O berço desmontável ideal

O berço desmontável ideal


19 de Março de 2013
Se tem uma coisa à qual se aplica a velha expressão “menos é mais” é berço desmontável. Isso eu garanto para vocês, de olhos fechados!
Eu passei pela experiência de usar dois berços desmontáveis diferentes e garanto que o simplesinho, baratinho e basiquinho dá um baile no outro.
Primeiro, eu ganhei um berço super bacanudo, da marca Love, de uma amiga. A filha dela já estava crescidinha, não cabia mais no berço, ela não pretendia ter outros filhos, então me deu de presente. Eu, quando ganhei, quase surtei de felicidade. O berço era ótimo! Forte, com apetrechos extras (regulagem de altura e trocador), super bonitinho e ainda de graça! Tudo que eu precisava!
Só que aí eu comecei a usar o berço, a ter que carregá-lo para cá e para lá, e o que aconteceu? Percebi que ele não funcionava. Quer dizer, ele funcionava sim – o Léo cabia direitinho nele, ele era confortável e super seguro – mas ele pesava muuuuuuiiiiiito e também era chatinho de montar e desmontar, o que o deixava nada, nada, nada, nada prático.
Para resolver essa questão, que já estava nos irritando, acabamos optando por deixar esse berço na casa da avó do Léo (e aí o presente voltou a ter uso) e a comprar um novo modelo.
Mas como não errar no modelo novo? Muito simples! Parando e pensando nas características que a gente realmente precisava que o berço tivesse.
Chegamos à conclusão que:
  • O berço teria que ser leve (o principal motivo de termos abandonado o outro é porque ele era pesado).
  • O berço teria que ser compacto (mesmo sendo leve, se for um trambolhão enorme continua sendo um saco carregar).
  • O berço teria que ser fácil de montar e desmontar.
  • O berço teria que ser seguro e confortável.
Atendendo a essas exigências, qualquer modelo se tornaria o berço perfeito para o Léo (e para os pais aqui, é claro).
Bom, para me poupar o trabalho de ir em várias lojas e testar vários modelos (claro que eu não iria deitar em nenhum deles nem colocar Léo dentro para tirar uma soneca, mas pelo menos iria pedir para levantar, montar e desmontar), eu primeiro fiz uma pré-pesquisa, no grupo de discussão Macetes de Mãe, e lá encontrei a indicação dos seguintes modelos:
  • Cosco C66
  • Graco Pack n`Play Playard
  • Angel Burigotto
Depois de uma espiadinha na internet para comparar os modelos, achei que o modelo Angel, da Burigotto, era mais a cara do que eu estava procurando (Burigotto: ótimo custo benefício. Fica a dica!). Fui atrás desse. Procurei uma loja, pedi para ver, montar e desmontar, curti na hora, comprei e levei!
Mas eu ainda não o tinha usado. Até esse final de semana. Na sexta viajamos e lá fui eu usar o tal novo berço. E não é que a experiência foi ótima? (Ufa!)
Ele tem tudo, tudo, tudo que eu estava buscando: é leve (algo em torno de 8,5kg), é compacto (vira um volume bem pequeno), é fácil de carregar (ele vem dentro de uma sacola com alça), é mega-super-hiper-ultra fácil de montar e desmontar (sem experiência nenhuma montei o negócio em 15 segundos, já para desmontar, foram 10!!) e é bem seguro (depois de montado ele não ficou todo molenga, mas bem firmesinho. Ainda, tem ainda um “pé” extra no centro, para dar mais estabilidade, e tem as laterais altas e “vazadas”, o que garante que o bebê não irá sair de lá com facilidade e nem irá se sufocar se encostar o narizinho num dos lados. PS: essas questões de segurança são atributos comuns a todos os modelos que eu comento abaixo).
Na questão conforto, ele peca um pouquinho, mas sinceramente, todos os berços pecam nesse aspecto. Junto com ele vem uma estrutura para ser colocada no fundo, para dar suporte e servir como colchãozinho. Só que, na minha opinião,  essa estrutra não é macia o suficiente (a do meu outro berço e a de todos os que eu vi em lojas também não não eram). Assim, acho que vale a pena a aquisição de um colchonete extra, para colocar no berço. Eu, acabei não usando colchonete nessa primeira viagem. O que fiz foi colocar um edredon fino dobradinho e por cima do edredon e da estrutura do fundo coloquei o lençol, com elástico, para deixar bem firmesinho e não ter perigo do Léo se enrolar no edredon e se sufocar.
O que eu percebi nessa minha experiência com berços desmontáveis é que muitos deles oferecem um monte de funcionalidades extras (regulagem de altura, trocador, capota, móbile, porta trecos,…) que de necessárias não tem nada e que ainda acabam deixando-os muito mais pesados (coisa que, para um berço desmontável, que será transportado, não é nada interessante).
No fim no fim, o que é necessário mesmo é a estrutura básica do berço: fundo e laterais. Simples assim. E, claro, que ele ofereça segurança e o mínimo de conforto.
Abaixo os modelos que me foram indicados, o modelo escolhido, e as minhas observações a respeito.

Cosco Toybar C66

Esse berço me foi super bem indicado, mas achei que a barra de brinquedos e a regulagem de altura (essa parte que podemos acoplar para deixar o bebê numa posição mais alta) eram desnecessárias. O meu berço Love tem essa regulagem e garanto que dá trabalho de montar e também acaba fazendo o volume pesar muuuuuuuito mais. Além disso, essa altura só é usada por poucos meses, pois depois se torna perigosa para o bebê. Devido a regulagem de altura e à barra de brinquedos descartei esse modelo. Tudo bem que depois era só eu não carregar isso junto com o berço, mas aí estaria pagar por algo que não iria usar. No way!

Gracco Pack n`Play Playard

Muito parecido com o modelo acima, da Cosco. Também tem a regulagem de altura (que na verdade não é uma regulagem, mas uma “cesta” que deixa o bebê em uma única posição, um pouco mais elevada) e a barra de brinquedos. Não escolhi pelo mesmo motivo do modelo da Cosco: não precisamos desses “luxos” de brinquedos e regulagem.

Angel Burigotto

O grande vencedor! Escolhi esse porque ele só tem o básico do básico, mas é tudo que precisamos.  Como dá para ver, ele não tem regulagem de altura, não tem capota, não tem porta trecos e o mosquiteiro (essa redinha que aparece por cima dele) é super basiquinho. Mas não precisa, mesmo, mesmo, nada além disso. Ele vem com rodinhas para empurrá-lo com mais facilidade, tem um “pé” no meio para dar sustentação, tem laterais altas e em redinha e é firme. Precisa mais? Claro que não!
Atenção mamães: antes de eu usar na prática um berço desses, eu sempre me apaixonava pelos modelos mais completos, que me pareciam ter tuuuuuuuudo que eu iria precisar em uma viagem. Mas isso é um grande engano. Em uma viagem, o que precisamos é de praticidade, o resto, a gente se vira. Garanto para vocês!