo todo passa. E que vamos sentir falta disso. Daquele corpo quentinho sobre o nosso, daquela carinha de quem vive em paz, daquela respiração calma e tranquila. Aprendemos que passam as cólicas, se não com três meses, um pouco depois. Mas que passam, passam. E dessas a gente não sentirá saudades.

tudo passa
Photo Credit: Crazybananas via Compfight cc

Aprendemos que passam as noites mal dormidas. Talvez depois de alguns meses, talvez depois de vários anos. Mas elas também vão embora. E quem sabe, um dia, até disso a gente sentirá uma pontinha de saudade. Afinal, era muito mais seguro quando eles nos deixavam acordadas, mas estavam por aqui.

Aprendemos que a fase dos aprendizados e descobertas diários ficará para trás, e essa também nos deixará cheias de saudades, afinal é tão gostoso e tão bacana ver aquele olhar curioso e, depois, o sorriso de satisfação por ter conseguido superar mais um desafio.

Aprendemos que passa a dor de barriga, a dor dos primeiros dentinhos, as doenças que eles pegam na escola, as noites com resfriado, os tombos e machucados. Aprendemos que passa a fase em que a única coisa que eles sabem falar é “dadá”, o único nome que sabem chamar é “mamãe” e o único colo que querem é o nosso.

Tudo, tudo, tudo, absolutamente tudo passa. Passa o que é difícil, mas passa também o que é bom e deixará saudades. Só que a gente só aprende isso depois que passa pela experiência do primeiro filho e, até lá, achamos que todas as dificuldades serão para sempre e não damos o devido valor e importância às pequenas coisas que vivemos no dia a dia.

E assim, o grande aprendizado que se tira de saber que tudo passa é que não precisamos sofrer tanto por aquilo que está difícil e que não devemos deixar de aproveitar, ao máximo, tudo aquilo que há de bom.

E aqui, vale mais do que nunca aquela máxima: não há mal que sempre dure e não há bem que nunca acaba.

O dia que conseguirmos entender isso de verdade, a maternidade será bem mais tranquila e prazerosa.