Criança que fazem birra na hora de se vestir - dicas que ajudam

Crianças que fazem birra na hora de se vestir – dicas que ajudam


17 de Fevereiro de 2015

Aqui em casa, passamos por uma fase tensa, onde o Leo fazia birra na hora de se vestir. Todas as trocas de roupa eram chatinhas, mas, verdade, ele passou por um período que se negava a usar qualquer peça de roupa que tivesse botão (camisa, camiseta, bermuda, calça…) ou que tivesse gola. Isso pode até parecer estranho, mas não é incomum. A filha de um casal de amigos, por exemplo, passou por uma fase (bem longa) na qual se negava a usar blusas de manga curta. E aí, em pleno calor, lá estava ela de manga comprida.

E nessas horas, nem sempre adianta brigar, obrigar, transformar a situação num stress generalizado. Toda vez que eu tentei forçar o Leo a vestir algo que ele não queria, foi triste, cansativo, desgastante.

Só que aí, para também não perder a “luta” e me dar por vencida, resolvi desenvolver artimanhas para me ajudar nessa empreitada, as quais compartilho com vocês hoje aqui.

Ah, e a boa notícia é que, com o tempo, as coisas melhoram. São fases, como tudo em se tratando de crianças, e um dia o problema acaba.

Photo Credit: cafemama via Compfight cc

Photo Credit: cafemama via Compfight cc

 

Vestir roupas de personagens que elas gostam: se a criança está fazendo birra na hora de se vestir  e você está com pressa, uma boa alternativa é tirar da gaveta aquela roupa do personagem que ela ama. É bem mais fácil e rápido convencê-la. Aqui em casa, eu estava quase fazendo um estoque de roupas do Mickey e do Homem Aranha.

Oferecer opções (mas não muitas. Duas é ótimo): essa aprendi com uma amiga psicóloga que presenciou uma cena de birra do Leo na hora de se vestir. A minha solução, no dia, foi levá-lo até o seu guarda-roupas e deixá-lo escolher o que queria vestir (em vez de obrigá-lo a colocar o que eu queria). Só que aí ela me deu a dica: não dar muitas opções para a criança, pois ela se confunde, fica ansiosa e irritada. Dar duas opções e deixá-la escolher. Isso dá autonomia para ela, mas diminui suas dúvidas e controla sua ansiedade.

Se demorar para decidir, contar até 10 e avisar que depois disso quem escolhe é você: dica de uma leitora que eu coloquei em prática e funcionou. Dar a opção da escolha, mas avisar que não tem toda a vida para se decidir. 10 segundos é o suficiente e, depois, o adulto decide o que será vestido caso a criança não escolha (se ela quiser atenção dos pais ela vai postergar a decisão por horas, por isso, tem que dar um limite).

Colar adesivos: a criança não quer colocar a roupa? Torne a roupa divertida. Aqui eu escondia os botões que o Leo odiava com alguns adesivos e, depois, com o tempo, eu tirava-os sem ele ver. Funciou.

Combinar antes: aqui isso quase sempre funciona. Sempre que sei que passarei por uma situação tensa com o Leo (terei que convencê-lo a fazer algo que ele não curte ou não quer) eu combino com ele antes como as coisas acontecerão. Por exemplo: ao acordar, você diz que ele poderá ficar mais um pouco de pijamas mas que, depois, de brincarem (verem TV, lerem uma história juntos, etc…) você irá trocar a roupa dele. E faça a criança concordar com o que foi decidido. Aqui isso é ótimo e costuma funcionar muito bem muitas vezes.

Mostar algum detalhe diferente da roupa (bolso, velcro, botão…): criança adora novidades, então, na hora do chilique para se vestir, eu mostrava algum detalhe diferente da roupa e apresentava aquilo como se fosse a oitava maravilha do mundo – “nossa, Leo! Você viu que tem um bolso aqui? E o que será que tem dentro do bolso? Será que tem uma surpresa? O que será que dá para você guardar aqui? Vamos guardar algo?….”. E assim, eu tirava a atenção dele e ia o vestindo.

Falar que a roupa é nova: nunca menti que uma roupa era nova quando não era, mas as roupas permaneciam novas por semanas aqui em casa (risos!). Ou seja, quando ele ganhava algo novo, eu salientava que era uma roupa nova, bacana, legal, diferente, divertida e, depois, várias outras vezes eu ia vesti-lo com essa roupa lembrando que era a tal roupa nova. Como eu já disse acima, muitas crianças adoram novidades, o que é novo, e aí esse discurso ajuda.

Contar uma história sobre a roupa: um exemplo é lembrar de uma situação legal em que a criança usou a tal roupa. Aí, remetendo à experiência positiva vivida, ele poderá curtir a ideia de se vestir com ela.

Falar que é igual a de fulano ou ciclano: muitas crianças adoram se vestir como os amiguinhos e aí, dizer que aquela roupa é igual ao do amiguinho, do primo, do vizinho ajuda no convencimento.

E vocês, que estratégias utilizam na hora de convencer a criança a se vestir ou a vestir determinada roupa? Compartilhe suas dicas com a gente no espaço para comentários abaixo. Eu e as demais leitoras vamos amar!

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