Dicas para organizar as visitas a um recém-nascido

Dicas para organizar as visitas a um recém-nascido


10 de Março de 2015

Estou naquela fase de receber várias visitas em casa, para conhecerem o Caê. E aí me deu a ideia de escrever esse post, com dicas para organizar as visitas ao recém-nascido.

Bom, para começar, acho importante dizer que eu vejo essa “organização” da visitas dividida em 3 fases: aquela antes do bebê chegar, quando se decide junto com o companheiro como vocês vão querer fazer, aquela que diz respeito às visitas da maternidade e, por fim, aquela que diz respeito às visitas que a gente recebe em casa.

Photo Credit: Emery Co Photo via Compfight cc
Photo Credit: Emery Co Photo via Compfight cc

Na fase anterior à chegada do bebê:

Sugiro você conversar com o seu companheiro e discutir com ele o que vocês dois acham melhor com relação às visitas: se é receber na maternidade, se é receber em casa, se é receber nos dois, se é receber só depois de um mês em casa.

E as minhas sugestões aqui são:

Receba suas visitas na maternidade. Lá você contará com a ajuda de vários profissionais e tudo será mais fácil (até porque o bebê ainda dorme muuuiiito). Além disso, se precisar que alguma visita que já está por lá há muito tempo vá embora, delicadamente uma enfermeira pode pedir que as visitas deixem o local com alguma desculpa como dar banho no bebê ou algo assim. É só combinar antes com elas.

Quanto às visitas em casa, sugiro que se libere a visita para os mais íntimos, aos finais de semana, que você conta com a ajuda do marido, e que a visita dos demais fique somente para depois que o bebê completou 1 mês.

Outra dica que eu acho legal é você definir uma pessoa que irá avisar a família sobre a sua decisão quanto às visitas. Ou seja, se vocês decidiram que irão aceitar visitas da família na maternidade e depois, dos parentes mais distantes, apenas após 30 dias, essa pessoa poderá passar o recado. Essa pessoa pode ser sua mãe, sua irmã, uma prima… enfim, alguém que você tenha intimidade para pedir que assuma esse papel (ou pode ser você mesma).

Já se você é tranquila e não se importa com as visitas, é só deixar rolar, sem regras e sem avisos. Mas aqui também um alerta: se é seu primeiro filho, você pode achar que as coisas serão tranquilas, que você tirará de letra e liberar um caminhão de gente para ir visitá-la. Só que a gente nunca sabe como serão as coisas, então, cuidado. É melhor restringir antes e liberar depois se tudo correr bem.

Na maternidade:

Aqui a própria maternidade estipula os horários de visitas, mas você também pode restringi-los um pouquinho mais, se quiser descansar, se dedicar ao bebê, etc…

Os primeiros dias com um bebê são muito delicados. Vocês ainda estão se conhecendo, o bebê não sabe mamar, provavelmente seu leite ainda não terá descido (lembre-se, pode levar de 3 a 4 dias para descer) então vocês precisarão de alguns momentos de calma e intimidade, para tudo fluir bem e naturalmente. Se for o caso, reserve a manhã para isso. Diga que prefere não receber visitas nesse período e libere-as somente à tarde.

E depois que as visitas chegarem na maternidade, use e abuse das enfermeiras se você precisar de momentos de paz e tranquilidade e peça para elas, delicadamente, darem uma desculpa e pedirem para as visitas encerrarem o passeio já que o bebê terá que fazer isso ou aquilo (como eu disse acima, é comum isso acontecer).

Em casa:

Em casa, na minha opinião, as coisas ficam mais complicadas, porque nem sempre se tem ajuda, o marido já voltou a trabalhar e, em outros vários casos, ainda há um filho mais velho para se dar conta. Ou seja, sugiro, nesse caso, restringir as visitas em casa, nos primeiros 30 dias, somente para as pessoas mais próximas. E outro detalhe muito importante: estipule dias e horários para as visitas. Minha sugestão: finais de semana, das 14 às 16h. Se você falar esse horário, pode ter certeza que terá visitas até 18 ou 19h. E se não estipular horário nenhum, poderá ter visitas até tarde da noite (principalmente daqueles que nunca viveram essa experiência) e isso não é bacana, porque no fim do dia a criança está bem mais irritada e com o movimento da casa tudo tende a piorar (lembre-se que essa é a hora das fatídicas cólicas).

E outra dica útil: use e abuse das redes sociais e grupos para dar o seu recado. Você pode, já no aviso de nascimento do bebê, dado via Facebook, e-mail, Whatsapp, etc…, avisar que as visitas estão liberadas nos dias tal e tal, hora tal e tal. E se o papai puder assumir essa responsabilidade, melhor ainda, pois muita gente vai responder com felicitações, perguntas, etc… e aí ele pode retornar, já que você estará bem mais ocupada.

Tenho certeza que receberei centenas de críticas a esse post. Já sei disso. Mas quer saber? Não estou nem aí. Não estou aqui dizendo que as pessoas precisam fazer dessa forma. Se alguém quer receber visitas sem nenhum tipo de restrição, ótimo. Fico feliz por essa pessoa. Tenho certeza que ela está bem, segura, preparada, e que um amontoado de visitas falando, questionando e palpitando não fará a mínima diferença na vida dela. Mas nem todas as mães e bebês são iguais e, a grande parte deles precisa sim do seu tempo, do seu momento de intimidade e conexão, e com muita gente junto isso não é possível.

O que mais me preocupa nas visitas desenfreadas é o quanto isso pode atrapalhar a amamentação. Isso mesmo! Pode atrapalhar sim. No início, o bebê não sabe mamar, o leite não jorra do peito e a mãe está insegura. E para uma pergunta mal feita, um comentário exagerado atrapalhar as coisas, será pá pum. Sei que nada pior que um bebê chorando e alguém falando coisas como: ele está com fome. Isso acaba com a auto estima da mãe e prejudica e muito a amamentação.