Como tirei a chupeta do Caê | Macetes de Mãe

Como tirei a chupeta do Caê


12 de janeiro de 2018

Na nossa viagem de final de ano eu acabei tirando a chupeta do Caê. E, apesar de eu sempre achar que tirar a chupeta dele seria um processo bem traumático, na verdade foi bem tranquilo.

E por que eu acho que as coisas correram tranquilamente sem grandes traumas e escândalos? Porque fiz uma coisa que eu já havia feito com o Leo e que deu super certo: aproveitei uma “deixa” para dar fim nesse objeto ao qual os meus pequenos eram tão apegados.

E é claro que, além da tal “deixa” que aproveitei, também tiveram outros detalhes que eu acho que ajudaram o Caê a larger a chupeta sem dar muito trabalho e no post de hoje vou compartilhá-los com vocês.

Photo Credit: Maria Eklind Flickr via Compfight cc

Bom, vou começar contando a história de como tudo aconteceu.

Já tinha um tempinho que o Caê estava destruindo as suas chupetas. Mordendo com os dentes até arrebentá-las. Então, quando fomos viajar, acabou que eu só tinha uma chupeta em casa. E lá fomos nós com essa única.

Nós fomos para Maceió, na casa do meu irmão, e de lá fomos passar o Natal na fazenda nele. Só que eu nem me toquei que estava indo com uma chupeta só. E o que aconteceu lá? Caê perdeu a chupeta. A única que a gente tinha. Só que foi por pouco tempo, só por alguns minutos, e ele a encontrou novamente na boca do cachorro da fazenda (ahahaha! hilário).

Na hora, Caê ficou todo feliz e tirou a chupeta do cachorro fazendo menção em colocá-la na boca. Mas uma funcionária da casa, que estava perto, segurou-o a tempo (ufa) e me entregou a chupeta, contando o que havia acontecido.

Na hora, me bateu aquele pânico: Jesus! E agora? Só tenho essa chupeta! Onde vou achar outra? Dá para ir para a cidade comprar?

Mas, minha cunhada estava por perto, e surgiu com a ideia:  E se você aproveitar essa oportunidade e tirar a chupeta do Caê?

Achei que sugestão fazia sentido, mas pensei também que ela só iria funcionar mesmo se a gente incrementasse um pouco a história.

E foi então que eu decidi fazer sumir mesmo a chupeta encontrada no boca do cachorro e falei para o Caê que o cachorrinho era, na verdade, um ajudando do Papai Noel e que ele tinha pego a chupeta do Caê para levá-la para outra criança, já que o Caê agora era grande e não precisava mais dela.

E assim que eu disse isso (para o Leo eu contei a mesma história que ela sumiu porque foi para outra criança que precisava dela já que o Leo não precisava mais), saí fazendo a maior festa, celebrando e contando para todo mundo que agora o Caê era menino, não usava mais chupeta, estava grande, e por aí foi.

Mas a gente fez uma festa mesmo! Com direito até a um bolo improvisado (com brigadeiro e bolacha maizena), família cantando parabéns e criança cheia de orgulho.

A festinha que fizemos. Bolo de bolacha maizena e brigadeiro e decoração com os brinquedos que tínhamos por lá.Caê ficou tão, mas tão feliz por agora ser “menino”, por ter “crescido”, por “não ser mais bebê” que encarou na boa o fato de ficar sem chupeta nas horas seguintes (até porque, a gente sempre o lembrava de que agora era um menino e o parabenizava).

Mas aí me bateu o medo de como seria na hora de dormir. Como ele iria pegar no sono sem a tal chupeta. E aí me lembrei que sempre que o Caê estava muuuuito cansado ele pegava no sono sem chupeta mesmo. Então estava resolvido. Nos próximos dias ele iria para a cama mais tarde, bem cansado, para mamar e pegar no sono diretamente, sem o alento da chupeta.

E outra coisa que também me ocorreu na hora de eu tirar a chupeta e que me fez decider que sim, aquela era a hora de tirar mesmo, foi o fato de estarmos em férias, fora da rotina, e o quanto isso poderia nos ajudar.

Eu explico: eu tenho uma rotina bem organizadinha com o Caê quando estamos em São Paulo e ele tem aula. E nessa rotina a chupeta entra. Ou seja, quando a rotina se repete, automaticamente ele lembra da chupeta. Fora da rotina, a lembrança automática da chupeta iria desaparecer, ou minimizar, e isso, com certeza, nos ajudaria no processo de tirar a chupeta. O que eu acho que aconteceu mesmo!

Então, em resumo, que dicas tirei desse episódio e que gostaria de compartilhar com vocês:

Vale sempre a pena aproveitar uma deixa para tentar tirar a chupeta. Leo perdeu a chupeta (só tinha uma) e eu aproveitei essa deixa para contar a história de que ela foi embora para “cuidar” de outra criança porque ele não precisava mais. Cachorro pegou a chupeta do Caê e eu falei que ele era assistente do Papai Noel e que, também, ia levar a chupeta para outra criança que precisasse dela porque Caê não precisava mais.

O ideal é só ter uma chupeta mesmo quando fizer isso. Assim, a criança saberá que não tem outras às quais ela poderá recorrer. Então, deixe as chupetas da casa irem acabando e não compre outras.

Se você decidir tirar a chupeta, tire e não volte atrás. Se você tiver uma “recaída” e liberar a chupeta de novo, da próxima vez que tentar tirar será mais difícil, pois a criança terá certeza que se pedir muito, insistir demais, ela terá a chupeta de volta (se isso já aconteceu uma vez, ela não economizará forças para tentar dobrar você).

Faça a criança se sentir especial nessa “entrega” da chupeta. Ou seja, ela não tem que sentir que perdeu algo. Ela tem que sentir que ganhou: é uma criança grande agora, que não precisa mais daquele objeto, etc… Se puder recorrer a recursos extras para tornar o momento ainda mais especial, como fazer uma festinha (beeeem simplesinha mesmo, nada demais, com o que tem em casa), cantar parabens, melhor ainda. Se não, apenas conte para as pessoas próximas o feito do dia e o quanto isso foi legal, como você está orgulhosa do seu filho e coisas assim.

Se puder, utilize recursos que confirmem a sua história. Como eu falei que o tal cachorro que pegou a chupeta era um assistente do Papai Noel, eu precisei depois “provar” isso para o Caê. E foi então que eu pequisei na internet fotos de um cachorro igual ao que pegou a chupeta, mas vestidinho de Noel. Caê adorou quando viu!

O assistente do Papai Noel que levou a pepê do Caê

 

Enfim, tirar a chupeta não precisa ser algo traumático. Esse episódio pode ser algo divertido e lúdico.

E outra coisa que você deve observar: VOCÊ está pronta para tirar a chupeta e para encarar os efeitos que isso pode causar? Digo isso porque a chupeta é um alento para a criança (e para os pais em muitos momentos), então, ao tirá-la, você tem que estar ciente que talvez terá um trabalhinho pela frente, em conseguir acalmar seu filho em momentos de stress que ele utilizava a chupeta para se acalmar sozinho. Enfim, só algo para refletir. Pois isso fará a diferença na sua postura na hora de tirar a chupeta.

E agora respondo algumas dúvidas que eu imagino que vocês possam ter: E como ficou o Caê sem a chupeta? Como foram os primeiros dias? E como foi depois?

A verdade é que, impressionantemente, o Caê ficou muito bem sem a chupeta. No dia seguinte, ele pediu durante o dia, algumas vezes, mas a gente lembrou toda a história do dia anterior e aí ele logo esqueceu o pedido. Para dormir, ele não pediu nenhuma vez, acho que justamente porque eu o colocava para dormir bem cansado. E agora, mais de duas semanas depois, ele nem toca no assunto da chupeta, não faz nenhuma referência a ela. E mesmo vendo amiguinhos com a chupeta, ele não teve “recaídas”, não teve nenhum episódio dele pedi-la com mais vontade ou fazer algum escândalo.

Enfim, espero que a minha experiência e as dicas que eu tirei de tudo isso possam ajudá-las também. Boa sorte por aí!!! Por aqui tudo rolou bem.