O caso do vestido - gafes pós maternidade

O caso do vestido – gafes pós maternidade


4 de Fevereiro de 2014

Captura de Tela 2014-02-04 às 07.45.06Eu sempre gostei de contar histórias. E gosto ainda mais quando elas têm uma veia cômica. Acho que são mais a minha cara. Por isso, hoje fiquei pensando numa coisa… Eu tenho várias histórias engraçadas que me aconteceram depois que eu virei mãe, então, por que não contá-las aqui? Acho que será uma forma divertida de registrar algumas memórias e de também fazê-las rir um pouco. Afinal, quem é que não gosta de se divertir? Ainda mais com a desgraça alheia? Ahahaha!

A ideia é contar pequenos incidentes do dia a dia vividos por uma mãe louca, que, no caso, sou eu.

Vou começar pelo caso do vestido, espero que curtam!

Quando o Léo estava fazendo quase um aninho, a gente foi num casamento de um colega de trabalho do meu marido no Rio de Janeiro. Eu estava toda empolgada, afinal, festas de casamento são sempre bacanas. Mas esta me deixava mais animada ainda: a festa seria no Rio, cidade que amo; minha mãe iria junto para ficar cuidando do Léo enquanto a gente se “jogava na festa”; o casamento era de um gringo com uma brasileira, então a festa prometia ser do balacobaco (a brasileirada toda querendo mostrar para a gringaiada o que o Brasil tem de melhor) e, principalmente, eu não saia quase nunca de casa, então, uma festa dessas era tudo que eu precisava.

Chegamos no Rio em cima da hora. Só deu tempo de eu tomar um banho rápido, passar uma argamassa na cara e sair correndo para pegar o finzinho da cerimônia religiosa (coisa que não conseguimos porque no último instante Léo causou e eu tive que acalmá-lo antes de deixá-lo com a minha mãe). Mas beleza, fomos para o tal casamento, cheios de alegria, brilho e luz.

Chegando na porta do salão de festas, já a primeira grata surpresa causada pela minha #cabeçademãelouca, como gosto de dizer: eu tinha colocado um brinco só. Sim, uma orelha estava com um brinco lindíssimo, que completava perfeitamente  o visual, mas a outra estava pelada. O jeito foi eu inventar, de última hora, um cabelo todo diferentoso que tapava uma das orelhas e deixava a outra à mostra e entrar como se nada tivesse acontecido (mas para logo tirar o brinco que restava e apertar a teclá “Fod#@-seFicaAssimMesmo”).

Fiquei um pouco triste por estar sem brinco, mas segui o baile, afinal essa era “A” noite, era um evento planejado há meses, e não ia ser isso que iria acabar com ela. (Mentira! Não fiquei pouco triste não, fiquei puta! Indignada com o esquecimento. Me sentindo pelada! Mas o que é ficar pelada mesmo eu só entenderia de verdade algumas horinhas depois).

Bom, assim a noite seguiu. Conversamos, rimos, dançamos, falamos sobre filhos, demos alguns telefonemas para checar se tudo estava bem, nos surpreendemos com um casal de amigos que havia levado os dois filhos e mesmo assim conseguiu aproveitar a festa e até aí nada de diferente.

Até que eu precisei ir ao banheiro. Pedi informações, procurei o caminho, encontrei o destino, entrei, fiz o que precisava fazer e aproveitei o silêncio do recinto para dar mais um telefonema checando se a paz e a harmonia reinavam entre o Léo e a minha mãe.

Avó atendeu, avó respondeu todas as perguntas, tudo estava bem e lá fui eu fazer o caminho de volta.

Assim que saí do banheiro, resolvi dar uma voltinha do lado de fora da festa, checar se a temperatura tinha baixado ou nao, porque se tivesse era melhor ligar de novo e pedir para a avó colocar uma mantinha sobre o pequeno. Saí, andei, chequei e estranhei que, assim que eu apareci, todos os manobristas que estavam lá ficaram mudos. Na hora, até me enchi de vaidade e pensei: Uau! Não me arrumo nunca. Ando sempre descabelada, mal vestida e largada. Quando me arrumo um pouco é esse o efeito que dá? Tenho que fazer isso mais vezes!

Voltei e, antes de ir para a pista de dança, parei para comer uns doces. Sim! Eu merecia dois minutos de paz me empanturrando de doces de chocolate, de fruta, de paçoca, de ovo, do escambau. Mas percebi que enquanto eu me deliciava duas meninas me olhava com uma cara meio estranha, provavelmente pensando: “Afff! Mas come a criatura!” Só que não, a observação que elas faziam não era essa.

Algum tempinho depois delas começarem a me olhar, uma se aproximou e perguntou: “Are you brazilian?” (sim casamento de gringo com brasileira tem dessas coisas, eles olham para uma branquela como eu e já vão achando que é do outro lado da família). Respondi que sim, nas duas línguas para garantir, e aí a moça soltou: Ah! Desculpe, é que fiquei na dúvida e precisava falar com você. Queria avisar que o seu vestido está para dentro da calcinha e a sua bunda está de fora.

Gente! Morri! Morri mil vezes! Nunca me arrependi tanto de ter dado um telefonema para saber do Léo. Sim, porque segurar o telefone com uma mão e usar a outra para puxar a calcinha e arrumar o vestido só podia dar nisso.

Então amigas, o aprendizado de hoje é o seguinte: quer ligar para saber do filho? Confirme antes se você está com a roupa toda no lugar. Se não, você corre o risco de viajar na maionese e sair por aí pagando coxinha, peitinho, bundinha e mais um monte de coisa…”

Ah, e antes que vocês se perguntem “Mas como ela não sentiu um vestido dentro da calcinha?”, eu explico: era um vestido fininho, de seda, leve, leve. Outro perigo para mães meio doidas como eu. Fica a dica!

Leia outros posts de humor: